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)
rÍl
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DeplnrrupNTo
DE
Ppolcocn r
E»uclÇÃo
CoxcnrçôBs
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ALUNoS
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A
AvALIAÇÃo
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APRENDIZAGENS NA
DISCIPLINA
DE
MATEUÁTTCI
EM ANOS
TERMINATs
Dos
l"
E 2"
cICLos
Do ENSINo
nÁstco
Cmsrrru
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Mlcnoo
PnornssoRa
Dourona
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Auraetoe
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SeNros
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E
DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA E EDUCAÇÃO
CoxcrpÇoEs
DE
ALUNos
soBRE.l.nvalHÇÃo
DAs
ApRETIDTZAGENs
NA
DTscPLINA oB
MlrruÁucA
EM
ANos
TERMINAIS
Dos
1'E
2'clcI,os
Do
ENsINo
sÁsrco
Cristina
Maria
deMacedo
Dissertação apresentada para a obtenção do Grau de Mestre em Educação na
SI
Â
2
í1
Especialidade de Educação Matemática
Dissertação
orientada
pela ProfessoraDoutora
Maria
Leonor
deAlmeida
Domingues dos
§antos
v
)Yo
?40
Y
A
presente investigação tem como objectivoo
estudo das concepções dos alunos sobre a avaliação das aprendizagens na disciplina de Matemática em anos terminais dos1"
e
2ociclos do Ensino
Brásico.Em
particular, procurou'se estudare
comparar as concepções que alunos desses anostiúam
sobre a avaliaçãoe
as práticas avaliativas dos seus professores, e compreender se existiam algumas relações de dependênciaente
essas concepçõese a
perspectivaface à
Matemáticae
o
desempeúo
escolar desses alunos.O enquadramento teórico esuí organizado em dois capítulos. O primeiro relacionado com a avaliação e o segundo referente às concepções'
Este estudo segue uma metodologia de natureza interpretativa.
A
recolha de dadosfoi
feita através da aplicação de um questiowírio a quaEo turmas, uma do4'
e outra do6o
ano de
escolaridadede dois
agrupamentosdistintos,
um
de Elvas
e
outro
de Portalegre, e de entrevista semi-estruturada a dois alunos por turma.A
análise de dadosfoi
organizada emtomo
de duas categorias:(i)
perspectivas face à Matemáticae
(ii)
perspectiva face à avaliação das aprendizagens.
Os
resultadosdo
estudo
indicam que as
concepçõessobre
a
avaliação
dasaprendizagens
em
Matemática dos
alunos participantesincidem,
preferencialmente,sóbre sentimentos, consequências, funções
e
instrumentosde
avaliação. Verifica-seuma tendência para a existência de relações de dependência entre a imagem negativa da
Matemática escolar e a concepção de avaliação associada aos sentimentos.
Alunos
com classificações negativas a Matemática associam, igualmente, a avaliação a sentimentos.Já
os
alunos quetêm uma
imagempositiva da
Matemática, assimcom os que
têm classificações mais elevadas, tendem a associar a avaliação às suas consequências.No
quediz
respeito às pníticas avaliativas que lhes têm sido proporcionadas, os alunos doio
"
do2o"i"lor
apresentam concepções quase semelhantes,recoúecendo
as fichas deavaliação como os instrumentos com mais peso para o professor na
atribúção
de notasno
final
do período. Os alunosdo
lo
ciclo
são os que mais revelam concordar que oprofessor está atento às suas dificuldades. Porém, quer os alunos
do
lo e do2'ciclos
não reconhecem poder combinar com o professor a forma como são avaliados.RESt]MO
Palavras - chave: Avaliação das aprendizagens, Matemática, concepções de alunos, lo e 2o ciclos do Ensino Básico.
The main
pu{pose
of
the
present
work
is to
study
úe
students'
beliefs
onassessment leaming related
to
úe
Maúematics
subjectir
ending yearsof
ls
and2'f
key
stageof
eleméntary school.In
particular,
the
researchwas
aimedto
study
and compare the students'beliefs
thatpupils
of
those particular years hadon
assessment and-the
assessment practises
of
úeir
teachersand
also
if
there were any
kind
of
dependence
relationships between those
beliefs and
the
perspective
towardsMathematics and those students' school performance.
The theoretical
framework is
organizedin
two
chapters. Thefirst
relatedwith
theassessment and the second regarding the beliefs.
This
studyfollows
ameúodology
of
interpretative nature. The data gathering wasdone through
the application
of
a
questionnaireto
four
classes, oneof
the
4th
andanother
of
úe
6th year
of
two
different
school groups, one belongingto
Elvas
andanother one
to
Portalegre and also througha
semi-structuredinterview
doneto
two
students
per gÍoup. The
data analysis
was
organized around
two
categories:(i)
perspectives towards Mathematics and
(ii)
perspective towards assessment leaming.The
resultsof
the
study show
úat
the beliefs
of
those studentson
assessmentleaming on
Maúematics
are preferably based on feelings, consequences, functions and assessment instruments.In
general terms,úere
seemsto
be dependence relationshipsbetween
úe
Maúematics
negative image andúe
assessment conception associated tofeelings.
Studentswith
negativemarks at Maúematics
also associate assessmentto
feelings. Those
who
have a positive Mathematics image, aswell
as thosewith
highermarks at the subject, seem to associate assessment
to
its consequences. C,onceming úe-assessment pracásesúat
have been providedto
studentsfrom
l't
and 2ndkey
stageof
elementaryichool, úese
same pupils show very similar beliefs, pointingúe
summativetests as having higher importance when
úe
assessment term comes. The students ofüe
Itt
key stageóf
elementary school are those who most agree that the teacher is attentiveto their diffrculties. Even so,
boú
groupsof
students say that they cannot negotiatewith
their teacher the way they are supposed to be assessed.
ABSTRACT
STUDENTS'BELIEFS ON THE ASSESSMENT LEARNTNG OF TIIE MATHEMATICS SUBJECT IN ENDING YEARS OF lST AND 2M KEY STAGE ELEMENTARY SCHOOL
Keywords:
Leaming
assessment, Mathematics, students' beliefs,I't
and 2ndkey
stageAGRADECIMENTOS
À
Professora
Doutora Leonor
Santos
pelas críticas,
sugestões edisponibilidade constante durante a realização deste
rabalho'
Aos
alunos e professores, dos dois Agrupamentos, que de algum modocontribúram
para a rcalizaçáo desta investigação.Aos
amigos
pela
ajuda, incentivo
e
pelas
palavras
de
ânimo'Especialmente,
aos amigos
que a
miúa
passagempelo
Alentejo
meproporcionou
conhecer.A
eles,
e
eles sabemquem
são,aqui fica
otestemuúo
da minharecoúecida
gratidão.À
miúa
família, pelo apoio,cariúo
e encorajamento'cApÍTULo v.
APREsENTAÇÃo
r
»rscussÃo nos
»mos..""""""""""""'77
Resultados referentes ao 1o ciclo de
escolaridade"""
""""""""""""'77
Perspectiva face àMatemática.'..
"-"""""""""""77
Gosto pela disciplina de Matemática.
...""""""
""""""""""
78Importância da
Matemática..-...
""""""""""
81Perspectiva face à avaliação das aprendizagens
""""'
""""""""""
83Sigrrificado'
...'
"""""""""""'
83Utilidade...
"""""""""""'
85 Instrumentos e elementos deavaliação...'."
""""""""""""""'
87 Práticas avaliativas...Influência da avaliação na aprendizagem da
Matemática"""""""""
Resultados referentes ao 2o ciclo de escolaridade...Perspectiva face à Matemática....
Gosto pela disciplina de Matemática.
..'...""
Importância da Matemática...'... 90 92 94 94 94 99 Perspectiva face à avaliação das
aprendizagens
"""""""""""""'
101Significado. ...
Utilidade...
Instrumentos e elementos de avaliação...
'."
"""""""""""""'
105 Práticasavaliativas...
"""'
107Influência da avaliação na aprendizagem da
Matemática"""""""""""""""""'
110 Comparação dos resultados dol"
e 2o ciclos de escolaridade"'
"""'ll2
Perspectiva face à Matemática.."
""""""""""""
113 Gosto pela disciplina de Matemática.....'....'..."""'
"""""""""'
113lmportância da
Matemática...'
"""""""""
114Perspectiva face à avaliação das
aprendizagens
"""""""""""""'
115Significado.
...
""""""""""'
115utilidade...
... 116Instrumentos e elementos de
avaliação..."..'..''
"""""""""".''
118 Práticasavaliativas...'..."..
"""""""""""
120Influência da avaliação na apren dizagem da
Matemática"
"""'123
Algumas relações com as
concepções
""""""""""125
A
imagem da Matemática escolar e a concepção de avaliação'""""""""""""'125
O desempeúo em Matemática e a concepção de avaliação"""""""""""""""'127
101
Íuorcr
DE
euADRos
Quadro
l.
Número de participantes, pordistrito, anolectivo
200712008...69Quadro
2.
Gosto peladiscip1ina...
...78Quadro
3. A
opinião dos alunos sobre a Matemática...
...78Quadro
4.
O que gostam mais de fazer nas aulas de Matemá1ica... ...-.79Quadro
5.
Opinião dos alunos relativamente à importância da Matemática ...81Quadro
6.
Um
sentimento associado à realização da ficha de avaliação...83Quadro
7.
Opinião dos alunos relativamente à utilidade da avaliaç!ío em Matemática 836Qtndro
8.
Instrumentos e elementos de avaliação que os professores consideram na avaliação...
... 88Quadro
l0.Empeúo
dos alunos...
...90QuadÍo I l.Pníticas avaliativas na opinião dos
alunos...
... 90Quadro
l2.Coúecimento
do processo avaliação..
...91Quadro 13.O professor pede os trabalhos antes de estarem finalizados e dá pistas para
melhorar...
...92Quadro 14.Influência da avaliação na aprendizagem ern Matemática ...93
Quadro
l5.As
avaliações sãojustas
...93Quadro l6.Gosto pela
disciplina..
...95Quadro
l7.A
opinião dos alunos sobre aMatemática...
...95Quadro
l8.O
que gostam mais de fazer nas aulas de Matemática... ...97Quadro
l9.Opinião
dos alunos relativamente à importáncia da Matemática... 100Quadro 20.Um sentimento associado à realização da ficha de avaliação... 102
Quadro
2l.Opinião
dos alunos relativamente à utilidade da avaliação em Maternritica 103 Quadro 22.Inskumentos e elernentos de avaliaçlio que os professores consideram naavaliação
... 105Quadro 24.Empenho dos alunos
...
... 107Quadro 25.Práticas avaliativas segundo a opinião dos alunos...108
Quadro
26.Coúecimento
do processo avaliativo...
... 109Quadro 27.O professor pede os trabalhos antes de estarem finali2ados... 109
Quadro 28.A influência da avaliação na aprendizagem em Matemática... 110
Quadro 29.As avaliações são
justas
... I II
Quadro 30.Gosto peladisciplina
... 113Quadro
31.4
opinião dos alunos sobre a Matemática...
... 113Quadro 32.Opinião dos alunos relativamente à importância da MaÍemática ... 114 Quadro 33.Um sentimento associado à realizaçào da ficba de avaliação... 116 Quadro 34.Opinião dos alunos relativamente à utilidade da avaliação em Iúatemática I 17 Quadro 35.Média de instrumentos e elementos de avaliação ns5ina12d6s... 118 Quadro 39.Práticas avaliativas
reconhecidas...
... 121Quadro
44.4s
concepções sobre a avaliação e o gosto pela Matemática... ...125Quadro 45.4s concepções sobre a avaliação e a opinião relativamente à frase:
"A
Matemática é
útil
para o dia-a-dia...
...126Quadro 46.4s concepções sobre a avaliação e a opinião relativamente à frase: "Pode aprender-se Matemática de forma
divertida"...
...126Quadro 47.4s concepções sobre a avaliação sobre a avaliação e a opinião relativamente à frase:
"A
Matemática édificil
e aborrecida"...
...127Quadro 49.Retenção em algum
âno
... 128 Quadro 50.Resultados dos alunos em viírios elementos de avaliação no primeiro período128
Quadro 5l.Classificações em Matemática dos alunos no
final
do primeiro periodo... 129 Quadro 52.As concepções sobre a avaliação e as classificações em Matemática definal
do primeiro
período...
...129Quadro 53.Os significados
atribúdos
pelos alunos quando associam a avaliação asconsequências
... 130Quadro S4.Distribuição dos significados atribuídos pelos alunos à concepção de
avaliação associada às
funções
... 131Quadro
55.Distribúção
dos significados atribuídos pelos alunos quando associam aÍxorcu
DE
FrcrIRAs
Figura
I
-A
avaliação e o processo de ensino e aprendi2agem...l2
Figura 2 - Quadro geral das funções da avaliação...
...l5
Figura 3 - Quadro geral das funções de avaliaçlio segundo vrírios autores ... 17Figura 4
-
Quafio fases daavaliação
...32INDICEDEAIYEXOS
Anexo
I
-
Carta as escolas para aplicação dos questionririosAnexo 2
-Listagem
do Agrupamento de Escolas de ElvasAnexo 3 -Lisistagem do Agrupamento de Escolas de Portalegre
Anexo 4 -Questionrírio do 4o ano
Anexo 5 -Questionário do 6" ano
Anexo 6
-Cuião
da entreüstaAnexo 7 -Respostas dos alunos do 40 ano, por agrupamento, à dimensão
-
intrumentose elementos de avaliagão
Anexo 8 -Respostas dos alunos do 6o ano, por agrupamento, à dimensão
-
intrumentose elementos de avaliação
Anexo 9 -Respostas à pergunta 13, dos alunos do Agrupamento de Escolas de Elvas
Anexo
l0
-
Respostas à pergunta 13, dos alunos do Agrupamento de Escolas de PortalegreCryítalol
CAPÍTULO I. PROBLEMADO ESTI]DO
Problema
equestões do estudo
Fala-se de avaliação,
por
vezescom
demasiada ligeir.ez4po4pe
se pa.rte de umaprernissa inquestioruível de que é preciso avaliar, sinónimo
ineqúvoco
de que é preciso examinar, antes de averiguar ou de inteÍrogar o sentido e o significado do proprio acto deavaliar
(Méndez,
2002).
É
preciso avaliar porque
a
sociedade assimo
exige.
Essa exigência da sociedade serve apenas de descúpa ou de escudo, de modo a ocultar tantaslimitações
e
incapacidadespara
dar
respostas fundamentadasaos
que
supostamente exigem essa avaliação (Mendez, 2002).Irrompe
a
questãosobre que outras formas
de
avaliar
a
sociedade conhece. Étambem,
ineütável
saber que perspectivas têm os alunos sobre a avaliação, pois eles sãoum
elemento integranteno
acto de avaliar e apoiam a tomada de decisões adequadas àpromoção
da
qualidade das aprendizagens.Assim,
sendoo
alunoo
agente central detodo
o
processoeducativo, deve
assumir-seque
o
seu querer
e
envolvimento
sãocondições
essenciaispara
o
sucesso(Pinto
&
Santos,
2006b).
A
avaliação
deaprendizagens
é
todo
e
qualquer processodeliberado
e
sistemáticode
recolha
deinformação, mais ou menos participado, interactivo, negociado, contextualizado, acerca
do
que
os
alunos sabem
e
são
capazesde
fazer numa
diversidade
de
situações (Femandes,2005).
Trata-se de uma parte insepaníveldo
complexo sistema educativoque
tem com
finalidade
a
aprendizagem (Santos,2008).
De
acordocom De
Lange(1999) a avaliação é uma parte central do ensino e
müto
se pode aprender escutando os alunos.Além
de que a avaliação é um factor determinante para o aluno nodesempeúo
em Matemática (Clarke, 1992). Assim, neste estudo pretendeu-se estudar as concepçõesdos alunos sobre
a
avaliação das aprendizagens nadisciplina
de Matemática em anosterminais
dos
lo
e
2ociclos do
Ensino
Brásico. Paratal
formularam-se as seguintes questões:(i)
Quais são as concepções que alunos,em
anosterminais
do lo e
2ociclos
doEnsino Brásico,
tàn
sobre a avaliação das aprendizegens e as práticas avaliativas naCqítuloI
(ii)
Existem diferenças entre as concepções sobre a avaliaç2lo das aprendizagens e asp:áticas avaliativas de Matemática de alunos do 4o ano relativamente as de alunos do 6o ano de escolaridade?
(iii)
Serí que existe relação entre as concepções de avaliação das aprendizagens queos alunos possuem e a imagem que Gm da Matemática escolar?
(iv)
Será que existe relaçãoente
as concepções de avaliação das aprendizagens que os alunos possuem e o seu desempenho a Matemática?Não pretendemos compreender como se
criam
essas concepções, neminterferir
nasrealidades
em
estudo,mas
sim
perceberquais
são essas concepçõesnos
dois
ciclosiniciais
do Ensino Básico e se existem ou não diferanças enke elas.É
reconhecido que a passagem deum
regime de monodoc&rciado
1ociclo,
parauma
situaçãoem que
o
aluno
passaa
ter
viáÍios
professorescom
metodologias econcepções diversas
e
honirios
diferentespodem alterar
as
concepçõesdos
alunos.Também
é
frequente
ouür
alunos
e
até
professorrs
do
lo
ciclo
afirmarem
que
o reÍldimento eo
gosto peladisciplina
de Matemáticapioram
com a ida parao
2o ciclo,opinião
esta quepode ser em parte
apoiadapelos
resultadosobtidos
nas Provas deAferição
realizadas emMaio
de 2007, em queo total
global obtido pelos alunos do 4oano é melhor do que
o
alcançado pelos do 6oano de escolaridade. Também em 2008 os resultados nacionais globais foram melhoresno
lo ciclo, pois, nos dois níveis superiores de classifrcação situam-se cerca de metade dos alunosdo lo
ciclo,já
no 2ociclo
pouco mais de 30oá foram os üscentes que alcançaram estes níveis (M.E., 2008).Diversas investigações desenvolvidas, nos
últimos
anos em Portugal,widenciam
que apesar de se assistir a algumas alterações nas práticas lectivas dos professores, tais como o uso do trabalho de grupo, a resoluçâlo de problemas, as tarefas de exploração einvestigação,
recoúecendo
o
papelactivo do
aluno na sua aprendizagem,a
avaliação nâo temacompaúado
esta evolução (Femandes, 2006; Pinto&
Santos, 2006; Varandas,2000).
Ainda
segundo as Normaspara
a
avaliaçtio
em MatemáüicaEscolar mtilas
pníticas fomecem informação incompleta sobre a compreensão matemática dos alunos
(NCTM,1999).
Capítulo
I
rc
pertinência
da
investigação
Cada
vez mais
setoma
importânte percebero
que acontece de unsciclos
para os outros, nomeadamente nas concepções de avaliação das aprendizagens. que se criam e sedesenvolvem nos alunos ao longo do ensino brásico. Segundo Dekker e Querelle (2002)
os critérios de avaliagão deveriam ser compartilhados entre os professores dos
ciclos
eanos contíguos.
Além
de
que,a
gestãocurricular permite
ao professor desenvolver ocrurículo,
tendo em
conta
as
característicasdos
alunos,
os
recursos existentese
ocontexto social e escolar
(ME,
2004.
A
avaliação é importante, dado que, é através delaque
o
professor recolhe a informação que lhe permite diagnosticar as insuficiências na aprendizagem dos alunos edo
seu trabalho (Abrantes etal.,
2002).Ainda,
segundo DeLangue (1999) a melhoria na avaliação da sala de aula será uma contribuição forte para o
sucesso da aprendizagem.
A
avaliação é uma rírea extremamente problemáúc4 como indicam as dificuldades epreocupações manifestadas
pelos
professores,no Relatório do
Projecto
Matemá,tica 2001 (APlvÍ,1998a).No
entanto, avaliação tem uma função determinante no processo de ensino aprendizagem, pois:actua
como
regúador
sobreos
alunose
os
professores.É
a
bússolae
osextante do processo: fomece a informação necessária à busca dos caminhos
e ao marcar de rumos.
Para
além
disso,
tem
efeitos sobre cada
um
dos
intervenientes.
Édeterminante nas motivações dos alunos, nos planos e trabalhos do professor e nas expectativas dos pais e
família.
(Lemos, Neves, Campos, Conceição&
Aaia
1993,p.l5)
As
formas de organizar e desenvolver a avaliação podern desmotivar oumotivar
osalunos,
na medida
em
que,
'lodem
constituir
importantes
alavancaspara
superar obstáculos ou ser, elas mesmas, mais um obstáculo a superar," podem auxiliar o estudo ea
compreensão das suas limitaçõese
potencialidadesou,
conduzir parao
desinteresse (Femandes, 2005, p. 30).No
que diz respeito à investigação matemática a avaliação é uma área carenciada, e ocoúecimento
sobre o que os alunos pensam é um domínio em que, pela sua importânciaé
prementedar-se
atenção (Santos,2003;
Guimarães,2003). Assim,
o
estudo
das concepções dos alunos toma-se fundamental, dado queo
aluno é um actor directamenteCapítulo
I
alunos, "em particular a que procrxa compreender eventuais relações dessas concepções
com as
concepgõesdos
professorese
com as
suaspráticas
de
ensino"
(p.
407).Compreender o fenómeno complexo e multifacetado da avaliação passa necessariamente
por estudar o que pensam os alunos (Santos, 2003). Alern de que, habitualmente a voz do ahmo é a menos considerada quando se fala de avaliação (Santos
&
Pinto, 2003).O documento Renovaçtio do
currículo
de Matenuitica, da Associação de Professores de Matemáüca(APM,
t 998b) salienta que as práticas se caracterizampoÍ'trma
avaliaçÍioconsistindo quase exclusivamente
em
testese
examesescritos"
(p.
l0).
Alerta para
a necessidade, e de acordocom
as orientações curriculares, deprivilegiar
a
componenteformativa, conternplando a auto e hetero-avaliação.
A
avaliação não develimitar-se
aosobjectivos cognitivos,
mas
incluir
capacidadesligadas
a
níveis
elevados,tanto
no domínio cognitivo, como no afectivo e social.No
mesmo documento, são recomendadosdiversos
instrumentosde
avaliação(trabalhos escritos, orais,
indiüduais, em
grupo,relatórios
e a
discussãodos
trabalhos desenvolvidos),
que vão de
acordo
com
asorientações metodológicas, especificidade de cada aluno
e
as finalidadesdo
ensino daMatemítica.
Também as Normaspara
a avaliaçtio
em Matemática Escolar estabelecemum conjunto de standards destinados a orientar as
páticas
de avaliação em Matemráüca eestabelecem que
os
alunos devem sabercomo
vtlo
ser avaliados,que
Matemática seespera
que
sejam
capazesde
fazer, quais
os
criterios
usados
para
julgar
o
seudesempeúo e as consequências da avaliação
(NCTM,
1999)A
investigação realizada nosúltimos
anos, também evidenciacom
clarezao
papel que a avaliação podeni ter na melhoria do ensino e das aprendizagens (Dias, Varandas&
Fernandes, 2008). Segundo Grouws eMeier
(1992) hámultiplas
ligações entre o ensino,a avaliação e a aprendizagem, mas a natureza exacta destas ligações é ainda pouco clara. Toma-se necessário saber se passado quase uma década, e dando
voz
aos alunos, asorientações
já
se transformaram em práticas presentes e consolidadase
se os alunosjá
repercutem isso nas suas opiniões. É de salientar que este estudo não se foca nas práticas dos professores, contudo estaÍnos certos de que as concepções construídas pelos alunos ao longo do seu percurso escolar são fortemente marcadas pelas experiências avaliativasque lhe são proporcionadas.
As motivações que conduziram à reallzaçào deste estudo assumem-se também como
carências
da
investigadorana
ineada
avaliação,no
sentidode dar prioridade
múto
destacada à função reguladora do processo de ensino e aprendizagern através de práticas de avaliação formativa que
üsam
o sucesso. Sendo o aluno o centro de todo o processoCqítuloI
de ensino
e
apÍendizagemhí
quelhe
darvoz
sobre uma área sempre probleÍnática egeradora de conflitos como é a avaliação.
A
avaliação específica de uma disciplina não menos problemática como é a Matemática.Cremos
que as
concepçõesdos
alunos
podem
despoletara
reflexão
sobre
asconcepções dos professores, quer de avaliação, quer de Matemática, na medida em que
influenciam as suas práücas, que
por
suavez
condicionam as concepções dos alunos.Assim,
pretende-seque
a
realização destainvestigaçilo
contribu4
também,
para
a reflexão sobre a prática, especialmente dos procedimentos avaliativos, demodo a
que sejam mais eficazes para todos os intervenientesno
prccesso de ensino-aprendizagem. Acreditamos pois, que a compreensão mais profunda sobre a temática pode influenciar apnítica do professor.
Os resultados desta investigação são importantes para conhecer as concepções sobre a avaliação das aprendizagens dos alunos nos
lo
e 2o ciclos econtribuir,
conjuntamentecom ouhos
estudos,para
a
compÍeensãoda
relação
que podení existir
ente
asconcepções dos alunos e as pníticas avaliativas dos professores.
Organização
do
estudo
Este estudo está organizado em seis capítulos.
No primeiro
capíhrlo é apresentado oproblerna e as quatro questões que nortearam a investigação, assim como o significado e
a pertinência da mesma.
Os capítulos dois e três correspondem à fundamentação teórica.
No
capítulo dois siÍoabordados
os
aspectosque
consideriímos importantes relativamente
à
avaliação, nomeadamente as questões se que levantam relativamente ao seu conceito.As
funções emodalidades de avaliação, as formas e instrumentos
a
que se ̀correm paraavaliar
osalunos são tambem focadas.
Assim
como, as orientações existentesa
nível
nacional eintemacional, o enquadramento legislativo para a avaliação em Matemática e terminifunos
com a incursão pela investigação nacional efectuada na rírea da avaliação Matemática.
No
capítulo três centramo-nos no enquadramento teórico das concepções, concretamenteCqínloI
avaliação, mais especificamente dos alunos, assim como as principais contribuições dos eshrdos realizados.
No
quarto capítulo descrevemos a metodologia adoptadano
estudo.Em
particular,apreseÍrtamos as opções metodológicas assumidas, as razões da escolha dos participantes, dos instrumentos e técnicas de recolha de dados e a respectiva caracterização terrninando com os métodos de tratamento e anílise de dados recolhidos.
Segue-se a apresentação e discussão dos dados por
ciclo
paÍalelamente para os doisagrupamentos.
Em
primeiro lugar,
são apresentados os resultados relativamenteao
1ociclo, seguindo-se os do
2'
e a comparação entre ambos. Termina com as relações entre a concepçÍlo de avaliação que os alunos possuem,por um
lado,e
a imagem quetêm
da Matemiática escolar e, por outro, o seu desempenho na mesma área curricular.Este tÍabalho
conclú
com o capítulo seis dedicado às conclusões, queinicia
com a síntesedo
estudo,
seguindo-sea
apresentaçãoe
discussãodos
resultados, algumas limitações do estudo e termina com sugestões para investigações futuras.II
ENQUADRAMENTO
TEóRICO
O enquadramento teórico estrí organizado em dois capítulos.
Um
deles diz respeito a questões relativas à avaliação, no qual desenvolvemos os seguintes subtópicos: conceito,funções
e
modalidades,instumentos,
orientaçõespara
a
avaliação
em
Matemática,enquadramento
legislativo
e
a
investigaçãonacional
efectuadana
iírea
da
avaliaçãomatemática.
O
outro,relativo
ao tema das concepções, abordao
conceito, concepções sobre a Matemática e concepções sobre a avaliação.cAPÍTrrLO
rr. AVALTAÇÃO
Conceito
de
avaliação
Cada indivíduo é capaz de falar de avaliação, mas cada um interpreta e conceptualiza
este
termo com
diferentessignificados.
Uns com
usos
muito
díspares,com
Íils
eintenções
diversos; outros
concreüzandocom
poucos
instrumentos, pautando-sepor
princípios
e
nonnas
diferentes
(Méndez, 2002).
O
termo
avaliação
é
um
termopolissémico,
ao qual
são atribuídos
multiplos sigriÍicados em
diversos contextos
esituações.
No
dicioruário de Língua Portuguesa 2008, avaliar significa "determinar avalia
ou o
valor
de; apreciaro
merecimento de;recoúecer a
gtardeza,força
ou intensidade;julgar-se".
Segundo
Hadji
(1994),o
quesignifica
avaliar, arrisca-se a Íluncater
uma resposta acabada.No
entanto, consideramos importante "traçar uma fronteira segura do que é aavaliação
e aqülo
queela não
é"
(Hadji,
1994,p.27)
e é
isso
que vamos procurarapÍesentar nas linhas que se seguem. Refere ainda que, avaliação ern sentido
restrito
éverificar, situar
ejulgar, ou
sejaverificar
a presença de qualquer coisa que se espera(conhecimento ou competência); situar
(um
indiüduo,
uma produção) em relação aum
CqítuloII
De
acordocom
Varandas(2000)
a
actividadede
avaliaçãoé
uma
característica intrínseca do ser humano, do seu conhecimento e das suas práticas,"é
uma necessidadeütal,
porqueé
atravésdela
queo
ser humano orienta,de forma
vrílid4
as decisõesindividuais e colectivas" (p. 7).
O conceito de avaliação sofreu evolução ao longo do tempo.
No
sentido tradicional, avaliar era sinónimo de classificar e medir.Avaliar sigrificava verificar
se os objectivostiúam
sido
atingidose
"haduzir
essa verificaçãopor meio
de umanota"
@omingos,1987,
p.2(X).
O
conceito de avaliação eramuito
restrito.O
conceito de avaliação temündo
a
sofrer
evolução.
Em
2001,
no
Decreto-Lei
n"
61200l,
a
avaliação
dasaprendizagens é entendida como um pÍocesso regulador das aprendizagens, orientador do
percurso escolar e certificador de diversas aquisições realizadas pelos alunos ao longo do ensino básico. Para Domingos, Neves e Galhardo (1987), o conceito
da'hova
avaliação"deve
incluir:
a)
A
deÍinição de novos objectos, envolvendo estes não só o conhecimentomas
a
aquisiçãode
métodosde
abordar problemase o
desenvolümento sócio-afectivo;b)
A
tentativa de adequar a avaliação aos objectivos e ao efectivo ensino-aprendizagem;c) O
desenvolvimento de uma avaliação formativa para detectaÍ ecorrigir
os erros verificados no ensino-aprendizagem;
d)
A
procura das
causasque
se
encontram
na
base
das falhas
na aprendizagem;e)
A
procura
de
objectiüdade
na
classificação,
dentro
de
toda
asubj ectiüdade inerente. (p. 205)
Estes autores concluem, assim, que a avaliação é um processo integrante do processo de ensino-aprendizagem.
Segundo
Hadji
(1994), a avaliação estrá doente, contudo o problema não passa peladeÍinição. Os principais sintomas são: os do eütamento: foge-se da avaliação desde que ela não seja absolutamente necessiiria; os da ansiedade: que podern prejudicar o avaliador
e o avaliado; os do
imobilismo; faz
com que as pníticas nada evoluam; os do cepticismo:que leva a pensar que avaliar não serve de nada.
Segundo Guba e
Lincoln
(1989), não luí uma maneira'terta"
paradefinir
avaliação,uma maneira que, se fosse encontrada, colocaria um ponto
final
na discussão acerca de como a avaliação é processada e quais são os seus propósitos.No
entanto, é importanteII
examinar as defrnições de avaliação mais comuns que têm sido atibuídas à avaliaçlio nos
últimos anos, que têm reflectido o contexto histórico actual, os objectivos que as pessoas
têm
em
mentepara
faz-era
avaliaçáoe
as suposiçõesque os
avaliadores,teóricos
epraticantes desejam
fazs.
A
avaliação,tal
como nós sabemos, não surgiu de um dia parao outro, é o resultado de um processo de desenvolvimento de construçÍlo e reconstrução que envolve um número elevado de influências e de interacções.
Para
Pinto
e
Santos (2006b), a avaliação pode apresentar vários significados:(i)
aovaliaçtio
como medida-
diferença entreo
modelo do professore
a reprodução dessemodelo que o aluno consegue fazer;
(ii)
a avaliação como congruêncía-
que determina ograu de afastamento entre o desempenho e os objectos preestabelecidos;
(iii)
a ovaliaçõocomo
julgamento
de especialistas-
avaliar é entendido como um processo que envolve um julgamento, isto é, uma tomada de decisão na tentativa de adaptar o ensino ao aluno enão
o contrírio
e
ainda(iv)
aavaliação
como interacção social-
entendida como um pÍocessode
construção, queenvolve
a
colaboração devtírios
parceiros, que acontece numa realidade vista como dinâmica e socialmente construída.A
avaliação entendida como medidaé
a
concepçãomais
antig4
segundoPinto
eSantos (2006b). Neste paradigma aprender significa
'teter
o saber transmitido, isto é, ser capaz de reproduzirtal
comofoi
ensinado"(p.
16).A
responsabilidade da exist&rcia ounão de aprendiz,gem é atribuída ao aluno, actor que tem pouca ou
neúuma
influência napnitica do professor
(Hadji,
1994; Pinto&
Santos, 2006b).Assim,
a "avaliação não temlugar na
relação entreo
ensinoe a
aprendizagem"@into
&
Santos, 2006b,p.
17) eacontece sempre
no
final
de um período, momento criado especialmente para essefim,
Corresponde
à
medição
da
diferença existente
entre
o
modelo
do
professor
e
areprodução
do
aluno (Leal,
1992;
Pinto
&
Santos,2006b).
O
erro
é
um
sinal
deignorânci4
que não ternvalor infomrativo
sobre a natureza das dificuldades do aluno.A
avaliação, idênüca à
medid4
tem associado umvalor
numérico, uma nota, determinada em relação à média do grupo(Hadji,
1994 e Pinto&
Santos, 2006b).É exffemamente importante notar que esta primeira geração ou percepção técnica da avaliação ainda hoje persiste, como é provado, por exemplo, através da pnítica frequente
de
exigir
aos alunos para passar nos exames como parte da sua conclusãodo liceu
ou comopaÍte
dos procedimentos de admissão parao
ensino superior (Guba&
Lincoln,
1989). Segundo
Hadji
(1994), esta Íelação apresentao
inconveniente defazer
sair doil
De acordo com
Hadji
(1994), a segunda definição apresentada por RalphTyler,
é a operação pela qual se determinaa
congruência entreo
desempenho e os objectivos.A
contestação da ideia da avaliação como medida surge da "acumulação de observações e
de dados fazem
surgir a ideia
da poucafidelidade
e validade das medidas efectuadas"(Pinto
&
Santos,2006b, p.2l).
Na sequência de estudos realizados porTyler,
queinsisk
nos
efeitos
dos cunículos nos
resultados
dos alunos
à
entrada
da
universidade, desenvolve-se a ideia que conduz a que a referência central da avaliação pÍrsse a ser 3'oconjunto
de
objectivos
preestabelecidos,deixando
de lado
as pÍovas
de
canácternormativo centradas no grupo/turma'' (Pinto
&
Santos, 2006b, p. 36). Assim, a avaliação passaa
seÍ
encaradacomo uma
comparação entreos objectivos,
que constituem umsistema de
referênci4
e o modo como os ahmos alcançam esses objectivos(Hadji,
1994;Pinto
&
Santos, 2006b). O papel do professor é asseguÍar o desenvolvimenlo de uma boarelação,
a
que estií implicitamente ligada umaboa
comunicação. Nestaperspectivq
aavaliação ocupa
um
lugar de destaque, pois tem como função manteÍum
bomnível
de motivação no aluno.Neste sentido, a avaliação
vai
fomecer "informações relevantes ao professor sobre oestado dos alunos no sentido de o ajudar a gerir o processo de ensino/aprendiz.agetrt" e a
melhorar as condições de aprendizagem (Pinto
&
Santos, 2006b,p.
23). O resultado da avaliação, explicitado quantitativamente por uma notá, mede o grau de concordância, em que a classificação corresponderá a uma nota alta, ou de afastamento, correspondendo auma nota baixa
(Hadji,
1994;Pinto
&
Santos, 2006b; Varandas, 2000).O
erro aparececomo uma sinalização sobre
o
funcionamento pedagógico.É
através desta perspectiva que apaÍ€ce pela primeira vez a dimensão pedagógica através da avaliação diagnóstica eformativa, ocorrendo, respectivamente no
início
ou após um período relativamente curtode ensino - aprendizagem.
O
apelo parainclúr
o julgamento
no
actoda
avaliaçãomaÍcou
o
surgimento daterceira geração.
Uma
geraçãona qual
a
avaliaçãofoi
caracterizadapor
esforços para realizar julgamentos, pois a abordagem dos objectivos teve várias falhas graves, embora pareçam não ter sido notadas até ao período pós-
Sputrik
(Guba& Lincolq
1989). Feitapor
especialistas,o
esclarecimento doscritérios
em que se baseiaa
avaliação é poucofrequente.
Os
especialistas consideravam queos
objectivos poderiam comprometer assuas
criatividades (Guba
&
Lincolrl
1989). Já para
Stufflebeam,a
avaliaçãoé
um pÍocesso que enreda segredos que englobam os dados consideradose os critérios
que serviram para os apÍeciar (citado emHadji,
1994). É um processo que permite sustentarII
as tomadas de decisão em inforrnação rigorosa e cientíÍica, em que os objectos passam a
ser não
só
as aprendizagens dos alunos, mas tambéma
avaliação dos currículos,e
a qualidadedo
ensino em geral@into
&
Santos, 2006b).No
entanto, estas decisões nãosão neutras, elas são condicionadas por vátios contextos que se interrelacionam entre si,
de forma interdependente.
No
contexto a nível são elaboradas asleis ou outro
tipo
de regulamentação (avaliação prescrita), que vão ser lidas, interpretadasa um nível mais
fino,
a nível do contexto institucional (avaliação apropriada). O terceiro nível de tomada de decisão é na relação professor-aluno (avaliação concretizada), em queé preciso ter presente e conhecer os outros dois níveis de decisão, mesmo sendo os menos
visíveis, porem é através deles que se pode perceber o que se faz e como se faz (Pinto
&
Santos,
2006b). Neste período,
prccura-se desenvolver
uma
avaliação
formativa,entendida como um processo de regulação. Este processo passa por três fases: a recolha de informação, a interpretação da informação recolhida e a adaptação das actividades de ensino e aprendizagem. Todas estas fases são desenvolvidas pelo professor, que é deste
modo o
agenteprincipal
da regulação.O
processo de interprctação pretende sobretudocompreender
os
processosmentais
do
aluno
e
não tanto
corrigir
os
resultados.Relativamente ao erro, este pode ser
um
dado interessante,visto
que pode dar pistas ao professor sobre as representações ou estrategias elaboradas pelo aluno. Com este período,verificou-se um alargamento, tanto no pensamento sobre a avaliação, como na noção de avaliação
formativ4
parisando a adaptar-se o ensino ao aluno e não o contnírio.Segue-se
o
período,
em que com
a
afirmação
do
paradigmaconstrutivista
nasciências sociais
e
humanas,a
avaliação toma-se
mais
abrangentee
complexa.
A
avaliação
é
considerada uma interacção social, inscrita numa dinâmica relacional commultiplos
significados. Toma-se fundamentalexplicitar
astrês principais
razões: emprimeiro lugar,
üz
respeito
à
sua
naturezarelacional
-
assentenum
processo decomunicação;
para que haja
comunicaçãoé
necessiárioque
exista intencionúdade
recíproca
de
dois
actores
numa
relação.
Em
segundolugar, como
a
avaliaçâio énormalmente entendida como algo pessoal, surge a sua contextualização num quadro de relações inscritas numa dinâmica de acção mais
ou
menos complexa. SegundoPinto
eSantos (2006b), a explicitaçâÍo de pontos de vista diversos, a sua compreeÍlsâio para uma
clarificação
de
divergênciase/ou
construçãode
convergências,só
é
possível
comprocessos sólidos de comunicação. Isto quer dizer que a avaliação passa a pÍreocupar-se
também
com
a
adequação,eÍicácia
e
o
sentido
das acções rezultantesdas
decisões avaliativas. Em terceiro lugar, é necessário contemplar o sistema de valores que lhe surgeII
associado.
A
avaliação pode ser olhada comoum
objecto, queé
a
expressão de umacultur4
que a pode transformar ou reforçar.Em
suma, pode dizer-se que a avaliação, setoma
numa acção feita por pessoas e paÍa pessoas,cujo principal
objectivo é encontrar respostas, para melhoraro
desenvolvimento, tânto de acções, como das relações, numa dada situação social (Pinto&
Santos,2006b).Aprender
é
fundamentalmenteuma
relação
entre
os
alunos
e
os
saberes,desempeúando
o
professorum
papel passivo(Pinto
&
Santos,2006b).
O
professorpassa
a
desempenharum papel de
organizadordos
contextos
e
acompanhante das aprendizagens dos alunos, sendo estes os construtoresdo
seupóprio
conhecimento.A
avaliação desempenha neste processo
um
papel centralna
aprendizagern.Dado
que oaluno é o protagonista da sua aprendizagem, a auto-avaliação aparece como a
forma
de avaliação privilegiada. Para tomar esta tarefaviável,
é preciso apresentaÍ um referencial,pelo que
é
crucial dar
a
coúecer ao aluno os critérios de
avaliação, sejam
eles negociados ou não @into&
Santos, 2006b). Sendo a avaliação um processo revelador de erros, a sua compreensão pode tomar-se um instrumento ao serviço das aprendizagens.A
avaliaçãoé
entãoum
pÍocesso que deve acontecerem
integraçãocom
o
acto pedagógico(fig.
1).ENsmIo
E APRENDTZAGEMÂvALrAÇÃO
(Pinto
&
Santos,2006b, p. 39)A
avaliação como interacção social complexa é entendida como um processo abertoe
negociado entreos vários
actores, onde as regras dojogo
são conhecidas. Procurareflectir
criticamentesobrc
os
actosavaliativos
e
traçar
novas perspectivas.Guba
eLincoln
(1989) chamam a este período a quaÍta geração de avaliação. Trata-se de umaforma
de avaliação na qual as queixas, preocupações e relatos dos interessados servemcomo pontos
centrais
organizacionais(a
base
para
determinar
qual
a
informaçãonecessíria),
essa avaliaçãoé
implementadadentro
de
normas metodológicasde
um pamdigrna construtivistade
investigação.O
envolvimento dos
interessadosna
quartaI]
geração da avaliação implica mais do que simplesmente identificá-los e descobrir em que consistem as suas queixas, prcocupações e assuntos.
Ao
actor é exigido que confronte eleve em conta as entradas de outros grupos.
Niio
é imperativo que aceitem as opiniões ejúgamentos dos
outros,
como
é
obüo,
mas
é
exigido que lide com os
pontos
de diferença ou conflitos, quer reconstruindo as suas próprias construções para acomodar asdiferenças, quer imaginando argumentos sigr.ificativos para explicar o porquê das outras
proposições
não
serem consideradas.Neste
processo realiza-seum
grandeplano
de aprendizagem. Por um lado, cada um dos grupos de interessados chega a entendermelhor
a sua
própria
construção e chega a reconsiderá-la deforma
a
fazê-la mais informada esoÍisticadamente do que era antes de experimentar a avaliação (Guba
&
Lincoln,
1989).Segundo Femandes
(2005) esta quarta
geração,
de
referência
corstutivista,
temcootribuido
parao
desenvolvimento de formas de avaliação das aprendizagens que seconÍiguram como altemativas à avaliação, que caracterizam as hês primeiras gerações de Guba e
Lincoln.
No
quediz
respeitoà
acção,de
acordocom Pinto
e
Santos (2006b),a
evolução teórica nãofoi
acompanhada pela evolução das pniticas, pois as práticas de avaliação s?iomais
conservadoras, associadasà
medida através dos exames, ainda pautam nãosó
o esquema conceptual, mas também as práticas dos docentes.No
momento actual,a
"avaliaçãotem
um
sentidomais amplo:
inclü
descriçõesqualitativas e quantitativas dos compottamentos
do
aluno e ainda julgamentos devalor
sobre
o
desejo de apresentar aqueles comportamentos" (Domingos, Neves&
Galhardo,1987 , p.2O4) e pode mesmo
incluir
a própria formulação de objectivos.Por
avaliação de aprendizagens entende-setodo e
qualquer processo deliberado esistemático de recolha de infomração, mais ou menos participado, interactivo, negociado,
contextualizado, acerca do que os alunos sabem e são capazes de fazer numa diversidade
de situações (Femandes, 2005). Jét Méndez (2002) considera que avaliação,
no
âmbito educativo, se deve entendercomo uma actiüdade crítica de
aprendizageÍn porque seassume que através dela se adquire conhecimento.
Outro
autor,Hadji
(1994)define
aavaliaçlio como o "acto pelo qual se formula um
júzo
de'lalof
incidindo num objecto determinado(indivíduo,
situação, acção,projecto,
etc.)por
meio
deum
confronto
de duas séries de dados que são postos em relagão" (p.3l),
os factos que dizem respeito ao objecto real a avaliar e as expectativas, intenções que se aplicam ao mesmo objecto. ParaII
acompanhamento
Íegúador
de qualquer aprendizagem pretendida, que incorporam,por
isso mesmo (2) a verificação da sua consecução" (p.4l).
Segrmdo
os
Princípios
e
nonnas
paru
a
Matemática escolar
(NCTM, 2007)
a avaliação deve ser umarotina
na actividade da sala deaulq
em vez de uma intemrpçãoda mesma.
No
mesmo sentido, Santos (2008) refere que a "avaliação não constitui uma componente isolada e dissociada de todo o processo educativo, mas acima de tudo ela éuma parte
inseparávelde
um
processocomplexo
sistema ondeo fim
último do
acto educativo é aprendizagem"(p.
l2).
Assumimos assim que,
'h
avaliação é, pois, ineütrável no ensino" (Domingos, Neves&
Galhardo, 1987, p. 203). É todo o processo deliberado e sistemático, contextualizado,mais ou menos negociado e
interactivo,
sobreo
que os alunos sabem e sâio capazes de fazer, como tal parte integrante do processo de ensino aprendizagemUm
ensino efectivodepende em larga escala da qualidade das inforrnações de avaliação nas quais se baseiam
as decisões que constante e sucessivamente o professor vai tomando. As avaliações que o professor faz podem
ter,
e têm, geralmente, uma grandeinfluência
naüda
dos alunos,devem ser
ponderadase
em neúuma
circunstância realizadasao
acaso (Domingos,Neves
&
Galhardo, 1987).Funções
e
modalidades
de
avaliação
Conhecer as funções
da
avaliaçãoé
enriquecedor paraa
compreensão dapópria
noção de avaliação e
do
seusigniÍicado num
dado momento(Pinto
&
Santos,2006b).Assim,
é fimdamental fazer uma incursão pelas funções maiscoúecidas
de avaliação, pelo que são o tema abordado neste subtópico.Dependo
da
épocae
dos
autores,da própria
evoluçãoda
Escolae
dos
sistemas educativos, as funções de avaliação foram também evoluindo.Hadji
(1994) defende quepodernos compreender as funções,
a partir daqúlo
queDe
Landsheere designa como objectos possíveisda
avaliação escolar: seo
objectivo
é
certiJicar
(fazs
o
ponto
dasituação sobre
os coúecimentos
adquiridos)
"a
observação debruçar-se-ásobre
osII
constantemente
o
processo
de
aprendizagem)o
avaliador
esforçar-se-ápor
"obter
informações sobre
as
estratégias
de
ataque
dos
problernas
e
das
dificuldadesencontradas"; se o objectivo é
orientar
(seleccionar asüas
e modalidades de estudo mais apropriadas)a
avaliação
debruçar-se-ásobre
os pÍerequisitos
necessáriosa
futurasaquisições
(Hadji,
1994,p.
62).Hoje
fala-se de avaliação diagnóstica ou prognóstica ou preditiva, de avaliação fomrativa e de avaliação sumativa, para designar as pníticas quese organizam à volta daqueles três grandes firnções
(Figua
2).Figura
2 - Quadro geral das firnções da avaliação(Hadji,
1994, p. 65)Também Cardinet (1993)
reconhece
as
mesma^litrês
funções
da
avaliação designadamente: "regular, orientar ecertificar"
(p. 22).Na
função de regular o papel do professor é'Aariar
as condições em que se encontram os alunos para Í€sponder o melhor possível às dificuldades de aprendizagem"(Cardinet,
1993,p.23).
Funciona como umguia
da
acção.
A
avaliação
com
a
função
de
orientação debruça-se
sobÍe
ascaracterísticas globais do aluno tendo como
objectivo
o reconhecimento ou a validação de competências.A
função de certificação procura firndamentar um prognóstico sobre aevolução futura.
Para
Domingos, Neves
e
Galhardo(1987)
é claro
que
a principal
frnalidade da avaliaçeo é melhorar o ensino e a aprendizagem. Reforçam ainda referindo que'lodas
asoutras utilizações (classificação, inforrnações para os pais, ajuda vocacional, etc.) serão USO SOCIAL FUNÇÃO
PRINCIPAT
Inventário Verificar
(pôr à prova) CertiJicr Sumativa
Clarificar Situar Informar Diagnóstico Situar um
nível
e Compreender dificuldades Regular Formativa InventariaÍ Harmonizar Tranquilizar Apoiar Orientar Reforçar Corrigir Estabelecer um diáloeo.Prognóstico Predizer
Orientm
Diagnostica Prognóstica Preditiva Explorar ou ideftifcar Orientar Compreender (um modo de firncionamenlo) Adaptar (perfis)
secundárias ou suplementares deste
objectivo"
(p.2M).
No
mesmo sentido, LeaI (1992) referindo-se à função de avaliaçâo,afirma
que"é
necessiírio deslocar a ênfase dada noaspecto classificativo/selectivo para a função formadora/reguladora" (p. 8).
A
avaliação,
de
acordo
com
Pacheco
(1995)
desempenhaquato
flrnções:
apedagógic4
a
social,a
de controlo
e a
crítica.
A
função pedagógica"firnciona
comobarómetro
da
qualidade
do
sistema educativo,
ainda que
o
sucessoou
insucessoeducativo
não
sejao
rinico factor
que contribuae
explique
a
qualidade desse mesmosisteÍna" (p.
2l).
A
funçâo social, defendeo
autor que corresponde à forrna decertificar
as competências adquiridas pelos alunos, visando a integração no mundo do habalho.A
função de controlo,
é
exercidapelo
professorde
forrra
encoberta quando usaa
sua autoridade para disciplinar os alunos, de forma a possibilitar um bom clima na sala aula.Por
Íim, a
funçãocrítica
"consistena
interpretação,na
proposta de melhorias, naaruálise
crítica
do
sistema educativo,em geral,
e do
ptocessode
desenvolümento do currículo, em particular" (p.24).Similarmente, para
Figari
(1996)a
avaliação também desempenha quatro grandes funções: a preditiva, aformativ4
a sumativa e a crítica.A
função preditiva corresponde à dimensão diagnóstica sefor
efectuadauma
aniálise da informação existente.A
funçãoformativa tem
duas dimensõesa
metacognitivae
a
reguladora. Jáa
função sumativ4
pode assumir uma dimens2ío normativa, ao atribuir-se uma classificação, mas também
uma
dimensãocriterial pelo
relacionamentoente
os
resultadose
os
objectivos. Pode também, ser certificativa e social, pela afirmação de competências através de certificadose
diplomas.Esta
riütima dimensão paÍececoresponder
à
função social
propostapor
Pacheco (1995).A
função críüca,tal
como propõe Pacheco (1995), tem r''ma dimensãointerpretativa, que através da clarificação dos resultados podem conduzir à formulação de hipóteses que suportarão a investigação.
II
AUTORE§
FUNÇÕESDEAVAIJAÇÀO
Domingos, Neves e Galhardo
(1987)
.
Funçâo principal é melhoraro ensino e a aprendizagein Cardinet (1993) Hadji (1994) Regular Oriêntar Certificar Pedagógica Social Conholo Critica Pacheco (1995) Fígari ( I 996) Preditiva Formativa Sumativa Crítica
X'igura 3 - Quadro geral das funções de avaliaç2io segundo vrírios autores
Apesar de se
atribúrem
estas viírias funções à avaliação, a verdade é que amaior
parte
das vezesé
encaradacomo tendo uma
frInção eminentemente sumativa, numalógica
de classificação dos alunos, desüando-se das fimçõespÍeditiva e formativa
que têm como objectivopermitir
ao professor e ao alunotirar
o máximo de sucesso de todo oprocesso
(Silva, 2004).
De
um
modo geral,
"o
processo de avaliação dos alunos nas nossas escolas tem-se caÍacterizaÃo porprivilegiar
a avaliaçíÍodita terminal
-
"classificadora"-
em relação à avaliação que ocorre durante o processo de aprendizagem-
"reguladora"(APM,
I 99 I)
Para Perrenoud (1999), a função
principal
da avaliação é ajudar o aluno a aprender eao professor ensinar a determinar até que ponto os objectivos são alcançados. Refere que a avaliação formativa ajuda
o
aluno a aprender e o professor a ensinar.De
acordo comWiliam
eBlack
(1998) a avaliaçãoformativa
éo
coração deum
ensino eficaz einclui
todas as actividades desenvolvidas pelos professores e,/ou
pelos
alunos que fomecem informaçãoa
ser usadacomo
feedback paramodificar
as actividadesde
ensinoe
de aprendizageÍn. Os mesmos autores numartigo
de revisão de literatura sobre as pníticasde avaliação formativa, apresentam três resultados de grande alcance e significado:
"a)
aprática
sistemáticade
avaliaçãofomrativa
melhora substancialmente as aprendiragens dos alunos; b) os alunos que mais beneficiam .las práticas de avaliaçãoformativa
sâo osII
que têm mais dificuldade de aprendizagem; e c) os alunos que frequentam aulas em a que
a avaliação formativa é predominante obtêm melhores resultados em provas de avaliação
extema (e.9., exames)
do
que os alunos que frequentam aulas em quea
avaliação quepredomina
é
de naturcza sumativa" (Dias, Varandas&
Femandes,2008,
p.
173). De acordo com Perrenoud (1999,p.
173) a ideia que lhe está subjacente é bastante simples-a -aprendiz-agem nunc-a é linear, procede
por
ensaios, por tentativas e erros, hipóteses, recuos e avanços; umindivíduo
aprenderá melhor seo
seu meioenvolvente
for
capaz de lhe dar respostas e regulações sob diversas formas:identifrcaçÍio
dos
erros,
sugestões
e
contra-sugestões,
explicações complementares, reüsõesdrs
noções de base, trabalho sobreo
sentido da tarefa ou a autoconfiança,Quer dizer que, para que haja avaliação formativa teremos pelo menos uma variação
do
ritno,
donível global ou
do método de ensino parao
conjunto da turma.Ou
seja, quandoum
professor percebe queum
deterrrinado conteúdo nãofoi
entendido, que asatitudes
e
métodosniio
resultam, retomanío
problema desdeo
início,
renunciani
adeterminados
objectivos
de
desenvolümentopara
se
debruçarsobre
fundamentos emodificaní a sua planificação (Penenoud, 1999; Black
& Wiliam,
1989). Uma avaliaçãoformativa não resulta sem uma regulação individualizada das aprendizagens (Perrenoud, 1999), o que
implica
que a avaliação deve ser acompanhada por uma mudança do ensino,da gestão da turma, de uma atenção especial aos alunos
com
dificuldade.Agora
se oprofessor
tiver
de aplicar um núLrnero de testes de forma estandardizada" acaba por passar mais tempo a cumprir essa missão do que a praticar uma avaliaçâio forrnativa. Da mesma forma" não se espera que ele esteja igualmente disponível para todos os alunos, quaisquerque
sejam
as
suasdificuldades
e
necessidades.Contudo,
para que
a
aprendizagem aconteçae
seja duradourano
tempo,
nomeadamente atravésdos erros
cometidos, éessencial
que
estes sejamrecoúecidos e
compreendidosnão só pelo
professoÍ, mas fundamentalmentepelo
almo,
cabendoa
esteútimo
desejavelmentea
sua correcção.Assim, o
fim ultimo
é que o protagonista da avaliaçãode
caiz
regulador sejao
aluno, sendoa
auto-avaliaçãoa
forma
priúlegiada
de avaliação (Santos, 2008).A
avaliaçãoformativa pode ser desenvolvida