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Riopele (1927-2002) : nos 75 anos de uma referência têxtil

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(1)

EDITORIAL

O PORTO E AS SUAS PONTES

p o r Fnncirm G n i l h o G u c m

BIOGRAFIA BREVE DA PONTE MARIA PIA

p c Çng.'JoG hfrnurl Andndc Gil

A QUINTA DA BOAVISTA, T A M B ~ M

TORRE DOS B R A N D O S

O U TORRE DA MARCA. C O M O HOJE

É

CONHECIDA

par Joio Afonso blrchrdo

COISAS QUE O T E M P O NÁO MUDA

Dos Sanros

e dor

Arraiais que

o

Porra preza

e

rnanrém

por: Errilio de k n r d o

IGREJA MATRIZ DEWLA D O C O N D E

Meio milénio de história

por Adrlina Piloto I A. hfonwiio doi S ~ n t o r

RIOPELE (1927-2002)

Nos

75

anos

de

uma referência rêxril

por: Jorgr F i r n m d n AIVI

PORTO, 1926: O BLOCO DE DEFESA S O C U L

poc Anc6nio JaG QucilOr

PORTO E AMARANTE EM I924

Um olhar

de

Anrónio Alves Marrinr

por Ant6nio ]O* Qucir69

O SOLAR DOS CORREIAS DA RUA CHÁ

p r : V b n t r desou- Brandio

VILA

MEÁ

HOMENAGEOU AGUSTINA BESSA-LU~S

por Fcrnrnda Q u i r 6 r ~ ~ ~

COMUNICAÇÓES DOS LEITORES - O CARTOON

VIDA CULTURAL

(2)

NOS 75 ANOS DE UMA

REFERÊNCIA

TÊXTIL*

/orft Ftrtrntrdcr Alurr

marca RIOPELE agluri- na 75 anos de um percur- so afirmativo na indúsrria

,

rêxril. Corporiza uma his-

tória empresarial em que dos acros sim- ples da tecelage2se-chegou às comple- xas operações de produção de recido de alta qualidade executadas por recnologias de ponra, em que da minúscula e im- provisada unidade de tecelagem se che- gou a uma posição de liderança no sec- ror.

Chega-se a Pousada de Saramagos, no concelho de Vila Nova de Famalicão, e

rapidamente se apreende a marca

dis-

tintiva dapovoaçáo, desde os rcmpos oi- rocentisras da construção da esrrada real -uma rema alongada nas faidas do Mon- te do Castelo, com cerca de três quiló- rncrros, na sequência da ligação Vila Nova de Famalicão - Giiimarães. Quem hoje percorrer wavia, depara com múl- tiplas unidades fabris a bordejareni o as- falto, que ganham maior densidade pre-

cisamente na recta

de

Pousada. Aexpli-

cação para esta concenrraçáo iiidiisrrial remere-nos para as origens e desenvol- vimenro da Fábrica Têxtil Riopele.

1.

ORIGENS

Enraizando no ribeiro próximo a refe- rência denominariva, numa ligação ge- nética, a Riopele releva a simbiose rípi- ca do curso de água que se casa com a fiação e a tecelagem, numa configura- ção tradicional no território rêxtil do vale do Ave. Com efeito, tudo começou no velho moinho da margem esquerda do rio Pele, em Pousada de Saramagos, alugado por Jose Dias de Oliveira, em

1927.

O

vendedor de pão, nascido em

família de operários têxreis, que rodos os dias subia e ducia a Riba $Ave, en- tão um p61o têxtil florescente sob aba-

rura de Narciso Ferreira

(relf-madf

mar1

cuja rrajectória industrial se tornou len- da), terá lobrigado no horizonte pers- pectivas mais aliciantes, por natural efei-

to emularivo. Pululavam já por

essa

altun

múlriplas fábricas rêxreis nas freguesias vizinhas. Uma fábrica de recidos torna- -se então o desígnio de quem, aos 25 anos, conseguiu. como gesto fundador, instalar apenas dois .teares de caixão" no moinho, adaptado a nova função. Ali, no barer sincopado dos teares. se cruza c enlaça o tio a partir de teias for- necidas a domicilio precisamenre pela

Sampaio & Ferreira, de Riba d'Ave,

numa colaboração inicial que gerou des- de logo cotins e deu mesmo aliança nu- pcial, mais [arde, enrre descendenres. Na necessária sinrese hisrórica, refira-se a lenra acumulação de mais reares, já d a em 1930. O negócio seguia o seu cur- so. Em 1933. o trabalho fabril vai pro- cessar-se num novo edifício, com am- plo salão, alguns metros a monranre, na ourra margem. A fábrica ganhava for- ma, regisra-se oficialmente a primeira designação: Fábrica de Tecidos do Rio Pele. Chegam novos equipamenros: fu- sos, reares mecanicos, uma calandra e

máquinas complementares.

E

os ele-

mentos ordenadores: o relógio, a sirene, o telefone.

A fábrica

é

classificada como mcomple-

ran

-

fia, tece, produz acabamenros

-

o

que lhe vai conferir direito a dimensões mínimas perante os dispositivos cons- rritivos do condicionamenro industrial na aberrura do pós-guerra (1946). Pe- ranre a oportunidade de ampliação, se- gura-se o negócio, mobilizam-se as for- ças familiares: surge a sociedade por

quotas i<J. D'Oliveira, Filhos, Limira-

da., que inrcgra como sócios o casai (José

e

D.

Olinda) e rodos os cinco filhos me-

nores (José, Elisa, Anibal, Francisco. Olindo).

2.

SALTO QUALITATIVO

-AS

FIBRAS ARTIFICYUS

Com a ampliação fabril. surge a grande oportunidade comercial. Na revolução das tibras artificiais e sintéticas, a Bayer oferece a vários produtores uma fibra arrificial cupro-amoniacal, ripo viscose

-a cuprama. José Dias de Oliveira con- segue o exclusivo e desrina a ampliação fabril então em curso para a sua rrans- formaçáo a 100%, dando origem a uma marca própria - o "Rioplexu. Foi no ca- lor do entusiasmo com os equipamen- tos e perspectivas de fabrico que, víti- ma de um colapso cardíaco, faleceu José Dias de Oliveira, em 12 de Fevereiro de 1953, uma semana antes de as novas ins- raiações arrancarem, com elevadas quan- tidades de cupnma encomendadas e ele- vados encargos bancários.

Na sequência, os dois filhos de maior

idade (José, de 22 anos, e Elisa, de

20,

depois represenrada pelo marido, Engo. Pimenra de Araújo) foram ~iomeados gerenres e o conjunro da família Oli- veira toca a sociedade para a frente. Fo- ram muitos os problemas, desde difi- culdades de afinação do equipamento a

Faln

de capital para criar rrorkr, enquanto não se ganhou mercado para os recidos cuprama. Mas o sucesso chegou, com a Bayer, a realiur novo conrraro em 1956, a conceder bónus crescenru em Função

das quanridades fornecidas. As assem-

bleias gerais entre familia, sempre pre-

sididas por

D.

Olinda, mais do que re-

conhecer resulrados e crescimento, cumprindo as disposições do pacto so- cial serviam, em seu dizer, para ~es!rei-

[ar o elo de sangue que nos liga

(...)

a

uniáo indissolúvcl da família José Dias de Oliveira..

Nos finais da dfcada, ao ritmo da en- rrada na EFTA, surge a possibilidade de exportação: insignificantes em 1959, os valores exportados já represetiram mais

(3)

de 50% das vendas em

1962,

com des-

rino preferencial para o mercado escan-

dinavo: a aposra numa secção de expor-

ração e na criagáo de uma rede de agenra

eirava ganha.

A

exporração crescenre marca o desrino

da empresa. E, como nova geraçáo de

fibras se expandia na Europa

-

os po-

liesreres, a firma

J.

D'Oliveirae Filhos,

Lda. desenvolve conracros com a ICI

para fornecimenros da nova maréria-pri-

ma, qiie chega sob a designação comer-

cial de rerylene.

Dadas as dificuldades de produção em

rerylene puro, os responsáveis récnicos

de Pousada de Saramagos decidiram en-

saiar o polyesrer em misrura com a cu-

prama. numa produção misra (67% vs.

33%)

de fibras sinréricas e arrificiais, o

que represenrava uma experiência com-

pleramenre inovadora, pois antes ape-

nas se verificara associação de polyesrer

com lá ou algodão. Estava criado um

novo produto

-

o Texlene, tecido infa-

tigável, que mantém duradouramenre o

aspecto de novo, não encolhe com as la-

vagens, não precisa de ser passado a fer-

ro, ajusrando-se como uma luva aos no-

vos padrões de vida que emergem pelos

anos 60.

O

Texlene marca o novo salro

qualirarivo e quantitativo, pode falar-se

de uma *era Texlenen para a empresa,

que a sedimentou no mundo têxtil en-

rre os anos 60-90.

O

sucesso comercial foi imediato.

O

crescimenro produtivo aconselhou a

ex-

pandir mais uma vez o espaço fabril, sur-

gindo mesmo duas firmas novas

-

Na-

rarfil e Saramagos, as quais rrabalharão

sempre para a empresa-mie, aré serem,

mais tarde, inregradas. Em 16 de Ou-

rubro de 1965, iim séquiro presidencial

inaugura solenemenre o novo complexo

fabril, consriruído pelas três unidades.

a que se deve acrescenrar o parque des-

porrivo e o bairro económico a expres-

sarem a .obra social>>

da empresa. Em

I966 a empresa-mie

é

rransformada em

sociedade anónima, sob a designação de

FábricaTêxril Riopele,

SARL,

em que a

referência ao curso de água surge ofi-

cialmenre aglurinada. Em 1972, a Rio-

pele

era classificada em 90 lugar no

rnnkingdas empresas exporradoras (em

segundo lugar, no segmento rêxril).

4.

OS TEMPOS DE RESISTÊNCIA

Os anos que se seguem são rempos de re-

sisrência.

A

vocagáo exportadora da Rio-

pele garanriu-lhe mercado e manurençáo

de elevado grau de encomendas, mes-

mo duranre o período difícil do pós-25

de Abril, rendo sido uma das poucas

grandes empresas rêxreis da região em

que. duranre o gonçalvismo, se náo ve-

rificaram inrervenções dos rrabalhadores

no senrido da auro-gesráo ou da inrer-

venção do brado.

Houve naruralmenre alguns episódios

que foram conrrolados. não obsranre o

volume de 4000 funcionários no con-

junro do grupo.

As

organinções Riopc-

le foram mesmo objecro de uma mani-

festação da grande maioria dos rraba-

Ihadores, muiro .badalada" na alrura,

em apoio

à

gesrão dos xcincou, logo no

pós-25 de Abril, quando as greves se ge-

neralizaram (Junho174). Tratava-se dos

cinco sócios, administradores e irmãos

Cosra Oliveira, desde 1953 liderados

pelo mais velho, José, o qual ganhara

peso polirico, rendo sido depurado

à

As-

sembleia Nacional em 1969, onde as-

sumiu a defesa desassombrada da in-

dúsrria têxtil.

A

resisrência verificou-se rambém em re-

Ia60

às

flutuações do mercado, com a

empresa a sofrer com a acenruaçáo da

prolongada crise mundial no sector, agra-

vada pela forre concorrência dos Errados

Unidos e do Iapão e a emergência dos

designados %países rerceirosu, que colo-

cavam os produros no mercado a preços

de drrr~rpi~tg,

por

r a n k

conhecidas. Acres-

ceram os problemas nacionais dos anos

70180, com fornecimenros a clientes cujo

pagamenro era rerardado no tempo, obri-

gando a provisões para incobráveis. com

a concorrência de ,<firmas falidas. que,

não cumprindo obrigações sociais e fis-

cais, se arrasravam arrificialmenre, pro-

duzindo concorrêiicia desleal.

Como respondia a Riopele

à

conjunru-

ra adversa?

O

invesrimenro tornou-se a

palavra-chave desse rernpo para a em-

presa acruar.

O

imporranre era renovar

e inovar no equipamenro, não permirir

a obsolescência das máquinas. garanrir

os padrões de qualidade de forma con-

rinuada, adequando-se ao jogo inrerna-

cional da procurdoferra eni cada mo-

menro. Nos anos difíceis da década de

70, a compra de máquinas atingiu o so-

marório de um milháo de conros, que

pudemosavaliar cm ccru de 30 milhóes

em valores actuais. Esse esforço cresceu

subsrancialmenre nas décadasseguinres.

Mas houve dificuldades graves: a renaz

dos juros elevados no crédiro, a imobi-

lização prolongada de valores em acções

de empresas nacionalizadas impedindo

solvência de débiros bancários, a subida

dos cusros de mão-de-obra. a incompa-

ribilidade da relação invesrimenro em

máquinaslmanurengáo do pessoal. Hou-

ve anos de elevados prejuízos. Crises con-

0, .ririco - u m grupo d r udmini~rropio d,<ra>irr rrrro dc 50 anar

(4)

jugadas, gerir a empresa rornou-se um puro acro de virtu~;ismo! Mas não se desiste, nos anos 80 a Riopele assume de novo rima posição cimeira como cx- portador têxril. E o grupo familiar di- versifica os investimentos, organiza-se empresarialmenre de forma a garanrir a coesão, esrrurura uma hokiingparaa ges- ráo dos negócios, a Olinveste, SGPS, com sede no Porro.

5.

ASSEGURAR A RENOVAÇÁO

Os

anos 90 trazem no seu bojo mais

uma situação depressiva a nivel nacional e internacional. Com a guerra do Gol- fo, os cusros de energia e de maréria-pri- ma disparam. A revalorizaçáo do escu- do, a conrra-ciclo, faz mossa nas expor-

rações.

O

volume de negócio declina.

Ainda valerá a pena apostar no rêxtil?

A resposra caberá já

à

novageração. Ain-

da dependente dos tradicionais ncincon administradores, a Riopele chama a fun- çóes de gesrão alguns descendenres que jávinham rrabalhando nas empresasdo grupo, constituindo-os como mandará- rios da sociedade. para exercerem pode- res em nome dos adminisrradores, numa prudenre e gradual subsriruição. Che- gara a hora da renovação. Para .sobre- viver com dignidade), as alrernarivas pas- savam por melhor comperirividade, novos produtos, novos mercados, reco- iihccia-se em 1992.

Produrividade e qualidade são palavras de ordem que se traduzem em projectos, coni o auxilio de consulrores qualifica- dos. As apostas fazem-se em tecnologias de ponra, automarismos, emagrecimen- to no volume de pessoal, formaçáo/qiia- lificação, ganhos de produrividade, efi- ciência nas diversas fases e áreas de fabrico, controlo do processo de venda e distribuição no exterior, investimento em redu comerciais no estrangeiro. Pres-

ta-se atenção

à

moda: a linha rradicio-

na1 de fabrico, de produção em massa,

é

ultrapassada gradualmente por uma

li-

nha nova que apostaem recidos para co- lecçóes dossegmentos alto e médio-alro. A produção faz-se em função das vendas e a enrrega ocorre em rempo-curto, numa aproximação ao cliente, fleuibili- m d o a produção, feita a pedido. A qua-

lidade do produto alia-se ao

design,

com

o apoio de esrilistas internacionais, com a Riopele a chamar a si, desde 1996, o exclusivo N i k i Bosch Design. Os resulrados comerciais da nova estra-

tégia tornam-se visíveis desde 1997.

Di-

zer Riopele

é

falar de um grupo rêxril

verrical, em que a fábrica-mãe se arri- cula com ourras empresas associadas e

qualificadas (Filarex,

Olifil,

Olicor) para

produzir 100000 merros de tecido por dia, sendo um dos maiores produrores mundiais em recidos de moda. Aos 75 anos de vida, a Hisrória da Rio-

pele continua, recordando, paralela- menre, o centenário do nascimenro do seu fundador.

CRONOLOGYI

MUITO

BREYE

1102.08.17 - Nascimenro de José Dias Oliveira, em Mogege, concelho de Vila Nova de Famalicão.

1927 -José

Dias

de Oliveira instala dois

reares de caixáo num moinho alugado no rio Pele, em Pousada de Saramagos, con- celho de Vila Nova de Famalicão. 1928.04.14 - Casamenro de José Dias Oliveira com Olinda da Costa Reis. 1933 - A unidade de produção de José

Dias Oliveira

é

rransferida para uma uni-

dade fabril. criada de raiz, na margem di-

reira do rio Pele, junro

à

esrrada nacional.

1934. 11.10 -José Dias Oliveira regista na Reparriçáo da Propriedade Indusrrial a designação comercial de "Fábrica de Te- cidos do Rio Pele".

1935.04.06 - A Fábrica, com um equi- pamenro de 2260 fusos e 49 reares mecâ- nicos. conta com 120 rrabalhadores. Uma sirene passa a pontuar o horário de en- rradas e saidas de operários.

1938 -Adquirida a primeira calandra. iniciando-se operações de acabamenros. 1942 -Aquisição de novas máquinas complemcnraru (bobinadeiras, rorcedores,

máquina de tingir

...

I.

1945 -José Dias de Oliveira adquire um gerador a gasóleo para suprir as Falhas de energia elécrrica. Chama para junro de s i o filho mais velho, José da Cosra Olivei- ra (enrão com cerca de 15 anos). que as- sim inicia a sua acrividade regular na fá- brica.

1946.12.17 - Despacho ministerial que autoriza novas insralações rêxreis com mi- nimos de 10000 fusos e 200 teares auro- máricos.

1946.12.26

-

Escrirura pela qual cria a

sociedade por quoras J.

D'

Oliveira,

L+.

1946.12.27- Escrirura que rransforma a

firma anrerior em J.

D'

Oliveira & Filhos,

Ldl.

1949-1953 -Preparação da nova unida- de indusrrial ao abrigo do despacho de 1946: novo edifício. novos cquipamenros (que chegam em 1953). conrraro com a Bayer para fornecimcnro. em exclusivo, da Fibra arriticial Cuprama.

1953.02.12 - Falccimenro de José Dias Oliveira.

1953.02.14 -Em assemblcia geral da so- ciedade, José da Cosra Oliveira e Elisa da Cosra Oliveira assumem os cargos de ge- rentes.

1955 -Em face dos resulrados positivos, chegam novas máquinas para garantir maior variedade e qualidade dos arrigor. numa prática de renovaçáo e ampliação do parque de máquiiras que se vai rornar regular, para acompanhar o crescimento nas vendas.

1956.01.01 -Novo conrraro coni a Ba- yer para fornecimento de Cuprama.

1958 - Primeiras exporrações da Riopele

para a Noruega, que e n m i numa

fare

C-

(5)

1'95.8.09.04

-

Inauguração do parque de jogos "José Dias de Oliveira", em Pousa- da de Saramagos.

1960.01.04 -Assinatura da Convenção de Esrocolmo que cria a Associação Euro- peia de Comércio Livre (EUA), na qual se inregra Porriigal como membro funda- dor.

1960 - Início da produção de rerylene. coni ramas fornecidas pela ICI (Londres), que deu origem aoTEXLENE (67% rery-

Iene t 33 spin-rayon).

1963 - Inícios de consrrução dos novos ediíícios fabris, conrrarada com Joaquim Ferreira dos Sanros.

1965.10.16- Inauguraçãodasnovasins- ralações da Riopele e unidades comple- menrares (Saramagos e Nararfil) pelo pre- sidenre da República, Américo Tomás. José da Cosra Oliveira recebe a Comenda de Mériro Indusrrial.

1966.01.18-Escricura que rransforma a

sociedade J. D'Oliveira, Filhos,

M'

em

FibricaTêxril Riopele, SARL.

1967.05.31

-

Despacho ministerial que

cria a Comissão de Esrudo da Indúsrria

Têxril Algodoeira, para a qual é chamado

José da Cosra Oliveira.

1969- Organização do

I

Grande Prémio

Riopele, em ciclismo.

1969.10.26

-

Eleiçóes para depurados à

Assembleia Nacional. José da Cosra Oli-

veira

é

eleito depurado, assumindo diver-

sas posições a favor da indústria rêxril.

1972 - A Riopele figura em 90 lugar no

ral~kingdas firmas exporradow nacionais,

organizado pelo Fundo de Fomento de Exportação.

1974

-

O grupo Riopele ocupa cerca de

4000 rrabalhadores. Manifesrações pelos rrabalhadores de expressão de apoio aos -cinco" adminisrradores. conrra a greve e conrra a agiração labod.

1974. 12.26 -Aumenro de upiral da Rio- pele para 420000 conros.

1975 -Criação da c~comissio de luran, de-

pois Associação deTnbalhadores, na Rio-

pele. As nacionalizações ~con~elarnx ca-

pirais da Riopele invesridos na área Financeira (Banco Pinrode Magalháes e na seguradora Murualidade).

1976 -Com queda abrupra nas vendas e acréscimos elevados nos salários, a Rio- peleapresenra prejuízos, pela primeiraver na sua existência. Duranre largos anos, a recuperação faz-se com uma conjunnira de desvalorização conrínua do escudo, juros elevados, inflação elevada.

1977.02.16 -Tentarivas de desesrabiliza- ção laboral em empresas do grupo Rio- pele por forças sindiuis exrernas, colhendo escasso apoio interno.

1978 -Greve no grupo Riopele, com es- cassa adesão (34 rrabalhadores num uni- verso de 4200). Invesrimenros elevados para diversificação da produção.

1980 e anos seguintes

-

A Riopele volra

aos resulrados posirivos, recupera as ver- bas congeladas pelo processo das nacio- nalizações, conrinua a inverrir no equipa- nienro.

1981.03.30 - ÉcriadaaOlinvesre, como sociedade por quotas, a parrir da qual se desenvolverão as parricipações financei-

ras do grupo Oliveira. Em 1989,

é

rrans-

formada em SGPS -SociedzdeGeston de Parricipações Sociais.

1985.06.12 - Decorre. no Mosreiro dos Jerónimos, a cerimónia solene da assina-

cura do Trarado de Adesão de Portugal

à

Comunidade Económica Europeia. 1986.10.29 -Aumento de upiral da Fá- brica Têxril Riopele para cinco milhões de conros.

1989

-

Emissão de empréstimo obriga-

cionisra de dois milhões de conros para fazer face a novos invesrimenros. 1990.06.05 - A Riopele cria mandarários da sociedade para exercerem poderes em nome da sociedade, correspondendo ao início da inregrqão da 31 geração na ges- tão do Grupo.

1992-A Riopele candidara-se aos apoios

previstos para apoio

i

produção de ener-

gia em sisrema de co-geração, insralando o sisrema no ano seguinre.

1994 -Dá-se início a uni projecro de mo- dernização a cinco anos, com baseem no- vos princípios de gesrão. Inicia-se a cola- boração com o deiigner Niki Bosch. 1996 - A Riopele consrirui sociedades co- merciais em diversos países africanos, de- nominadas Groupenienr Riopele Bourgi. 1996 - Incéndio numa das dependências fabris, a Fiação C.

1996 - A Riopele obtém o primeiro di- ploma de cerriricaç50 de qualidade para o secror da recelagem e acabamenros, se- guindo-se ourros para os restanres secro- res. num processo de acelerada moderni- zação de recnologias e piáricas de gestão. 1997 - A Riopele adere ao SIDVA - Sis- rema Inregrado de Despoluiç50 do Vale do Ave.

1999 - A Riopele adquire 90% do capi- tal da Olifil -Téxreis, S.A..

1999 -Elaboração do documenro inrer- no de esrrarégia do grupo Oliveira, inti- rulado "Preparar o presente para o furu- 10".

2000 - O capiral da Riopele

é

fixado em

32500000 euros.

2000 - A Riopele adquire posições na In-

rerniarcas - Franqueadora de Marcas.

Lda.

com cadeia de lojas de moda no Brasil (Chocolare e LAB).

2000.07.12 - Édeliberada a participação

da Riopele na BRASR10-lnvesrmen~ (Lu-

xemburgo).

2000.07.25 -Cria-se a Saramagos - So- ciedade Produrora de Energia. S.A., com base na unidade de co-geração. 2001-04.07 -Faleceu José da Cosra Oli- veira, gerenre edepois presidenre do con- selho de adminisrração desde 1953. 2001 - Entra em funcionamenro a moe-

da europeia

-

o Euro. A Riopele unifica

a sua gama de produros sob a marca "Rio- pele - Nick Bosch De?ign".

2002 - A Riopele comemora 75 anos de vida da emprea e o cenrenário do nasci- menro do seu fundador (José Dias de Oli-

veira) B1

'Em

artigo recirpera

ar

linhnrprii~cipaii

do e~mdo

h

Jorge F m t i d e i Alvei

-

Rio-

-pele- Hisrória de uma ReferenciaTêx-

ril. Poruadu de Saramagoi: Fábrica

Têx-

Referências

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