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O assistente social como educador na área da saúde

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Academic year: 2021

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(1)

z- "

UNIUERSIUQUE FEDERAL DE SANTÊ CATÊRINA `

CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO _

UEPARTÊHENTO DE SERVICO SOCIÊL V

Ó

Cl lãE5EšIE311EhfTEZ !5(JCIIIãL_

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CDHU

EDUCÊDDR

NA

ÁREÉ

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Áprøvadö' Feio U-ÉS

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gafe. dg Depío. de Serviço 3°°¡fl\

QSE-UFFÕ

É

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Ue~ partamento de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catari~ na para obtenção do tí~ tulo de Assistente Som

cial, pela acadêmica;

María Eduarda Kala$atá5 de Amorim

F1orianápo1i§,`Novembro de 1995.

(2)

UEUICATÕRIA

Dedico este trabalho de conclufiäo de curão, oxc1u$iva~ mente, a minha mãe, Trianda.

A ti que sempre revestistes minha existência de amor, carinho e dedicação, cultivasüeâ em mim_todoâ oa valoros que me

tranaformaram numa pessoa rasponfiável, conficiento. fibriotea ias

portas do mou Futuro, iluminando meu caminho com a lux maia bri* lhante que pudestes encontrar: o efitudo. Trabalhastes dobrado, ãafirifiüastefi teufi fionhos em iavor dos meuo; não Fofitafi apenafi minha mão, mas amiga e companheira, mesmo nas horao em que os

meus ideaiã pareciam sorem inatingívoia e o efitudo, um “po5o“.

Bompartilhaãtes comigo ao minhas alogrias, preocupações e tris*

tozaa, fa2endo~me pfircebor quo valeria a pena prooäèguir.

'

ø.:

Agradeço, a ti, pela lidam quo me enflinaatea durante toda a vida. Eãpero quo ou posou tranâmití*1a aos que me r@1a~ fiiono ou me relaüionarei, a partir do ontão, poia ao aooim poda”

roi me äèntir como: MULHER.

(3)

AGRADECIMENTOS

Meu eterno agradecimento, a todas as pesaoas, que di~ reta ou indiretamente, contribuíram para a concluaäo deste tva~

balho

a Haus;

ao maü pai, Franciäco;

.f

a minha irmã, Maria Antônia;

à Pvofë orientadora, Benea;

à Profë Regina Célia;

ao Setor da Servico äucial do H.U.; ana diabéticoâ atandidmfi pelo H.U..

(4)

VSUHÁRIO

INTRODUÇÃO . . . .. 05

CâPÍTULO I

CÚNTEXTUfiLIZñÇÃü DA EDUCAÇÃO EH SÊÚUE ~ UELINIAHENTO8 UE UMA

PRÚPO8Tñ . . . ... . . . .. @?

1. Principais Indicativoa da Articulação Educacão e Saúde

no Contexto Nacional e Estadual .Ç.; . . . .. Q8

Ê. Educaaão em Saúde Hoje . . . .. 15

fi.í. Pwrcepçäü de pr0Fi§$ionai5 de outras áreas na HU quam

A

to à concepção do proceâao saúde, doença Q de Educa*

cão gy Baúde . . . . .~ . . . .. 18

‹ CQPÍTULÚ II

H ACÃU PEUAGóGICñ Ná ÁREQ Uñ

UICD EUCIAL NG CONSTRUÇÃO DE

i E Í) -J Ó. z

SÊÚUE ~ UMÉ CONTRIBUIÇÃO HU SER~

SUJEITOQ COLETIUU9 . . . ._ Ei Êaúde, Enquanto Dever, Hireito, Educacão e Política . . . . ._ EE

"

3 U!

_Educativas em Qaúda . . . _. : Servico Eocial ü Práticafi

Uíabilizando uma Pváäica Educativa em ãaúde ~ Profiedimwn~

tua Pedagógicüã E Técnicaa da Intervencãw . . . .. R"

ñ Trajfltória do äevvico äncial na Área Educativa Em 8aúd@~

(5)

CÉPÍTULO III '

o

U PROCESSUÍEUUCATIUU EH EIÀBETES ~ UMA EXPERIÊNCIA UIUENCIAW

Dê NU HUSFITÊL UNIVERSITÁRIO . . _ . . . _ . . . ._ 40

1

E

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sf)

Considerações sobre o BIAEÊTES HELLITÚS . . . _ . _. 41

A Atuação do Serviço Social junto aos-Grupos "Sala de_Es~ pera" e “Convivência Social" . . . _ ._ 48 Grupo "Sala de Espera" ~ Uma Proposta Educativa Construída

junto aos Diabéticos . . . _ . . . .I UI [13

CUNSIUERACÕES GERQI8 _ . . . _ . . . _ _ . . . _ __ 64

SUGESTSES . . . _ . . . _ . . . _ . . . . _ . . . _ _ . . . . ._ óó

REFERÊNCIAS EIBLIUGRÁFICGS _ _ . . _ . . . . _ . . _ . . _ . . . _ . _ . . _ . . _ . _ . . ._ 68

(6)

'INTRODUÇÃO

U trabalho de conclusão de curso, om pauta, discorre sobre o Asoistente Social como educador na área da Saúde, cuja pesquioa emergiu de noooa prática de estágio, vivenciada junto ao grupo multiproiiosional de atendimento ao diabético (GRUMnU) do Hospital Univorâitário/UFSC, no período comproendido entre 19

de agosto do 1994 e ii de julho do 1995. '

n nossa experiência dou-se junto aofi diabéticos atenf

didos a nivel ambulatorial E do internaÇäo._Entretanto, nos li~

mitamoâ a descrever somente a nofisa intervenção com os pacientes Portadores de RÍAEETEE fiíláffüfi atendidos no ambulatório do ho§~ pital em roierência, iato é com oa grupos "Convivência Social" E

"ãälä dfi E8P@ra“, eapecialmento com o ultimo destes grupos.

Por acreditarmoo que aaja essencial yompreender os principais momentoo da artiüulacão Educação e ãaudo, no 19 capi~

fiulo, tracamoã algumas considéracõeo a rospeito, procurando

identiiicar como e porque ourgiu a propoãta educativa no contaxm

to nacional G oãtadual. Entretanto, salientamoa que Hate roágate

objetivou melhor Ailustrar a exporiëncia vivenfiiada por quem atuou neota porapoctiva Q aclarar ao artitulaqões entre Serviço

(7)

ó

Procuramos eetabelecer algumae considerações em rela~ cão ao desenvolvimento contemporâneo da prática educativa, na medida que a consideramos Fundamental, por ser uma das Formas

que poseuimos para entendermos o processo saúde/doença como de~

corrente dae condicoes eocio~econÔmicae e culturaie.

Em eeguida, no B9 capitulo, procuramos ressaltar a im*

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portância de percebermos a saude, enquanto dever, direito, edu*

____¶I_`M/__ «-...`__`__› _,.,-¬z._,>"W «,...‹‹"` ‹\k›A/txt..-_¡%\.fñ,,-~-\_Í «_ z"`:)_..(‹__ ã\:›;ñ/_,.~-*‹_¡2`_f/,.. _c_,`\› ./.~&\`::›-‹(‹_‹_ _ä_›r` A/Mo

cacão e política, objetivando compreendê~la em todos os seus ae~

"\.,_ _. _ ‹‹-f >fz»,›.___ t_Í_,.-- -¬.____

*-õ../ .

pectoe.

\

ñcreditamoe, que o Servico $ocial,`pode deeenvolver

suas acões na area da Saúde, numa perepectiva educativa, tundae mentada pela Pedagogia concebida por Paulo Freire e.seus segui- dores, estabelecendo algumas propostas metodológicas para pro~ ceesarmoa eeee tipo de intervenção.

Devido a experiência que vivenciamoe com os diabéticos

no Hospital Univereitario, no 39 capitulo, pontuamoe algumas consideracöee eobre o 3IdE£Y£H HÉLLITUE e suas repercussões nas

euae vidae, poie identiiicamos que seria essencial estabelece*

las, a Fim de compreendermoe “a poeteriori" a nooea intervencäo

junto ao GRUMÊU; seus objetivoe e euae propostae. Posteriormen~

te, relatamoe a noeea experiência com o grupo "Sala de Eepera",

buecando clariiicar atraves de Fundamentacöee teóricae deeenvol~ vidas por Paulo Freire, o enioque educativo do Eervico ãocial, junto aoe participantee do meemo.

(8)

CAF' Í

TULD

I

CDNTEXTUÊLIZHCÃD

DA

EDUCÊCÃD

EH SAÚDE

-

'

(9)

8

no

1. Principais Indicativos da Articulacao Educacão e Saúde no Contexto Nacional e Estadual

As praticas educativas, na área da Saúde, desenvolve~ ram~se de acordo com as concepções de politicas públicaa a de

Saúde no decorrer da história.

\

O processo educativo comecou a ser percebido como um dos Principais auportes para a conâtrucão do uma vida social bem estruturada e de um trabalho mais produtivo. O investimento na mesma tornou-se vantajoao na medida am que proporcionava a ao*

ciadade maiores chances da alcance da estabilidade efionõmica e

social. V As questoes da oapital G do trabalho, e, do a buaüar altarnativaa ároaa. D invaatimento 4

Saúde e da Educação eram exigãnciaa do

por conoeguinto, o Estado era compe1i~

que amaniaaaaam aa deficiênúiaa naaaaa

(<'\ _ Cä&Êz%§ (‹¿%/f/f _. l ~»‹¿>

na educacao aanitaria foi um dos' ina*

trumontoa ancontradoa polo Eatado para reapondor aa conêaquên»

r.:

dias do siatema capitalista, ainda em implantacao. U paia onton~

\

trava~so em criae, devido ao não compromotimento do Estado naa Ê

áreaa social e econômica. Não havia inveatimantoa nas politicas x

públicaa E especialmente naa relativas a fiaúde. Ueaaa Forma, a

população não poasuia aa minimaa condições do manter um relativo Padrão de vida e de aaúde~

U capitaliamo axarcebado a a ureaconta urbaniaadão á

oxigiam modidaa imodiataa do Estado o conoeqúantomanta a aaaiafl

tëncia a aaúdo ara individualizada, não roanondondo aa reaia nom fioaoidadoa da populaçao

(10)

?

Segundo Cardoso, a Educacão Sanitaria tinha como prin»

cipal inquietação educar para a vida e a saude. Portanto, a con*

cepcäo era fragmentada e não percebia 0 processo aaude/doença

como interligado a todos oe fenômenos sociais existentes em um

/'\ ¶z_\ o w

_

determinado momento e lugar p. 33).

No Braeil, o Movimento Sanitariata surgiu, na decada'

de EQ, Junto ao Movimento Escola Nova. eo lutas objetivavam

a,

`\

.1

garantia do ensino universal e gratuito e a univerealíxacao doe ¡

I

Centros de ãaúde e de eervicoe preventivos. Identificamoe, po»

\

rem, que aa areaa maia deticitariae eram ao da Educacão e da

Saude, e também que a população ja preeeionava o governo diantev/

_‹ 1.:

desaao questoes (Cardoso, 1984, p. 34).

ainda nos anos E8, é criado, no Brasil, o Instituto deië

_

'

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`

I

Higiene de Qão Paulo, cujo principal objetivo era preparar inte~fi

- 1 1 1

lectuaia para atuarem na area da Saude Fuhllca.

Ae uoncepeões de Educacão e Saúde eram tradicionaie,

reetringindo a eua abrangência como Forma de eeoamotear os prin~

eipaie intereaeee do Estado na elaboração de auae politicas: o

controle da eociedade e o aumento da produção.

De protiseionaia brasileiroa envolvidos nas areaa dat

0 ._ 1.1 .` 1

hducacao_ e da baude eepecialiearam ee nos Eatados Unidos, tra

aendo novaa tecnicaa para o proceaeo educativo voltado aos adul~ toa inoeridoa no meio rural. A preocupação do governo nom a edu~

mação deafw aarfiela da população era o reaultado dao exigênoiaa advindae da moderniaaeäo da aoriuultura e da inatalaeão de novae

(11)

i@

No ano de 1948, oa Eatados Unidoa firmaram um acordo

com o Brasil, viaando a exploração de borracha, minério, produ~ cão de alimentos, e a Fundação do Servico Especial de Saúde (SESPD. Este comeca a ser um espaco voltado a educacao sanitária e a grupal. Assim, o processo âaúde/doença comeca a ser percebi~ do como interligado aos fatores $ócio~econõmico5 e culturais.

Devido a essa abrangência do conceito, o Servico Social encontra

eopaco e ae inaere na_equipe de profissionais que atuam na area educativa em saude, enquanto pratica social.

Apesar do entendimento da saude e da doença como in*

terligadoa aos determinantes aocio~econômico5 e culturaiâ, a

doença ainda era identificada como um ienõmeno individual, ex* cluidos dos seus aspectos aubjetivos como: a vida e a morte, a

cura e o sofrimento, a dor e o Prazer.

De acordo com Nendhauaen, a Educacao em Saude era con~ aideradai a aolucão para prevenir doencaa e ganhar saude (1998,

p. 3@?. l

Com todos oa limites, a Educacão Qanitaria conatituiu~

ae em uma pratica educativa, e Foi aomente a partir de sua con» aolidacão que todas as práticas voltadas a Saúde se inseriram no

campo da Saúde Publica. ~

Em 1961, o Curso de.Educacão Sanitária da Faculdade de

Higiene -e Saude É extinto, devido a falta de qualiticacão doe

educandoa, que eram em eua maioria, professorea primarioa, eem Formação pedagógica que reapondeoae ao exigênciaa impostaa pelae Biënciaa Eociaia, no entendimento dao questões relativaa a u'ê 5:.Q

e a doonca, e, tambem, pelo tato de divoraoa profiaeionaifi de

nivel auperior estarem encontrando espaco neaae tipo de traba«

(12)

ii

A inserção de profissionais das Ciências humanas na

area da saude contribuiu significativamente para um avanco da mesma, na medida em que instrumentalizou o homem para compreen~ der-se como um ser social e não puramente biológico.

Cardoso menciona:

“A introducão desse proiiseional nesse pe~

riodo í(i9ó?) encontra "harreirae" no inte~ rior da sociedade brasileirawum regime auto~ ritario, realmente repressivo, centralieador

e concentrador de renda. As questões sociais

e de seguranca nacional. Tudo paesa a ser

controlado, a sociedade civil é desmantelada e controlada pela eociedade politica. Um nom va racionalidade é buscada pelo Estado por exigências de uma ordem econômica, politica

e social. Q educacao é descoberta como um setor de investimentos (também a eaude). De

uml valor de uso passa a ser percebida como

um valor de troca. A eaude e tomada pela

doenca, enquanto mercadoria assim como a

-educacao." (i9$4, p. 38) i

Como ja toi citado anteriormente, o Servico Social com

meca a atuar em uma perspectiva educativa na área da Éaude. Ue~ vido a inexistência de referênciae bibliograficao que comprovem

1.: `

a ineercao ldoe âseistentes Êociaie nesea area, e considerando

neceseario conhecer e compreender esse envolvimento, realiaamoe entrevista Vcom a fieeistente Social Bartira Nuernberg, que atuou em programas na area da Saude na década de ÓQ e cursou Saude Pu~

blica na Univereidade de äão Paulo CUEP). Tranecreveremos Vtrew chos e relataremos sinteees de eua Fala, na qual e×p6e,`deocri~¿ tivamente, euae experiências praticae, no capitulo II, item 4.

(13)

12

Até o inicio da década de Y0, a assistência à saúde se

restringia quase que exclusivamente a Medicina Curativa. npesar de já existirem órgãos que intervinham em uma perapectiva educa~

tiva, enfrentando "barreiras" como a falta.de recursos financei~

ros e humanoa, a fiaude E a doenca eram procesfios distintoa con~

cebidos como frutos de determinantes puramente biológicoo, nz

prática cotidiana dos servicos de saúde.

Os anoa 7® também Foram marcados pelo surgimento de

cursos de pós~graduação na ároa da Saude denominados de Saúde Coletiva, Comunitária, Pública ou de Medicina Preventiva.

ãogundo Cohn & Nunes;

"Os cursos apresentam nos seus objetivoo uma certa. homogenidade no sentido do que buãcam

a qualificacão dos recursoa humanos visando capacita~lo para o reconhecimento do campo da Medicina Preventiva/Social, para o domim

nio de elementos teóricofi ou metodológicos para a produção do oonhecimento da ároa, bom como para intervenção no procoaoo aaú~ de/doença Q nas Práticaã de saúde no Éra~

§il.Ú (1988, p. io? A

As diaciplinaa o o conteudo programático expreasavam a

existência, tanto de tendênciaa claââicas da Eaude Publica quan~

to do Perspectivas dialéticaa no campo da Saúdo Coletiva, que parcebiam a âaúde como produto dos determinantos sócio~econõmi7

i

dos Q culturais.

A população comeca a inaerir~$e em Hovimentoo Sociais

\

1

como Forma do reivindifiar oouâ diroitoa haaicoa. Com eafio anvo1~ vimento da população em lutao colotivaa, o governo conaidorou/

ofiooncial ostaboleuor vínculoã - ontro movimontoä popularoê o aa r to , R ®§Í).\¡\ Í É \

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(14)

. o.:

13

oxganiéaçoes envolvidas com o procesào educativo .‹ em Saude, como '

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fl

estrategia para impedir o avanço dessee eujeitos na formulação e

implementação das politicas publicas.

c Com a ameaça da quebra da estabilidade social, o go- verno Foi impelido a tomar atitudee que reepondeesem as neüesei~

dadea, da população, meemo que parcialmente. Então, o Eetado co~

meça a perceber que é de Fundamental importäntia investir na

saúde; educação; habitação e saneamento basico.

A Medicina Comunitária foi a solução encontrada pelo governo para atender ae reivindicações da população, j

1.: '

N. QUE-É Vä"'\

das acoeo individuais da Medicina Lurativa. Alem de possuir um hábitoe dos individuos para a garantia de uma boa saude e eati-

1.r eu

mula a partiuipaoao de todos os sujeitos que estao direta ou diretamente nela envolvidos.

.z 1 z ¿ Í F -.;._._ *fx .Í

loriza as ações preventivas e de alcance coletivo, ao-contrário\ \ \ â caráter educativo, por ser um tipo de ação que visa a mudanca de; X

x

Eom o elevado aumento das camadae empobrecidae e a o I ineficácia dos eervieoe doe eervicos de eaude publicoe, surgiuam

oe Centros e Pootoa de Saude, eapalhadoe peloa bairroe, .zonas

periférieae e rurais do pais, como tentativa de minimiaar osdf

problemas emergentee.

“Ê analise da prática deatee Centros e Poe~

toe de äadde, onde eeus profiseionais e os

movimentoe popularefi tem coneeguido reorienm

tar o pouco~caeo e a utilização eleitoreira pelo governo doe aerviooe de aaude deetina~ doa aos trabalhadoree, tem revelado uma rica experiêneia de educação popular. üuae ativi~

mo a populauäo a compreenderem melhor ae

. . . . l

dadee tem aJudado tanto oe protiaeionaie co~ I

o buzz» \\}

raiaeo doa eeue problemae de eaude

z_'. 3 - ./` \`§/L,,_.‹;..¬__` M” ff nz/ í à \. \ l Â/1/WW/yr?

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Q7~ «z /fmz*

(15)

Q cri$e_que aásolava o pais e por conseguinte, a área

ía

14

rem novos modos de viverem e se relacionarem dom a naturexa e a adciedade". (Uasconcelofi,

i9?i, p. 19) .

1.: na x nz

a Saúde; além da presâao da populacao Pxente a concietizâgao de

seufi direitos, fizeram com que fiurgisse 0 Sistema Único do Saúde U3 C L3 - que, pela Conãtituicão do 1988, garante a todos, sem dis* `/

criminação, acesso aos servicoâ de saúde.

I

-I

Devido ao anvolvimento da população na luta por seus'

direitos, a Educacão em Saúde comeca a ser percebida como uma alternativa que od sujeitos poasuem para compreenderem molhor deus problemaë e garantiram uma boa qualidade de vida.

.r

Q educação em Saúde comeca a der compreendida como uma propoãta que visa criar congciência da necesãidade de mudanca social, econômica e cultural para superar 05 problemas de saúde determinadoa palm grau da deëenvolvimento e seua c0ndicionamen~

I

tos; senaibilizar os uëuários a'§e adaptaram a novaâ condicõea

de vida que fiigniiiquem outrofi valores; dfistruir as crencaä r@~ ierenteã à fiaúdw; iavoxecer altdrnativaâ ~ para o cuidado com a

fffé @<‹ÊÊ,5_ L ~

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/2. i%®>f>z-Qd -66;' ózz¿j2> /`° 1 0iÚ6‹.¿ a;z/z,~ `\ F 1 i ‹'

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aaude individual Q coletiva E deapertar o deâego do progrefião na /\\\¿

aaúde, tanto individual como coletivamentw. "

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7 . . .A . . . . .M

repafise doa cuidadoa higienicoê basicos que o ouJ@ito deveriu \

Q

ñ yràtica pro+ië$ional nao H màiä reätrita ao au F.€s manter em seu cotidiano. Para Ramoäz

\\ ,

“... a intendãm é problematizar aa quedtfiea, eatimulando a população m colocar âdufi pmn~

toa da viëta Q raivindiüarõmë aobrd dum fiuú~

da, d fiifitama que devfiria âürwiwlu a a Forma

pala qual ela ad aräicula, dom outrufi árfiafi

u, (í?9É, p. 9?? 1* 'E -'. ~ f"?' f':

ão

(16)

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clã??//Çâ

6

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2. A Educacão em Saúde Hoje»

5?

U proceseo educativo em saúde vem conquistando espaços

§§

. . . . 1.:

maia amplos como obgeto de inveetigacao e pzatica profissional,

devido as mudançae que perpaeaam no Sietema de Saúde de noeso paie e o envolvimento de profiseionaie vinculados a divereas

areae e, eãpecialmente, a amplitude da concepção -do processo saúde/doença de uma parcela de individuos (Hrandäo,.i993, p. Q).

naram~se medidae extremamentea emergenciaie. O ãietema unico de

Saúde, implantado em 1988, é delicitário e expreaâa aêeea im¬"¢*

ÉL UQ */

aee nao indmeraa Filas iormadae diariamente noa hospitaia ~

coa e Poetoa de Saúde; no despreparo técnico doa profiseionaie e A partir da déüada de 9%, as reformae administrafiiva5\

8

na inexistência de recursos materiais para os atendimentoe entre outroa.

na dificuldadee exiatentea na área da Saúde, algumae .ø

icitadae no parágrafo acima, sao Frutoâ`doe deevios de recuraos Financeiroe arrecadadoa pelos impoatos que são atribuídos a po*

à sociedade em forma de

pulação, e que deveriam eer repaseados

ÉFÉÃE QUÊ Viããm RS T6318 benelicioe, e dos não investimentos em

neceeeidadee dae camadaâ populares. Portanto, os intereeeeâ da

,

¡ claaae privilegiada tornam~se eaaenfiiaia e a grande parte da po~

m |_.\

pulacäo.é colocada a eegundo plano (Ualla, 1993, p 3.

Ualla complementa:

"Mao não é ao deaaa iorma que oe aerviçoa

baaicoa tão neceaearioe para a noefia aaúde,

Ux

e oe inveetimentos de reuuraoe Pinanceiroe na área da saúde tor~\\£>;;§í

Q\

Lá: \ X

\/

Á,

/

_\›

(17)

são afetados e prejudicados. Pois, ao mesmo tempo, a população das grandee cidadea está

aumentando com a chegada de muitas peesoas vindae do campo. De um lado, grandee quanti-

dades de terra mas mãos de poucoe, ou para vender um dia, ou para plantar café, açúcar

e soja para exportar e de outro lado, os

agricultoree vindos para a cidade porque não

tem tum pedaço de terra para plantar para si

e sua Familia. Eesae peseoae mais aquelae

que aão da Cidade e não conseguem achar em~

pregos ou que perderam eeue empregoe porque

ao máquinas são cada dia mais modernas, eão aquelas obrigadas a morar noe terrenos eem

servicos e longe dos centros dae cidades".

(1993, P. Ei~&E)

-,

De acordo com a UIII Conterência de ãaude, realizada

em 1986, ter Saude é poeauir condieõee de alimentaeão, habita*

cão, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, em~

prego, lazer, liberdade, acesso e poeee de terra e aceeeo aoe serviços de saude. Uevido a precária situação sóciofleconômica e

cultural vivenciada pela população braeileira, podemos conoluir que a meema não poeeui meioe que lhe garantam a saúde.

A auaência de oaude da grande parte doe braeileiroe pode _ser atribuída as oamadae que detêm o poder de reverter o

quadro de neceeeidadee e diiiculdadee inotalado.~$e nos unirmoe

organiaadamente, e preeeionarmoe o governo para garantir, pelo

menoe, ae mínimas condições de vida e aceaeo aoe aervidoe de eaude, eetaremoe eoncretiaando oe nofieoa direitoe, e teremos

ohanfleo de conetruir uma vida maia jueta e qualitativa.

“V

U flidadão braeileiro não alcaneou a eua flidadania, ou

melhor, não teve oportunidades para tal, poia, antefi de tudo, é

compelido a conquietar direitoe que ja aão aeua por leia, e ele

(18)

17

jeitos inseridos em nossa sociedade, é de tundamental importân-

cia que nós, enquanto protissionais, tenhamos um conhecimento

mais amplo dessas questões. Que sejamos os facilitadores dessa luta pela conquista dos direitos¿ transmitindo aos nossos usuá~ rios estímulo, confiança, perseverança e, principalmente, a im~

portância de estarmos buscando o que nos é necessário para vi~

vermos dignamente.

~ Os estabelecimentos de saude podem e devem ser espaços de discusäo entre

*

profissionais X usuários, no tocante a reali-

~

me

Qšêèt dade socioweconõmica e cultural destes; as diticuldades entrem* tadas no tratamento; às necessidades e expectativas trazidas pa~

4

enfientamento da doença.

fipesar das exigências que a área da saude nos impõe, e

1.»

das Lonstantes implementatoes de polititas de saude, Foimuladas pelo governo, percebemos que_os atendimentos realizados são pau- tados, em quase sua maioria, em uma perspectiva curativa. Nesta, identifica~se, exclusivamente as necessidades e os problemas mais emergencias da população, e não se constrói um trabalho preventivo, que reduza ou elimine os problemas oriundos do pró~ brio meio em que os usuários vivem.

Em nossa prática de estágio, realizada no periodo de

id de ngosto de i?94 a ii de Julho de í??5, no Hospital Unij versitário (H.U.), mais esneciticamente junto aos diabéticos atendidos a nivel ambulatorial e de internação, identificamos a

inexistência de programas que objetivem uma ação mais educativa

e üondieente com as condições apresentadas pelos pacientes.

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ra o atendimento. visando a busca de alternativas para um melhor

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(19)

18

Embora seja um orgão completar da Universidade Federal

de Santa Catarina (UFSC), portanto vinculado a um estabelecimen~

to de ensino, no qual perpassam discussões a nivel de 39 grau,

pautadas nos novos modelos tecnológicos, que visam uma qualidade total nas diversos áreas em que tormam academicamente seus alu-

nos, o H.U. possui somente 1 (um) programa a nivel ambulatorial,

com proposta preventiva, que é o atendimento aos diabéticos. Po~

demos atribuir esse tato às politicas de educação, e de saude

1.: \ -

ø.:

excludentes e ineticazes, ou entao, a restrita concepcao do pio cesso saude / doença e de Educauão em Saude do quadro tuncional

da instituição.

Considerando de suma importância identificarmos a con"

cepcão do proeesso saude X doença e de Educacão em Saude dos profissionais que atuam no programa de atendimento a diabéticos,

realixamos entrevistas dom os mesmos. Transcreveremos, a seguir,

trechos das talos de protissional da área Médiüa e da área de Entermagem.

2.í. Percepção de profissionais de outras áreas no H.U. quanto à

concepção do processo saude/doencá e de Educacão em Saude “Sem A educação, nos não sensibilizamos o

patiente. Educar, na prática, seria orien~

tar, esclarecer sobre o que se passa em re~ lação ao problema dele. Eu acho que nos tra» damos, assim, um caminho. ñ gente ilumina o

caminho dessa maneira com a educação, por~

due, se não, ele tica muito perdido na his*

tória, ele não sabe o porquê do tratamento,

do seguimento. Não É simplesmente compare*

cendo u uma consulta, não " simplesmente conversando som o Médico que tem as suas duvidas sanudas. Nos temos due, realmente,

.- gl

FH

(20)

19

partir do ponto básico, aquele E, A, Em Para

que ele consiga oeguir aozinho ou seguir me~

11101". _

'

Nós temos uma dificuldade grande em termos deãee Educação, porque o nivel Cultural dos

pacientee é muito ruim, é muito precário; a

gente deve alcanear o nivel deles com a 1in~

guagem bem eimplee. Elee ficam aeeim, bem alienadoe, bem perdidoe. A poeieão do Médico talvez ainda crie muita distância para elee,

que se sentem muito intimidadoe na noesa

frente. Então é o retorno, o convíveo mais

prolongado que vão der eesa liberdade de

troca de intormacão dele em relação a nos”.

(Entrevieta realizada em eetembro de

1995/Médica do H.U.)

"Prá mim, Educaçäo em Éaúde é o conhecimento

e a explicação, no dia~a~dia das pessoas, com o conheeimento em relação ao bem~eetar, coneiderando: dieta, corpo individual, ea* neamento báeico, relaüionamento com ae con* dicõee de saude básicae, aceseo às condicõee

de saude em geral, relacionamento psieo~es~ piritual e relação do âer humano com o mun*

do." (Entreviete reelieadu em eetembro de

1995/Enfermeira do H.U.§

Da entrevieta com a Medica, depreendemoe que a Mediei»

_z..

5

tuueoee eemelhanxee

. .f

na ainda apreeenta uma prátioa individual, quando A meema menw

:ionu que eduear e orientar o eujeito em relação ao seu prob1e~

ma, evidenciando, portanto, que o paciente e vieto como um ser

isolado e não como um individuo ineerido em uma eociedede, e

nartiuipante de um programa que atende várioe diabéticoe em ei"

no mefimo tempo que a profiesional da área Médica admi~ te que u poeieeo do Medico ainda crie uma dietância do paciente,

* ieeo prejudiüa o atendimento, argumenta e, de certa iormm, É

autoritária e Aeletiete eo coloeer que oe ueuárioe não poeeuem mepaüidade de compreender o que ineo e repueeedo, devido eo deu

(21)

Ú®

precário nívël cultural.

Com easa entreviäta, percebemoâ que, apësar da propos”

ta do programa, não são todoâ os profiasionais qua compreendem e

praticam,t na cotidiano, as diretrizes da_prática educativa em

saúda. '

_

Entratanto, a entrevista com a Entermeira uma tea

0.: 1

identificar que, na instituicao, ja existem agentes que pexcebem

á Educacão em Saude como uma prática enterlígada às condiçõeâ de vida dos êujéitoâ aos quais âäo dirigidaâ as ações. Esses agen~

tea, portanto, poäsuem maiâ Condiçõea de conâtruir um trabalha

condigente com na reaiã necasaidadeâ das usuáriüa.

.r

ñ Educaçäo em Saude,.hoje, tem sua ação voltada para a

cnmprmenêäü e tranâformaään das condiçõefi sociais Q sanitárias, pelafi quaifi fie infitalam afi dodncaä, dè§env01vendo~âfl, enquantm PYOCGEÉQ Cäpäfl dä d€$€HfiäflÚÊäY WQS Püfiãüää Umä COfl$CÍêHCiä CTÍ” tica dos problgmas, re1aci0nando~os com as condicõea concratas de produçãü Q rmproduçäo do twnfimeno fiaúde/doença (Oliveira,

(22)

CÊPÍTULD

II

`

É

ÀCÃÚ PEDâGÓBICñ

NA

ÁREÊ

DA

SÊÚDE

-

UHÊ

CONTRIBUIÇÃO

DD

SERVICO

SOCIAL

ú

(23)

\

1 / ` j 2 › "›".I.\ 11.1...

1. Saúde Enquanto Dever, Direito, Educacão e Política

..---->-""""` "`\

//

Q saude e um direito básico de todo o cidadão, assegu~

rado por leis, constituiddo~se em um bem”nublico e um valor, de" vendo, portanto, ser responsabilidade do Estado provê~la, crian~ do condicoes Fundamentais no plano social, econômico e cultural

para seu pleno exercício. Porém, mesmo sendo considerada um di~ reito de todos, são poucos os que dela usufruem, haja visto o

número de individuos que nem ao menos têm acesso as mínimas con-

” .

dicões de vida, e sao compelidos a sobreviverem dia após dia em seu miserável cotidiano, exuluidos na sociedade. `

Escorel, ao abordar a relação exclusão social e saude,

COHSÍÚGTE 8 müãmä Um PYOCÊSSÚ QUE:

ñieta... diretamente a saude dos que viven~ ciam essa situação social, 0 que por um la~ do dificulta também o acesso aos direitos e

serviços sociais. É é um cielo vicioso em

que as determinacöes se sobrepõem con$or~

mando um possível social restrito a conse~

‹ guir manterwse vivo" (1994, p. 48). <

Devido ä amplitude da concepcão de saude/doença, ela* borada na ¶III'ConFerência de Saude, citada no Capitulo I, item

.:

E deste trabalho, e o que foi discutido até entao, identi$icamos

que a saude esta intimamente ligada aos direitos e deveres do

cidadão, e que a unica alternativa que possuimos para garanti~la

É a busca incessante desses."direitos“ que nos são reservados,

ø.: `

ÊmbÚYä HBO HÚÊ Tüpäfifiäflüä.

(24)

213 ll)

“O conceito de aaúde de sua conquista e per-

severância, poderia ser entendido também no âmbito politico e não eomente no econômico,

no sentido de que o homem possui uma carac~

terística Fundamental... que é o exercício

da razão, fazendo~o tranaceder a condição

de um ser puramente natural, socialmente determinado, traneiormando num ator politi-

co que reinvidica, luta por seus direitoe o

que poseibilita a tomada de consciência do proceeeo histórico e dessa Forma, até meamo tranaiormacäo social. Saude deveria estar ligada a esea concepção politica" (Batista,

1993, P. E7-EÊ) '

`\ Ter saude é, também, possuir aceeso a uma diacuoão

maie ampla em relação a sociedade, ao homem, ao atendimento die~ peneado e a própria doença, com vietae a uma reflexão critica frente a eaeas queetõea. Portanto, é essencial que os eujeitoe

.o

compreendam a realidade em que estao inaeridoe e, por conae

. . ú 1/ I

guinte,r encontrem alternativas que visem transiorma~1a, tanto a

nivel individual quanto coletivo. --«X

â neceseidade de inaerir a população em diacusõee mais amplas e decisõee acerca dos problemas de aaude, entendidoe como decorrentes dae condiçãee de vida da população, iez com que fos~

de regulamentada, pela Lei Orgânica de Saude (í9?®) e pela Cons* tituieão Federal (1988), a criação das Conierênciae e Conselhos

de- ãaude, os quais ae_conetituem em eapacoa reeervadoe a parti~

.o

cipacao popular neeea area.

He acordo com a cartilha do Fórum Popular de Saude, oe Conaelhoe Municipaia de ãaude têm por funcao:

/lí.)deiinir, acompanhar e analiaar a politi~

\\La de aaude;

É. deliberar sobre o Plano Municipal de

(25)

E4 .ó-

3. deliberar sobre o Plano de Aplicação dos Recursos,' ¬ _..bem como o r controle mensal das Lontas do fundo de 8aude;

4. estabelecer diretrizes para a participa~

cão complementar do setor privado, contra* tado e conveniado do SUS;

5. Ser consultivo, deliberativo e fiscali~

aador das acões da politica de saúde".

(i9?3« P. 15)

ñinda, com relação a regulamentação da' Criação ‹dos

Conselhos, ficou estabelecido que o mesmo deva ser obrigatoria~ mente representado paritariamente por representantes do governo, doa prestadores de serviços, dos profissionais da área da Saúde

e da própria Comunidade. p

Uevido às taretas e responsabilidades atribuidae aos

Conselhos, percebemos que eles se constituem-em espaços, aos quaie a população tem acesso para exercer seu direito de cidade»

nia, na medida em que tem a poeeibilidade de obter ae inForma~

.z : " A ' '

I coee` e conhecimentos necesea\ios e, simultaneamente, tem pocem

decisório *rente às questões apresentadas.

Entretanto, observamos que, na prática, a populaeão

não eata exercendo eeee pleno aceeao ae reuniões do Conselho Mu* flifiipäl, Umä VER QUÊ $ãO'TE3li2ädO$ qUä$Ê QUE €XC1U§iVäm€Nt€ Em

um mesmo local, dificultando o deslocamento dos interessados e

restringindo o número de participantes. Permite, assim; que eo~ mëfltü CÚmPäT€Çüm QUE ÊHCUHÍTOE äã mããmäš PE$$0ä$, E ãñ ÚÍÊCU” aõea, na maioria das veeee, Ficam reetritas aoe intereseee da"

1.: 1.:

.. .. \ ... ¬

quelee preeentee (Coneelheirosø, nao eontemplando ae Funcoee atribuídas-aos Coneelhoa e as neceesidadea emergenciais de eaude

(26)

E5

Dessa forma, percebemos que é esaencial estimular e

iavorecer a participação da população nesses eapacoa de discu~

são, pois, sá assim, conseguiremos construir uma sociedade mais

justa e melhorar a aua qualidade de vida. '

,×””ø"`×

O proceseo saude/doença, compreendido como resultante

das condições de vida da população, a crítica realidade vigente

. ø.:

na area da saude, além do compxomiseo com a pxofisaao e a aocie~

dade, estäo 'iazendo com que uma parcela de profisaionais que

atuam na área reconheçam a importância de refletirem em conjunto

as suas açõea cotidianas. Têm como objetivo a viabilização de uma pratica mais justa e qualitativa,_que Favoreua uma continua

2 troca de conhecimentos entre profiaaionaia, entra profisaionais

e uauárioa, e por conseguinte, a buaüa por melhores condicoes de

\vida e de saude. '

2. Servico Social e Práticas Educativas em Saúde

Consideramoa neceaeario salientar que tentamoâ elabo~

rar eate trabalho a partir de Fundamentauõea teóricaa üonatrui~

das por Educadoraa_como Paulo Freire, Eatelina Naacimonto, âna Lucia Reaende e Carloe_Hrandäo, poia acreditamos que o trabalho

educativo em äaude podera sor fundamantada na pedagogia por elea desenvolvida.

U »fia5iatento Êofiial é um proiiaoional que atua com a

população indapendentomente do tipo de inmtituidão (Publica ou

(27)

z'

4

agente que, de certa forma influencia o cotidiano da população,

devido à eepeciticidade do seu trabalho, que é o de construir junto aos ueuários alternativas que lhee garantam qualidade de

vida. Tudo isso exige do profieeional um conhecimento da reali~ dade e a convivência com os eujeitoe, aos quais remete suas acõee.

Segundo lamamotoz

“... o ñssietente Social exerce uma ação eminentemente" educativa" nas classes tra~ balhadorae. Seu objetivo é traneformar a

maneira de ver, de agir, de se comportar e

de eentir dos individuos em eua ineerção na sociedade. Essa ação ineide, Portanto, oo~ bre o modo de viver e de pensar dos traba~

e lhadoree, a partir de situações vivenciadas

no aeu cotidiano, embora, se realize atra~ vée da preetação de eervicos eociaie".

(19 P. 40)

.r *Q DJ

F\Q Q profiseional de Serviço ãocial tem como principal

v ¬

demanda ä grande Parcela da população destituida do direito de

FJV/

. . . . z . \\

eatietaxer ouee neceesidadee eociaie baeicaâ. üeeea Forma, o me* \\\

eietente Social e o agente que, ao meemo tempo em que aeseeeora

A organieoçäo doe eeue uouáriofi nara a conquieta de eeue direi~

_ ~\

toe báeicoe, inetrumentalizu o poder de eontrole do Eotado sobre

oe meemoe, na medida em que e flompelido a nortear euae uc5e5,` obedecendo ão diretrizee doe programae eoeiaie. Eetee, na mmio~ ria das veeee, contemplam apenme uma pequena parte da demanda, e

não reopondem às reaie neceeeidadee da meemaf Então, ele, in5ti~ tuflionnlmente, e "obrigado" a eelecionar oe ueuárioe que ee en~ quadram ou não noe requioitoe para ueutruirem de algum benelieio

(28)

.~ ›~"

í

/”'

.›

RJ *J

U Serviço Social, por ser uma profissão que tem por

especificidade intervir na sociedade com vistas a garantia doe

<\ direitos básicos da população, possui um papel imprescindível na

axea da Saude, na medida em que tem como diretriz de acao ?aci~ litar a ee perceberem enquanto eujeitos capaaee de compreender a

realidade em que estão ineeridoe em prol de euae necessidades e

intereeeee.

0 ñseietente Social também contribui, intervindo nae queetõee relacionadas a saude da população, a partir de eeue eo~ nhecimentos teóricos, que lhe possibilitam compreender o pro~

cesso saúde/doença como decorrente do nível sócio econõmieo e

cultural dos sujeitos. Portanto, ele é'um profissional habilita- do para intervir de modo educativo, neeee processo

Na area da ãaúde, ou noe demais campoe em que atua, III) proFieeional de äervieo âoeial deve procurar reegatar a realida~

de vivenciada peloa eeue ueuarioe eeja atravea de entrevietae¡ reuniãee; contatos com Familiaree; vieitae domiciliaree ou acomw panhamentoe üontinuoe, poie, eo aaaim, ele coneeguira agir de

Forma maia üoneciente e eficae, e, eimultaneamente, poeeibilitar a eeeee eujeitoe se perceberem como.agentee eonatrutoree de eua história e ineeridos em um eontexto maia amplo.

_ O protieaional de Servico Soeial, como parte da equipe

x 1.:

de atendimento a populacao, deve espeuificar e planejar euae

açöee, compartilhar opiniões, coneepeõea e perepectivae para

conatruir um trabalho que reeponda ae reais neeeeeidadee da po~ pulauão atendida (Beraldo ya-. ×-'J '-'Z .š›

¬. F'

'I

p 4

(29)

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V

~

X”

O Assistente Social tem Função eminentemente educativa

na area da Saude, a partir do momento em que facilita a comprem

eneäo da realidade e do processo saude/doença como- intimamente ligado ae condicoes de vida dos sujeitos, e tavorece a conotru~

ção de transformações eociaie a uma nivel_individual e coletivo.

Desse modo, percebemos que o profissional deve sugerir

e nunca impor nada ao grupo; intormar e jamais despejar o eeu conhecimento sobre o mundo, oe homens, a doença e o tratamento, |3Cll`C|LUIi` §Ll.&`:1 'FLl.|"|Çã(3 É E`(ÍLlCäl", |TI2`:\.€š`›, Íläfllbélfl, L`:IP\"lI-L`l1d€\", I30l"C|LUÍ-l`I

... educar é uma tarefa de troca entre pes~ eoas e, ee, não pode eer nunca Feita por um

oujeito... não pode eer também o resultado

do despejo de quem supõe que possui todo o

eaber eobre aquele que do outro lado foi

obrigado a pensar que não possui nenhum". (Brandão, i98i,¬p. BE) .

C>;§¿¢ø

_

*¿t2Q¿%2v

š

Ao -agir pedagogicamente na área da Saúde, devemos ea*

tar cientes de que o deeenvolvimento das acõee se proceeearão verdadeiramente, se oe sujeitoe compartilharem eontinuademente

os eeue eaberee e eetiverem dispoatoe a conatruir um eonhecimen~

to múltiplo e verdadeiro, porem nunea absoluto.

Acreditamos que o âaeietente Social pode e deve deeen~

volver euae aeõeã em uma perspectiva educativa, Facilitando, deeea torma a conetrucão de âujeitoe coletivoa, conscienteer de

(30)

RJ *fi

2.3. viabilizando Uma Prática Educativa em Saúde - Procedimentos

Pedagógicos e Técnicas de Intervenção l

. V . Fâluá-QC/U ei;/V@)¿›_ . .z-( __ 1.: o _ ‹¬ 1 1 _ __ .

G aoao pedagogica em oaude ezo pmocesso que visa con

tribuir com meios e estratégias que proporcionem a participação, e a organização dos sujeitos envolvidos; o desenvolvimento de

medidas individuais e coletivas para o atendimento das necessi~ dades e a busca por alternativas que favoreçam uma qualidade de

vida e de saude junto à população.

' Consideramos

o processo educativo em Saúde lento, gra* dativo e de dificil seguimento por implicar um compromiaso en~ tre profissionaie e sujeitos aos quais estão sendo remetidas as

ações; o conhecimento da realidade sócio~econõmica e cultural

|

dos mesmos, o enfrentamento com as práticas de saude e de educa~

ção tradicionais; a precariedade das politicaa publicae, que não vibializam um atendimento justo na área da Saude e não garantem

as mínimas condições de vida a grande parte da população.

êcreditamos due, antes de propormos as diretrizes báF`

dicas de ação para o desenvolvimento de um prooesso pedagógico, devemos coletar alguns dados e informações que nos poosibilitem um conhecimento geral e superiicial, porém, básico e necessario

1 `

r.:

das caracteristicas, estilos de vida, valores, e condiçoes de

vida dos sujeitos que serão envolvidos no trabalho, para, então, refletirmos e analisarmos quais os melhores inatrumentos e téc~

nicaa que viahilizarão uma prática concreta e eficaz. Entretan~

to, oahemoe due, meamo sendo essencial esse “conheoimento“, é

apenas um dado que poasuimoa, inoutiüiente para visualiaarmoo ao .-.

~

LF

K

(31)

fiesim sendo, percebemos que ae diretrizes básicas para

o deeenvolvimento de uma pratica educativa em Saude deverão ser

obrigatoriamente construídas com os sujeitos envolvidos no pro- eeaeo e contemplar aa neceeeidadee deesea individuoa e não os

1.: 1.:

objetivos do p1oFi5eional ou da equipe que piopoe eeeae atoee. Entretanto, é de suma importância salientar que o proiiseional é

um agente indiepenaável no proceeeo, devido a eua capacidade técnica e o seu aaber intelectual, que aão elementoe Fundamen~ tais para o desenrolar do trabalho. Então, o profieeional deve

?azer~ee conhecer frente ao grupo, já que eera o iacilitador

deeee processo educativo, sendo neoeeeário para ieeo.:

"... atenuar as distâncias e ser paciente

sem ser paternalista; faaer~ee aceito pel§\i,

_<_I_ll'Ll.|í>C) Éššlšfll 55€-.`\" LUTI dE'Í1Í¿"Eš-_; IIIÍI5.`¡flC)|`l'EšÍIl"¡:`.-\l" lIII1Ê:\\"š`:\"*'

|TlE`l`lt£-E' O q|..l(:T É5E.` GT'-313!-3\"‹'?¡. CÍD Ql"LlI3O. P\"£í`CIÍ.'E5CI

. ser verdadeiro, sem maecara para atenuar aa,

deeconfiancae; dixer claramente, mae eem detalhiamoe técnicos quem se é, o que se I

Faz e o que ee pretende Fazer. üuvir opi~

. niõee, debater alternativae, eniim, demonefl

. ,\

trar um real intereeee pelae peeeoae do¶§\šš

e eetá Ê\ ×

grupo. leao ao eera poeeivel ee e" ¬'“

` los como eujeitoe co~participantee do pr ~

eeeeo e não como marionetee aobre as quaie

ee proceaaarão ae ações". (Rezende & Naeoifi

. A .

`

.\ '×. realmente comprometido em ve~ios e eenti~ÍÊ\§

\ o Qglš ' \ - » *:" mento, i98H, p. 15) N

Y7 O proceseo educativo em Saude deve ser desencadeado de

tal forma que oe .. sujeitoe ›‹ nele envolvidoa “ eejam eatimulador 2

:z 8 › r,~\tV1\ *

'.\r

\

If-Í-I“KPI"1I-Í-Í€':5€~`›¡;\.'l"(-I~}|TI 'ëš-Ll2`:\'ES l".«'(I)I`lCII?:.`I3ÇIõf.-`-35, \"(-Ef!-`~*\"€'i5€‹?I`l{IZ`:\.ÇI;Í;lEf'š:'5 GT ii-}išÍI'\ÍlIÍ.IlI(:Íl`lÍIC)Ê¡3, CÍE:f<-SCÍEÍ

oe mais aubjetivoe até oe maia euperficiaie, poia, quanto maie eloa ee uolocarem *rente ao grupo, maiores chancee exiatirão pa"

K

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fl

ra. a z::: on 1:: r et zi. ›:: :¡. d ra d ›:-3 da prop ossst

/

(32)

31

A participação dos eujeitos deverá acontecer eepontâ~ neamente; portanto, é importante que encontrem no grupo um espa-

>\

O

H _ \ _ ¡

co no qual euae revelaçoes eejam ve1dadei\amontc executadas e

WO

respeitadas. Esses sujeitos eo se sentirao dispostos e encoraja~ ii?

doe a ee expreeearem a partir de quando percebem a existência

desse acolhimento por parte dos demais sujeitos. Então, é eseenfi

cial que o proriesional e oe demaid participantea do grupo te~ nham:

cn

_.. sensibilidade para descobrir o codigo

do outro antes de imediatamente catalogáwlo dentro de nosea categoria. Facilmente se veem iantaemae de alienação, ideologia do~ minante, eopontaneiemo, etc, em movimentoe

e expreeeões que nada têm a ver com esaes rótulos (acabam por ser rótulos e não cate~

goriae, tal o eimplismo da análise). É ne~

ceosário ouvir e pra ifito precisa*ee eecu*

tar e eâcutar novamente". (Garcia, i9S?, p.

?9)

Por eotarmoe propondo um trabalho educativo na área da Saúde, de queetõee que provavelmente surgirão no decorrer do

proceeoo eo-remeterão ä saúde, deja a nivel_individual ou cole” tivo, e deverão emergir das própriae manifeetaoões dos sujeitoe

em relaçäo àe representações que podsuem da doença, do tratamen~

to, das dificuldadee enfrentadae no cotidiano, tanto em relaçäo

à doenca como no plano eooial, efionõmico e cultural. É neceesá~

rio di§cuti~lae, reileti~lae e analieá~lae criticamente e, por

conseguinte uonetruir um conhocimento maio amplo acerca dao mee~ maešäéñeeim, oe eujeitofi poderão äompreender que a eadde É o re~

(33)

E.-J !`IJ

quaee sempre a expreseãø desses determinantee sociaie, ec0nômi~ ces e culturais que vivenciamos cotidianamente. Freire, percebe

que 0 homem eó é tapax de proeurar eolucõee para eeue problemas, quando compreende verdadeiramente a realidade em que efitá inee~

3

ú m m 'U

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rido _-

fl C) ITH53 Y' II-`:Í °"' if ._,.

Identificamme, entretanto, que oe eujeitoe r:

enderão verdadeiramente a õituacão que viveneiam, 0 binômiü eau~

de/doença e seus determinantee, quando se perceberem enquanto

r.:

.. .. ¬

eujeitoe Lapazes de reiletirem sobre eeeae queetmee, e de agirem comprometidamente de acordo com as situacõee que enfrentam. nn» agir, 0 homem, übrigatnriamente, deve estar cnneciente de

tes de

ser da práxie, na medida em que É fiapacitado raciona1~

que é um

mente para pensar e agir, eendo, portanto, inteiramente re5pün~ eável por euae eõcnlhas e ações e, também, pelos reilexnâ das

meemae em eua vida.

U nroceeeo educativo poderá ser um exercicio de tomada

de coneuiência due participantee, na medida em que eetimula 0

diáldgo e a rerlexãu de todos durante me encontroe, iaüilitandü

a comnreeneãw de cada eujeitü, no tocante :ja df euae capacidades

tr

individuais e cületivaâ. âegundw Freire:

"ãe na humene nãn imagem... capazefi de atuar

, saw:-2 n ííízzs -?sf›~;5-

e da mundo, a E Perceber, de eaber e recriar

sem conecientee de~ei meemma

idéia de cüneeientifiacän nãu teria nenhum fientido... a ünneflientieacãü due humana efi~

tá condiciünada nela “rf ”'nde, a aünecienw

tieauãü é antes de _ um eetnrun para livrar de hmmenfi dum mhfiäáfiulwe que me imw

pede de te" clara uma nerceneão da realidmw

z"':" _ z"' :T ,_ . :": :' _... ,,|. U --= __ .-. -_.‹. 1? .-'*-. §_ .__ \ -.~. 5°; "' ._ ._ ,›‹. ._ _, .zI:›-\ ‹ ) 4 L. L __`/-~¬ ~`\¡‹-f "'_"`\\

(34)

, ".\'2.\

ut.:

Percebemos que só alcancaremos uma consçiência critica

ae reiletirmos o analiaarmos o conhecimonto que conâtruimos no decorrer do procepso. Uiggiano percebe que é nacesaario traba»

lhar o que Foi aprendido, E não só aprender, porque, quanto mais

penaarmos Q avaliarmos o nosso conhecimento, mais conâiotente

old ao tornara (1986, p. ä?).

Devido aê exigënciaa quo a pratica oducativa em Saude

noa impõa, identiiifiamoa “Varamanio que não é poaaivol dolimiw

tarmoa quam é o educando ou o edufiador,'no§âe proceado, porque

1.: 1

tanto 0 agonte tomo o profiaaional eàtao om continuo procooao de aprendizagem. U proiiaaional posaui o conhocimanto ‹ciontiiiüo quo lho poaâibilita analiaar a realidade, conheüor a downça e

auas decorrênciaa, e, portanto, intervir, mas, com raraa e×cea~ aõea§ vivencia easaä quootões. Em contrapartida, 0 uãuário não

I

›l 1

detêm o saber técnico para analiaar eafiaa quoatoas, porém aa vi

vencia cotidianamente E por iaao detém um aaber riquiêsimo qua o

capacita para analise das mosmaa, porém do forma empírica, adm nonhum cientificiamo.

“Eata tipo do pedagogia parte do prinfiipio

qua o proceaao educativo É um proceaao de

troca, onde as posaoaa é que constroem sem aabdr.“ (Pontea, 1988, p. 33)

Bessa forma, identiiicamoã quo É eaaoncial existir o

1.: ~

roapmito, a valoriaaüao doa aaberoa, tanto do pwofiaaional quan~

to doa uauariofi, porque amboa ao completam por aardm divoraoâ

(35)

34

Considerando essencial, o engajamento doe sujeitos no

proceaeo e no deeenvolvimentoe dae acõee, o profieeional deve direcionar osuas intervencõee de tal modo que ae mesmas se cone- tituam em praticae de planejamento e análise dae atividades exe-

cutadas,` e`num contato que permita e estimule o auto-questiona-

mento doe participantee e uma análiee de sua propria acao, en- quanto agente (Carvalho, 1981, p. 14).

U proiieeional que deseja trabalhar de modo educativo

na area da eaude podera intervir, tanto individual quanto gru- nalmente) O eesencial é que ele ee poeicione.como um agente ca- pax de compreender e "ajudar" o usuário naquela determinada ai-

tuacão, e construa junto com o meemo alternativas que o iacam

acreditar em eeu potencial enquanto sujeito de direitos e deve-

res, com capacidade de reverter a eua eituaeão. V

Entretanto, e de vital importância aalientar que a

abordagem grupal pode eer maia eiicaa do que a individual, nor-

quanto, por eer realizada com mais de um usuario, propicia a

existência de divereoe eujeitoe com valores, concepções e modos

de vida diversiiicadüe, por mais eemelhancae que poeeuam entre

ei. Então, o profieeional tera maia chancee de eetimular a par-

ticipação dos eujeitoe, na medida em que conta com divereas di- nâmicae grupaia, que poderão eer nropoetae ao grupo no decorrer

do encontro. ñcreditamoe que o proceeso grupal eeja maia rico

por envolver varioe eujeitoe aimultâneamente, que poderão pensar

e conetruir Formae de conviver melhor com a doença, e alternati-

(36)

L

J {_r

O procesäo educativo em aaúde implica uma participação aimultãnea entre oa uäuárioa e o Aaoidtente Social ~vproPia§io~

nal uoado como referência neäte trabalho ~ considerando que sua

baso de ação esta tundamentada na partitipacäo doa aujeitos na gestão, no controle dos servicos de fiaúde Q naõ_queotõe$ que on»

“J iG

volvam 0 binômio saúde/doença (Oliveira, 1991, p.

q

ÚÍIIÊESE-š.`l"'v'¡:':¡.|Tl(I)€`› C|L|.1I-3? 2 I

“... a Educaçäo em Saúdo é... o processo do ÔQ

aprendizagem que posoibilita ao individuo , compreender ao relações entre o procesâo de

04

saúde/doença, seus determinantea e a reali~

dade em que vivo. Aosim, É pooaivel apreen~

der abstratamente oa tenõmenoa cotidianos, desvondando~lheo as contradicõea atravéa da refloxäo, 0 que podorá levá~lo a docidir

ombro ao acõea neceãsáriaâ para transfer* mar easa mesma realidade". (wendhauâon, z

199€, P. 58)

I

Conëidorando do auma importância para o enriouecimonto

deato trabalho, aintetizaremos o tranacroveramoa, a seguir, tro* choa da ontromista que realixamoa com a ñsaifitonte Social Earti~

ra Nuernberg a Ó de aètemhro de i-"" *-Ú `_¡) objetivando resgatar a mo~

`

moria histórica da iã experiência do Éervico Social na area da äaudo, em uma perspectiva educativa.

(37)

ÊÍO

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36

4. A Trajetória do Servico Social na área Educativa em Saúde -

[Z/Década de 60 '

ñ primeira experiência vivenciada na area da Saúde pe~

lo ãervico Social, deu~§e na Secretaria de Saude do Eatado, no

ano de 1964. O programa no qual atuava considtia no atendimento ao Público, com o objetivo da concedcr auxilioã concrfitoâ como: medicamentofi, parnafi mecânicas E outroa.

A nosaa prática comecou através de três prioridades: o atendimento de casca rápidos com documentação. Naturalmente, nos bolamos uma ticha de registro daa neãsoas, uma ?i~

cha de familia. . Uenoia, nos tinhamoa um trabalho de organização das entidades que trabalhavam com esae pesaoal".

› Durante a entreviata, a proiiaaional colocou que dia~

riamentc era claborada uma cfitatistica dc todos os atendimcntoa

que tinham aido ieitofi. Nosda, eram apontadna a idade, a ronda

menâal, a profissão, 0 datado civil, U numero da Pilhoa e a pro*

. 1 '

cedência. â partir deates dadoa coletados, foram teitas ayalia~

cõoa quanto ao ncriil da população que procurava a Secrataria, a _

fim de articular um trabalho com easds uauariofi no ddntido de

üaclarecêrloa aobrc na recuraoa oxiatcntea naa comunidades Q co~

mo eloa poderião der utilizadofi.

ñ intorvdncão em uma perapectiva educativa procoQaou~

ic atravéfi dd rounifica E abordagcns individuaid, nua quaia o

Serviço Social colocava and pacientoa a importância da dificuâãd

om rwlacão ao tratamdnto E ä partiflipacão do fiujditü no trata»

(38)

37

No decorrer da prática de Bartira, ficou evidente a

existência de variae diticuldadee junto à equipe, como, por

exemplo, a prescricao, por médicos, receitas iguais para prati~ camente todos oe pacientes, tornando o atendimento não indivi~

dualizado, e conseqüentemente, deficitario. Portanto, eempre Fo~

ram,necefisáriae ao articulações entre oo profieeionaie, a tim de 'tornar o atendimento mais jueto e qualitativo.

'Y' 173) 23

Em 1967, iniciou um trabalho na Diretoria de Aesis ~

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ia Social, a qual se constituía em uma das divieõee da Secreta~

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\\)ia da Ešaúcle do EIe›tado, e tinha por ob_1`etivc›es: czonhecer a‹s›_c:omu~-

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`¬I ^idadee, ao aese§5o\a~las e desenvolver oxperientiaõ ja exiaten- tee neeeee nucleoe, em uma perspectiva educativa. Por ser um trabalho dirigido a bairros perifericos e comunidades empobreci~

das de Florianopolie, que não poäouiam inframeetrutura adequada para uma habitação digna e, também pelo Fato de o governo estar

inveotindo em programae de educação sanitária, a intervenção da

Secretaria deuroe neoea perspectiva.

U primeiro trabalho voltado a comunidade aoontefieu na

Praia do Campeche, onde já exifitia um Poato de Saúde onde atua~ vam estudantea da Univereidade Federal de-Santa Catarina (UFSC).

Um dos Fatoree iavoráveio ao inicio deeee trabalho Foi o Fato de

o Secretario da Saúde, na época, der um proieeoor da UFQC, que

almejava üolocar em pratiua oe conhecimentoa aeadêmicoë Que,pro~ tiseionaie e eetudantee detinham.

Êomo iruto deeaa experiência na Praia do Campeche, o

Serviço Sofiial infieriumee em uma equipe multiproiieeional de

(39)

38

adquiriu experiência na área comunitária. Com isso recebeu o

convite para atuar na Praia da Pinheira, que era uma região si~ milar a o campeche.

D trabalho voltado a Praia da Pinheira, inicialmente referiu~se ao conhecimento da região, ao estreitamento doe vin~ culos com os moradoree e a identificação da realidade.

A atuacão da nseietente Social deuflse no sentido de

esclarecer a população em relação ao cuidadoe higiênioos que ee~ tavam ao alcance da meoma. Devido as dificuldadee encontradas em

clarificar a comunidade que ela possuia um papel imprescindível no desenvolvimento do proceeso, a profissional iniciou aborda* gene com as criancas que residiam no local. Esse trabalho desen* volveu~se através de contatos e diálogos com as mesmas, nos duaie a âesistente Eocial explicava a importância dos cuidados

higiênicoe básicos, e solicitava que oa üonhecimentoa que 9rada~ tivamente adquirissem fossem repassadoe aos pais. üeaea iorma, a

população começou a ineerir~se na construção do projeto.

Com o término do processo de saneamento na região da Pinheira, Hatira atuou em outras comunidades do municipio da Pa~ lhoea, em projetos preventivos de combate a verminoees, que eram

sociopatias, apresentadas por grande parte daquela população, inserida em uma precária realidade eocio~econÕmica.

no Finaliear eua atuação no munioipio de Palhoca, a

proiieeional foi convidada pelo ãecretário da 8aude para cur~

ser "ãaude Publica" na Universidade de Eão Paulo, devido ao Fato

(40)

.

39

ñcreditamos quê esaa entreviata nas Püëaibilitou um

breve conhefiimento da prática do äerviço Qdcial em uma paravam» tiva educativa na áraa da Saúde, já na década de_ó@.

Aceitando como re$erência os profiedimentos técnicos e

as conquistas a nivfil individual E comunitário nela evidencia~

dog, descveverdmüa aa perëpectivafi possíveiä da prátiua educm&i~

-. .--.- üí

.

va adotada junto a paciwntaa diabéticofi no Hüfipitâš Univwrë M

(41)

CAPÍTULO

III

'

O

PROCESSO EDUCATIVO

EH

DIABETES

-

UMA

EXPERIÊNCIÊ UIUENCIÊUÊ

NO

(42)

41

1. Considerações Gerais sobre o DIABEHES HELLITUS

O DIAEETEÉ fiELLIFU5 é uma doença crônico~degenerativa considerada um problema de saúde publica, na medida em que atin«

ge um grandë numero de individuoe, acarretando~1hes repercusâõea aociais, ecdnõmicaa, culturais e paicológicae e ao meio em que

vivem. A

"O HÍÁEÉTEE HELLIFUÊ é uma sindrome metabó~

lica que se caracteriza por um excesso de

glicose no aangue, caueada por insuficiên~ cia de inaulina. n insulina é um hormônio Produzido pelo pâncreas, reapunsável por ajudar a glicoâe a passar do sangue para as

células do corpo, sendo uãada fiomo energia.

Na peasoa diabética, este processo näd ocorre, as células iicam sem energia e,

consequentemente, aumentam a glicose no

sangue. Este metaboliamo é que provoca to~ dos oa sintomas do Uiabetea “

Os E (dmia) tipos de Uiahetefi maia Frequentee ããüz

~ Tino I ~> ocorre maia Frequentemente em criançaa e

jovenfi. Em geral, de5envolve~§e de modo subtâneo e progride ra~ pidamente. ãurge a partir de quando 0 pâncreas nãü nrodux mais

insulina. Portantd, 0 paciente neceasita de aplicação de inje» çõee de ineulina diáriae para mantermae vivo.

` u0eMÉ0m_maišide"î Íqua~ ya.) E Q. uz

J

I-'~ Q.. ~ Tipo II ~> ocorre em ¿'Wrenfãíhfianbš“"duë"geralmentemäãö”ou”jáWfÓram“obeeoàf'Surge" gra+ Awdualmefifevwë`mBOdë"TeQärWmuÍ1dš”ãn0ë'nara'desenvÓlver¿$eÍ"°He5Ée

'Mfiipom“dë“HiäbefeáÍ ö'órgani$mõ`(PänCrea$í'produÊ_p0uca insulina,

exigindo que 0 portador neceäaite de medicamentde ~ via oral W e

algumaa vefiea, até inaulina.

(43)

43

Os principais sintomas que o Diabetes pode causar säo:

~ polifagia = comer muito; * polidipsia 2 ter muita sede; ~ poliura e urina exceeeiva; ~ perda de peeo;_

W cansaço conetante;_

~ fraqueza;

* dormência e dor nae'e×tremidades (mãos e pés); M coceira;

W cólicae abdominais;

M Feridas de difícil cicatrização.

De *atores de risco para o aparecimento do Uiabetee, não se reduzem à origem pancreática, eles podem estar relaciona- dos com a hereditariedade; obesidade; eedentariemo; choquee emo~ cionais; eetreesee e até mesmo 0 envelhecimento.

Se o Diabetes não *or bem controlado, o portador será

maia eueceptivel a deeenvolver complicacõee agudae e crônicas

decorrentes deeea patologia.

Segundo Porto, as complicações agudae e×preesam~se atravee de:

~ hipoglicemia 2 diminuição exagerada de Vacucar no

eangue ou

- hiperglicemia e aumento exagerado de acucar no ean~

u e ( i ~._¡} *Ú _-. -. x U «_ T3 g-›. 5.5? '-_»

Porto, complementa, reaealtando que ao complicacõee crõnicae eäo mais frequentee e ocorrem em divereae partee do

Referências

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