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VERIFICAÇÃO DA CURVA GLICÊMICA EM CÃES NÃO

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Academic year: 2021

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Trabalho realizado com o incentivo e fomento da Anhanguera Educacional S.A.

V

ERIFICAÇÃO DA CURVA GLICÊMICA EM CÃES NÃO

DIABÉTICOS COM DIFERENTES TIPOS DE

ALIMENTAÇÃO

Correspondência/Contato

Alameda Maria Tereza, 2000 Valinhos, São Paulo - 13.278-181 [email protected] [email protected]

Coordenação

Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE Publicação: 09 de março de 2009

Miguel Antônio do Nascimento

Profa. Ms. Renata Maria Consentino

Conti

Curso: Medicina Veterinária

CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA -LEME

ANHANGUERA EDUCACIONAL S.A.

RESUMO

A Diabetes Mellitus é definida por um tipo de distúrbio que resulta na incapacidade das ilhotas pancreáticas de secretarem insulina e/ou de uma ação deficiente da insulina nos tecidos, acometendo tanto a população canina quanto a felina. A Diabetes Mellitus pode ser classificada em Diabetes Mellitus do tipo 1 (Diabetes Mellitus insulino-dependente DMID); Diabetes Mellitus do tipo 2 (Diabetes Mellitus não-insulino-dependente DMNID) e Diabetes Mellitus do tipo 3 ou secundária. A maior parte dos cães sofrem de Diabetes Mellitus do tipo 1. Independente da terapia escolhida deve-se instituir uma terapia dietética com o objetivo da manutenção do peso corporal, pois a obesidade tende a ser um agravante. Foram utilizadas 6 cadelas adultas, de pequeno porte, divididos em dois grupos Controle e Tratamento. Os animais controle receberam ração comercial comum (Bravo) e os animais tratamento ração comercial para animais diabéticos (Royal Canin Diabetic 30). O fornecimento ocorreu duas vezes ao dia. Os parâmetros analisados foram peso do animal (ganho de 67 gramas para controle e perda de 175 gramas para tratamento), teor de glicose sanguínea, não apresentando diferença significativa 5 % e ingestão alimentar de 87,3% para Controle e 82% para tratamento. Realizou-se Teste F para aceitação ou não de teste de hipóteses para média e em seguida aplicou-se o teste T nas amostras.

Palavras-Chave: curva glicêmica, alimentação, cães diabéticos.

A

NUÁRIO DA

P

RODUÇÃO DE

I

NICIAÇÃO

C

IENTÍFICA

D

ISCENTE

(2)

1. INTRODUÇÃO

A Diabetes Mellitus é definida por um tipo de distúrbio que resulta na incapacidade das ilhotas pancreáticas de secretarem insulina e/ou de uma ação deficiente da insulina nos tecidos [4].

A Diabetes Mellitus pode ser classificada da seguinte forma: Diabetes Mellitus do tipo 1 (Diabetes Mellitus insulino-dependente DMID) é um estado no qual a secreção endógena de insulina nunca é suficiente para evitar a produção de cetonas.

Diabetes Mellitus do tipo 2 (Diabetes Mellitus não-insulino-dependente DMNID) proporcionam um quadro diabético no qual a secreção de insulina é geralmente suficiente para evitar uma cetose, contudo não é suficiente para evitar hiperglicemia.

A Diabetes Mellitus do tipo 3 ou secundária, resulta de outra doença primária ou terapia com drogas que produz resistência a insulina, por exemplo, hiperadrenocorticismo, hipertireoidismo, acromegalia, progestágenos ou destruição do tecido pancreático (prancreatite). A diabetes secundária é comum tanto nos cães (pancreatite) quanto nos gatos (drogas, endocrinopatias, pancreatite).

A incidência desta enfermidade na clínica de animais de pequeno porte nas últimas décadas aumentou, principalmente na população canina e felina [12].

A maior parte dos cães sofrem de Diabetes Mellitus do tipo 1 ou DMID [9].

O tratamento de cão diabético é realizado por fluidoterapia, insulinoterapia e por terapia dietética.

Independente da terapia escolhida deve-se instituir uma terapia dietética, tendo como objetivo proporcionar calorias suficientes para manter o peso ideal e minimizar a hiperglicemia pós-prandial e facilitar a absorção de glicose [9]. A obesidade tende a ser um agravante [5].

Este trabalho avalia a eficiência da ração dietética, por meio da resposta glicêmica [11] em cães saudáveis Este artigo está organizado em seções. A primeira seção é essa introdução, a seção 2 apresenta os objetivos da pesquisa. A metodologia utilizada na realização é apresentada na seção 3. As informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa como revisão de literatura, o problema abordado, a solução proposta e implementada são mostradas na seção 4. A forma de abordar o experimento, os resultados e as discussões são descritos na seção 5. Por fim as considerações finais estão apresentadas na seção 6.

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2. OBJETIVO

Verificar alteração na curva glicêmica de cães saudáveis, alimentados com ração para cães diabéticos.

3. METODOLOGIA

As rações utilizadas foram Bravo® e Royal Canin Weight Control diabetic 30®, administradas conforme a especificação do fabricante, para os grupos controle e tratamento, respectivamente.

Os cães permaneceram no mesmo canil, sob as mesmas condições. O sangue foi coletado por punção da veia cefálica [1] para determinação dos teores de glicose por meio da utilização do glicosímetro portátil e teste colorimétrico laboratorial.

Para análise estatística foi utilizado o Test T.

Utilizou-se 06 fêmeas adultas (03 da raça pinscher miniatura, 01 poodle miniatura, 01 Teckel miniatura, 01 Shi tzu) com peso médio de 3,738 Kg , distribuídas aleatoriamente em dois grupos: controle (C) e tratamento (T). A ração foi fornecida duas vezes ao dia (8:00 e 18:00 h) e as sobras pesadas. O acompanhamento dos pesos das cadelas ocorreu no 1º,11º e 21° dias, através de balança digital. No 1º, 11º e 21º dia realizaram-se colheitas de sangue antes do inicio da alimentação (0 minuto) e 70, 140, 250 e 360 minutos após alimentação [3]. No 11º dia a alimentação dos grupos foi invertida e no dia 21° realizou-se a segunda colheita sanguínea.

4. DESENVOLVIMENTO

4.1. Revisão de literatura o mercado pet

O mercado “pet foods” apresenta um crescimento grandioso nos últimos anos. Tem-se uma grande variedade de alimentos como rações para filhotes, gestantes, linha específica para cada raça, idosos e a linha terapêutica, dedicadas a medicina veterinária como alimentos para cães diabéticos, nefropatas, hipersensibilidade a alimentos, entre outros.

Estima-se que atualmente existam no Brasil 29,7 milhões de cães e 14 milhões de gatos, com uma projeção estimada em 1,916 milhões de toneladas de alimentos para esses animais totalizando um faturamento de US$ 3,3 bilhões em 2007 segundo dados da ANFAL PET (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação)[2].

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Dois fatores tiveram um importante peso na expansão do segmento; poder de compra da população dos grandes centros e a sofisticação dos padrões de consumo. Bem como a evolução dos hábitos em favor de alimentos industriais associados a um conjunto de fatores cada vez mais difundidos; praticidade, alimentação equilibrada e logo vida saudável, grandes variedades e marcas de alimentos [2].

De acordo com a legislação brasileira a proteína, o extrato etéreo e o fósforo são nutrientes com um valor econômico mais elevado na formulação da ração e devem ser garantidos em quantidades mínimas. Em contra partida, a taxa de umidade, fibra, matéria mineral e cálcio poderiam depreciar o valor do alimento se fossem exigidos em valores máximos, por terem valor econômico mais baixo. Desta forma as empresas de alimentos para cães não expressam estas concentrações nutricionais nos rótulos das embalagens de ração, mas apenas um panorama geral da composição centesimal da ração [2].

Em relação à regulamentação do mercado pet food, o ministério da agricultura, pecuária e Abastecimento do Brasil fixou e identificou os valores mínimos de qualidade a que devem obedecer os alimentos especiais e completos para cães, observado na Tabela 1.

Tabela 1. Valores exigidos de garantia para alimentos completos para cães na fase adulta. Ração normal. Componentes Valores do alimento seco

Umidade (máx.) 12,0% Proteína bruta (mín.) 16,0% Extrato etéreo (mín.) 4,5% Matéria fibrosa (máx.) 6,5% Matéria mineral (máx.) 12,0% Cálcio (máx.) 2,4% Fósforo (mín.) 0,6% Fonte: [2]

4.2. Os principais nutrientes da ração

Os principais nutrientes da ração são os carboidratos, lipídeos, as fibras, as proteínas, as vitaminas e os minerais.

O amido pode ser utilizado na confecção da ração desde que tenha sofrido tratamento térmico, sendo encontrados em até 65% na ração canina [1].

Os carboidratos são poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas, ou seja, substâncias que por hidrólise formam compostos como os monossacarídeos [3].

Os monossacarídeos são açúcares simples composto de 03 à 09 átomos de carbono, sendo a principal fonte de energia dos seres vivos. As mais freqüentes são a glicose, frutose, e galactose todas com seis átomos de carbono [3].

Os oligossacarídeos são formados através de ligações glicosídicas de dois até dez monossacarídeos, enquanto os polissacarídeos possuem mais de dez unidades [3].

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O amido é o principal polissacarídeo da dieta. Tem em sua composição um mistura de dois polissacarídeos: amilose e amilopectina. O glicogênio é considerado a mais importante forma de polissacarídeo de armazenamento para a glicose nos animais [3].

A dieta é afetada pelo tamanho das partículas dos ingredientes, ou seja, pequenas granulometrias permitem maior gelatinização do amido e uma maior ação das enzimas que agem nos nutrientes melhorando sua digestão. Em contrapartida pode levar a um aumento na taxa de passagem do alimento pelo sistema digestivo, ocasiona uma redução no tempo de ação das enzimas digestivas sobre os nutrientes [2].

Dentre os nutrientes, o que mais apresenta alteração da onda pós-prandial de glicose sanguínea e resposta insulínica é o amido. Com isso quanto mais veloz e completa a digestão do amido, mais rápida e intensa será curva glicêmica [2].

Os lipídios são a principal fonte de energia para a espécie canina, pois é importante na absorção de vitaminas lipossolúveis e doação do ácido linoléico, sintetizado pelo organismo, permite a síntese do ácido araquidônico, essencial para oxidação enzimática por produzir vários metabólitos como prostaglandinas e leucotrienos [1].

Não se deve utilizar os ácidos graxos saturados, por não carrearem ácido linoléico, sofrendo peroxidação e consequentemente a perda de nutrientes como a vitamina A, a vitamina E e a biotina. Por fim, causam na ração a rancificação e por esse motivo são utilizados antioxidantes, como a vitamina E [1].

As fibras utilizadas devem ser moderamente fermentadas, sendo que a mais utilizada é a polpa de beterraba por facilitar a digestão, mesmo que seja para efeito regulador do trânsito intestinal. Podem também ser provenientes da fermentação bacteriana no intestino grosso contribuindo para o equilíbrio do trafego intestinal. Os alimentos formulados com quantidades elevadas de matérias primas de origem vegetal, ricas em fibras e fitatos, podem desencadear uma carência de nutrientes, uma vez que os minerais interagem entre si, mas a absorção fica prejudicada [2].

Os componentes protéicos representam cerca de 30% na dieta canina, mas deve-se levar em consideração além do aspecto quantitativo, principalmente o aspecto qualitativo, ou seja, o valor nutritivo oferecido a dieta canina [2]. Deve-ser salientar que somente 10 aminoácidos são essenciais [1].

A espécie canina é dependente de fontes exógenas de vitaminas mesmo sendo capaz de realizar uma síntese microbiana intestinal para a grande maioria de vitaminas do complexo B e vitamina K [1].

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O cálcio em excesso diminui a disponibilidade de micro-elementos como o iodo, fósforo e o zinco em um menor aproveitamento dos minerais e deficiências nutricionais [1].

4.3. Glicose

A glicose é o mais importante substrato oxidável para a maioria dos organismos, e sua utilização como fonte de energia é universal [5].

Os mecanismos que regulam a glicemia são 70% remoção pelo fígado por meio da glicose transportada via circulação porta. Uma quantidade de glicose é estocada na forma de glicogênio para serem consumidos no período de jejum. Os mecanismos reguladores são glicólise, glicogenólise, gliconeogênese e glicogênse [3].

Parte do excesso de glicose pode ser convertido em triglicerídeos incorporados às lipoproteínas de densidade baixa e transportados e estocados no tecido adiposo [3].

4.4. Análise da glicose

Na dosagem da glicose a glicemia deve ser medida após passar por um período de jejum, pois a glicemia se eleva após 2 a 4 horas após consumo de alimentos em monogástricos. Cães necessitam de um jejum de 12 horas para que se evite a variação pós prandial [6].

O plasma ou soro destinado à analise de glicemia devem ser separado dos eritrócitos em até 30 minutos, isso porque a glicólise acarreta uma perda de 10% do conteúdo de glicose na amostra. Para a obtenção do plasma utiliza-se o fluoreto de sódio para impedir a glicólise [6].

Em animais excitados que produzem grandes concentrações de catecolaminas, pode-se observar uma hiperglicemia [6].

Na rotina veterinária, cada vez mais, torna-se imprescindível métodos ou aparelhos que auxiliem o médico veterinário a diagnosticar níveis glicêmicos de forma mais segura e rápida, sendo difundido o uso de sensores portáteis para essa mensuração, especialmente em animais de estimação [7].

O glicosímetro portátil determina a glicemia por meio da amperagem, ou seja, medem a variação elétrica originada depois da reação da glicose realizada pela enzima glicose desidrogenase, presente na tira teste reagente do aparelho [7]

A corrente elétrica originada é proporcional a quantidade de glicose encontrada na amostra contida na tira teste reagente [7].

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4.5. Diabetes Mellitus

A Diabetes Mellitus é uma das doenças mais comuns nos animais domésticos, sendo os cães muitas vezes afetados por essa enfermidade, ela pode ser fatal se não tratada [8].

A etiologia da doença ainda não é muito caracterizada, todavia é considerada multifatorial, algumas causas como o glucagon, hormônio do crescimento, glicocorticóides, adrenalina, estro, prenhez, predisposição genética e obesidade estão relacionadas com a doença [8].

4.6. Tratamento

De acordo com [4], deve-se empregar uma fluidoterapia, insulinoterapia e a terapia dietética.

Um dos objetivos principais é proporcionar uma adequada insulinoterapia de acordo com necessidade de cada paciente a fim de normalizar o metabolismo intermediário, corrigir as perdas eletrolíticas e hídricas, corrigindo um quadro de acidose metabólica. [4]

Na terapia dietética deve-se reduzir o peso dos animais que não estejam dentro dos parâmetros normais da raça, manter uma regularidade e diminuir as variações pós prandiais [4].

A constituição de uma dieta equilibrada para cães diabéticos deve conter fibras insolúveis e solúveis. Dietas com alto teor de fibras auxiliam a promover a perda de peso e uma melhor absorção de glicose lenta a nível intestinal e reduzir as variações pós prandiais de glicemia ajudando a controlar a hiperglicemia [4].

A obesidade é um fator agravante no desenvolvimento da Diabetes Mellitus não insulino dependente (DMNID). O cão obeso pode levar a um antagonismo periférico do hormônio insulina e também em uma hiperinsulinemia inicial [8].

Com a obesidade, a insulina tem sua secreção prejudicada causando uma resistência, baixa regulação dos receptores de insulina, defeitos pós-receptores e no transporte sistêmico da glicose.[8]

A obesidade interfere tanto na homeostase da glicose quanto da insulina[8].

4.7. Desenvolvimento

Utilizou-se 06 cadelas adultas com idade média de 36 meses de raças de porte pequeno, (03 Pinscher miniaturas, 01 Shit zu, 01 Poodle miniatura e 01 Teckel miniatura).

(8)

Foi realizado uma avaliação da saúde das cadelas, comprovando-se que todas estavam sadias, vacinadas e desverminadas (Figura 1), não castradas contudo foi analisado e calculado a data do cio e o experimento foi realizado nos dias em que as cadelas estavam em anestro. Apresentaram com peso médio de 3,738 Kg. Na Tabela 2 encontra-se a descrição dos animais.

Figura 1. Avaliação da saúde das cadelas. Tabela 2. Descrição dos animais.

Animal Raça Idade (meses) Branca e preta Pinscher miniatura 36

Caramelo Pinscher miniatura 36

Preta Pinscher miniatura 36

Poodle Poodle miniatura 18

Raissa Shih tzu 72

Teckel Teckel miniatura 18

Fonte: arquivo pessoal, 2008.

As cadelas foram alojadas em duas baias paralelas, sendo três cadelas por baia, escolhidas aleatoriamente. Provenientes de um canil particular, localizado na cidade de Leme, estado de São Paulo.

Não houve variação na atividade física dos animais e nem nas condições climáticas entre os grupos.

No experimento foi utilizada a ração comercial Bravo® da indústria Supra que já era fornecida aos animais pelo proprietário antes do experimento, em que valores nutricionais se encontram na Tabela 3.

(9)

Tabela 3: Valores nutricionais da ração comercial Bravo®, especificada na embalagem. Componentes Dados da embalagem

Umidade (max.) 10%

Proteína bruta (mín.) 30%

Extrato etéreo (mín.) 13%

Matéria fibrosa (max.) 3,5%

Matéria mineral (máx.) 10%

Cálcio (máx.) 1,6%

Fósforo (mín.) 0,8%

Saponina 100 mg

Fonte: Rótulo da embalagem da ração comercial Bravo®.

A ração comercial Bravo®, apresentou os seguintes ingredientes: Farinha de carne e ossos, farinha de vísceras, farinha de peixe, leite em pó integral, óleo de frango, hidrolizado de frango, arroz integral, milho pré gelatinizado, farinha de trigo, polapa de beterraba, extrato de yucca, leveduras, cloreto de sódio (sal comum), premix vitamínico mineral, bht.

Foi utilizada a ração Weight Control diabetic 30® da indústria Royal Canin, seus valores nutricionais especificados na Tabela 4.

Tabela 4. Valores nutricionais da ração Weight Control diabetic 30®, especificada na embalagem.

Componentes Dados da embalagem

Proteína 30% Gordura 10% Amido 27,6%

Fibras alimentares 16,9%

Matéria fibrosa 8,6%

Energia metabolizável 3157 Kcal/Kg

L-cartinina 200mg/Kg Sulfato de conroitina + glucosamina 500 mg/Kg

Ômega 6 2,26% Ômega 3 0,41% EPA+DHA 0,17% Cálcio 1,1% Fósforo 0,8% Ácido linoléico 2,2%

Complexo de antioxidantes com ação sinérgica

Vitamina E 600mg/Kg

Vitamina C 200mg/Kg

Taurina 2100 mg/Kg

Luteína 5 mg/Kg

Fonte: rótulo da embalagem da ração Weight Control diabetic 30®.

Os ingredientes observados na ração Weight Control diabetic 30® foram: farinha de carne de aves desidratadas, cevada, arroz quebrado, glúten de milho, celulose em pó, polpa de beterraba, gordura de frango, levedura seca de cervejaria, psyllium em grão, L-cartinina, fruto-ologossacarídeo, ácido linoléico conjugado, taurina, hidrocloreto de glicosamina, sulfato de condroitina, extrato de garnicia cambodgia, óleo de peixe refinado,

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extrato de rosa da índia, palatabilizante, premix micromineral transqueletado, premix vitamínico-mineral.

As rações foram pesadas e embaladas em sacos plásticos e identificadas com o nome do animal, data, período do dia (manhã ou tarde) na quantidade especificada pelo fabricante e as sobras de ração foram ensacadas e pesadas Figura 2.

Figura 2. Ração ensacada, identificada e pesada.

A alimentação foi oferecida duas vezes por dia sendo às 08:00 e 18:00 horas e a água fornecida ad libitum [4].

No dia de cada colheita, os animais foram pesados individualmente para acompanhamento do peso corporal.

As colheitas de sangue para o teste de glicemia foram realizadas sempre no período da tarde, com as cadelas em jejum (momento 0 minuto) e logo após o fornecimento da dieta, o restante das colheitas 70, 140, 250 e 360 minutos.

As colheitas foram no 1º, 11º e 21º dias de experimento e os animais contidos no colo do proprietário ou do ajudante de modo que não houvesse estresse. A amostra foi coletada por punção da veia cefálica da pata, com uma seringa e agulha de insulina para as cadelas com peso inferior a 3 kg e para as cadelas com peso superior a 3 kg agulha 25x08 e seringa de 3 ml. Na seqüência, uma gota de sangue era colocada na tira teste para preencher a parte da absorção por completa e sem excesso. As tiras teste com excesso de sangue e as tiras com pequena quantidade foram descartadas e uma nova tira era testada.

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O tempo para colocar a tira teste no sensor foi respeita, sendo sempre menor que quinze segundos de acordo com o fabricante (ACCU-CHEK – Advantage).

O restante do sangue foi colocado em tubos contendo fluoreto de sódio e acondicionado em caixa de isopor com gelo. No final de cada coleta do dia (0,70, 140, 250 e 360 minutos), as amostras eram enviadas ao laboratório multidisciplinar, centrifugadas e o plasma colocado em tubos ependorf, devidamente etiquetado e levados para o freezer, para que fossem analisadas posteriormente.

Após o término do experimento, as amostras foram descongeladas e analisadas pelo método enzimático-colorimétrico.

Para as análises foi utilizado kit de glicose da Celm, Linha SL Método enzimático-colorimétrico, segundo Trinder para determinação de glicose no sangue e outros fluídos corporais, sendo do LOTE 609541.

No procedimento para preparação dos reagentes, quantidades de amostra foram seguidas as determinações do fabricante. Para a leitura utilizou-se espectrofotômetro CELM modelo E 225-D e comprimento de onda calibrado conforme o kit da celm.

5. RESULTADOS

O primeiro parâmetro analisado foi o peso dos animais em relação à ração normal, a qual observou-se ganho em média de 67 gramas para animais controle e perda de 175 gramas para animais tratamento. Na Tabela 5 encontram-se os resultados da pesagem dos animais de cada dia de colheita de dados.

Tabela 5. Peso dos animais.

Animal 1º dia (kg) 11º dia (kg) 21º dia (kg)

Branca e preta 2,790 2,620 2,640 Caramelo 2,250 2,110 2,140 Preta 2,790 2,200 2,300 Poodle 3,800 3,800 3,700 Raissa 5,950 5,950 5,750 Teckel 4,850 5,100 5,250

Fonte: arquivo pessoal, 2008.

Como parâmetro ingestão alimentar os valores obtidos foi de 87,3% para Controle e 82% para tratamento. Na Tabela 6 observa-se os valores para o grupo controle e tratamento

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Tabela 6. Total ingerido.

Grupo Ração fornecida (kg) Sobra (%)

Normal 7,50 12,7

Dietético 6,75 18,0

Fonte: arquivo pessoal, 2008.

O teor de glicose sanguínea revelou diferença significativa 5%. Realizou-se o Teste F para aceitação ou não de teste de hipóteses para média e em seguida aplicou-se o teste T nas amostras.

Comprovou que não houve diferença significante na curva glicêmica das rações controle e tratamento como visualizadas nos Gráficos 1 e 2.

Gráfico 1. Curva glicêmica de cadelas alimentadas com ração normal.

Gráfico 2. Curva glicêmica de animais alimentados com ração dietética. 40 50 60 70 80 90

0mim 70mim 140mim 250mim 360mim

minutos mg /d l Poodle Teckel Shit-zu Preta Caramelo b.Preta 40 45 50 55 60 65 70 75 80

0mim 70mim 140mim 250mim 360mim

Minutos mg /d l Poodle Teckel Shit-zu Preta Caramelo b.Preta

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com relação ao peso dos animais, a ração dietética cumpriu sua função de manter o peso ou reduzi-lo [8].

Os três animais com menos de 3 kg ingeriram 61,08 % da ração dietética enquanto o restante ingeriu 95,98%. Isso pode ser explicado pelo fato de que as cadelas maiores (acima de 3 kg) não apresentarem dificuldade em apreender e mastigar os peletes da ração dietética. A ração comum não apresentou essas diferenças em relação ao consumo.

A ração não dietética apresenta grânulos bem menores e maior palatabilidade e fácil mastigação pelas cadelas com peso inferior a 3 Kg.

Com relação ao peso, a cadela preta chegou a perder 20% de peso corporal na fase tratamento, ou seja quando lhe foi fornecida a ração dietética. Este fato refletiu na curva de glicêmica deste animal, como observa-se no Gráfico 2.

PARECER DE APROVAÇÃO DE COMITÊ

Pesquisa autorizada pelo comitê de Ética no uso de animais da Anhanguera Educacional S/A CEUA/AESA- em 25/06/08 por meio do parecer: 2-0010/08.

REFERÊNCIAS

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[03] MOTTA, T. V. Carboidratos. Bioquímica Clínica: Princípios e Interpretações, v.7, n.1, Porto Alegre, 2000, p.45-49.

[04] OLIVEIRA, A. I. Bioquímica do tecido Animal: Diabetes Mellitus em pequenos animais

estratégias de tratamento e monitorização no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFRGS, 2003.

[05] MARZZOCO, A.; TORRES, B. B. Bioquímica básica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

[06] THRALL, A. M.; BAKER, C. D. Hematologia e bioquímica clínica veterinária. 1. ed. São Paulo: Roca, 2007, p. 409-410.

[07] BLUWOL, K.; DUARTE, R.; LUSTOZA, D. M.; SIMÕES, N. M. D.; KOGIKA, M. M. Avaliação de dois sensores portáteis para mensuração da glicemia em cães. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 59, n. 6, São Paulo, 2007, p. 1408-1411.

[08] FARIA, F. P. Diabetes Mellitus em cães. Acta scientiae Veterinariae. v.1, n.1, Rio Grande do Norte, 2007, p. 08-22.

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[12] VEIGA, A. Bioquímica do tecido Animal: Diabetes Mellitus enfoque nutricional no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2004.

Referências

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