Paralelas
Belchior
E A
Dentro do carro, sobre o trevo a cem por hora, ó meu amor E7/9 A
Só tens agora os carinhos do motor E7/9
E no escritório em que eu trabalho
A D7/9 E E fico rico, quanto mais eu multiplico diminui o meu amor E E° E
Em cada luz de mercúrio vejo a luz do seu olhar
E° Bm7 E7 E/D A
Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar A A° (C°)
No corcovado quem abre os braços sou eu B7 E E/D Copacabana esta semana o mar sou eu F#/C# A/B Como é perversa a juventude do meu coração E F7M/5- E Que só entende o que é cruel e o que é paixão E/D A/C# E as paralelas dos pneus n'água das ruas
A Bm7 A/C# São duas estradas nuas em que foges do que é teu Bm7 E7 A
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito C° E
Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu E/D A/C#
Galos, Noites e Quintais
Belchior
Intr.: A E (A F#m) E4/7 E E
Quando eu não tinha o olhar lacrimoso F#
Que hoje eu trago e tenho A
Quando adoçava o meu pranto e o meu sono E D A No bagaço de cana de engenho
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus Fazendo eu mesmo o meu caminho
Por entre as fileiras do milho verde que ondeiam E
Com saudades do verde marinho A
Eu era alegre como um rio F#m
Um bicho, um bando de pardais D
Como um galo, quando havia E
Quando havia galos, noites e quintais A
Mas veio o tempo negro e a força fez F#m
Comigo o mal que a força sempre faz D E
Não sou feliz, mas não sou mudo A
Hora do Almoço
Belchior
Intr.: ( D D/C G/B Bb° )
No centro da sala, diante da mesa No fundo do prato comida e tristeza A gente se olha, se toca e se cala E se desentende no instante em que fala Medo, medo, medo, medo, medo, medo Cada um guarda mais o seu segredo, A sua mão fechada, a sua boca aberta, O seu peito deserto, a sua mão parada, Lacrada, selada, molhada de medo
Pai na cabeceira, é hora do almoço Minha mãe me chama, é hora do almoço Minha irmã mais nova, negra cabeleira Minha avó reclama, é hora do almoço Moço, moço, moço, moço, moço, moço
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois se não chega a morte ou coisa parecida Que nos arrasta moço sem termos visto a vida
Quando Te Vi
Beto Guedes
Colaboração Erro! Indicador não definido.
Intr.: E F° F#m B7
E F° F#m Am Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas
E G#m F#m B7 E F° F#m B7 Tudo isso não tem valor sem ter você
E F° F#m Am Sem você, nem o som, da mais linda melodia E G#m F#m B7 E E7 Nem os versos desta canção, iam valer A Am E C#7 Nem o perfume, de todas as rosas é igual F#m B7 B7/5+
A doce presença, do seu amor
E Bm E7 A Am O amor estava aqui, mas eu nunca saberia E G#m F#m B7 E E7 O que um dia se revelou, quando te vi
Amor de Índio
Intr.: (A7M D7M) (A7M D7M)
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas com todo cuidado, meu amor Enquanto a chama arder, todo dia te ver passar Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa no azul pintado prá durar Abelha fazendo o mel vale o tempo que não voou A7M D7M
A estrela caiu do céu, o pedido que se pensou
(F#m E Bm E) O destino que se cumpriu de sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver para ser o que for e ser tudo (A7M D7M)
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor A massa que faz o pão vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes o tempo acordado de viver No inverno te proteger, no verão sair prá pescar No outono te conhecer, primavera poder gostar
No estio de derreter prá na chuva dançar e andar junto O destino que se cumpriu de sentir teu calor e ser tudo
Maria Solidária
C F G7 C
Eu choro de cara suja, meu papagaio o vento carregou G7 C A7 Dm G7 Bb C E lá se foi prá nunca mais, linha nova que pai comprou Dança Maria, Maria
Lança seu corpo jovem pelo ar Ela já vem, ela virá
Solidária nos ajudar Não fique triste, menino
A linha é tão fácil de arranjar Venha aqui, venha escolher Papagaio de toda cor
A casa estava escura
No vento forte a chuva desabou A luz não vem, eu aqui estou A rezar na escuridão e só
D G A7 D
Venho no vento da noite, na luz do novo dia cantarei A7 D B7 Em A7 C D Brilha o sol, brilha luar, brilha a vida de quem dançar
Sol de Primavera
Intr.: D7M A7M D7M E F# A B7 E
E C#m G#m C#m A7M Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
B7 A B7 A B7 E Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez C#m G#m C#m A7M
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
B7 A B7 A B7 Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
E C#m G#m C#m A7M Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
B7 A B7 A B7 E Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer C#m G#m C#m A7M
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
B7 A B7 A A/B E A lição sabemos de cor, só nos resta aprender
Lumiar
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
Intr.: A G/A C/A F#m/A D/A Am F/A Bm/A G/A A7M E/G# A/G D/F# Dm/F
Anda, vem jantar, vem comer, vem beber A7M/E F#m7
Farrear até chegar Lumiar (Dm Am)
E depois deitar no sereno só prá poder dormir e sonhar Prá passar a noite caçando sapo, contando caso
De como deve ser Lumiar
Acordar, Lumiar, sem chorar, sem falar Sem querer acordar e lumiar
Levantar e fazer café só prá sair, caçar e pescar E passar o dia moendo cana, caçando lua
Clarear de vez Lumiar
Amor, Lumiar, prá viver, prá encostar Prá chover, prá tratar de vadiar
Descansar os olhos, olhar e ver, e respirar, só prá não ver o tempo passar Prá passar o tempo até chover, até lembrar
De como deve ser Lumiar
Anda, vem jantar, vem dormir, vem sonhar Prá viver, até chegar Lumiar
Estender o sol na varanda, até queimar só prá não ter mais nada a perder Prá perder o medo, mudar de céu, mudar de ar
O Sal da Terra
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
A A7M D7M Anda, quero te dizer nenhum segredo
G7 F#m G/D D7M Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir C7M G C7M G Vamos precisar de todo mundo prá banir do mundo a opressão Em A/B C/E C G Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor Em A/B C (Bm A/B) A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra A paz na Terra, amor, o sal da... Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor Deixa fluir o amor Deixa crescer o amor Deixa viver o amor O sal da Terra
O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre
Beto Guedes - Fernando Brant
Intr.: Am7
Am7 G7M
O medo de amar é o medo de ser F/G
Livre para o que der e vier
C7M F7M E4 Livre para sempre estar onde o justo estiver Am7 G7M
O medo de amar é o medo de ter F/G
De a todo momento escolher
C7M Am F7M E4 Com acerto e precisão a melhor direção F/C C7M Bb/C C7 O sol levantou mais cedo e quis
F/C Fm/C C7M D/C F/G Am7 Em nossa casa fechada entrar prá ficar G7M
O medo de amar é não arriscar F/G
Esperando que façam por nós
C7M F7M E4 O que é nosso dever: recusar o poder F/C C7M Bb/C C7 O sol levantou mais cedo e cegou
F/C Fm/C C7M D/C F/G F/C Fm/C C7M O medo nos olhos de quem foi ver tanta luz
Aguardente
Biafra - Paulo Ciranda
Intr.: C F/G F#7/4 F7M G#/A#
C C/E F7M Fm7 C/E Eb° Quando você me encontrar sem medo Dm7 G7 C C/E
Nada do que passou vai ferir
F7M Fm7 C/E Eb° Dm7 G7 C Nem mudar de novo tudo que sentimos C C/E F7M Fm7 C/E Eb° Quando você entender, meu amor Dm7 G7 C C/E
Que a força da nossa paixão
F7M Fm7 C/E Eb° Dm7 G7 C É maior que tudo vai ser tão bonito F Em
Um gosto forte de coisa quente Dm7 F/G C
Amor vadio que me deixa doente F Em
E faz sentir que o mal é breve Dm Em F F/G Se o corpo é firme, a alma é leve Um gosto forte de aguardente Amor vadio que me deixa doente E faz sentir que o mal é breve Se o corpo é firme, a alma é leve
Neném
Maurício Maestro
C7M F/G
Se você quer pode sentar no meu colinho, neném C7M Gm7 C9 Eu sou santinho, juro pela minha avó
F7M E7M Que eu ia só cobrir você com mil beijinhos Em7/9 A7 Dm7 F/G E dizer baixinho eu tenho estado tão só
C7M F/G
Mas se você desse um sorriso engraçadinho, neném C7M Gm7 C7/9
Eu te puxava com jeitinho prá mim
F7M Bm5-/7 E7 D9 E começava a te fazer carinho, neném Em7/9 Dm7/9 C7M Devagarinho prá não ter mais fim
Toada
Zé Renato - Claudio Nucci - Juca
G Am7
Vem, morena, ouvir comigo essa cantiga F G C7M
Sair por essa vida aventureira
A7 D G/B Gm/Bb C G Tanta toada eu trago na viola prá ver você mais feliz Am7
Escuta o trem de ferro alegre a cantar F G C7M Na reta da chegada prá descansar
A7 D C G O coração sereno da toada, bem querer F# Bm
Tanta saudade eu já senti, morena
A D F# Bm C G Mas foi coisa tão bonita da vida, nunca vou me arrepender Am7
Morena, ouve comigo essa cantiga F G C7M Sair por essa vida aventureira
A7 D G/B Gm/Bb C G Tanta toada eu trago na viola prá ver você mais fe...liz
Quem Tem a Viola
Juca - Zé Renato - Xico Chaves - C. Nucci
D G/A E G/A Quem tem a viola prá se acompanhar D7M Não vive sozinho nem pode penar Dm7 G7 Bb C Tem som de rio numa corda de metal Em7 A7 D G/A Tem o mar no acorde final
Quem tem a viola prá se acompanhar Não vive sozinho nem pode penar
Dm7 G7 Bb C Tem tom de roupa quando seca no varal Em7 A7 D
Luz do sol quando cai no cristal G D/F# Em Ab7 D E7
Faz o luar brilhar, e o coração vazio G7M Bb Em7 A4/7 D Voa vadio feito uma pipa no ar
Tigresa
Caetano Veloso
Intr.: Bm
Bm Em Bm G Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel Bm Em A7 D E Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Bm E Bm F#m Esfregando sua pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu G A7 Bm
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu Ela me conta, sem certeza, tudo que viveu
Que gostava de política em mil novecentos e setenta e seis E hoje dança no Frenetic Dancing Days
Ela me conta que era atriz e trabalhou no "Hair" Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão E a tigresa possa mais do que um leão
As garras da felina me marcaram o coração Mas as besteiras de menina que ela disse não
E eu corri para o violão, num lamento, e a manhã nasceu azul Como é bom poder tocar um instrumento
Sampa
Caetano Veloso
Intr.: Dm G5+/7 G7 C G5+/7
C Bm5-/7 E7 Am Am7M Am7 C7 Alguma coisa acontece no meu coração
F A7 Dm Que só quando cruza a Ipiranga com a avenida São João G7 G#° Am É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi D7/9
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Dm G7 Da deselegância discreta de tuas meninas
C C7 F7M F#° Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução C/G A5+/7 Dm G7/6 E7 A5+/7
Alguma coisa acontece no meu coração
Dm G5+/7 G7 C G5+/7 Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes quando não somos mutantes E foste um difícil começo, afasta o que não conheço E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Panaméricas de áfricas utópicas, túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa E os novos baianos te podem curtir numa boa
Alegria, Alegria
Caetano Veloso
Intr.: D G B7
E A B7 E Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento A D B7
No sol de quase dezembro, eu vou
E A B7 E O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas A D B7 E
Em Cardinales bonitas, eu vou
A B7 E A B7 A E Em caras de presidentes, em grandes beijos de amor
A B7 A E A B7 A C#m7 Em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigite Bardot F#m C#m7 F# C#m7 O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça B7
Quem lê tanta notícia
D A D E7 A Eu vou por entre fotos e nomes os olhos cheios de cores D G
O peito cheio de amores vãos B7 E A E Eu vou, por que não? Por que não?
A B7 E Ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui à escola A D B7
Sem lenço, sem documento, eu vou
E A B7 E Eu tomo uma coca-cola, ela pensa em casamento A D E7
E uma canção me consola, eu vou
E A B7 A E A B7 A E Por entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil A B7 A E A B7 A C#m7 Sem fone e sem telefone no coração do Brasil F# C#m7 F# C#m7 Ela nem sabe, até pensei em cantar na televisão B7
O sol é tão bonito
D A D E7 A Eu vou sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos D G B7
Eu quero seguir vivendo, amor E A E Eu vou, por que não? Por que não? E A E Por que não? Por que não? Por que não?
London, London
Caetano Veloso
Intr.: D A/C# Bm A
D A D I'm wondering round and round, nowhere to go G A D
I'm lonely in London, London, is lovely so
G A D Bm
I cross the streets without fear, everybody keeps the way clear G A D
I know there's no one here to say hello
I know they keep the way clear, I am lonely in London without fear I'm wondering round and round, nowhere to go
G A G A D While my eyes, go looking for flying soucers in the sky But my eyes, go looking for flying soucers in the sky Oh, Sunday, Monday, Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approach the policeman, he seems so pleased to please them It's good to live at least and I agree
He seemed so pleased at least and it's so good to live in peace And Sunday, Monday years and I agree
REFRÃO
I choose no face to look at, choose no way I just happen to be here and it's ok
Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say
Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say
Partido Alto
E A E A E A E A Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega
E A G#7 C#m A E E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega ?, Deus dará, Deus dará Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega
E se Deus negar, eu vou me indignar e chegar, Deus dará, Deus dará E
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Bm7 E7 A Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro A#° E
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro C#m F#m B
Na barriga da miséria nasci batuqueiro E
Eu sou do Rio de Janeiro
Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica Como é que pôs no mundo essa pobre coisica
Vou correr o mundo afora, dar uma canjica
Que prá ver se alguém me amarra ao ronco da cuíca E aquele abraço prá quem fica
Deus me deu mão de veludo prá fazer carícia Deus me deu muita saudade e muita preguiça Deus me deu perna cumprida e muita malícia Prá correr atrás da bola e fugir da polícia Um dia ainda sou notícia
Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio Pele e osso simplesmente, quase sem recheio Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio Dou paulada a três por quatro e nem me despenteio Que eu já tô de saco cheio
Você Não Entende Nada
Caetano Veloso
E A C#m F#m B7 E A E Quando eu chego em casa nada me consola, você está sempre aflita Lágrimas nos olhos de cortar cebola, você é tão bonita
A D Bm7 Você traz a coca-cola, eu tomo
E7 A D G#m C#7 F#m Você bota a mesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como B7 E A C#m F#m B7
Você não tá entendendo quase nada do que eu digo
E A C#m F#m B7 E E7 Eu quero é ir-me embora, eu quero dar o fora A B7 E E7 (1ª vez)
E quero que você venha comigo (2x)
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento, você está tão curtida Eu quero é tocar fogo neste apartamento, você não acredita Traz meu café com suita, eu tomo
Bota a sobremesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como Você tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo Eu quero é ir-me embora, eu quero é dar o fora
Rapte-me, Camaleoa
Caetano Veloso
A G
Rapte-me, camaleoa, adapte-me a uma cama boa (F#m B)
Capte-me uma mensagem à toa De um quasar pulsando loa Interestelar canoa
(E D)
Leitos perfeitos, seus peitos direitos me olham assim Fino menino me inclino pro lado do sim
Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração Sem querer ser merecer ser um camaleão
A G A (G A) Rapte-me, camaleoa, adapte-me ao seu ne me quitte pas
Felicidade
Lupicínio Rodrigues
G7M Am7 Felicidade foi se embora
D9 G7M E a saudade no meu peito ainda mora E7 Am7 E é por isso que eu gosto lá de fora D9 G7M Porque sei que a falsidade não vigora G7M Am7 A minha casa fica lá de traz do mundo D9
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar O pensamento parece uma coisa à toa
Qualquer Coisa
Caetano Veloso
Bm7 E7 Esse papo já tá qualquer coisa A C#7 F#7 Você já tá prá lá de Marraquesh Mexe qualquer coisa dentro doida Já qualquer coisa doida dentro mexe
G7M F#7 Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha G7M
Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa aranha F#7 Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha G7M B7M Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manhã C#m F#7 C#m F#7
Berro pelo aterro, pelo desterro B7M E7M B7M D° Berro por seu berro, pelo seu erro C#m F#7 C#m F#7 Quero que você ganhe, que você me apanhe G#7
Sou o seu bezerro gritando mamãe E7M Em7 Esse papo seu tá qualquer coisa Bm7
E você tá prá lá de Teerã E7
Menino Deus
Caetano Veloso
D A/C# Bm Menino Deus, um corpo azul-dourado Em Bm
Um porto alegre é bem mais que um seguro E7 A4/7
Na rota das nossas viagens no escuro D A/C# Bm Menino Deus, quando tua luz se acenda Em Bm
A minha voz comporá tua lenda
E7 A4/7 Am B7 C° E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve B7 Em Gm F#m Mas ouve a nossa harmonia, a eletricidade ligada no dia B7 Bb
Em que brilharias por sobre a cidade Menino Deus, quando a flor do teu sexo Abrir as pétalas para o universo
E então, por um lapso, se encontrar no anexo Ligando os breus, dando sentido aos mundos
E7 A4/7 E aos corações sentimentos profundos de terna alegria no dia (D G/D) Do menino Deus Do menino Deus D Do menino Deus A7 G F D No dia do menino Deus
Podres Poderes
Caetano Veloso
Intr.: A A
Enquanto os homens exercem seus podres poderes B/A
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos D E7 F F#m E perdem os verdes, somos uns boçais Queria querer cantar setecentas mil vezes Como são ricos, como são ricos os burgueses E os japoneses, mas tudo é muito mais
C E7
Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América Católica F7M Bb7
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, que será, que será, que será, será que esta minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinados com eles
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase Ser indecente, mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais Será que apenas os hermetismos pascoais
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles de velam pela alegria do mundo
Eclipse Oculto
Caetano Veloso
Intr.: (A E)
E A E Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas A E
De perto fomos quase nada
Bm F#m G Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã F# F E
E desperdiçamos os blues do Djavan
Demasiadas palavras, fraco impulso de vida Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar Entre o inseto e o inseticida
A E A E
Não me queixo, eu não soube te amar A E A E
Mas não deixo de querer conquistar
A F# F A E Uma coisa qualquer em você, o que será? Como nunca se mostra o outro lado da lua Eu desejo viajar do outro lado da sua Meu coração galinha de leão não quer mais amarrar frustração
Ó eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio Mas na hora da cama nada pintou direito
É, minha cara, falar, não sou proveito sou pura fama
REFRÃO
Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito Só não disse ao que veio, atrasado e aflito E paramos no meio sem saber os desejos aonde é que iam dar
E aquele projeto ainda estará no ar? Não quero que você fique fera comigo Quero ser seu amor, quero ser seu amigo
Quero que tudo saia como som de Tim Maia, sem grilos de mim
O Leãozinho
Caetano Veloso
Intr.: C C7M
(C C7M) G
Gosto muito de te ver, leãozinho Am Em
Caminhando sob o sol
F7M Bb (C C7M) Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Am Ab C/G F#m5-/7 Um filhote de leão, raio da manhã
F7M Em Dm G7 Arrastando o meu olhar como um imã
Am Ab C/G F#m5-/7 O meu coração é o sol, pai de toda cor
F7M Em Dm G7 Quando ele lhe doura a pele ao léu Gosto de te ver ao sol, leãozinho De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba
Não Identificado
Caetano Veloso
D G Bm Eu vou fazer uma canção prá ela Em A4/7 A7 D Uma canção singela, brasileira
G D G Para lançar depois do carnaval
D G Bm Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico Em A4/7 A7 D Um anticomputador sentimental G C
Eu vou fazer uma canção de amor
Cm7 Em Cm7 (A7) Para gravar num disco voador
Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado Para lançar no espaço sideral
Minha paixão há de brilhar na noite No céu de uma cidade do interior G C
Como um objeto não identificado Cm7 G C
Que ainda estou sozinho e apaixonado Como um objeto não identificado Para gravar num disco voador Eu vou fazer uma canção de amor Como um objeto não identificado
Lua de São Jorge
Caetano Veloso
D B7 E7
Lua de São Jorge, lua deslumbrante A7 D A7 Azul verdejante, cauda de pavão D B7 E7
Lua de São Jorge cheia, branca, inteira A7 Bm F#m Ó minha bandeira solta na amplidão
G Gm D B7 E7 A7 D Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração A F#7 B7
Lua de São Jorge, lua deslumbrante E7 A E7 Azul verdejante, cauda de pavão A F#7 B7
Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira E7 F#m C#m Ó minha bandeira solta na amplidão
D Dm A F#7 B7 E7 A E7 Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração Lua de São Jorge, lua maravilha
Mãe, irmã e filha de todo esplendor Lua de São Jorge brilha nos altares Brilha nos lugares onde estou e vou
Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor Lua de São Jorge, lua soberana
Nobre porcelana sobre a seda azul Lua de São Jorge, lua da alegria Não se vê um dia claro como tu
Força Estranha
Caetano Veloso
G Dm E7 Eu vi o menino correndo, eu vi o tempo
Am Brincando ao redor do caminho daquele menino F#° Em
Eu pus os meus pés no riacho e acho que nunca os tirei C D7
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou para eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou O sol que atravessa essa estrada que nunca passou G B7
Por isso uma força me leva a cantar Em Dm G7 Por isso essa força estranha
C C#° G/D Em Por isso é que eu canto, não posso parar A7 D7
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece Aquele que conhece o jogo do fogo, das coisas que são É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas não vale um caminho sob o sol É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol
Baby
Caetano Veloso
Intr.: ( D G )
D G D Você precisa saber da piscina
G D G D Da margarina, da Carolina, da gasolina G D G
Você precisa saber de mim D Bm Em A7 Baby, baby, eu sei que é assim Baby, baby, eu sei que é assim Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com a gente, me ver de perto Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo Baby, baby, há quanto tempo Você precisa aprender inglês Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais, e o que eu não sei mais Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade da América do Sul, da América do Sul Você precisa, você precisa
Não sei, leia na minha camisa Baby, baby, I love you
Meu Bem, Meu Mal
Caetano Veloso
Intr.: G/A A7/9-/11+ D6/9 C6/7 B6/7 B5+/7 G/A A7/9-/11+ D7M C#m5-/7 F#5+/7
Você é meu caminho Bm7 E7 Am7 Meu vinho, meu vício
D7/9 G7M C7/9 Desde o início estava você
D7M C#m5-/7 F#5+/7 Meu bálsamo benigno
Bm7 E7 Am7 Meu signo, meu guru
G#5-/7 G7M C7/9 Porto seguro onde eu vou ter F#m5-/7 B5+/7 Meu mar e minha mãe
E7 A6/7 A/G Meu medo e meu champagne
F#5-/7 B5+/7 Em7 Visão do espaço sideral Gm7
Onde o que eu sou se afoga F#m7 B7 Meu fumo e minha ioga Em7 A6/7 Você é minha droga D7M G#5-/7 Paixão e carnaval
G/A A7/9-/11+ D6/9 Meu zen, meu bem, meu mal
Sorte
Celso Fonseca - Ronaldo Bastos
Intr.: (D7M G#7/5- G7M C7/9) D7M G#7/5- G7M G/A D A7 Bb°
Tudo de bom que você me fizer Bm G7M A7 Faz minha rima ficar mais rara
D A7 Bb° O que você faz me ajuda a cantar Bm G7M A7
Põe um sorriso na minha cara D G#7/5- G7M C7/9 Meu amor, você me dá sorte Meu amor, você me dá sorte
D7M Meu amor, você me dá sorte na vida D A7 Bb° Quando te vejo não saio do tom Bm G7M A7 Mas meu desejo já se repara
D A7 Bb° Me dá um beijo com tudo de bom Bm G7M A7 E acende a noite na Guanabara Meu amor, você me dá sorte Meu amor, você me dá sorte
Vaca Profana
Caetano Veloso
Intr.: Am F G F C
C F C Am Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada Dm F C Escrevo assim minhas palavras na voz de uma mulher sagrada C D C# C
Vaca profana põe teus cornos prá fora e acima da manada 2x C D F
Ê, dona de divinas tetas, derrama o leite bom na minha cara C F C F C F
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña", também te mata Barcelona
Napoli Pino, Pí, Pau, punks, picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente, Rio e belíssimo horizonte 2x Ê, vaca de divinas tetas, la leche buena toda em mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte amor Bethânia, Stevie Wonder, Andaluz Mais do que tive em Tel Aviv, perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista, meu mundo Thelonius Monk's blues 2x Ê, dona das divinas tetas, quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Sou tímido e espalhafatoso, torre traçada por Gaudi
São Paulo é como um mundo todo, no mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York, sem mágoas estamos aí 2x Ê, vaca das divinas tetas, teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Mas eu também sei ser careta, de perto ninguém é normal Às vezes segue em linha reta, a vida que é meu bem, meu mal
No mais, as "ramblas" do planeta, "Orchata de chufa, si us plau" 2x
Ê, deusa de assombrosas tetas, gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas, la mala leche para los "puretas" Nada de leite mau para os caretas, e o leite mal na cara dos caretas
Você é Linda
Caetano Veloso
Colaboração Erro! Indicador não definido.
F#m7 C#m7 D7M G#m7 C#7(b9) Fontes de mel nuns olhos de gueixa, Kabuki máscara
D7M D#m7(b5) G#7 C#m7 F#7 Bm7 E7
Choque entre o azul, e o cacho de acácias, luz das acácias Você é mãe do sol A Tua coisa é toda tão certa, beleza esperta
Você me deixa a rua deserta, quado atravessa E não olha pra tras A C#m7 D7M Bm7
Linda e sabe viver, você me faz feliz Dm7 G7 A7M
Essa canção é só pra dizer e diz
Você é linda mais que demais Você é linda sim Ondas do mar do amor que bateu em mim
Você é forte dentes e músculos, peitos e lábios
Você é forte letras e músicas, todas as músicas que ainda ei de ouvir No Abaeté areias e estrelas, não são mais belas
Do que você mulher da sestrelas, minas de estrelas Diga o que você quer
Gosto de ver voê no seu ritmo, dona do carnaval
Desde Que o Samba é Samba
Caetano Veloso
Colaboração Erro! Indicador não definido.
Intr.: (D7M - A7) x2
D7M A7 D7M D7/9 G7M C7/9 F#7/13 B7/9 A tristeza é senhora, Desde que o samba é samba é assim
Em7 A7 Bm7 E7/9 A7 A lágrima clara sobre a pele escura, a noite e a chuva que cai lá fora D7M A7 D7M D7/9 G7M C7/9 F#7/13 B7/9
Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim Em7 A7/13 Bm7 E7/9 Mas alguma coisa acontece, no quando agora em mim Em7 A7 D7M A7
Cantando eu mando a tristeza embora (Repete tudo acima)
Em7 F#7 Bm7 C#7 O samba ainda vai nascer, O samba ainda não chegou F#m7 B7/9 Bm7 E7/9 O samba não vai morrer, veja o dia ainda não raiou Em7 F#7 Bm7 C#7 O samba é o pai do prazer, o samba é o filho da dor F#m7 B7 E7/13 E7/5M Em7 O grande poder transformador
Menino do Rio
Caetano Veloso
Colaboração Erro! Indicador não definido.
C7M Eb°
Menino do Rio, calor que provoca arrepio Dm G7 Dm G7
Dragão tatuado no braço, calção corpo aberto no espaço C C7 F Fm
Coração de eterno flerte, adoro ver-te C7M Eb°
Menino vadio, tensão flutuante do rio Dm G7 C
Eu canto para Deus proteger-te
A7 Dm7 G7 C7M O Havaí, seja aqui, tudo o que sonhares A7 Dm7 Eb° Em
Todos os lugares, as ondas dos mares Ab
Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo C7M Eb°
Menino do Rio, calor que provoca arrepio Dm G7 C7M
Lua e Estrela
Caetano Veloso
Colaboração Erro! Indicador não definido.
Intr.: C7M
Fm C7M Am Fm C7M Am Menina do anel, de lua e estrela, raio de sol, no céu da cidade, Gm7 C7 F7M Dm7 G7
Quem é você, qual o seu nome, conta pra mim, diz como eu te encontro,
Fm C7M Am Fm C7M Am Mas deixo ao destino, deixo ao acaso, quem sabe eu te encontro, de noite no baixo
Gm7 C7 F7M Dm7 G7
Brilho da lua, noite é bem tarde, penso em você, fico com saudade, Fm C7M Am Fm C7M Am Manhã chegando, luzes morrendo, neste espelho, que é nossa cidade Quem é você...
Faz Parte do Meu Show
Ladeira - Cazuza
Intr.: C7M F7M
( C7M Bb7M )
Te pego na escola e encho tua bola com todo meu amor Te levo prá festa e testo teu sexo com ar de professor
( Ab7M Db7M ) Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é prá te proteger da solidão C7M Ab7M C7M F7M
Faz parte do meu show, faz parte do meu show, meu amor 1 Confundo as tuas coxas com as de outras moças, te mostro toda a dor
Te faço um filho, te dou outra vida prá te mostrar quem sou Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo alô ao inimigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor REPETE 1
Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num clip sem nexo, um pierrot-retrocesso, meio bossa nova e rock'n roll C7M Ab7M C7M
Faz parte do meu show, faz parte do meu show, meu amor Ab7M C7M
Codinome Beija-Flor
Arias - Cazuza - Ezequiel
Intr.: A7M F#m7 D9 E4/7
A A7M A A7M Prá que mentir, fingir que perdoou
D7M E/D D7M Tentar ficar amigos sem rancor
E7 D7M E/D A emoção acabou, que coincidência é o amor Bm7 C#m7 D7M D/E F7M
A nossa música nunca mais tocou A A7M A A7M Prá que usar de tanta educação
D7M E/D F#m7 Prá destilar terceiras intenções
D7M E/D D7M E/D Desperdiçando o meu mel devagarinho, flor em flor Bm7 C#m7 D7M D/E F/G
Entre os meus inimigos, Beija-flor
C7M Bm7 E7 Am Em9/7 A7M Eu protegi teu nome por amor em um codinome Beija-flor
C7M E4/7 F7M G A7M Não responda nunca meu amor, nunca, prá qualquer um na rua, Beija-flor F7M G F7M G
Que só eu que podia dentro da tua orelha fria F7M G A7M
Dizer segredos de liqüidificador
F7M G F7M G Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor F7M G A7M
Prendia o choro e aguava o bom do amor F7M G7M A7M Prendia o choro e aguava o bom do amor
O Que Será ? (à flor da pele)
Chico Buarque
Intr.: Gm* Dm* Cm* Ebm Ebm7M Am5-/7 D7/9-Obs : * = m7M m7 m6
Gm Gm* O que será que me dá
Dm Dm* Que me bole por dentro, será que me dá Cm Cm* Que brota à flor da pele, será que me dá Ebm Am5-/7 E que me sobe às faces e me faz chorar D7/9- Gm Gm* E que me salta os olhos a me atraiçoar Dm Dm* E que me aperta o peito e me faz confessar Cm Cm* O que não tem mais jeito de dissimular Ebm Am5-/7 E que nem é direito ninguém recusar D7/9- Gm Gm* E que me faz mendigo, me faz suplicar Ebm Ebm* O que não tem medida nem nunca terá Bb/D C#° Cm O que não tem remédio nem nunca terá D7/9- Gm A5-/7 Dm O que não tem receita
Dm* Am Am* O que será que será, que dá dentro da gente e não devia B7/Eb Gm Gm*
Que desconcerta a gente, que é revelia Cm Em5-/7 Que é feito uma aguardente que não sacia A7 Dm Dm* Que é feito estar doente de uma folia Am Am* Que nem dez mandamentos vão conciliar Gm Gm* Nem todos os ungüentos vão aliviar
Cm Em5-/7 Nem todos os quebrantos, toda alquimia A7 Dm Dm* Que nem todos os santos, será que será Bbm Bbm* O que não tem descanso nem nunca terá
F/A Ab Gm A7 Dm B7 O que não tem cansaço nem nunca terá, o que não tem limite
Em Em* Bm Bm* O que será que me dá, que me queima por dentro, será que me dá Am Am*
Que me perturba o sono, será que me dá Cm F#m5-/7 Que todos os temores me vem agitar
B7 Em Em* Que todos os ardores me vem atiçar Bm Bm* Que todos os suores me vem encharcar Am Am*
Que todos os meus nervos estão a rogar
Cm F#m5-/7 Que todos os meus órgãos estão a chamar
B7 Em Em* E uma aflição medonha me faz implorar Cm
O que não tem vergonha nem nunca terá
G/B Bb° Am7 B7 Em O que não tem governo nem nunca terá, o que não tem juízo
Roda Viva
Chico Buarque
Am7 F7M E4 Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu
F/G C7M F#m4/7 E7 A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu A7 Dm7 G7 C
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar
B° Am7 F7M E4/7 E7 Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá
Am7 F6 G7 Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão
Gm4/7 F#7/5- F6 E4/7 E7 Am7 O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente até não poder resistir Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há Mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira prá lá A roda da saia, a mulata, não quer mais rodar, não senhor Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa, viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a viola prá lá O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade prá lá
João e Maria
Chico Buarque - Sivuca
Intr.: ( Am G )
Am Dm G C Agora eu era o herói e o meu cavalo só falava inglês Am Dm G7 C
A noiva do coubói era você além das outras três B7 Em
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
C7 F E7 Guardava o meu bodoque e ensaiava um rock para as matinês Am Dm G C
Agora eu era o rei, era bedel e era também juiz Am Dm G7 Gm A7 E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz Dm G7 C
E você era a princesa que eu fiz coroar
F A#7 E7 Am Que era tão linda de se admirar e andava nua pelo meu país Am E A7 Dm Não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo G C A#7 E7
Eu era o seu peão, o seu bicho preferido
Am E7 A Dm Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
G C Dm E7 Am No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim Prá lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim
Valsinha
Chico Buarque
Intr.: Dm
A#° A7 Dm
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar A#° A7 Dm
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar D7 Gm
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar E7 E7/G#
E nem deixou-a só num canto, A7
Prá seu grande espanto, convidou-a prá rodar.
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça foram para praça e começaram a se abraçar E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos Como não se ouvia mais
Dm A#° A7 Dm Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz
Mulheres de Atenas
Chico Buarque
Intr.: D E/D G/D A/D D
D E7 G A7 Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas D E7 Gm/Bb D/A Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
G7M A F#/A# Bm7 A7 D D7 Quando amadas se perfumam, se banham com leite, se arrumam, suas melenas
G7M A C#m5-/7 Bm7
Quando fustigadas não choram, se ajoelham, pedem, imploram A7 D
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Sofrem por seus maridos, poder e força de Atenas
Quando eles embarcam, soldados, elas tecem longos bordados, mil quarentenas E quando eles voltam, sedentos, querem arrancar violentos
Carícias plenas, obcenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros seus maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho costumam buscar os carinhos de suas falenas Mas no fim da noite, aos pedaços, quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade, nem defeito, nem qualidade, tem medo apenas Não têm sonhos, só têm presságios, o seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas e as gestantes abandonadas não fazem cenas Vestem-se de negro, se encolhem, se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Tanto Amar
Chico Buarque
C G/B Gm/Bb F/A A7 Amo tanto, e de tanto amar acho que ela é bonita
D7 F/A G/B Tem um olho sempre a boiar, e outro que agita Tem um olho que não está, meus olhares evita E outro olho a me arregalar sua pepita
C E7 Am7 C7 F A metade do seu olhar está chamando prá luta aflita G7 F G7
E a metade quer madrugar na bodeguita
Se seus olhos eu for cantar, um seu olho me atura E outro olho vai desmanchar toda a pintura
Ela pode rodopiar e mudar de figura, A paloma do seu mirar virar miúra
É na soma do seu olhar que eu vou me conhecer inteiro Se nasci prá enfrentar o mar, ou faroleiro
Amo tanto, e de tanto amar acho que ela acredita Tem um olho sempre a pestanejar e outro me fita Suas pernas vão se enroscar num balé esquisito Seus dois olhos vão se encontrar no infinito
Amo tanto, e de tanto amar em Manáqua temos um chico Já pensamos em nos casar em Porto Rico
Cotidiano
Chico Buarque
D°
Todo dia ela faz tudo sempre igual Dm
Me sacode às seis horas da manhã C
Me sorri um sorriso pontual
Bb A7 D° E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar Meio-dia eu só penso em dizer não Depois penso na vida prá levar E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde, como era de se esperar Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca prá beijar E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz prá eu não me afastar Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta prá eu quase sufocar E me morde com a boca de pavor REPETE 1ª ESTROFE
Cálice
Chico Buarque - Gilberto Gil
E G# A Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice F#7 E/B B7 E
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue C#m C#m7M C#m7 F#7/C# Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta A7M F#7/C# B7/6 B7/5+ E Mesmo calada a boca resta o peito, silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa, melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta, tanta mentira, tanta força bruta C#m C5M E/B F#/A# Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano A7M F#/A# B7/6 B7/5+ E Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa, atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta, essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo, de que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno, nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado, quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça, minha cabeça perder teu juízo
Iolanda
Chico Buarque - Pablo Milanes
Intr.: ( G ) C/E D/F#
G C/G Esta canção não é mais que mais que uma canção D/F# G C D Quem dera fosse uma declaração de amor
G C
Romântica, sem procurar a justa forma
D G Do que me vem de forma assim tão caudalosa G C D G C/G Te amo, te amo, eternamente, te amo
G C/G D/F# G C/G D
Se me faltares nem por isso eu morro, se é prá morrer quero morrer contigo G C D G Minha solidão se sente acompanhada, por isso às vezes sei que necessito Teu colo, teu colo, eternamente, teu colo
G C/G D/F# G C/G D Quando te vi eu bem que estava certo de que me sentiria descoberto
G C D G A minha pele vai despindo aos poucos, me abres o peito quando me acumulas De amores, de amores, eternamente, de amores
G C/G D/F# G C/G D Se alguma vez me sinto derrotado eu abro mão do sol de cada dia
G C D G Rezando o credo que tu me ensinaste, olho teu rosto e digo à ventania G C D G
Iolanda, Iolanda, eternamente, Iolanda C/G D G
Flash Back
Dalto
Intr.: ( G G5+ G G5+ )
G G5+ G6 G7 Quando seu rosto aparecer à minha porta C Bm7 Em
E seu olhar simplesmente encontrar
Am7 Bm7 Cm7 D7/9 O meu sorriso dizendo bem-vinda, pode chegar Quase parada você vai entrar encabulada
Vendo que aqui pouca coisa mudou
Nós sentaremos sentindo que agora tudo, tudo passou C G/B Am
Acho que eu mereço ganhar Am7/G D7 O prêmio Nobel da paz C G/B Am Acho que eu preciso brindar Am7/G F C/E D7 D/C O nosso amor
Mas de repente eu me vejo sozinho E minha porta fechada pro amor Foi só um flash back
Muito Estranho
Dalto - Claudio Rabello
Intr.: G/D F/C E/B D# G Em C A7 D7 C G C
Hum! Mas se um dia eu chegar muito estranho D7 G C/D Deixa essa água no corpo lembrar nosso banho G G7 C
Hum! Mas se um dia eu chegar muito louco D7 G G7 Deixa essa noite saber que um dia foi pouco C G/B Am
Cuida bem de mim
D7 A C Então misture tudo dentro de nós
D7 G C/D Porque ninguém vai dormir nosso sonho
G C G/B Hum! Minha cara prá que tantos planos
Am D7 G C/D Se quero te amar e te amar e te amar muitos anos G C G/B
Hum! Tantas vezes eu quis ficar solto
Am D7 G G7 Como se fosse uma lua a brincar no teu rosto Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós Porque ninguém vai dormir nosso sonho
O Canto da Cidade
Tote Gira - Daniela Mercury
Intr.: D C/D
(D C/D)
A cor dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu BIS D
O gueto, a rua, a fé C G Eu vou andando a pé D F#m C G Pela cidade bonita D F#m O toque do afoxé C G E a força de onde vem D F#m Ninguém explica C G Ela é bonita Bm Em Ô ô, verdadeiro amor Bm Em
Ô ô, você vai onde eu vou BIS D F#m
Não diga que não me quer C G Não diga que não quer mais D F#m Eu sou o silêncio da noite C G
O sol da manhã
D F#m Mil voltas o mundo tem C G Mas tem um ponto final D F#m Eu sou o primeiro que canta C G
Meu Bem Querer
Djavan
Intr.: ( C7M Dm/C ) (C7M Dm/C)
Meu bem querer, é segredo, é sagrado Está sacramentado em meu coração
C7M B° Meu bem querer, tem um quê de pecado acariciado pela emoção
Am7 Em7 F7M E/G Meu bem querer, meu encanto, tô sofrendo tanto
Em7 Ab° G° D7/F# Fm6 C/E F/G E/G C7M Amor, e o que é o sofrer para mim que estou jurado prá morrer de amor
Sina
Djavan
Intr.: ( A D/A ) A D/A
Pai e mãe, ouro de mina A E7/G#
Coração, desejo e sina F#m7 C#m7 D7M Tudo mais, pura rotina, jazz D#° A
Tocarei seu nome prá poder falar de amor D/A A
Minha princesa, art-nuveau E7/G# F#m7
Da natureza, tudo o mais C#m7 D7M D#° Pura beleza, jazz
D/E C/D F#m7 A luz de um grande prazer é irremediável neon D/E D7/9 E7 Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon A D/A
O luar, estrela do mar
A E7/G#
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria F#m7 C#m7
Desse front virá lapidar D7M O sonho até gerar o som
E7 A Como querer caetanear o que há de bom
Oceano
Djavan
Intr.: D9
D7M G7M G/A Assim que o dia amanheceu
Bb° Bm Bm7M Bm7 Lá no mar alto da paixão
Bm6 Am7 D7/9 Dava prá ver o tempo ruir Gm7 C7/9 F#m7 Cadê você, que solidão B7/9- E7/9 G/A Esquecerá de mim
D7M G7M G/A Enfim, de tudo que há na terra Bb° Bm Bm7M Bm7 Não há nada em lugar nenhum
Bm6 Am7 D7/9 Que vá crescer sem você chegar Gm7 C7/9 F#m7
Longe de ti tudo parou
B7/9- E7/9 G/A Ninguém sabe o que eu sofri
Dm C7/9 F7M Em7/5- A7/5+ Amar é um deserto e seus temores
Dm7 C7/9 F7M Vida que vai na sela dessas dores
Gm7 Am7 Bb7M Em7/9 A7/5+ Não sabe voltar, me dá teu calor
Dm C7/9 F7M Em7/5- A7/5+ Vem me fazer feliz porque eu te amo
Dm7 C7/9 F7M Você deságua em mim e eu oceano
Gm7 Am7 Bb7M Em7/5- A7/5+ Esqueço que amar é quase uma dor
D9 F7M G6/9 C D9 F7M G6/9 C D7M Só sei vi...ver se for por vo...cê
Flor de Lis
Djavan
Intr.: ( C7M Fm7M/A )
C7M Bm4/7 E7 Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Am7 D7/9 Gm7 C7/9 Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu F#m5-/7 B7/9- F7M Am7 Mas não sei o que fez tudo mudar de vez F#m5-/7
Onde foi que eu errei
B7/9- Em7 A7/5+ D7/9 G5+/7 Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei C7M Bm7/4 E7
Será, talvez, que minha ilusão Am7 D7/9 Gm7 Foi dar meu coração com toda força C7/9
F#m7/5-Prá essa moça me fazer feliz B7/9- F7M
E o destino não quis
Am7 F#m7/5- B7/9- Em7 Am7 Me ver como raiz de uma flor de lis Dm7 Fm7 C7M
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira F/A Fm/Ab C7M
Morto na beleza fria de Maria
C7 F7M Bb7/9 Em7 E o meu jardim da vida ressecou, morreu
A5+/7 D7/9 G5+/7 C7M (G5+/7) Do pé que brotou Maria nem Margarida nasceu
Pavão Mysteriozo
Ednardo
Intr.: A
A G D A E
Pavão mysteriozo, pássaro formoso, tudo é mistério nesse teu voar A G D
Ah, se eu corresse assim, tantos céus assim A E A
Muita história eu tinha prá contar
F#m B F#m Pavão mysteriozo nessa cauda aberta em leque Dm Am E7
Me guarda moleque de eterno brincar Am Dm
Me poupa do vexame de morrer tão moço
Am E A A4 A5- A4 Muita coisa ainda quero olhar
REFRÃO
F#m Am Am/G Pavão mysteriozo, meu pássaro formoso G C
No escuro desta noite me ajuda a cantar Am Dm
Derrama essas faíscas, despeja esse trovão
Am E A A4 A5- A4 Desmancha isso tudo que não é certo não
A G D Pavão mysteriozo, pássaro formoso A E
Um conde raivoso não tarda a chegar
A A7 D Dm Não temas minha donzela, nossa sorte nessa guerra A E A
Fascinação
F. D. Marchetti - M. Feraudy
G7M F#7M G7M Os sonhos mais lin...dos sonhei
G/B Bb° Am7 D7 De quimeras mil um castelo ergui
Am7 D7 E no seu olhar, tonto de emoção,
Am7 A7/6 D#9 D9 Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino, cheio de esplendor C Bm7 A7/6 Teu sorriso prende, inebria, entontece Am7 D7 G7M
Romaria
Renato Teixeira
Intr.: (D/F# Gm6) (D G) D G D G É de sonho e de pó o destino de um só D F# Bm F# F#4 F# Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavaloBm E Bm E
É de laço e de nó, de gibeira e jiló Bm F# Bm
Dessa vida comprida a sol
G D/F# Em A D F# Bm Sou caipira, Pira...pora, Nossa Senhora de Aparecida
Bm/A G D/F# Em A D (D4 D D9) (D4/7) Ilu...mina a mina escura e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe, solidão
Meus irmãos perderam-se na vida à custa de aventura Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte, eu não sei, nunca vi REFRÃO
Me disseram, porém, que eu viesse aqui
Prá pedir de romaria e prece paz nos desaventos Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar Meu olhar, meu olhar
Madalena
Ivan Lins - Vitor Martins
Intr.: ( C7M Dm7 )
C7M (Dm7 C7M)
Madalena, o meu peito percebeu que o mar é uma gota Gm7 C9
comparado ao pranto meu
F7M (Bb/C F7M)
Fique certa, quando o nosso amor desperta logo o sol se desespera Em A7
e se esconde lá na serra
Dm Dm/C Bm7 Madalena, o que é meu não se divide E7 Am7
Nem tão pouco se admite
Am7/G F#m7 B7 Quem do nosso amor duvide
E7M F#m7 G#m7 Até a lua se arrisca num palpite G7M
Que o nosso amor existe
C/D F/G Forte ou fraco, alegre ou triste
Casa no Campo
Zé Rodrix - Tavito
A
Eu quero uma casa no campo
A7M F#7 Onde eu possa compor muitos rocks rurais G Am7 Bm7
E tenha somente a certeza
C7M F A G/A Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz E tenha somente a certeza
D Dos limites do corpo de nada mais
Bm F#7
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim Bm D E7
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
A A7 D D#°
Eu quero a esperança de óculos e um filho de cuca legal A F#m G D E7 Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê Bm D B Onde eu possa plantar meus amigos E7 A Meus discos e livros, e nada mais
Como Nossos Pais
Belchior
Bm7 E7
Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos A7 D
Quero lhe contar como vivi e tudo que aconteceu comigo Bm7 E7
Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa A7 D
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa A7 G
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
A7 D A4/7 A7 Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens
D D7 G
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua A7 D É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz G C7 D
Você me pergunta pela minha paixão
B7 Em A7 D Digo que estou encantada com uma nova invenção F#m G C7 D Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão B7 Em A7 D Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação F#m G E/G# A4/7 A7 Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
D F#m G D F#m D Já faz tempo que eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida D F#m G E/G# A4/7 A7 Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
D G D G Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
D F#m G E/G# A4/7 A7 Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
D F#m G D F#m G Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não D F#m G E/G# A7
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
D G D G Você pode até dizer que eu 'tô por fora, ou então que eu 'tô inventando D F#m G E/G# A
Mas é você que ama o passado e que não vê D F#m G É você que ama o passado e que não vê E/G# A7
Que o novo sempre vem
D G D F#m G Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
D F#m G E/G# A4/7 A7 Tá em casa guardado por Deus contando vil metal
D G D G Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo que fizemos D F#m G E/G# A7
Ainda somos os mesmos e vivemos
D F#m G E/G# A4/7 A7 Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
O Bêbado e a Equilibrista
João Bosco - Aldir Blanc
A A7M A7M/6 Caía a tarde feito um viaduto
Em/C# F#7 Bm7 E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos Bm Bm7M Bm7
A lua tal qual a dona do bordel
E7 Bm7 E7 A7M F#7/5+ Bm7 Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel
E7 A Bm7 C#m7 D7M A7M/6 E nuvens lá no mata-borrão do céu
Em/G F#7 Em/C# F#7 Bm7 Dm7 G7/6 Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
C#m7 F#m7 B7/6 B7/6-O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil
Bm7 Em7/9 A7M E7
Prá noite do Bra...sil, meu Brasil A A7M A7M/6 Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Em/C# F7M Bm7M Com tanta gente que partiu num rabo de foguete Bm7 Bm7M Bm7
Chora a nossa pátria mãe gentil
E7 Bm7 E7 A7M F#7/5+ Bm7 E7 Choram marias e clarisses no solo do Brasil
A Bm7 C#m7 D7M A7M/6 Em/G F#7 Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
Em/C# F#7 Bm7 Dm7 G7/6 C#m7 A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha F#m7 B7/6 B7/6- Bm7 Em7/9 C#° E° E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car
Dm7 G7/6 C#m7 Azar, a esperança equilibrista
F#m7 B7/6 B7/6- Bm7 E7 A7M Sabe que o show de todo artista tem que conti...nu...ar
Canteiros
Fagner - Cecília Meireles
Intr.: D G
D A Bm Bm/A G D Quando penso em você fecho os olhos de saudade A G F# A/B A7 Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
D A Bm Bm/A G D Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento A F# A/B Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento D7 G C7 F
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Gm A Dm Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria D7 Gm C7 F Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Gm A Dm Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza (Dm Dm/C Dm/B Dm/Bb)
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida E nos arrasta moço, sem ter visto a vida
Revelação
Clodô - Clésio
Intr.: ( Am Am/G F7M E4 E7 ) Am Am/G F7M Um dia vestido de saudade viva G E4 E7
Faz ressuscitar
Am Am/G F7M Casas mal vividas, camas repartidas G E F#m G° E7/G#
Faz se revelar
A C#m Em7 A7 D Dm Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
A F#m B4/7 B7 Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Bm E7 A (Am) Volta a incomodar