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279 Músicas Cifradas

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Academic year: 2021

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(1)

Paralelas

Belchior

E A

Dentro do carro, sobre o trevo a cem por hora, ó meu amor E7/9 A

Só tens agora os carinhos do motor E7/9

E no escritório em que eu trabalho

A D7/9 E E fico rico, quanto mais eu multiplico diminui o meu amor E E° E

Em cada luz de mercúrio vejo a luz do seu olhar

E° Bm7 E7 E/D A

Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar A A° (C°)

No corcovado quem abre os braços sou eu B7 E E/D Copacabana esta semana o mar sou eu F#/C# A/B Como é perversa a juventude do meu coração E F7M/5- E Que só entende o que é cruel e o que é paixão E/D A/C# E as paralelas dos pneus n'água das ruas

A Bm7 A/C# São duas estradas nuas em que foges do que é teu Bm7 E7 A

No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito C° E

Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu E/D A/C#

(2)

Galos, Noites e Quintais

Belchior

Intr.: A E (A F#m) E4/7 E E

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso F#

Que hoje eu trago e tenho A

Quando adoçava o meu pranto e o meu sono E D A No bagaço de cana de engenho

Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus Fazendo eu mesmo o meu caminho

Por entre as fileiras do milho verde que ondeiam E

Com saudades do verde marinho A

Eu era alegre como um rio F#m

Um bicho, um bando de pardais D

Como um galo, quando havia E

Quando havia galos, noites e quintais A

Mas veio o tempo negro e a força fez F#m

Comigo o mal que a força sempre faz D E

Não sou feliz, mas não sou mudo A

(3)

Hora do Almoço

Belchior

Intr.: ( D D/C G/B Bb° )

No centro da sala, diante da mesa No fundo do prato comida e tristeza A gente se olha, se toca e se cala E se desentende no instante em que fala Medo, medo, medo, medo, medo, medo Cada um guarda mais o seu segredo, A sua mão fechada, a sua boca aberta, O seu peito deserto, a sua mão parada, Lacrada, selada, molhada de medo

Pai na cabeceira, é hora do almoço Minha mãe me chama, é hora do almoço Minha irmã mais nova, negra cabeleira Minha avó reclama, é hora do almoço Moço, moço, moço, moço, moço, moço

Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza Deixemos de coisa, cuidemos da vida

Pois se não chega a morte ou coisa parecida Que nos arrasta moço sem termos visto a vida

(4)

Quando Te Vi

Beto Guedes

Colaboração Erro! Indicador não definido.

Intr.: E F° F#m B7

E F° F#m Am Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas

E G#m F#m B7 E F° F#m B7 Tudo isso não tem valor sem ter você

E F° F#m Am Sem você, nem o som, da mais linda melodia E G#m F#m B7 E E7 Nem os versos desta canção, iam valer A Am E C#7 Nem o perfume, de todas as rosas é igual F#m B7 B7/5+

A doce presença, do seu amor

E Bm E7 A Am O amor estava aqui, mas eu nunca saberia E G#m F#m B7 E E7 O que um dia se revelou, quando te vi

(5)

Amor de Índio

Intr.: (A7M D7M) (A7M D7M)

Tudo que move é sagrado

E remove as montanhas com todo cuidado, meu amor Enquanto a chama arder, todo dia te ver passar Tudo viver ao teu lado

Com o arco da promessa no azul pintado prá durar Abelha fazendo o mel vale o tempo que não voou A7M D7M

A estrela caiu do céu, o pedido que se pensou

(F#m E Bm E) O destino que se cumpriu de sentir seu calor e ser todo

Todo dia é de viver para ser o que for e ser tudo (A7M D7M)

Sim, todo amor é sagrado

E o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor A massa que faz o pão vale a luz do teu suor

Lembra que o sono é sagrado

E alimenta de horizontes o tempo acordado de viver No inverno te proteger, no verão sair prá pescar No outono te conhecer, primavera poder gostar

No estio de derreter prá na chuva dançar e andar junto O destino que se cumpriu de sentir teu calor e ser tudo

(6)

Maria Solidária

C F G7 C

Eu choro de cara suja, meu papagaio o vento carregou G7 C A7 Dm G7 Bb C E lá se foi prá nunca mais, linha nova que pai comprou Dança Maria, Maria

Lança seu corpo jovem pelo ar Ela já vem, ela virá

Solidária nos ajudar Não fique triste, menino

A linha é tão fácil de arranjar Venha aqui, venha escolher Papagaio de toda cor

A casa estava escura

No vento forte a chuva desabou A luz não vem, eu aqui estou A rezar na escuridão e só

D G A7 D

Venho no vento da noite, na luz do novo dia cantarei A7 D B7 Em A7 C D Brilha o sol, brilha luar, brilha a vida de quem dançar

(7)

Sol de Primavera

Intr.: D7M A7M D7M E F# A B7 E

E C#m G#m C#m A7M Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos

B7 A B7 A B7 E Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez C#m G#m C#m A7M

Já sonhamos juntos semeando as canções no vento

B7 A B7 A B7 Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar

E C#m G#m C#m A7M Já choramos muito, muitos se perderam no caminho

B7 A B7 A B7 E Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer C#m G#m C#m A7M

Sol de primavera abre as janelas do meu peito

B7 A B7 A A/B E A lição sabemos de cor, só nos resta aprender

(8)

Lumiar

Beto Guedes - Ronaldo Bastos

Intr.: A G/A C/A F#m/A D/A Am F/A Bm/A G/A A7M E/G# A/G D/F# Dm/F

Anda, vem jantar, vem comer, vem beber A7M/E F#m7

Farrear até chegar Lumiar (Dm Am)

E depois deitar no sereno só prá poder dormir e sonhar Prá passar a noite caçando sapo, contando caso

De como deve ser Lumiar

Acordar, Lumiar, sem chorar, sem falar Sem querer acordar e lumiar

Levantar e fazer café só prá sair, caçar e pescar E passar o dia moendo cana, caçando lua

Clarear de vez Lumiar

Amor, Lumiar, prá viver, prá encostar Prá chover, prá tratar de vadiar

Descansar os olhos, olhar e ver, e respirar, só prá não ver o tempo passar Prá passar o tempo até chover, até lembrar

De como deve ser Lumiar

Anda, vem jantar, vem dormir, vem sonhar Prá viver, até chegar Lumiar

Estender o sol na varanda, até queimar só prá não ter mais nada a perder Prá perder o medo, mudar de céu, mudar de ar

(9)

O Sal da Terra

Beto Guedes - Ronaldo Bastos

A A7M D7M Anda, quero te dizer nenhum segredo

G7 F#m G/D D7M Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar Tempo, quero viver mais duzentos anos

Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir C7M G C7M G Vamos precisar de todo mundo prá banir do mundo a opressão Em A/B C/E C G Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor Em A/B C (Bm A/B) A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor, o pé na terra A paz na Terra, amor, o sal da... Terra, és o mais bonito dos planetas

Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã Canta, leva tua vida em harmonia

E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor Deixa fluir o amor Deixa crescer o amor Deixa viver o amor O sal da Terra

(10)

O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre

Beto Guedes - Fernando Brant

Intr.: Am7

Am7 G7M

O medo de amar é o medo de ser F/G

Livre para o que der e vier

C7M F7M E4 Livre para sempre estar onde o justo estiver Am7 G7M

O medo de amar é o medo de ter F/G

De a todo momento escolher

C7M Am F7M E4 Com acerto e precisão a melhor direção F/C C7M Bb/C C7 O sol levantou mais cedo e quis

F/C Fm/C C7M D/C F/G Am7 Em nossa casa fechada entrar prá ficar G7M

O medo de amar é não arriscar F/G

Esperando que façam por nós

C7M F7M E4 O que é nosso dever: recusar o poder F/C C7M Bb/C C7 O sol levantou mais cedo e cegou

F/C Fm/C C7M D/C F/G F/C Fm/C C7M O medo nos olhos de quem foi ver tanta luz

(11)

Aguardente

Biafra - Paulo Ciranda

Intr.: C F/G F#7/4 F7M G#/A#

C C/E F7M Fm7 C/E Eb° Quando você me encontrar sem medo Dm7 G7 C C/E

Nada do que passou vai ferir

F7M Fm7 C/E Eb° Dm7 G7 C Nem mudar de novo tudo que sentimos C C/E F7M Fm7 C/E Eb° Quando você entender, meu amor Dm7 G7 C C/E

Que a força da nossa paixão

F7M Fm7 C/E Eb° Dm7 G7 C É maior que tudo vai ser tão bonito F Em

Um gosto forte de coisa quente Dm7 F/G C

Amor vadio que me deixa doente F Em

E faz sentir que o mal é breve Dm Em F F/G Se o corpo é firme, a alma é leve Um gosto forte de aguardente Amor vadio que me deixa doente E faz sentir que o mal é breve Se o corpo é firme, a alma é leve

(12)

Neném

Maurício Maestro

C7M F/G

Se você quer pode sentar no meu colinho, neném C7M Gm7 C9 Eu sou santinho, juro pela minha avó

F7M E7M Que eu ia só cobrir você com mil beijinhos Em7/9 A7 Dm7 F/G E dizer baixinho eu tenho estado tão só

C7M F/G

Mas se você desse um sorriso engraçadinho, neném C7M Gm7 C7/9

Eu te puxava com jeitinho prá mim

F7M Bm5-/7 E7 D9 E começava a te fazer carinho, neném Em7/9 Dm7/9 C7M Devagarinho prá não ter mais fim

(13)

Toada

Zé Renato - Claudio Nucci - Juca

G Am7

Vem, morena, ouvir comigo essa cantiga F G C7M

Sair por essa vida aventureira

A7 D G/B Gm/Bb C G Tanta toada eu trago na viola prá ver você mais feliz Am7

Escuta o trem de ferro alegre a cantar F G C7M Na reta da chegada prá descansar

A7 D C G O coração sereno da toada, bem querer F# Bm

Tanta saudade eu já senti, morena

A D F# Bm C G Mas foi coisa tão bonita da vida, nunca vou me arrepender Am7

Morena, ouve comigo essa cantiga F G C7M Sair por essa vida aventureira

A7 D G/B Gm/Bb C G Tanta toada eu trago na viola prá ver você mais fe...liz

(14)

Quem Tem a Viola

Juca - Zé Renato - Xico Chaves - C. Nucci

D G/A E G/A Quem tem a viola prá se acompanhar D7M Não vive sozinho nem pode penar Dm7 G7 Bb C Tem som de rio numa corda de metal Em7 A7 D G/A Tem o mar no acorde final

Quem tem a viola prá se acompanhar Não vive sozinho nem pode penar

Dm7 G7 Bb C Tem tom de roupa quando seca no varal Em7 A7 D

Luz do sol quando cai no cristal G D/F# Em Ab7 D E7

Faz o luar brilhar, e o coração vazio G7M Bb Em7 A4/7 D Voa vadio feito uma pipa no ar

(15)

Tigresa

Caetano Veloso

Intr.: Bm

Bm Em Bm G Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel Bm Em A7 D E Uma mulher, uma beleza que me aconteceu

Bm E Bm F#m Esfregando sua pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu G A7 Bm

Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu Ela me conta, sem certeza, tudo que viveu

Que gostava de política em mil novecentos e setenta e seis E hoje dança no Frenetic Dancing Days

Ela me conta que era atriz e trabalhou no "Hair" Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar

Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão E a tigresa possa mais do que um leão

As garras da felina me marcaram o coração Mas as besteiras de menina que ela disse não

E eu corri para o violão, num lamento, e a manhã nasceu azul Como é bom poder tocar um instrumento

(16)

Sampa

Caetano Veloso

Intr.: Dm G5+/7 G7 C G5+/7

C Bm5-/7 E7 Am Am7M Am7 C7 Alguma coisa acontece no meu coração

F A7 Dm Que só quando cruza a Ipiranga com a avenida São João G7 G#° Am É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi D7/9

Da dura poesia concreta de tuas esquinas

Dm G7 Da deselegância discreta de tuas meninas

C C7 F7M F#° Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução C/G A5+/7 Dm G7/6 E7 A5+/7

Alguma coisa acontece no meu coração

Dm G5+/7 G7 C G5+/7 Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho

E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes quando não somos mutantes E foste um difícil começo, afasta o que não conheço E quem vem de outro sonho feliz de cidade

Aprende depressa a chamar-te de realidade

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas

Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Panaméricas de áfricas utópicas, túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi

E os novos baianos passeiam na tua garoa E os novos baianos te podem curtir numa boa

(17)

Alegria, Alegria

Caetano Veloso

Intr.: D G B7

E A B7 E Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento A D B7

No sol de quase dezembro, eu vou

E A B7 E O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas A D B7 E

Em Cardinales bonitas, eu vou

A B7 E A B7 A E Em caras de presidentes, em grandes beijos de amor

A B7 A E A B7 A C#m7 Em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigite Bardot F#m C#m7 F# C#m7 O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça B7

Quem lê tanta notícia

D A D E7 A Eu vou por entre fotos e nomes os olhos cheios de cores D G

O peito cheio de amores vãos B7 E A E Eu vou, por que não? Por que não?

A B7 E Ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui à escola A D B7

Sem lenço, sem documento, eu vou

E A B7 E Eu tomo uma coca-cola, ela pensa em casamento A D E7

E uma canção me consola, eu vou

E A B7 A E A B7 A E Por entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil A B7 A E A B7 A C#m7 Sem fone e sem telefone no coração do Brasil F# C#m7 F# C#m7 Ela nem sabe, até pensei em cantar na televisão B7

O sol é tão bonito

D A D E7 A Eu vou sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos D G B7

Eu quero seguir vivendo, amor E A E Eu vou, por que não? Por que não? E A E Por que não? Por que não? Por que não?

(18)

London, London

Caetano Veloso

Intr.: D A/C# Bm A

D A D I'm wondering round and round, nowhere to go G A D

I'm lonely in London, London, is lovely so

G A D Bm

I cross the streets without fear, everybody keeps the way clear G A D

I know there's no one here to say hello

I know they keep the way clear, I am lonely in London without fear I'm wondering round and round, nowhere to go

G A G A D While my eyes, go looking for flying soucers in the sky But my eyes, go looking for flying soucers in the sky Oh, Sunday, Monday, Autumn pass by me

And people hurry on so peacefully

A group approach the policeman, he seems so pleased to please them It's good to live at least and I agree

He seemed so pleased at least and it's so good to live in peace And Sunday, Monday years and I agree

REFRÃO

I choose no face to look at, choose no way I just happen to be here and it's ok

Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say

Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say

(19)

Partido Alto

E A E A E A E A Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega

E A G#7 C#m A E E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega ?, Deus dará, Deus dará Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega

E se Deus negar, eu vou me indignar e chegar, Deus dará, Deus dará E

Deus é um cara gozador, adora brincadeira

Bm7 E7 A Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro A#° E

Mas achou muito engraçado me botar cabreiro C#m F#m B

Na barriga da miséria nasci batuqueiro E

Eu sou do Rio de Janeiro

Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica Como é que pôs no mundo essa pobre coisica

Vou correr o mundo afora, dar uma canjica

Que prá ver se alguém me amarra ao ronco da cuíca E aquele abraço prá quem fica

Deus me deu mão de veludo prá fazer carícia Deus me deu muita saudade e muita preguiça Deus me deu perna cumprida e muita malícia Prá correr atrás da bola e fugir da polícia Um dia ainda sou notícia

Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio Pele e osso simplesmente, quase sem recheio Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio Dou paulada a três por quatro e nem me despenteio Que eu já tô de saco cheio

(20)

Você Não Entende Nada

Caetano Veloso

E A C#m F#m B7 E A E Quando eu chego em casa nada me consola, você está sempre aflita Lágrimas nos olhos de cortar cebola, você é tão bonita

A D Bm7 Você traz a coca-cola, eu tomo

E7 A D G#m C#7 F#m Você bota a mesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como B7 E A C#m F#m B7

Você não tá entendendo quase nada do que eu digo

E A C#m F#m B7 E E7 Eu quero é ir-me embora, eu quero dar o fora A B7 E E7 (1ª vez)

E quero que você venha comigo (2x)

Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento, você está tão curtida Eu quero é tocar fogo neste apartamento, você não acredita Traz meu café com suita, eu tomo

Bota a sobremesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como Você tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo Eu quero é ir-me embora, eu quero é dar o fora

(21)

Rapte-me, Camaleoa

Caetano Veloso

A G

Rapte-me, camaleoa, adapte-me a uma cama boa (F#m B)

Capte-me uma mensagem à toa De um quasar pulsando loa Interestelar canoa

(E D)

Leitos perfeitos, seus peitos direitos me olham assim Fino menino me inclino pro lado do sim

Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração Sem querer ser merecer ser um camaleão

A G A (G A) Rapte-me, camaleoa, adapte-me ao seu ne me quitte pas

(22)

Felicidade

Lupicínio Rodrigues

G7M Am7 Felicidade foi se embora

D9 G7M E a saudade no meu peito ainda mora E7 Am7 E é por isso que eu gosto lá de fora D9 G7M Porque sei que a falsidade não vigora G7M Am7 A minha casa fica lá de traz do mundo D9

Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar O pensamento parece uma coisa à toa

(23)

Qualquer Coisa

Caetano Veloso

Bm7 E7 Esse papo já tá qualquer coisa A C#7 F#7 Você já tá prá lá de Marraquesh Mexe qualquer coisa dentro doida Já qualquer coisa doida dentro mexe

G7M F#7 Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha G7M

Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa aranha F#7 Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha G7M B7M Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manhã C#m F#7 C#m F#7

Berro pelo aterro, pelo desterro B7M E7M B7M D° Berro por seu berro, pelo seu erro C#m F#7 C#m F#7 Quero que você ganhe, que você me apanhe G#7

Sou o seu bezerro gritando mamãe E7M Em7 Esse papo seu tá qualquer coisa Bm7

E você tá prá lá de Teerã E7

(24)

Menino Deus

Caetano Veloso

D A/C# Bm Menino Deus, um corpo azul-dourado Em Bm

Um porto alegre é bem mais que um seguro E7 A4/7

Na rota das nossas viagens no escuro D A/C# Bm Menino Deus, quando tua luz se acenda Em Bm

A minha voz comporá tua lenda

E7 A4/7 Am B7 C° E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve B7 Em Gm F#m Mas ouve a nossa harmonia, a eletricidade ligada no dia B7 Bb

Em que brilharias por sobre a cidade Menino Deus, quando a flor do teu sexo Abrir as pétalas para o universo

E então, por um lapso, se encontrar no anexo Ligando os breus, dando sentido aos mundos

E7 A4/7 E aos corações sentimentos profundos de terna alegria no dia (D G/D) Do menino Deus Do menino Deus D Do menino Deus A7 G F D No dia do menino Deus

(25)

Podres Poderes

Caetano Veloso

Intr.: A A

Enquanto os homens exercem seus podres poderes B/A

Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos D E7 F F#m E perdem os verdes, somos uns boçais Queria querer cantar setecentas mil vezes Como são ricos, como são ricos os burgueses E os japoneses, mas tudo é muito mais

C E7

Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América Católica F7M Bb7

Que sempre precisará de ridículos tiranos?

Será, que será, que será, que será, será que esta minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E adolescentes fazem o carnaval

Queria querer cantar afinados com eles

Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase Ser indecente, mas tudo é muito mau

Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais

Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais Será que apenas os hermetismos pascoais

E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede São tantas vezes gestos naturais

Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles de velam pela alegria do mundo

(26)

Eclipse Oculto

Caetano Veloso

Intr.: (A E)

E A E Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas A E

De perto fomos quase nada

Bm F#m G Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã F# F E

E desperdiçamos os blues do Djavan

Demasiadas palavras, fraco impulso de vida Travada a mente na ideologia

E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar Entre o inseto e o inseticida

A E A E

Não me queixo, eu não soube te amar A E A E

Mas não deixo de querer conquistar

A F# F A E Uma coisa qualquer em você, o que será? Como nunca se mostra o outro lado da lua Eu desejo viajar do outro lado da sua Meu coração galinha de leão não quer mais amarrar frustração

Ó eclipse oculto na luz do verão

Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o prelúdio

Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio Mas na hora da cama nada pintou direito

É, minha cara, falar, não sou proveito sou pura fama

REFRÃO

Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito Só não disse ao que veio, atrasado e aflito E paramos no meio sem saber os desejos aonde é que iam dar

E aquele projeto ainda estará no ar? Não quero que você fique fera comigo Quero ser seu amor, quero ser seu amigo

Quero que tudo saia como som de Tim Maia, sem grilos de mim

(27)

O Leãozinho

Caetano Veloso

Intr.: C C7M

(C C7M) G

Gosto muito de te ver, leãozinho Am Em

Caminhando sob o sol

F7M Bb (C C7M) Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só

Basta eu encontrar você no caminho

Am Ab C/G F#m5-/7 Um filhote de leão, raio da manhã

F7M Em Dm G7 Arrastando o meu olhar como um imã

Am Ab C/G F#m5-/7 O meu coração é o sol, pai de toda cor

F7M Em Dm G7 Quando ele lhe doura a pele ao léu Gosto de te ver ao sol, leãozinho De te ver entrar no mar

Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba

(28)

Não Identificado

Caetano Veloso

D G Bm Eu vou fazer uma canção prá ela Em A4/7 A7 D Uma canção singela, brasileira

G D G Para lançar depois do carnaval

D G Bm Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico Em A4/7 A7 D Um anticomputador sentimental G C

Eu vou fazer uma canção de amor

Cm7 Em Cm7 (A7) Para gravar num disco voador

Uma canção dizendo tudo a ela

Que ainda estou sozinho, apaixonado Para lançar no espaço sideral

Minha paixão há de brilhar na noite No céu de uma cidade do interior G C

Como um objeto não identificado Cm7 G C

Que ainda estou sozinho e apaixonado Como um objeto não identificado Para gravar num disco voador Eu vou fazer uma canção de amor Como um objeto não identificado

(29)

Lua de São Jorge

Caetano Veloso

D B7 E7

Lua de São Jorge, lua deslumbrante A7 D A7 Azul verdejante, cauda de pavão D B7 E7

Lua de São Jorge cheia, branca, inteira A7 Bm F#m Ó minha bandeira solta na amplidão

G Gm D B7 E7 A7 D Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração A F#7 B7

Lua de São Jorge, lua deslumbrante E7 A E7 Azul verdejante, cauda de pavão A F#7 B7

Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira E7 F#m C#m Ó minha bandeira solta na amplidão

D Dm A F#7 B7 E7 A E7 Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração Lua de São Jorge, lua maravilha

Mãe, irmã e filha de todo esplendor Lua de São Jorge brilha nos altares Brilha nos lugares onde estou e vou

Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor Lua de São Jorge, lua soberana

Nobre porcelana sobre a seda azul Lua de São Jorge, lua da alegria Não se vê um dia claro como tu

(30)

Força Estranha

Caetano Veloso

G Dm E7 Eu vi o menino correndo, eu vi o tempo

Am Brincando ao redor do caminho daquele menino F#° Em

Eu pus os meus pés no riacho e acho que nunca os tirei C D7

O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei Eu vi a mulher preparando outra pessoa

O tempo parou para eu olhar para aquela barriga

A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou O sol que atravessa essa estrada que nunca passou G B7

Por isso uma força me leva a cantar Em Dm G7 Por isso essa força estranha

C C#° G/D Em Por isso é que eu canto, não posso parar A7 D7

Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece Aquele que conhece o jogo do fogo, das coisas que são É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos Estive no fundo de cada vontade encoberta

E a coisa mais certa de todas as coisas não vale um caminho sob o sol É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol

(31)

Baby

Caetano Veloso

Intr.: ( D G )

D G D Você precisa saber da piscina

G D G D Da margarina, da Carolina, da gasolina G D G

Você precisa saber de mim D Bm Em A7 Baby, baby, eu sei que é assim Baby, baby, eu sei que é assim Você precisa tomar um sorvete

Na lanchonete, andar com a gente, me ver de perto Ouvir aquela canção do Roberto

Baby, baby, há quanto tempo Baby, baby, há quanto tempo Você precisa aprender inglês Precisa aprender o que eu sei

E o que eu não sei mais, e o que eu não sei mais Não sei, comigo vai tudo azul

Contigo vai tudo em paz

Vivemos na melhor cidade da América do Sul, da América do Sul Você precisa, você precisa

Não sei, leia na minha camisa Baby, baby, I love you

(32)

Meu Bem, Meu Mal

Caetano Veloso

Intr.: G/A A7/9-/11+ D6/9 C6/7 B6/7 B5+/7 G/A A7/9-/11+ D7M C#m5-/7 F#5+/7

Você é meu caminho Bm7 E7 Am7 Meu vinho, meu vício

D7/9 G7M C7/9 Desde o início estava você

D7M C#m5-/7 F#5+/7 Meu bálsamo benigno

Bm7 E7 Am7 Meu signo, meu guru

G#5-/7 G7M C7/9 Porto seguro onde eu vou ter F#m5-/7 B5+/7 Meu mar e minha mãe

E7 A6/7 A/G Meu medo e meu champagne

F#5-/7 B5+/7 Em7 Visão do espaço sideral Gm7

Onde o que eu sou se afoga F#m7 B7 Meu fumo e minha ioga Em7 A6/7 Você é minha droga D7M G#5-/7 Paixão e carnaval

G/A A7/9-/11+ D6/9 Meu zen, meu bem, meu mal

(33)

Sorte

Celso Fonseca - Ronaldo Bastos

Intr.: (D7M G#7/5- G7M C7/9) D7M G#7/5- G7M G/A D A7 Bb°

Tudo de bom que você me fizer Bm G7M A7 Faz minha rima ficar mais rara

D A7 Bb° O que você faz me ajuda a cantar Bm G7M A7

Põe um sorriso na minha cara D G#7/5- G7M C7/9 Meu amor, você me dá sorte Meu amor, você me dá sorte

D7M Meu amor, você me dá sorte na vida D A7 Bb° Quando te vejo não saio do tom Bm G7M A7 Mas meu desejo já se repara

D A7 Bb° Me dá um beijo com tudo de bom Bm G7M A7 E acende a noite na Guanabara Meu amor, você me dá sorte Meu amor, você me dá sorte

(34)

Vaca Profana

Caetano Veloso

Intr.: Am F G F C

C F C Am Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada Dm F C Escrevo assim minhas palavras na voz de uma mulher sagrada C D C# C

Vaca profana põe teus cornos prá fora e acima da manada 2x C D F

Ê, dona de divinas tetas, derrama o leite bom na minha cara C F C F C F

E o leite mau na cara dos caretas

Segue a "movida Madrileña", também te mata Barcelona

Napoli Pino, Pí, Pau, punks, picassos movem-se por Londres

Bahia onipresentemente, Rio e belíssimo horizonte 2x Ê, vaca de divinas tetas, la leche buena toda em mi garganta

La mala leche para los "puretas"

Quero que pinte amor Bethânia, Stevie Wonder, Andaluz Mais do que tive em Tel Aviv, perto do mar, longe da cruz

Mas em composição cubista, meu mundo Thelonius Monk's blues 2x Ê, dona das divinas tetas, quero teu leite todo em minha alma

Nada de leite mau para os caretas

Sou tímido e espalhafatoso, torre traçada por Gaudi

São Paulo é como um mundo todo, no mundo um grande amor perdi

Caretas de Paris e New York, sem mágoas estamos aí 2x Ê, vaca das divinas tetas, teu bom só para o oco, minha falta

E o resto inunde as almas dos caretas

Mas eu também sei ser careta, de perto ninguém é normal Às vezes segue em linha reta, a vida que é meu bem, meu mal

No mais, as "ramblas" do planeta, "Orchata de chufa, si us plau" 2x

Ê, deusa de assombrosas tetas, gotas de leite bom na minha cara

Chuva do mesmo bom sobre os caretas, la mala leche para los "puretas" Nada de leite mau para os caretas, e o leite mal na cara dos caretas

(35)

Você é Linda

Caetano Veloso

Colaboração Erro! Indicador não definido.

F#m7 C#m7 D7M G#m7 C#7(b9) Fontes de mel nuns olhos de gueixa, Kabuki máscara

D7M D#m7(b5) G#7 C#m7 F#7 Bm7 E7

Choque entre o azul, e o cacho de acácias, luz das acácias Você é mãe do sol A Tua coisa é toda tão certa, beleza esperta

Você me deixa a rua deserta, quado atravessa E não olha pra tras A C#m7 D7M Bm7

Linda e sabe viver, você me faz feliz Dm7 G7 A7M

Essa canção é só pra dizer e diz

Você é linda mais que demais Você é linda sim Ondas do mar do amor que bateu em mim

Você é forte dentes e músculos, peitos e lábios

Você é forte letras e músicas, todas as músicas que ainda ei de ouvir No Abaeté areias e estrelas, não são mais belas

Do que você mulher da sestrelas, minas de estrelas Diga o que você quer

Gosto de ver voê no seu ritmo, dona do carnaval

(36)

Desde Que o Samba é Samba

Caetano Veloso

Colaboração Erro! Indicador não definido.

Intr.: (D7M - A7) x2

D7M A7 D7M D7/9 G7M C7/9 F#7/13 B7/9 A tristeza é senhora, Desde que o samba é samba é assim

Em7 A7 Bm7 E7/9 A7 A lágrima clara sobre a pele escura, a noite e a chuva que cai lá fora D7M A7 D7M D7/9 G7M C7/9 F#7/13 B7/9

Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim Em7 A7/13 Bm7 E7/9 Mas alguma coisa acontece, no quando agora em mim Em7 A7 D7M A7

Cantando eu mando a tristeza embora (Repete tudo acima)

Em7 F#7 Bm7 C#7 O samba ainda vai nascer, O samba ainda não chegou F#m7 B7/9 Bm7 E7/9 O samba não vai morrer, veja o dia ainda não raiou Em7 F#7 Bm7 C#7 O samba é o pai do prazer, o samba é o filho da dor F#m7 B7 E7/13 E7/5M Em7 O grande poder transformador

(37)

Menino do Rio

Caetano Veloso

Colaboração Erro! Indicador não definido.

C7M Eb°

Menino do Rio, calor que provoca arrepio Dm G7 Dm G7

Dragão tatuado no braço, calção corpo aberto no espaço C C7 F Fm

Coração de eterno flerte, adoro ver-te C7M Eb°

Menino vadio, tensão flutuante do rio Dm G7 C

Eu canto para Deus proteger-te

A7 Dm7 G7 C7M O Havaí, seja aqui, tudo o que sonhares A7 Dm7 Eb° Em

Todos os lugares, as ondas dos mares Ab

Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo C7M Eb°

Menino do Rio, calor que provoca arrepio Dm G7 C7M

(38)

Lua e Estrela

Caetano Veloso

Colaboração Erro! Indicador não definido.

Intr.: C7M

Fm C7M Am Fm C7M Am Menina do anel, de lua e estrela, raio de sol, no céu da cidade, Gm7 C7 F7M Dm7 G7

Quem é você, qual o seu nome, conta pra mim, diz como eu te encontro,

Fm C7M Am Fm C7M Am Mas deixo ao destino, deixo ao acaso, quem sabe eu te encontro, de noite no baixo

Gm7 C7 F7M Dm7 G7

Brilho da lua, noite é bem tarde, penso em você, fico com saudade, Fm C7M Am Fm C7M Am Manhã chegando, luzes morrendo, neste espelho, que é nossa cidade Quem é você...

(39)

Faz Parte do Meu Show

Ladeira - Cazuza

Intr.: C7M F7M

( C7M Bb7M )

Te pego na escola e encho tua bola com todo meu amor Te levo prá festa e testo teu sexo com ar de professor

( Ab7M Db7M ) Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom

Se eu te escondo a verdade, baby, é prá te proteger da solidão C7M Ab7M C7M F7M

Faz parte do meu show, faz parte do meu show, meu amor 1 Confundo as tuas coxas com as de outras moças, te mostro toda a dor

Te faço um filho, te dou outra vida prá te mostrar quem sou Vago na lua deserta das pedras do Arpoador

Digo alô ao inimigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor REPETE 1

Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou

Vivo num clip sem nexo, um pierrot-retrocesso, meio bossa nova e rock'n roll C7M Ab7M C7M

Faz parte do meu show, faz parte do meu show, meu amor Ab7M C7M

(40)

Codinome Beija-Flor

Arias - Cazuza - Ezequiel

Intr.: A7M F#m7 D9 E4/7

A A7M A A7M Prá que mentir, fingir que perdoou

D7M E/D D7M Tentar ficar amigos sem rancor

E7 D7M E/D A emoção acabou, que coincidência é o amor Bm7 C#m7 D7M D/E F7M

A nossa música nunca mais tocou A A7M A A7M Prá que usar de tanta educação

D7M E/D F#m7 Prá destilar terceiras intenções

D7M E/D D7M E/D Desperdiçando o meu mel devagarinho, flor em flor Bm7 C#m7 D7M D/E F/G

Entre os meus inimigos, Beija-flor

C7M Bm7 E7 Am Em9/7 A7M Eu protegi teu nome por amor em um codinome Beija-flor

C7M E4/7 F7M G A7M Não responda nunca meu amor, nunca, prá qualquer um na rua, Beija-flor F7M G F7M G

Que só eu que podia dentro da tua orelha fria F7M G A7M

Dizer segredos de liqüidificador

F7M G F7M G Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor F7M G A7M

Prendia o choro e aguava o bom do amor F7M G7M A7M Prendia o choro e aguava o bom do amor

(41)

O Que Será ? (à flor da pele)

Chico Buarque

Intr.: Gm* Dm* Cm* Ebm Ebm7M Am5-/7 D7/9-Obs : * = m7M m7 m6

Gm Gm* O que será que me dá

Dm Dm* Que me bole por dentro, será que me dá Cm Cm* Que brota à flor da pele, será que me dá Ebm Am5-/7 E que me sobe às faces e me faz chorar D7/9- Gm Gm* E que me salta os olhos a me atraiçoar Dm Dm* E que me aperta o peito e me faz confessar Cm Cm* O que não tem mais jeito de dissimular Ebm Am5-/7 E que nem é direito ninguém recusar D7/9- Gm Gm* E que me faz mendigo, me faz suplicar Ebm Ebm* O que não tem medida nem nunca terá Bb/D C#° Cm O que não tem remédio nem nunca terá D7/9- Gm A5-/7 Dm O que não tem receita

Dm* Am Am* O que será que será, que dá dentro da gente e não devia B7/Eb Gm Gm*

Que desconcerta a gente, que é revelia Cm Em5-/7 Que é feito uma aguardente que não sacia A7 Dm Dm* Que é feito estar doente de uma folia Am Am* Que nem dez mandamentos vão conciliar Gm Gm* Nem todos os ungüentos vão aliviar

Cm Em5-/7 Nem todos os quebrantos, toda alquimia A7 Dm Dm* Que nem todos os santos, será que será Bbm Bbm* O que não tem descanso nem nunca terá

F/A Ab Gm A7 Dm B7 O que não tem cansaço nem nunca terá, o que não tem limite

Em Em* Bm Bm* O que será que me dá, que me queima por dentro, será que me dá Am Am*

Que me perturba o sono, será que me dá Cm F#m5-/7 Que todos os temores me vem agitar

B7 Em Em* Que todos os ardores me vem atiçar Bm Bm* Que todos os suores me vem encharcar Am Am*

(42)

Que todos os meus nervos estão a rogar

Cm F#m5-/7 Que todos os meus órgãos estão a chamar

B7 Em Em* E uma aflição medonha me faz implorar Cm

O que não tem vergonha nem nunca terá

G/B Bb° Am7 B7 Em O que não tem governo nem nunca terá, o que não tem juízo

(43)

Roda Viva

Chico Buarque

Am7 F7M E4 Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu

F/G C7M F#m4/7 E7 A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu A7 Dm7 G7 C

A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar

B° Am7 F7M E4/7 E7 Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá

Am7 F6 G7 Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão

Gm4/7 F#7/5- F6 E4/7 E7 Am7 O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente até não poder resistir Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há Mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira prá lá A roda da saia, a mulata, não quer mais rodar, não senhor Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou

A gente toma a iniciativa, viola na rua a cantar

Mas eis que chega a roda viva e carrega a viola prá lá O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade prá lá

(44)

João e Maria

Chico Buarque - Sivuca

Intr.: ( Am G )

Am Dm G C Agora eu era o herói e o meu cavalo só falava inglês Am Dm G7 C

A noiva do coubói era você além das outras três B7 Em

Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões

C7 F E7 Guardava o meu bodoque e ensaiava um rock para as matinês Am Dm G C

Agora eu era o rei, era bedel e era também juiz Am Dm G7 Gm A7 E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz Dm G7 C

E você era a princesa que eu fiz coroar

F A#7 E7 Am Que era tão linda de se admirar e andava nua pelo meu país Am E A7 Dm Não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo G C A#7 E7

Eu era o seu peão, o seu bicho preferido

Am E7 A Dm Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo

G C Dm E7 Am No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim Prá lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar

E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim

(45)

Valsinha

Chico Buarque

Intr.: Dm

A#° A7 Dm

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar A#° A7 Dm

Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar D7 Gm

E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar E7 E7/G#

E nem deixou-a só num canto, A7

Prá seu grande espanto, convidou-a prá rodar.

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar

Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça foram para praça e começaram a se abraçar E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos Como não se ouvia mais

Dm A#° A7 Dm Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz

(46)

Mulheres de Atenas

Chico Buarque

Intr.: D E/D G/D A/D D

D E7 G A7 Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas D E7 Gm/Bb D/A Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas

G7M A F#/A# Bm7 A7 D D7 Quando amadas se perfumam, se banham com leite, se arrumam, suas melenas

G7M A C#m5-/7 Bm7

Quando fustigadas não choram, se ajoelham, pedem, imploram A7 D

Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Sofrem por seus maridos, poder e força de Atenas

Quando eles embarcam, soldados, elas tecem longos bordados, mil quarentenas E quando eles voltam, sedentos, querem arrancar violentos

Carícias plenas, obcenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Despem-se pros seus maridos, bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho costumam buscar os carinhos de suas falenas Mas no fim da noite, aos pedaços, quase sempre voltam pros braços

De suas pequenas Helenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade, nem defeito, nem qualidade, tem medo apenas Não têm sonhos, só têm presságios, o seu homem, mares, naufrágios

Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas e as gestantes abandonadas não fazem cenas Vestem-se de negro, se encolhem, se conformam e se recolhem

Às suas novenas, serenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas

(47)

Tanto Amar

Chico Buarque

C G/B Gm/Bb F/A A7 Amo tanto, e de tanto amar acho que ela é bonita

D7 F/A G/B Tem um olho sempre a boiar, e outro que agita Tem um olho que não está, meus olhares evita E outro olho a me arregalar sua pepita

C E7 Am7 C7 F A metade do seu olhar está chamando prá luta aflita G7 F G7

E a metade quer madrugar na bodeguita

Se seus olhos eu for cantar, um seu olho me atura E outro olho vai desmanchar toda a pintura

Ela pode rodopiar e mudar de figura, A paloma do seu mirar virar miúra

É na soma do seu olhar que eu vou me conhecer inteiro Se nasci prá enfrentar o mar, ou faroleiro

Amo tanto, e de tanto amar acho que ela acredita Tem um olho sempre a pestanejar e outro me fita Suas pernas vão se enroscar num balé esquisito Seus dois olhos vão se encontrar no infinito

Amo tanto, e de tanto amar em Manáqua temos um chico Já pensamos em nos casar em Porto Rico

(48)

Cotidiano

Chico Buarque

Todo dia ela faz tudo sempre igual Dm

Me sacode às seis horas da manhã C

Me sorri um sorriso pontual

Bb A7 D° E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar Meio-dia eu só penso em dizer não Depois penso na vida prá levar E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde, como era de se esperar Ela pega e me espera no portão

Diz que está muito louca prá beijar E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz prá eu não me afastar Meia-noite ela jura eterno amor

Me aperta prá eu quase sufocar E me morde com a boca de pavor REPETE 1ª ESTROFE

(49)

Cálice

Chico Buarque - Gilberto Gil

E G# A Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice F#7 E/B B7 E

Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue C#m C#m7M C#m7 F#7/C# Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta A7M F#7/C# B7/6 B7/5+ E Mesmo calada a boca resta o peito, silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa, melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta, tanta mentira, tanta força bruta C#m C5M E/B F#/A# Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano A7M F#/A# B7/6 B7/5+ E Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa, atordoado eu permaneço atento

Na arquibancada, prá qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta, essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo, de que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno, nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado, quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça, minha cabeça perder teu juízo

(50)

Iolanda

Chico Buarque - Pablo Milanes

Intr.: ( G ) C/E D/F#

G C/G Esta canção não é mais que mais que uma canção D/F# G C D Quem dera fosse uma declaração de amor

G C

Romântica, sem procurar a justa forma

D G Do que me vem de forma assim tão caudalosa G C D G C/G Te amo, te amo, eternamente, te amo

G C/G D/F# G C/G D

Se me faltares nem por isso eu morro, se é prá morrer quero morrer contigo G C D G Minha solidão se sente acompanhada, por isso às vezes sei que necessito Teu colo, teu colo, eternamente, teu colo

G C/G D/F# G C/G D Quando te vi eu bem que estava certo de que me sentiria descoberto

G C D G A minha pele vai despindo aos poucos, me abres o peito quando me acumulas De amores, de amores, eternamente, de amores

G C/G D/F# G C/G D Se alguma vez me sinto derrotado eu abro mão do sol de cada dia

G C D G Rezando o credo que tu me ensinaste, olho teu rosto e digo à ventania G C D G

Iolanda, Iolanda, eternamente, Iolanda C/G D G

(51)

Flash Back

Dalto

Intr.: ( G G5+ G G5+ )

G G5+ G6 G7 Quando seu rosto aparecer à minha porta C Bm7 Em

E seu olhar simplesmente encontrar

Am7 Bm7 Cm7 D7/9 O meu sorriso dizendo bem-vinda, pode chegar Quase parada você vai entrar encabulada

Vendo que aqui pouca coisa mudou

Nós sentaremos sentindo que agora tudo, tudo passou C G/B Am

Acho que eu mereço ganhar Am7/G D7 O prêmio Nobel da paz C G/B Am Acho que eu preciso brindar Am7/G F C/E D7 D/C O nosso amor

Mas de repente eu me vejo sozinho E minha porta fechada pro amor Foi só um flash back

(52)

Muito Estranho

Dalto - Claudio Rabello

Intr.: G/D F/C E/B D# G Em C A7 D7 C G C

Hum! Mas se um dia eu chegar muito estranho D7 G C/D Deixa essa água no corpo lembrar nosso banho G G7 C

Hum! Mas se um dia eu chegar muito louco D7 G G7 Deixa essa noite saber que um dia foi pouco C G/B Am

Cuida bem de mim

D7 A C Então misture tudo dentro de nós

D7 G C/D Porque ninguém vai dormir nosso sonho

G C G/B Hum! Minha cara prá que tantos planos

Am D7 G C/D Se quero te amar e te amar e te amar muitos anos G C G/B

Hum! Tantas vezes eu quis ficar solto

Am D7 G G7 Como se fosse uma lua a brincar no teu rosto Cuida bem de mim

Então misture tudo dentro de nós Porque ninguém vai dormir nosso sonho

(53)

O Canto da Cidade

Tote Gira - Daniela Mercury

Intr.: D C/D

(D C/D)

A cor dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu BIS D

O gueto, a rua, a fé C G Eu vou andando a pé D F#m C G Pela cidade bonita D F#m O toque do afoxé C G E a força de onde vem D F#m Ninguém explica C G Ela é bonita Bm Em Ô ô, verdadeiro amor Bm Em

Ô ô, você vai onde eu vou BIS D F#m

Não diga que não me quer C G Não diga que não quer mais D F#m Eu sou o silêncio da noite C G

O sol da manhã

D F#m Mil voltas o mundo tem C G Mas tem um ponto final D F#m Eu sou o primeiro que canta C G

(54)

Meu Bem Querer

Djavan

Intr.: ( C7M Dm/C ) (C7M Dm/C)

Meu bem querer, é segredo, é sagrado Está sacramentado em meu coração

C7M B° Meu bem querer, tem um quê de pecado acariciado pela emoção

Am7 Em7 F7M E/G Meu bem querer, meu encanto, tô sofrendo tanto

Em7 Ab° G° D7/F# Fm6 C/E F/G E/G C7M Amor, e o que é o sofrer para mim que estou jurado prá morrer de amor

(55)

Sina

Djavan

Intr.: ( A D/A ) A D/A

Pai e mãe, ouro de mina A E7/G#

Coração, desejo e sina F#m7 C#m7 D7M Tudo mais, pura rotina, jazz D#° A

Tocarei seu nome prá poder falar de amor D/A A

Minha princesa, art-nuveau E7/G# F#m7

Da natureza, tudo o mais C#m7 D7M D#° Pura beleza, jazz

D/E C/D F#m7 A luz de um grande prazer é irremediável neon D/E D7/9 E7 Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon A D/A

O luar, estrela do mar

A E7/G#

O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria F#m7 C#m7

Desse front virá lapidar D7M O sonho até gerar o som

E7 A Como querer caetanear o que há de bom

(56)

Oceano

Djavan

Intr.: D9

D7M G7M G/A Assim que o dia amanheceu

Bb° Bm Bm7M Bm7 Lá no mar alto da paixão

Bm6 Am7 D7/9 Dava prá ver o tempo ruir Gm7 C7/9 F#m7 Cadê você, que solidão B7/9- E7/9 G/A Esquecerá de mim

D7M G7M G/A Enfim, de tudo que há na terra Bb° Bm Bm7M Bm7 Não há nada em lugar nenhum

Bm6 Am7 D7/9 Que vá crescer sem você chegar Gm7 C7/9 F#m7

Longe de ti tudo parou

B7/9- E7/9 G/A Ninguém sabe o que eu sofri

Dm C7/9 F7M Em7/5- A7/5+ Amar é um deserto e seus temores

Dm7 C7/9 F7M Vida que vai na sela dessas dores

Gm7 Am7 Bb7M Em7/9 A7/5+ Não sabe voltar, me dá teu calor

Dm C7/9 F7M Em7/5- A7/5+ Vem me fazer feliz porque eu te amo

Dm7 C7/9 F7M Você deságua em mim e eu oceano

Gm7 Am7 Bb7M Em7/5- A7/5+ Esqueço que amar é quase uma dor

D9 F7M G6/9 C D9 F7M G6/9 C D7M Só sei vi...ver se for por vo...cê

(57)

Flor de Lis

Djavan

Intr.: ( C7M Fm7M/A )

C7M Bm4/7 E7 Valei-me Deus, é o fim do nosso amor

Am7 D7/9 Gm7 C7/9 Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu F#m5-/7 B7/9- F7M Am7 Mas não sei o que fez tudo mudar de vez F#m5-/7

Onde foi que eu errei

B7/9- Em7 A7/5+ D7/9 G5+/7 Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei C7M Bm7/4 E7

Será, talvez, que minha ilusão Am7 D7/9 Gm7 Foi dar meu coração com toda força C7/9

F#m7/5-Prá essa moça me fazer feliz B7/9- F7M

E o destino não quis

Am7 F#m7/5- B7/9- Em7 Am7 Me ver como raiz de uma flor de lis Dm7 Fm7 C7M

E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira F/A Fm/Ab C7M

Morto na beleza fria de Maria

C7 F7M Bb7/9 Em7 E o meu jardim da vida ressecou, morreu

A5+/7 D7/9 G5+/7 C7M (G5+/7) Do pé que brotou Maria nem Margarida nasceu

(58)

Pavão Mysteriozo

Ednardo

Intr.: A

A G D A E

Pavão mysteriozo, pássaro formoso, tudo é mistério nesse teu voar A G D

Ah, se eu corresse assim, tantos céus assim A E A

Muita história eu tinha prá contar

F#m B F#m Pavão mysteriozo nessa cauda aberta em leque Dm Am E7

Me guarda moleque de eterno brincar Am Dm

Me poupa do vexame de morrer tão moço

Am E A A4 A5- A4 Muita coisa ainda quero olhar

REFRÃO

F#m Am Am/G Pavão mysteriozo, meu pássaro formoso G C

No escuro desta noite me ajuda a cantar Am Dm

Derrama essas faíscas, despeja esse trovão

Am E A A4 A5- A4 Desmancha isso tudo que não é certo não

A G D Pavão mysteriozo, pássaro formoso A E

Um conde raivoso não tarda a chegar

A A7 D Dm Não temas minha donzela, nossa sorte nessa guerra A E A

(59)

Fascinação

F. D. Marchetti - M. Feraudy

G7M F#7M G7M Os sonhos mais lin...dos sonhei

G/B Bb° Am7 D7 De quimeras mil um castelo ergui

Am7 D7 E no seu olhar, tonto de emoção,

Am7 A7/6 D#9 D9 Com sofreguidão mil venturas previ

O teu corpo é luz, sedução

Poema divino, cheio de esplendor C Bm7 A7/6 Teu sorriso prende, inebria, entontece Am7 D7 G7M

(60)

Romaria

Renato Teixeira

Intr.: (D/F# Gm6) (D G) D G D G É de sonho e de pó o destino de um só D F# Bm F# F#4 F# Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo

Bm E Bm E

É de laço e de nó, de gibeira e jiló Bm F# Bm

Dessa vida comprida a sol

G D/F# Em A D F# Bm Sou caipira, Pira...pora, Nossa Senhora de Aparecida

Bm/A G D/F# Em A D (D4 D D9) (D4/7) Ilu...mina a mina escura e funda o trem da minha vida

O meu pai foi peão, minha mãe, solidão

Meus irmãos perderam-se na vida à custa de aventura Descasei, joguei, investi, desisti

Se há sorte, eu não sei, nunca vi REFRÃO

Me disseram, porém, que eu viesse aqui

Prá pedir de romaria e prece paz nos desaventos Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar Meu olhar, meu olhar

(61)

Madalena

Ivan Lins - Vitor Martins

Intr.: ( C7M Dm7 )

C7M (Dm7 C7M)

Madalena, o meu peito percebeu que o mar é uma gota Gm7 C9

comparado ao pranto meu

F7M (Bb/C F7M)

Fique certa, quando o nosso amor desperta logo o sol se desespera Em A7

e se esconde lá na serra

Dm Dm/C Bm7 Madalena, o que é meu não se divide E7 Am7

Nem tão pouco se admite

Am7/G F#m7 B7 Quem do nosso amor duvide

E7M F#m7 G#m7 Até a lua se arrisca num palpite G7M

Que o nosso amor existe

C/D F/G Forte ou fraco, alegre ou triste

(62)

Casa no Campo

Zé Rodrix - Tavito

A

Eu quero uma casa no campo

A7M F#7 Onde eu possa compor muitos rocks rurais G Am7 Bm7

E tenha somente a certeza

C7M F A G/A Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar do tamanho da paz E tenha somente a certeza

D Dos limites do corpo de nada mais

Bm F#7

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim Bm D E7

Eu quero o silêncio das línguas cansadas

A A7 D D#°

Eu quero a esperança de óculos e um filho de cuca legal A F#m G D E7 Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê Bm D B Onde eu possa plantar meus amigos E7 A Meus discos e livros, e nada mais

(63)

Como Nossos Pais

Belchior

Bm7 E7

Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos A7 D

Quero lhe contar como vivi e tudo que aconteceu comigo Bm7 E7

Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa A7 D

Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa A7 G

Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina

A7 D A4/7 A7 Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens

D D7 G

Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua A7 D É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz G C7 D

Você me pergunta pela minha paixão

B7 Em A7 D Digo que estou encantada com uma nova invenção F#m G C7 D Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão B7 Em A7 D Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação F#m G E/G# A4/7 A7 Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração

D F#m G D F#m D Já faz tempo que eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida D F#m G E/G# A4/7 A7 Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais

D G D G Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos

D F#m G E/G# A4/7 A7 Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

D F#m G D F#m G Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não D F#m G E/G# A7

Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém

D G D G Você pode até dizer que eu 'tô por fora, ou então que eu 'tô inventando D F#m G E/G# A

Mas é você que ama o passado e que não vê D F#m G É você que ama o passado e que não vê E/G# A7

Que o novo sempre vem

D G D F#m G Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude

D F#m G E/G# A4/7 A7 Tá em casa guardado por Deus contando vil metal

D G D G Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo que fizemos D F#m G E/G# A7

Ainda somos os mesmos e vivemos

D F#m G E/G# A4/7 A7 Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

(64)

O Bêbado e a Equilibrista

João Bosco - Aldir Blanc

A A7M A7M/6 Caía a tarde feito um viaduto

Em/C# F#7 Bm7 E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos Bm Bm7M Bm7

A lua tal qual a dona do bordel

E7 Bm7 E7 A7M F#7/5+ Bm7 Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel

E7 A Bm7 C#m7 D7M A7M/6 E nuvens lá no mata-borrão do céu

Em/G F#7 Em/C# F#7 Bm7 Dm7 G7/6 Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco

C#m7 F#m7 B7/6 B7/6-O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil

Bm7 Em7/9 A7M E7

Prá noite do Bra...sil, meu Brasil A A7M A7M/6 Que sonha com a volta do irmão do Henfil

Em/C# F7M Bm7M Com tanta gente que partiu num rabo de foguete Bm7 Bm7M Bm7

Chora a nossa pátria mãe gentil

E7 Bm7 E7 A7M F#7/5+ Bm7 E7 Choram marias e clarisses no solo do Brasil

A Bm7 C#m7 D7M A7M/6 Em/G F#7 Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente

Em/C# F#7 Bm7 Dm7 G7/6 C#m7 A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha F#m7 B7/6 B7/6- Bm7 Em7/9 C#° E° E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car

Dm7 G7/6 C#m7 Azar, a esperança equilibrista

F#m7 B7/6 B7/6- Bm7 E7 A7M Sabe que o show de todo artista tem que conti...nu...ar

(65)

Canteiros

Fagner - Cecília Meireles

Intr.: D G

D A Bm Bm/A G D Quando penso em você fecho os olhos de saudade A G F# A/B A7 Tenho tido muita coisa, menos a felicidade

D A Bm Bm/A G D Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento A F# A/B Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento D7 G C7 F

Pode ser até manhã, cedo claro feito dia

Gm A Dm Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria D7 Gm C7 F Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa

Gm A Dm Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza (Dm Dm/C Dm/B Dm/Bb)

Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida,

Pois se não chega a morte ou coisa parecida E nos arrasta moço, sem ter visto a vida

(66)

Revelação

Clodô - Clésio

Intr.: ( Am Am/G F7M E4 E7 ) Am Am/G F7M Um dia vestido de saudade viva G E4 E7

Faz ressuscitar

Am Am/G F7M Casas mal vividas, camas repartidas G E F#m G° E7/G#

Faz se revelar

A C#m Em7 A7 D Dm Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar

A F#m B4/7 B7 Sentimento ilhado, morto, amordaçado

Bm E7 A (Am) Volta a incomodar

Referências

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