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ACADOC Apresenta A CHAVE DO REI

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Academic year: 2021

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A CHAVE DO REI

Uma Obra de Carlos José Soares

O Reino de ESPERANÇA possui um Rei. Esse nobre, fora um mero plebeu, até marginalizado. Lutou a vida inteira pelas classes menos favorecidas, conquistando espaço no coração do povo, até ser aclamado e se tornar Rei.

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A CHAVE DO REI

Uma Peça de Carlos José Soares

Revisão Literária de Nonata Soares

O Reino de ESPERANÇA possui um Rei. Esse nobre, fora um mero plebeu, até marginalizado. Lutou a vida inteira pelas classes menos favorecidas, conquistando espaço no coração do povo, até ser aclamado e se tornar Rei.

O POVO:

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Como Rei, acabou sendo “engolido” pela pressão política, causando-se indiferente ao sofrimento e as dores daqueles que o levaram ao Trono. No entanto, ele possui uma chave, capaz de abrir um grande baú, no qual se guarda a solução para o final de todos os problemas, em todos os Reinos da Terra. Na verdade, ele só poderá usar essa chave, quando receber a determinação de um anjo...

PRIMEIRA PARTE

O REI ENTRA EM CENA, DE PIJAMAS...

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- Sou assim. Vim do nada e hoje sou Rei! Não fui poeta, nem sou... Mas fui e sou um sonhador. Crio e faço da minha criação, a minha inspiração. Gero fantasias, eu sei. Ainda há tempo, mas não sei como fazer... Tudo me parece tão distante. Não suporto mais essa guerra! Esse barulho insuportável, tiros por todos os lados. Quando vão compreender que a paz é o melhor? Sou um homem cansado. Não tenho tanta idade assim, mas o mundo pesa sobre os meus ombros.

ENTRE EM CENA A RAINHA, CARREGANDO UMA BACIA DE ROUPA (LATÃO):

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- Sou apenas um complemento

nesse inconstante fascínio

chamado vida! Não faço mais nada a não ser esperar. Sou uma representante do povo. Mas os povos estão confusos. Desperta sobre todos eles, o desejo do domínio da Terra, e não se instala em lugar algum. O coração deles é medo, sob a capa da coragem, que os incentiva a guerrear. Pari tantos filhos e todos estão mortos, tive tantos maridos e continuo viúva. Defendi tantas causas e hoje estou nos bancos dos réus. Nunca matei, mas tenho sobre minha cabeça uma arma, prestes a disparar. Preciso prestar atenção.

ANA É COROADA RAINHA, CASANDO-SE COM O REI:

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Os dois congelam. Cada um no extremo oposto do palco. Entre os dois surge o “BOBO DA CORTE”, dizendo:

- Não se assustem! Não duvidem do bom senso! A lógica da magia está na inconsciência do absurdo. Olhai! Olhai! Sois tão louco quanto os outros loucos. Nada sois, porém, além de poetas insanos. Santos Profanos! Águia ferida em seu orgulho. Voem! Se libertem!

Façam dessa mágica, a

renovação. Não morram! Nem que uma bala de canhão vos atinja! Não desistam! Viva o Rei! Viva o Rei!

SAI DANDO CAMBALHOTAS E GRITANDO: VIVA O REI!

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NO TELÃO, CENAS DA CIDADE GRANDE. O POVO SOFRENDO,

TRABALHANDO, SE

DIVERTINDO, SE DROGANDO,

MATANDO, ROUBANDO,

BUSCANDO DEUS NOS MAIS

DIVERSOS TEMPLOS E

RELIGIÕES. FILAS DOS HOSPITAIS, TIROTEIOS, ETC... TUDO ESCURO. A LUZ SURGE. EM CENA OS DOIS

PROFETAS: MARCONI E

HELENO. OS PROFETAS

CARREGAM EM SUAS MÃOS, DOIS LAMPEÕES.

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- Custa-me acreditar que tudo isso possa ser verdade! Imaginastes algo parecido?

MARCONI:

- Em nenhum momento. Aqueles velhinhos que morreram, sem que qualquer pessoa atendesse! Haja fé para continuar a profetizar. Nunca pensei que tanto pudesse me surpreender. O que fazer? Faço minhas as suas palavras, é muito difícil acreditar... E o caríssimo ainda não soube?

HELENO:

- Não. Do que se trata? MARCONI:

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- Certamente não conseguiremos nos aposentar. Não nos pertencerá mais essa graça. Ainda bem que não somos casados...

HELENO:

- Mas por que, meu Santo Profeta? Quero ver o mundo cor de rosa. Sei que parece uma utopia, mas é real o meu sonho. Confuso como a mente de um desvairado, mas real. Hoje já não sei o caminho do vento. (...)

(...) Não sei quais são os mistérios e as infâmias que uma simples criança precisa provar, mas é real essa dor. Tal qual como um temporal que nos faz pensar na

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loucura da alma, a se perder entre paixões e vendavais!

MARCONI:

- Morre com o homem o que ele gerou... Já não há mais compaixão com as viúvas, nem tão pouco consciência com os idosos.

Mesmo os jovens, estão

desprezados e não recebem nada que realmente o valha. É cada governante por si e o povo por ele mesmo! A fé esfriou como o previsto, e nada mais resta, senão... É melhor pedir a Deus, que todas as viúvas estejam bem velhas, quebradas, cheias de filhos. Que fiquem loucas, as pobres. Certamente encherão a Terra com futuros miseráveis! Queira nos perdoar nosso Senhor!

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HELENO:

- Meu amado e querido irmão. Coloquemos nossa fé em ação. Prevemos tantas desgraças! Há em seus pensamentos uma só que seja um bálsamo de fé, esperança e amor?

MARCONI:

- Encontraremos um paraíso! HELENO:

- Onde e quando irmão? MARCONI:

- Temos duas opções. A primeira após a nossa morte, no infinito da

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sabedoria de Deus. A outra quando tudo na Terra estiver morto e ela for reconstruída. Mas não sei quem irá de fato desfrutar. Hoje a fé e a dedicação são instrumentos esquecidos. Falta consciência, meu sábio Profeta!

HELENO:

- Sinto um frio! Há quem diga que oramos em vão. Já não são tão perfeitos os que pregam a fé. E o dinheiro? O ouro domina a Palavra, seja pela letra... ou...já nem sei, pois o espírito parece

adormecido aos olhos da

esperança. O perdão já não é praticado, e a caridade, em nenhuma instância é lembrada. MARCONI:

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- É verdade. Alguns dizem que o Messias ainda não passou na terra. Por outro lado, muitos pregam salvação sob o seu nome! Veja irmão, quanto dinheiro... Meu Deus! E a fome? Por que não é saciada?

TUDO ESCURO. UMA LUZ ATRAVESSA O PALCO, E A VOZ DE UM ANJO REVELA:

- Jesus está com frio! Está com fome e sede! Está doente, preso e acorrentado. Está sendo vítima de atrocidades, as mais absurdas e dolorosas. E tudo porque o homem insiste em ser ignorante. Haverá um grande temporal, no qual almas serão lavadas.

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O POVO INVADE O CASTELO DO REI:

- QUEREMOS PÃO! QUEREMOS PÃO!

O REI:

- Nossa! Como são repetitivos! Nada posso fazer. Tenho minhas limitações! Se há alguma coisa que eu possa fazer que me digam...

ANA, A RAINHA, ENCONTRA-SE COM O FEITICEIRO RENAN:

- Meu querido Renan. Explica-me como pode. Perdi tudo em tão pouco tempo. O que houve? Já

Referências

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