Informe Linha 4INFORME LINHA 4 | 01 Edição #7 / Ano 2
Informe
do metrô
Linha 4
Reflorestamento
CCRB planta milhares de espécies da Mata Atlântica em parque nacional. Pág. 9INTERVENÇÕES NO LEbLON Pág. 10
Bairro tem novas alterações de trânsito. bIbLIOTEcA RubEM FONSEcA Pág. 11
Escritor batiza projeto de estímulo à leitura.
MEDALHISTA PARALÍMPIcO NA bARRA Pág. 12
Auxiliar administrativo ganhou o bronze em Sydney. TRANSFERÊNcIA DE cONHEcIMENTO Pág. 3
Estudantes de Engenharia fazem curso na Linha 4.
Obras descortinam tesouro arqueológico
Continua nas páginas 6 e 7
FVD Studio
Divulgação CCRB
Quem passa pela Leopoldina, no Centro do Rio de Janeiro, não imagina os tesouros que existem sob a região. Durante o trabalho de arqueologia desenvolvido nas obras da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema), foram encontradas mais de 200 mil peças, inteiras ou fragmentadas, que remontam ao Rio dos séculos XVII, XVIII e XIX.
“Podemos estar diante do mais importante sítio arqueológico da cidade. A quantidade e a qualidade do material encontrado são impressionantes”, afirma Cláudio Prado de
Mello, arqueólogo responsável pelo trabalho de pesquisa no sítio arqueológico Matadouro Imperial.
Um dos objetos encontrados por Cláudio e sua equipe – que conta com 26 profissionais, entre arqueólogos, historiadores, biólogos e ajudantes –, foi uma escova de dentes em marfim e osso com a inscrição em francês: ”S M L’EMPEREUR DU BRESIL“ (Sua Majestade, o Imperador do Brasil). Acredita-se que ela pertenceu a Dom Pedro II ou outro membro da família real portuguesa, que vivia ali perto, em São Cristóvão.
EXPEDIENTE
Esta publicação é de responsabilidade da Concessionária Rio Barra.
Redação e edição: FSB Comunicações Projeto gráfico e diagramação: Marcelo Medeiros TIRAGEM: 100.000 exemplares
cONSÓRcIO cONSTRuTOR RIO bARRA
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Telefax: (21) 3389-2100
Responsável pela obra entre Barra da Tijuca e Gávea
cONSÓRcIO cONSTRuTOR LINHA 4 SuL
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Responsável pela obra entre Ipanema e Leblon
A Linha 4 do Metrô do Rio de Ja-neiro – que ligará a Barra da Ti-juca a Ipanema – vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa.
Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e, aproximadamente, 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no primeiro semestre de 2016,
após passar por uma fase de testes. “O Governo do Estado do Rio de Ja-neiro está implantando a Linha 4 do Me-trô porque são inquestionáveis a eficiência deste sistema de transporte e sua impor-tância para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. O metrô tem enorme capacidade de transporte de passageiros e traz melho-rias ao trânsito e ao meio ambiente, reti-rando veículos das ruas. Trata-se da rea-lização de um antigo sonho dos cariocas. A população do Rio de Janeiro será bene-ficiada pela obra, que vai integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodi-dade e segurança”, afirma o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner.
Com a nova linha, o passageiro poderá seguir, sem baldeação, do Jardim Oceâni-co, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca.
O trajeto Barra–General Osório será feito em 15 minutos, e o Barra–Tijuca, em 50 minutos.
Sobre o
empreendedor
A Concessionária Rio Barra é responsável pela implantação de toda a Linha 4 do Metrô do Rio, e é constituída por dois consórcios construtores: o Linha 4 Sul,
responsável pela obra entre Ipanema e Gávea, e o Rio Barra, que constrói o trecho entre a Gávea, incluindo a estação, e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.
Trajeto da Linha 4
Barra—nossa Senhora da Paz: 13min15seg
nossa Senhora da Paz—Carioca: 18min
Gávea—Barra: 9min50seg
Antero de Quental—Barra: 9min31seg
Tempo de viagem entre as estações
Jardim de Alah—Barra: 11min11seg
General osório—Barra:15min31seg
Antero de Quental—Carioca: 24min
Barra—Uruguai: 50min58seg
Gávea—Leblon: 3min01seg
Barra—Pavuna:1h20min, com transbordo
Jardim oceânico—Carioca:34min
15
minutos
Tempo
estimado
Linha 4 do Metrô vai transportar mais de 300 mil passageiros por dia a partir de 2016
barra–Ipanema em 15 minutos
Linha 4 transfere conhecimento
para estudantes de Engenharia
Estudantes de Engenharia Civil e Mecânica do Rio de Janeiro estão aprendendo na prática como se tira do papel projetos de grande porte e alta complexidade. A Concessionária Rio Barra, o Consórcio Linha 4 Sul e o Consór-cio Construtor Rio Barra, responsáveis pela construção da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema), maior obra de infra-estrutura metroviária do Brasil, criaram o Programa Transferência de Conhecimento (PTC), do qual participam as universida-des UFRJ, UFF, UERJ e PUC-Rio. A pri-meira turma, com 60 alunos, começou em 19/10 no canteiro administrativo do Jardim de Alah. A segunda, com 16 graduandos e pós-graduandos em Engenharia Civil da PUC-Rio, começou em 09/11 no canteiro administrativo do Jardim Oceânico.
Pela primeira vez no país é realiza-da uma iniciativa com vistas a divulgar e transferir informações sobre a maciça mobilização de um megaprojeto, que re-quer engenharia avançada. O objetivo é compartilhar a vivência profissional não só das técnicas de engenharia, mas de ou-tras atividades essenciais à execução de um megaempreendimento, como logística de equipamentos, ações ambientais, recursos humanos, comunicação com a
comunida-Alunos aprendem na prática como executar com gestão eficiente um projeto de alta complexidade FVD Studio
de do entorno e até a criação de refeitórios e cozinhas industriais para milhares de tra-balhadores.
“Este conhecimento precisa ser trans-ferido aos futuros profissionais, de modo que eles cheguem mais bem preparados e desafiados ao mercado de trabalho”, expli-ca Marcos Vidigal do Amaral, Diretor de Contrato do Consórcio Linha 4 Sul e ide-alizador do programa.
Lúcio Silvestre, diretor de contrato do Consórcio Construtor Rio Barra, avalia que os alunos vão se beneficiar com as au-las e visitas aos canteiros. “Uma obra com-plexa como esta exige não apenas cálculos dos engenheiros, mas administração e ges-tão como um todo. Nos conhecimentos de Engenharia são aplicados e utilizados elementos de gestão para a melhor perfor-mance do projeto”, explicou aos estudantes.
Alunos receberão certificado ao fim do curso
O Programa Transferência de Co-nhecimento (PTC) tem duração de 52 horas/aula. Ao final das au-las, os alunos serão divididos em grupos para a realização de um trabalho de conclusão. A equipe que apresentar o melhor trabalho será premiada. Os alunos receberão ainda um certificado de parti-cipação. O programa será mantido até a Linha 4 do Metrô entrar em operação, no primeiro semestre de 2016.
Fernando Azevedo, pós-graduando
de Engenharia Civil na PUC-Rio, vê o PTC como uma chance de aprender na prática o que vem estudando. “Penso em fazer minha dissertação na área de túneis, modelagem, e este curso será valioso para mim”, avaliou.
Renata Ferraiuoli, estudante de En-genharia Civil da UFF, acredita que está diante de uma oportunidade importantís-sima para sua formação profissional. “Es-tou muito animada com o que vou
apren-der”, afirmou. Graduandos e pós-graduandos em aula K
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K
atarine Almeida
‘Tatuzão’ entra em fase de testes
TBM foi batizado de ‘Bárbara’ pelos colaboradores
O Tunnel Boring Machine (TBM), o ‘Tatuzão’, que vai perfurar os tú-neis da Linha 4 do Metrô entre a Estação General Osório e a Gávea, entrou em fase de testes no final de outu-bro. A previsão é que neste mês de deze-bro o equipamento comece a construir os túneis do metrô partindo da caverna sub-terrânea construída ao lado da General Osório, em Ipanema.
As aduelas (anéis de concreto que for-marão os túneis), que estão sendo pro-duzidas na Leopoldina, começaram a ser
levadas para a caverna. Até agora foram fabricados mais de 600 anéis, que corres-pondem a mais de 1km de túnel.
construção das estações
Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipa-nema, é executada a concretagem da laje de um dos dois acessos e estão sendo construídas as lajes intermediária e de cobertura (teto da estação). Quando fina-lizado esse serviço, a superfície da praça será recomposta e as escavações
continu-Mais de 6 mil metros de
túneis escavados
No trecho Barra da Tijuca–Gávea, a construção dos túneis do metrô se dá pelo método New Austrian Tun-nelling Method (NATM) – Drew and Blast, com detonações controladas em rocha. Iniciadas em 2010, as escavações já abriram mais de 6 mil metros de túneis. O serviço acontece 24 horas e em quatro dire-ções ao mesmo tempo: Barra–São Conra-do; São Conrado–Barra; Gávea–São
Con-rado; e São Conrado–Gávea.
Além dos túneis, os profissionais da Li-nha 4 trabalham em ritmo acelerado na Es-tação São Conrado. Totalmente escavada, as equipes se dedicam agora à construção das plataformas e salas técnicas, de onde a futura estação será operada. Ao mesmo tempo, estão em execução dois dos três acessos da estação.
A Estação Jardim Oceânico, na Barra,
Shaft do acesso Rocinha da Estação São Conrado é aberto
arão no subsolo. Já na Praça Antero de Quental, no Leblon, foram iniciadas as escavações da estação e acontecem tam-bém os serviços de Jet Grouting, técnica de impermeabilização e estruturação do solo, além da construção das paredes dia-fragma (paredes da estação) e remaneja-mento de redes.
No canteiro da Estação Jardim de Alah, estão sendo feitas as paredes diafragma, a instalação de cortinas de proteção aos prédios do entorno, além do Jet Grouting e remanejamento de redes.
Antero de Quental estoque de aduelas (Leopoldina)
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nossa Senhora da Paz
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Barra da tijuca São Conrado
K atarine Almeida K atarine Almeida Gávea K atarine Almeida
está com as paredes diafragma (paredes de contenção) prontas e é escavado o corpo da estação, além da construção dos dois aces-sos na Avenida Armando Lombardi.
Já no canteiro de obras da Estação Gá-vea, instalado em parte do terreno do es-tacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), acontecem os serviços de Jet Grouting e de remanejamento de redes subterrâneas.
Equipe de arqueologia
acompanha a execução das obras
Peças do passado do Brasil foram
encontradas no terreno da Aveni-da Francisco Bicalho, ao lado Aveni-da antiga estação de trens da Leopol-dina, onde o Consórcio Linha 4 Sul insta-lou a fábrica de aduelas que serão utiliza-das pelo ‘Tatuzão’.
Em todo o empreendimento da Li-nha 4 do Metrô, a equipe de arqueologia acompanha as obras, para o caso de apare-cer algum material nas escavações. Na Le-opoldina o serviço foi intensificado, pois já se tinha notícia da existência do sítio arqueológico, apesar de, até então, nunca terem sido feitas prospecções no local.
A História mostra que a região da atual Leopoldina servia como local de descarte de resíduos vindos do Palácio da
Quinta da Boa Vista, próximo dali. Além da escova de dentes, foram encontrados frascos de perfume, canecas com o brasão da família real e joias dos nobres.
“Entre 50cm e 2,5m da superfície, en-contramos peças de louça, vidro, porcela-na, couro e até ouro. Com este trabalho é possível reconstituir o passado desta re-gião”, diz o arqueólogo Cláudio Mello.
Resgatados com extremo cuidado, os materiais estão sendo catalogados e serão enviados a uma instituição de pesquisa arqueológica escolhida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacio-nal (IPHAN). Também houve parceria do Consórcio com o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), representa-do pelo diretor-geral Paulo Vidal.
Os primeiros habitantes da região da Leopoldina foram índios que procuravam as águas calmas e quentes do Saco de São Diogo para caçar e pescar. Pesquisas indicam que ali perto, na área do Gasômetro, vivia a tribo de Araribóia e que, após a chegada dos franceses ao Rio de Janeiro, por volta de 1570, foram levados para Niterói.
Mais tarde, D. João VI decidiu se mudar do Paço da Cidade (Praça XV) para São Cristóvão, fato que determinou as profundas mudanças pelas quais o local passou. Por volta de 1808, começou-se a fazer um aterro que facilitaria o caminho do Rei e de seus súditos: o “Caminho das Lanternas” ou o “Aterrado das Lanternas” (onde era instalada uma espécie de poste para iluminar o trajeto) seguia da região da atual Central do Brasil até São Cristóvão.
No meio do caminho estava o Largo do Matadouro, atual Leopoldina. Ali existiu, entre 1853 e 1881, o local oficial do abate de animais que era controlado pelo poder público. O Matadouro Imperial de São Cristóvão foi inaugurado em 1853 e foi utilizado ativamente até passar a incomodar pelo mau cheiro e abutres que perseguiam os restos de animais.
Em 1881, o matadouro foi transferido para a antiga Fazenda dos Jesuítas, em Santa Cruz, e os pavilhões da região da Leopoldina, foram demolidos. O único
remanescente das construções é o pórtico neoclássico de acesso que pode ser visto na atual Praça da Bandeira, na entrada da Escola Nacional de Circo.
120 Peças de louça e porcelana do século XIX
110 Garrafas e recipientes de Stoneware
Tipo de cerâmica muito resistente pro-duzida na Alemanha e que começou a ser exportada para o Brasil, Londres e EUA em 1853. Na época, o produto exportado era a água da fonte de Nassau – conhe-cida por ser muito pura e acreditava-se que curava todos os males –, que vinha dentro das peças de Stoneware.
80 Garrafas de vidro branco e 60 Garrafas de vidro colorido importados do século XIX Pastas de dentes
6 Garrafas com conteúdo preservado
Algumas garrafas e frascos encontrados intactos ainda guardam seus produtos, como perfumes, produtos químicos etc.
Os achados mais
importantes
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Cachimbo com figura turca expressiva
Cláudio Mello, arqueólogo responsável FVD Studio
60 Cachimbos europeus, africanos e indígenas dos séculos XVII, XVIII e XIX
Alguns podem ser até de período pré--histórico.
2 Peças de ouro
Um anel oco com vidro imitando uma pedra preciosa, exatamente como os produzidos durante o Império Romano. Material será estudado para tentar desco-brir se veio de Roma ou se é uma peça do século XIX reproduzindo as joias do Im-pério Romano. O outro é um alfinete de gravata de ouro maciço do século XIX.
5 Peças de couro e tecido
30 Moedas dos períodos Imperial e Republicano
Calçada pé-de-moleque
Era o calçamento do antigo Matadouro Imperial de São Cristóvão, que funcio-nou entre 1853 e 1881.
15 escovas de dente em osso e marfim
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O Consórcio Construtor Rio Bar-ra, responsável pelas obras da Li-nha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) entre a Barra da Tijuca e a Gávea, plantou cerca de 2.500 mudas de dez espécimes da Mata Atlântica na en-costa dos morros do Matheus e do Rama-lho, no Parque Nacional da Tijuca, próxi-mo à Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá. A ação faz parte da compensação ambiental estabelecida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA).
Entre as mudas estão Jatobá, Ipê-roxo, Paineira Rosa e Angelim do Campo. O lo-cal foi escolhido por se tratar de uma área devastada e hoje em processo de reflores-tamento. Após o término do plantio das mudas, a empresa contratada pelo con-sórcio para realizar o serviço continuará dando suporte e realizando a manutenção do replantio até que se completem 36 me-ses, para garantir a sobrevivência e suces-so do reflorestamento.
Espécies nativas são plantadas
Parque Nacional da Tijuca recebe as mudas
Atividades como essa são de grande im-portância para a saúde dos ecossistemas, pois a recuperação de um ambiente de-gradado permite a manutenção da bio-diversidade do local e a redução de gases
que intensificam o efeito estufa.
A ação faz parte da parceria entre o Con-sórcio Construtor Rio Barra e o Institu-to Chico Mendes. O Consórcio também mantém bromélias no Jardim Botânico.
Divulgação CCRB
Cerca de 2.500 mudas de espécimes da Mata Atlântica foram as escolhidas para o plantio nos morros
Divulgação CCRB
A segurança como um valor
nos canteiros de obra
Funcionários são alertados para os cuidados com as mãos durante o trabalho
O Consórcio Construtor Rio Barra realizou em setembro a 3ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), que desta vez teve como tema “Cuidados com as mãos”. Durante cinco dias, funcio-nários assistiram a palestras e participa-ram de dinâmicas para ampliar o enten-dimento de segurança não como um fator qualquer, mas como um valor no ambien-te de trabalho.
“É uma grande satisfação quando os colaboradores nos procuram para elogiar, tirar dúvidas e falar que não sabiam que a segurança era tão importante no ambien-te de trabalho”, afirmou o coordenador de segurança do trabalho e organizador da SIPAT, Roberto Mauro.
O momento mais emocionante da se-mana foi a palestra de encerramento, que
reuniu cerca de mil pessoas no Canteiro Administrativo Central. O palestrante Wesley Almeida, técnico em segurança do trabalho e bacharel em Direito, que perdeu os dois braços enquanto prestava serviços de manutenção elétrica em uma siderúrgica de Minas Gerais, ressaltou a importância do comprometimento de to-dos para que as obras da Linha 4 do Metrô tenham zero como número de incidências em suas frentes de serviço.
“Compartilhar a segurança é você di-zer para o seu companheiro de trabalho, em determinada atividade que vocês esti-verem executando, que ele só a faça se for segura. A responsabilidade está nas mãos de cada um de nós. Não façam como eu fiz. Sigam todas as normas e os proce-dimentos e não deixem de usar o Equi-pamento de Proteção Individual (EPI).
Carrego a consequência de um acidente e não quero que ninguém passe pelo o que passei”, contou Wesley.
Para o engenheiro coordenador de tú-neis do CCRB, Luigi d’Ayala, o debate so-bre a segurança no processo produtivo é de extrema importância nos trabalhos do Consórcio. “As boas práticas nos trazem um ganho que não tem valor. Faço um apelo para que o que conversamos hoje ecoe em nós o tempo todo”, pediu Luigi aos funcionários.
O armador Francisco de Chagas Brito contou que já tinha cuidado, mas agora terá “o triplo”. “Temos que trabalhar com segurança e nos preocuparmos com a do nosso colega. É muito importante a SIPAT porque, com o tempo, há o risco de cair na rotina e deixarmos de fazer todos os pro-cedimentos adequados”, disse.
Anna Car
olina P
er
eir
Rubem Fonseca batiza projeto
de estímulo ao hábito de leitura
Com o objetivo de estimular o hábito de leitura entre os cerca de três mil trabalhadores das obras da Linha 4 do Metrô no trecho Ipa-nema–Gávea, o Consórcio Linha 4 Sul inaugurou no início de outubro a Biblio-teca Rubem Fonseca, no canteiro de obras da Praça Antero de Quental. Padrinho do projeto, o autor de “Agosto” e do lendário “Mandrake” participou, ainda, do lança-mento da Campanha ‘Doe Livro, Doe Cul-tura’, também de estímulo à leitura.
As iniciativas fazem parte do Projeto Rubem Fonseca, que desde maio disponi-biliza exemplares sobre os mais variados temas nos canteiros de Ipanema, Leblon, Copacabana e Leopoldina.
Devido à boa aceitação e à grande pro-cura dos colaboradores por novos títulos, o projeto evoluiu para a construção de bibliotecas em cada um dos sete cantei-ros (Leopoldina, Gastão Bahiana, Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, 23o BPM – Leblon e Cantei-ro Central – Jardim de Alah). A primeira delas foi a Biblioteca Rubem Fonseca, no
Participe da campanha ‘Doe Livro, Doe cultura’
Para ampliar os caminhos da lei-tura, o Consórcio Linha 4 Sul lan-çou a campanha ‘Doe Livro, Doe Cultura’, como parte do Projeto Rubem Fonseca, para que funcionários do empreendimento e a comunidade do entorno doem exemplares nas Centrais de Atendimento instaladas nas proximida-des de cada frente de serviço de Ipanema e Leblon.
“O objetivo é estimular a leitura entre os colaboradores e suas famílias. A leitura é capaz de mudar a forma de pensar e criar novos horizontes”, disse Maria Beatriz da Costa, responsável pela implementação das bibliotecas nos canteiros.
Os exemplares integrarão o acervo das
bi-bliotecas dos canteiros de obras da Linha 4 até a inauguração da nova linha, em 2016. Depois disso, todos os livros serão doados ao Espaço de Leitura Rubem Fonseca, que será construído pelo Consórcio na Cruza-da São Sebastião, no Leblon.
As editoras Casa da Palavra, Nova Fron-teira e Sextante aderiram à campanha do-ando aproximadamente 200 títulos. Além disso, colaboradores também trouxeram de casa exemplares que não liam mais. Para estimular o comércio do entorno das obras e iniciar o projeto, o Consórcio comprou 135 livros na Livraria Argumen-to do Leblon para o ProjeArgumen-to Rubem Fon-seca e outros 320 para presentear funcio-nários da obra.
O próprio escritor, que esteve no canteiro, doou 34 livros de seu acervo pessoal para a biblioteca
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canteiro da Praça Antero de Quental. “Tenho muito orgulho de ter uma bi-blioteca no local onde as pessoas trabalham e que tenha meu nome. Essa biblioteca será motivo de uma alegria muito grande para a minha vida inteira”, disse Rubem, que já
doou 34 livros de seu acervo pessoal. O consagrado escritor é frequentador assíduo da praça por conta de dois Ipês- roxos cuidados por ele, batizados de ‘Cas-siana’ e ‘Beatriz’, o último plantado pelo Consórcio a pedido de Rubem Fonseca.
centrais de Atendimento
Jardim de Alah
Av. Epitácio Pessoa, s/n (esquina com a Rua Visconde de Pirajá)
Nossa Senhora da Paz
Praça Nossa Senhora da Paz, s/n (ao lado da Rua Visconde de Pirajá)
Leblon
Antero de Quental – Praça Antero de Quental, s/n (ao lado da Rua Bartolomeu Mitre)
Horário de funcionamento
De segunda a sexta, de 8h às 18h, e aos sábados, de 9h às 16h.
Onde doar
Alterações Viárias
Há inversão total de direção nas ruas Sambaíba e Professor Azevedo Marques e, parcial, na R. Jerônimo Monteiro, no trecho entre as avenidas General San Martín e Ataulfo de Paiva. As ruas Aperana e Gabriel Mufarrej operam em mão dupla. Está proibido o estacionamento nos lados par e ímpar da numeração da Rua Gabriel Mufarrej e do lado par da Aperana. Além de parte da Ataulfo de Paiva, próximo à Visconde Albuquerque, há ainda o bloqueio da ponte sobre o canal da Visconde de Albuquerque, em frente à R. Igarapava e ao canteiro de obras.
Leblon tem novas
intervenções de trânsito
Dando continuidade às obras para a implantação da Linha 4 do Me-trô (Barra da Tijuca – Ipanema), foi necessário interditar parte da Rua Igarapava e da Avenida Ataulfo de Paiva, nos trechos próximos ao canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon. As intervenções foram iniciadas em 30/11 com o bloqueio parcial das duas vias e alterações viárias no Leblon e Alto Leblon. A circulação de pedestres está preservada.
Na Ataulfo de Paiva, será construído um shaft (poço) que receberá o Tunnel Boring Machine, o ‘Tatuzão’, equipamen-to que vai abrir os túneis da Linha 4 entre Ipanema e Gávea. A máquina estará vin-do da escavação em areia – pelos bairros de Ipanema e Leblon – e neste local ela será preparada para o início da escavação em rocha, em direção à Gávea.
Após a manutenção, o ‘Tatuzão’ con-tinuará a escavação, e o shaft será
utiliza-do como parte utiliza-do sistema de ventilação e funcionará como uma saída de emergên-cia da Linha 4 do Metrô.
Na Igarapava, será realizado serviço de tratamento do solo na área de transi-ção entre areia e rocha, para auxiliar a es-cavação do ‘Tatuzão’, de forma semelhan-te ao que está sendo realizado na Barão da Torre, em Ipanema.
Para dar suporte à execução das obras, estão sendo instalados um can-teiro de apoio na Igarapava, próximo à esquina com a Avenida Visconde de Al-buquerque, e um canteiro administrativo sobre o canal.
Ações para mitigação de impactos
A sinalização está reforçada e agentes de tráfego trabalham na região para orientar os motoristas. A intervenção viária, defi-nida em conjunto com a Secretaria Mu-nicipal de Transportes e com a CET-Rio
(Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro), será mantida até abril de 2015 na Igarapava e até março de 2016 no trecho da Ataulfo de Paiva.
RUA SEM SAÍDA
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PARA MAIS
INFORMAÇÕES
INTERNET
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0800-0210620de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Fazer parte das obras da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca-Ipa-nema), um dos compromissos do Governo do Estado do Rio de Ja-neiro para os Jogos Olímpicos de 2016, tem um gostinho especial para um dos colaboradores do Consórcio Construtor Rio Barra. João Aires é um medalhista paralímpico e hoje, aos 40 anos, trabalha como auxiliar administrativo no canteiro do Jardim Oceânico.
Durante quase 10 anos, João foi za-gueiro da Seleção Brasileira de futebol paralímpico. Nos Jogos Paralímpicos de Sydney (Austrália), em 2000, ele con-quistou uma medalha de bronze. Mas não foi a única. Também levou o bron-ze no Pré-Olímpico de Kiev, na Ucrânia, em 1999, e nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. E participou dos Jogos Paralímpicos de Atlanta (EUA), em 1996, dos Jogos Sul-Americanos no Chile, em 1998; e no Brasil, em 2002.
“É muito bacana saber que a Linha 4 servirá às Olimpíadas no Rio. É uma sa-tisfação ainda maior estar presente neste canteiro”, disse João, que aos 7 anos de idade foi atropelado e teve um trauma-tismo craniano encefálico. A lesão pro-vocou uma paralisia do lado esquerdo de seu corpo. Mas o menino que amava jogar bola não se deixou abater. “Tudo o que eu queria era jogar futebol com meus amigos. Como me mantive ativo desde criança, entendi que a deficiência não é um obstáculo. É uma limitação fí-sica, mas não é uma incapacidade”.
João se tornou atleta profissional em 1995, quando entrou para a Seleção Bra-sileira e disputou um campeonato na Ar-gentina, em outubro, e o Pan-Americano de Mar del Plata, em novembro. Além do sucesso como medalhista, João conta que
ganhou muito em condicionamento físi-co e na mobilidade para andar.
“Para jogar futebol, é preciso uma resistência muito grande. Você tem que correr por muitos minutos. E com a me-lhora física, vem também a psicológica, bem-estar, de ter menos estresse, ser mais
focado no trabalho, sentir-se integrado à sociedade. Um obstáculo que antes era pesado, passa a ser mais fácil de supe-rar. Nosso trabalho, como portadores de necessidades especiais, era mostrar que também somos úteis. O esporte é indica-do para toindica-dos”, avaliou.
um medalhista paralímpico
no canteiro da Linha 4
O auxiliar administrativo João Aires jogou futebol nos Jogos Paralímpicos de Sydney e levou o bronze
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