Hemorrágico
• EPIDEMIOLOGIA • ETIOLOGIA • APRESENTAÇÃO CLÍNICA • ABORDAGEM • TRATAMENTO • NOVAS PERSPECTIVAS
• Em torno de 45% de mortalidade em 30 dias. (Minelli et al. 2007)
• Até 65% de mortalidade em 1 ano (Dennis et al. 1993)
• Primária – Hipertensão – Angiopa2a amilóide • Secundária – Malformação arterio-‐venosa – Aneurisma Intracraniano – Angioma Cavernoso
– Trombose de seio venoso cerebral – Neoplasia intra-‐craniana
– Coagulopa2a – Vasculite
– Uso de cocaína, anfetaminas
– Transformação hemorrágica AVCi – Trauma craniano
– Etc.
EPIDEMIOLOGIA
– AVCh ~ 10 a 15% AVCs
– 38% sobrevida em 1 ano (Oxfordshire Stroke Project)
– Incidência de 10-20 casos/100.000 hab – Homens > mulheres
EPIDEMIOLOGIA
Fatores de risco
– Hipertensão arterial – Idade avançada
– Sexo masculino
– Negros, Asiáticos e Latinos – Hipocolesterolemia
– Etilismo – Tabagismo
– Uso de cocaína, anfetaminas e fenilpropanolamina – Angiopatia amilóide
– Mutação subunidade α do fator XIII – Apolipoproteína E є2 e є4
– Anti-agregantes plaquetários – Anticoagulação oral
LOCALIZAÇÃO
A – Ganglios da base B – Tálamo C – Lobar D – Ponte E – Cerebelo C A B D ESINAIS DE ALERTA PARA AVC
• Fraqueza ou dormência súbitas em um lado do corpo • Confusão, dificuldade pra falar ou entender
• Dificuldade súbita para enxergar com um ou ambos os olhos
• Dificuldade súbita para andar, tontura ou incoordenação
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
– Rebaixamento do nível de consciência – Cefaléia
– Sinais precoces de hipertensão intra-craniana – Vômitos e aspiração – Alterações ECG – Hipertermia – Rigidez nucal – Hipertensão severa – Crises convulsivas
PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO
• Atendimento inicial
• Tratamento clínico
• Tratamento cirúrgico
• Cuidados intensivos
• Complicações
ATENDIMENTO PRE-HOSPITALAR
• Avaliar ABC e sinais vitais
• Reconhecer sinais de AIT e AVC • Escala de Cincinnati
– Paresia Facial
– Fraqueza nos Braços – Fala alterada
• Determinar início dos sintomas • Glicosimetria capilar
ATENDIMENTO HOSPITALAR
Avaliação Geral Imediata (< 10 min)
– Avaliar ABC e sinais vitais – Oxigênio, Veia e Monitor
– Obtenha ECG 12 derivações
– Obtenha exame laboratoriais (hemograma, eletrólitos, exames de coagulação)
– Glicosimetria capilar – Escala de Glasgow
– Avaliação neurológica geral
– Avisar o Time de AVC (Neurologista, Neuro-radiologista e técnico da tomografia)
ATENDIMENTO HOSPITALAR
Avaliação Neurológica Imediata (< 25 min)
– Rever história
– Estabelecer hora do início dos sintomas – Exame Físico
– Exame Neurológico
• Glasgow, NIHSS ou Hunt & Hess
– Solicitar TC sem contraste – Análise da TC
1A - Nível de Conciência 1B - NOC: Perguntas 1C – NOC: Comandos
2 – Melhor olhar Conjugado 3 – Campos Visuais 4 – Paralisia Facial 5 – Motor braço D 6 – Motor braço E 7 – Motor Perna D 8 – Motor Perna E 9 – Ataxia de Membros 10 – Sensibilidade 11 – Linguagem 12 – Disartria 13 – Negligência / inatenção neurovascular.fmrp.usp.br
TOMOGRAFIA
– Localização do hematoma – Volume do Hematoma
– Sangue intra-ventricular
– Sangue no espaço sub-aracnóide – Hidrocefalia
– Desvio de linha média – Herniação cerebral
AVCH hipertensivo Angiopatia amilóide Microhemorragias
Aneurisma Coagulopatia TCE
TC Crânio
AVCH hipertensivo profundo
AVCH Lobar, idoso: Angiopatia Amilóide Presença de HSA: aneurisma
Hemorragia intraventricular isolada Nível de fluidos: coagulopatias
Contusão traumática
RM
Mesma sensibilidade da TC na fase aguda Superior para identificar MAV, tumores
ou microhemorragias
Angiografia
Investigar causas vasculares
Fatores associados a mau prognós2co:
–
Volume da hemorragia
–
Idade avançada
–
Hemorragia intraventricular
–
Nível de consciência rebaixado na admissão
–
Localização infratentorial do sangramento
–
Expansão do hematoma
–
Edema cerebral e efeito de massa tardio
Inicial Após 6 horas
(Zazulia et al. Stroke 1999) Início dos
• Ainda não existe um tratamento específico
• Estratégias terapêu6cas em inves6gação na fase aguda:
– Controle da expansão do hematoma (fator VII a2vado)
– Controle agressivo da pressão arterial (ATTACH-‐2, INTERACT-‐2)
– Evacuação precoce e cirurgia minimamente invasiva (STICH III, MISTIE)
– Drenagem da hemorragia intraventricular (CLEAR-‐III)
– Craniectomia para edema e efeito de massa tardio (HyDeH)
• O esclarecimento da fisiopatologia da lesão neurológica
secundária após um HIC é uma das prioridades no momento
TRATAMENTO CLÍNICO EM UAVC ou CTI NEUROCIRURGIA PRECOCE NEUROCIRURGIA TARDIA ATENDIMENTO NA EMERGÊNCIA + CT DE CRÂNIO
– Elevada incidência de TVP/TEP
– Disposi2vos de compressão pneumá2ca intermitente
– Heparina subcutânea ou heparina de baixo peso em doses profilá2cas após 24-‐48 horas
• Elevação da cabeceira
• Sedação e Relaxantes Neuromusculares • Drenagem Liquórica
• Monitorização da PIC
• Pressão de Perfusão Cerebral >60-70 mmHg • Osmoterapia
– Manitol 0,75-1 g/Kg bolus +0,25-0,5 g/kg a cada 3-6h – Osmolaridade sérica entre 300-320 mosm/l
• Hiperventilação controlada (PaCO2 entre 30-35) • Coma barbitúrico
• Descompressão cirúrgica(?)
• Afetam até 28% dos paciente com AVCH
• Associados com AVCH lobar e ressangramento • Status epilepticus em até 28% dos pacientes
comatosos
• Tratar pacientes que apresentam crises
• Não há indicação de anticonvulsivantes profiláticos de rotina, exceto em casos muito selecionados:
– Pacientes comatosos com grandes hematomas lobares – Pacientes com hipertensão intra-craniana severa
Dose única 6 unidades 0.3 µg/kg Transfusão de plaquetas e/ou DDAVP Disfunção plaquetária ou plaquetopenia
Pode causar flushing, bradicardia e hipotensão 1mg para cada 100 unid de heparina ou 1 mg de enoxaparina Sulfato de protamina Heparina NF e HBPM Usualmente 4-6 unidades (200ml)
Efeito mais rápido que PFC, risco de CIVD
Leva até 24 horas para normaliza INR 15 ml/kg 15-30 U/kg 10 mg PFC ou CCP e Vitamina K EV Warfarin Comentários Dose Agente Causa
Mendelow et al. STICH investigators. Lancet 2005; 365: 387–97
Mendelow et al. STICH investigators. Lancet 2005; 365: 387–97
• Hematomas cerebelares > 3cm de diâmetro ou com
hidrocefalia
• Hematomas superficiais grandes em pacientes que
apresentam deterioração progressiva do nível de consciência (GCS < 9-12)
• Hidrocefalia comunicante sintomática:
– Derivação lombo-peritoneal
• Hidrocefalia obstrutiva sintomática:
– Derivação ventricular • Hemorragia intraventricular – Trombólise intraventricular (?) • Malformações arterio-venosas • Aneurismas • Angiomas cavernosos
– Neurologia – Enfermagem – Neurocirurgia – Terapia Intensiva – Neuro-radiologia intervencionista – Fisioterapia – Fonoaudiologia – Terapia ocupacional – Psicologia
Semelhante ao AVC isquêmico
– Manter glicemia entre 90 – 120 – Evitar hipertermia
– Evitar aspiração
– Pesquisar e tratar precocemente infecções
– Tratamento das comorbidades (IAM,Arritmias) – Medidas anti-escara
– Mobilização precoce (exceto se aumento PIC) – Adequação nutricional
• Equipe interdisciplinar treinada
• Espaço físico exclusivo destinado a pacientes com
AVC
• Diminui morbidade e mortalidade (Nível I evidência) • Impacto maior do que do Time de AVC isolado
• Recomendação AHA/ASA
• AVCh é uma emergência médica
• Existem aspectos que diferem do tratamento do AVCi • AVCh requer um tratamento interdisciplinar
• Tratamento em Unidade de AVC ou Neuro-UTI