SETOR DE CIˆ
ENCIAS EXATAS
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OS-GRADUAC
¸ ˜
AO EM MATEM ´
ATICA APLICADA
Alguns t´opicos em L espa¸cos topol´ogicos: compacidade local,
espa¸cos de Hurewicz e propriedade ω
∗Tomas Keller Breuckmann
CURITIBA - PR 2004
compacidade local, espa¸cos de Hurewicz e
propriedade ω
∗Tomas Keller Breuckmann
Orienta¸c˜ao:
Profa Soraya R. T. Kudri
Disserta¸c˜ao apresentada como requisito parcial `a obten¸c˜ao do grau de Mestre em Ma-tem´atica Aplicada, Curso de P´os-gradua¸c˜ao em Matem´atica Aplicada, Setor de Ciˆencias Exatas, Universidade Federal do Paran´a.
UFPR - CURITIBA 2004
Disserta¸c˜ao aprovada como requisito parcial `a obten¸c˜ao do grau de Mestre em Matem´atica Aplicada no Curso de P´os-gradua¸c˜ao em Matem´atica Aplicada da
Universidade Federal do Paran´a.
Profa. Soraya Rosana Torres Kudri (Orientadora)
Departamento de Matem´atica - UFPR ———————————————
Prof. Marko Antonio Rojas Medar
Departamento de Matem´atica - UNICAMP ———————————————
Prof. Jos´e carlos Cifuentes Vasques
Departamento de Matem´atica - UFPR ———————————————
Prof. Marcelo Muniz Silva Alves
Departamento de Matem´atica - UFPR ———————————————
Curitiba 18 de fevereiro de 2004
esferas e outros seres
que vivem al´em de Flatland.
Meus sinceros agradecimentos a professora Soraya.
Lista de S´ımbolos vi
Lista de Figuras vii
Resumo ix Abstract 1 1 Introdu¸c˜ao 2 2 Teoria B´asica 7 2.1 Topologia Geral . . . 7 2.2 Reticulados . . . 9 2.3 L-Conjuntos e L-Pontos . . . 11 2.4 L-Topologias . . . 14 3 Compacidade Local 30 3.1 Compacidade local . . . 31 3.2 Propriedades . . . 33 4 Teorema da L-Caixa 46 4.1 Teorema da L-caixa . . . 46
5 Propriedades de Recobrimento: Hurewicz e ω∗ 52 5.1 Espa¸cos de Hurewicz . . . 54
5.2 Propriedade ω∗ . . . 60
5.3 Teorema Principal . . . 62
Bibliografia 64
N o conjunto dos n´umeros naturais.
∅ o conjunto vazio.
≤, rela¸c˜ao de ordem parcial e sua nega¸c˜ao.
∨, ∧ supremo e ´ınfimo respectivamente.
0 involu¸c˜ao com revers˜ao de ordem.
hX, δi um espa¸co topol´ogico.
hX, T i um espa¸co L-topol´ogico.
hX, TDi um subespa¸co de um espa¸co L-topol´ogico.
A o fecho do conjunto A ou de um L-conjunto A.
Ac o complementar do conjunto A.
χA a fun¸c˜ao caracter´ıstica de A.
x ∈ A, x /∈ A x pertence a A e sua nega¸c˜ao.
{x ∈ X ; P (x)} o conjunto dos elementos x em X com a propriedade P . A ⊂<∞B A ´e um subconjunto finito de B.
A ⊂ B A est´a contido em B.
{Aj}j∈J uma fam´ılia indexada de conjuntos, quando J = N ´e uma sequˆencia.
∪j∈JAj a uni˜ao da fam´ılia {Aj}j∈J.
f : X → Y uma fun¸c˜ao de X em Y .
P
j∈JAj a soma da fam´ılia {Aj}j∈J.
f (A), f−1(A) a imagem direta e inversa do conjunto A ou de um L-conjunto A.
f |A a restri¸c˜ao de f `a A.
∀, ∃ quantificadores “para todo” e “existe”
pr(L) elementos primos do reticulado L.
πj a j-´esima proje¸c˜ao.
0, 1 menor e maior elementos de um reticulado L.
LX o conjunto dos L-conjuntos de X.
xp um L-ponto.
supp(f ) o suporte de f .
∨j∈Jfj a uni˜ao da fam´ılia de L-conjuntos {fj}j∈J.
∧j∈Jfj a interse¸c˜ao da fam´ılia de L-conjuntos {fj}j∈J.
ω(δ)
o espa¸co L-topol´ogico de todas as fun¸c˜oes cont´ınuas de um espa¸co topol´ogico hX, δi em um reticulado fuzzy L com topologia Scott.
1.1 Fun¸c˜ao caracter´ıstica de A . . . . 2
1.2 Conjunto fuzzy . . . 3
1.3 L-conjunto . . . 4
1.4 L-conjunto . . . 5
3.1 L-conjunto muito compacto . . . 44
3.2 Compacidade local . . . 44
3.3 Compacidade local fraca . . . 45
3.4 Compacidade local relativa . . . 45
4.1 Teorema 4.1 . . . 51
5.1 Princ´ıpio de sele¸c˜ao . . . 65
5.2 Espa¸cos de Hurewicz e propriedade ω∗ . . . 66
Em um L espa¸co topol´ogico propomos boas defini¸c˜oes de compacidade local, com-pacidade local fraca e comcom-pacidade local relativa. Como resultados obtemos a in-variˆancia por fun¸c˜oes abertas cont´ınuas e sobrejetoras, a equivalˆencia em espa¸cos de Hausdorff, a regularidade em espa¸cos de Hausdorff, teoremas de compatifica¸c˜ao por um ponto e dois teoremas sobre a compacidade local e compacidade local fraca para o L-espa¸co produto. Propomos tamb´em boas defini¸c˜oes para espa¸cos de Hurewicz e a propriedade ω∗ em L espa¸cos topol´ogicos. Alguns resultados sobre espa¸cos de
Hurewicz s˜ao obtidos, onde o principal teorema estabelece por meio da proprie-dade ω∗ condi¸c˜oes necess´arias e suficientes para um espa¸co ser Hurewicz. Para isso
foi necess´ario generalizar para um L espa¸co topol´ogico um resultado simples sobre produto finito de compactos, que chamamos de Teorema da L-Caixa.
Palavras-chave: L espa¸cos topol´ogicos, compacidade local, espa¸cos de Hurewicz,
propriedade ω∗.
In an L-topological space we propose good definitions for local compactness, weak local compactness and relative local compactness. As results we obtain the inva-riance under continuous open surjections, the equivalence in Hausdorff spaces, the regularity in Hausdorff spaces, one point compactification theorems and two the-orems about local compacness and weak local compactness for L-product spaces. We also propose good definitions for Hurewicz spaces and the ω∗ property in
L-topological spaces. Some results about Hurewicz spaces are obtained, where the main theorem gives necessaries and sufficient conditions for a space to be Hurewicz by means of the ω∗ property. For this result was necessary the generalization, for an
L-topological space, of a result about the product of finite compacts spaces which
we call here the L-Box Theorem.
Keywords: L-topological space, local compactness, Hurewicz spaces, ω∗
pro-perty.
Introdu¸c˜
ao
A teoria de conjuntos fuzzy teve origem com Zadeh [26] em 1965. Tal trabalho causou grande interesse entre matem´aticos e profissionais das mais diversas ´areas, o que resultou em um novo campo da matem´atica chamado ”Matem´atica Fuzzy”.
Dado um conjunto X, podemos ver um subconjunto A ⊂ X como uma fun¸c˜ao caracter´ıstica χA, figura 1.1, definida por:
χA(x) =
½
1 se x ∈ A 0 se x /∈ A
As opera¸c˜oes ∪, ∩ e c, e a rela¸c˜ao ⊂ entre conjuntos podem ser traduzidas para
fun¸c˜oes caracter´ısticas da seguinte forma:
A ∪ B ↔ χA∪B= χA∨ χB.
A ∩ B ↔ χA∩B= χA∧ χB.
Ac ↔ χ
Ac = 1 − χA.
Figura 1.1: Fun¸c˜ao caracter´ıstica de A 2
A ⊂ B ↔ χA ≤ χB.
onde ∨ e ∧ denotam as opera¸c˜oes de supremo e ´ınfimo respectivamente.
A id´eia apresentada por Zadeh, foi de generalizar as fun¸c˜oes caracter´ısticas per-mitindo que asumissem valores no intervalo [0, 1]. Deste modo, um subconjunto de
X passa a ser uma fun¸c˜ao caracter´ıstica generalizada µ : X → [0, 1], chamados de
conjuntos fuzzy, figura 1.2.
Figura 1.2: Conjunto fuzzy
As opera¸c˜oes ∪, ∩ ec, e a rela¸c˜ao ⊂ entre conjuntos se generalizam para conjuntos
fuzzy do mesmo modo que para fun¸c˜oes caracter´ısticas.
Em 1967, Goguen [6] generalizou ainda mais a no¸c˜ao de conjunto fuzzy, per-mitindo que as fun¸c˜oes caracter´ısticas asumissem valores em um reticulado L com elemento minimo 0 = ∧L e maximo 1 = ∨L. Deste modo, os subconjuntos de X passam a ser fun¸c˜oes f : X → L, chamados de L-conjuntos, ou conjuntos L-fuzzy, figura 1.3. O conjunto de todos os L-conjuntos de X ´e denotado por LX.
Em L-conjuntos podemos definir a uni˜ao de f e g como sendo o L-conjunto f ∨ g, onde (f ∨g)(x) = f (x)∨g(x). Defini¸c˜ao an´aloga para a interse¸c˜ao de f e g utilizando
∧. Dizemos que f est´a contido em g se e somente se f ≤ g, ou seja, f (x) ≤ g(x)
para todo x ∈ X.
A defini¸c˜ao do complementar de um conjunto para um L-conjunto n˜ao pode ser generalizada da forma anterior, pois em um reticulado n˜ao temos obrigatoriamente
uma opera¸c˜ao de soma que nos permita fazer 1 − f (x). O complementar de um
L-conjunto f ´e um L-conjunto fc definido por fc(x) = f (x)0 onde 0 : L → L ´e
uma fun¸c˜ao que satisfaz as seguintes propriedades: e ≤ b ⇒ b0 ≤ e0, e, (e0)0 = e.
Note que com esta definini¸c˜ao temos as mesmas propriedades de conjuntos para o complementar, isto ´e, f ≤ g ⇒ gc ≤ fc e (fc)c = f . Como nota¸c˜ao escrevemos f0
para o complementar de f e n˜ao fc.
Um elemento p 6= 1 em L ´e primo se e somente se e ∧ b ≤ p ⇒ e ≤ p ou b ≤ p. O conjunto e todos os elementos primos de L ser´a denotado por pr(L). A defini¸c˜ao de ponto fuzzy, ou L-ponto, que utilizaremos neste trabalho foi proposta em [21] por Warner. Um L-ponto de X, figura 1.4, ´e um L-conjunto xp : X → L definido por:
xp(y) =
½
p se y = x 1 se y 6= x onde x ∈ X e p ∈ pr(L).
Dizemos que o L-ponto xp pertence ao L-conjunto f , e escrevemos xp ∈ f , se e
somente se f (x) p, figura 1.4. Interessante notar que em L-conjuntos n˜ao temos necessariamente a equivalˆencia xp ∈ f ⇔ xp ∈ f/ 0 que existe em conjuntos, pois
f (x) p e f (x) ≥ p0 podem n˜ao ser equivalentes.
A primeira defini¸c˜ao de espa¸cos topologicos fuzzy foi proposta por Chang em [2]. Um espa¸co topol´ogico fuzzy ´e um conjunto X com uma topologia usual de conjuntos
fuzzy, isto ´e: ∅ e X s˜ao abertos, uni˜ao arbitraria de abertos ´e aberto, e interse¸c˜ao finita de abertos ´e aberto. Atualmente estes espa¸cos topol´ogicos fuzzy s˜ao ditos espa¸cos L-topol´ogicos ou L espa¸cos topol´ogico.
O primeiro cap´ıtulo ´e dedicado a defini¸c˜oes e propriedades b´asicas de reticulados,
L-conjuntos e L-pontos, e de espa¸cos L-topol´ogicos.
No segundo cap´ıtulo apresentamos boas defini¸c˜oes (defini¸c˜ao 2.27) para as propri-edades de compacidade local, compacidade local fraca e compacidade local relativa em um espa¸co L-topol´ogico. Como resultados obtemos a invariˆancia destas propri-edades por fun¸c˜oes sobrejetoras cont´ınuas e abertas, a equivalˆencia em espa¸cos de Hausdorff, a regularidade em espa¸cos de Hausdorff, teoremas de compactifica¸c˜ao por um ponto e teoremas sobre a compacidade local do L-espa¸co produto.
Em topologia geral, temos um resultado simples sobre compacidade que diz que dado A, um subconjunto compacto de X, e um aberto W em Xn tal que An ⊂ W ,
existe um aberto V tal que A ⊂ V e Vn ⊂ W . No terceiro cap´ıtulo apresentamos
uma vers˜ao deste resultado para um L espa¸co topol´ogico, o “teorema da L-caixa”. Duas propriedades de recobrimento existentes na topologia geral s˜ao a proprie-dade de Hurewicz e a proprieproprie-dade ω (selectively ω-grouping property). A propri-edade de Hurewicz foi introduzida por Hurewicz em [8] e trata de sequˆencias de coberturas abertas. A propriedade ω foi introduzida por Scheepers em [18] e trata
de sequˆencias de ω coberturas.
No quarto cap´ıtulo, trabalharemos com duas propriedades de recobrimento em um L-espa¸co topol´ogico: propriedade ω∗ e propriedade de Hurewicz. Apresentamos
boas defini¸c˜oes para estas propriedades e obtemos um teorema garantindo condi¸c˜oes necess´arias e suficientes para que um espa¸co seja Hurewicz atrav´es da propriedade
ω∗ (selectively ω∗-grouping property).
Em todos os cap´ıtulos os resultados e defini¸c˜oes sem atribui¸c˜ao de autoria s˜ao nossa contribui¸c˜ao.
Teoria B´
asica
Este cap´ıtulo consiste de defini¸c˜oes e resultados necess´arios no desenvolvimento deste trabalho.
Dividimos este cap´ıtulo em quatro se¸c˜oes.
A primeira se¸c˜ao ´e dedicada a espa¸cos topol´ogicos. As defini¸c˜oes e resultados apresentados podem ser encontrados em qualquer bom livro de topologia geral, como [3] e [15], e nos artigos [8] e [18].
A segunda se¸c˜ao ´e sobre reticulados. Importante aqui ´e a defini¸c˜ao de reticulado fuzzy e um teorema sobre topologia Scott.
Na terceira se¸c˜ao introduzimos as defini¸c˜oes e propriedades de conjuntos e L-pontos, que s˜ao casos particulares de L-conjuntos. Em muitos trabalhos, L-conjuntos s˜ao chamados de conjuntos L-fuzzy, que tem o mesmo significado.
Na ´ultima se¸c˜ao introduzimos espa¸cos L-topol´ogicos. Em trabalhos mais anti-gos, um espa¸co L-topol´ogico era chamado espa¸co topol´ogico fuzzy. Atualmente, a defini¸c˜ao de Chang [2] corresponde a espa¸cos L-topol´ogicos e a defini¸c˜ao de Sostak [19] corresponde a espa¸co topol´ogico fuzzy. Algumas demonstra¸c˜oes simples ser˜ao incluidas em detalhes para tornar o leitor familiarizado com alguns conceitos em
L-topologias.
2.1
Topologia Geral
Nesta se¸c˜ao X e Y s˜ao considerados conjuntos n˜ao vazios.
Teorema 2.1 [15, Munkres] Sejam hX, δi um espa¸co topol´ogico e A um compacto
em X. Considere Xn com a topologia produto. Se W ´e um aberto em Xn tal que
An⊂ W ent˜ao existe V ∈ δ tal que A ⊂ V e An⊂ Vn ⊂ W .
Em topologia geral existem trˆes modos de se definir compacidade local, as quais chamaremos aqui de compacidade local, compacidade local fraca e compacidade local relativa.
Defini¸c˜ao 2.1 [3, Dugundji] Um espa¸co topol´ogico hX, δi ´e localmente compacto se
e somente se para cada x ∈ X e V ∈ δ tal que x ∈ V existem K compacto e U ∈ δ tais que x ∈ U e U ⊂ K ⊂ V .
Defini¸c˜ao 2.2 [3, Dugundji] Um espa¸co topol´ogico hX, δi ´e fracamente localmente
compacto se e somente se para cada x ∈ X existem K compacto e U ∈ δ tais que x ∈ U e U ⊂ K.
Defini¸c˜ao 2.3 [3, Dugundji] Um espa¸co topol´ogico hX, δi ´e relativamente
local-mente compacto se e solocal-mente se para cada x ∈ X existe U ∈ δ com U compacto tal que x ∈ U.
Teorema 2.2 [3, Dugundji] Em espa¸cos de Hausdorff as defini¸c˜oes anteriores sobre
compacidade local s˜ao equivalentes.
As defini¸c˜oes a seguir falam a respeito das propriedades de Hurewicz e propriedade
ω (selectively ω-grouping). A primeira foi introduzida por Hurewicz em [8] e trata
de sequˆencias de coberturas abertas, a segunda foi introduzida mais recentemente por Scheepers em [18] e trata de sequˆencias de ω coberturas. Usamos a nota¸c˜ao
A ⊂<∞B como abrevia¸c˜ao para A ´e um subconjunto finito de B.
Defini¸c˜ao 2.4 [8, Hurewicz] Um espa¸co topologico hX, δi ´e Hurewicz se e somente
se para cada sequˆencia {Un}n∈N de coberturas abertas de X, existe uma sequˆencia
(i) Cada Vn ⊂<∞Un.
(ii) ∀x ∈ X, ∃n0 ∈ N; n > n0 ⇒ (∃V ∈ Vn, x ∈ V ).
Defini¸c˜ao 2.5 [18, Scheepers] Uma ω cobertura aberta de hX, δi ´e uma fam´ılia de
abertos U com X /∈ U tal que para cada F ⊂<∞X existe V ∈ U com F ⊂ V
Defini¸c˜ao 2.6 [18, Scheepers] Um espa¸co topologico hX, δi tem a propriedade ω se e
somente se para cada sequˆencia {Un}n∈N de ω coberturas de X existe uma sequˆencia
{Vn}n∈N tal que:
(i) Cada Vn ´e um subconjunto finito de Un.
(ii) Para cada subconjunto finito F de X, existe n0 ∈ N tal que:
n > n0 ⇒ ∃V ∈ Vn, F ⊂ V
Defini¸c˜ao 2.7 Uma ω∗ cobertura em X ´e uma fam´ılia de abertos U tal que para
cada subconjunto finito F de X, existe V ∈ U com F ⊂ V
Defini¸c˜ao 2.8 Um espa¸co topol´ogico hX, δi tem a propriedade ω∗ se e somente se
para cada sequˆencia {Un}n∈N de ω∗ coberturas de X existe uma sequˆencia {Vn}n∈N
tal que:
(i) Cada Vn ´e um subconjunto finito de Un.
(ii) Para cada subconjunto finito F de X, existe n0 ∈ N tal que:
n > n0 ⇒ ∃V ∈ Vn, F ⊂ V
2.2
Reticulados
Defini¸c˜ao 2.9 [1, Birkhoff] Um reticulado L = hL, ≤, ∨, ∧i ´e um conjunto n˜ao
vazio, com uma ordem parcial ≤, tal que cada subconjunto finito tem supremo e ´ınfimo, denotados respectivamente por sup e inf, ou ∨ e ∧.
Defini¸c˜ao 2.10 [1, Birkhoff] Um reticulado L = hL, ≤, ∨, ∧i ´e completo se e
so-mente se cada subconjunto tem supremo e ´ınfimo. Denotamos 0 = ∧L e 1 = ∨L.
Observe que 0 = ∨∅ e 1 = ∧∅. De fato, 0 ´e uma cota superior para ∅, isto ´e, 0 ≥ x para cada x ∈ ∅, pois caso contrario existiria x ∈ ∅ com 0 x. Sendo uma cota superior, 0 ≥ ∨∅, logo, 0 = ∨∅. Analogamente se mostra que 1 = ∧∅.
Defini¸c˜ao 2.11 [5, Gierz et al.] Um reticulado completo L = hL, ≤, ∨, ∧i ´e
com-pletamente distributivo se e somente se satisfaz:
∧i∈I(∨j∈Jiei,j) = ∨f ∈K(∧i∈I) ei,f (i)
onde para cada i ∈ I e j ∈ Ji, ei,j ∈ L; e K ´e o conjunto das fun¸c˜oes f : I → ∪i∈IJi
tais que para cada i ∈ I, f (i) ∈ Ji.
Defini¸c˜ao 2.12 [1, Birkhoff] Uma involu¸c˜ao com revers˜ao de ordem em um
reticu-lado L ´e uma fun¸c˜ao 0 : L → L, f (e) = e0, tal que:
(i) e ≤ b ⇒ b0 ≤ e0.
(ii) (e0)0 = e.
Defini¸c˜ao 2.13 [7, Hutton] Um reticulado fuzzy L = hL, ≤, ∨, ∧,0i ´e um reticulado
completo, completamente distributivo com uma involu¸c˜ao com revers˜ao de ordem onde 0 = ∧L e 1 = ∨L.
Note que a involu¸c˜ao com revers˜ao de ordem 0 : L → L ´e uma bije¸c˜ao pois
a0 = b0 ⇒ a = (a0)0 = (b0)0 = b e b = a0 para cada b ∈ L onde a = b0 ∈ L. Com isso
temos que 10 = 0 e 00 = 1. De fato, 0 = a0 para algum a ∈ L, como 1 ≥ a temos que
10 ≤ a0 = 0, logo 10 = 0 pois 0 = ∧L. Analogamente temos 00 = 1.
Para o que segue nesta se¸c˜ao, L ser´a um reticulado fuzzy. Defini¸c˜ao 2.14 [5, Gierz at al.] Dizemos que p ∈ L:
(i) ´e primo se e somente se p 6= 1 e ∀e, b ∈ L, e ∧ b ≤ p ⇒ e ≤ p ou b ≤ p.
Definimos pr(L) = {p ∈ L ; p ´e primo}
(ii) ´e coprimo se e somente se p 6= 0 e ∀e, b ∈ L, e ∨ b ≥ p ⇒ e ≥ p ou b ≥ p. Defini¸c˜ao 2.15 [1, Birkhoff] Um conjunto D com uma ordem parcial tal que: ∀a, b ∈
D, ∃k ∈ D; k ≥ a e k ≥ b, ´e dito conjunto direto.
Defini¸c˜ao 2.16 [5, Gierz at al.] A topologia Scott T em L ´e definida como segue.
U ∈ T se e somente se:
1. ∀a ∈ U, ∀b ∈ L; a ≤ b ⇒ b ∈ U
2. Para cada D subconjunto direto de L com ∨D ∈ U temos D ∩ U 6= ∅.
Teorema 2.3 [22, Warner e McLean] A topologia Scott em L ´e gerada pelos
con-juntos {Ap}p∈pr(L), onde Ap = {x ∈ L ; x p}.
2.3
L-Conjuntos e L-Pontos
Nesta se¸c˜ao X ´e um conjunto n˜ao vazio e L ´e um reticulado fuzzy com a topologia Scott.
Defini¸c˜ao 2.17 [6, Goguen] Um L-conjunto f em X ´e uma fun¸c˜ao f : X → L. O
conjunto de todos os L-conjuntos em X ser´a denotado por LX.
Podemos definir em LX uma ordem parcial, opera¸c˜oes de sup e inf, e uma
in-volu¸c˜ao com revers˜ao de ordem que fazem com que LX seja um reticulado fuzzy.
S˜ao elas [6, Goguen]:
(i) f ≤ g se e somente se f (x) ≤ g(x) para todo x ∈ X. Dizemos neste caso que f esta contido em g.
(ii) (∨j∈Jfj) (x) = ∨j∈Jfj(x) para cada x ∈ X e fam´ılia {fj}j∈J em LX. Dizemos
(iii) (∧j∈Jfj) (x) = ∧j∈Jfj(x) para cada x ∈ X e fam´ılia {fj}j∈J em LX. Dizemos
que (∧j∈Jfj) ´e a interse¸c˜ao dos L-conjuntos fj.
(iv) f0(x) = (f (x))0 para f ∈ LX. Dizemos que f0 ´e o complementar de f .
Defini¸c˜ao 2.18 [24, Weiss] Seja f um L-conjunto em X. O suporte de f ´e o
conjunto supp(f ) = {x ∈ X; f (x) > 0}.
Em [21], Warner determinou os elementos primos de LX,
pr(LX) =©x
p ∈ LX ; x ∈ X, p ∈ prL
ª
onde cada xp : X → L ´e o L-conjunto definido por
xp(y) =
½
p , y = x
1 , y 6= x
Defini¸c˜ao 2.19 [21, Warner] Os elementos de pr(LX) s˜ao chamados L-pontos de
X. Dizemos que o L-ponto xp pertence ao L-conjunto f em X, escrevemos xp ∈ f ,
se e somente se f (x) p.
Observe que em L-conjuntos n˜ao temos necessariamente a equivalˆencia
xp ∈ f ⇔ xp ∈ f/ 0 que existe em conjuntos, x ∈ A ⇔ x /∈ Ac, pois f (x) p e
f (x) ≥ p0 podem n˜ao ser equivalentes. Isso nos da uma certa liberdade de escolha
em defini¸c˜oes e teoremas. O modo como faremos a escolha entre xp ∈ f e xp ∈ f/ 0
ser´a semelhante ao feito por Kudri em [9, 10, 11, 12] que se mostrou satisfat´oria na obten¸c˜ao de alguns resultados.
Defini¸c˜ao 2.20 [2, Chang] Sejam f : X → Y uma fun¸c˜ao, g ∈ LX e h ∈ LY
L-conjuntos em X e Y respectivamente. Definimos:
(i) A imagem direta de g por f ´e o L-conjunto f (g) em Y definido por
f (g)(y) = ∨ {g(x) ∈ L ; x ∈ f−1(y)} para cada y ∈ Y .
(ii) A imagem inversa de h por f ´e o L-conjunto f−1(h) em X definido por
Proposi¸c˜ao 2.1 [2, 14, 17] Sejam f : X → Y uma fun¸c˜ao, {gj}j∈J uma fam´ılia de
L-conjuntos em X e {hj}j∈K uma fam´ılia de L-conjuntos em Y . Temos:
(i) f−1(h0 j) = (f−1(hj))0 (ii) hj ≤ hi ⇒ f−1(hj) ≤ f−1(hi) (iii) f−1(∨ j∈Khj) = ∨j∈Kf−1(hj) (iv) f−1(∧ j∈Khj) = ∧j∈Kf−1(hj) (v) f (g0 j) ≤ (f (gj))0 se f ´e injetiva.
(vi) (f (gj))0 ≤ f (gj0) se f ´e sobrejetiva.
(vii) gj ≤ gi ⇒ f (gj) ≤ f (gi)
(viii) f (∨j∈Kgj) = ∨j∈Kf (gj)
(ix) f (∧j∈Kgj) ≤ ∧j∈Kf (gj)
(x) f (f−1(h
j)) ≤ hj. Se f ´e sobrejetora ent˜ao vale a igualdade.
(xi) gj ≤ f−1(f (gj)). Se f ´e injetora ent˜ao vale a igualdade.
Proposi¸c˜ao 2.2 [14, Malghan e Benchalli] Sejam f : X → Y uma fun¸c˜ao, {gj}j∈J
uma fam´ılia de L-conjuntos em X e h um L-conjunto em Y . Temos:
(i) gj ≤ gi ⇒ supp(gj) ⊂ supp(gi)
(ii) supp(∨j∈Jgj) = ∪j∈Jsupp(gj))
(iii) supp(∧n
j=1gj) = ∩nj=1gj
(iv) f (supp(gj)) = supp(f (gj))
2.4
L-Topologias
Nesta se¸c˜ao X, Y e Xj s˜ao conjuntos n˜ao vazios, e L ´e um reticulado fuzzy com a
topologia Scott.
Defini¸c˜ao 2.21 [2, Chang] O par hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico, se e somente
se T ´e uma L-topologia em X, isto ´e, T ⊂ LX ´e tal que:
(i) ∅ ∈ T, X ∈ T , onde ∅ e X s˜ao os L conjuntos definidos por ∅(x) = 0 e X(x) = 1
para cada x ∈ X.
(ii) Para toda fam´ılia {fj}j∈J em T , ∨j∈Jfj ∈ T .
(iii) Para toda fam´ılia {fj}kj=1 em T , ∧kj=1fj ∈ T
Os elementos de T acima s˜ao chamados de L-conjuntos abertos, ou L-abertos. Dizemos que f ´e um L-conjunto fechado, ou um L-fechado, se e somente se f0 ∈ T .
Defini¸c˜ao 2.22 [16, Pu e Liu] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Seja f ∈ LX.
O interior de f , int(f ), e o fecho de f , cl(f ) = f , s˜ao definidos por: int(f ) = ∨ {g ∈ T ; g ≤ f }
cl(f ) = ∧©g ∈ LX ; f ≤ g, g0 ∈ Tª
Defini¸c˜ao 2.23 [12, Kudri] Sejam hX, TXi e hY, TYi espa¸cos L-topol´ogicos. Seja
f : X → Y uma fun¸c˜ao. Dizemos que f ´e cont´ınua se e somente se f−1(g) ∈ T X
para cada g ∈ TY. Dizemos que f ´e aberta se e somente se f (h) ∈ TY para cada
h ∈ TX.
Proposi¸c˜ao 2.3 [12, Kudri] Sejam hX, TXi e hY, TYi espa¸cos L-topol´ogicos. Seja
f : X → Y uma fun¸c˜ao. Temos:
(i) f ´e cont´ınua se e somente se para cada L-conjunto fechado g ∈ LY temos que
(ii) Se f ´e cont´ınua ent˜ao f−1(g) ≤ f−1(g) para cada g ∈ LY.
(iii) Se f ´e cont´ınua ent˜ao f (h) ≤ f (h)para cada h ∈ LX.
Demonstra¸c˜ao.
(i) Necessidade: Seja g ∈ LY um L-conjunto fechado, ent˜ao f0 ´e um L-conjunto
aberto. Como f ´e cont´ınua temos que f−1(g0) ∈ T
X. Mas
(f−1(g))0 = f−1(g0) ∈ T
X, logo, f−1(g) ´e um L-conjunto fechado.
Suficiˆencia: Seja g ∈ TY, ent˜ao g0 ´e um L-conjunto fechado, logo f−1(g0) ´e um
L-conjunto fechado. Mas (f−1(g))0 = f−1(g0), logo f−1(g) ∈ T X.
(ii) Como g ≤ g e f ´e cont´ınua temos que f−1(g) ≤ f−1(g) e, por (i), f−1(g) ´e um
L-conjunto fechado. Logo, f−1(g) ≤ f−1(g).
(iii) Como h ≤ f−1(f (h)) temos que h ≤ f−1(f (h)), ent˜ao, pela continuidade da
f e usando (ii) com g = f (h), temos h ≤ f−1(f (h)) ≤ f−1(f (h)). Logo
f (h) ≤ f (f−1(f (h))) ≤ f (h)
Fica assim demonstrado a proposi¸c˜ao. ¥
Defini¸c˜ao 2.24 [25, Wong] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Uma cole¸c˜ao B ⊂ T ´e uma base para T se e somente se para cada f ∈ T existe uma fam´ılia
{gj}j∈J em B tal que f = ∨j∈Jgj. Neste caso dizemos que T ´e gerada por B.
Defini¸c˜ao 2.25 [25, Wong] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Uma cole¸c˜ao C ⊂ T ´e uma subbase para T se e somente se a fam´ılia de todas as interse¸c˜oes
finitas de elementos de C forma uma base para T . Neste caso dizemos que T ´e gerada por C.
Defini¸c˜ao 2.26 [25, Wong] Seja {hXj, Tji}j∈J uma fam´ılia de espa¸cos L-topol´ogicos.
Seja X =Qj∈JXj e defina para cada α ∈ J a α-´esima proje¸c˜ao πα : X → Xα por
πα((xj)j∈J) = xα. A L-topologia produto T em X tem como subbase a fam´ılia
∪j∈J
©
π−1
j (f ) ; f ∈ Tj
ª
Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Em [20] e [21] Warner mostrou que o conjunto de todas as fun¸c˜oes cont´ınuas f : hX, δi → L formam uma L-topologia w(δ) em X, e que uma base para este espa¸co ´e o conjunto B =©fU b ∈ LX ; b ∈ L, U ∈ δ
ª onde cada fU b ´e definido por:
fU b(y) =
½
b se x ∈ U 0 se x /∈ U
Defini¸c˜ao 2.27 [20, Warner] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico e P uma
propri-edade topol´ogica em hX, δi. Dizemos que uma propripropri-edade topol´ogica PL em um
espa¸co L-topol´ogico ´e uma boa extens˜ao de P se e somente se: hX, δi tem a propri-edade P se e somente se hX, w(δ)i tem a propripropri-edade PL.
Os pr´oximos quatro resultados ser˜ao usados futuramente sem referˆencia a eles. Proposi¸c˜ao 2.4 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico, ent˜ao: f ∈ ω(δ) se
e somente se f−1{t ∈ L ; t p} ∈ δ para cada p ∈ pr(L).
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Se f ∈ ω(δ) ent˜ao ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua de X em
L, onde L tem a topologia Scott. Logo, f−1(A) ∈ δ para cada A aberto em L. Em
particular f−1(A) ∈ δ para os abertos A = {t ∈ L ; t p} da base.
Suficiˆencia: Seja A um aberto em L, ent˜ao podemos escrever A = ∪p∈PAp onde
P ⊂ pr(L) e Ap = {t ∈ L ; t p}. Como f−1(Ap) ∈ δ temos que f−1(A) ∈ δ pois
f−1(A) = ∪
p∈Pf−1(Ap). Logo f ∈ ω(δ). ¥
Proposi¸c˜ao 2.5 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico, ent˜ao: f ´e fechado
em hX, ω(δ)i se e somente se f−1{t ∈ L ; t ≥ p0} ´e fechado em hX, δi para cada
p ∈ pr(L).
Demonstra¸c˜ao. Usando que
(f0)−1{t ∈ L ; t p} = f−1{t ∈ L ; t p0}
e que
¡
temos que:
f0 ∈ ω(δ) ⇔ ∀p ∈ pr(L), (f0)−1{t ∈ L ; t p} ∈ δ ⇔ ∀p ∈ pr(L), f−1{t ∈ L ; t p0} ∈ δ
⇔ ∀p ∈ pr(L), ¡f−1{t ∈ L ; t p0}¢c ´e fechado em hX, ω(δ)i
⇔ f−1{t ∈ L ; t ≥ p0} ´e fechado em hX, ω(δ)i
O resultado segue do fato de que f ´e fechado em hX, ω(δ)i se e somente se
f0 ∈ ω(δ). ¥
Proposi¸c˜ao 2.6 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico, ent˜ao: A ∈ δ se e
somente se χA∈ w(δ).
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Seja A ∈ δ. Seja p ∈ pr(L) e considere o aberto b´asico Ap = {t ∈ L ; t p}. Temos que χ−1A (Ap) = {x ∈ X ; χA(x) p} = A.
Logo, χ−1
A (Ap) ∈ δ para cada aberto b´asico, ou seja χA ´e continua. Portanto
χA∈ ω(δ).
Suficiˆencia: Se χA ∈ w(δ) ent˜ao χ−1A {t ∈ L ; t p} ∈ δ para cada p ∈ pr(L),
mas χ−1
A {t ∈ L ; t p} = A, logo, A ∈ δ. ¥
Proposi¸c˜ao 2.7 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Seja e ∈ L e f um
L-conjunto em hX, ω(δ)i definido por: f (y) = ½ e se y ∈ A 0 se y /∈ A Ent˜ao: int(f )(y) = ½ e se y ∈ int(A) 0 se y /∈ int(A) e f (y) = ½ e se y ∈ A 0 se y /∈ A
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudri [12]. ¥
Defini¸c˜ao 2.28 [11, Kudri] Sejam hX, T i um espa¸co L-topol´ogico e g ∈ LX.
Di-zemos que g ´e compacto se e somente se para cada p ∈ pr(L) e fam´ılia {fj}j∈J
de L abertos tal que (∨j∈Jfj) (x) p para todo x ∈ X com g(x) ≥ p0, existe um
Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico, a fun¸c˜ao φ : T → P(X × pr(L)) definida por φ(f ) = {(x, p) ∈ X × pr(L) ; f (x) p} determina uma L-topologia φ(T ) em
X × pr(L) [23].
Lema 2.1 [22, Warner e McLean] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Temos:
hX, T i ´e compacto se e somente se para cada p ∈ pr(L), X × {p} ´e compacto em hX × pr(L), φ(T )i.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Seja p ∈ pr(L) fixado. Seja {φ(fj)}j∈J uma
cober-tura aberta de X × {p}, isto ´e, fj ∈ T e X × {p} ⊂ ∪j∈Jφ(fj).
Seja x ∈ X, ent˜ao, existe i ∈ J tal que (x, p) ∈ φ(fi), isto ´e, fi(x) p, logo,
(∨j∈Jfj) (x) p. Pela compacidade de hX, T i, existe um subconjunto finito J1 de
J tal que (∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X.
Temos ent˜ao que X × {p} ⊂ ∪j∈J1φ(fj). De fato, para x ∈ X temos
(∨j∈J1fj) (x) p, ent˜ao existe i ∈ J1 tal que fi(x) p, ou seja, (x, p) ∈ φ(fi).
Suficiˆencia: Sejam p ∈ pr(L) e {fj}j∈J uma fam´ılia de L-abertos tal que
(∨j∈Jfj) (x) p para cada x ∈ X.
Seja (x, p) ∈ X × {p}. Como x ∈ X, (∨j∈Jfj) (x) p, ent˜ao existe i ∈ J tal que
fi(x) p, isto ´e, (x, p) ∈ φ(fi), logo, X × {p} ∈ ∪j∈Jφ(fj). Pela compacidade de
X × {p} existe um subconjunto finito J1 de J tal que X × {p} ∈ ∪j∈J1φ(fj).
Segue que (∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X. De fato, para x ∈ X temos
X × {p} ∈ ∪j∈J1φ(fj), ent˜ao existe i ∈ J tal que (x, p) ∈ φ(fi), ou seja fi(x) p.
Logo, (∨j∈J1fj) (x) p. ¥
Teorema 2.4 [22, Warner e McLean] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao:
hX, δi ´e compacto se e somente se hX, ω(δ)i ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Tendo em vista o lema anterior, mostraremos que: hX, δi ´e com-pacto se e somente se para cada p ∈ pr(L), X × {p} ´e comcom-pacto em
Necessidade: Sejam p ∈ pr(L) e {φ(fj)}j∈J, fj ∈ ω(δ), uma cobertura aberta de
X × {p}. Para cada j ∈ J considere os abertos Uj = {t ∈ L ; t p}, ent˜ao, {Uj}j∈J
´e uma cobertura aberta de X. De fato:
x ∈ X ⇒ (x, p) ∈ X × {p} ⇒ ∃j ∈ J; (x, p) ∈ φ(fj)
⇒ fj(x) p
⇒ x ∈ Uj
Pela compacidade de X, existe um subconjunto finito J1 de J tal que X ⊂
∪j∈J1Uj. Segue que X × {p} ⊂ ∪j∈Jφ(fj). De fato:
(x, p) ∈ X × {p} ⇒ x ∈ X
⇒ ∃j ∈ J1; x ∈ Uj
⇒ fj(x) p
⇒ (x, p) ∈ φ(fj)
Portanto, X × {p} ´e compacto em hX × pr(L), φ(ω(δ))i.
Suficiˆencia: Seja {Uj}j∈J uma cobertura aberta de X. Fixe p ∈ pr(L) e considere
os L-abertos fj = χUj. Temos ent˜ao que {φ(fj)}j∈J ´e uma cobertura aberta de
X × {p}. De fato:
(x, p) ∈ X × {p} ⇒ x ∈ X
⇒ ∃j ∈ J; x ∈ Uj
⇒ fj(x) = 1 p
⇒ (x, p) ∈ φ(fj)
Pela compacidade de X × {p}, existe um subconjunto finito J1 de J tal que
X × {p} ⊂ ∪j∈J1φ(fj). Segue que X ⊂ ∪j∈J1Uj. De fato:
⇒ ∃j ∈ J1; (x, p) ∈ φ(fj)
⇒ fj(x) p
⇒ x ∈ Uj
Portanto, hX, δi ´e compacto. ¥
Teorema 2.5 [11, Kudri] Sejam S uma subbase para a L-topologia T em X, e
g ∈ LX. Se para cada p ∈ pr(L) e cada familia {f
j}j∈J de L-abertos subb´asicos tais
que (∨j∈Jfj) (x) p para todo x ∈ X com g(x) ≥ p0 existe um subconjunto finito J1
de J tal que (∨j∈J1fj) (x) p para todo x ∈ X com g(x) ≥ p
0, ent˜ao, g ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudri [11]. ¥
Teorema 2.6 Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Se h ∈ LX ´e tal que supp(h) ´e
finito, ent˜ao h ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudri [12].
Teorema 2.7 Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Se h, g ∈ LX s˜ao compactos
ent˜ao h ∨ g ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudri [12].
Teorema 2.8 [12, Kudri] Sejam hX, TXi e hY, TYi espa¸cos L-topol´ogicos. Se
f : X → Y ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua e χA ´e um L-conjunto compacto em X ent˜ao
f (χA) ´e um L-conjunto compacto em Y .
Demonstra¸c˜ao. Observe inicialmente que f (χA) = χf (A). Seja p ∈ pr(L) e seja
{fj}j∈J uma fam´ılia de L-abertos tal que (∨j∈Jfj) (y) p para cada y ∈ Y com
χf (A)(y) ≥ p0, isto ´e, y ∈ f (A).
Considere a fam´ılia {gj}j∈J, onde cada gj = f−1(fj) ´e um L-aberto pela
logo (∨j∈Jfj) (y) p. Mas fj(y) = fj(f (x)) = f−1(fj)(x), logo (∨j∈Jgj) (x) p
para cada x ∈ A.
Pela compacidade de χA existe um subconjunto finito J1 de J tal que
(∨j∈J1gj) (x) p para cada x ∈ A. Segue que (∨j∈Jfj) (y) p para cada y ∈ f (A),
isto ´e, y ∈ Y e χf (A)(y) ≥ p0. De fato, seja y ∈ f (A), ent˜ao y = f (x) para algum
x ∈ A. Temos ent˜ao que (∨j∈Jgj) (x) p, ou seja, (∨j∈Jfj) (y) p. ¥
Defini¸c˜ao 2.29 [4, Gantner et al.] Sejam hX, T i um espa¸co L-topol´ogico, A ⊂ X
e TA =
©
f |A∈ LA; f ∈ T
ª
. Dizemos neste caso que hA, TAi ´e um subespa¸co de
hX, T i.
Teorema 2.9 [12, Kudri] Sejam hX, T i um espa¸co L-topol´ogico e D ⊂ X. Ent˜ao:
χD ´e compacto se e somente se o subespa¸co hD, TDi ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam p ∈ pr(L) e {fj}j∈J uma fam´ılia de L-abertos
tais que (∨j∈Jfj) (x) p para cada x ∈ D. Para cada j ∈ J, seja fj∗ ∈ T tal que
fj = fj∗|D. Ent˜ao a fam´ılia
©
f∗ j
ª
j∈J ´e tal que
¡
∨j∈Jfj∗
¢
(x) p para cada x ∈ X com χD(x) ≥ p0 pois χD(x) ≥ p0 ⇔ x ∈ D.
Sendo χD compacto, existe um subconjunto finito J1 de J tal que
¡
∨j∈J1f ∗ j
¢
(x) p para cada x ∈ X com χD(x) ≥ p0. Ent˜ao (∨j∈J1fj) (x) p
para cada x ∈ D. Portanto hD, TDi ´e compacto.
Suficiˆencia: Sejam p ∈ pr(L) e {fj}j∈J uma fam´ılia de L-abertos tais que
(∨j∈Jfj) (x) p para cada x ∈ X com χD(x) ≥ p0. Para cada j ∈ J seja gj = fj|D,
ent˜ao cada gj ∈ TD e a fam´ılia {gj}j∈J ´e tal que (∨j∈Jgj) (x) p para cada x ∈ D
pois χD(x) ≥ p0 ⇔ x ∈ D.
Sendo hD, TDi compacto, existe um subconjunto finito J1 de J tal que
(∨j∈Jgj) (x) p para cada x ∈ D. Ent˜ao (∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X
com χD(x) ≥ p0. Portanto χD ´e compacto. ¥
e seja X o L-espa¸co produto. Ent˜ao: X ´e compacto se e somente se para cada j ∈ J, Xj ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudry [12]. ¥
Defini¸c˜ao 2.30 [22, Warner e McLean] Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e Hausdorff
se e somente se para cada p, q ∈ pr(L) e cada x 6= y em X, existem f, g ∈ T tais que f (x) p, g(y) q, e, f (z) = 0 ou g(z) = 0 para cada z ∈ X.
Teorema 2.11 [22, Warner e McLean] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao:
hX, δi ´e Hausdorff se e somente se hX, ω(δ)i ´e Hausdorff.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam p, q ∈ pr(L) e x 6= y em X. Sendo hX, δi Hausdorff, existem U, V ∈ δ tais que x ∈ U, y ∈ V e U ∩ V = ∅. Seja f = χU e
g = χV, ent˜ao f, g ∈ ω(δ), f (x) = 1 p, g(y) = 1 q, e, f (z) = 0 ou g(z) = 0 para
cada z ∈ X.
Suficiˆencia: Seja x 6= y em X. Fixe p ∈ pr(L). Sendo hX, ω(δ)i Hausdorff,
existem f, g ∈ T tais que f (x) p, g(y) q, e, f (z) = 0 ou g(z) = 0 para cada
z ∈ X. Sejam S = {t ∈ pr(L) ; t p}, U = f−1(S) e U = g−1(S). Ent˜ao U, V ∈ δ,
x ∈ U, y ∈ V e U ∩ V = ∅. ¥
Teorema 2.12 [12, Kudri] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Se g ∈ LX ´e
com-pacto e f ∈ LX ´e L-fechado, ent˜ao f ∧ g ´e compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam p ∈ pr(L) e H uma fam´ılia de L-abertos tais que (∨h∈Hh) (x) p para cada x ∈ X com (f ∧ g)(x) ≥ p0. Seja F = H ∪ {f0},
ent˜ao (∨h∈Fh) (x) p para cada x ∈ X com g(x) ≥ p0. De fato, seja x ∈ X com
g(x) ≥ p0, ent˜ao:
f (x) ≥ p0 ⇒ (f ∧ g)(x) ≥ p0
⇒ (∨h∈Hh) (x) p
ou
f (x) p0 ⇒ f0(x) p
⇒ (∨h∈Fh) (x) p
Sendo g compacto, existe um subconjunto finito U de F tal que (∨h∈Uh) (x) p
para cada x ∈ X com g(x) ≥ p0. Suponha U = {h
1, · · · , hn, f0}, ent˜ao
(∨n
i=1hi) (x) p para cada x ∈ X com (f ∧ g)(x) ≥ p0. De fato, seja x ∈ X
com (f ∧ g)(x) ≥ p0, ent˜ao g(x) ≥ p0 e f (x) ≥ p0. Logo (∨
h∈Uh) (x) p e f0(x) ≤ p.
Segue que existe h ∈ U tal que h(x) p e que h 6= f0. Portanto (∨n
i=1hi) (x) p e
f ∧ g ´e compacto. ¥
Corol´ario 2.1 [12, Kudri] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico. Se g ∈ LX ´e
com-pacto e f ´e um L-conjunto fechado tal que f ≤ g, ent˜ao, f ´e comcom-pacto.
Demonstra¸c˜ao. Segue do teorema 2.12. ¥
Teorema 2.13 [11, Kudri] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico, Hausdorff. Se F ⊂
X ´e tal que χF ´e compacto, ent˜ao χF ´e L-fechado.
Demonstra¸c˜ao. Ver Kudri [11]. ¥
Defini¸c˜ao 2.31 [17, Pu e Liu] Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e dito totalmente
estratificado se e somente se cada L-conjunto constante ´e L-aberto.
Teorema 2.14 [12, Kudri] Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico, totalmente
estra-tificado e Hausdorff. Seja D ⊂ X, ent˜ao o subespa¸co hD, TDi ´e totalmente
estrati-ficado e Hausdorff.
Demonstra¸c˜ao. Seja f ∈ LD um L-conjunto constante, digamos f (x) = c para
cada x ∈ D. Sendo hX, T i totalmente estratificado, a fun¸c˜ao g definida por g(y) = c para cada y ∈ Y ´e um L-aberto. Como g|D = f , temos que f ∈ TD. Logo, hD, TDi
Sejam x 6= y em D ⊂ X e p, q ∈ pr(L). Como hX, T i ´e Hausdorff, existem
f, g ∈ T tais que f (x) p, g(y) q, e, f (z) = 0 ou g(z) = 0 para cada z ∈ X.
Ent˜ao f |D, g|D ∈ TD s˜ao tais que f |D(x) p, g|D(y) q, e, f (z) = 0 ou g(z) = 0
para cada z ∈ D. Logo, hD, TDi ´e Hausdorff. ¥
Defini¸c˜ao 2.32 [13, Lowen] Dizemos que um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e
topolo-gicamente gerado se e somente se existe uma topologia δ em X tal que T = ω(δ).
Teorema 2.15 [22, Warner e McLean] Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico,
total-mente estratificado, compacto e Hausdorff, ent˜ao ´e topologicatotal-mente gerado.
Demonstra¸c˜ao. Ver Warner e McLean [22]. ¥
Defini¸c˜ao 2.33 [12, Kudri] Sejam hX, T i um espa¸co L-topol´ogico e g ∈ LX.
Di-zemos que g ´e Lindel¨of se e somente se para cada p ∈ pr(L) e fam´ılia {fj}j∈J de
L-abertos tal que (∨j∈Jfj) (x) p para cada x ∈ X com g(x) ≥ p0; existe um
subconjunto enumer´avel J1 de J tal que (∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X com
g(x) ≥ p0.
Teorema 2.16 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao: hX, δi ´e
Lin-del¨of se e somente se hX, ω(δ)i ´e LinLin-del¨of.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam p ∈ pr(L) e {fj}j∈J uma fam´ılia de
L-abertos tal que (∨j∈Jfj) (x) p para cada x ∈ X. Considere os conjuntos
Uj = fj−1{t ∈ L ; t p}, ent˜ao, cada Uj ∈ δ e a fam´ılia {Uj}j∈J ´e uma cobertura
aberta de X. De fato:
x ∈ X ⇒ (∨j∈Jfj) (x) p
⇒ ∃j ∈ J; fj(x) p
Sendo hX, δi Lindel¨of, existe um subconjunto enumer´avel J1 de J tal que
X ⊂ ∪j∈J1Uj. Segue que (∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X. De fato:
x ∈ X ⇒ ∃j ∈ J1; x ∈ Uj
⇒ fj(x) p
⇒ (∨j∈Jfj) (x) p
Portanto, hX, ω(δ)i ´e Lindel¨of.
Suficiˆencia: Seja {Uj}j∈J uma cobertura aberta de X. Fixe p ∈ pr(L) e considere
os L-abertos fj = χUj, ent˜ao a fam´ılia {fj}j∈J ´e tal que (∨j∈Jfj) (x) p para cada
x ∈ X. De fato:
x ∈ X ⇒ ∃j ∈ J1; x ∈ Uj
⇒ fj(x) = 1 p
⇒ (∨j∈Jfj) (x) p
Sendo hX, ω(δ)i Lindel¨of, existe um subconjunto enumer´avel J1 de J tal que
(∨j∈J1fj) (x) p para cada x ∈ X. Segue que X ⊂ ∪j∈J1Uj. De fato:
x ∈ X ⇒ (∨j∈J1fj) (x) p
⇒ ∃j ∈ J1; fj(x) p
⇒ x ∈ Uj
Portanto, hX, δi ´e Lindel¨of. ¥
Defini¸c˜ao 2.34 [12, Kudri] Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e regular se e somente
se para cada x ∈ X, cada p ∈ pr(L), e cada L-conjunto fechado f tal que f (x) = 0 e f (y0) ≥ p0 para algum y0 ∈ X, existem u, v ∈ T com u(x) p, v(z) p para cada
z ∈ X com f (z) ≥ p0, e, u(z) = 0 ou v(z) = 0 para cada z ∈ X.
Teorema 2.17 [22, Warner e McLean] Seja hX, δi um espa¸co L-topol´ogico. Ent˜ao:
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam x ∈ X, p ∈ pr(L) e f um L-conjunto fechado em hX, ω(δ)i tal que f (x) = 0 e existe y0 ∈ X com f (y0) ≥ p0.
Sendo f um L-conjunto fechado temos que F = f−1{t ∈ L ; t ≥ p0} ´e fechado
em hX, δi, e F 6= ∅ pois y0 ∈ F . Como hX, δi ´e regular temos que existem U, V ∈ δ
tais que x ∈ U, F ⊂ V e U ∩ V = ∅.
Seja u = χU e v = χV, ent˜ao u, v ∈ ω(δ), u(x) = 1 p e v(y) p para cada
y ∈ X com f (y) ≥ p0 pois
f (y) ≥ p0 ⇒ y ∈ F ⇒ y ∈ V ⇒ v(y) = 1 p.
Tamb´em temos que u(z) = 0 ou v(z) = 0 para cada z ∈ X. De fato, se z ∈ X e
u(z) 6= 0 ent˜ao z ∈ U, logo z /∈ V pois U ∩ V = ∅. Segue que v(z) = 0.
Portanto hX, ω(δ)i ´e regular.
Suficiˆencia: Seja x ∈ X e F ⊂ X um fechado n˜ao vazio em hX, δi tal que x /∈ F .
Seja p ∈ pr(L) fixado.
Seja f ∈ LX definida por:
f (y) =
½
p0 se y ∈ F
0 se y /∈ F
Como F 6= ∅ existe y0 ∈ F , logo f (y0) = p0. Tamb´em temos que f ´e L-fechado
em hX, ω(δ)i pois para cada q ∈ pr(L) temos
f−1{t ∈ L ; t ≥ q0} =
½
F se p0 ≥ q0
∅ se p0 q0
Pela regularidade de hX, ω(δ)i existem u, v ∈ hX, ω(δ)i tais que u(x) p,
v(y) p para cada y ∈ X com f (y) ≥ p0, e, u(z) = 0 ou v(z) = 0 para cada
z ∈ X.
Seja U = u−1{t ∈ L ; t p} e V = v−1{t ∈ L ; t p}, ent˜ao U, V ∈ δ, x ∈ U
pois u(x) p e F ⊂ V pois
y ∈ F ⇒ f (y) = p0 ⇒ v(y) p ⇒ y ∈ V.
Tambem temos que U ∩ V = ∅. De fato, se z ∈ U ent˜ao u(z) p logo v(z) = 0, isto ´e, z /∈ V .
Portanto hX, δi ´e regular. ¥
Teorema 2.18 [11, Kudri] Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico compacto e
Haus-dorff ent˜ao hX, T i ´e regular.
Demonstra¸c˜ao. Sejam x ∈ X, p ∈ pr(L) e f um L-conjunto fechado tal que
f (x) = 0 e existe y0 ∈ X com f (y0) ≥ p0. Mostraremos que existem u, v ∈ T tais
que u(x) p, v(y) p para cada y ∈ X com f (y) ≥ p0, e, u(z) = 0 ou v(z) = 0
para cada z ∈ X.
Seja F = {t ∈ X ; f (t) ≥ p0}, ent˜ao F 6= ∅ pois y
0 ∈ F e x /∈ F pois f (x) = 0 e
p0 6= 0.
Como hX, T i ´e Hausdorff, para cada y ∈ F existem fy, gy ∈ T tais que fy(x) p,
gy(y) p, e, fy(z) = 0 ou gy(z) = 0 para cada z ∈ X.
Seja A = {gy}y∈F. Ent˜ao (∨h∈Ah) (z) p para cada z ∈ X tal que f (z) ≥ p0. De
fato, se z ∈ X e f (z) ≥ p0 ent˜ao z ∈ F e g
z(z) p.
Sendo f um L-fechado e hX, T i compacto, pelo corol´ario 2.1 f ´e compacto. Por-tanto existe um subconjunto finito B = {gy1, · · · , gyk} de A tal que (∨h∈Bh) (z) p
para cada z ∈ F . Seja u = ∧k
i=1fyi e v = ∨
k
i=1gyi, ent˜ao u, v ∈ T , u(x) p pois fyi(x) p para
cada i = 1, · · · , k, v(y) p para cada y ∈ F pois v(y) =¡∨k i=1gyi
¢
(y) p. Tamb´em temos que u(z) = 0 ou v(z) = 0 para cada z ∈ X. De fato, se z ∈ X e u(z) 6= 0 ent˜ao fyi(z) 6= 0 para cada i = 1, · · · , k, logo gyi(z) = 0 para cada i = 1, · · · , k e
v(z) = 0.
Portanto hX, T i ´e regular. ¥
O pr´oximo lema ´e um resultado simples que ser´a usado em algumas demons-tra¸c˜oes no pr´oximo cap´ıtulo sem nos referirmos a ele.
Lema 2.2 [12, Kudri] Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao: K ⊂ X ´e compacto
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Seja p ∈ pr(L) e {fj}j∈J uma fam´ılia de L-abertos
tal que (∨j∈Jfj) (x) p para todo x ∈ X com χK(x) ≥ p0. Defina para cada j ∈ J
o aberto Uj = f−1{t ; t p}. Temos ent˜ao que a fam´ılia {Uj}j∈J ´e uma cobertura
aberta de K. De fato:
y ∈ K ⇒ y ∈ X e χK(y) ≥ p0
⇒ (∨j∈Jfj) (y) p
⇒ ∃j ∈ J; fj(y) p
⇒ y ∈ Uj
Sendo K compacto, existe um subconjunto finito J1 de J tal que K ⊂ ∪j∈J1Uj.
Segue que (∨j∈J1fj) (x) p para todo x ∈ X com χK(x) ≥ p0. De fato:
y ∈ X e χK(y) ≥ p0 ⇒ y ∈ K
⇒ ∃j ∈ J1; y ∈ Uj
⇒ fj(y) p
⇒ (∨j∈J1fj) (y) p
Portanto χK ´e compacto.
Suficiˆencia: Seja {Uj}j∈J uma cobertura aberta de K. Para cada j ∈ J
con-sidere o L-aberto fj definido por fj = χUj. Ent˜ao a fam´ılia {fj}j∈J ´e tal que
(∨j∈Jfj) (x) p para todo x ∈ X com χK(x) ≥ p0. De fato:
y ∈ X e χK(y) ≥ p0 ⇒ y ∈ K
⇒ ∃j ∈ J; y ∈ Uj
⇒ fj(y) p
⇒ (∨j∈Jfj) (y) p
Pela compacidade de χK existe um subconjunto finito J1 de J tal que
De fato:
y ∈ K ⇒ y ∈ X e χK(y) ≥ p0
⇒ (∨j∈J1fj) (y) p
⇒ ∃j ∈ J1; fj(y) p
⇒ y ∈ Uj
Compacidade Local
Neste cap´ıtulo trataremos da propriedade de compacidade local. Em topologia geral existem trˆes modos de se definir compacidade local, equivalentes entre si em espa¸cos de Hausdorff. Vamos chamar aqui de compacidade local, compacidade local fraca e compacidade local relativa, ver defini¸c˜oes 2.1, 2.2 e 2.3.
As duas primeiras formas foram generalizadas para espa¸cos L-topol´ogicos por Kudri em [9] e [10] atrav´es de L-conjuntos muito compactos. Um L-conjunto k ´e muito compacto se e somente se ´e da forma:
k(y) =
½
b y ∈ D
0 y /∈ D
com χD compacto.
Defini¸c˜ao 3.1 [9] Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e localmente compacto se e
so-mente se para cada x ∈ X, p ∈ pr(L) e f ∈ T tal que f (x) p existem g ∈ T e k ∈ LX muito compacto tais que g(x) p e g ≤ k ≤ f .
Defini¸c˜ao 3.2 [9] Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e fracamente localmente compacto
se e somente se para cada x ∈ X e p ∈ pr(L) existem g ∈ T e k ∈ LX muito
compacto tais que g(x) p e g ≤ k.
Em [10] Kudri mostrou a equivalencia destas duas propriedades em espa¸cos de Hausdorff. Faltava ainda uma defini¸c˜ao para espa¸cos relativamente localmente com-pactos equivalente a estas em espa¸cos de Hausdorff.
Em anota¸c˜oes feitas por Kudri e Ayg¨un foi proposta uma boa defini¸c˜ao para espa¸cos relativamente localmente compactos. O que fazemos aqui, na primeira se¸c˜ao, ´e redefinir as propriedades de compacidade local e compacidade local fraca nos mol-des da defini¸c˜ao de Kudri e Ayg¨un para compacidade local relativa. A segunda se¸c˜ao ´e dedicada aos resultados obtidos destas propriedades: a invariˆancia por so-breje¸c˜oes cont´ınuas e abertas, equivalˆencias em espa¸cos de Hausdorff, regularidade em espa¸cos de Hausdorff, teoremas de compactifica¸c˜ao por um ponto e teoremas sobre a compacidade local do L-espa¸co produto.
3.1
Compacidade local
Defini¸c˜ao 3.3 Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e localmente compacto se e somente
se para cada x ∈ X, p ∈ pr(L) e f ∈ T tal que f (x) p, existem g ∈ T e k ∈ LX,
com χsupp(k) compacto, tais que g(x) p e g ≤ k ≤ f .
Teorema 3.1 Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao: hX, δi ´e localmente
com-pacto se e somente se hX, ω(δ)i ´e localmente comcom-pacto.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam x ∈ X, p ∈ pr(L) e f ∈ ω(δ) tal que f (x) p. Seja h ∈ ω(δ) um L-conjunto aberto b´asico tal que h(x) p e h ≤ f , definido por:
h(y) =
½
e se y ∈ V ∈ δ 0 se y /∈ V
Como hX, δi ´e localmente compacto, existem U ∈ δ e um subconjunto compacto
J de X tais que x ∈ U e U ⊂ J ⊂ V .
Sejam g ∈ ω(δ) e k ∈ LX definidos por:
g(y) = ½ e se y ∈ U ∈ δ 0 se y /∈ U k(y) = ½ e se y ∈ J ∈ δ 0 se y /∈ J
Ent˜ao g(x) p, g ≤ k ≤ h ≤ f e χsupp(k) = χJ ´e compacto pois J ´e compacto.
Logo, hX, ω(δ)i ´e localmente compacto.
hX, ω(δ)i ´e localmente compacto, para f = χV, existem g ∈ ω(δ) e k ∈ LX, com
χsupp(k) compacto, tais que g(x) p e g ≤ k ≤ f .
Sejam U = g−1{t ∈ L ; t p} e K = supp(k), ent˜ao, U ∈ δ, x ∈ U, U ⊂ K ⊂ V
e K ´e um subconjunto compacto de X pois χsupp(k) ´e compacto. Logo, hX, δi ´e
localmente compacto. ¥
Defini¸c˜ao 3.4 Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e fracamente localmente compacto
se e somente se para cada x ∈ X e p ∈ pr(L) existem f ∈ T e k ∈ LX, com χ supp(k)
compacto, tais que f (x) p e f ≤ k.
Teorema 3.2 Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao: hX, δi ´e fracamente
local-mente compacto se e solocal-mente se hX, ω(δ)i ´e fracalocal-mente locallocal-mente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam x ∈ X e p ∈ pr(L). Como hX, δi ´e fracamente localmente compacto, existem U ∈ δ e um subconjunto compacto J de X tais que
x ∈ U e U ⊂ J.
Sejam g = χU e K = χJ, ent˜ao g ∈ ω(δ), g(x) p, g ≤ k e χsupp(k) = χJ ´e
compacto pois J ´e compacto. Logo, hX, ω(δ)i ´e fracamente localmente compacto.
Suficiˆencia: Seja x ∈ X e fixe p ∈ pr(L). Como hX, ω(δ)i ´e fracamente localmente
compacto existem g ∈ ω(δ) e k ∈ LX, com χ
supp(k) compacto, tais que g(x) p e
g ≤ k.
Sejam V = g−1{t ∈ L ; t p} e K = supp(k), ent˜ao, V ∈ δ, x ∈ V , V ⊂ K
e K ´e um subconjunto compacto de X pois χsupp(k) ´e compacto. Logo, hX, δi ´e
fracamente localmente compacto. ¥
Defini¸c˜ao 3.5 Um espa¸co L-topol´ogico hX, T i ´e relativamente localmente compacto
se e somente se para cada x ∈ X e p ∈ pr(L) existe f ∈ T , com χsupp(f ) compacto, tal que f (x) p.
Teorema 3.3 Seja hX, δi um espa¸co topol´ogico. Ent˜ao: hX, δi ´e relativamente
Demonstra¸c˜ao. Necessidade: Sejam x ∈ X e p ∈ pr(L). Como hX, δi ´e relativa-mente localrelativa-mente compacto existe V ∈ δ, com V compacto, tal que x ∈ V . Seja
f = χV, ent˜ao f (x) = 1 p. Temos ainda que f = χV, logo supp(f ) = V ´e
compacto, portanto χsupp(f ) ´e compacto.
Suficiˆencia: Seja x ∈ X e fixe p ∈ pr(L). Como hX, ω(δ)i ´e relativamente
localmente compacto existe f ∈ ω(δ) tal que f (x) p, com χsupp(f ) compacto, logo
supp(f ) ´e compacto. Seja g ∈ LX Um L-conjunto aberto b´asico tal que g(x) p e
g ≤ f , definido por: g(y) = ½ e se y ∈ V ∈ δ 0 se y /∈ V Como g ≤ f e g(y) = ½ e se y ∈ V 0 se y /∈ V
temos que g ≤ f e V = supp(g) ⊂ supp(f ), logo, V ´e compacto pois ´e fechado e
supp(f ) ´e compacto. ¥
3.2
Propriedades
Teorema 3.4 Seja hX, TXi um espa¸co L-topol´ogico localmente compacto e seja
hY, TYi um espa¸co L-topol´ogico. Se h : X → Y ´e uma sobreje¸c˜ao cont´ınua e aberta
ent˜ao hY, TYi ´e localmente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam y ∈ Y , com y = h(x), p ∈ pr(L) e f ∈ TY tal que f (y) p.
Seja j = h−1(f ) ent˜ao j ∈ T
X, pois h cont´ınua, e j(x) = f (y) p. Como hX, TXi ´e
localmente compacto existem i ∈ TX e c ∈ LX, χsupp(c) compacto, tais que i(x) p
e i ≤ c ≤ j.
Sejam g = h(j) e k = h(c). Ent˜ao g ∈ TY, pois h ´e aberta, e g ≤ k ≤ f ,
pois i ≤ c ≤ j. Como h ´e cont´ınua e χsupp(c) ´e compacto temos que h(χsupp(c)) ´e
compacto, teorema 2.8. Mas:
Portanto, hY, TYi ´e localmente compacto. ¥
Teorema 3.5 Seja hX, TXi um espa¸co L-topol´ogico fracamente localmente compacto
e seja hY, TYi um espa¸co L-topol´ogico. se h : X → Y ´e uma sobreje¸c˜ao cont´ınua e
aberta ent˜ao hY, TYi ´e fracamente localmente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam y ∈ Y , com y = h(x), e p ∈ pr(L). Como hX, TXi ´e
fracamente localmente compacto existem i ∈ TX e c ∈ LX, com χsupp(c) compacto,
tais que i(x) p e i ≤ c.
Sejam g = h(j) e k = h(c). Ent˜ao g ∈ TY, pois h ´e aberta, e g ≤ k, pois i ≤ c.
Como h ´e cont´ınua e χsupp(c) ´e compacto temos que h(χsupp(c)) ´e compacto, 2.8. Mas:
h(χsupp(c)) = χh(supp(c))= χsupp(h(c))= χsupp(k)
Portanto, hY, TYi ´e fracamente localmente compacto. ¥
Teorema 3.6 Seja hX, TXi um espa¸co L-topol´ogico relativamente localmente
com-pacto e seja hY, TYi um espa¸co L-topol´ogico. Se h : X → Y ´e uma sobreje¸c˜ao
cont´ınua e aberta tal que h(g) ≤ h(g) para cada g ∈ LX, ent˜ao, hY, T
Yi ´e
relativa-mente localrelativa-mente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam y ∈ Y , com y = h(x), e p ∈ pr(L). Como hX, TXi ´e
relativamente localmente compacto existe g ∈ TX, com χsupp(g) compacto, tal que
g(x) p. Seja f = h(g) ent˜ao f (x) p, f ∈ TY pois h ´e aberta, e h(χsupp(g)) e
compacto pois h ´e cont´ınua. Mas:
h(χsupp(g)) = χh(supp(g))= χsupp(h(g))= χsupp(h(g))= χsupp(f ))
onde usamos o teorema 2.3 e o fato de h(g) ≤ h(g).
Portanto, hY, TYi ´e relativamente localmente compacto. ¥
Teorema 3.7 Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico localmente compacto ent˜ao ´e
Demonstra¸c˜ao. Sejam x ∈ X e p ∈ pr(L). Como hX, T i ´e localmente compacto, para f = X, existem g ∈ T e k ∈ LX, com χ
supp(k) compacto, tal que g(x) p e
g ≤ k ≤ f . Logo hX, T i ´e fracamente localmente compacto. ¥
Teorema 3.8 Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico compacto Hausdorff totalmente
estratificado, ent˜ao hX, T i ´e localmente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sendo hX, T i compacto Hausdorff totalmente estratificado, ´e to-pologicamente gerado, teorema 2.15, logo existe uma topologia δ em X tal que
T = ω(δ). Pelos teoremas 2.4 e 2.11, hX, δi ´e um espa¸co topol´ogico compacto e
Hausdorff, logo ´e localmente compacto. Segue do teorema 3.1 que hX, T i ´e local-mente compacto. ¥
Teorema 3.9 Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico fracamente localmente compacto
totalmente estratificado Hausdorff ent˜ao ´e localmente compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam x ∈ X, p ∈ pr(L) e f ∈ T tal que f (x) p. Vamos mostrar que existem g ∈ T e k ∈ LX, com χ
supp(k) compacto, tais que g(x) p e g ≤ k ≤ f .
Como hX, T i ´e fracamente localmente compacto existem i ∈ T e j ∈ LX, com
χsupp(j) compacto, tais que i(x) p e i ≤ j. Seja D = supp(j). Como χsupp(j)
´e compacto e hX, T i ´e Hausdorff totalmente estratificado, o subespa¸co hD, TDi ´e
um espa¸co L-topol´ogico compacto totalmente estratificado e Hausdorff. Ent˜ao, pelo teorema 3.8, hD, TDi ´e localmente compacto. Logo, para fD = f |D, existem hD ∈ TD
e c ∈ LD, com χ
supp(c) compacto, tais que hD ≤ cD ≤ fD e hD(x) p.
Seja h ∈ T tal que h|D = hD e defina k ∈ LX por
k(y) =
½
cD(y) if y ∈ D
0 if y /∈ D
ent˜ao, h(x) p e χsupp(k) ´e compacto pois supp(k) = supp(cD).
Seja g = h ∧ i, ent˜ao g ∈ T e g(x) p. Tamb´em temos que g ≤ k ≤ f . De fato, se y ∈ D ent˜ao g(y) ≤ h(y) ≤ k(y) ≤ f (y) pois hD ≤ cD ≤ fD, e se y /∈ D ent˜ao
Teorema 3.10 Se hX, T i ´e um espa¸co L-topol´ogico relativamente localmente
com-pacto ent˜ao hX, T i ´e fracamente localmente comcom-pacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam x ∈ X e p ∈ pr(L). Como hX, T i ´e relativamente local-mente compacto existe g ∈ T , com χsupp(g) compacto, tal que g(x) p. Como g ≤ g
temos que hX, T i ´e fracamente localmente compacto. ¥
Teorema 3.11 Seja hX, T i um espa¸co L-topol´ogico fracamente localmente
com-pacto Hausdorff tal que χsupp(f ) = χsupp(f ), ent˜ao hX, T i ´e relativamente localmente
compacto.
Demonstra¸c˜ao. Sejam x ∈ X e p ∈ pr(L). Como hX, T i ´e fracamente localmente compacto existem f ∈ T e k ∈ LX, com χ
supp(k) compacto, tal que f (x) p e
f ≤ k. Como χsupp(k) ´e compacto em um espa¸co de Hausdorff, ´e L-fechado, ver
teorema 2.13, ent˜ao, χsupp(k) = χsupp(k). Como f ≤ k, χsupp(f ) ≤ χsupp(k), ent˜ao,
χsupp(f ) ≤ χsupp(k), logo χsupp(f ) ´e compacto pois ´e fechado e χsupp(k)´e compacto, ver
corol´ario 2.1. Mas χsupp(f ) = χsupp(f ), ent˜ao χsupp(f ) ´e compacto. Portanto hX, T i ´e
relativamente localmente compacto. ¥
Teorema 3.12 Seja {Xj}j∈J um fam´ılia de espa¸cos L-topol´ogicos totalmente
estra-tificados. Ent˜ao: O L-espa¸co produto Qj∈JXj ´e localmente compacto se e somente
se Xj ´e localmente compacto para cada j ∈ J e Xj ´e compacto para cada j ∈ J − J1
onde J1 ´e um subconjunto finito de J.
Demonstra¸c˜ao. Seja X = Qj∈JXj.
Necessidade: Como a j-´esima proje¸c˜ao, πj : X → Xj, ´e uma fun¸c˜ao sobrejetora
aberta cont´ınua e X ´e localmente compacto, pelo teorema 3.4, Xj ´e localmente
compacto para cada j ∈ J. Sejam p ∈ pr(L), x ∈ X e f um L-conjunto aberto em X com f (x) p. Ent˜ao pela compacidade local de X, existem um L-conjunto aberto g em X e um L-conjunto k em X, com χsupp(k) compacto, tais que g(x) p