Planeamento e Controlo de
Planeamento e Controlo de
Gestão
Gestão –
–
Parte II
Parte II
Finan
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as Empresariais
as Empresariais
Ant
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nio Samagaio
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Lisboa,
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28
28
de Fevereiro
de
Fevereiro
de
de
2008
2008
-2-António Samagaio
2.1 Papel da Contabilidade de Gestão
II – Informação contabilística para a gestão
Providenciar informação que os gestores
utilizam
:
9Tomada de decisão9Desenvolvimento da estratégia e na avaliação das estratégias implementadas 9Focalizar o esforço na melhoria do desempenho da organização e na avaliação
do contributo e desempenho dos membros e unidades organizacionais e respectivo sistema de incentivos/punições
9Apoio à contabilidade financeira
“Today’s management accounting systems
must be designed to support, not to inhibit, the
drive for manufacturing excellence”
(Kaplan, R. S. e Atkinson, A. A. (1998) Advanced Management Accounting, 3.ª Edição, pág. 8)
-3-António Samagaio
2.1 Papel da Contabilidade de Gestão
Exemplo: utilização da informação sobre o custo
9Tomada de decisão: mix de produtos e suas característicasProcter & Gamble anunciou em 1996 a redução em 40% dos produtos que oferecia
9Desenvolvimento da estratégia
Produção em grande volume em certos momentos do tempo -> produção contínua em menores quantidades.
9Melhoria do desempenho das actividades Análise das actividades que não criam valor e que podem ser eliminadas ou subcontratadas Reengenharia de processos
-4-António Samagaio
2.2 Tipologia dos Custos
II – Informação contabilística para a gestão
Noção de custo
Comportamento dos custos
9Variáveis9Fixos (committed resources)
Relação com o objecto de custo
9Directos9Indirectos
Independentes da actividade (business-sustaining) Certa medida dependentes da actividade
-5-António Samagaio
2.2 Tipologia dos Custos
Relação com objecto de custo
CUSTOS
DIRECTOS
CUSTOS
INDIRECTOS
Tijolo Afectação Imputação Cost Assigment Cost Accumulation Objecto Areia Betoneira CimentoClassificação directo/indirecto depende da escolha do objecto de custo. Por exemplo, a grua é um custo directo do prédio que se construiu mas indirecto do apartamento.
-6-António Samagaio
2.3 Escolha do Critério de Imputação
II – Informação contabilística para a gestão
COST DRIVER: factor que justifica o consumo de recursos que são classificados como custos indirectos
clinker storage
Gypsum and the secondary additives are added to the clinker.
Finish grinding
Exemplo de Moagem de Cimento
Custo Directo: Clinquer Gesso Electricidade Custo Indirecto: Sala de supervisão Amortizações exercício CRITÉRIO IMPUTAÇÃO DOS CUSTOS INDIRECTOS
-7-António Samagaio
2.4 Proposta Tradicional
Produtos Centros de Produção$
$
$
Centros Auxiliares ou ServçosTodos os custos industriais são imputados aos produtos
… … Matérias MOD Horas MOD Horas Máquina Volume Imputação
Motivos para realizar a afectação dos custos dos Centros de Serviços:
9Racionar a procura dos utilizadores dos departamentos
9Sinalizar a eficiência do centro 9Facilitar a comparação com possíveis fornecimentos de serviços externos 9Possibilita a oportunidade de realizar o trade-off entre preço e qualidade 9Calcular o custo de acordo PCGA
Centros de Serviços que não têm um driver? -> imputação arbitrária.
-8-António Samagaio
2.4 Proposta Tradicional
II – Informação contabilística para a gestão
Modelo de Kaplan e Atkinson
1. Afectar qualquer custo do centro de serviço que é directamente atribuível a um outro centro específico
2. Afectar o remanescente com base no factor que causa a variação dos custos no centro -> segregação dos custos entre fixos e variáveis
9 Custos fixos: orçamentados e baseados na capacidade previamente
definida que o Centro iria adquirir
9 Custos variáveis: taxa padrão * actividade real
3. Imputar os custos dos Centros de Serviços aos outros Centros com base na utilização
-9-António Samagaio
2.4 Proposta Tradicional
Limitações presentes nos sistemas de custeio tradicional
9Diversidade de produtos9Peso relativo dos custos indirectos
9Utilização de múltiplos Centros de Serviços que são comuns aos Centros de
Produção
9Homogeneidade dos custos
9Diversidade na forma como os produtos são comercializados
9Muitos dos custos indirectos e de suporte não estão associados ao volume de
produção do output. A utilização de unidades de obra tradicionais (HM, HH, unidades produzidas) dão ideia que os custos são proporcionais.
-10-António Samagaio
2.5 Custeio Baseado nas Actividades
II – Informação contabilística para a gestão
Mudanças ocorridas nas orientações da gestão
Hoje Antes
Factores
Reduzido Elevado
Custo tecnologia informação
Muito forte Muito fraca Tecnologia de informação Grande Reduzida Exigência do cliente Curto Grande Ciclo de vida Indirectos MOD
Factores base do custo
Muito avançada Fraca e mão-de-obra intensiva
Tecnologia de fabrico
Vasta Reduzida
Gama de produtos
Concorrência Margem sobre preço custo
Fixação de preços Global Local Mercados alvo Mercado Produto Orientação da empresa
-11-António Samagaio
2.5 Custeio Baseado nas Actividades
Método
Objecto Custo: produtos Serviços e clientes Actividades
$
$
$
Custo do produto resulta do nível de utilização das actividades
ACTIVITY-BASED COSTING
… … Matérias MOD Recursos consumidos Resource cost drivers Activity cost drivers 3.ª ETAPAQuanto custa a actividade? 1.ª ETAPA
Identificar os produtos, serviços e clientes da Empresa
4.ª ETAPA
Seleccionar Activity Cost Drivers que liga o custo da actividade com o objecto do custo
2.ª ETAPA
Identificar as principais actividades (10 a 30) e agrupá-las em cost pools
5.ª ETAPA
Afectar custos ao produto em função Cost Drivers
-12-António Samagaio
2.5 Custeio Baseado nas Actividades
II – Informação contabilística para a gestão
Funcionamento
Negócio exige que se realizem um conjunto de actividades
Os custos das empresas são uma consequência da forma como são
desempenhadas as actividades => factor gerador do custo
Os produtos são o resultado das actividades
Método que enfatiza a necessidade de olhar para as
verdadeiras causas dos custos em detrimento das
consequências.
-13-António Samagaio
2.5 Custeio Baseado nas Actividades
Hierarquia dos custos
9Actividades relacionadas com a unidade (unit)
Proporcionais às unidades produzidas9Actividades relacionadas com o lote (batch)
Custos de preparação da produção, de arranque da linha de fabrico, controlo de qualidade, gestão da produção, movimento e recepção, processamento das encomendas
9Actividades relacionadas com o produto (product)
Publicidade ao produto, os salários dos gestores de produto, registo de patentes
9Actividades relacionadas com o cliente (customer)
Atendimento telefónico, serviço pós-venda, publicidade genérica
9Actividades suporte da empresa (faciliting-sustaining)
Tipo de Drivers:
duração (n.º horas inspecção), transacção (n.º recepções) ou intensidade (considera a qualidade das pessoas e equipamentos envolvidos)-14-António Samagaio
2.5 Custeio Baseado nas Actividades
II – Informação contabilística para a gestão
Exemplo
Asia Europa Total
Produção 20.000 5.000 25.000 N.º Pedidos de I&D 7 21 28 N.º Set-ups 5 20 25 Salários I&D 160.000 € Set-up 140.000 € Custo Unitário Asia Europa Método Tradicional 12 € 12 € Activity-Based Costing 3,4 € 46,4 €
-15-António Samagaio
2.6 Activity-based management
Utilização da informação gerada pelo ABC na tomada de decisão
Ao nível da estratégiaPricing
Rendibilidade dos segmentos
Mix-produtos: substituição ou redesign ou descontinuar Investimento tecnológico
Ao nível operacional
Redução de custos e melhoria dos processos Medidas de eficiência dos processos
Boa base para a introdução dos orçamentos flexíveis e análise dos respectivos desvios ocorridos nas diferentes actividades
-16-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão - Introdução
II – Informação contabilística para a gestão
-16-A Gestão passa por escolher/decidir entre várias alternativas possíveis.
Substituir ou fazer uns updates no equipamento actual?
Continuar ou desinvestir num determinado segmento de negócio? Aceitar uma encomenda adicional?
Produzir internamente ou subcontratar?
A qualidade da decisão depende da qualidade da informação disponível!
Quais os custos e proveitos que são relevantes ao processo de
tomada de decisão? Na escolha entre alternativas o sistema de custeio total não é
-17-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Custos e proveitos relevantes
-17-Custos/Proveitos Relevantes
São valores futuros ou esperados associados às várias alternativas passíveis de serem desencadeadas pela empresa. Por isso, tratam-se de aumentos ou diminuições previstos para os custos/proveitos em consequência das acções tomadas hoje.
Resultado Diferencial = 175.000€
As decisões incidem sobre aspectos futuros. Nada pode ser feito para alterar o passado – sunk cost!
Alternativa 1: update
Alternativa 2: substituir
Variação nas Vendas 200.000 € 300.000 € Variação nos Materiais aplicados -100.000 €
Variação nas Amortizações do exercício 50.000 € 75.000 €
Resultado Operacional 150.000 € 325.000 €
-18-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Aceitar ou recusar encomenda
II – Informação contabilística para a gestão
-18-Exemplo de uma Serração de Madeiras
Plano mensal: 100 m3de madeira de cofragem
Custo de produção: 100 Euros/m3(60% são custos fixos) Preço de venda: 140 Euros/m3
Capacidade instalada: 150 m3por mês Surge uma proposta de encomenda:
30 m3ao preço de 100 Euros/m3; Custos adicionais de 5 Euros;
Não existe perspectiva de ter relações de longo-prazo com o cliente; Deverá ser aceite a encomenda?
-19-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Aceitar ou recusar encomenda
-19-Exemplo de uma Serração de Madeiras
Resposta:
Não existe outras alternativas para utilizar a capacidade instalada de 50m3; Trata-se de um cliente especial e não recorrente – implicações de curto-prazo; Caso a empresa não aceite a encomenda perde a oportunidade de aumentar o resultado em 1.650 Euros. Assim, deve ACEITAR!
Perspectiva Custeio Total
Perspectiva da Análise Incremental
Variação nas Vendas 3.000 € 3.000 € Custo normais de produção 3.000 € 1.200 € Custos específicos (adicionais) 150 € 150 €
Resultado marginal -150 € 1.650 €
9
-20-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Fazer ou comprar no exterior
II – Informação contabilística para a gestão
-20-Exemplo
Resposta:
Aspecto qualitativo da opção (know-how);
A compra no exterior não elimina a totalidade dos custos fixos (planeamento da produção, custos do armazém, etc.);
No caso de subcontratar existe a oportunidade de aproveitar a capacidade instalada para outros fins;
Aparentemente deve continuar a produzir internamente o produto.
Produzir Comprar
Materiais 75.000 €
Custos fabris variáveis 60.000 €
Custos fabris fixos 45.000 € 30.000 €
Compra no exterior 160.000 €
Custo da opção 180.000 € 190.000 €
-21-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Mix dos Produtos Face a
Restrições na Capacidade
-21-Exemplo
Capacidade instalada de 500 horas
Resposta:
Não sendo possível no curto-prazo aumentar a capacidade instalada; Objectivo: escolher os produtos que maximizam o resultado da empresa; Decisão: produzir o barco de recreio.
Barco Recreio Kayak Competição
Preço venda unitário 700 € 900 € Custo variável unitário 500 € 600 €
Margem contribuição unitária 200 € 300 €
Horas necessárias por unidade 2,5H 4H
Resultado Obtido em Cada Opção 40.000 € 37.500 €
9
8
-22-António Samagaio
2.7 Tomada de Decisão – Supressão de cliente ou produtos
II – Informação contabilística para a gestão
-22-Exemplo
A supressão de um cliente importa a redução de ⅓ dos custos fixos
Resposta:
Não sendo possível no curto-prazo substituir o cliente B por outro; Objectivo: escolher os clientes que maximizam o resultado da empresa; Decisão: continuar com os dois clientes;
Procurar outras alternativas no médio-prazo, aumentar o preço de venda ao cliente B, ser mais eficiente na produção.
8
Ter 2 clientes Cliente A Cliente B Vendas 288.000 € 96.000 € 288.000 € Custos variáveis 180.000 € 72.000 € 180.000 € Custos fixos 81.000 € 30.000 € 101.000 € Resultado Operacional 27.000 € -6.000 € 7.000 € Ficar com 1 cliente 21.000 €9
-23-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – Introdução
-23-Decisões sobre o Pricing
Preço que será praticado para os produtos vendidos pela empresa.
Factores que influenciam a formação do preço - pricing
Contexto e elasticidade da procura – discriminação de preços e peak-load price Estrutura de mercado
Custo de produção Horizonte temporal
Perspectiva de curto-prazo: clientes ocasionais, aproveitamento da capacidade excedentária;
Perspectiva de longo-prazo: mix de produtos capazes de serem vendidos num mercado competitivo.
-24-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – decisões
II – Informação contabilística para a gestão
-24-Curto – prazo
Receita marginal obtida > 0 => beneficia a empresa
Longo – prazo
Baseado no custo + markup (rend. mínima exigida pelos investidores)
Quanto é que custa produzir e vender o produto e qual o preço que possibilita cobrir esses custos e gera um determinado lucro?
Baseado no mercado: método do target pricing e target costing
Sabendo o que o cliente quer e está disposto a pagar, bem como, as possíveis reacções da concorrência, qual o preço a praticar?
-25-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – decisões
-25-Fases de Implementação do Sistema Target Pricing e Target Costing
1) Conceber o produto que satisfaça as necessidades latentes ou objectivas dos consumidores
2) Identificar o target price baseado na percepção do cliente sobre o valor do produto
3) Definição do nível de lucro desejado por unidade –target operating profit 4) Dedução do target costpara o produto
5) Custo actual de produção e de comercialização (CP)
6) Melhoramento na forma como as actividades são desenvolvidas –perform value engineering– se TG < CP. Importante criar uma equipa multidisciplinar.
Target Cost = Target Price – Target Profit
Quais as actividades que acrescentam valor?
-26-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – decisões
II – Informação contabilística para a gestão
-26-Exemplo
1) Kayak de competição
2) Estudo de mercado indica que o preço que os clientes estão dispostos a pagar é de 700 Euros
3) A empresa pretende um lucro de 25% sobre o preço de venda 4) Target cost = 700 Euros – 700 Euros * 25% = 525 Euros 5) Custo actual de produção e de comercialização (CP)
Método Tradicional ABC Materiais 200 € 200 € Mão-de-obra 100 € 100 € Overheads 147 € 408 € Custo do produto 447 € 708 € O que fazer?
-27-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – Live-cycle Product
Budgeting and Costing
-27-Noção
Previsão das receitas e custos associados à produção e comercialização de um produto desde a sua concepção até ao momento em que é descontinuado.
Descontinuação Produção Desenvolvimento do Produto Investigação e Design Período Target Cost
Consumidores: target price Gerência: target profit
Value engineering
-28-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – Live-cycle Product
Budgeting and Costing
II – Informação contabilística para a gestão
-28-Exemplo: indústria automóvel
Os diferentes preços que venham a ser praticados devem ter em conta os custos do produto ao longo do seu ciclo – de - vida.
5 a 10 anos Declínio Descontinuaçã o Maturidade Crescimento Lança mento Desenvolvimento Design Planeam ento
-29-António Samagaio
2.8 Relação entre custo e preço venda – Live-cycle Product
Budgeting and Costing
-29-Exemplos de aplicabilidade
Indústria automóvel, equipamentos eléctricos, têxtil, etc.
Implicações deste sistema
Criação de equipas multidisciplinares
Capacidade de envolver os fornecedores que são considerados parceiros no negócio – relações em rede
Visão global dos custos do produto: não só da produção mas também da I&D, e marketing
Antecipação de eventuais fiascos: produtos com elevados custos de I&D alguma vez serão recuperados?
Reforçada a importância dos locked-in costs Fonte de criatividade e inovação
Contribui para a criação de vantagens competitivas para a empresa poder concorrer num mercado cada vez mais agressivo