BALANÇA
22/23 de Setembro — 22/23 de Outubro A informação compilada neste documento reúne várias abordagens sobre este signo (a maior parte de minha autoria, quer a sério quer a brincar) mas apenas do ponto de vista da informação escrita. A informação complementar está guardada em https://www.baudasletras.com/balanca/ As previsões de Rafaela Baldaia e as reações de Dona Brites (página 2) Ø Dévyl e Góde – Uma parceria improvável (página 4) Ø Mapa natal de Rafaela Baldaia (página 5) O essencial sobre Balança Ø Dados básicos (página 5) Ø Signo oposto a Balança (página 6) Ø Descrição de Balança (página 6) Ø Ascendente em Balança (página 7) Ø O mito de Balança (página 8) Ø A função esotérica de Balança (página 8) Ø Os meus livros de temática astrológica (página 9) Ø Os Doze Estados do Ser / Poema (página 9) Ø O nome do Jogo é Totalidade (página 10) Ø A Astrologia em "Mar Português" (página 11) Ø Balança em “A Última Ceia" de Leonardo da Vinci (página 14) O essencial sobre Vénus Ø A composição do símbolo de Vénus (página 15) Ø O essencial sobre Vénus: Regência, Qualidade e Elemento (página 15) Ø Discurso de Vénus (página 17) Ø Os Planetas, suite sinfónica de Gustav Holst (página 18) Ø Da Astrologíssima Trindade (do outono), uma sentença de Vénus (página 18)As previsões de Rafaela Baldaia e as reações de Dona Brites
Rafaela Baldaia nasceu destinada a ser uma astróloga de referência1. E aconteceu! Tanto assim
que até foi capaz de prever a chegada da Covid-19. Infelizmente, ninguém ligou nenhuma. Rafaela Baldaia a molhar os pés na praia de Algés, nos arredores de Lisboa. Sendo nativa de Peixes, não admira que goste de ter os pés de molho!
Pisciana nascida na Hungria, vive há muito em Portugal acompanhada pelo Edgar. Este canídeo extraordinário tem uma função essencial na atividade desta consagrada astróloga, pois funciona como antena de recepção das intuições enviadas pelo mentor da sua dona – o sábio Ku Perny Ku – que opera a partir da 5D. O Edgar depois de canalizar as previsões induzidas por Ku Perny Ku É uma honra poder apresentar nesta página as perspicazes previsões que Rafaela Baldaia redigiu para este signo... e especialmente para esta página! Portanto, escusas de procurar que não as encontras em mais lado nenhum! Mesmo assim, há sempre quem se revolte. É o caso de Dona Brites, ‘A Resmungona’. Dona Brites, enquanto apanha o seu banho de sol, olha para o anel que o pulha do marido lhe ofereceu, antes de começar a dar-lhe com o cinto.
Haverá quem diga que a senhora é azeda, reaccionária e racista; para mim, não passa de uma mulher extremamente infeliz.
As previsões de Rafaela Baldaia para Balança
Ah! Como é difícil a gente dar-se bem com toda a gente! Bom, se não toda a gente, pelo menos a grande maioria. Eu sei, minhas queridas, não é preciso fazer previsões para vos dizer que vão surgir pessoas muito difíceis, irascíveis, intolerantes, teimosas, marretas até, com quem vai ser dificílimo vocês estabelecerem relações equilibradas, afáveis e educadas. O vosso regente solar é isso que vos pede, mas – Ó Fortuna! – quantas vezes a roda gira ao contrário! Digam-me: Quantas de vocês têm essa marmórea e maneta deusa colocada no signo de Carneiro? Quantas? 1343, a fazer lembrar a espada de D. João I? Sejam quantas forem, a previsão é a seguinte: não se deixem influenciar pelas estratégias masculinas! Vénus repimpada nos domínios de Marte – ainda por cima durante a vossa vida inteira, santos deuses do Olimpo! – é pouco menos do que uma aberração. Não faz sentido! Ela é tão doce que, por vezes, não se apercebe de que Marte, ao ser rude, esfaqueia dolorosamente o corpo da Delicadeza. (O Edgar até encostou a cabecinha na minha perna, depois de ouvir esta frase!) Felizmente, eu tenho a minha Vénus em Touro, que sempre funcionou como um airbag contra as investidas tormentosas do desatinado Deus da Guerra. Portanto, minhas macias amigas, tenham Vénus em Carneiro ou noutro signo qualquer, sigam o conselho que o meu mentor, Ku Perny Ku, me deu há já um ror de tempo: lidem com os homens assanhados dando-lhes desprezo! Eles ficam pior que estragados, mas voltam sempre. Até ao próximo mês, para vos dar as minhas previsões sobre Escorpião, esse tão mal afamado signo, embora injustamente. Afinal, o arquétipo escorpiónico não tem culpa nenhuma de que certas pessoas sejam como são. Beijinhos da vossa amiga Rafaela Baldaia.
A reação de Dona Brites às previsões de Rafaela Baldaia para Balança
Uma imigrante, chamada Rafaela Baldaia, que se diz astróloga (?), dá o seguinte conselho às suas fãs nas suas previsões para Balança/2020: “… lidem com os homens assanhados dando-lhes desprezo! Eles ficam pior que estragados, mas voltam sempre”. Sabem que mais?… TRETAS!… Eu nem sei porque é que leio o que essa charlatã diz! Sabem porque é que estou fula? Porque muito antes de conhecer as baboseiras sabichonas desta senhora, foi isso, exactamente, o que eu fiz ao meu Arlindo: dei-lhe desprezo! Porquê? Ora, porque sempre que bebia um copo a mais, ficava assanhadíssimo e, claro, eu já sabia o que me esperava. Não, não me arrastava para a cama para se aliviar; puxava era do cinto para me dar porrada de criar bicho! Depois de anos disto e várias idas ao hospital, lá arranjei coragem para mandar o mastronço pastar caracóis. … Ah! Mas não tardou a chegarem umas saudades tão grandes, tão grandes, que deram cabo de mim! Porquê? Ora essa! Porque, bem vistas as coisas, o Arlindo é um bom homem. E eu, confesso, sempre gostei muito dele. E, apesar das nódoas negras e das dezenas radiografias, continuo a gostar! Afinal, é o único homem que conheci na minha vida. Ai de mim! Vivi meses na esperança de que ele me viesse bater à porta, como a aldrabona da húngara escreveu nas suas previsões foleiras. Mas, qual quê! O meu homem não apareceu, nem sóbrio nem bêbedo. Nem sei o que é feito dele. Estou até a pensar pedir à CMTV que me ajude a encontrá-lo, porque não consigo viver nesta malvada solidão. “Eles voltam sempre”, o tanas e o badanas!!! Intrujona!… Vigarista!… Essa senhora estrangeira devia era ter ficado lá onde nasceu! Não tinha nada que vir pra aqui iludir as pessoas de bom coração. No tempo de Salazar, a megera já tinha sido recambiada para a Hungria. … Um dia, ainda hei-de perguntar ao Sr. Vitorino de Sousa onde foi desencantar esta aldrabona!
A resposta de Rafaela Baldaia aos azedumes de Dona Brites
Ai, filhas! Se eu me aborrecesse com as tolices das pessoas ignorantes, já me tinha fechado em casa a pesquisar as coordenadas geográficas do Grande Portal. Julgam que fiquei chocada com os comentários que a Brites enviou ao Sr. Vitorino? De maneira nenhuma! E ele divulgou-os e fez muito bem. Ah! Muitas vezes, só quando escorregamos na seiva da imbecilidade ou provamos a gema da taralhouquice, é que decidimos ir ao encontro da iluminação. Eu que o diga! Com quatro planetas em Peixes sei muito bem o que isso é. Ku Perny Ku - o meu adorado mentor pleiadiano -, até me disse assim, tal e qual: Rafaela, vozes de burro não chegam ao céu, seja lá ele de que espécie for! Sim, porque céus há muitos, resta saber com quem é que a gente os povoa. Até me ficou a doar a cabeça! O meu Edgar, pelo contrário, estava no sofá a passar pelas brasas, abriu o olho e pôs-se de barriga pra cima, todo regalado! — Indo ao que interessa: devo confessar que esta noite acordei toda assarapantada. Pensei que fossem ladrões, mas não. Era outra mensagem de Ku Perny Ku. E trazia a indicação para pedir divulgação ao Sr. Vitorino. Uma espécie de direito de resposta. Eu sei que a Brites tem os ouvidos tapados pela cegueira e os olhos tapados pela surdez, mas não me atrevo a calar o que recebo das Plêiades... embora só perceba do que se trata quando o Edgar se põe a girar as orelhas como se fossem radares e a dar ao rabo em todas as direções. A mensagem para a Brites, é a seguinte: Dona Brites, com todo o respeito pleiadiano (que é muito diferente do respeito terráqueo), lhe digo que as mentes vazias são capazes de criar monstros tenebrosos. E mais não dizia! Mas eu tenho experiência suficiente para acrescentar que esses monstros são tenebrosos precisamente porque tendem a devorar os seus criadores badalhocos e abelhudos. É só uma questão de tempo. ... Eu sou uma pessoa condescendente. Mas, quando me chega a mostarda ao nariz, o meu Plutão de Casa 1 faz subir uma coisa por mim acima, que me torna implacável. ... Um abracinho de Luz para todas vocês.
Mapa natal de Rafaela Baldaia
O essencial sobre Balança — Dados básicos Número na ordem zodiacal: 7. Analogia com a Casa: VII. Qualidade: Cardeal (porque inicia uma estação do ano: Outono). Elemento (Triplicidade): Ar. Polaridade: Ímpar, ativo, masculino, positivo. Regente mundano/exotérico: Vénus. Regente esotérico: Urano. Período do ano: Entre 22/23 de Setembro (Equinócio do Outono) e 22/23 de Outubro. Planeta em exaltação: Saturno. Planeta em exílio: Marte. Planeta em queda: Sol. Frase-chave: Eu harmonizo. Palavra-chave: Harmonia. Cor: Verde.
Pedras preciosas: Jaspe rosa, opala e crisólito. Anatomia: Rins, apêndice, zona inferior das costas, glândulas suprarrenais. Profissões típicas: Advogado, diplomata, modista, modelo, pintor, recepcionista... Signo oposto a Balança: Carneiro. Como Balança é delicada e conciliadora, deve buscar a essência ativa e empreendedora de Carneiro. A pacificação da alma não deve depender do talento diplomático, do desejo de harmonia e da necessidade de viver um amor gratificante. Precisa de desenvolver a coragem de enfrentar riscos, ter disposição para a luta e espírito de sacrifício (Carneiro), porque a paz neste mundo é efémera. A dedicação à arte, o amor às coisas belas e à ética também devem ser conquistados (Carneiro) e não apenas aceites como algo natural. A polidez não deve inibir a afirmação dos seus pontos de vista (Carneiro). A diferença de opiniões (Carneiro) não pode ser descartada por pura amabilidade (Balança). Apesar de toda a sua solidariedade deve desenvolver o esforço pessoal (Carneiro). Descrição de Balança:
A seguir à fase introspectiva de Virgem, chega Balança (equilíbrio) com o seu envolvimento intelectual (Elemento Ar/Pensamento) e harmonioso (Vénus) com o exterior. Na Natureza, simboliza o equilíbrio entre os dias e as noites, o qual se atinge através do crescimento das noites e consequente diminuição do tempo de luz solar. É o tempo das formas exteriores (solares) cederem progressivamente o lugar às formas internas (lunares). As folhas caem e formam o húmus que o período seguinte, Escorpião, irá transformar em nutrientes que recomporão a terra desgastada. Os pratos da Balança tanto poderão significar o equilíbrio entre duas alternativas, como uma tentativa de harmonizar a oposição entre contrários. Portanto, o tipo Balança organiza-se tentando equilibrar os aspectos desarmónicos, trocando e repartindo em pé de igualdade. Equilibra, assim, o seu oposto Carneiro, que tudo centra em si e, arquetipicamente falando, não gosta de repartir. Se Balança acha que no meio é que está a virtude, preferindo os meios termos e aderindo espontaneamente a compromissos e concessões, corre o risco de cair em posições frouxas e atitudes indefinidas. Todavia, é um tipo sensível e requintado, buscando uma existência pacífica, agradável e harmoniosa. Em Balança, o Ar de Vénus compensa o Fogo do seu oposto Marte, sendo potencialmente desinteressada pelas conquistas. Para ela, “ser” vale mais do que “ter”, ao invés do que acontece com Touro, (Elemento Terra), o outro signo do qual é regente. Neste jogo entre afirmação e equilíbrio, Carneiro impõe e age, devendo aprender a ceder; Balança cede e deve aprender a afirmar-se e a agir. Toda a ação de Carneiro torna-se luta e guerra quando não usa a Balança; toda a procura de harmonia e justiça de Balança torna-se desequilíbrio e retração, quando não há ação. O tipo Balança é bem disposto, tem elevado sentido cooperativo, gosta de associações e parcerias com que possa compartilhar. Isto é fundamental, pois o seu desejo é vivenciar relacionamentos que se aproximem, o mais possível, de um modelo intelectual pré-concebido. No campo da experiência diária, as pessoas e situações são comparadas, avaliadas e julgadas de acordo com a forma como se encaixam nesse modelo de perfeição onde se pratica a vida a dois. A pessoa não mais se sente sozinha porque encontrou a “outra mão”. Pelo facto de estar relacionada com a função psicológica Pensamento (Elemento Ar) e beneficiando da exaltação do ponderado Saturno, tem a capacidade de pensar de forma objetiva e de colocar-se no lugar dos outros. Esta diplomacia, porém, gera a tendência para fazer demasiadas concessões ou relutar em
tomar decisões difíceis. Isto decorre da capacidade de analisar uma questão sob variados pontos de vista. Diferentemente de Gémeos, que “sofre” do mesmo problema mas, depois de muito hesitar, tenderá a decidir por si próprio, a Balança é tentada a levar em consideração, prioritariamente, a opinião de terceiros. A esta insegurança decerto não é alheio o facto de o Sol (vontade e autoconfiança) estar em queda, portanto muito fraco, neste signo. Não admira isto, se recordarmos que é neste ponto ocidental que se dá o seu ocaso (descendente), sugerindo que o egoísmo e o individualismo, tópicos de um Sol inflado, deverão “pôr-se” (desaparecer), para que uma relação seja harmoniosa.
Balança em positivo: Afeição, amor, arte, beleza, colaboração, calma, cordialidade, cultura,
deferência, elegância, erotismo, fidelidade, gentileza, mansidão, sedução, sensualidade, serenidade, simpatia, ternura, tranquilidade.
Balança em negativo: Cinismo, imoralidade, inveja, languidez, lascívia, negligência, paixão,
placidez, possessividade, preguiça, timidez, vaidade, voluptuosidade. Ascendente em Balança
O Ascendente representa a imagem da personalidade vista pelos outros. A pessoa como Ascendente em Balança é, basicamente, um ser humano gentil e refinado, amigável e delicado, que adora relacionar-se e, por isso, sente um interesse natural e genuíno pelas outras pessoas. Facilmente transmite a impressão de ser uma pessoa sociável e encantadora. Tem um talento muito particular para criar uma atmosfera de paz e harmonia, e os seus modos são, frequentemente, requintados. Como os relacionamentos de parceria são o fulcro da sua existência, raramente se encontrará sozinho. De uma forma geral, está disposta a fazer muitas concessões para assegurar que a vida em comum funcione sem problemas. A sua aptidão para ver os assuntos desde os pontos de vista das outras pessoas poderá fazer com que seja capaz de prever e, assim, evitar, muitos conflitos. Contudo, esse traço de carácter pode ser interpretado como uma relutância em enfrentar as questões importantes. Portanto, a sua necessidade visceral de conciliação, poderá provocar atitudes de atrito, desentendimento e até mesmo de confronto (Descendente Carneiro), com as pessoas mais próximas. Uma vez que tem um excelente critério de discriminação, deve usá-lo para distinguir quando deve fazer concessões e quando deve apresentar resistência. Jamais deve reprimir a expressão das suas ideias e opiniões. Para se perceber com que tipo de Ascendente Balança estamos a lidar há que consultar a colocação, por signo, de Vénus, regente de Balança. Assim, se a Deusa do Amor estiver: Em Carneiro: É menos condescendente, mais impulsiva e impaciente. Em Touro: Ao refinamento junta-se a languidez e o amor pelo prazer. Em Gémeos: É simpática mas talvez um pouco palradora! Em Caranguejo: Disfarça a vontade de chorar com muita discrição. Em Leão: Adora mostrar que tem uma parceria invejável. Em Virgem: Recatada, tímida e cheia de esquisitices! Sempre pronta para ajudar. Em Balança: O máximo do charme nos seus contactos sociais. Em Escorpião: Apaixonada, intensa, possessiva e ciumenta. Em Sagitário: Aventureira, alegre e independente. Excelente companhia. Em Capricórnio: Socialmente impecável. Correção e etiqueta. Salamaleques! Em Aquário: Compromete-se sempre com relutância. Surpreendente e marginal. Em Peixes: Não suporta o sofrimento. Muito sensível, ingénua e fantasista.
O mito de Balança
Na cultura grega, Balança está associada ao símbolo mitológico da deusa da sabedoria, Palas Atena, que nasceu do cérebro de Zeus. A deusa era responsável por proporcionar equilíbrio aos opostos, baseando-se na racionalidade e valorização de diferentes necessidades. ... A lenda de Páris, filho de Príamo, também está ligada a este signo. Páris foi designado por Zeus para escolher a mulher mais bela do Olimpo. Como possuía o dom da diplomacia, era o mais indicado para tomar a decisão entre as três finalistas: Afrodite, Palas Atena e Hera. Cada deusa mostrou os seus dotes a Páris para vencer a competição: Hera ofereceu poder, riqueza e um casamento fértil; Atenas ofereceu sabedoria e vitória garantida em todas as disputas que ele participasse; Afrodite propôs conceder-lhe o amor de Helena, a mulher mais bela do mundo, casada com o rei de Tróia, Menelau. Apesar de Helena ser uma mulher casada, Páris não resistiu a esta proposta de Afrodite e elegeu-a como a deusa mais linda do Olimpo. ... No Egito, a imagem da Balança ou do equilíbrio é encontrada na guardiã da justiça, a deusa Maat, que pesava a alma dos mortos comparando-a com o peso de uma pena, a fim de determinar até que ponto era leve. A Balança é o um objeto inanimado do zodíaco, que representa imparcialidade e o equilíbrio. A função esotérica de Balança:
Balança é um arquétipo astrológico, do elemento Ar, regido pela vibração de Vénus e está relacionado com a justiça e o equilíbrio. Esta relação decorre de Vénus - depositária do Amor Integral - ser a morada da energia da Deusa. E é a Deusa quem emana para a humanidade o Código do Amor Integral que permite criar em equilíbrio. Os doze itens do Código do Amor Integral são os seguintes: Compaixão — Doçura — Beleza — Equilíbrio — Fertilidade/Abundância — Firmeza Força criadora — Justiça — Liberdade — Poder — Sabedoria — Verdade. A Terra, onde a Sabedoria e a Verdade estão misturadas com a mentira e a ilusão, não expressa esta realidade porque uma parte da estrutura do ADN humano cria realidades opostas. E porquê? Porque foi decidido fazer, na Terra, a experiência da oposição Luz/Sombra. Ou seja, experimentar e explorar a Dualidade, o que implicou transformar a Complementaridade em Oposição. Quem é que permitiu essa experiência e quis participar? Resposta: o nível superior dos seres humanos! E quem é que está a concluir essa experiência? Resposta: os seres humanos, com o apoio dos seus níveis superiores! Vénus assumiu a energia do Amor Integral em tudo o que está relacionado com a doçura, o encantamento, o equilíbrio e a justiça. Embora até recentemente a justiça tenha vindo a ser experimentada em termos cármicos (reequilíbrio do que estava desequilibrado), agora passou a promover a aceleração das tomadas de consciência, reequilibrando as situações mais rapidamente, já que as células passaram a sentir a necessidade de justiça e equilíbrio, de uma forma muito premente, urgente e rápida. Ou seja, quem faz um disparate não tem de esperar como espertava para tomar consciência do que fez! Quando estudámos o outro signo regido por Vénus (Touro), referimos os responsáveis pelo Amor Integral e pela Matriz do Feminino; agora, em Balança, falamos dos responsáveis pela reposição rápida do equilíbrio, os quais se servem do
Amor Integral para trabalhar o ADN da Terra. Não estou a falar de ações humanas, do que é correto ou incorreto, tampouco de juízos de valor; estou a falar de uma mudança estrutural de consciência, onde a Dualidade (oposição) será substituída pela Complementaridade. É a mudança do ADN na Árvore da Vida! Os meus livros de temática astrológica2 • Dicionário e termos e símbolos astrológicos (Prosa) • Os Amigos do Zodíaco a Caminho do Mar (Prosa) • Crónica da Incrível história do Patinho (Prosa)3 • Os Doze Estados do Ser (Poesia) • O Nome do Jogo é Totalidade (Poesia) • A Astrologia em ‘Mar Português‘, do livro ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa (Prosa) Os três itens seguintes apresentam excertos dos três últimos títulos desta lista. Os Doze Estados do Ser Esta obra (publicada pela Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, em 1993), contém 24 poemas: 12 sobre os signos e 12 sobre a transição entre os signos. Todos eles foram escritos no formato “simbiose”, o qual recebera, em 1979, o Prémio ‘Revelação’ de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores4. Aqui tens o poema referente a Balança:
Estado 7: Balança / Vénus
O sétimo que julga e acasala O Se faltam cinco passos até Peixes, câmara do abissal afundamento, (20) timo que reequilíbrios ainda se farão? Casando onde o sol se esconde, jul galga, esta dama venusiana, os muros que a separam do isolamento. (21) e Ar outonal, sim. Mas, ao seu dedo saturnino acusador, corresponde c a sala onde a Justiça, de olhos vendados, proclama o julgamento. (22) (20) Partindo de Balança, faltam cinco signos para chegar a Peixes, símbolo do oceano, o “fim” do zodíaco. (21) Os relacionamentos põem em causa quem é individualista, ou seja, Carneiro, o signo oposto.(22) Saturno é poderoso quando está em Balança. Daí esta imagem da Justiça: figura feminina de olhos vendados, segurando uma balança e empunhando uma espada. 2 Informações em https://www.baudasletras.com/livros-de-tematica-astrologica/ 3 O Patinho protagonista do capítulo 7, associado a Balança, é o Patinho Sensato.
O Nome do Jogo é Totalidade Doze degraus de reflexão sobre a interação entre o que está em cima e o que está em baixo, e do que daí pode advir em termos de comportamento e evolução. Neste trabalho, escrito em 1989 e revisto em 2019, o Ego faz uma viagem pelas doze Casas dos doze signos. Portanto 144 passos. Será Ego 1 quando estiver no 1º Degrau/Carneiro; Ego 2 quando passar pelo 2º De-grau/Touro… e acabará em Ego 12 ao atingir o 12º Degrau/Peixes. 7º DEGRAU Feito pelo Ar de Balança e compartilhado por Vénus
Casa I / Passo 73: Quando é Vénus que desponta a Oriente, de um ponto bravo e sempre
impetuoso, o Ego 7 chega à Terra, suave e quente, sem estar das parcerias receoso. O Ar desta Casa – por Vénus protegido – além de bem cheiroso é bastante parecido com a paz que o Sol, ao pôr-se, dá a toda a gente! Casa II / Passo 74: Chega a Vénus apaixonada a Casa da Vénus lasciva. Qual delas para o Centro está virada? Qual delas é melhor degrau de escada? Juntando as duas, embora bela, é possessiva!
Casa III / Passo 75: Eis uma informação a ser retida: Tudo o que o Ego 7 na mente contenha –
qualquer noção com que se entretenha – só pelo seu oposto pode ser entendida.” Muito bem”, diz ele. – “Mas, quando é preciso saltitar, como saberei quando é tempo de parar?” Casa IV / Passo 76: Crescer gera a grande necessidade de encontrar um colo quente e seguro que, quando surge a Dor, nos acoite. Este argumento – que o Ego 7 acha puro – parece-lhe ser ainda mais verdade se o seu sino tocou perto da meia-noite! Casa V / Passo 77: Aqui o Ego 7 reconsidera a criação. Nesta quente e renovada aposta, perante
os outros garante e atesta que se afirma através do que gosta seja obra, seja filho, seja festa. Pleno de insinuante convicção, assim expressa o domínio do leão!
Casa VI / Passo 78: Olhai bem para quem adora transformar dúvidas ingratas em gratos recursos!
É o Ego 7 que adoece se não trabalhar, que enxota quem está só a atrapalhar, que aos outros pede ação e não discursos! Oh!... Mas às colegas gosta de amar! Casa VII / Passo 79: Muito aprende o Ego 7 se decide perdoar quando, chegando aqui, chega a sua vez. Mas se Deus em sete dias fez o par, não foi sete a conta que Ele fez! Pois, não. Foi três! Casa VIII / Passo 80: Se o Ego 7 almeja uma parceria mansa, educada e cheia de compreensão, encontra aqui o amor que leva à redenção. Todavia, raramente tem bonança. Casa IX / Passo 81: Com 3/4 feitos desta sétima viagem, o Ego 7 chega à fé que tem na devoção. Se deste encontro souber tirar vantagem, outra forma assumirá a sua imagem porque alterou a ética da paixão. Depois, ensina isto aos que na Terra estão! Casa X / Passo 82: Lembras-te, caro leitor, da bela Mulher que cortejou o velho Saturno, no cume? Esta Vénus – que é outra, sendo a mesma – que fim requer agora ao pretender atear Nele um outro lume? Requer que Ele volte a cheirar o seu perfume!
Casa XI / Passo 83: Aqui, o Ego 7 opta por ser diferente, buscando quem liberdade lhe cante. Certo é que gostaria de amar toda a gente. Mas, se gosta da pessoa A, logo a deixa de repente, porque a pessoa B é bem mais interessante. Ora! O que interessa é viver contente e seguir para diante! Casa XII / Passo 84: Sentir tanto querer, viver tanto gostar, para o Ego 7, aqui, nunca é suficiente. Crendo que está a sonhar, ama um Cupido que usa tridente! Mas, agora, que tudo acabou; a outro fim Ele chegou. Já a seguir – aí já à sua frente – passará, outra vez, por onde já passou. Marcando a hora, está, de novo, o Oriente! A Astrologia em "Mar Português" (do livro “Mensagem” de Fernando Pessoa) Fernando Pessoa – que sabia muito de astrologia – levantou os mapas de nascimento dos seus principais heterónimos e até criou um – Raphael Baldaya – para a sua faceta astrológica. Nos doze poemas do capítulo central do seu livro Mensagem, intitulado “Mar Português”, codificou os doze signos do zodíaco, embora fale das grandes figuras dos Descobrimentos. E fê-lo de uma forma tão genial que nem os próprios astrólogos, ao longo do tempo, se aperceberam. O 7º poema deste conjunto é dedicado a Balança: Ocidente Com duas mãos – o Acto e o Destino - Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu Uma ergue o facho trémulo e divino E a outra afasta o véu. Fosse a hora que haver ou a que havia A mão que ao Ocidente o véu rasgou, Foi alma a Ciência e Corpo a Ousadia Da mão que desvendou. Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal A mão que ergueu o facho que luziu, Foi Deus a alma e o corpo Portugal Da mão que o conduziu. Comecemos por analisar o título escolhido para este sétimo poema: Ocidente. Como é sabido, o sétimo signo do Zodíaco é Balança e está associado à Casa VII, cujo grau inicial se chama Descendente (por oposição à 1ª Casa, cujo grau inicial toma a designação de Ascendente). Assim, Ascendente e Descendente formam um eixo. Se o Ascendente astrológico é o grau do signo que estava a ascender no horizonte – a oriente – no momento do nascimento da pessoa, o Descendente é o grau do signo que estava a descender no horizonte – a Ocidente – nesse mesmo minuto.
Logo, Fernando Pessoa não poderia ter escolhido um título mais apropriado para este sétimo poema, o qual está relacionado com o ponto – a Ocidente – onde o Sol se põe. Deste modo, o
sétimo signo e a Casa VII referem-se ao outro, à parceria, à complementaridade, na medida em que, na roda zodiacal, está em frente de Carneiro, 1º signo, arquétipo da individualidade. De um lado está, portanto, o “um” (Eu); do outro lado está o “dois” (o Outro). E é, precisamente, por aí que Pessoa começa, dizendo: Com duas mãos... E prossegue, sempre colocando duas ordens de valores em paralelo, aquelas que são necessárias para realizar qualquer empresa: Com duas mãos – o Acto e o Destino ... Foi alma a Ciência e Corpo a Ousadia ... Foi Deus a alma e o Corpo Portugal. A primeira estrofe reforça bem esta necessidade de cooperação, nascida da complementaridade típica do signo Balança, onde cada uma das partes da parceria se encarrega da sua função específica: Uma ergue o facho trémulo e divino E a outra afasta o véu. A segunda e terceira estrofes confirmam esta ideia: a segunda, diz que a mão que desvendou teve como alma a Ciência e corpo a Ousadia; a terceira, assegura que a mão que conduziu teve em Deus a Alma e no corpo Portugal. Por conseguinte, cada mão fez a sua parte: uma desvendou e a outra conduziu. Noutra perspectiva, Fernando Pessoa, mais uma vez, afirma que a missão de Portugal tinha um carácter divino: Foi Deus a alma e o corpo Portugal. Portanto, Deus (a alma do projeto) ao determinar que esse desvendar fosse realizado, precisava de um corpo que, no mundo físico, e usando duas mãos hábeis e corajosas (o Acto e o Destino) a levasse a cabo. E escolheu as de Portugal. Aquilo que os Portugueses desvendaram está referido através de duas imagens: 1) Um véu que se rasga (segunda estrofe) 2) O facho que luziu (terceira estrofe).
Esta ideia, onde se mesclam desvendamento e iluminação, é típica do ponto zodiacal chamado Descendente (Ocidente). De facto: Desvendamento: é nesse ponto do Horizonte que o Sol se põe. É o momento a partir do qual outras realidades são desveladas, em consequência da diminuição da luz e a chegada da noite. Iluminação: é a partir desse ponto que, visto da Terra, o Sol parte para iluminar o outro lado do mundo, até aí envolto da escuridão noturna. Acima, a palavra Horizonte aparece escrita em itálico porque foi com ela que Pessoa intitulou o segundo poema desta série, aquele associado a Touro. Ora, quer Touro (Horizonte) quer Balança (Ocidente), são regidos por Vénus. Esta entidade – também conhecida por Afrodite, a Sedutora – é a deusa quer do namoro (fase do relacionamento em que uma mão se dá à outra), quer do casamento (fase do relacionamento em que, tradicional ou simbolicamente, o homem pede a mão da mulher). O problema é que esse “tomar da mão” é usado frequentemente para possuir (Touro) e não para compartilhar (Balança)!
possui poderá alçar a mão para agredir, quando se vê perante a ameaça de perda; a pessoa que é possuída poderá usar a mão para desenhar no espaço o gesto de despedida! O melhor, portanto, será manter o contacto segurando sem agarrar!
Resta lamentar que Fernando Pessoa, enquanto homem, não tenha encontrado a sua “outra mão”. As razões por que assim aconteceu são várias e complexas, e estão codificadas no seu mapa astrológico, sob a forma de um potencial. Neste caso, concretizam-se. No entanto, Fernando Pessoa tentou. O que é louvável.
Eis um excerto de uma carta que enviou à sua célebre amada Ophélia, em 1.3.1920:
(…) Se prefere a mim o rapaz que namora, e de quem naturalmente gosta muito, como lhe posso eu levar a mal? A Ophelinha pode preferir quem quiser: não tem obrigação – creio eu – de amar-me, nem realmente necessidade (a não ser que queira divertir-se) de fingir que me ama. (...) Porque não é franca comigo? Que empenho tem em fazer sofrer quem não lhe fez mal – nem a si, nem a ninguém -, a quem tem por peso e dor bastante a própria vida isolada e triste, e não precisa que lha venham acrescentar criando-lhe falsas esperanças, mostrando-lhe afeições fingidas, e isto sem que se perceba com que interesse, mesmo de divertimento, ou com que proveito, mesmo de troça? Reconheço que tudo isto é cómico, e que a parte mais cómica disto tudo sou eu.
Pela sua maneira honesta, aberta e sincera de encarar o relacionamento com Ophelinha, Fernando Pessoa parecia ter tudo para ser bem sucedido. Para que uma parceria resulte, porém, são precisas duas mãos. * * * Estas palavras, com que se inicia Ocidente, podem juntar-se às últimas para dar: Com duas mãos (...) o conduziu. Conduziu o quê? O processo de translucidez da alma, evidentemente! As duas mãos, a direita e a esquerda, podem ser entendidas como símbolos dos dois hemisférios cerebrais, o direito/intuitivo e o esquerdo/racional. A integração destas duas polaridades é um passo indispensável, para se conseguir colher a Unidade. A utilização exclusiva (se tal é possível) ou preferencial de um dos hemisférios, necessariamente concorre para o desequilíbrio.
Quem, como a maioria dos seres humanos, utiliza mais o cérebro esquerdo, acaba por se transformar num intelectual culto ou num arguto cientista; talvez seja, até, uma sumidade, um perito em análise, dedução e raciocínio. Todavia, corre o risco de, por falta da colaboração (ou estímulo) do hemisfério complementar, assumir uma postura fechada e céptica em relação à linguagem simbólica e subjetiva5.
Por outro lado, quem privilegia o hemisfério direito em detrimento do esquerdo, poderá cair na falta de lógica, expressar-se através de um discurso vago, utópico e indefinido, o que parece ser mais grave por carecer da capacidade de integração e aplicação da riqueza dos símbolos na dimensão concreta e mensurável do quotidiano. Assim, aqui, como em qualquer outra dimensão
5 Foi para contornar esta dificuldade que Sir Arthur Conan Doyle pôs Sherlock Holmes, um grande pensador/dedutor (cérebro esquerdo)
da vida, não se trata do radical e escorpiónico “ou... ou”, mas sim de um mais saudável, conciliador e libriano “não só... mas também”. Disto se deduz facilmente que quem quiser experimentar a verdadeira Complementaridade, não deve incorrer em radicalismos, nem deixar nada de fora. Quem conseguiu conduzir “O Carro” do seu Destino até à estação final, chamada Iluminação, decerto “com duas mãos (...) o conduziu”. Por isso é que o sétimo signo (Balança/Ocidente) é o arquétipo da complementaridade. Será pela mesma razão que, no Tarot, “O Carro” aparece em sétimo lugar na ordem dos 22 Arcanos Maiores?
A Última Ceia
de Leonardo da Vinci
João é o 6.º a contar da esquerda. O sentido de partilha de Balança é retratado através deste apóstolo que une os dedos ao entrelaçar as mãos (!) e se inclina para Pedro (Sagitário) parecendo ouvir a opinião dele. Ao mesmo tempo, essa inclinação do corpo desvia-o para o lado contrário de Simão (Carneiro, seu oposto complementar). Notar, também, as feições calmas, belas e quase femininas (venusianas!), da figura, e o ar de ponderação e meditação sobre o que está ouvir.
O essencial sobre Vénus
A composição do símbolo de Vénus Os símbolos dos planetas são compostos por uma ou mais partes dos seguintes elementos: - O Círculo. Representa o Espírito. A essência, a consciência, as energias vitais de criação da vida. - O Semicírculo. Representa a Mente (percepção e assimilação). - A Cruz. Representa a Matéria: pragmatismo, aplicação prática, vivência mundana. - A Seta. Indica (só no símbolo de Marte) o direcionamento da energia para um objetivo específico.No caso de Vénus, um Círculo/Espírito sobre a Cruz/Matéria. Simboliza a predominância de valores mais elevados sobre as necessidades e apegos sensuais e materiais. Procura encontrar conforto e beleza, e harmonizar as realidades terrenas/materiais através de ideais e valores compartilhados. Por isso, a Cruz/Matéria da matéria de posiciona abaixo do Círculo/Espírito. É o símbolo do Feminino. A sua semelhança com um espelho de mão é interessante, já que Vénus determina como nos refletimos nos outros e os outros em nós mesmos. O símbolo de Vénus enfatiza a importância de equilibrar o espiritual e o material se quisermos encontrar verdadeira satisfação. Determina, também, como avaliamos as nossas semelhanças e interesses, através dos valores que compartilhamos. Astronomicamente, o planeta Vénus pode ser considerado irmão da Terra. Ambos possuem densidade, diâmetro e composição química similares. Dessa forma, Vénus também pode manifestar-se como nosso complemento - ou parceiro simbólico. Não é por acaso que o símbolo da Terra é o símbolo de Vénus invertido: a Cruz/Matéria sobre o Círculo/Espírito ASTRONOMIA: 6 Localização: É o planeta mais próximo da Terra, seu semelhante em tamanho e peso. Devido ao efeito de estufa, a sua atmosfera de dióxido de carbono é cerca de 90 vezes mais densa do que a da Terra, pelo que está sempre coberto de nuvens espessas, suportando uma temperatura que ronda os 450° C. Diâmetro: 12 300 Km. Período de rotação: 244 dias. Período de translação: 244 dias. Satélites: Não tem. Distância média ao Sol: 108 milhões de Km. Velocidade na órbita: 126 000 Km/h. 6 Do meu "Dicionário de Astrologia": https://www.baudasletras.com/livros-de-tematica-astrologica/
MITOLOGIA:
Equivale à deusa grega Afrodite. Quando Saturno decepou os órgãos genitais de seu pai (Urano) e os deitou ao mar, da espuma formada nasceu Vénus. Era a deusa da Beleza, do Amor e da Luxúria, que subtraía as faculdades mentais até aos mais sensatos. Seduzia tudo e todos, tanto deuses como mortais, e ria, ora docemente, ora de modo trocista, daqueles que os seus ardis haviam conquistado. Ainda hoje, quando Vénus aparece, surge a própria Beleza envolta num halo de luz radiosa, fazendo desaparecer os sinais de tempestade e ornamentando a terra com belas flores. Sem ela não há alegria em parte alguma. Esta, porém, não é a sua única faceta; por vezes, é descrita como traiçoeira e má, exercendo sobre os homens, através da luxúria, uma influência fatal e destruidora. Se nos lembrarmos que, do seu nome grego, deriva a palavra afrodisíaco e que, hoje em dia, as camisas da dita se tornaram um artefacto indispensável, facilmente concluiremos que os criadores do mito estavam cheios de razão! ASTROLOGIA: Regência/Exílio: Touro e Balança/Escorpião e Carneiro. Exaltação/Queda: Peixes/Virgem. Regente esotérico de Gémeos. Palavra-chave: Afeto. Período de retrogradação: Durante seis semanas, a cada 18 meses. Não se afasta mais do que 46° do Sol (elongação). Idade: Entre os 16 e os 22 anos. Dia da semana: Sexta-feira. OUTRAS REGÊNCIAS: Reino mineral: Cobre e latão. Reino vegetal - oliveira, tamareira e pinho. Reino animal - Cabra, ovelha, pomba, rola, pardal, perdiz e faisão. Corpo humano: Rins, circulação do sangue venoso, órgãos sensoriais da pele. E ainda: Campos floridos, jardins, locais de repouso e de prazer, quartos, jóias, objetos pessoais e instrumentos de música. Chacra - Anahata, chacra cardíaco.
Polaridade: Vénus estabelece polaridade com Marte, trocando com ele as seguintes correspondências: VÉNUS MARTE A tranquilidade A atividade A amante O amante A paz A guerra As curvas Os ângulos A suavidade A força O amor O ódio A conciliação A agressividade
Descrição de Vénus:
Representa a necessidade de conforto e segurança, assim como o apreço pela beleza e harmonia. É a forma passiva do instinto de autopreservação. Indica o nosso sistema de valores sobre a vida e os sentimentos, como reagimos dentro dos relacionamentos, como buscamos a segurança emocional e material. Reflete a colaboração, a sociabilidade, a simpatia, a arte e o gosto pela estética, o amor e a afeição. Vénus investe na conquista da singeleza e da paz.
Ao aceitar compromissos, exprime a criação da harmonia, a formação de relacionamentos, assim como a união dos opostos, esforçando-se por mantê-los em equilíbrio duradouro. A sua face obscura mostra negligência, modos descuidados, falta de tacto, preguiça, imoralidade, luxúria, ciúmes, rancor e vaidade. Quando está em relação tensa com Saturno, por quadratura ou oposição, os bloqueis são muito específicos. Vejamos: A energia de Saturno, quando tensa num mapa natal, não inibe sensações, emoções, pensamentos, etc.; inibe expressão delas. Portanto, se a energia de Vénus representa a necessidade de conforto e segurança, o apreço pela beleza e harmonia, o sistema de valores sobre a vida e os sentimentos, como reagimos dentro dos relacionamentos e como buscamos a segurança emocional e material, é claro que a pessoa vai sentir-se indigna de ser amada (embora possa sê-lo por muita gente), e ser bem sucedida materialmente. O medo de rejeição e humilhação é uma constante, o que gera muita tristeza e infelicidade.
Recomenda-se, por isso, a toma do FLORAL nº 4 dos ELIXIRES DE SATURNO7. A toma regular de
“Serenidade” (nomes alternativos para este floral seriam “conciliação” ou “harmonia” ou “segurança”, que são outras características da energia venusiana), vai ajudar a pessoa a compartilhar, libertando-se das frustrações sentimentais.
Outra vantagem é a substituição do romantismo idealizado, por um sentido prático nas relações familiares, de amizade e parcerias afetivas. Com o tempo, libertar-se-á das facetas obscuras da personalidade, que, antes do tratamento, lidava com os ciúmes, o rancor e, nalguns casos, com a vaidade. Aceitar compromissos passará a ser cada vez mais fácil, os quais se esforçará por manter em equilíbrio duradouro. Discurso de Vénus Eu sou o Diplomata Cortês. De onde estou colocado na Roda da Vida conto cinco passos, cinco degraus, cinco gomos, cinco etapas, para atingir o fim aparente, o lugar onde tudo recomeça: o oceano sem barreiras, onde, segundo dizem, o processo se iniciou, onde tudo se dissolve e através do qual continuará a penetrar a luz, para que a matéria se fecunde e o ciclo se renove. Com a ajuda da minha colaboradora (que os mortais ainda hoje apreciam numa estátua mutilada), sou quem introduz o Romance, a Beleza, quem ama, canta e dança, mas também quem julga e impõe a ordem, já que a tendência é para a busca do equilíbrio possível, como acontece, por exemplo, entre o dia e a noite na data em que, durante cerca de 30 dias, os seres terrenos nascem sob os meus auspícios. O sol vai brilhando durante o dia; depois, descendendo, toca no horizonte e
afunda-se, “escondendo-se”. Eu represento essa ponto em que se concentra a noção fundamental de que cada ser não está isolado da existência do seu complemento. Esta ideia básica não só preside ao tópico do relacionamento, como indica que, a partir de mim, a individualidade deve “esconder-se”, para que a evolução seja possível e mais uma passagem pela Terra não se perca. Eu sou o sétimo que julga e acasala.8 A suite sinfónica "Os Planetas" Nesta suíte sinfónica, o compositor virginiano Gustav Holst (Inglaterra, 21.09.1874 — 25.05.1934) descreve a simbologia astrológica dos planetas do sistema solar. Esta obra, porém, não contempla o Sol (porque não é um planeta), nem Lua (porque é um satélite), nem Plutão porque a obra é de 1916, e este planeta só foi descoberto em 1930. Eis títulos atribuídos pelo compositor à sua obra: • MARTE – O Mensageiro da Guerra (Carneiro) • VÉNUS – A Mensageira da Paz (Touro e Balança) • MERCÚRIO – O Mensageiro Alado (Gémeos e Virgem) • JÚPITER – O Mensageiro da Alegria (Sagitário) • SATURNO – O Mensageiro da Velhice (Capricórnio) • URANO – O Mágico (Aquário) • NEPTUNO – O Místico (Peixes) No YouTube pesquisar "Holst Vénus". Da Astrologíssima Trindade do Outono Uma sentença de Vénus Do centro do mundo sai a Raiz do Amor! Quando em flor, é capaz de fazer a diferença. Muitos, porém, ignoram o seu aroma sem crença, a sua brandura e o seu esplendor. Renunciando a esse poder equilibrador e rejeitando a sua presença, forçam-No a viver longe, sem pertença. O Amor, tomando o veneno da mal querença que nasce na Caverna do Desamor, recicla o ar virulento do rancor e o fedor que o ódio sempre dispensa. Eu, Vénus, sou quem vos recompensa com a Grande Esmeralda do Criador.
Vitorino de Sousa Facebook: Grupo "Astrologia?... Por que não?" https://www.facebook.com/groups/582666912432196 Página pessoal https://www.facebook.com/vitorino.desousa/