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CURSO DE HISTÓRIA DA PSICOLOGIA 1º MÓDULO PROF. DR. JEFFERSON CABRAL AZEVEDO

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(1)

1º MÓDULO

PROF. DR. JEFFERSON CABRAL AZEVEDO

CURSO DE

HISTÓRIA DA

PSICOLOGIA

(2)

HISTÓRIA DA PSICOLOGIA - 1º Módulo

• Prof. Dr. Jefferson Cabral Azevedo

OBJETIVOS:

Discutir o processo de formação das ideias psicológicas e o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão, relacionando-o ao contexto sócio histórico.

Demonstrar a evolução das ideias psicológicas ao longo da história;

Identificar as principais contribuições filosóficas para o campo da psicologia;

Analisar a influência do contexto sócio histórico para a formação da Psicologia como campo

científico;

Diferenciar os principais movimentos da Psicologia nos séculos 19 e 20;

Analisar o desenvolvimento da Psicologia como profissão no Brasil;

Reconhecer o panorama dos debates contemporâneos da Psicologia.

(3)

HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

700 a.C. – Origem da Filosofia na Grécia

Psyché (alma) – Logos (razão)

Etimologicamente – Estudo da Alma

- Alma: parte imaterial (pensamento, percepção, desejo, sentimentos)

- Corpo: a parte física

(4)

MITOLOGIA E MITO

Mitologia

é a ciência que procura a explicação dos

mitos

, que têm um caráter social desde sua origem, e

só são compreensíveis

dentro do contexto geral da

cultura

em que foram criados.

Mito, do grego,

significa narrar, contar.

No sentido

figurado significa coisa inacreditável. Mito significa

também personagem divinizado. Logia, do grego lógos,

significa estudo, palavra, ciência.

• Representação coletiva;

• Transmitida através de gerações;

• Relata uma explicação do mundo que não se prende à

lógica racional, nem busca comprovações de suas

afirmações.

(5)

PENSAMENTO FILOSÓFICO

Filosofia pode ser entendida como o amor pela sabedoria, experimentado apenas

pelo ser humano consciente de sua própria ignorância.

(6)

Filósofos Gregos

Pré-socráticos –

Idealista

Materialistas

Sócrates (469-399 a.C.) –

Razão

Essência humana

Platão (427-347 a.C.) –

Alma: cabeça

Alma imortal

Aristóteles (384-322 a.C.) –

Alma mortal

“ Da Anima”

(7)

MAIÊUTICA

Maiêutica é um método socrático que consiste

na multiplicação de perguntas, induzindo o

interlocutor na descoberta de suas próprias

verdades e na conceituação geral de um objeto.

Pressupostos de Sócrates:

• “Conhece-te a ti mesmo”;

• Procura o

conceito

;

• Perguntas são meios de chegar ao conceito;

(8)

PSYCHÊ

Do grego: “alma”;

Parte imaterial do ser humano;

Pensamento, sentimento,

irracionalidade, desejo, sensação

e percepção.

(9)

Platão (Psychê)

Platão concebia a alma como

separada do corpo humano.

Aristóteles, discípulo de Platão,

ganhou notoriedade ao postular

que

alma

e

corpo

são

indissociáveis, para ele, a psyché

era o princípio ativo da vida.

(10)

Visões sobre o Homem na Filosofia Grega

Antiguidade Clássica

Platão (429 a 348 a C.)

Inatismo

Conhecimento é

reconhecimento que o sujeito faz ao entrar em contato com

o mundo material

Aristóteles (384 a 322 a C.)

Ambientalismo

Conhecimento é

resultado do contato do

homem com o mundo

material

(11)

PENSAMENTO FILOSÓFICO

A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos,

um sistema acabado, fechado em si mesmo. A filosofia é

uma maneira de pensar e é também uma postura diante do

mundo. Antes de mais nada, ela é uma forma de observar a

realidade que procura pensar os acontecimentos além da

sua vida cotidiana.

Filosofia:

• Nasce na Grécia, meados do século VI (ou VII) a.c.;

• Saber mítico;

• Pensamento racional - Filosofia;

• Não rompe com os pensamentos do passado;

• Atividade racional voltada à discussão e à explicação

intelectualizada das coisas que nos circundam.

(12)

PENSAMENTO FILOSÓFICO

(Algumas questões)

De onde viemos?

O que fazemos neste planeta?

Pra onde vamos?

(13)
(14)

ARISTÓTELES (Psychê)

A "alma" (psyche), para Aristóteles, é a

causa dos fenômenos vitais, podendo ter

diferentes tipos ou níveis de complexidade.

Princípio ativo da vida:

• Vegetais:

alma vegetativa, que se define

pela função de alimentação e reprodução;

• Animais:

alma vegetativa e alma sensitiva

que tem a função de percepção e

movimento.

• Homem:

além da alma vegetativa e da alma

sensitiva, tem a alma racional que tem a

função pensante.

(15)

Império Romano –

Cristianismo

Idade Média – 400 anos d.C.

A Igreja Católica monopoliza o saber

Santo Agostinho (354-430)

Alma presente de Deus”

O aparecimento do protestantismo levou ao

questionamento da Igreja.

São Tomás de Aquino (1225-1274)

Corpo templo da alma”

(16)

-

Mercantilismo

- Nova classe social: burgueses

- Avanço das artes e ciência

1300 - Dante – Divina Comédia

1478 - da Vince – Anunciação

1484 - Michelângelo – Davi

1543 - Copérnico – Heliocentrismo

René Descartes (1596-1659)

-

Separa Mente (Alma) x Corpo

Renascimento

O Renascimento foi um movimento cultural, econômico e político que surgiu na Itália do

século XIV, se consolidou no século XV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.

Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações estruturais da

sociedade, resultou na reformulação total da vida medieval, dando início à Idade Moderna.

(17)

-No século XVIII, em que as filosofias do Iluminismo começaram a ter um efeito dramático, há um marco nos trabalhos de novos filósofos, como Immanuel Kant e Jean-Jacques Rousseau, que influenciam uma geração nova de pensadores, surgindo, assim a Filosofia do século XIX. Nos finais do século XIX um movimento conhecido como Romantismo buscou combinar a racionalidade formal do passado, com um maior e mais imediato senso emocional e orgânico do mundo. Ideias fundamentais que reluzem esta mudança são a Evolução, como postulado por Goethe, Erasmus Darwi e Charles Darwin.

• Século XIX

- capitalismo,

industrialização.

- crescimento da Ciência

Hegel –

História

Darwin –

Evolucionismo

Augusto Comte –

Positivismo

• Meados do Século XIX

- Máquinas

- Relógio

- Estudo do Cérebro,

Neuroanatomia.

(18)

Empiristas e Associacionistas Britânicos

2º Módulo

Prof. Dr. Jefferson Cabral Azevedo

A observação é a mãe do

empirismo.

(19)

Empirismo Britânico

Corrente filosófica que estava voltado para o modo

como a mente adquire conhecimento.

Todo conhecimento é derivado da experiência

Teve o principal papel na configuração das primeiras

etapas do desenvolvimento da nova ciência psicológica

Estava voltado para o desenvolvimento da mente, para

o modo como ela adquire conhecimento

a mente se desenvolve por meio do acúmulo

progressivo de experiências sensoriais

Principais empiristas britânicos:

John Locke, George Berkeley, David Hume,

David Hartley, James Mill , John Stuart Mill.

(20)

John Stuart Mill

John Locke David Hartley

Empiristas Britânicos

• Nada está na consciência que não tenha estado antes nos órgãos do sentido

• A mente humana nasce como uma tábula rasa

• Toda a fonte do conhecimento é a experiência

(21)

John Locke (1632-1704)

An

Essay

Conceming

Human

Understanding

(Ensaio Acerca do Entendimento Humano) - 1690

• ponto culminante de quase vinte anos de estudo

e reflexão -

assinalou o inicio formal do empirismo

britânico;

Se interessava essencialmente pelo funcionamento

cognitivo

Negou a existência de ideias inatas propostas por

Descartes

, retomando Aristóteles – tabula rasa

Tipos distintos de conhecimento - da sensação e da

reflexão.

Impressões sensoriais simples:

as ideias que advêm

da sensação, da estimularão sensorial direta causada

por

objetos

físicos

no

ambiente

Reflexão :

ação da mente sobre essas sensações,

refletindo acerca delas e, assim, gerando ideias.

Depende das ideias já experimentadas por intermédio

dos sentidos

(22)

Ideias simples

• podem advir da sensação e da reflexão, sendo recebidas passivamente pela mente. São

elementares e, por isso, não podem ser analisadas nem reduzidas a ideias mais simples.

ideias complexas

• formadas a partir de ideias simples advindas tanto da sensação como da reflexão, se

compõem de ideias simples, razão por que podem ser analisadas ou decompostas em

ideias simples

Essa noção da combinação ou composição de ideias e de sua análise marca o começo da abordagem da

química mental que caracteriza a teoria da associação, na qual ideias simples podem ser vinculadas para

formar ideias complexas – aprendizagem.

A redução, ou análise, da vida mental a elementos ou ideias simples e a associação desses elementos para compor ideias complexas formaram o núcleo da nova psicologia científica.

(23)

Locke tratou a mente como se esta se comportasse de acordo com as leis do universo físico. As partículas básicas ou átomos do mundo mental são as ideias simples, conceitualmente análogas aos átomos materiais do esquema mecanicista de Galileu e Newton

Esse foi um passo significativo para vir-se a considerar a mente tal como já se considerava o corpo:

uma máquina.

As qualidades secundárias existem apenas no ato da percepção. Se não mordermos um pêssego, o seu gosto não vai existir. As qualidades primárias, como o tamanho e a forma do pêssego, existem nele quer as percebamos ou não. Noção de Qualidades primárias e secundárias aplicada a ideias sensoriais simples

As qualidades primárias existem no objeto quer as percebamos ou não.

As qualidades secundárias não existem no objeto, mas na percepção que a pessoa tem dele.

(24)

A visão mecanicista do universo sustentava que a

matéria em movimento constituía a única realidade

objetiva

.

Sendo

a

matéria

tudo

o

que

existe

objetivamente, é lógico que a percepção de tudo o mais

— cores, odores, sabores, etc. — seria subjetiva. Portanto,

tudo que pode existir independentemente do observador

são as qualidades primárias.

Ao estabelecer essa distinção,

Locke reconhecia o caráter

subjetivo de quase todas as nossas percepções do

mundo

, uma ideia que o intrigou e alimentou sua

necessidade de compreender a mente e a experiência

consciente. Ele introduziu as qualidades secundárias

tentar explicar a falta de correspondência precisa entre o

mundo físico e a nossa percepção.

Uma vez que os estudiosos aceitaram a distinção teórica

entre qualidades primarias e secundárias - a ideia de que

algumas existiam na realidade e outras somente na nossa

percepção - era inevitável que alguém perguntasse se

havia, afinal, alguma diferença real esses dois tipos de

qualidades.

(25)

George Berkeley (1685-1753)

An Essay Towards a Theory of Vision (1709) (Ensaio para uma Nova Teoria da Visão)

A Treatise Conce the Principies of Human Knowledge (1710)

(Tratado Acerca dos Princípios do Conhecimento Humano)

Concordava com Locke que todo conhecimento do mundo exterior vem da

experiência, mas discordava da distinção lockeana entre qualidades primárias e secundárias.

Não há qualidades primárias, mas somente o que Locke denominava qualidades secundárias – mentalismo.

A percepção é a única realidade de que podemos estar certos. Não nos é dado conhecer com certeza a natureza dos objetos físicos do mundo vivencial. Tudo o que sabemos é como percebemos esses objetos. Como está dentro de nós, sendo portanto subjetiva, a percepção não reflete o mundo externo. Um objeto físico nada mais é que um acúmulo de sensações experimentadas

conjuntamente, de modo que a força do hábito as associa entre si na mente. O mundo experimentado - o mundo que deriva da nossa experiência ou se baseia nela - é, ao ver de Berkeley, a soma das nossas sensações.

(26)

Reconhecia a existência de um certo grau de independência, de consistência e estabilidade nos objetos do mundo material – se devia a Deus.

Nosso conhecimento dos objetos do mundo real se deve à teoria da associação. Esse conhecimento é essencialmente uma construção ou composição de ideias simples ou elementos mentais unidos pelo cimento da associação.

A profundidade é resultado da experiência - as contínuas experiências sensoriais de caminhar na direção dos objetos ou de alcançá-los, e as sensações advindas dos músculos oculares, se associam ou se ligam para produzir a percepção da profundidade.

• Não é uma experiência sensorial simples, mas uma associação

de ideias que devem ser aprendidas.

Talvez pela primeira vez, um processo puramente psicológico foi explicado em termos da associação de sensações.

(27)

David Hume (1711-1776)

Apoiou a noção lockeana da combinação de ideias

simples em ideias complexas, e desenvolveu e tornou

mais explícita a teoria da associação.

Concordou com Berkeley que o mundo material não

existe para o indivíduo até ser percebido.

Aboliu a mente como substância, dizendo que ela, tal

como a matéria, é uma qualidade secundária.

A mente só é observável por meio da percepção

e não

passa do fluxo de ideias, sensações e lembranças.

Conteúdo mental -

Impressões

são os elementos básicos

da vida mental, assemelhando-se à sensação e à

percepção na terminologia de hoje.

Ideias

são as

experiências mentais que temos na ausência de objetos

estimulantes; seu equivalente moderno é a imagem.

(28)

Os conteúdos mentais diferem das ideias em termos de sua força relativa.

• As impressões são fortes e vívidas

• As ideias são cópias fracas de impressões

• Podem ser simples ou complexos, e uma ideia simples se assemelha à sua impressão simples.

• As ideias complexas não se assemelham necessariamente a quaisquer ideias simples

Leis de associação: a semelhança ou similaridade, e a contiguidade no tempo e no espaço. Quanto mais semelhantes e contíguas duas ideias, tanto mais prontamente elas se associam.

Mecanicismo, associacionismo e empirismo.

Se a astronomia determinou as leis e forças do universo físico a partir das quais

funcionam os corpos celestes

As leis da associação de ideias eram a contraparte mental da lei da gravidade na física – princípios universais do funcionamento da mente. Noção de que ideias complexas são construídas mecanicamente, através de um amálgama de ideias simples.

(29)

David Hartley (1705-1757)

Digno de nota não tanto pela originalidade de suas

ideias sobre a associação quanto pela clareza e precisão

com que organizou e apresentou o trabalho anterior de

outros.

Reuniu as tendências anteriores de pensamento, sendo

com frequência reconhecido como o fundador formal

do associacionismo enquanto doutrina.

A lei fundamental de associação de Hartley é a

contiguidade, com a qual ele tentou explicar os

processos da memória, do raciocínio, da emoção, bem

como da ação voluntária e involuntária.

As ideias ou sensações que ocorrem juntas, de modo

simultâneo ou sucessivo, se associam de tal maneira

que a ocorrência de uma resulta na ocorrência da outra.

(30)

• A repetição era tão necessária quanto a contiguidade para a formação de

associações. A medida que a criança cresce e acumula uma variedade de experiências sensoriais, vão se estabelecendo conexões ou cadeias de associação de complexidade crescente. Assim, à época que uma pessoa alcança a idade adulta desenvolvem-se sistemas superiores de pensamento.

• A vida mental de ordem superior pode ser analisada ou reduzida aos elementos ou átomos dos quais se formou mediante a combinação mental de associações. • Concordava com Locke que todas as ideias e todo o conhecimento são derivados

da experiência sensorial, que não há associações inatas nem conhecimentos presentes ao nascimento.

• As vibrações nos nervos - que Hartley considerava sólidos, em vez de ocos, como Descartes pensara - transmitem impulsos de uma para outra parte do corpo. Essas vibrações produzem no cérebro vibrações menos intensas que Hartley considerava os equivalentes fisiológicos das ideias. A importância dessa noção para a psicologia é o fato de ser mais uma tentativa de usar o conhecimento do universo mecânico como modelo para a compreensão da natureza humana.

(31)

James Mill (1773-1836)

Aplicou a doutrina mecanicista à mente humana com uma precisão e abrangência raras.

Seu objetivo era destruir a ideia de atividades psíquicas ou subjetivas e demonstrar que não passa de uma máquina.

Acreditava que os outros empiristas, ao alegarem que a mente é semelhante a uma máquina em suas operações, não tinham ido longe o bastante

A mente é uma máquina — ela funciona do mesmo modo mecânico que um relógio — e é posta em ação por forças físicas externas, sendo dirigida por forças físicas internas.

A mente é uma entidade passiva que sofre a ação de estímulos externos. A pessoa responde a esses estímulos de modo automático e é incapaz de agir com espontaneidade.

Não deu espaço algum para o livre-arbítrio. Esse ponto de vista persiste hoje nas formas de psicologia derivadas da tradição mecanicista, principalmente o comportamentalismo de B. F. Skinner.

(32)

John Stuart Mill (1806-1873)

• James Mill aceitou o argumento de Locke de que a mente humana, ao nascer, é como papel em branco, uma folha vazia que a experiência vai preencher. Quando seu filho John nasceu, Mill resolveu que determinaria as experiências que iriam preencher a mente do menino, e empreendeu o que pode ser considerado o mais rigoroso exemplo de educação particular registrado. Todos os dias, por até cinco horas, ele ensinava ao filho grego, latim, álgebra, geometria, lógica, história e economia política, questionando-o repetidas vezes até que ele desse as respostas corretas.

• Aos três anos de idade, John Stuart Mill lia Platão no original em grego. Aos onze, escreveu seu primeiro artigo acadêmico e, aos doze, já dominava o currículo universitário padrão da época. Aos dezoito ele descreveu a si mesmo como uma "máquina lógica" e, aos vinte e um sofreu um grave colapso mental, com intensas sensações de depressão. Foram necessários vários anos para que ele recuperasse seu senso de valor pessoal.

(33)

• Espantava-se com o fato de as mulheres

não

terem

direitos

financeiros

nem

propriedade, e comparava a situação

feminina

com

a

de

outros

grupos

desprivilegiados. Condenava a ideia de que

a esposa devesse se submeter sexualmente

ao marido a pedido dele, mesmo contra a

sua vontade, e de que o divórcio com base

na incompatibilidade não fosse permitido.

Ele sugeriu que o casamento deveria ser

mais uma parceria entre iguais do que um

relacionamento entre senhor e escrava.

(34)

Manifestou se contra a posição mecanicista e atomista do pai;

Para John Stuart Mill, a mente tinha um papel ativo na associação de ideias;

As ideias complexas não são apenas uma soma decorrente da associação de ideias simples. Elas são mais do que a soma das partes individuais (as ideias simples) porque assumem novas qualidades que não estavam presentes nos seus componentes mais simples.;

Posteriormente a psicologia da gestalt irá dizer:

“o todo é diferente da mera soma das partes”;

Por exemplo, a mistura de pigmentos azuis, vermelhos e verdes na proporção correta produz o o branco que é uma qualidade inteiramente nova. Do ponto de vista dessa síntese criativa, a combinação de elementos mentais sempre gera alguma coisa nova

.

(35)

Teve o seu pensamento influenciado pelas descobertas da ciência química que lhe forneceu um modelo ou contexto diferente do da física, que moldara tão fortemente as ideias de seu pai e dos primeiros empiristas e associacionistas.

Conceito de síntese - os compostos químicos exibem atributos não identificados em suas partes ou elementos componentes. Ex. água. Do mesmo modo, as ideias complexas surgem de combinações de ideias simples e possuem características não encontradas nesses elementos. Mill denominou sua abordagem associacionista de química mental.

Argumentou insistentemente na possibilidade de ter uma ciência da psicologia. Pronunciando-se contra que Auguste Comte, negavam a possibilidade de estudar a mente em termos científicos.

Propôs um campo de estudo, denominado etologia, dedicado à consideração dos fatores que influenciam o desenvolvimento da personalidade humana.

(36)

Contribuições do empirismo à psicologia

1. o papel essencial dos processos da sensação

2. a análise da experiência consciente em seus

elementos

3. a

síntese

de

elementos

para

formar

experiências mentais mais complexas por

meio do processo da associação

4. e a concentração nos processos conscientes.

Encerra-se a participação da filosofia que se deu

com a produção de uma justificativa teórica para

que uma ciência natural do homem.

O que era necessário para traduzir a teoria em

prática era uma abordagem experimental do

objeto de estudo.

(37)

Positivismo

Pensamento filosófico europeu da metade do século XIX;

Criado

por

Auguste

Comte,

que

empreendia

um

levantamento sistemático de todo o Conhecimento;

Para tornar a sua tarefa mais factível, Comte decidira limitar

seu trabalho a fatos inquestionáveis, aqueles que tinham

sido determinados através dos métodos da ciência.

POSITIVISMO -

sistema baseado exclusivamente em fatos objetivamente

observáveis e indiscutíveis. Tudo o que tiver natureza especulativa inferencial

ou metafísica é rejeitado como ilusório.

Referimo-nos aos objetos dos sentidos, e isso é uma afirmação científica. O

resto é absurdo!

(38)

Materialismo

Ideia

no

campo

da

filosofia

que

sustentavam o positivismo antimetafísico.

Os adeptos do

materialismo

acreditavam

que todas as coisas podiam ser descritas

em termos físicos e compreendidas à luz

das propriedades físicas da matéria e da

energia.

A consciência também podia ser explicada

nos termos da física e da química.

As

considerações

materialistas

dos

processos mentais privilegiavam o aspecto

físico, isto é, as estruturas anatômicas e

fisiológicas do cérebro.

(39)

As influências fisiológicas na Psicologia

3º Módulo

Prof. Me. Jefferson Cabral Azevedo

• Por que, quando ao observamos

determinado fenômenos, sempre

vemos aspectos diferentes do

mesmo objeto?

(40)
(41)

Contribuição dos primeiros desenvolvimentos da fisiologia

Indicam os

tipos de técnica de pesquisa

e

as

descobertas

que sustentavam uma

abordagem

científica

da

investigação

psicológica da mente

A

direção da pesquisa fisiológica

vai

influenciar a psicologia recém-surgida

Enquanto

os

filósofos

preparavam

o

caminho

para

uma

abordagem

experimental

da

mente

os

fisiologistas

investigavam

experimentalmente

os

mecanismos

fisiológicos

que

estão

na

base

dos

fenômenos mentais.

(42)

O papel do observador humano

O caso de diferenças no registro de observações na Inglaterra;

As diferenças nos registros não são causadas por erros casuais nem propositais, mas por fatores pessoais sobre os quais não se tem controle;

Conclusões:

• A ciência teria que considerar as diferenças individuais, pois essas podem influenciar as observações relatadas

• Se isso era verdadeiro para a astronomia, também o seria em outras ciências que se utilizassem da observação

(43)

Algumas consequências

O estudo de Bessel na astronomia ilustra as

afirmações de Locke e Berkeley:

“Sempre há, ou nem sequer é frequente haver, uma

correspondência exata entre a natureza de um

objeto e a percepção que uma pessoa tem dele”

A comunidade científica se obriga a focar o papel

do observador humano e a natureza da observação

para entender o resultado dos experimentos.

Passou-se a investigar os processos psicológicos da

sensação e da percepção, estudando os órgãos do

sentido e os mecanismos fisiológicos na captação

de informações.

(44)
(45)

Os Avanços Iniciais da Fisiologia

A fisiologia tornou-se uma disciplina voltada aos

experimentos durante a década de 1830, devido a forte

influência do fisiologista Johannes Müller (1801 - 1858),

defensor do método experimental.

Vai influenciar diretamente a psicologia no final do século

XXI

Tornou-se disciplina de orientação experimental na

década de 1830

Johannes Müller – 1801/1858.

A influência de Müller é importante devido á

teoria

específica dos nervos

– a excitação ou estimulação de um

dado nervo sempre produz uma sensação característica, já

que cada nervo sensorial tem sua própria energia

específica.

Vai contribuir para a psicologia devido a descoberta de

áreas específicas do cérebro e pelo uso posterior de seus

métodos na psicologia fisiológica.

(46)

Mapeamento Interno das Funções Cerebrais

Marshall Hall

Pierre Flourens

(1790 – 1857)

(1794 - 1867)

(47)

Paul Broca

Método Clínico

Técnica dos Estímulos Elétricos

Gustav Fritsch e Eduard Hitzig

Carl Wernicke

(48)

Extirpação –

Técnica de remover ou destruir

determinada parte do cérebro animal e

observar as mudanças no comportamento, com

o objetivo de definir sua função.

Método Clínico –

Exame pós-morte das

estruturas

cerebrais

para

detectar

áreas

lesionadas consideradas

responsáveis pelo

comportamento do indivíduo em vida.

Estímulos Elétricos –

técnicas de exploração do

córtex cerebral, onde são aplicados pequenos

choques elétricos para observar a resposta

motora.

(49)

• Pierre Flourens (1794 – 1867)

• Destruiu sistematicamente várias partes do cérebro e da medula espinhal, determinando que partes do cérebro controlam comportamentos específicos

• Flourens e Hall: método da extirpação

• Paul Broca (1824 – 1880)

• Método clínico: uma espécie de extirpação póstuma, oferece a oportunidade de examinar a área danificada do cérebro que se supõe ser responsável por uma condição comportamental existente antes da morte do paciente

• Uso de estímulos elétricos: explorar o córtex cerebral com correntes elétricas fracas – a estimulação de certas áreas corticais produzia respostas motoras

(50)

Hermann von Helmholtz (1821-1894)

Verdadeira base da psicologia experimental:

conhecer as

sensações.

Opositor dos vitalistas que afirmavam existir forças não físicas

imperceptíveis para os sentidos.

Forças orgânicas e inorgânicas eram perceptíveis e poderiam

ser medidas por meios mecânicos (fisiologia mecânica).

Estuda a fisiologia e a física da visão – oftalmoscópio

Teoria da Percepção:

a sensação é a captação do estímulo

enquanto a percepção compõe-se da sensação e da

experiência

. A percepção é um processo cognitivo muito

mais

complexo que

implica

inferências

inconscientes

baseadas na experiência passada. A percepção está longe de

nos relacionar de um modo simples e direto com o mundo

exterior

(51)

Ernst Heinrich Weber (1795-1878)

Nasceu em Wittenberg e estudou na Universidade de Leipzig

Anatomista e fisiologista

Estudo pioneiro dos órgãos dos sentidos e a sensibilidade da pele.

Mudanças físicas nem sempre produzem mudanças psicológicas.

Problema da relatividade perceptual.

Weber inspirou-se em Daniel Bernoulli que em 1838 disse que 1 franco vale mais para um homem pobre do que 10 francos para um homem rico.

Qual é a menor diferença entre dois pesos que pode ser percebida com confiabilidade?

A percepção da diferença não era fixa mas variável e dependia do tipo de peso apresentado.

A capacidade para discriminar pequenas diferenças em um estímulo depende não só da intensidade do estímulo, senão também de uma certa relação entre a diferença de pesos e o peso padrão utilizado no experimento.

(52)

Gustav Theodor Fechner (1801-1887)

Físico e Filósofo;

Elementos de Psicofísica em 1860; Introdução à Estática em 1876;

Problema: relação entre fenômenos físicos e fenômenos mentais; Expande a teoria de Weber e estabelece a Psicofísica.

Ciência exata das relações funcionais de dependência entre o mundo físico e o psíquico, em que o evento físico era medido e controlado com os instrumentos da física, e o evento mental era indiretamente registrado mediante o relato verbal dos sujeitos experimentais

A psicofísica prefere adotar a abordagem que leva em conta a dependência do espírito relativamente ao corpo; pois só o físico está imeditamente acessível, ao passo que a medição do psíquico somente pode ser obtida sendo dependente do corpo.

(53)

Animais

decapitados

continuavam

a

se

movimentar por algum tempo quando submetidos

a formas apropriadas de estímulo.

Concluiu que vários tipos de comportamento

dependem de partes distintas do cérebro e do

sistema nervoso.

Postulou que:

• O movimento voluntário depende do cérebro

• O movimento reflexo, da medula espinhal

• O movimento involuntário, do estímulo direto

da musculatura

• E o movimento respiratório, da medula

(54)

As descobertas da fisiologia influenciou a Psicologia moderna;

As descobertas da anatomia, identificando neurônios e sinapses eram compatíveis com uma imagem mecanicista e materialista dos seres humanos: o sistema nervoso, assim como a mente, era formado por estruturas atomísticas que se combinavam para gerar o produto mais complexo;

Caminhos para formar o núcleo de fisiologia do século XIX: o materialismo, o mecanicismo, o empirismo, a experimentação, e a medição.

Teorias anteriores sob a transmissão da atividade nervosa no corpo: Descartes – tubos nervosos e Hartley – teoria das vibrações

Metade do século XIX – o sistema nervoso era essencialmente um condutor de impulsos elétricos, e que o sistema nervoso central funcionava como uma estação distribuidora, enviando os impulsos para as fibras nervosas sensoriais ou motoras

Todas sugeriam que alguma coisa vinda do exterior (estímulo) entrava em contato com um órgão dos sentidos e excitava um impulso nervoso que ia até o lugar apropriado no cérebro ou no sistema nervoso central. Ali era gerado um novo impulso, transmitido pelos nervos motores, para gerar alguma resposta por parte do organismo

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