Ministério da Cultura
Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC
ATA DA REUNIÃO DO GRUPO
DE TRABALHO DE CULTURA
INDÍGENA
CNPC
Brasília (DF), 18 de Maio de 2009 Local: Hotel San Marco– Brasília/DF
ATA REUNIÃO DO COLEGIADO SETORIAL DE CULTURA INDÍGENA
Ao décimo oitavo dia do mês de maio de dois mil e nove, às nove horas nesta cidade de Brasília, Distrito Federal, no Hotel San Marco, situado nesta capital, sob a presidência do Sr. Gustavo Vidigal (Coordenador-Geral do CNPC) e do Sr. Marcelo Veiga (Coordenação do CNPC) na presença dos (as) Senhores (as): Américo Córdula (Secretário SID), Adolfo Timóteo Verá Mirim (Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo - CEPISP), Ivan L. Guarani Silva (OIT), Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental), Josafá
P. Freire (APOINME), Romacil Gentil Cretã (Organização Resgate
Crítica da Cultura Indígena - ARPIN-Sul), Jurandir Siridiwê
Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET), Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) e do Marcelo Manzatti
(Gerente SID): Teve início a Reunião do Grupo de Trabalho de Cultura Indígena coordenada pelo Senhor Gustavo Vidigal e pelo Sr.
Marcelo Veiga, servidores do Ministério de Cultura destinados a
apreciar a seguinte pauta: Pauta do dia 18/05/09 – 1) Abertura;
2) Reunião Grupo de Trabalho Cultura Indígena; 3) Informes e
Deliberações. Item 1 – Abertura: O Sr. Gustavo Vidigal (Coordenador Geral do CNPC) cumprimentou a todos os conselheiros e solicitou que os presentes dessem uma lida no material selecionado; Explicou a história e os procedimentos do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC e frisou a importância de se constituir um colegiado ligado à questão indígena para dar força à Política e ao próprio Conselho e o modo de fazê-lo funcionar, com todo o material necessário, desde posicionamentos políticos até discussões de fundos realizadas com os ministros, além de pautas para demonstrar os assuntos que foram tratados. Ele trouxe para a reunião a idéia de começar a consolidar uma proposta de funcionamento do Colegiado para ele se sedimentar até o final do 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32
ano. Coincidentemente, todos os mandatos dos membros da sociedade civil do CNPC terminam na mesma data, então o Sr.
Gustavo Vidigal (Coordenador Geral do CNPC) afirmou que
renovará os mandatos a partir do próximo ano, pensando em processos eleitorais com o colegiado de cultura indígena, para que no ano seguinte o representante tenha um colegiado dando-lhe sustentação; lembrou que existem hoje seis colegiados e que serão consolidados agora mais quatro; frisou também que o que se deve pensar ali na reunião é a mudança de Grupo de Trabalho para Colegiado; Explicou também sobre a composição do colegiado, seu Plano Nacional Setorial, o Plano Nacional de Cultura, e o resultado do debate público do Plano Nacional. O Sr. Gustavo Vidigal (Coordenador Geral do CNPC) deteve-se na importância de realizar no ano que vem o Plano Nacional de Cultura indígena do colegiado e disse que, uma vez discutido isso, passariam aos assuntos propriamente ditos de cada colegiado. Ele também trouxe, alegando que facilitaria o trabalho, o Regimento Interno do CNPC e uma proposta de avaliação para o Regimento do novo Colegiado; Disse que ao se discutir o Regimento do CNPC, são discutidas as suas atribuições, o Colegiado terá o seu Regimento Interno que irá consolidar as suas atribuições e as atribuições de cada parceiro; Ressaltou que o Plenário do Conselho é paritário, composto por metade da sociedade civil e metade do governo, mas no colegiado a sociedade civil tem ampla maioria, com quinze membros da sociedade civil contra apenas cinco do governo, o que seria um grande avanço do ponto de vista institucional. Por fim, ele falou sobre a grande responsabilidade de todos, e as dificuldades de se consolidar uma agenda de trabalho com relevância cultural. Item 2 – Reunião
Grupo de Trabalho Cultura Indígena: O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) abriu os trabalhos comentando sobre o Regimento Interno do CNPC, para que todos entendessem um pouco melhor o que é o Conselho, o que ele faz e de que forma ele atua. 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64
Inicialmente ele comentou de forma rápida as competências, a composição do plenário e os órgãos que compõem o conselho; Ressaltou que o documento também era um balanço dos anos de 2007 e 2008, e que trazia várias moções aprovadas, além de transcrições de palestrantes durante o ano anterior; Lembrou que havia também uma cópia do decreto 5.520, que é o decreto que constituiu o Conselho; Sugeriu começarem pelo decreto e depois passarem ao Regimento; Disse que o Sr. Marcelo Manzatti (Gerente SID) o auxiliaria na condução dos trabalhos e passou a palavra. O Sr.
Marcelo Manzatti (Gerente SID), após os cumprimentos, falou
sobre o tempo em que essa questão dos Colegiados vem sendo discutida e todo o processo pelo qual passou. Disse que agora que a idéia de Colegiado ganhou força, eles têm que pensar nos critérios de composição e os processos que têm que ser feitos até o final do ano; Comentou sobre a questão do Plano Setorial e sobre a possibilidade de se produzir uma minuta ou fazer algum esforço de compilação de tudo o que foi produzido pelo GT e outras instâncias de escuta das lideranças indígenas no âmbito do governo federal, para produzirem o primeiro trabalho em que o colegiado deveria se debruçar para construir o plano; Lembrou de uma pauta importante, que é a aprovação do Colegiado no Conselho; Disse que ainda não estava aprovada e que precisaria entrar na pauta da reunião seguinte. Também lembrou que ficaram de pensar qual seria o perfil para a composição do Colegiado, já que tinham um número limitado de pessoas e precisariam equilibrar a questão regional. Também falou sobre o perfil étnico do Conselho, se conseguiria atender aos grandes grupos étnicos e populações indígenas; Comentou o perfil político já existente do movimento, as entidades indígenas, o perfil social, que seria a questão do gênero e a questão etária; Indagou se teriam também representação de professores indígenas, de agentes de saúde indígenas, ou se seriam pessoas com o histórico mais ligado à questão da cultura; Ressaltou sobre o perfil da liderança, como 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96
seriam as pessoas que estariam no comando do Conselho; Lembrou que são questões já discutidas anteriormente e que precisariam apenas definir os critérios e as formas de instalação, aproveitando as agendas das grandes entidades indígenas ou fazendo esse processo dentro da Conferência Nacional de Cultura; Frisou que precisam realizar até dezembro a pré-conferência setorial, onde reuniriam as pessoas indicadas no processo e fariam uma reunião para escolher definitivamente os quinze membros do Colegiado. Por último, ele comentou uma pauta importante a ser discutida, que versa sobre o novo Estatuto do Índio. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) retomou a palavra e fez alguns esclarecimentos sobre a próxima reunião e a necessidade de aprovação de novos colegiados pelo plenário do Conselho; Sugeriu ver as questões específicas de Decreto e Regimento pelo período da manhã. Resolveu começar pelo Decreto; Explicou que o Decreto foi instituído em 2005 e fez algumas observações a respeito; Disse que é importante citar que, como o Decreto é presidencial, ele carece de lastro. Um próximo Presidente pode revogá-lo, e assim desconstituir o Conselho e os Colegiados, o que causa uma certa insegurança; Disse que uma das frentes de trabalho é discutir com a Casa Civil a possibilidade desse Decreto tornar-se lei, porque as leis são mais difíceis de serem alteradas. Ele lembrou que o Decreto institui não só o Conselho, mas também o Sistema; Explicou o que é o Conselho Nacional de Política Cultural, um grande órgão colegiado com várias instâncias, todas elas ligadas ao plenário, que faz parte da estrutura do Ministério da Cultura e em todas as suas instâncias há a participação da sociedade civil. Ele explicou que o conselho foi composto como uma instância para que seja possível ouvir a sociedade civil em todo o processo de estabelecimento de políticas públicas na área da cultura. Ressaltou que o Conselho é uma instância do Ministério que pode vir a se manifestar a cerca das políticas públicas. Ele fez um lembrete que o Decreto não fala nada a respeito do caráter consultivo ou 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128
deliberativo, contudo essas competências são depreendidas na leitura das competências do plenário. Falou, em seguida, dos órgãos do Conselho, que são o Plenário, composto por 52 membros, entre Sociedade Civil e Poder Público. Continuou dizendo que esse plenário discute todas as questões e acaba servindo como um elo, onde gravitam em torno desse plenário todos os outros órgãos, que são o CIPOC (Comitê de Integração de Políticas Culturais), os Colegiados Setoriais; Citou também outras instâncias: Colegiado, Comissão Temática, Grupo de Trabalho e Conferência. Falou que a II Conferência Nacional de Cultura será realizada em março do ano que vem e esclareceu quem está responsável dentro do Ministério pela Conferência e as suas etapas. Falou também sobre as pré-conferencias setoriais, que ocorrerão para os colegiados já constituídos. As pautas dessas pré-conferências setoriais serão a discussão do temário da conferência, discussão dos planos setoriais para os colegiados que não têm plano, e a renovação do Colegiado. Ele falou da importância da mobilização para participar dessas conferências, mesmo com as dificuldades existentes. O Sr. Marcelo
Manzatti (Gerente SID) interrompeu para esclarecer uma dúvida: no
Regimento aprovado são previstas nove pré-conferências setoriais. Além das seis citadas, haveria espaço para mais três. Ele queria saber se haveria como garantir pelo menos mais duas pré-conferências e disse que há recursos para isso. O Sr. Marcelo Veiga retomou a palavra e explicou que houve uma ação preventiva ao colocarem nove reuniões. Seria para o caso de conseguirem constituir novos colegiados até a realização da Conferência, se colocassem somente os seis, não poderiam fazer outras. O Sr. Maurício
Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) pediu três esclarecimentos: a
constituição que organiza as conferências municipais tem que ser o Poder Público, ou a Sociedade Civil pode se articular na sua ausência e organizar essas conferências municipais? Segundo, ele pediu para que as pessoas se apresentassem e, terceiro, contassem as suas 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160
expectativas para a presente reunião. Ele disse que, no seu ponto de vista, o caso do Colegiado Indígena está mais do que maduro e tem possibilidade de ser constituído em curto prazo. O Sr. Marcelo Veiga respondeu que quis abrir espaço para isso anteriormente, mas ninguém se inscreveu; Comentou que é no decorrer do debate que vão surgindo os questionamentos; Concordou com o Sr. Maurício no sentido de que a questão está muito amadurecida e que não há mais dúvidas sobre a necessidade de constituir esse colegiado e citou o procedimento para fazê-lo; assumiu o compromisso de que, independentemente do que se resolver com o colegiado, o processo eleitoral dos participantes ocorrerá neste ano. O Sr. Marcelo
Manzatti (Gerente SID) interrompeu e comentou que caso a
Conferência não desse certo, já teriam apontado um recurso, e que a idéia é tirar das assembléias das organizações regionais ou da participação no processo da conferência, pelo menos três integrantes por estado, o que daria um total de 81 lideranças para fazer uma reunião para decidir quem tem maior condição de representar e aí fazer a eleição dos quinze membros. Ele também comentou a importância da pauta da cultura na questão indígena. O Sr. Maurício
Fonseca comentou a fala, e disse que no seu entendimento são
segmentos diferentes, e que o segmento mais envolvido é o de professores indígenas. Ele disse que acha interessante constituir um processo próprio para a questão, para poder pautá-la com mais força dentro das organizações indígenas. O Sr. Jurandir Siridiwê
Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDETI) pediu a palavra
e comentou o tratamento da questão indígena pelo Ministério da Cultura, e pediu que a questão estivesse na pauta do Ministério, além de pedir um retorno sobre as informações relativas à questão. Ele reclamou da falta de comunicação e criticou a centralização da questão indígena pela FUNAI no passado, alegando que isso criou a deficiência estatal e a falta de política pública do Ministério da Cultura. Também comentou o cenário que propiciou o surgimento das 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192
ONGs, entidades que ele considera que são grandes forças no Brasil. Ele parabenizou a preocupação das ONGs indígenas e chamou a atenção para a importância dos professores. Também comentou sobre a seleção das lideranças. Em seguida a palavra foi passada ao Sr. Josafá P. Freire (APOINME), que parabenizou o Sr. Jurandir por sua fala e frisou a questão da falta de comunicação entre os povos indígenas e as organizações, e sugeriu que enviassem uma pauta antes de cada reunião para, além de se informar do assunto, consultar os outros membros previamente para trazer à reunião um posicionamento da comunidade; Comentou que se não fosse o Prêmio para Culturas Indígenas, o GT das comunidades não teria valor nenhum; Comentou também que esse colegiado estará norteando a questão indígena dentro do Conselho; Por fim, reforçou a questão levantada pelo Sr. Jurandir, da falta de informação. Um dos participantes comentou que desde que começaram a discutir no Grupo de Trabalho a questão da política para Cultura Indígena e só conseguiram ter um ou dois programas, ele crê que já estão atrasados, e, a seu ver, teriam condições de discutir a questão do perfil dos representantes que comporão o Colegiado; Disse que dentro das organizações indígenas e dentro das próprias conferências que têm acontecido, a cultura é a última instância de discussão. Ele disse que não faz parte das discussões políticas das entidades envolver a cultura indígena o que, como lideranças indígenas, ele considera uma falha muito grande. Também disse que se não conseguirem construir algo sólido hoje, se não conseguirem transformar numa política com orçamento para a cultura indígena, vão continuar só no debate. O Sr. Jurandir complementou dizendo para dividir o território brasileiro entre as ONGs, pela dificuldade de entendimento que uma pessoa de fora pode ter da questão sócio-cultural indígena. Ele disse estar preocupado com as conferências. Em ficar de fora delas e as pessoas falarem pelos indígenas. O Sr.
Marcelo Veiga pediu para seguir a ordem das inscrições. O Sr.
193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224
Josafá P. Freire (APOINME) quis referendar a questão da cultura.
Disse que a cultura é deixada de lado e frisou a importância de criar meios para que toda essa discussão não seja jogada fora, e evidenciou seu receio de que o trabalho todo se perca com a mudança do governo. Disse que já se tem o mapeamento com todas as informações sobre as pessoas que poderiam ser indicadas para a liderança. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) comentou questões que foram levantadas. Disse que fazer com que essas instâncias ganhem institucionalidade é uma grande preocupação no governo. Ele falou que nunca antes nesse país se abriu espaço para a participação popular do jeito que se vê hoje. Os depoimentos registrados em gravação, degravação, com certeza no futuro estarão em teses de doutorado, mestrado, sendo discutido em universidades como uma potência de participação social. Ele acredita que a sociedade civil ganha tal força nesse processo que começa a ser difícil para um próximo presidente, caso ele queira, desconstituir um conselho automaticamente, ele vai ter que se justificar. Ele lembrou que a SID terá um assento numa das cinco vagas do poder público no Conselho. Também deixou um convite para que a condução dos trabalhos seja conjunta entre o CNPC e a SID. Com relação à questão da pauta, ele informou que foi enviada uma pauta, ainda que um tanto genérica, junto ao convite. A pauta da presente reunião é principalmente a constituição do colegiado. Ele concordou que a questão da informação é um problema sério. Segundo ele, isso se dá porque os próprios conselheiros não acessam o site (www.cultura.gov.br/cnpc), que é uma ferramenta subutilizada. Outra questão que ele comentou, e que disse ter aparecido mais evidente na reunião anterior, foi a da representatividade. E exemplificou dizendo que no Colegiado a divisão se dá por regiões – são três representantes por cada macroregião. O modelo é muito rígido e ele assumiu que isso é um problema. Mas frisou que nesse momento, que isso que é um problema não sirva de entrave para a 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256
constituição do Colegiado. Ainda pediu licença para colocar mais duas questões: a primeira foi sobre a instância de participação com a SID, que é um Colegiado maior, de onde obteve um extrato dos membros com representatividade pra construir o Grupo de Trabalho. Apesar das semelhanças das pautas entre a SID e CNPC, no CNPC já se passa para o processo de constituição desse Colegiado. É importante que participe para que se conheça as lideranças e as ouça, para que junto com a SID abra o caminho de constituição desses colegiados. Ele também lembrou que dentro do Conselho existem Grupos de Trabalho, mas que o grupo presente é do Ministério, além de explicar os procedimentos dos Grupos de Trabalho. Ele também falou sobre a constituição de grupos de trabalho transversais, sobre a questão urgente dos direitos autorais e como ela será discutida. Antes de finalizar, deixou como provocação a questão da constituição e a possibilidade de não esquecer da reivindicação da diversidade, que é patente no Grupo de Culturas Indígenas. O Sr. Romancil Gentil
Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná -
ORCCIP) admitiu que é muito difícil para um conselheiro, principalmente indígena, atuar no Conselho Nacional com essa diversidade cultural que existe. Mas que o Colegiado teria condições de defender os interesses indígenas. Disse que os indígenas sabem o que querem. Também citou a importância de integrar os pajés e a mulher indígena no processo. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDETI) complementou o que foi dito. Afirmou que os indígenas sabem o que querem. Comentou a possibilidade de chamar líderes pajés e falou sobre escritores indígenas e a propriedade intelectual. O Sr. Adolfo Timóteo Verá
Mirim (Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo -
CEPISP) pediu a palavra para dizer que chegaram num ponto em que é preciso avançar mais na parte política da cultura indígena. Ele observou que o prêmio da Cultura Indígena não é mais suficiente, pois beneficia apenas alguns grupos e que seria necessário um 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288
programa de política permanente. Pediu que o Ministério da Cultura tenha uma direção mais concreta para que possam levar resultados do trabalho para as suas regiões. Pediu também a criação de um fundo a ser aplicado nas aldeias. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) disse que estão vivendo a transição de um GT mais amplo em um GT específico, focado no Colegiado e nos Planos Setoriais. E que seria sábio não perder a massa de informação e crítica que foi desenvolvida no GT vinculado à SID. Citou desafios importantes a realizar: tentar no processo, que é um processo político, garantir um mínimo de institucionalidade. Outro ponto citado foi verificar as experiências dos participantes da reunião. E citou a importância do material indígena reunido nas duas edições do Prêmio Cultura Indígena, que traz mais de mil projetos. Explicou que isso é necessário para que o povo não fique excluído do processo e os editais futuros se enquadrem nos anseios e necessidades das comunidades afetadas por ele. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) comentou que isso é fundamental e que eles têm pensado com os outros colegiados numa publicação, realizada com tudo o que foi feito nas câmaras; sugeriu como meta essa publicação para a época do colegiado. O Sr. Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) perguntou qual a relação do Colegiado Setorial e do Plano Setorial com a Conferência Nacional de Cultura e o Plano Nacional de Cultura, além de questionar como deve acontecer para que essa institucionalidade que todos falam possa ocorrer com mais força. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) respondeu que se ganha institucionalidade de várias formas: através de um decreto ou lei que reconheça a instância e se houver lei aprovada garantindo as reivindicações do setor; Disse que o Plano Nacional de Cultura está no Congresso e todas as diretrizes e discussões acerca do Plano foram enviadas para a relatora, Deputada Fátima Bezerra, que faz parte da Comissão de Educação e Cultura. Ele disse que a Deputada está sistematizando o seu relatório. Mas apenas o Plano 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320
Nacional não é o suficiente, ele precisa de seus desdobramentos. Questões específicas de municípios não estão no Plano Nacional, mas serão tratadas nos Planos Estaduais e Municipais. Depois de comentar o processo legal, comentou que é importante ouvir o que estão falando, mas é importante também criar na reunião uma estratégia para implementar tanto o Colegiado, quanto o Plano de Cultura Indígena. Pediu para que se foque a atual reunião no Colegiado e no Plano. Em seguida passou a palavra para o Sr. Moreno Saraiva
Martins (Instituto Socioambiental), que disse que estão discutindo a
formação do Colegiado, quem serão as pessoas, como vão dividir isso e como vai se dar essa escolha; Sugeriu discutir qual o papel que o Ministério da Cultura vai ter no mundo das políticas públicas para os indígenas antes de entrar no assunto; questionou qual o papel que o Ministério da Cultura quer assumir de fato frente à transversalidade. E colocou uma provocação para as organizações indígenas: há organizações indígenas muito bem-estruturadas, com uma boa representação, mas ao mesmo tempo há muitos povos que não são representados; Ressaltou que está ocorrendo uma chacina cultural. Por fim, perguntou como fazer para representar esses povos.
Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura
Indígena do Paraná - ORCCIP) respondeu que isso é um respaldo da tutela e que a FUNAI não admite que os índios se organizem dessa maneira. Ela quer ter o poder de tutelá-los e só agora que houve a oportunidade dos povos indígenas sentarem frente a frente com o Ministério; Disse que esses povos que não têm contato com organizações indígenas acaba chegando às ONGs não-indígenas. Organização indígena no Brasil não recebe financiamento do governo ou mesmo do exterior. Já as organizações não-indígenas recebem, e por isso tem um alcance maior. Falou que já tem um relatório sobre o que foi produzido dentro do GT indígena, que precisa ser atualizado, buscar o que hoje tem dentro do estatuto dos povos indígenas, respeitando a questão do estatuto e também construir um orçamento 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345 346 347 348 349 350 351 352
no Ministério da Cultura voltado para a questão indígena. O Sr.
Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) pediu para dar uma
informação antes de passar a palavra ao Sr. Marcelo Manzatti, porque acabou esquecendo de comentar quando falou sobre os planos setoriais sobre a questão de um fundo próprio. Exemplificou com a reforma da Lei Rouanet, que tem o Fundo das Artes, mas todos estão insatisfeitos e querem colocar nos planos setoriais o Fundo da Dança, o Fundo do Teatro, é uma reivindicação; Disse que é preciso pensar de que forma isso será tratado no Plano, já que é possível pensar nisso. O Sr. Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) disse que é preciso lutar no Congresso agora para que cada plano tenha os seus desdobramentos e que no Fundo da Diversidade tenha o Fundo Setorial Indígena. O Sr. Marcelo
Manzatti (Gerente SID) respondeu às críticas ao GT, discordando
radicalmente delas. Disse que o GT não produziu só a Campanha de Valorização dos Povos Indígenas e o Prêmio Cultura Indígena. E mesmo essas duas ações são motivo de comemoração no atual contexto. Disse que o GT foi muito além disso, construindo uma série de estruturas de representação das lideranças indígenas Ministério da Cultura, como é o caso do Conselho. Falou sobre as dificuldades e lutas que tiveram para conquistar o que conseguiram até o presente momento. Sobre o Colegiado, ele disse que já tem bastante coisa para encaminhar. Também citou o perfil das pessoas que devem estar no GT, se fossem colocar um de cada segmento citado, teriam um quadro significativo pra pensar a composição. Também comentou uma questão que não havia sido falada, a presença de não-indígenas nesses quinze da Sociedade Civil, perguntou se haverá cota para pessoas que trabalham com a causa indígena, mas que não são indígenas. Ele perguntou também qual seria o perfil de cada pessoa que integraria o GT. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) disse que seria importante ter pelo menos um advogado indígena na causa. O 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366 367 368 369 370 371 372 373 374 375 376 377 378 379 380 381 382 383 384
Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) reforçou o que o Sr. Marcelo Manzatti (Gerente SID) falou e comentou a dificuldade dentro do ministério para desenvolver essas questões, principalmente por que o que aconteceu nos governos anteriores com relação ao desmonte do Estado, ainda reclamou da falta de incentivo à cultura pelo governo. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) disse que acha legal a participação de não-indígenas, mas que os índios perdem oportunidades. E perguntou se seriam mesmo apenas três representantes por região e foi respondido pelo Sr. Marcelo Veiga que cada estado teria três representantes, mas apenas três em cada região integraria o Conselho. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) interrompeu para dizer que a Coordenação do Conselho tem entendido que é importante, para tentar minimizar a questão, colocar a necessidade de dois suplentes. Seriam quinze membros, mais dois suplentes. O Sr. Jurandir retomou a palavra e apoiou a idéia e defendeu a criação do fundo indígena. O Sr. Adolfo Timóteo Verá
Mirim (Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo -
CEPISP) falou sobre sua experiência com a distribuição de um fundo. Como os índios sempre ficam em último lugar, ele pediu um edital específico para as comunidades indígenas. Ele criticou o processo de liberação de fundos do estado de São Paulo. Falou também sobre o trabalho do Ministério do Meio Ambiente, que tem um fundo específico voltado para a questão ambiental das terras indígenas. Ele afirmou que veio especialmente a esta reunião para tratar do Encontro Internacional dos Povos Guaranis e que já tinha falado que quer participar da coordenação desse encontro. O Sr. Maurício
Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) comentou a colocação do Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC), dizendo que ele tem
razão em relação às questões que de fato o Ministério vem fazendo. Mas disse que não se tem informação, que os relatórios não estão retornando. E o que ele citou como mais relevante não foi tanto o 385 386 387 388 389 390 391 392 393 394 395 396 397 398 399 400 401 402 403 404 405 406 407 408 409 410 411 412 413 414 415 416
ceticismo com relação ao que foi feito pelo GT, mas a preocupação com o futuro, o que mostra a maturidade de todos. O Sr. Maurício
Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) colocou ainda que com relação
às questões do Colegiado e do Plano Setorial, o GT tem que entrar na discussão da lei do PROFIC; Falou da importância da relação entre o comitê gestor e o Colegiado, e voltou no assunto de cotas específicas para fundos setoriais e tocou na parte de representação. Ele disse que acredita que estão preparados para avançar na questão, que o Estado apóia e que eles têm mecanismos pra poder apoiar. O Sr.
Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) lembrou de uma
questão importante: a constituição do Colegiado. Todo momento de encontro é uma oportunidade para solucionar problemas. Disse que se conseguirem reservar até o meio da tarde para resolver isso, podem colocar outras questões em pauta. O Sr. Josafá P. Freire (APOINME) sugeriu que os encontros dos membros do Colegiado se dessem nos intervalos das reuniões do Conselho. Porque é aí que se está se norteando, levando respostas, formulando. Também expôs uma dúvida sobre os três representantes, as representações do GT já estão inclusas nesses três membros do colegiado, ou eles são à parte? O Sr. Marcelo Veiga respondeu que é uma questão a se avançar, que tem que ser definida. O Sr. Josafá pediu então para que a discussão acerca dessa definição fosse levada para o período da tarde. O Sr. Marcelo Veiga explicou que as reuniões do Conselho são semestrais, o encontro do Colegiado foi estruturado para estar entre elas. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) comentou sobre a questão dos que não são índios, pedindo que se garanta a participação deles, pois foi tudo construído de forma conjunta; Ressaltou também das indicações, ao menos uma deveria sair das organizações. Para encerrar, disse que pela primeira vez o Ministério da Cultura participou do acampamento Terra Livre, o que foi muito importante para os índios. A participação do Ministro da Justiça e de 417 418 419 420 421 422 423 424 425 426 427 428 429 430 431 432 433 434 435 436 437 438 439 440 441 442 443 444 445 446 447 448
vários senadores e deputados nesse acampamento também foi lembrada; disse que pela primeira vez esse acampamento foi democrático. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) lembrou que há muitos vereadores e prefeitos indígenas espalhados pelo Brasil, o que deveria ser pensado como estratégia. O Sr. Marcelo Veiga encerrou os trabalhos pelo período da manhã e deixou o encaminhamento dos trabalhos para o período da tarde. Após o almoço, o Sr. Marcelo
Veiga (Coordenação Geral do CNPC) realizou a leitura dos artigos 9º
e 10º do Regimento Interno que diz respeito a este Conselho, conforme idéia do Sr. Maurício. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) observou que atribuições não são suficientes para a demanda e sugeriu a inclusão de atribuições. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) respondeu que os 17 incisos foram aprovados pelo plenário, contudo, as questões que estão nas entrelinhas serão disciplinadas posteriormente nos regimentos internos de cada colegiado, fazendo as adequações necessárias para cada um dos setores. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDETI) ressaltou que para adaptação dessa demanda, poderia fazer mais Grupos de Trabalho, e questionou como será a segurança do GT indígena nesse colegiado e preocupou-se também como o GT pode estar vivo, começar o Colegiado é outra linguagem. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) perguntou se esse colegiado que vai ser montado ficará sem orientação; disse que querem somar. Essa participação interna vai ser adaptada, mas a preocupação é da desconsideração do GT indígena, que foi muito valioso. O Sr.
Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) fez uma consideração
onde deixou claro que essa é uma instância com todos como parceiros. Essa proposta não foi apresentada pelo governo, foi fechada pelo Conselho; Explicou que tornar um GT em um Colegiado fortalece tanto dentro do Ministério quanto fora, existem 449 450 451 452 453 454 455 456 457 458 459 460 461 462 463 464 465 466 467 468 469 470 471 472 473 474 475 476 477 478 479 480
competências claras para o Colegiado, e o canal de comunicação entre a Cultura Indígena e a SID sempre permanecerá aberto. Ele perguntou ainda se as competências do GT maior estariam contempladas ou não. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) sugeriu que na composição do Colegiado os membros do atual GT permaneçam, mas, obviamente, se a pessoa trabalhou bem em sua base, naturalmente irá para o colegiado. O Sr. Marcelo
Veiga (Coordenação Geral do CNPC) ressaltou que isso será definido
nas comunidades locais, nos estados, em conformidade, é um processo dinâmico. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) colocou que foram submetidos os nomes que iriam e isso é uma preocupação, ele coloca que tiveram essa experiência no Mato Grosso do Sul, onde pessoas importantes ficaram de fora porque foram submetidas à CNPI; Considerou que deve ter apenas um tipo de representação, afirmou que o GT caminhou para isso, que fosse chegar para uma instância maior. O Sr. Josafá P. Freire (APOINME) colocou que o colegiado vai debater, analisar, acompanhar, solicitar informações e fornecer subsídios para o CNPC. Vamos tratar tudo isso para um membro indígena representar na Comissão Nacional, a preocupação dele é que alguém como conselheiro tenha dificuldade de expor as reivindicações indígenas dentro do Conselho, onde cada um coloca os seus interesses, então com esse GT se transformando em um Colegiado, ele considera que esteja se enfraquecendo. O Sr. Marcelo
Veiga (Coordenação Geral do CNPC) relatou que a idéia do Colegiado
é justamente aprofundar as discussões e o representante levar ao plenário para discussão, sendo apresentado e aprovado lá. O Sr.
Josafá P. Freire (APOINME) questionou que o GT trabalhou em cima
de algumas políticas e conseguiram vários avanços, a extinção desse grupo, em seu entendimento, não poderá ter a autonomia de reivindicar o que estavam reivindicando. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC): O canal de comunicação da SID com o 481 482 483 484 485 486 487 488 489 490 491 492 493 494 495 496 497 498 499 500 501 502 503 504 505 506 507 508 509 510 511 512
GT se dá em função da política que o Ministério vem adotando e da postura da condução da Secretaria. Se um novo governo disser que não vai haver mais um Grupo de Trabalho, ele estará extinto. O Colegiado só pode ser extinto pelo Presidente da República. Se for instituído por meio de lei, nem o Presidente da República, apenas outra lei alterada pelo Congresso Nacional. Se for Colegiado, terá apenas mais uma instância para legitimar, mas garante a institucionalidade. O Sr. Josafá P. Freire (APOINME) respondeu ainda que a diferença é mais uma instância, mas vão estar asseguradas as decisões; Ressaltou que a sua preocupação era ter que reivindicar em mais uma instância. O Sr. Marcelo Manzatti
(Gerente SID) explicou que qualquer encaminhamento aprovado no Conselho fica com mais força do que no Grupo de Trabalho. O canal não vai ser só através do conselheiro, se houver uma resolução específica ela vai ser encaminhada, ninguém vai interferir nisso. Na realidade só haverá ganhos, e nenhuma perda. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) passou ao artigo 10 do Regimento Interno, iniciando a leitura e lembrou que todos os pontos que foram colocados serão depois desmembrados no Colegiado interno. Após a leitura, abriu as inscrições. O Sr. Ivan L. Guarani Silva (OIT) comentou em relação à composição que, juntamente com o Cretã, ele concordou com a composição do Colegiado por membros que não são índios, mas por outro lado, por já ter três vagas formadas por macrorregião, tirando uma porcentagem para essa representação indígena, ele observou que diminuirá as vagas para índios, portanto, uma das macrorregiões ficará com menos desses representantes; ressaltou ainda que o GT trabalhou e fez muitas coisas, a preservação da memória do GT, principalmente dos indígenas que estavam presentes naquele momento, esse GT fez várias políticas para essa comissão; questionou que se essas vagas forem retiradas, como poderia dar encaminhamento a respeito. O Sr. Marcelo Manzatti (Gerente SID) discutiu o primeiro item, que fala dos cinco 513 514 515 516 517 518 519 520 521 522 523 524 525 526 527 528 529 530 531 532 533 534 535 536 537 538 539 540 541 542 543 544
representantes do poder público, a dúvida é em relação à Secretaria Executiva, SPC, SAI e a SCC, se a Secretaria Executiva ocupa uma vaga, onde ele considera que poderiam usar essas outras três vagas. Cita indígenas que estão nos serviços públicos; relatou que a FUNAI está se renovando com toda a parte de cultura indígena; sugeriu uma proposta composta por quatro membros do governo federal e um do estadual. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) concordou com a importância de eleger alguém para isso. O Sr.
Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) solicitou um
esclarecimento, se a proposta que sairia dessa reunião seria a mesma para o Regimento do Colegiado. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) esclareceu que ainda não é a proposta do Regimento do colegiado. Esclareceu também que a cadeira não é da pessoa, e sim do poder público, da instituição. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) esclareceu que em relação à fala do Sr. Moreno, ela não impacta a proposta porque na realidade está se tratando de trabalhos consistentes voltados para povos indígenas dentro dos Ministérios, está havendo uma reestruturação nos Ministérios, tem que considerar a continuidade do programa, da área onde o índio está assumindo o papel, nas decisões em relação à indicação. Os representantes podem mudar, cita o exemplo do MMA. Tem que haver representação estadual, municipal, e pensar em titularidades e suplentes, mesmo que de outras unidades, que permitirá uma representação maior. Esse critério pode ser adotado também na representação dos quinze representantes da sociedade civil. O que será definido no GT pelos artigos colocados naquele momento, servirão de sugestão de parâmetros onde se considere essas indicações como referências, até porque não há como aplicar essa questão nacionalmente. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) complementou que as instâncias têm muito mais legitimidade; disse que lá poderiam dar o primeiro passo, até fortalecido pela participação de um maior número de pessoas. O Sr. 545 546 547 548 549 550 551 552 553 554 555 556 557 558 559 560 561 562 563 564 565 566 567 568 569 570 571 572 573 574 575 576
Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) disse que em relação
à sociedade civil sugeriu que os quinze representantes sejam indígenas, então nessa linha de representação considera ele que os indígenas sejam os mais preparados, e conforme for, os suplentes podem não ser indígenas; colocou que é importante que se pense mais do que pajés, se pense em representação indígena, que possa dar maior abertura aos canais de articulação; ressaltou que a questão do gênero está muito fortalecida e é importante também defender que haja essa presença feminina, e que a questão da sugestão dos professores, é importante que sejam pessoas que já estejam no processo de construção dessas políticas, como se trabalha com a cultura em todas as suas dimensões há a idéia de ter uma representação da saúde, de pessoas que possam fazer essa ponte, para se ter um colegiado bem diversificado e ao mesmo tempo os olhares são mais tradicionais, para trazer uma visão mais holística e que possam esclarecer essas diretrizes e políticas; explicou que são duas questões, entender o escopo de indicação e representações nas bases para que se faça um processo bem mais representativo e até transformar esses processos locais e regionais e garantir a presença das mulheres. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) concordou com a importância das mulheres fazerem parte da política pública. O Sr. Josafá P. Freire (APOINME) esclareceu a importância da discussão do perfil e não colocar qualquer pessoa para fazer essas representações. O Sr. Marcelo Manzatti complementou a proposta dos cinco titulares do governo, que seriam: Secretaria Executiva, SID, FUNAI, SECAD-MEC e uma secretaria ou entidade de cultura indígena estadual; sugeriu que os suplentes fossem do Minc, IPHAN, SCC, SAI, SPC. Como suplentes da FUNAI colocaria um da própria FUNAI, e um da FUNASA. Suplentes do SECAD-MEC seriam MMA E MDS. E os suplentes das secretarias estaduais seriam outras secretarias estaduais também. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) observou que essa composição contempla bastante 577 578 579 580 581 582 583 584 585 586 587 588 589 590 591 592 593 594 595 596 597 598 599 600 601 602 603 604 605 606 607 608
as expectativas de participação do poder público. O Sr. Jurandir
Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) sugeriu
Secretaria Executiva, FUNAI, MEC – SECAD, SID, SECRETARIA ESTADUAL; colocou que a sua posição é para que sejam representantes indígenas, ele defende que esses 15 representantes sejam indígenas e também que esta representatividade, na escolha de três representantes, que sejam do povo indígena representados como organização representativa. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) agradeceu pela participação, e fez uma reflexão de que todos naquele momento estariam criando um grupo que vai apoiá-los dentro do Conselho Nacional de Política Cultural; lembrou que o trabalho é para o Plano Nacional de Cultura e que deve trabalhar mesmo com todas as dificuldades que se tem; colocou que naquele grupo tem que ter representante indígena ou que não seja indígena, mas que ajude a fazer este desenho por parte da sociedade civil. Ressaltou ainda que estariam falando de cultura de povos indígenas que é algo que está se trabalhando agora, começando agora; falou da importância de serem pragmáticos na construção de um programa efetivo, a questão não é representação, a questão é que é um programa para todos, temos que ter pessoas com acúmulo nacional; perguntou se haveria condição de se resolver isso apenas com representação indígena, ou se tem que ter mais parceiros e colaboradores; disse também que vai ser realizado um encontro dos Guaranis em Dourados, e que estão enfrentando uma hostilidade muito grande pelo governo de lá que está a favor dos fazendeiros. O Sr. Ivan L. Guarani Silva (OIT) concordou com o Sr. Américo, e questionou a formação do encontro. O Sr. Américo Córdula (Secretario SID) respondeu sobre as reuniões e informou que a pauta já está sendo construída. O Sr. Ivan L. Guarani Silva (OIT) lembrou que tem guaranis no norte também. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) ressaltou que no Mato Grosso do Sul a situação dos índios é 609 610 611 612 613 614 615 616 617 618 619 620 621 622 623 624 625 626 627 628 629 630 631 632 633 634 635 636 637 638 639 640
humilhante; ressaltou que um país democrático, como se diz hoje, é um absurdo que haja esse tipo de humilhação e disse que tem que garantir isso mesmo junto com o Ministério da Justiça, e colocou-se à disposição para tal. Disse também que o problema não é só dos indígenas, que é uma região sem lei, que quem comanda é quem tem capital e que é o momento do próprio Estado brasileiro dizer não. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) sugeriu que, independente de se conseguir chegar ao conteúdo da moção nessa reunião, pediu que o Sr. Cretã se comprometesse a levar a moção já formatada na próxima reunião para ser colocada em pauta. O Sr.
Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura
Indígena do Paraná - ORCCIP) relatou que sobre o que o Sr. Américo falou; ele acha que os indígenas têm que entender que estão tratando de uma questão política mesmo, da situação de construir uma política voltada à questão da cultura; ponderou sobre a importância da participação de não-indígenas no colegiado. O Sr.
Américo Córdula (Secretário SID) disse que é uma questão nacional
complicada e que se não ficar algo bem consolidado, vão perder a oportunidade. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) reforçou a fala do Sr. Cretã, e colocou a importância de como ajudar o povo guarani, como diminuir o preconceito, diminuir a ganância pelo agronegócio, etc. O estado tem que ter uma intervenção por respaldo; aproveitou para falar sobre a campanha municipal que o Minc fez e colocou que através da arte, da criatividade possam fazer essa campanha; ressaltou que esse confronto é real, eles se consideram donos dessa questão. O Sr.
Américo Córdula (Secretário SID) colocou que agora é preciso a
formalização das delegações, e o conteúdo é uma conversa de guarani para guarani, que esses representantes recebam as reivindicações dos povos. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) ressaltou que no Sul foi feita uma parceria com uma organização guarani, onde 641 642 643 644 645 646 647 648 649 650 651 652 653 654 655 656 657 658 659 660 661 662 663 664 665 666 667 668 669 670 671 672
já tem um recurso para a articulação regional deles, uma comissão de terra guarani, mas no caso de ainda não ter esse recurso; sugeriu fazer uma ação, e ressaltou que eles não influenciam na decisão dos guaranis, que eles respeitam esse povo e disse que pode ajudar nessa questão. O Sr. Adolfo Timóteo Verá Mirim (Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo - CEPISP) colocou sua experiência em organização de grandes encontros com guaranis, coloca sua preocupação e, por fazer parte da delegação, ele também tem sua organização que foi criada onde são gravados CDs guaranis e se envolvem mais na questão da preservação da cultura guarani. Colocou também que chegou a hora dos guaranis mostrarem que estão mais preparados para essa articulação, tem que se preparar bem essa organização porque envolverá o Brasil todo, alerta que deve ter uma orientação indígena, todo um levantamento, uma centralização das informações; segundo ele, já era esperada a dificuldade em Mato grosso do Sul, e continuarão lutando até que Nhanderú decida que não lutarão mais. Disse também que eles não querem criar uma guerrilha por causa de terra, mas querem o seu espaço. O Sr. Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) retomou a pauta da reunião e disse que são quinze vagas, e três vagas por região independente de quem sejam essas pessoas, e se esse Colegiado for aprovado no Conselho terá verba para fazer as reuniões; propôs que seja feito regionalmente. O Sr. Marcelo
Manzatti (Gerente SID) propôs para a formação do GT, que se
encaminhe a proposta apresentada para as vagas do governo; colocou que no caso dos 15 representantes da sociedade civil, a proposta é que primeiro se colocasse um de cada organização regional grande, cinco representantes de ONGs/Universidades, com caráter mais nacional do que regional. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) afirmou que deve ser construído um colegiado mais plural; Indagou qual o perfil da pessoa que deve estar nesse grupo e afirmou que é uma construção coletiva, por isso tem que haver 673 674 675 676 677 678 679 680 681 682 683 684 685 686 687 688 689 690 691 692 693 694 695 696 697 698 699 700 701 702 703 704
pessoas com habilidades, para que não se crie um coletivo muito generalista. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) relatou que dentro dessa questão de economia os Arirós têm uma linhagem mais empresarial, têm participação em nível nacional e poderiam passar experiência; colocou que sua participação no GT seria interessante. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) disse que quando forem pensar no plano de trabalho, no capítulo certo pode chamar o Airiró, chamar o pessoal do Nordeste, a Arteíndia, Capim Dourado, e num coletivo, num grupo, chamar essas pessoas para falar, não precisa ter, necessariamente, eles representados dentro do GT. O Sr.
Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) considerou que o que
tem que ser definido é como se dará o processo para a escolha desses representantes; ressaltou que seria um trabalho de construção para dar continuidade ao trabalho da política e, nesse sentido, então, essa discussão nos espaços regionais teria que ficar muito clara para que se escolhessem essas pessoas. Afirmou que o documento acaba sendo de fato um reforço, então ele acha que a questão é um trabalho de convencimento, nas regiões onde vai haver o processo de escolha, de quem está liderando as organizações. O Sr.
Américo Córdula (Secretário SID) relatou que o primeiro passo é
saber qual o papel no trabalho, o grupo de trabalho já vai dar as diretrizes para o plano setorial e o plano setorial não vai ser iniciado a partir do estabelecimento do colegiado; explicou que o GT vai dar um norte, mas não há tempo e o plano vai ser revisto mais pra frente. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) colocou que na questão da representatividade tem que ser discutido e reforçado o perfil das pessoas. Indagou sobre o mecanismo de participação dos suplentes. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) respondeu que a sociedade civil tem as despesas pagas pelo poder público; colocou que o suplente só participa das reuniões se o titular não puder e que se o suplente quiser ir, terá que pagar as suas 705 706 707 708 709 710 711 712 713 714 715 716 717 718 719 720 721 722 723 724 725 726 727 728 729 730 731 732 733 734 735 736
despesas e terá direito à voz, mas não ao voto. O Sr. Moreno
Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) comentou que isso é um
fator limitante e que o melhor seria procurar negociar com as organizações uma proposta que as organizações, dentro do seu próprio espaço, definam; sugeriu um critério citando o caso dos não-índios no Conselho Estadual de São Paulo, que foram indicados pelos próprios índios; concordou com a proposta do Sr. Marcelo, de levar para as organizações a divisão, de pegar um representante da direção de cada organização para ajudar a constituir as diretrizes. O Sr. Marcelo Veiga falou da importância do grupo ter em mente o que o Américo falou, referente a um futuro plano de cultura indígena; lembrou que poderão constituir um caderno de diretrizes para colocar em debate, para depois fazer um encaminhamento da questão. E salientou que o que sair do colegiado, saiu porque foi produzido no GT. O Sr. Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) considerou importante manter cinco vagas para organizações indígenas, mas sugeriu que as outras dez vagas fossem divididas por temas, supridos por pessoas com competências específicas. Sugeriu os temas: educação, terra, agricultura, direitos autorais, saúde, gênero, identidade, memória, museu e artesanato. O Sr. Américo
Córdula (Secretário SID) exemplificou que todos esses temas fazem
parte da cultura, mas na hora de colocar em pauta o tema da terra, seria considerando que esses índios tenham terra. Comentou que não colocaria a questão da terra. O Sr. Moreno Saraiva Martins (Instituto Socioambiental) disse que colocaria regularização fundiária. Discordou e citou a Constituição, que liga a questão da cultura indígena à questão fundiária. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) sugeriu que tivesse representação da Comissão de Educação e Cultura nas duas casas do Congresso Nacional. O Sr. Américo
Córdula (Secretário SID) ressaltou que não seria o caso, porque esse
é um Colegiado técnico do Poder Executivo, o que vai para o 737 738 739 740 741 742 743 744 745 746 747 748 749 750 751 752 753 754 755 756 757 758 759 760 761 762 763 764 765 766 767 768
Congresso é o Plano Nacional como um todo. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) lembrou que no plenário do Conselho já há representação de um deputado e um senador, que farão a articulação política do que for enviado às duas casas. O Sr. Romancil
Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do
Paraná - ORCCIP) relatou que se confundiu e retirou sua fala. O Sr.
Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) em relação ao poder
público não são pessoas, são órgãos. Eles que vão indicar. Se for um indígena, melhor ainda. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) disse que têm que garantir o espaço, não as pessoas. O Sr. Moreno Saraiva
Martins (Instituto Socioambiental) esclareceu que a proposta tem
que achar 15 pessoas para essas vagas, a minha sugestão é que fossem 5 indígenas e 10 que fossem de outros temas, por exemplo, artesanato, seria bom que tivéssemos uma pessoa que falasse sobre o assunto. Na saúde a mesma coisa e assim por diante. O Sr.
Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) disse que o Colegiado
vai ter um processo de indicação e é interessante também pensar nas suplências, caso o número de temas seja maior que o número de cadeiras; e ainda disse que às vezes um tema de uma pauta de determinada reunião seja o caso de o suplente comparecer, poderia este então negociar com o titular e ir à reunião em seu lugar. O Sr.
Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas -
IDET) lembrou que no Brasil, o povo indígena, nesse lado de teoria cultural, procura por especialista; relatou que no Ministério da Cultura não houve espaço para a questão indígena e que o índio sempre foi jogado para a FUNAI, e só de 2003 pra cá que tem esse espaço; colocou ainda que sobre direitos autorais que há uma briga nacionalmente e internacionalmente no governo caucasiano, tem o
Imbrape que está atuante e alguns municípios estão fazendo políticas
públicas para a questão indígena; finalizou colocando que a questão indígena, especificamente no que toca à cultura, no Brasil é muito 769 770 771 772 773 774 775 776 777 778 779 780 781 782 783 784 785 786 787 788 789 790 791 792 793 794 795 796 797 798 799 800
vazia. O Sr. Marcelo Manzatti (Gerente SID) disse que nada impede que se defina o perfil sócio-institucional da composição do colegiado e que quanto à minuta do plano, vão contratar uma pessoa para fazê-la. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) propôs que ao invés de três representantes por estado, o que o Sr. Moreno falou a respeito dos temas vai reduzir muito a capacidade, essa política não é regionalizada, propõe um encaminhamento e sugere, primeiro que as entidades trouxessem propostas de um plano setorial, a ARPIN, POIMI, CEPISP, COIAB, não trazer um plano, mas apenas as diretrizes, as propostas, os temas, o que querem dentro do Plano, para que depois se tenha na SID uma área que vai juntar essas propostas e começar nesse grupo ainda pequeno e depois criar uma agenda para os temas: educação, cultura e artesanato, cultura e artes, e propor que venham determinadas pessoas para essas reuniões, quais as sugestões dessas pessoas para o plano setorial. São 27 estados, ou seja, 81 pessoas, muita energia será perdida nisso, deve-se trabalhar as questões, abrir dentro do site do Ministério qual é essa discussão, e convidar as pessoas quando houver propostas interessantes e com isso mapear; colocou que poderia pensar em três, quatro ou cinco por região e não três por estado, dentro do perfil que estamos propondo. Administrar 81 pessoas é complicado, e de certa maneira já vamos dar uma direcionada; sugeriu estabelecer 15 dias para as entidades trazerem os temas, criar uma agenda, trazer um convidado na próxima reunião, dividir a agenda em blocos, fazer mais três encontros de dois dias cada e discutir um eixo em cada dia. O Sr. Maurício
Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) considerou que essa divisão
por tema, acaba por perder da capacidade de formular políticas públicas, tirar diretrizes, acabou concordando com essa linha colocada pelo Sr. Américo. Colocou que há dois caminhos, ou parte para buscar um processo representativo, abrir consultas regionais, definir a maioria indígena na composição do colegiado. Defende a 801 802 803 804 805 806 807 808 809 810 811 812 813 814 815 816 817 818 819 820 821 822 823 824 825 826 827 828 829 830 831 832
proposta do Marcelo Manzatti. O Sr. Adolfo Timóteo Verá Mirim (Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo - CEPISP) sugeriu um acordo para chegar a uma conclusão, e como são quinze vagas, três por região, então que as organizações das regiões pudessem ficar responsáveis para fazer a articulação para as indicações das pessoas. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) complementou a proposta: dois indígenas e um não-indígena por região, o que daria cinco titulares não-não-indígenas e dez indígenas. E manteria a mesma proporção de suplência, de forma a contemplar os critérios estabelecidos. O Sr. Jurandir Siridiwê
Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) disse que está
definindo, é só definir e falar para as organizações os critérios e indicar o perfil que o Ministério propõe para o CNPC. O Sr. Marcelo
Veiga (Coordenação Geral do CNPC) lembrou que a indicação desses
nomes é importante, mas é importante também fortalecer o processo de escolha dessas pessoas e fortalecer com uma articulação bem feita e política, para que os nomes dessas pessoas ganhem peso dentro da eleição. O Sr. Romancil Gentil Cretã (Organização Resgate Crítica da Cultura Indígena do Paraná - ORCCIP) concordou com a proposta do Sr. Maurício de ter dois indígenas e um não-indígena. O Sr.
Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) complementou sua
fala, propondo que, ao invés de fazer o fórum nacional, fazer fóruns regionais para discutir essa questão do plano setorial de cultura indígena e providenciar uma discussão regional em cada lugar, onde você possa agregar academias, indigenistas, dentre outros, e discutir e legitimar a escolha de dois representantes e fazer esse encaminhamento. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) sugeriu que através desse eixo façam a reunião e traga diferentes tipos de pessoas, de diferentes entidades; ressaltou que estão construindo um processo muito rico e que é importante pensar em um dos seminários e ver o que os caciques podem trazer, isso pode iluminar. O Sr.
Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) propôs projeto de
833 834 835 836 837 838 839 840 841 842 843 844 845 846 847 848 849 850 851 852 853 854 855 856 857 858 859 860 861 862 863 864
compilação de análise do prêmio, consultas públicas regionais, propôs ainda que fossem oito consultas, poderão fazer essa conciliação simultânea, coincidir com os debates regionais do plano setorial, alimentando o debate com essas iniciativas. O Sr. Américo Córdula (Secretário SID) disse que é uma boa idéia, mas não dá para garantir isso e teria que fazer uma sistematização dessas informações que o caderno não tem; disse que perceberam que tem muito material de registro, CD, filme, museu, que precisam; ressaltou que o prêmio só mostra a iniciativa, precisam sistematizar de uma forma que ganhe tempo; ressaltou também que estará trabalhando dentro de um viés, de um eixo, os eixos definidos, onde perceberão que existem temas que o caderno não contemplou; disse que o plano precisa estabelecer metas, formação de público, e que o que querem com a cultura indígena em médio, curto e longo prazo; explicou que o plano prescinde estabelecer metas a serem cumpridas, depois que isso for estabelecido, este plano será avaliado, terá prestação de contas e as estratégias serão estabelecidas; ressaltou que nos povos indígenas, a promoção e a proteção hoje é a chave, e essa cultura tem a sua importância, tem que ser respeitada e valorizada, o que já gera um grande desafio e questionou o que almejam em médio prazo; colocou que toda a população brasileira terá passado por uma campanha de cultura, em cinco anos, por exemplo; Explicou ainda que as metas só serão atingidas se houver um fundo nacional de cultura, e aí sim essas ações serão financiadas por esse fundo, um desafio muito grande, pensando em todos esses detalhes, tanto para cobrar junto ao Colegiado, terá que ser feita essa equalização. Ele apresentou uma proposta que fez com o Sr. Marcelo Veiga em relação aos encaminhamentos, de marcar outra reunião para o próximo mês, contanto que em 15 dias façam as devidas contribuições; explicou que a pauta para essa reunião seria fechar os eixos para a construção da proposta do plano setorial. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) complementou que a SPC entra no circuito porque 865 866 867 868 869 870 871 872 873 874 875 876 877 878 879 880 881 882 883 884 885 886 887 888 889 890 891 892 893 894 895 896
tem plano setorial e sugeriu que utilizem os eixos do plano nacional como norte para os trabalhos, lembrando que os eixos não precisam ser necessariamente os mesmos. O Sr. Jurandir Siridiwê Xavante (Instituto das Tradições Indígenas - IDET) indagou que como havia sido explicado sobre o Plano Nacional, daria para ter uma idéia, mas será que o material didático seria compatível; relatou sobre o problema dos grandes eixos de comunicação, e questionou como o Ministério da Cultura, como a cultura brasileira, poderia partir através disso, dos materiais publicados que o MEC aprova. O Sr. Américo
Córdula (Secretário SID) concordou com a proposta do Maurício a
respeito das reuniões regionais, e verificou o encaminhamento de quem iria compor esse Colegiado. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) colocou que poderiam sistematizar já o encaminhamento lá no Ministério e fazer uma provocação sobre as diretrizes e eixos, formalizar o resultado da reunião de hoje e fazer uma provocação com relação a essas contribuições. O Sr. Josafá P.
Freire (APOINME) complementou essa questão dos nomes de dois
indígenas e um que não seja indígena. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) colocou que se conseguirem fazer reuniões regionais com o tema único e exclusivo de cultura indígena, mudariam a dinâmica do que tem acontecido. Isso seria uma forma de fortalecer o tema das agendas nas recomendações. Propõe a divulgação do material antes das reuniões pra que todos venham mais bem informados. O Sr. Josafá P. Freire (APOINME) disse que quer passar um parecer do que foi discutido e os encaminhamentos que serão feitos. O Sr. Marcelo Veiga (Coordenação Geral do CNPC) explicou que o mandato é de dois anos, e que as entidades podem participar sem o conselheiro, ou ser indicado para ser o conselheiro; indagou que teriam que pensar qual será o processo de eleição dos conselheiros e do próximo Colegiado Setorial; ressaltou que teriam que renovar o Conselho. O Sr. Maurício Fonseca (Prêmio Culturas Indígenas) questionou porque não o colegiado. O Sr. Romancil 897 898 899 900 901 902 903 904 905 906 907 908 909 910 911 912 913 914 915 916 917 918 919 920 921 922 923 924 925 926 927 928