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Vista do Direitos Humanos também se aprende nos ambientes educativos

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Academic year: 2021

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Direitos Humanos também se

aprende nos ambientes educativos.

Lúcio Mauro da Cruz Tunice

Maria Teresa de Moura Ribeiro

Maria Cristina Marcelino Bento

Advogado, graduado em Direito pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo –U.E. de – Lorena, Cursa Mestrado Profissional em Educação na Universidade de Taubaté – UNITAU, Professor das Licenciaturas de Pedagogia, Letras e Biologia e do Curso de Pós Graduação em Educomunicação e Gestão Escolar no Centro Universitário Teresa D`Avila – UNIFATEA.

Graduada em Pedagogia, pela Unitau. Mestre e Doutora em Educação: Psicologia da Educação, pela PUCSP. Professora da Universidade de Taubaté (Depto de Pedagogia e Mestrado Profissional em Educação). Atua na formação inicial e continuada de professores.

Pedagoga - Graduada e pós graduada pela UNISAL-Lorena; Mestre em Educação pela UMESP-SBC; Doutora em Tecnologias da Inteligência e Designer Digital pela PUCSP - linha de Pesquisa:Aprendizagem e Semiótica Cognitiva. É Professora Titular do UNIFATEA, nos cursos de graduação e pós-graduação; Professora Coordenadora do curso de Pedagogia do UNIFATEA.

Resumo

Uma das formas mais seguras e eficazes de combate às violações aos direitos humanos é, na atualidade a Educação em Direitos Humanos, posto que educa na tolerância, na valorização da dignidade e nos princípios democráticos. No entanto, a sua inserção nos vários âmbitos do saber requer a compreensão do seu significado e de sua prática. Quando falamos da educação formal, é igualmente necessário estar atento às metodologias que lhe são compatíveis e às possibilidades de que ela possa permear os conteúdos de todas as disciplinas, dentro de uma visão interdisciplinar.

Palavras –chave:

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INTRODUÇÃO

A educação é esperança, capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e jamais pode ser usada como instrumento de ódio, para erguer barreiras e afastar os seres humanos uns dos outros. Educação exige bravura, mas dispensa a violência e a impetuosidade incontinente.

O ensino tem a maior responsabilidade de fazer prosperar a presença do bom e do belo, como ensinava Tomás de Aquino. Esperança para abrir os caminhos existentes e criar veredas e paragens por onde possam chegar o entendimento e a harmonia, a fraternidade, a solidariedade, enfim, o Amor.

Uma das formas mais seguras e eficazes de combate às violações aos direitos humanos é, na atualidade, a Educação em Direitos Humanos, posto que educa no respeito, na valorização da dignidade e nos princípios democráticos.

No entanto, a sua inserção nos vários âmbitos do saber requer a compreensão do seu significado e de sua prática. Quando falamos da educação formal, é igualmente necessário estar atento às metodologias que lhe são compatíveis e às possibilidades de que ela possa permear os conteúdos de todas as disciplinas, dentro de uma visão interdisciplinar.

Nessa perspectiva, o presente artigo tem como objetivo apresentar contribuições para se pensar as formas de trabalhar esse relevante conteúdo na escola, considerando que o ambiente educativo oferece uma bela oportunidade para discussão da temática, além de permitir a reflexão dos alunos, professores e de toda a comunidade escolar.

A DISCUSSÃO DOS DIREITOS

HUMANOS NO MEIO EDUCATIVO

A discussão sobre Direitos Humanos como proposta na Educação já foi objeto de estudo e reflexão por diversos pesquisadores, como Ballestreri (1999), Garretón (1999), Scavino (2000), Magendzo (2006), Tavares, entre outros, numa perspectiva de reflexão sobre as práticas e exemplos que devem envolver todos que estão inseridos nos ambientes educativos.

Assim, a educação em direitos humanos só lograria êxito se os indivíduos adotassem uma conduta humanizada, que nesse contexto poderíamos definir como uma possibilidade de autoavaliação da própria conduta humana a partir de sua vida, do contexto familiar e social, com a finalidade de contribuir para um mundo mais humanizado e ético no dia-a-dia onde cada ser humano é responsável pelos problemas sociais em sua comunidade.

Ballestreri (1999) assim define:

Só se educa em direitos humanos quem se humaniza e só é possível investir completamente na humanização a partir de uma conduta humanizada. (BALLESTRERI,1999.)

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na sua Resolução 217ª(III) de 10 de dezembro de 1948 em seu artigo 26 dispõe:

II – A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do ser humano e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou

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religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. (grifo nosso)

Por sua vez a Constituição Federal de 1988 dispõe:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96 dispõe:

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Quando falamos em educação em direitos humanos falamos também em educação para a cidadania, considerando o disposto na legislação nacional. Assim, torna-se necessário entender educação para a cidadania como formação do cidadão participativo e solidário, consciente de seus deveres e direitos e, assim, associá-la à educação em direitos humanos.

Benevides (2000) assinala que considerando essa perspectiva, teremos uma base para uma visão mais global do que seja uma educação democrática, que é, afinal, o que desejamos com a educação em direitos humanos, entendendo

“democracia” no sentido de raízes, ou seja, como o regime da soberania popular com pleno respeito aos direitos humanos, e ainda considera que:

Não existe democracia sem direitos humanos, assim como não existe direitos humanos sem a prática da democracia. Em decorrência, podemos afirmar o que já vem sendo discutido em certos meios jurídicos como a quarta geração, ou dimensão, dos direitos humanos: o direito da humanidade à democracia. (BENEVIDES, 2000)

Desta feita a idéia de que direitos humanos se aprende nos ambientes educativos é na atualidade, um dos mais importantes instrumentos dentro das formas de combate às violações dos referidos direitos, já que educa na tolerância, na valorização da dignidade e nos princípios democráticos.

Tavares (ano) afirma que o primeiro passo para sua implementação é a formação adequada de educadores que estejam aptos a trabalhar com Direitos Humanos nos ambientes educativos. Tal formação deve passar pelo aprendizado dos conteúdos específicos de direitos humanos, mas deve especialmente estar relacionada à coerência das ações e atitudes tomadas no dia-a-dia.

Segundo a autora, sem esta coerência, o discurso fica desarticulado da prática e deslegitima o elemento central: a ética, considerando ainda que o aprendizado é um exercício contínuo e que o processo de formação passa pela observação de práticas sociais, em especial as que acontecem na escola, considerando as experiências dos alunos e da comunidade escolar.

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É a educação em direitos humanos que permite a afirmação de tais direitos e que prepara cidadãos e cidadãs conscientes de seu papel social na luta contra as desigualdades e injustiças. Abordar as questões relacionadas a este processo de conscientização e à construção do saber nesta área é o principal objetivo deste trabalho, que centra seu foco na formação dos educadores em direitos humanos a partir de uma perspectiva interdisciplinar.

A educação é o caminho para qualquer mudança social que se deseje realizar dentro de um processo democrático. A educação em direitos humanos, por sua vez, é o que possibilita sensibilizar e conscientizar as pessoas para a importância do respeito ao ser humano, apresentando-se na atualidade, como uma ferramenta fundamental na construção da formação cidadã, assim como na afirmação de tais direitos.

Magendzo (2006) afirma que:

[...] a prática educativa que se funda no reconhecimento, na defesa e no respeito e promoção dos direitos humanos e que tem por objeto desenvolver nos indivíduos e nos povos suas máximas capacidades como sujeito de direitos e proporcionar as ferramentas e elementos para fazê-los efetivos.(MAGENDZO, 2006, p.23)

Vale acrescentar ainda, que a Educação em Direitos Humanos deve considerar que o aprendizado deve estar ligado à vivência do valor da igualdade em dignidade e direitos para todos e deve propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de cooperação e solidariedade.

Benevides (2000) afirma:

Ao mesmo tempo, a educação para a tolerância se impõe como um valor ativo vinculado à solidariedade e não apenas como tolerância passiva da mera aceitação do outro, com o qual pode-se não estar solidário. Em seguida, o aprendizado deve levar ao desenvolvimento da capacidade de se perceber as conseqüências pessoais e sociais de cada escolha. Ou seja, deve levar ao senso de responsabilidade. (BENEVIDES, 2000)

Devemos considerar ainda, que esse processo educativo deve, ainda, visar à formação do cidadão participante, crítico, responsável e comprometido com a mudança daquelas práticas e condições da sociedade que violam ou negam os direitos humanos, devendo ainda, visar à formação de personalidades autônomas, intelectual e afetivamente, sujeitos de deveres e de direitos, capazes de julgar, escolher, tomar decisões, serem responsáveis e prontos para exigir que não apenas seus direitos, mas também os direitos dos outros sejam respeitados e cumpridos.

A finalidade maior de se discutir Direitos Humanos em ambiente educativos, portanto, é a de atuar na formação da pessoa em todas as suas dimensões a fim de contribuir para o desenvolvimento de sua condição de cidadão e cidadã, ativos na luta por seus direitos, no cumprimento de seus deveres e na fomentação de sua humanidade.

Tavares (ano) afirma que dessa forma, uma pessoa que goza de uma educação neste âmbito, é capaz de atuar frente às injustiças e desigualdades, reconhecendo-se como sujeito autônomo e, ademais, reconhecendo o outro com iguais direitos, dentro dos preceitos de diversidade e tolerância, valorizando assim a convivência harmoniosa, o respeito mútuo e a solidariedade.

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Através desta discussão, é possível contribuir para reverter as injustificadas diferenciações sociais do país e criar uma nova cultura a partir do entendimento de que toda e qualquer pessoa deve ser respeitada em razão da dignidade que lhe é inerente e mais, saber reivindicar direitos básicos garantidos nas Leis.

Assim o aprendizado dos Direitos Humanos em ambientes educativos devem estar orientados para a plena realização da pessoa, o sentido da dignidade e o fortalecimento dos direitos e liberdades fundamentais, assim como para a promoção da justiça e da paz.

Com estes elementos, é possível orientar uma vivência democrática e cidadã de respeito integral ao ser humano. Dentro deste contexto, é fundamental definir o entendimento de democracia, cidadania e direitos humanos que farão parte das estratégias de desenvolvimento de uma educação nessa área.

Bobbio (1985) afirma que a democracia está fundada nos princípios de liberdade e igualdade e nos ideais de tolerância, de não violência e de irmandade, motivo pelo qual é o regime que dispõe das melhores condições para o exercício da cidadania e do respeito aos direitos humanos. E é também onde o Estado de Direito e o funcionamento das instituições do Estado podem chegar a encontrar seu equilíbrio.

Garretón (1999) afirma que a cidadania é entendida como a reivindicação de direitos e o exercício das responsabilidades referentes a um poder específico, logicamente, dentro de uma perspectiva de cidadania ativa e participativa e não meramente formal.

Os direitos humanos, por sua vez, constituem prerrogativas básicas do ser humano, construídas historicamente, que

concretizam as exigências da dignidade, da liberdade e da igualdade humanas e que devem fazer parte do direito positivo dos Estados, apesar de não perderem a legitimação de sua exigibilidade pela ausência de sua inserção no arcabouço jurídico.

É neste cenário que a formação cidadã encontra espaço para se ampliar e o exercício da cidadania surge como ponto de apoio num possível ciclo de avanços democráticos e de respeito aos direitos fundamentais.

Magendzo (2006, p. 67-70) lista alguns princípios relacionados com os aspectos conceituais da referida prática, destacando a integração, recorrência, coerência, vida cotidiana, construção coletiva do conhecimento e da apropriação.

O Princípio da integração é aquele que defende que os temas e conteúdos de direitos humanos fazem parte integral dos conteúdos e atividades do currículo e dos programas de estudo. Já o Princípio da recorrência aponta que o aprendizado em direitos humanos é obtido na medida em que é praticado várias vezes em circunstâncias diferentes e variadas.

Já o Princípio da coerência aponta que o êxito do aprendizado é reforçado quando se cria um ambiente propício para seu desenvolvimento, onde há coerência entre o que se diz e o que se faz. Por sua vez, o Princípio da vida cotidiana, considera o fato de que Direitos Humanos estão estreitamente vinculados com uma multiplicidade de situações da vida cotidiana, sendo importante que o educador resgate essas situações e momentos em que os direitos humanos estão em jogo.

Por fim, os dois últimos princípios que destacamos é Princípio da construção coletiva do conhecimento é aquele que vem enfatizar a importância de que as pessoas analisem,

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grupalmente, a informação recebida sobre direitos humanos e deixem de ser meros receptores passivos e se tornem produtores de conhecimento. Já o Princípio da apropriação, é aplicado quando a pessoa se apropria do discurso recebido e o recria, ou seja, reelabora as várias mensagens e as traduz num discurso próprio, do qual toma plena consciência e que orienta as atuações da sua vida.

Tais princípios são fundamentais para se colocar em discussão a problemática dos direitos humanos nos ambientes educativos, pois servem como um norte na prática do docente e estão vinculados à realidade concreta dos alunos, dos professores, da equipe gestora, dos funcionários, da comunidade que cerca a escola.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Para a realização dessa formação é preciso desenvolver uma prática pedagógica coerente e articulada com seus valores.

Esta prática, segundo Nascimento (2000, p.121, apud Tavares), oferece “a possibilidade de aprofundar a consciência de sua própria dignidade, a capacidade de reconhecer o outro, de vivenciar a solidariedade, a partilha, a igualdade na diferença e a liberdade”, criando canais de participação e organização que fomentem o exercício efetivo da cidadania e a tomada de decisões coletivas.

Segundo a autora este tipo de prática pedagógica deve promover o empoderamento individual e coletivo, com o objetivo de ampliar os espaços de poder e a participação de todos, em especial, dos grupos sociais excluídos e vulneráveis.

Para Sacavino (2000, p.46-47), uma educação que promova esse empoderamento, pode fomentar as capacidades dos atores e direcioná-las ao desencadeamento de processos de democratização e de transformação.

Tavares afirma que:

[...] a educação em direitos humanos busca promover processos educativos que sejam críticos e ativos e que despertem a consciência das pessoas para as suas responsabilidades como cidadão/cidadã e para a atuação em consonância com o respeito ao ser humano. Educar dentro de um processo crítico ativo significa modificar as atitudes, as condutas e as convicções, mas não pela imposição dos valores e sim por meios democráticos de construção e de participação que busquem possibilitar a experiência cotidiana desses direitos. (TAVARES). De acordo com Morgado, (2001) a prática pedagógica da educação em direitos humanos está pautada no que ela chama de saber docente dos direitos humanos - um conjunto de saberes específicos necessários à prática do educador em direitos humanos. Esse saber, por sua vez, relaciona-se a outros três: o saber curricular, o saber pedagógico e o saber experiencial.

O primeiro aponta a necessidade de que o currículo seja flexível para adequar-se aos conteúdos de direitos humanos. O segundo corresponde às estratégias e aos recursos utilizados para articular conteúdos curriculares à transversalidade dos direitos humanos. E o último destaca que a vivência desses direitos e a coerência com sua promoção e defesa são essenciais. (MORGADO, 2001).

Dessa forma, é imperioso trabalhar com uma metodologia que articule os três níveis de saberes. Esta metodologia, segundo Tavares, deve incluir uma prática pedagógica que

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possibilite a percepção da realidade, sua análise e uma postura crítica frente a ela, incluindo duas dimensões essenciais: a emancipadora e a transformadora, posto que através delas, é possível sensibilizar, indignar-se, atuar e comprometer-se.

Tavares afirma ainda que:

A formação dos educadores em direitos humanos deve privilegiar as metodologias ativas e participativas de forma a envolver e despertar o interesse, sem esquecer que contextos específicos carecem de abordagens próprias para cada um deles. É necessário estabelecer processos que articulem teoria e conduta, que estimulem o compromisso com os vários níveis das práticas sociais e que favoreçam a sensibilização, a análise e a compreensão da realidade. (TAVARES) É a realidade – a educativa e a social – que deve pautar todas as ações de construção desse processo cujo objetivo maior é a afirmação de uma cultura de direitos humanos. Esta é uma premissa para que o saber docente em direitos humanos se articule com os demais saberes socialmente produzidos. Em síntese, a educação em direitos humanos requer uma metodologia, com a seleção e organização dos conteúdos e atividades, materiais e recursos didáticos, que sejam condizentes com a finalidade de um processo educativo em direitos humanos.

É importante ainda lembrar que é fundamental educar na tolerância, na valorização da dignidade e nos princípios democráticos; construir uma nova cultura que tenha como centro o ser humano. Este é um desafio no qual a contribuição dos educadores em direitos humanos é inestimável. Por isso sua própria formação deve, desde o princípio, corresponder a estes valores que se pretende socializar.

Igualmente, é preciso não perder a perspectiva da coerência entre o discurso e as atitudes tomadas no dia-a-dia. O horizonte será sempre o mesmo: o respeito ao ser humano e a sua dignidade.

Ser crítico e estimular a participação, desde a comunidade escolar (ex. conselhos de escola, grêmios, etc) até na escolha de nossos representantes enquanto capazes de votar e finalmente, exigir resultados e fazer a diferença!

REFERÊNCIAS

BALLESTRERI, Ricardo. Cidadania e Direitos Humanos: um sentido para a educação. Rio Grande do Sul: Pater, 1999.

BENEVIDES, Maria Victoria. Educação em Direitos Humanos: de que se trata? São Paulo, 2000.

BOBBIO, Norberto. El futuro de la democracia. Barcelona: Plaza & Janes Editores, 1985.

GARRETÓN, Manuel. Cidadania, Integração Nacional e Educação: ideologia e consenso na América Latina. In: ALBALA-BERTRAND, Luis (org.). Cidadania e Educação: rumo a uma prática significativa. Campinas: Papirus, 1999. HORTA, Maria del Mar. Educar em direitos humanos: compromisso

com a vida. In: CANDAU, Vera; SACAVINO, Susana. Educar em

Direitos Humanos. Rio de Janeiro: D&P Editora, 2000. p. 125-139.

MAGENDZO, Abraham. Educación en Derechos Humanos: un desafío para los docentes de hoy. Santiago: LOM Ediciones, 2006.

MORGADO, Patricia. Práticas Pedagógicas e Saberes Docentes

na Educação em Direitos Humanos. Rio de Janeiro, 2001, p. 1-16

SACAVINO, Susana. Educação em Direitos Humanos e Democracia.

In: CANDAU, Vera; SACAVINO, Susana. Educar em Direitos

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p. 36-48.

TAVARES, Celma. Barbarie en la Democracia. Salamanca: Ediciones

Universidad de Salamanca, 2006.

________________. Educar em direitos humanos, o desafio da formação dos

educadores numa perspectiva interdisciplinar.

Educação em Direitos Humanos:

fundamentos teórico-metodológicos. p. 487- 503. Disponível em http://www.dhnet.org.br/ dados/livros/edh/br/fundamentos/29_cap_3_ artigo_07.pdf. Acesso em 18 mar 2017.

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