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11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

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11 a 14 de dezembro de 2012 – Campus de Palmas

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AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS QUE PODERIAM

PROPORCIONAR O HISTÓRICO DOS PROCESSOS DE CONTAMINAÇÃO,

PERDA DE QUALIDADE DAS ÁGUAS E CONSEQUENTEMENTE, DA

QUALIDADE DE VIDA

Oliveira, V. G. A1; Naval, L. P.2

1

Acadêmico do curso de Engenharia Ambiental-UFT, Campus de Palmas –TO; e-mail:[email protected]

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Orientadora do curso de Engenharia Ambiental-UFT; Campus de Palmas - TO; e-mail: [email protected]

RESUMO

O presente trabalho abrange o histórico dos processos de contaminação, fazendo uma avaliação geral dos aspectos morfométricos e das principais fontes de poluição. Utilizou-se de técnicas de geoprocessamento pelo software ArcGis 9.3, da base de dados do SEPLAN - TO, (2008) e do NATURATINS, (2009) para geração de mapas temáticos de riscos ambientais, memórias explicativas e para estudos morfométricos. O trabalho foi desenvolvido nas bacias hidrográficas de dois tributários contribuintes da zona de transição do Reservatório da UHE Lajeado - Rio São João e Ribeirão Água Suja, e um no sistema de planície de inundação da bacia do rio Javaés – Rio do Côco. Verificou-se que o IQA médio das três bacias foi de 67.8, estando com nível de qualidade “bom” segundo o que preconiza a ANA, (2009). Contabilizou-se modificações no uso e ocupação da terra, o que proporcionou um aumento dos riscos de focos de queimadas, expansão das fronteiras agropecuárias e erosões.

Palavras-chave: Processos de contaminação; aspectos morfométricos; IQA; fontes de poluição

1. INTRODUÇÃO

A relevância de pesquisas relacionadas ao meio ambiente natural se dá pela preocupação de todas as nações que estão envolvidas nessa temática. Pois estas vêm alterando a homeostase dos sistemas ecológicos. E a grande questão é que o resultado de diversas ações deste progresso gera impactos com influencia mundial, pois determinados danos ultrapassam fronteiras e refletem-se na qualidade da vida humana. O presente trabalho tem como objetivo geral avaliar impactos ambientais na bacia Araguaia-Tocantins que possam proporcionar o histórico dos processos de contaminação, perda de qualidade das águas e consequentemente da qualidade de vida.

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O trabalho foi desenvolvido nas bacias hidrográficas de dois tributários contribuintes da zona de transição do Reservatório da UHE Lajeado - Rio São João e Ribeirão Água Suja. E um no sistema de planície de inundação da bacia do rio Javaés – Rio do Côco.

Foi realizado um estudo morfométrico, seguindo equações e padrões de classificação.

Para avaliar os impactos ambientais na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins, utilizou-se de ferramenta SIG, através dos softwares Spring 5.1.8 e ArcGIS 9.3. Criaram-se mapas de caracterização da área de estudo e mapas temáticos de solos, geologia, clima, geomorfologia, hipsografia e de regiões fito ecológicas. Avaliou-se também mapas de riscos ambientais a partir da cobertura e uso da terra, da suscetibilidade a erosão e dos focos de queimadas.

O histórico dos processos de contaminação e consequente perda de qualidade das águas foi realizado a partir da análise qualitativa da água e subsidiado pelo levantamento dos dados geográficos das bacias. A análise foi realizada a partir de coletas bimestrais, no período de novembro de 2010 à agosto de 2011 nos pontos de captação de água para abastecimento humano (superficiais) .

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

3.1. ASPECTOS MORFOMÉTRICOS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS

A seguir (Tabela 1), pode-se verificar os resultados comparativos das bacias hidrográficas: Tabela 1 – Dados morfométricos das bacias hidrográficas em estudo

RIO SÃO JOÃO RIBEIRÃO ÁGUA SUJA RIO DO CÔCO

Área - A 80 km2 999,2 km2 1290,1 km2 Perímetro - p 47,4 km 173,4 km 218,4 km Comprimento axial - L 20,7 km 50,7 km 104,8 km Maior Cota 609 m 709 m 605 m Menor Cota 265 m 224 m 180 m Densidade de drenagem - Dd 0,57 km/km2 0,90 km/km2 0,90 km/km2 Indice de Circularidade - Ic 0,45 0,41 0,34 Coef. de Compacidade - Kc 1,48 1,53 1,7 Fator de Forma - kf 0,19 0,39 0,12 Declividade 16,6 m/km 9,56 m/km 4,74m/km

Tempo de Concentração - Tc 199,2 min ou 3,3 h 491,2 min ou 8,2 h 1125,3 min ou 18,7 h

Verificou-se que as três bacias analisadas possuem predominantemente relevo plano. A declividade se enquadrou na classificação de declividade da Embrapa, (1979).

Dentre as três bacias, a que possui maior probabilidade de episódios de enchentes é a do Rio São João, devido suas características morfométricas, como o tempo de concentração que é de 3,3 h, ou

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seja, 82,3% mais rápida que a bacia do Rio do Côco e 59,7% mais rápida que a bacia do Ribeirão Água Suja.

3.2. HISTÓRICO DO PROCESSO DE CONTAMINAÇÃO

Verificou-se que as três bacias não apresentaram níveis de IQA ruins ou péssimos, estando entre médio à excelente de acordo com os efeitos da sazonalidade. O IQA médio das três bacias foi de 67,8, estando com nível de qualidade “bom” segundo o que preconiza a ANA, (2009).

Para a Bacia Do Rio São João, por meio do Programa IQA, verificou-se que a tendência da curva relativa à qualidade da água apresentou-se com muitas oscilações de qualidade causadas principalmente pelos efeitos da sazonalidade. Observação similar sobre o comportamento do IQA foi observado por Carvalho et AL. (2000) e por PIASENTIN, JUNIOR, et al. (2009). O nível de qualidade da água está variando de médio à excelente, no caso do Rio São João.

Gráfico 1- Curva relativa à Qualidade da Água do Rio São João

Já a Bacia Do Ribeirão Água Suja, nos três pontos avaliados neste projeto, verificou-se que a qualidade da água não apresentou episódios ruins ou péssimos, pois se manteve oscilando entre médio a excelente de maneira não uniforme no caso do Ribeirão Água Suja.

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Por meio do Programa IQA, verificou-se que para a Bacia do Rio do Côco, o nível de qualidade da água está variando de Bom à Excelente, no caso do Ribeirão Água Suja. Embora o valor do IQA se mantenha em uma mesma faixa a maior parte do tempo para os três pontos, o mesmo não se pode dizer para as variáveis, quando estudadas isoladamente. As oscilações das variáveis do IQA compensam-se umas às outras, mantendo o índice relativamente estável em um patamar (PIASENTIN, JUNIOR, et al., 2009).

Gráfico 3 - Curva relativa à Qualidade da Água do Rio do Côco

3.3. PRINCIPAIS FONTES DE POLUIÇÃO

Usando os mapas temáticos de hipsografia e os mapas de riscos ambientais de erodibilidade, verificou-se que as áreas mais altas das bacias possuem graus de erodibilidade elevados, igual à 4 e 5, como os solos litólicos, concrecionários e hidromórficos que abrange em média 40,2% da área de cada bacia hidrográfica. Segundo NETO, LEITE, (et al., 2008), os altos graus de suscetibilidade à erosão ocorrem em terrenos com presença de problemas complexos de conservação.

Nos latossolos vermelho-amarelo predominante nas três bacias, cuja declividade não passa de 2%, com predomínio do grau de erodibilidade igual à 1. A baixa amplitude da declividade está relacionada à localização regional das bacias à margem do rio Tocantins, situada na área compreendida pela unidade geomorfológica da Depressão do Tocantins (BRASIL,1981).

De acordo com os mapas temáticos de foco de queimadas de 2010/2012, verificou-se que as queimadas não possuem ponto fixo, porém há uma tendência média de 80% ocorrerem em regiões Fitoecológicas do tipo Campo cerrado. A maior probabilidade de ocorrência nestas regiões foi encontrada na Bacia do Rio São João, com 100% dos focos com um risco médio de 0,99. Fazendo-se uma correlação entre 1998/2000 e 2010/2012, verificou-se um incremento no risco de focos de queimadas nas três bacias da ordem de 260,1%.

Verificou-se que a Bacia do Rio do Côco foi a que apresentou o maior avanço da agropecuária, da ordem de aproximadamente 120%. Enquanto as Bacias do Rio Água Suja e Rio São João

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apresentaram respectivamente 101% e 46,7%. Embora o Rio São João tenha apresentado baixo avanço da agropecuária, verificou-se através das análises qualitativas da água, que a diluição de despejos vem sendo de uso intenso nas zonas urbanas. Segundo BORGES e BERTOLIN (2002, p. 12), este córrego na zona rural e urbana recebe contribuição de resíduos poluidores (químicos, físicos e biológicos), que ficam próximos da margem da microbacia, como: estábulos e fossas sépticas a menos de 10 metros de distância.

4. CONCLUSÕES

Por meio dos aspectos morfométricos conclui-se que as três bacias analisadas possuem predominantemente relevo plano e que a bacia do Rio São João possui maior probabilidade de episódios de enchentes, quando correlacionadas as três bacias.

Verificou-se que ambas as bacias apresentaram níveis de IQA entre médio à excelente de acordo com os efeitos da sazonalidade

Quanto a dinâmica de uso e cobertura da terra, conclui-se que as três bacias analisadas apresentaram um avanço da agropecuária de em média 89,2%, confrontando os anos de 1990 e 2007. Para os focos de queimadas houve um incremento (260,1%) do ano de 2012 em relação ao ano 2000.

5. LITERATURA CITADA

ANA. Portal da Qualidade das Águas. Agência Nacional de Águas, 2009. Disponivel em: <http://pnqa.ana.gov.br/IndicadoresQA/IndiceQA.aspx>. Acesso em: 02 mar. 2012

BORGES, K. P.; BERTOLIN, A. O. Avaliação microbiológica da qualidade da água do córrego São João, Porto Nacional-TO, Brasil. HOLOS Environmente, Rio Claro, 09 dez. 2002. 12.

NATURATINS. SISCOM. INSTITUTO DE NATUREZA DO TOCANTINS, 2009. Disponivel em: <http://siscom.naturatins.to.gov.br/imagens/>. Acesso em: 15 Novembro 2011.

PIASENTIN, A. M. et al. ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA (IQA) DO RESERVATÓRIO TANQUE GRANDE, GUARULHOS (SP): ANÁLISE SAZONAL E EFEITOS DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO. Geociências, São Paulo, v. 28, p. 305-307, 2009. ISSN 3.

SEPLAN. Plano das bacias hidrográficas do entorno de Palmas – TO. SECRETARIA ESTADUAL DE PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO TOCANTINS - SEPLAN. Palmas-TO. 2004.

6. AGRADECIMENTOS

Referências

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