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É tarde! É tarde? A intervenção a tempo em bebês com risco de evolução autística

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Academic year: 2021

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É tarde! É tarde?

A intervenção a

tempo em bebês

com risco de

(2)

coleção

de

calças

curtas

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Daniele de Brito

Wanderley, Marluce

Leitgel Gille (orgs.)

É tarde! É tarde?

A intervenção a

tempo em bebês

com risco de

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© dos autores, 2018.

© Agalma para a língua portuguesa, 2018. 1as edição: julho de 2018 Projeto gráfico da capa e primeiras páginas

Homem de Melo & Troia Design Editor

Marcus do Rio Teixeira Direção desta coleção Daniele de Brito Wanderley Organização deste volume Daniele de Brito Wanderley

Marluce Leitgel Gille Tradução Solange Mendes da Fonseca

Rubia Infanti Gabriela Araújo

Revisão Solange Mendes da Fonseca

Editoração eletrônica Jotabele informática Todos os direitos reservados

Av. Anita Garibaldi, 1815

Centro Médico Empresarial, Bloco B, sala 401 40170-130 Salvador-Bahia, Brasil Tels: (71) 3245-7883 (71) 3332-8776

e-mail: [email protected] Site: www.agalma.com.br Facebook: www.facebook.com/agalma.psicanalise Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) T181

É tarde! É tarde? A intervenção a tempo em bebês com risco de evolução / Daniele de Brito Wanderley ; Marluce Leitgel-Gille (Org.). Salvador : Ágalma, 2018. (Coleção Calças Curtas).

338 p. : il. ; 24cm. Vários autores.

ISBN 978 – 85 - 85458-44-7. (Broch.).

1. Autismo. 2. Autismo em crianças. 3. Autismo, Intervenção Terapêutica. 4. Psicopatologia infantil 5. Psicanálise infantil. I. Wanderley, Daniele de Brito. II. Leitgel-Gille, Marluce.

CDD-618.8982 CDU-616-896

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Sumário

07 Prefácio

Intervenção precoce e a prevenção da patologização na infância 15 Como evitar o autismo sindrômico: tratamento interdisciplinar de

um bebê entre 3 meses e 5 anos de idade

Marie-Christine Laznik, Caroline Pelabon, Muriel Chauvet, Rubia Infanti e Marie Nilles

35 Um, dois, três e já! Intervenções a tempo em bebês com risco de evolução autística

Daniele de Brito Wanderley

56 Risco, prevenção, rastreamento e psicanálise, ou as desventuras da repetição

Alfredo Jerusalinski

68 Educar em tempos de autismo: uma pesquisa sobre ações de promoção e prevenção em saúde mental em instituições de educação infantil a partir da psicanálise

Maria Cristina Machado Kupfer, Leda Mariza Fischer Bernardino e Ana Gabriela Gonzalez Yamashita

90 Até quando esperar? Da “conduta expectante” ao fechamento do diagnóstico de autismo

Julieta Jerusalinsky

A clínica com bebês: sua complexidade e diversidade de apresentação e intervenção

111 A imagem, a letra, a voz e o silêncio na clínica com bebês Claudia Mascarenhas Fernandes

127 “Dorme menino, dorme”: a escuta psicanalítica de um bebê com perturbações de sono

Severina Sílvia Ferreira

134 Os saberes e a ética psicanalítica na clínica com bebês e seus pais Selma F. Boaventura da Silva e Erika Parlato-Oliveira

142 Intervenção precoce, objetos atípicos e suas relações com a aquisição da linguagem nas crianças surdas

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158 A desvitalização psíquica do bebê: entre sinais de autismo e depressão do bebê

Camila Saboia

170 Vitalizando vínculos: imagens em movimento na cena clínica da relação pais-bebê

Mariângela Mendes de Almeida e Stephania Batista Geraldini 182 Intervenção precoce numa criança de dois meses que tem um irmão

autista

Luiza Bradley Araújo

188 O enlace entre o corpo e as representações: reflexões sobre um caso de atendimento psicanalíticocom mãe e bebê em risco de autismo Julia Garcia Durand e Rogério Lerner

202 Autismo: uma clínica da voz6 Inês Catão

Avaliaçao e tratamento dos autismos na perspectiva psicanalítica 217 Destruir ou apagar o objeto: mecanismos autísticos e seu impacto

transferencial e contratransferencial Bernard Golse

239 A experiência de uma unidade de observação diagnóstica: complementaridade de abordagens, entre clínica e pesquisa

Laurence Robel, Elise Tordjman, Karine Nombret e Michele Guinot 260 O risco do anúncio e o anúncio do risco terapêutico nos transtornos

do espectro do autismo Paola Velasquez

279 Intervenção nas relações iniciais pais e filhos: o susto diante do diagnóstico de autismo

Maria Cecília Pereira da Silva e Fátima Maria Vieira Batistelli 292 A intervenção do analista com crianças com autismo

Adriana Zuñeda Peres e Gabriela Xavier de Araujo 306 Do lugar dos pais

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Prefácio

Daniele de Brito Wanderley Marluce Leitgel Gille

Este volume foi idealizado a partir do consenso acerca da necessidade de identificação e tratamento precoces em bebês com risco de evolução autística. Há 20 anos, a Coleção De Calças

Curtas lançou seu primeiro volume, Palavras em torno do berço,

trazendo pela primeira vez aos leitores brasileiros uma transmissão sobre a clínica precoce numa perspectiva interdisciplinar. O bebê era então apresentado como um “sujeitinho de calças curtas” capaz de manifestar sofrimento, apelos e manifestações sintomáticas a serem lidos, os quais diziam respeito à sua posição na família ante o casal parental. Desde o início, a aposta desta coleção era que a dependência somatopsíquica do bebê demandava dos profissionais de saúde uma visão mais ampla, capaz de reconhecer os sinais de sofrimento psíquico numa idade tão precoce.

O atual volume apresenta estudos sobre bebês com risco psíquico em seu desenvolvimento e as intervenções precoces que

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podem então advir no contexto dessa vigilância e também do risco que esta possa acarretar. Abre-se, assim, uma perspectiva de desenvolvimento e constituição psíquica mais sedimentada, sem o intuito, porém, de firmar diagnósticos ou prognósticos em tão tenra idade.

Assim, a primeira parte, INTERVENÇÃO PRECOCE E

A PREVENÇÃO DA PATOLOGIZAÇÃO NA INFÂNCIA,

é aberta com um texto cuidadoso sobre a clínica interdisciplinar precoce, de autoria de Marie-Christine Laznik, Caroline Pelabon, Muriel Chauvet, Rubia Infanti e Marie Nilles, com o título: “Como evitar o autismo sindrômico: tratamento interdisciplinar de um bebê entre 3 meses e 5 anos de idade”.

Em seguida, Daniele de Brito Wanderley apresenta a discussão de casos clínicos de bebês tratados no primeiro ano de vida e a abordagem de suas famílias, com o artigo intitulado: “Um, dois, três e já! Intervenções a tempo em bebês com risco de evolução autística”.

Alfredo Jerusalinsky, em seu artigo “Risco, prevenção, rastreamento e psicanálise, ou as desventuras da repetição”, aborda a polêmica em torno da prevenção na primeira infância. O tema é retomado por Maria Cristina M. Kupfer, Leda F. Bernardino e Ana Gabriela Gonzalez Yamashita com o texto “Educar em tempos de autismo: uma pesquisa sobre ações de promoção e prevenção em saúde mental em instituições de educação infantil a partir da Psicanálise”, a propósito do uso dos Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil nas creches e seus efeitos terapêuticos. Concluindo, Julieta Jerusalinsky discute, no texto “Até quando esperar? Da ‘conduta expectante’ ao fechamento do diagnóstico de autismo”, o risco da espera para iniciar as intervenções terapêuticas em psicopatologias graves como o autismo.

Na segunda parte, A CLÍNICA COM BEBÊS: SUA

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9 Prefácio E INTERVENÇÃO, Claudia Mascarenhas Fernandes, em seu

artigo “A imagem, a letra, a voz e o silêncio na clínica com bebês”, apresenta os conceitos de mostração, transcrição e tradução e a transcrição transitiva, marcando diferençaentre a clínica com os bebês e a de crianças “exiladas da linguagem”.

Abordando esse mesmo tema, Sílvia Ferreira trata da clínica dos transtornos funcionais do bebê no texto: “‘Dorme menino, dorme’: a escuta psicanalítica de um bebê com perturbações de sono”, apresentando um caso clínico.

Em seguida, Selma F. Boaventura da Silva e Erika Parlato-Oliveira abordam os princípios da clínca com bebês e seus pais no texto “Os saberes e a ética psicanalítica na clínica com bebês e seus pais”, apresentando os riscos e entraves na constituição psíquica de um bebê com diagnóstico de patologia visual.

Já Carla Guterres Grana discorre sobre “Intervenção precoce, objetos atípicos e suas relações com a aquisição da linguagem em crianças surdas” e apresenta uma diferenciação do uso dos objetos transicional, fetiche e autístico à luz de um caso clínico. No texto “A desvitalização psíquica do bebê: entre sinais de autismo e depressão do bebê”, Camila Saboia faz uma diferenciação entre os casos de retraimento relacional referentes a estados depressivos e aqueles associados a dificuldades no campo sociocomunicativo.

A seguir, no texto “Vitalizando vínculos: imagens em movimento na cena clínica da relação pais-bebê”, Mariângela Mendes de Almeida e Stephania Batista Geraldini trazem recortes de um caso clínico de atendimento conjunto pais-bebês. Seguindo o caminho da clínica, Luiza Bradley, no texto “Intervenção precoce numa criança de dois meses que tem um irmão autista”, traz um depoimento sobre intervenção precoce numa família já impactada pela presença de uma criança autista mais velha. Por sua vez, Julia Garcia Durand e Rogério Lerner, com o texto “O enlace entre o corpo e as representações:

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reflexões sobre um caso de atendimento psicanalítico com mãe e bebê em risco de autismo”, analisam importantes contribuições de diversos campos de saber para a compreensão da clínica dos autismos.

Esta parte do livro é finalizada com um artigo de Inês Catão intitulado “Autismo: uma clínica da voz”, em que a autora aborda com fineza alguns dos conceitos básicos que permeiam a clínica psicanalítica com os autismos, especificamente no campo da pulsão invocante.

A terceira parte, AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DOS

AUTISMOS NA PERSPECTIVA PSICANALÍTICA, inicia

com o texto de Bernard Golse, intitulado “Destruir ou apagar o objeto: mecanismos autísticos e seu impacto transferencial e contratransferencial”, no qual o autor articula a questão transferencial e contratransferencial da cura psicanalitica e os mecanismos autisticos aí implicados.

A complexidade do diagnóstico de autismo em meio hospitalar é apresentada por Laurence Robel, Elise Tordjman, Karine Nombret e Michele Guinot, que formam a equipe multidisciplinar da unidade de avaliação do autismo do “Hospital Necker – Enfants Malades”, no texto “A experiência de uma unidade de observação diagnóstica: complementaridade de abordagens, entre clínica e pesquisa”

Na perspectiva da avaliação e do anúncio do autismo, Paola Velasquez aborda a dificuldade de comunicar esse prognóstico aos pais no texto “O risco do anúncio e o anúncio do risco terapêutico nos transtornos do espectro do autismo”.

Seguindo essa temática da comunicação diagnóstica, Maria Cecília Pereira da Silva e Fátima Maria Vieira Batistelli apresentam o texto “Intervenção nas relações iniciais pais e filhos: o susto diante do diagnóstico de autismo”, no qual abordam o tratamento e a evolução de um caso clínico. Em “A intervenção

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do analista com crianças com autismo”, Adriana Zuñeda Peres e Gabriela Xavier de Araujo destacam a direção do tratamento do autismo na perspectiva psicanalítica.

Para finalizar, Maria do Carmo Camarotti, em seu texto “Do lugar dos pais”, nos fala da clínica feita na presença dos pais e na sustentação do seu discurso e posição diante da criança autista e de seus desafios.

Sobre as organizadoras

Daniele de Brito Wanderley – Diretora Técnica do Núcleo Interdisciplinar de Intervenção Precoce da Bahia – NIIP. Psicóloga, Psicanalista, Especialista em Psicopatologia do Bebê (Univ. Paris XIII), em Psiquiatria Infantil 0-3 (Univ. Paris V), Mestre em Medicina e Psicanálise (Univ. Paris VII). Diretora da Coleção De Calças Curtas da Editora Ágalma. Autora do volume

Aventuras Psicanalíticas com Crianças Autistas e seus Pais (Ed.

Ágalma, 20) e organizadora de vários volumes dessa coleção.

Marluce Leitgel Gille – Psicóloga, Mestre e Phd em Psicologia clínica e psicopatologia, trabalha no Serviço de psiquiatria infantil do hospital Necker-Enfants Malades, Paris, professora no diploma universitário da Universidade Paris XIII-

Sorbonne, Vice presidente da associação À l’aube de la vie,

Referências

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