DESAFIOS EM ELETROCARDIOGRAMA

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DESAFIOS EM

ELETROCARDIOGRAMA

C M Y CM MY CY CMY K

(2)

Manuela Almeida Viana

Thainá de Lima Quinteiro

Autoras Coordenadoras

ELETROCARDIOGRAMA

Desafios em

C M Y CM MY CY CMY K

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Revisores Técnicos

Alberto Souza Correia Filho

Graduado pela Faculdade de Medicina da UFBA em 2004 Titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Diarista da UTI Cardiovascular do Hospital da Bahia desde 2012

Alex Teixeira Guabiru

Graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia

Residência em clínica médica pelo Hospital das Clínicas da faculdade de medi-cina da USP

Residência em cardiologia pelo Instituto do Coração - INCOR

Especialização em arritmologia, eletrofisiologia e estimulação cardíaca artifi-cial pelo INCOR

Presidente do Departamento de Arritmias da Sociedade Brasileira de Cardiolo-gia, Seção Bahia

André Chateaubriand Campos

Médico pela Universidade Federal da Bahia.

Residência em Clínica Médica pela Escola Paulista de Medicina - EPM/ UNIFESP Cardiologista pelo InCor – HCFMUSP

Especializando em Ecocardiografia pelo InCor - HCFMUSP

Antonio Carlos Fonsêca de Queiroz

Médico formado pela UFBA

Residência em Clínica Médica pelo SIREMBA

Residência em Cardiologia pelo Hospital Santa Izabel Especialista em Cardiologia pela SBC

Especialista em Ecocardiografia pela SBC

Christian Moreno Luize

Formação em eletrofisiologia clínica e invasiva pela universidade federal de São Paulo - UNIFESP

Formação em implante de dispositivos cardíacos eletrônicos pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

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Título em Eletrofisiologia invasiva pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardí-acas - SOBRAC

Título em Estimulação Cardíaca pela Associação Brasileira de Estimulação Car-díaca – ABEC

Decarthon Vitor Dantas Targino

Médico Cardiologista e Arritmologista pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardio-logia (IDPC), hospital vinculado à Universidade de São Paulo (USP), para fins de ensino e pesquisa.

Preceptor nos setores de Emergências Cardiovasculares e Eletrocardiologia do IDPC.

Estevão Tavares de Figueiredo

Doutorando em Medicina (Clínica Médica) pela Faculdade de Medicina de Ribei-rão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). Títulos de especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC. Título de especialista em Clínica Médica pela SBCM. Professor de Semiologia Médica da Faculdade de Medicina de Pená-polis (FUNEPE).

Igor Nogueira Lessa

Graduado pela FAMEB/UFBA. Residência de cardiologia pelo Hospital Ana Nery - Salvador. Título de especialista em cardiologia - AMB/SBC.

Iuri Resedá Magalhães

Graduação pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medi-cina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP)

Residência em cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP)

Médico assistente do Time de Resposta Rápida do Hospital das Clínicas (HCF-MUSP)

Lenises De Paula

Cardiologista, arritmologista, especializada em marcapasso pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, mestre em cardiologia pela EBMSP, com linha de pes-quisa na área de cardiopatia genética (síndrome do PRKAG2)

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Ludmila de Andrade Barberino

Médica formada pela Universidade Federal da Bahia.

Residência de clínica médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Residência de cardiologia pelo Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INCOR- HCFMUSP)

Luis Cláudio Menezes Carvalho

Especialista em cardiologia - SBC

Especialista em medicina intensiva - AMIB Formado na Escola Bahiana de Medicina.

Residência em clínica médica no hospital Santa Izabel - Salvador BA Residência em cardiologia no hospital Santa Izabel - Salvador BA

Preceptor de cardiologia da residência do hospital geral de Vitória da Conquista BA

Marcelo Kirschbaum

Médico formado pela Universidade Federal da Bahia

Cardiologista pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

Fellow da Unidade de Valvopatia do Instituto do Coração da Faculdade de Medi-cina da USP (INCOR-FMUSP)

Paulo Francisco de Mesquita Barros

Cardiologista clínico com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Car-diologia e pelo Conselho Federal e Regional de Medicina

Especialista em Terapia Intensiva de adulto pelo Hospital Albert Einstein e pelo MEC Título de Pós Graduação em UTI Adulto e em Cardiologia

Membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) Membro da Sociedade Bradicardia de Cardiologia (SBC)

Especialista em Ecocardiografia pelo MEC Título de Pós Graduação em Ecocardiografia

Presidente da SOCESP Regional de Araçatuba biênio 2018/2019

Pollianna de Souza Roriz

Graduação pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Título de Cardiologia pela SBC, com área de atuação em Estimulação Cardíaca Artificial pelo InCor.

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Ricardo Ribeiro do Nascimento Teixeira

Médico pela FAMEB/UFBA

Clínica médica pelo hospital israelita Albert Einstein Cardiologia pelo hospital Sírio-Libanês

Sérgio Figueiredo Câmara

Clínica Médica pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de SP

Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

Especializando em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica do Instituto do Coração HC-FMUSP

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Autores

Antonio Carlos Fonsêca de Queiroz Filho

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia

Bruno Oliveira Pedreira

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia

Bernardo De Maria Moreira Ourives

Graduando da Faculdade de Ciências Agrárias e de Saúde - UNIME (Ingresso em 2015.1)

Breno Lima de Almeida

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2015.2)

Francine Lordelo Issa

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2015.1)

Jônatas Pereira dos Santos

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia

Joseylton Gonçalves Santana

Graduado em Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2016.1)

Júlia Lasserre Moreira

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2015.2)

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Luciana Baltazar da Silveira de Araújo

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2014.2)

Manuela Almeida Viana (Coordenadora)

Graduanda de Medicina na Universidade Salvador - UNIFACS (Ingressa em 2016.1)

Maria Tereza de Magalhães Andrade

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2014.2)

Marina Santana Manciola

Graduanda em Medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EB-MSP)

Mateus Andrade Bomfim Machado

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2014.2)

Michele Carvalho de Carvalho

Médica graduada pela Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2013.2)

Pedro Henrique Andrade Araújo Salvatore Barletta

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2015.2)

Thainá de Lima Quinteiro (Coordenadora)

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2014.2)

Thaise Almeida Silva

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2015.2)

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Thiago Matos e Silva

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia

Vitor Fernandes de Almeida

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2015.1)

Yana Mendonça Nascimento

Graduanda da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingressa em 2015.2)

Yuri de Santana Galindo

Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (Ingresso em 2015.1)

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Prefácio

Caro leitor e cara leitora,

Não passe a página ainda, dedique apenas cinco minutos do seu tempo para ler este prefácio. Garanto que lhe será útil. É bem verdade que não existe manu-al de instrução para a leitura de um livro. No entanto, gostaríamos de sinmanu-alizar algumas pequenas informações para que você aproveite o nosso material da melhor maneira possível. Vamos lá?

1. Se você é estudante ou profissional da área de saúde, já deve ter se depa-rado com um eletrocardiograma (ECG) algumas vezes na vida. Nesse caso, você sabe o quanto é frustrante não entender o que aqueles tracinhos e quadrados querem te dizer. Chegou a hora de fazer algo a respeito.

2. Para quem não sabe nada sobre eletrocardiograma, este é um bom livro para começar. Utilize-o como um tipo de estudo dirigido, interagindo co-nosco, respondendo às questões, correlacionando com os achados clíni-cos. Você faz tudo isso e de quebra aprende a laudar um ECG. Legal né? 3. Se você já é o mestre dos traçados, garanto que este livro também é para

você. São 101 casos diferentes para colocar em prática todo o seu conheci-mento e adquirir ainda mais!

4. Por último (e talvez mais importante): não tenha pressa em aprender a lau-dar um ECG! Leia e releia os casos quantas vezes achar necessário. Acostu-me o seu olho ao traçado eletrocardiográfico. É uma tarefa completaAcostu-men- completamen-te possível e o completamen-tempo levará à excelência.

O modelo do nosso livro foi pensado para ser o mais didático possível. Apresen-tamos inicialmente um caso clínico (que não é exatamente o nosso foco) acom-panhado de um exame de ECG. O objetivo do leitor é laudar o ECG de forma sistemática, utilizando o mnemônico criado por nós – REFOCIS – e responder às questões propostas. Depois disso, é só conferir as respostas no final do livro e aprender muito com a discussão.

Todos os nossos casos foram escritos por estudantes de medicina, revisados e editados por Cardiologistas renomados. Portanto, trata-se de um conteúdo construído com muito carinho a fim de ajudar você a desmistificar o terror ao qual o ECG está associado na prática clínica.

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Muito obrigada por sua atenção até aqui e esperamos que se divirta ao decorrer da leitura.

Manuela Viana Thainá Lima

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Sumário

Prefácio _____________________________________________________ 13

01 Não é “só” uma virose! ______________________________________ _ 21

02 Forma única _______________________________________________ 23

03 Na hora exata ______________________________________________ 25

04 Eles não conversam entre si, como pode? _______________________ 29

05 Tudo nos conformes ________________________________________ 31

06 Quem manda aqui? _________________________________________ 33

07 Quem são essas novas derivações? ____________________________ 37

08 Obstáculos à esquerda! ______________________________________ 39

09 Espelho, espelho meu. ______________________________________ 41

10 Coração ligeiro _____________________________________________ 45

11 O que meu coração tem a ver com isso? _________________________ 47

12 Coração descontrolado ______________________________________ 49

13 Cardiomegalomaníaco _______________________________________ 51

14 Doutor, tem uma bomba no meu pescoço _______________________ 53

15 Coração saltitante __________________________________________ 55

16 Não perca o foco ____________________________________________ 57

17 A pior das tempestades ______________________________________ 59

18 Aviso antes de parar _________________________________________ 63

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16

20 A cereja do bolo ____________________________________________ 67

21 Sofrimento interno __________________________________________ 71

22 O potássio mora sob a onda T ________________________________ _ 73

23 Sabe como é coração de vó, né? Sempre cabe mais um ____________ 77

24 Átrio precoce ______________________________________________ 79

25 O dorso do coração _________________________________________ 83

26 Apagão ___________________________________________________ 87

27 Que peso é esse? ___________________________________________ 89

28 Quem é Sgarbossa? _________________________________________ 93

29 Carga pesada ______________________________________________ 97

30 Coração palpitante ________________________________________ 101

31 Tontura pós prandial _______________________________________ 103

32 O perigo mora ao lado ______________________________________ 107

33 O que um bastão de hóquei e o bigode de Salvador Dalí têm em comum? _ 109

34 “Eu tô infartando, doutor???" ________________________________ 113

35 Pit Stop __________________________________________________ 117

36 Um sonho possível? ________________________________________ 121

37 Extrema direita ____________________________________________ 125

38 Imerso e apertado _________________________________________ 129

39 A culpa foi da ladeira ______________________________________ 133

40 Coração biônico ___________________________________________ 135

41 No sentido do relógio _______________________________________ 139

42 Linha tênue entre a vida e a morte ____________________________ 141

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17

44 Batimento gemelar? _______________________________________ 147

45 Quem é Bayes? ___________________________________________ 151

46 A serra elétrica pirata: a importância de conhecer o dono do ECG ___ 155

47 A culpa é da viagem ________________________________________ 159

48 ECG cerebral _____________________________________________ 161

49 Tô passando mal! _________________________________________ 163

50 Batedeira no meu peito _____________________________________ 165

51 Coração fibrosado _________________________________________ 167

52 Já acordo exausto _________________________________________ 169

53 Aaaai meu coração... _______________________________________ 173

54 Metade de mim é estresse, a outra também ____________________ 175

55 Devagar e sempre _________________________________________ 179

56 Onde está o bloqueio? ______________________________________ 183

57 Faz a batedeira ____________________________________________ 185

58 No tic tic tac do meu coração... ______________________________ 187

59 A torção _________________________________________________ 189

60 Coração forte _____________________________________________ 191

61 Mas que caminhada estranha... _______________________________ 195

62 Eu não pegaria esse atalho __________________________________ 199

63 Como está o coração? ______________________________________ 201

64 Do lado esquerdo do peito __________________________________ 205

65 A culpa é da tireoide _______________________________________ 207

66 Calma, jovem. Tudo ficará bem! ______________________________ 209

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18

68 Por que tão jovem?? _______________________________________ 213

69 Sera que foi a injeção? ______________________________________ 217

70 Uma onda estranha ________________________________________ 221

71 Traçando a história _________________________________________ 223

72 Devagar, quase parando? ___________________________________ 225

73 Foi sem querer querendo ___________________________________ 227

74 O coração bipolar __________________________________________ 231

75 O problema é do coração? ___________________________________ 235

76 Um fenômeno muito estranho _______________________________ 239

77 Coração nas alturas ________________________________________ 243

78 Morte extensa _____________________________________________ 245

79 Uma pequena confusão ____________________________________ 249

80 SOS Mata Atlântica ________________________________________ 253

81 Será apenas um simples bloqueio? ____________________________ 255

82 Cicatriz __________________________________________________ 257

83 Criança também faz ECG! ___________________________________ 261

84 De onde vem essa taquicardia? ______________________________ 263

85 "Um joelho ralado dói bem menos que um coração partido" ______ 267

86 Rápido demais ____________________________________________ 271

87 Vias bloqueadas ___________________________________________ 273

88 E a função do marcapasso? __________________________________ 275

89 Procure sempre no passado _________________________________ 279

90 Noite fria ________________________________________________ 283

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19

92 Uma pedra no meio do caminho _____________________________ 289

93 Ele era tão jovem... ________________________________________ 291

94 Devagar _________________________________________________ 295

95 Batedeira invertida ________________________________________ 297

96 "Esse turu, turu, turu, aqui dentro" ___________________________ 301

97 Por que tão cedo? _________________________________________ 305

98 Retorno preguiçoso ________________________________________ 309

99

Consulta psiquiátrica para esse ECG __________________________ 313

100 Uma entidade rara ________________________________________ 315

101

Parada no futebol _________________________________________ 317

Discussões __________________________________________________ 321 Sumário de temas com capítulos correspondentes _________________ 575

No SanarFlix você confere aulas com conteúdos do ciclo

básico ao internato!

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DESAFIO

E L E T R O C A R D I O G R A M A 21

01

Não é “só” uma virose!

Autora Manuela Almeida Viana

Revisora Luciana Araújo

Médico Revisor Alberto Correia

Apresentação do caso clínico

M.G.A., sexo feminino, 26 anos, deu entrada no hospital com queixa de dor retroesternal há 12 horas, de início súbito, em pontada, sem irradiações, de in-tensidade 6/10, constante desde o início do quadro, com piora na inspiração e em decúbito dorsal e melhora ao sentar-se. Paciente relata que há cerca de 7 dias iniciou começou um quadro gripal caracterizado por mialgia e artralgia ge-neralizada, febre não aferida e cefaleia com duração de 3 dias, com melhora dos sintomas após uso de analgésicos e antitérmicos. Negou ser portadora Hiper-tensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus, tabagismo e etilismo. Ao exame fí-sico: febril (38,6 °C), taquipneica, taquicardica e com atrito pericárdico presente.

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22

Figura 1 - Eletrocardiograma da admissão

Fonte: Arquivo da autora

Laudo sistematizado (R-E-F-O-C-I-S)

Ritmo Sinusal e regular Eixo 0° - Normal

Frequência 107 bpm – Taquicardia, padrão regular Ondas P: 60 ms ou 1,5mm – NormalT: 160 ms ou 4mm – Normal

Complexo QRS 80 ms ou 2 mm – Normal

Intervalos PR: Depressão em DI, DII e V3 a V6 QT: Sem alterações

Segmento ST Depressão em aVR e elevação difusa (DI, aVL, V2, V3 e V6)

*A discussão das questões deste desafio encontra-se na página 323

1. Qual o diagnóstico mais provável?

2. Quais anormalidades do traçado corroboram com o diagnóstico?

3. Em qual estágio eletrocardiográfico a paciente provavelmente se encontra? 4. Como diferenciar o Supra de ST deste caso de um Infarto Agudo do

Miocár-dio (IAM) ou de uma Repolarização Precoce?

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO

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DESAFIO

E L E T R O C A R D I O G R A M A 23

02

Forma única

Autora Thainá Lima

Revisora Maria Tereza de Magalhães Andrade

Médico Revisor Alberto Correia

Apresentação do caso clínico

J.C.A., sexo masculino, 65 anos, natural e procedente de Salvador – BA, deu entrada no Pronto Atendimento com dor torácica há 4 horas.

O paciente refere dor torácica de início súbito após discussão familiar, em aperto, de localização retroesternal, com irradiação para membro superior es-querdo e mandíbula, de intensidade 8/10, com piora progressiva desde o início do quadro, não ventilatório-dependente, sem fatores de melhora, associada a náuseas e vômitos. Paciente hipertenso, dislipidêmico, diabético, com uso irre-gular das medicações.

Na admissão, foi solicitado um eletrocardiograma em 10 minutos e exames laboratoriais que levaram a confirmação da Síndrome Coronariana Aguda (SCA) identificando Infarto Agudo do Miocárdio com Supra do segmento ST.

Após 24 horas do início do quadro e já em tratamento para a SCA, o paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica com monitor evidenciando PA: 80 x 50 mmHg, FC: 180 bpm, FR: 24 ipm, SpO2: 90%, Temperatura 36,5°C e apresen-tando desconforto respiratório, sudorese, extremidades frias e pegajosas. Foi realizado eletrocardiograma (Figura 1). Diante dos achados, foram realizadas manobras de cardioversão elétrica sincronizada com energia de 100 J, seguidos de 200 J, com reversão para ritmo sinusal.

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24

Figura 1 - Eletrocardiograma da evolução

Fonte: Arquivo do autor

Laudo sistematizado (R-E-F-O-C-I-S)

Ritmo Ventricular regular Eixo 15° - Normal

Frequência 188 bpm – Taquicardia Ondas P: não está presente

T: não está presente

Complexo QRS 360 ms e mantém o padrão – Alargado e Monomórfico Intervalos PR: não está presente

QT: não está presente Segmento ST Não está presente

*A discussão das questões deste desafio encontra-se na página 327

1. Qual o diagnóstico mais provável?

2. Quais anormalidades do traçado corroboram com o diagnóstico? 3. Qual o diagnóstico diferencial e como deve ser feita a sua exclusão? 4. O que explica a evolução do paciente?

5. A conduta tomada foi correta? Quais são as condutas adequadas?

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO

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DESAFIO

E L E T R O C A R D I O G R A M A 25

03

Na hora exata

Autor Antonio Carlos Fonsêca De Queiroz Filho

Revisora Marina Santana Manciola

Médico Revisor Alberto Correia

Apresentação do caso clínico

J.A.F., 60 anos, sexo masculino, comparece à emergência referindo descon-forto em região retroesternal há 3 dias, em queimação, de moderada intensida-de e relatando que inicialmente acreditava ser somente uma azia. Relata que, hoje pela manhã, percebeu que a dor se associava aos esforços, com melho-ra em repouso, o que o levou a procumelho-rar a emergência. Nega episódio anterior desse quadro e sintomas associados. Na emergência, paciente foi encaminhado para realização de ECG (figura 1). Porém, ao deitar na maca para a realização do exame, referiu reaparecimento da dor, dessa vez com características diferentes: localização retroesternal, de forte intensidade (10/10), irradiando para membro superior esquerdo, sem fator de piora ou melhora e sem sintomas associados.

Refere ser hipertenso, em uso de Losartana 100 mg 1x/dia. Nega outras co-morbidades, cirurgias prévias e alergias. Informa ter pais hipertensos e que pai infartou aos 89 anos. Nega outras comorbidades na família. Ao exame físico: fá-cies álgica, 95 bpm, 20 ipm, PA 160/100mmHg. Ictus não visível e palpável em linha médio-clavicular, no 5º EIC esquerdo, medindo uma polpa digital.

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Figura 1 - Eletrocardiograma da admissão

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Laudo sistematizado (R-E-F-O-C-I-S)

Ritmo Sinusal

Eixo Aproximadamente 30° - Normal

Frequência 93bpm (1500/ 16 quadradinhos = 93bpm)

Ondas P: 80ms ou 2mm – Normal

T: onda T apiculada e simétrica de V2-V6 Complexo QRS 80ms ou 2 mm – Normal

Intervalos PR: 180ms – Normal de 120 – 200ms QTc: 400ms - Sem alterações Segmento ST Sem alterações

1. Qual o diagnóstico mais provável?

2. Quais anormalidades do traçado corroboram com o diagnóstico?

3. Em qual estágio eletrocardiográfico o paciente provavelmente se encontra?

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO

?

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DESAFIO

E L E T R O C A R D I O G R A M A 29

04

Eles não conversam entre si, como pode?

Autor Bernardo Ourives

Revisor Mateus Andrade Bomfim Machado

Médico Revisor Alberto Correia

Apresentação do caso clínico

H.F., 63 anos, sexo masculino, deu entrada no hospital com queixa de sín-cope há 2 horas, antecedido por sudorese fria, palidez cutânea. Não há fatores de melhora ou piora. Refere náuseas e dispneia aos pequenos esforços. Nega episódios anteriores. Nega má aderência medicamentosa e fatores estressores. Portador de Diabetes Mellitus, em uso de metformina, 850 mg, 2 vezes ao dia; Hipertensão Arterial Sistêmica, em uso de captopril 25 mg, 2 vezes ao dia. Dis-lipidêmico, em uso de Sinvastatina 20 mg, uma vez ao dia. Doença de Chagas diagnosticada há 10 anos, sem acompanhamento específico. Ao exame físico: descorado +/4+, sudoreico, dispneico. Sinais vitais: pressão arterial de 80 x 60 mmHg, frequência cardíaca de 42 bpm. Sistema cardiovascular: bulhas rítmi-cas, hipofonéticas em 2 tempos, sem sopros.

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30

Figura 1 - Eletrocardiograma da admissão.

Fonte: My EKG¹.

Laudo sistematizado (R-E-F-O-C-I-S)

Ritmo Sinusal / ventricular – juncional Eixo 45° - Normal

Frequência 42 bpm

Ondas P: 60 ms ou 1,5mm – NormalT: alterações difusas da repolarização ventricular Complexo QRS 80 ms ou 2 mm – Normal

Intervalos PR: completa dissociação entre ondas P e complexos QRS QT: sem alterações

Segmento ST Infradesnivelamento difuso (DI, DII, DIII, aVF, aVR, V1, V2, V3, V4, V5, V6)

1. Qual o diagnóstico mais provável?

2. Como podemos avaliar um Bloqueio Atrioventricular no eletrocardiograma? 3. Quais anormalidades do traçado corroboram com o diagnóstico?

4. Quais as outras possíveis causas de um Bloqueio Atrioventricular?

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO

?

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