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CAPACIDADE FUNCIONAL DE INDIVÍDUOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO

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(1)

LUIZ HENRIQUE GOMES

CAPACIDADE FUNCIONAL DE INDIVÍDUOS COM

OSTEOARTRITE DE JOELHO

BAURU-SP

2013

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM

SAÚDE COLETIVA

(2)

CAPACIDADE FUNCIONAL DE INDIVÍDUOS COM

OSTEOARTRITE DE JOELHO

Dissertação apresentada à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade do Sagrado Coração, como parte integrante dos requisitos para obtenção do título de Mestre no Programa de Mestrado em Odontologia, área de concentração: Saúde Coletiva, sob orientação do Prof. Dr. Alberto De Vitta. Co-orientadora Prof.ª Dr.ª Beatriz Funayama Alvarenga Freire.

BAURU-SP

2013

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Gomes, Luiz Henrique G6332c

Capacidade funcional de indivíduos com osteoartrite de joelho / Luiz Henrique Gomes -- 2013.

33f. : il.

Orientador: Prof. Dr. Alberto de Vitta.

Coorientadora: Prof. Dra. Beatriz Funayama A. Freire.

Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade do Sagrado Coração – Bauru – SP.

1. Dor. 2. Capacidade funcional. 3. Atividade de vida diária. 4. Osteoartrite no joelho. I. De Vitta, Alberto. II. Freire, Beatriz Funayama Alvarenga. III. Título.

Gomes, Luiz Henrique G6332c

Capacidade funcional de indivíduos com osteoartrite de joelho / Luiz Henrique Gomes -- 2013.

33f. : il.

Orientador: Prof. Dr. Alberto de Vitta.

Coorientadora: Prof. Dra. Beatriz Funayama A. Freire.

Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade do Sagrado Coração – Bauru – SP.

1. Dor. 2. Capacidade funcional. 3. Atividade de vida diária. 4. Osteoartrite no joelho. I. De Vitta, Alberto. II. Freire, Beatriz Funayama Alvarenga. III. Título.

Gomes, Luiz Henrique G6332c

Capacidade funcional de indivíduos com osteoartrite de joelho / Luiz Henrique Gomes -- 2013.

33f. : il.

Orientador: Prof. Dr. Alberto de Vitta.

Coorientadora: Prof. Dra. Beatriz Funayama A. Freire.

Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade do Sagrado Coração – Bauru – SP.

1. Dor. 2. Capacidade funcional. 3. Atividade de vida diária. 4. Osteoartrite no joelho. I. De Vitta, Alberto. II. Freire, Beatriz Funayama Alvarenga. III. Título.

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A osteoartrite (OA) é a doença articular mais prevalente e também a principal causa de dor e incapacidade na população idosa. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar as características relacionadas à dor e a capacidade funcional de indivíduos com OA de joelho. Materiais e métodos: Realizou-se um estudo transversal, com 16 indivíduos com diagnóstico de OA de joelho atendidos no posto de atendimento a saúde (PAS) do município de Jaú, com a utilização de um questionário multidimensional composto das variáveis demográficas, ocupacionais e hábitos de vida; e o questionário Algofuncional de Lequesne para Osteoartrite de joelhos e quadris. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino, raça branca, na faixa etária de 60 anos ou mais; os participantes com OA de joelho, 11 (68,8%) referiram apresentar dor durante descanso noturno e 14 (87,5%) rigidez matinal ou dor que diminui após se levantar, 12 (75%) enquanto anda. Em relação às atividades de vida diária 56,2% referiram dificuldade para conseguir subir e descer um andar de escadas e 43,8% relataram serem incapazes de agachar-se ou ajoelhar-se, 50% apresentaram dificuldade para andar em chão irregular. Conclusão: Através desse estudo conclui-se que a OA de joelho é uma doença que afeta a capacidade funcional dos indivíduos e limitando na realização das atividades de vida diária, principalmente onde requer movimentos de membros inferiores, como agachar, ajoelhar, subir e descer escadas.

PALAVRAS-CHAVE: dor, capacidade funcional, atividade de vida diária, osteoartrite no joelho.

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pain and inability in the elderly population. Objective: The current study aimed analyse the characteristics related to pain and functional ability of people with knee osteoarthritis. Materials and Methods: A transverse study was made with 16 carriers of the diagnosis of knee osteoarthritis treated at the Public Health Center (PHC) of Jau County, by using a multidimensional questionary containing demographic occupational variables and life habits and the Lequesne questionary for knee and hip osteoarthritis. Result: The majority of the participants was female, caucasian and 60 aged or older. Knee osteoarthitis participants,11( 68.81 ) said to have pain during night rest and 14 ( 87.51 ) said to have morning stiffness or pain that diminishes after getting up, and 12 ( 75% ) while walking. In relation to daily life activities 56.2% said having difficulty going up and down the stairs of a floor and 43.8% said to be incapable of crouching or kneeling, 50% showed difficulty to walk on irregular floor. Conlusion: Through this study, it was concluded that knee osteoarthritis is a disease which affects the functional ability of people and limit the performance of daily life activities, specially where movements of lower members are required like crouching, kneeling and going up and down the stairs.

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1. INTRODUÇÃO ... 06

2. OBJETIVO ... 08

3. MATERIAIS E MÉTODOS ... 09

3.1. TIPOLOGIA DO ESTUDO ...09

3.2. POPULAÇÃO DE ESTUDO ...09

3.3. PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS ...09

3.4. ANÁLISE DOS DADOS ...12

4. RESULTADOS...13

5. DISCUSSÃO...18

6. CONCLUSÃO...20

REFERÊNCIAS ... 21

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INTRODUÇÃO

A osteoartrite (OA) é a doença articular mais prevalente e também a principal causa de dor e incapacidade na população, principalmente, idosa1

. É uma doença caracterizada pela degeneração da cartilagem articular, causada por alterações metabólicas, bioquímicas e biomecânicas que levam ao enfraquecimento e desintegração desta cartilagem. A patogênese defendida pela maioria dos autores rege que o estresse mecânico leva à quebra da matriz cartilaginosa, por ação direta sobre a rede colágena que compõe a cartilagem, ou há lesão do condrócito, principal célula envolvida na manutenção do equilíbrio entre a destruição e reparação da cartilagem2.

A OA pode ser classificada como primária ou idiopática, se não há qualquer evidência pregressa de insulto à articulação, e como secundária, se a manifestação foi seguida a uma injúria ou anormalidade articular demonstrável. Pode ser assintomática ou manifestar-se por dor tipo mecânica, rigidez protocinética e eventualmente, com sinais inflamatórios articulares pouco expressivos. As articulações mais afetadas são as interfalangeanas proximais e distais, joelhos, quadril e coluna3.

As causas da OA podem ser divididas em primárias (genética, metabólica ou endócrina) que alteram as estruturas da cartilagem articular, e secundárias, como trauma ou estresse acentuado especificam quando e onde ela ocorrerá4. A OA pode provocar dores e rigidez nas articulações acometidas, além de importante limitação funcional.

No Brasil, a prevalência de OA é de 16,9%, responsável por 30 a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia e por 7,5% de todos os afastamentos de trabalho, sendo a quarta doença a determinar aposentadoria (6,2%)5.

Estudos clínicos e radiológicos mostram que a incidência da osteoartrite aumenta de forma significativa entre a quarta e a quinta década de vida, no período da menopausa em mulheres e a partir dos 50 anos nos homens, afetando 60% das pessoas com 65 anos ou mais e 80% daquelas com 75 anos ou mais6, sendo a articulação do joelho a mais acometida7.

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De acordo com Ricci8 dentre as formas clínicas, destacam-se a OA de quadril e joelho por serem particularmente mais incapacitantes, já que essas são as articulações que recebem todo o peso corporal. A OA de quadril atinge 20% das pessoas com idade acima de 55 anos e apesar de ser menos comum do que a OA de joelho, sua sintomatologia é frequentemente mais grave. A OA do joelho contribui de forma significativa para incapacidade funcional9, 10.

Avaliar a capacidade funcional é um importante indicativo na qualidade de vida, sendo o desempenho nas atividades da vida diária, um parâmetro amplamente aceito e reconhecido, pois permite aos profissionais da saúde, uma visão mais precisa quanto à severidade da doença e das sequelas11. A capacidade funcional dos membros inferiores (MMII) pode ser avaliada de várias formas, com testes que quantificam restrição de atividade física, como caminhada de seis minutos, subida de escadas, suporte de pesos, etc. Outra forma é por meio do uso de questionários, inquirindo o paciente sobre suas limitações e incapacidades. Este último método é relevante e muito apreciado por sua simplicidade e por avaliar a opinião do paciente sobre suas incapacidades12, 13. Há vários instrumentos capazes de medir diferentes dimensões do estado de saúde dos pacientes com osteoartrite. Entre estes, há dois extensivamente utilizados. O Westerm Ontario and McMaster Universities (WOMAC), mais empregado nos Estados Unidos e Canadá, pode ser utilizado para avaliar tanto pacientes com OA de quadril quanto de joelho14, 15, e o índice de Lequesne que possui versões distintas para quadril e para joelho16.

O comprometimento da capacidade funcional do idoso tem implicações importantes para a família, a comunidade, para o sistema de saúde e para a vida do próprio idoso, uma vez que a incapacidade ocasiona maior vulnerabilidade e dependência na velhice, contribuindo para a diminuição do bem-estar e da qualidade de vida dos idosos8.

O fator dor pode gerar uma série de outros como a inibição do movimento, diminuição da força, atrofia e a instabilidade articular gerando um importante desequilíbrio funcional, prejudicando a autonomia e a qualidade de vida de indivíduos com OA de joelho17.

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OBJETIVO

O presente estudo teve como objetivo analisar as características relacionadas à dor e a capacidade funcional de indivíduos com OA de joelho.

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Materiais e Métodos

Tipologia do Estudo

Trata-se de um estudo transversal analítico realizado com pacientes diagnosticados com OA de joelho, uni ou bilateral, confirmada clínica e radiologicamente por um médico reumatologista, de acordo com os critérios do American College of Rheumatology¹8, atendidos no posto de atendimento à saúde (PAS) do município de Jaú – SP. Com uma população de 131.040 mil habitantes, Jaú localiza-se na região central do Estado, a 296 km da capital¹9.

População de Estudo

Foram sujeitos, 16 indivíduos portadores de OA de joelho, de ambos os sexos, cadastrados no Ambulatório de Reumatologia da rede municipal de saúde da cidade de Jaú.

Os critérios de exclusão foram: pacientes que apresentavam doenças neurológicas e/ou cardiorrespiratórias que as impedissem de deambular, subir e descer escadas, ou seja, indivíduos em uso constante de cadeira de rodas ou que necessitassem de auxilio humano para realização dessas tarefas.

Procedimento de coleta de dados

Os sujeitos foram informados sobre o estudo, o caráter voluntário da participação, a possibilidade de abandonar a pesquisa a qualquer momento e o direito ao sigilo dos dados individuais e, os que aceitaram participar da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. (Res. CONEP 196/96), Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) – USC: Protocolo n.º 237/10 (Anexo 1).

As entrevistas foram realizadas pelo pesquisador, por meio de um questionário pré-codificado, com questões fechadas (Anexo 2), no período de julho a dezembro de 2011. Em seguida, estão descritos os diversos itens do questionário.

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Sequência metodológica da coleta de dados, organograma, figuras 1 e 2.

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1. Caracterização dos sujeitos

Foi utilizado um formulário para caracterização dos sujeitos, que teve como base o suporte teórico de outras investigações20, 21, 22. É composto dos seguintes itens (Anexo 2): 1) Aspectos demográficos: sexo, idade, estado civil e cor da pele; 2) sócioeconômicas: escolaridade e renda.

2. Questionário Algofuncional de Lequesne para Osteoartrite de joelhos e quadris

Este índice é composto de onze questões sobre dor, desconforto e função; sendo seis questões de dor e desconforto, uma sobre distância a caminhar e quatro distintas para quadril ou joelho sobre atividades da vida diária. As pontuações

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variam de zero a vinte e quatro, significando casos sem acometimento e com acometimento extremamente grave, respectivamente23 (Anexo 3).

Análise dos Dados

Os dados foram digitados em planilha eletrônica e os resultados foram submetidos à analise estatística em forma de tabelas, a partir de suas frequências absoluta e relativa.

Todas as análises foram feitas utilizando-se os softwares SAS for Windows versão 9.2 e STATA for Windows, versão 10.0.

(14)

RESULTADOS

Dos 16 pacientes com diagnóstico clínico e radiográfico de OA de joelho, observou-se que houve maior frequência (56,2%) na faixa etária de 60 anos ou mais, 75% da raça branca, 75% casados. Apresentando maior incidência em pessoas do sexo feminino com 81,2%, em relação aos anos de estudo 62,5% estudou até 8 anos; com renda familiar, a maioria (56,2%) recebe de um a cinco salários mínimos; e a profissão de doméstica foi a mais acometida com 31,2% dos números de casos.

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Tabela 1. Distribuição dos indivíduos portadores de OA de joelho segundo as variáveis sócio-demográficas. Jaú, 2012.

Variável Frequência Percentual Idade 48 a 59 anos 7 43,8% 60 ou mais 9 56,2% Sexo Feminino Masculino 13 3 81,2% 18,8% Quantas pessoas vivem em sua casa

1 2 3 4 5 3 6 3 3 1 18,8% 37,5% 18,8% 18,8% 6,2% Raça Branca 12 75% Preta Parda/Mulato (a) 2 2 12,5% 12,5% Estado Civil Casado 12 75% Solteiro Separado Viúvo (a) --- 3 1 --- 18,8% 6,2% Quantos anos você estudou Até 8 anos 10 62,5% Acima de 8 anos 6 37,5% Renda De 1 a 5 SM 9 56,2% De 5 a 10 SM 7 43,8% Aposentado Sim 4 25% Não 12 75% Ainda trabalha Sim Não 6 10 37,5% 62,5% Profissão Do Lar Domestica Calçadista Costureira Supervisor Serviços Gerais Pedreiro Motorista 4 5 1 2 1 1 1 1 25% 31,2% 6,2% 12,5% 6,2% 6,2% 6,2% 6,2%

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Em relação ao índice de Lequesne para OA de Joelho, 50% dos sujeitos foram classificados como muito grave; 25%, grave; 18,8%, extremamente grave e 6,2%, moderado.

Quanto à dor ou desconforto durante o descanso noturno, 68,8% referiram apresentá-la somente em movimento ou em certas posições; 25,0% mesmo sem movimento e, 6,2% nenhum ou insignificante, como pode ser observado na tabela 2.

Tabela 2. Distribuição dos pacientes quanto às características da dor durante o descanso noturno. Jaú, 2012.

Dor ou desconforto

Durante descanso noturno Frequência Percentual

Nenhum ou insignificante 1 6,2%

Somente em movimento ou em certas posições 11 68,8%

Mesmo sem movimento 4 25,0%

Na rigidez matinal ou dor que diminui após se levantar, 87,5% mais de 1 minuto, porém menos de 15 minutos e 12,5%, mais de 15 minutos, como pode ser observado na tabela 3.

Tabela 3. Distribuição dos pacientes quanto às características de rigidez matinal ou dor que diminui após se levantar. Jaú, 2012.

Dor ou desconforto Rigidez matinal ou dor que diminui após se levantar

Frequência Percentual

1 minuto ou menos --- ---

Mais de 1 minuto porém menos de 15 minutos 14 87,5%

Mais de 15 minutos 2 12,5%

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Depois de andar por 30 minutos, 68,8% com dificuldade, 25% com pouca dificuldade, e 6,2% sem dificuldade, como demonstrado na tabela 4.

Tabela 4. Distribuição dos pacientes quanto à dificuldade de andar por 30 minutos. Jaú, 2012.

Dor ou desconforto

Depois de andar por 30 minutos Frequência Percentual

Sem dificuldade 1 6,2%

Com pouca dificuldade 4 25,0%

Com dificuldade 11 68,8%

Enquanto anda, 75% somente depois de andar alguma distância, 25% logo depois de começar a andar e aumenta se continuar a andar, como demonstrado na tabela 5.

Tabela 5. Distribuição dos pacientes quanto à dificuldade de andar. Jaú, 2012. Dor ou desconforto

Enquanto anda Frequência Percentual

Nenhuma --- ---

Somente depois de andar alguma distância 12 75%

Logo depois de começar a andar e aumenta se continuar a andar

4 25%

Depois de começar a andar, não aumentando --- ---

Enquanto se levanta da cadeira, sem ajuda dos braços, 75% com pouca dificuldade, 25% com dificuldade, como apresentado na tabela 6.

Tabela 6. Distribuição dos pacientes quanto à dificuldade de se levantar da cadeira sem ajuda dos braços. Jaú, 2012.

Dor ou desconforto Enquanto se levanta da cadeira, sem ajuda dos braços

Frequência Percentual

Sem dificuldade --- ---

Com pouca dificuldade 12 75,0%

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Quando questionados sobre a máxima distância caminhada/andada, 37,5% responderam de 500 a 900 metros; 25,0%, de 100 a 300 metros; 18,8% de 300 a 500 metros; 6,2%, mais de 1 km, porém com alguma dificuldade; 6,2% aproximadamente 1 km e 6,2%, menos de 100 metros, como pode ser observado na tabela 7.

Tabela 7. – Distribuição dos pacientes quanto à máxima distância caminhada com dor. Jaú, 2012.

Máxima distância caminhada/andada (pode caminhar com dor):

Frequência Percentual

Sem limite --- ---

Mais de 1 km, porém com alguma dificuldade 1 6,2%

Aproximadamente 1 km (em + ou – 15 minutos) 1 6,2%

De 500 a 900 metros (aproximadamente 8 a 15 minutos) 6 37,5%

De 300 a 500 metros 3 18,8%

De 100 a 300 metros 4 25,0%

Menos de 100 metros 1 6,2%

Nota-se na Tabela 8, que 56,2%, relatam dificuldade em subir e descer escadas; 43,8% são incapazes de agachar-se ou ajoelhar-se e 50% tem dificuldade de andar em chão irregular.

Tabela 8. Distribuição dos pacientes quanto às atividades do dia-a-dia/vida diária com dor. Jaú, 2012.

Situações Atividades do dia-a-dia / vida diária

Sem dificuldade Com pouca dificuldade Com dificuldade Com muita dificuldade Incapaz Consegue subir um andar de escadas _ 6,2% 56,2% 25% 12,5% Consegue descer um andar de escadas _ _ 56,2% 31,2% 12,5% Agachar-se ou Ajoelhar-se 6,2% _ 18,8% 31,2% 43,8% Consegue andar em Chão irregular _ 12,5% 50% 25% 12,5%

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DISCUSSÃO

Este estudo composto por pacientes tratados em posto de atendimento a saúde procurou compreender como a intensidade de dor, influencia a capacidade funcional de indivíduos com OA de joelho.

No presente estudo notou-se que a maioria dos sujeitos apresentou idade acima de 60 anos, eram mulheres, da raça branca, com até oito anos de escolaridade e renda mensal de um a cinco salários mínimos. Outros trabalhos demonstraram que fatores sócio-demográficos como idade, sexo, arranjo familiar e educação têm influência sobre a capacidade funcional24,25.

Neste estudo os índices obtidos em relação ao questionário Algofuncional de Lequesne para OA de Joelho foram de 50,0% dos sujeitos classificados como muito grave, 25,0% como grave, 18,8% de extremamente grave e 6,2% como moderado. Por outro lado, o trabalho de Tamegushi et al26 registrou valor médio grave do índice de Lequesne para OA de joelho.

Os sujeitos relataram apresentar dor durante o descanso noturno, somente em movimento e em certas posições, e na rigidez matinal para mais de 1 minuto e menos de 15 minutos e depois de andar por 30 minutos apresentam dificuldade. A dor tende a piorar com o movimento e ao final do dia, em estágios mais avançados da OA pode agravar-se ao repouso e durante a noite27.

No que tange a dificuldade de andar, os sujeitos relataram que a dor surge somente quando andam alguma distância. Nos membros inferiores (MMII), a OA tem grande impacto nas articulações de joelho e quadris. Essa alteração resulta em grande incapacidade para a marcha, transposição de obstáculos (como escadas) e cuidados domésticos23.

Em relação à dificuldade de se levantar da cadeira, apresentavam pouca dificuldade; relatam que a distância máxima de caminhada é entre 500 a 900 metros, e são incapazes de agachar-se e ajoelhar-se e com grande dificuldade de subir e descer escadas e andar em chão irregular. Para Tamegushi26 em seu trabalho, nas atividades de vida diária, 8 (61,5%) dos entrevistados relataram ser incapaz de agachar-se ou ajoelhar-se. No trabalho conduzido por Paula28 descreveu que os sintomas e incapacidades físicas com os maiores índices obtidos no questionário Algofuncional de Lequesne foram respectivamente agachar, dor ou

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desconforto durante e após andar, ao se levantar da cadeira, durante o descanso noturno, ao subir escadas e andar em solo irregular e rigidez matinal.

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CONCLUSÃO

Por meio desse estudo conclui-se que a OA de joelho é uma doença que afeta a capacidade funcional dos indivíduos e limita a realização das atividades de vida diária, principalmente onde requer movimentos de membros inferiores, como agachar, ajoelhar, subir e descer escadas.

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REFERÊNCIAS

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22. Bachiega JC. Sintomas de distúrbios osteomusculares relacionados à atividade de cirurgiões-dentistas brasileiros. Dissertação (Mestrado) – Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo, 2009.

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ANEXOS

Apêndice A – Carta de Aceite / Termo de Consentimento

CARTA DE ACEITE

Eu, _______________________________________________, sob o cargo de _________________________________________________declaro que conheço os objetivos e metodologia do trabalho de pesquisa intitulado: “Dor e Atividades de Vida Diária em Portadores de Osteoartrite de Joelho” do pesquisador Luiz Henrique Gomes, aluno do curso de Mestrado em Saúde Coletiva.

Assim, sendo autorizo sua execução com fins de pesquisa, tendo o Posto de Atendimento a Saúde – PAS São Benedito condições para o desenvolvimento de tal trabalho.

Jaú, 12 de novembro de 2010.

_____________________________________

Dr. Abdala Atique

Secretário de Saúde

Secretaria Municipal de Saúde de Jaú Rua Dr. Laudelino de Abreu, 313. Jaú – SP

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Bauru, 12 de novembro de 2010.

Para: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE JAÙ

Eu Leda Aparecida Francischone, coordenadora geral do Stricto Sensu, da Universidade Sagrado Coração (USC - Bauru) venho através desse documento solicitar, por gentileza, autorização desta secretaria de saúde, para realizar a pesquisa intitulada “Dor e Atividades de Vida Diária em Portadores de Osteoartrite de Joelho” do aluno Luiz Henrique Gomes, sob a orientação do Prof. Dr. Alberto De Vitta e também para posteriores publicações.

Atenciosamente

__________________________________ Profa. Dra. Leda Aparecida Francischone Coordenadora Stricto Sensu

__________________________________ Luiz Henrique Gomes

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ANEXO 1 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Res. CONEP 196/96).

Título do Projeto: Dor e Atividades de Vida Diária em Portadores de Osteoartrite de Joelho.

Pesquisador: Luiz Henrique Gomes.

Endereço do pesquisador: Rua Humaitá, 1485. Jaú – SP.

TERMO DE CONSENTIMENTO

Eu, _____________________________________________ RG _______________, residente da Rua _________________________________no __________, na cidade de Jaú, abaixo assinado, expresso o meu total consentimento para que seja utilizada toda informação por mim fornecida neste trabalho, bem como as informações que constam nos documentos pertencentes ao meu prontuário ou no prontuário da pessoa sobre a qual estou dando informações. Aceito participar, como voluntário (a), no estudo acima citado, desenvolvido no PAS – São Benedito. Declaro que este consentimento foi-me entregue para leitura e depois, lido e esclarecido pelo pesquisador envolvido no trabalho. Autorizo ainda, a divulgação dos resultados, mantendo sempre minha identidade em anonimato.

A) Fui informado (a) que serei atendido (a) nesse serviço, independentemente de participar do trabalho em questão e que posso desistir de participar deste estudo a qualquer momento, sem prejuízo ao meu atendimento.

B) Fui informado (a) que minha participação nesse estudo é inteiramente voluntária.

C) Fui informado (a) que não haverá risco algum referente à participação na pesquisa e não terá custos e pagamentos associados à participação do sujeito de pesquisa neste estudo.

D) Fui informado (a) que a minha participação não será remunerada e que os resultados obtidos serão utilizados apenas cientificamente.

Jaú, ___ de _________ de 2011.

NOME: ___________________________________________________ Assinatura: ________________________________________________

Certifico que respondi todas as questões que me foram feitas, testemunhando sua assinatura.

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Ao Presidente do Comitê de Ética em Pesquisa da USC

Bauru, 12 de novembro de 2010.

Prezado Presidente:

Encaminhando o projeto, “Dor e Atividades de Vida Diária em Portadores de Osteoartrite de Joelho” para apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da USC.

Atenciosamente,

___________________________ Luiz Henrique Gomes Pesquisador Responsável

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ANEXO 2 Realização da entrevista Data:________________________________ Hora de início: ________________________ Código do entrevistador: _______________________ Atenção entrevistador:

Após a leitura do termo de consentimento pelo entrevistado (a) e a confirmação de sua participação no projeto e, em seguida aplique o questionário, preenchendo os dados.

Identificação e variáveis demográficas

Nome:________________________________________________________________

Data Nascimento ___/___/_____

Endereço _____________________________________________________________ Fone residencial __________________ Celular: ______________________________ Fone de contato: __________________ Celular de contato: _____________________

1. Sexo

( ) Feminino ( ) Masculino

2. Quantas pessoas vivem em sua casa? ____________ pessoas.

3. Qual a sua raça ou cor? 1- Branca

2- Negra

3- Parda/ mulato (a) 4-Amarela

5- Indígena 6- Outros

4. Estado civil

1- Casado ou em união consensual 2- Solteiro

3- Separado (desquitado/ divorciado/ separado judicialmente) 4- Viúvo (a)

5- Não Respondeu

Variáveis socioeconômicas

5. Quantos anos você estudou? (Considere até o último ano em que você foi aprovado) _________ anos.

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6. Qual é a renda total por mês das pessoas que moram no seu domicílio, somando a sua e a de todos os outros, considerando todas as fontes, como salários, horas extras, aluguéis, bicos, pensões, aposentadorias, etc?

1- Até R$ 300,00 (até 1 SM). 2- De R$ 301,00 a R$ 1.500,00 (de 1 a 5 SM). 3- De R$ 1.501,00 a R$ 3.000,00 (de 5 a 10 SM) 4- De R$ 3.001,00 a R$ 6.000,00 (de 10 a 20 SM) 5- Mais de R$ 6.000,00 (mais de 20 SM) 6- Não Sabe 7- Não Respondeu

Variáveis que caracterizam o trabalho

7. É aposentado? Sim ( ) Não ( )

8. Ainda trabalha? Sim ( ) Não ( )

9. Qual era o seu cargo ou função na empresa? (por exemplo montador, etc). __________________________________________________________________________

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ANEXO 3

Questionário Algofuncional de Lequesne (para joelho) Dor ou desconforto

* Durante o descanso noturno:

- nenhum ou insignificante ... 0

- somente em movimento ou em certas posições ... 1

- mesmo sem movimento ... 2

* Rigidez matinal ou dor que diminui após se levantar: - 1 minuto ou menos... 0

- mais de 1 minuto porém menos de 15 minutos... 1

- mais 15 minutos... 2

* Depois de andar por 30 minutos... 0 – 1 * Enquanto anda: - nenhuma... 0

- somente depois de andar alguma distância... 1

- logo depois de começar a andar e aumenta se continuar a andar... 2

- depois de começar a andar, não aumentando... 1

* Enquanto se levanta da cadeira, sem ajuda dos braços... 0 – 1 Máxima distância caminhada/andada (pode caminhar com dor): - sem limite... 0

- mais de 1 km, porém com alguma dificuldade... 1

- aproximadamente 1 km (em + ou – 15 minutos)... 2

- de 500 a 900 metros (aproximadamente 8 a 15 minutos)... 3

- de 300 a 500 metros... 4

- de 100 a 300 metros... 5

- menos de 100 metros... 6

- com uma bengala ou muleta... 1

- com 2 muletas ou 2 bengalas... 2

Atividades do dia-a-dia/vida diária (joelho)*

- consegue subir um andar de escadas... 0 – 2* - consegue descer um andar de escadas... 0 – 2* - agachar-se ou ajoelhar-se... 0 – 2* - consegue andar em chão irregular / esburacado... 0 – 2* * Sem dificuldade: 0

Com pouca dificuldade: 0,5 Com dificuldade: 1

Com muita dificuldade: 1,5 Incapaz: 2

Soma da pontuação

Extremamente grave (igual ou maior que 14 pontos) Muito grave (11 a 13 pontos)

Grave (8 a 10 pontos) Moderada (5 a 7 pontos)

Referências

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