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GESTÃO DA MANUTENÇÃO INTEGRADA COM UM BANCO DE DADOS

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GESTÃO DA MANUTENÇÃO

INTEGRADA COM UM BANCO DE

DADOS

Vanessa Dantas de Souza (Ufersa ) vanessadantas.13@hotmail.com FRANCIKELVIN RODRIGUES DE AGUIAR (Ufersa ) francikelvin@hotmail.com Andre Pedro Fernandes Neto (Ufersa ) andrepedro@ufersa.edu.br

Com a globalização e a mudança de paradigma da manutenção, a sobrevivência das organizações depende cada vez mais de sua habilidade, rapidez de inovar e efetuar melhorias contínuas. Como resultado, as organizações vêm buscando incessantemennte novas ferramentas de gerenciamento, que as direcionem para uma maior competitividade por meio da qualidade e produtividade de seus produtos, processos e serviços. Uma das missões da manutenção é garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de produção e a preservação do meio ambiente, com confiabilidade, segurança e custos adequados. O artigo em questão aborda as técnicas de manutenção, com ênfase na inspeção visual e termográfica das redes de distribuição elétrica, sendo armazenadas com processamento inteligente de dados. O trabalho apresenta uma análise crítica da gestão de manutenção praticada numa universidade federal, com levantamento dos principais problemas e propostas de melhorias.

Palavras-chave: Gestão da manutenção, processamento de dados inteligente, termovisão.

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2 1. Introdução

Com a globalização e a mudança de paradigma da manutenção, a sobrevivência das

organizações depende cada vez mais de sua habilidade, rapidez de inovar e efetuar melhorias contínuas. Como resultado, as organizações vêm buscando incessantemente novas

ferramentas de gerenciamento, que as direcionem para uma maior competitividade através da qualidade e produtividade de seus produtos, processos e serviços (KARDEC; NASCIF, 2013). Nesse contexto a manutenção desempenha papel importante, proporcionando e/ou dando suporte ao crescimento das organizações de forma segura, confiável e rentável. Sendo a rapidez no processamento dos dados, algo vital no sucesso das organizações.

O presente artigo aborda conceitos e técnicas de manutenção, com aplicação de estudo de caso numa universidade federal. Para isto será realizado análise termográfica e inspeção visual nas redes de distribuição, aliado a uma banco de dados para armazenamento e processamento, possibilitando controle, agilidade e confiabilidade das informações. Analisando criticamente as técnicas de manutenção aplicadas na universidade, os

procedimentos utilizados, os planos de manutenção dos equipamentos, ao final será realizado considerações com os resultados e possíveis pontos de melhorias.

Este estudo foi elaborado de modo a cumprir 3 (três) objetivos principais: aplicação das técnicas de manutenção e sugerir melhorias para os planos; elaboração e desenvolvimento do banco de dados para armazenamento e tratamento das rotinas de manutenção; sugerir

melhorias no processo de gestão da manutenção na universidade.

2. Referencial teórico

2.1 Conceito de manutenção

A globalização da economia mundial leva a um constante aumento na competitividade organizacional, colocando em contraste ideias e concepções que aumentam a produtividade, garantindo a qualidade e a redução dos custos às organizações. Essa necessidade de agilidade imposta às organizações demanda cada vez mais eficácia na tomada de decisões, e tem levado a mutabilidade constante. O conceito de manutenção, assim como a grande maioria dos conceitos relacionados com a indústria, foi modificado ao longo do tempo, em função das necessidades cada vez maiores e dos estudos correspondentes que procuravam responder a essas necessidades (GURSKI, 2002).

No passado um dos conceitos sobre manutenção consistia em restabelecer as condições originais dos equipamentos ou sistemas. Hoje, um das missões da manutenção é garantir a disponibilidade dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de

produção, preservando o meio ambiente, com confiabilidade, segurança e custos adequados (GURSKI, 2002).

Para Gurski (2002), o segmento manutenção tem procurado se reorganizar, já que as novas exigências de mercado tornaram visíveis as limitações do atual sistema de gestão. O

planejamento estratégico visa evitar que falhas ocorram, e não mais apenas a correção rápida destas.

2.1.1 Tipos de manutenção

As seguintes classificações em função dos tipos de manutenção são consideradas adequadas, sendo essa bastante atualizada em relação à norma ABNT:

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Fonte: Adaptado de Kardec e Nascif, (2013).

2.1.2 Organização da manutenção

Com a finalidade de organizar e controlar o tagueamento é a base da manutenção. A tag é semelhante a uma etiqueta que se coloca no equipamento para identifica-lo, a partir dele é possível estruturar uma rede e/ou árvore contendo todos os equipamentos e locais da instalação. Esses itens são a base para planejamento e programação da manutenção,

contribuindo para uma maior produtividade, redução de custo, menor retrabalho e perdas de produção (IFSC, 2013).

Existem modelos de tagueamento que podem ser seguidos, podendo conter até cinco níveis de hierarquia, a depender do porte. Uma dica importante na elaboração é sempre prever uma ampliação dos equipamentos, fazendo a identificação com bastante folga. (IFSC, 2013). 2.1.3 Termografia

Segundo Otani & Machado (2008) a temperatura é um dos parâmetros de mais fácil

compreensão e acompanhamento, sua variação permite constatar alterações nas condições dos equipamentos, componentes e do próprio processo produtivo.

Segundo Abreu et al. (2012) a inspeção termográfica é uma técnica não destrutiva realizada para medir temperaturas ou observar os padrões de distribuição de calor utilizando sistema infravermelho. O objetivo é obter informações relativas à condição operacional de um componente, equipamento ou processo.

2.1.4 Termografia em sistemas elétricos

Os componentes do sistema elétrico podem acarretar interrupções no fornecimento de energia e muitas vezes causar danos irreparáveis, dentre vários temos: disjuntores, chaves de manobra com e sem carga; seccionadoras, barramentos emendas, conexões, transformadores, etc. (ABREU et al, 2012).

De maneira simplificada são consideradas anomalias térmicas as seguintes condições: temperatura do componente superior à máxima especificada, aquecimento superior à 25°C, exceto resistências, bobinas, etc., equipamento elétrico com temperatura superior a outro equipamento idêntico nas mesmas condições de carga e trabalho (ABREU et al, 2012). 2.1.5 Limitações da termografia

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4 As limitações do uso da termografia podem ser descritas conforme abaixo:

Figura 02 – Limitações da inspeção termográfica

Fonte: Adaptado Araújo et al, (2008)

2.2 Conceito de automação

A informação é algo vital processamento de dados inteligentes e sucesso das organizações. Nesse cenário o banco de dados se aplica como uma ferramenta capaz de reunir, armazenar e processar informações com rapidez e segurança. (CRV, 2013). Para Matsumoto (2006), ele é considerado um conjunto de elementos integrados entre si, que se relacionam de forma lógica, compilando registros armazenados separadamente, processando-os e transformando-os em informação rápida e confiável.

Segundo Matsumoto (2006), um processamento de dados ideal, é aquele que fornece acesso rápido, seguro, conserva a integridade, promove a independência, evita redundância e garante a segurança das informações. Foi percebido que a utilidade das informações depende da forma que são armazenadas, organizadas e acessadas. Sendo sua manutenção (atualização, adicionar, excluir dados, etc.) um dos fatores mais importantes para o sucesso dessa ferramenta.

3. Contextualização do estudo de caso

O desenvolvimento do artigo se ocorreu nas instalações da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), no campus de Mossoró-RN. Fundada em 1967, com o nome de ESAM (Escola Superior de Agronomia de Mossoró) e federalizada em 29 de Julho de 2005, a

universidade vem passando por constantes mudanças.

A federalização trouxe uma visibilidade e crescimento da universidade, recebendo uma maior variedade de cursos e de profissionais. Desde então, vem aumentando a cada ano o seu número de cursos de graduação e pós-graduação. Nesse contexto, a UFERSA vem passando por constantes transformações, tais como: acréscimo de estrutura física, aumento no quadro de pessoal, como professores e técnicos administrativos.

Mediante todo esse aumento físico nas instalações, cresce também a demanda por energia elétrica, e uma necessidade latente de reestruturação da manutenção na universidade, comtemplando: profissionais mais qualificados, treinamentos, procedimentos, aplicação das técnicas de manutenção, cumprimento das questões normativas, dentre outros. Não foram observados a aplicação desses pontos na universidade, que são imprescindíveis ao

crescimento seguro das instalações elétrica.

Após a identificação dos potenciais pontos de ganhos, esse trabalho tem como proposta analisar a gestão de manutenção praticada na UFERSA, fazer considerações críticas, sugerir a integração da manutenção com automação através de um banco de dados.

4. Metodologia

Esta etapa tem como objetivo enquadrar o estudo no método adequado, classificando e descrevendo como foi o seu desenvolvimento, além de detalhar cada uma das suas etapas.

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5 Segundo Ganga (2012), para enquadrar o estudo no método correto é necessário caracteriza-lo por quatro diferentes pontos de vista, são eles: abordagem de pesquisa, propósito da pesquisa, natureza dos resultados e procedimentos técnicos.

Este trabalho trata-se de uma pesquisa exploratória e qualitativa, seu desenvolvimento se dá por meio de uma pesquisa bibliográfica e aplicação de estudo de caso, de forma a obter resultados de natureza aplicada, cujo objetivo é comparar/tratar os dados obtidos utilizando as técnicas de automação e manutenção apresentadas no decorrer deste trabalho. Segue

detalhamento das etapas do trabalho:

a) Definição do escopo do trabalho: o objetivo do trabalho é integrar conhecimentos de manutenção e automação de modo a contribuir para a melhoria do departamento de manutenção da universidade;

b) Levantamento dos dados de Manutenção: uma das principais atividades consistiu na inspeção visual e termográfica, onde foram percorridas as redes elétricas, observando as possíveis irregularidades, fazendo os registros por meio de máquina fotográfica e termovisor Fluke TI 30;

c) Armazenamento dos Dados: nessa etapa foi elaborado um banco de dados, onde a universidade pode associar conhecimento técnico as boas práticas de gestão da

informação, podendo a qualquer instante consultar: histórico dos equipamentos, registros de informações sobre modo e efeito de falha, as intervenções, dentre outros. O

desenvolvimento dessa ferramenta foi auxiliado pelo programa Microsoft Access 2010; d) Entrevistas: Aspectos Normativos e Recomendações de Segurança; o departamento de manutenção da universidade foi contatado e seus funcionários entrevistados para obtenção de informações sobre: rotina dos serviços, planejamento, procedimentos, itens de

segurança e aspectos comportamentais. Na ocasião foi solicitado o diagrama das redes elétricas e autorização para realizar termovisão na subestação;

e) Propostas de Melhorias: Nesse momento houve consolidados todos os dados, realizados as devidas comparações e análise crítica situacional, após foram propostas algumas

melhorias a serem implantadas na universidade, tais como: criação de planos de manutenção, aplicação das técnicas de manutenção preventiva, corretiva e preditiva, atendimento a recomendações de segurança e aspectos de gestão da manutenção de forma geral, dentre outros.

Segue abaixo ilustração com o detalhamento das etapas realizadas nessa pesquisa:

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Fonte: Autoria própria

5. Análise e discussões dos dados

5.1 Levantamento dos dados de Manutenção

Esta etapa consiste numa análise técnica, aplicando as ferramentas de inspeção visual e termográfica nas estruturas e equipamentos das redes elétricas, por meio de registros

fotográficos e térmicos. Para melhor compressão dos problemas encontrados será ilustrados com figuras, destacando algumas avarias, descrição das possíveis causa e medidas a serem tomadas para sanar o(s) problema(s).

Tabela 01 - Inspeção visual nas redes de distribuição

Imagem Descrição Ação mitigadora

Figura 04 – Inspeção Visual Sala de Mudas

Rede de baixa tensão com poste metálico, contrário a normatização

brasileira. O mesmo apresenta corrosão ao longo da sua estrutura.

Substituir poste metálico por estrutura de concreto.

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Figura 05 – Inspeção Visual Estrutura W018

Falta interligação e ausência de para-raios na rede elétrica de alta tensão;

o isolador está quebrado; chave fusível obsoleta.

Substituir para-raios, chaves fusíveis e isolador de alta tensão. Interligar os para-raios.

Figura 06 – Inspeção Visual Estrutura W072

Conexão inadequada para rede elétrica de 13,8 KV.

Realizar conexão através de conector tipo cunha (Ampact).

Figura 07 – Inspeção Visual Estrutura W048

Posicionamento do poste inadequado, oferecendo risco de

colisão com veículos.

Reposicionar/ implantar novas estruturas alterando o encaminhamento da rede.

Fonte: Pesquisa de campo, (2013).

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Figura 08 – Inspeção Termográfica Estrutura E007 Descrição: Chave fusível com aquecimento na parte superior.

Ação corretiva: Limpeza e reaperto da conexão entre a mola e o bastão da chave fusível.

Figura 09 – Inspeção Termográfica Estrutura PO2464 Descrição: Conexão em estado crítico, conforme gradiente de temperatura.

Ação corretiva: Lixar o cabo e substituir conector tipo cunha.

Figura 10 – Inspeção Termográfica Estrutura E047 Descrição: Emenda na rede de baixa tensão ineficiente. Ação corretiva: Refazer emenda pré-formada e by pass.

Figura 11 – Inspeção Termográfica Estrutura E105 Descrição: Conector da rede de baixa tensão danificado.

Ação corretiva: Substituir conector tipo cunha.

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Subestação

Descrição: Disjuntor com aquecimento na bucha. Ação corretiva: Realizar reaperto e limpeza da conexão e mola do disjuntor.

Descrição: Conector da rede de alta tensão aquecido. Ação corretiva: Substituir conector.

Fonte: Pesquisa de campo, (2013).

5.2 Armazenamento dos Dados

Esse tópico consiste na elaboração de um banco de dados com a finalidade de reunir

informações acerca das estruturas e equipamentos, tais como: histórico, alterações realizadas e imagens ilustrativas num só lugar. Além disso, facilita a busca por meio de filtros de pesquisa, por exemplo: por meio do “tag” de um equipamento ou estrutura específica, ou até mesmo pela data em que foi realizada a alteração.

5.2.1 Funcionalidade do banco de dados

O banco de dados desenvolvido possui três módulos com utilidades relevantes, são eles: cadastro/atualização, no qual se pode cadastrar novos equipamentos ou estruturas e atualiza-los sempre que houver alguma alteração; consulta, no qual se pode filtrar os dados e obter informações específicas com rapidez e precisão, como por exemplo filtrar por “tag” ou data da modificação; e por último o módulo de relatório, que fornece uma fácil visualização e a possibilidade de impressão do que se deseja filtrar.

A tela inicial que dá acesso aos módulos é de fácil entendimento, conforme abaixo:

Figura 14 - Tela inicial do banco de dados

Fonte: Autoria própria

Como exemplo de visualização e ilustração de cada item dos módulos, segue abaixo relatório retirado através do filtro “tag” da subestação. Na figura 15, pode-se perceber os itens que descrevem o equipamento, a saber: etiqueta, que é individual para cada equipamento e,

portanto serve para identifica-lo; data da modificação; nome do equipamento; localização, que se dá através de um ponto de referência; atividade/modificação realizada, que descreve o que foi feito; observações, que relata o que foi identificado; além da imagem para ilustrar o observado.

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Fonte: Autoria própria.

5.3 Entrevistas: Aspectos normativos e recomendações de segurança

Para realização das atividades é necessário que o trabalhador esteja em condições físicas e psicológicas adequadas. Alguns itens são necessários que sejam observados, tais como: ordem de serviço na qual lhe dará autorização formal para intervenção; planejamento de material e ferramentas, análise de segurança, EPI´s/EPC´s necessários, treinamento e procedimento existentes, dentre outros. Conforme NR10, as intervenções em eletricidade devem ser realizadas prioritariamente, seguindo o procedimento abaixo:

Figura 16 – Procedimento desenergização circuitos elétricos.

Fonte: Adaptado NR – 10, (2004).

Nas entrevistas, visitas as instalações e serviços, foi possível identificar alguns aspectos relacionados a não conformidades observadas durante realização das atividades de manutenção, com uma visão a luz das normas brasileiras, conforme abaixo:

Figura 17 – Práticas observadas x recomendações normativa

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11 6. Propostas de melhorias

Apenas na fase inicial da pesquisa fica evidente que a aplicação do gerenciamento de dados contribuirá para um melhor controle da manutenção, pois possibilitará um melhor

acompanhamento dos serviços e anomalias, dispondo de histórico das intervenções e atualização das estruturas e equipamentos da rede de distribuição elétrica. Tão importante quanto implementar o banco de dados será realizar as manutenções necessárias para mantê-lo sempre com informações confiáveis, imprescindível na tomada de decisão.

Nesse tópico serão abordados sugestões e proposições de melhorias, a serem discutidas e implementadas na rotina de manutenção da universidade, como resultado do desenvolvimento dessa pesquisa. Essas ações tem como base as entrevistas, visitas técnicas, inspeções

visuais/termográficas e compilação dos dados realizados no sistema elétrico. 6.1 Rotinas de Manutenção nas Redes Distribuição

A manutenção das redes de distribuição devem ser realizadas por meio de manutenções corretivas planejadas oriundas de rotinas programadas de inspeção visual e termográfica. 6.1.1 Inspeção Visual

Será realizada a cada 6 (seis) meses, devido as condições precárias de algumas instalações. A rotina consiste em percorrer as redes elétricas observando e registrando as anomalias

encontradas, com auxílio de binóculos e máquina fotográfica. Segue os principais itens a serem observados durante inspeção:

Figura 18 – Itens a serem observados durante Inspeção Visual

Fonte: Autoria Própria.

6.1.2 Inspeção Termográfica

Será realizada a cada 4 (quatro) meses, devido a integridade das instalações, o elevado número de “pontos quentes” encontrados e por ser uma técnica ainda desconhecida (não aplicada) na universidade. A inspeção consiste em realizar uma análise termográfica dos equipamentos e condutores das redes elétricas, com auxílio de um termovisor e software dedicado.

6.2 Rotina de Manutenção em Subestação Abrigada

As intervenções na subestação se dará de duas maneiras: Manutenção corretiva planejada e Manutenção Preventiva.

6.2.1 Manutenção Corretiva Planejada

As manutenções corretivas serão planejadas oriundas das inspeções visuais e termográficas. a) Inspeção Visual

A periodicidade será a cada 3 (três) meses, dada a criticidade, importância e perdas associadas a uma possível falha nessa instalação.

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12 Na inspeção visual é importante fazer uma avaliação técnica e da infraestrutura das

instalações, conforme descrição abaixo:

Figura 19 – Check list inspeção trimestral na subestação

Fonte: Autoria Própria

b) Termovisão

A periodicidade também será de 3 (três) meses, podendo ser realizado em conjunto com a inspeção visual.

A inspeção termográfica será realizada percorrendo todas as conexões e equipamentos da subestação. Qualquer anormalidade deverá ser registrada no banco de dados,

acompanhado e caso necessário planejada intervenção de reparo. Para auxiliar nesse trabalho é necessário a aquisição de instrumento termovisor, é importante atentar para aquisição de aparelhos com tecnologia implantada para realização dessa rotina durante o dia, é bastante comum esses aparelhos possuir limitações de trabalho diurno.

6.2.2 Manutenção Preventiva

A intervenção será realizada a cada 12 (doze) meses. Esse período pode ser alongado a medida que as intervenções das inspeções visuais e termográficas estejam consolidadas e os resultados indiquem uma confiabilidade no sistema.

O objetivo desse modelo de intervenção é evitar falha nos disjuntores, ajustes de proteções, conexões folgadas, vazamentos, dentre outros. Segue os principais serviços que devem ser realizados durante a manutenção preventiva:

Figura 20 – Atividades realizadas durante manutenção preventiva na subestação

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13 6.3 Rotina de Manutenção em Subestação Aérea (Transformadores)

A rotina de intervenções nos transformadores será realizada através de manutenção preventiva anual, visto que as inspeções visuais e termográficas na rede contribuirão para detectar

possíveis anomalias nesse equipamento. Posteriormente esse prazo pode ser alongado mediante estudo de confiabilidade.

Durante a realização da intervenção é importante observar os seguintes itens: Resistência de isolação, malha de aterramento, relação de transformação, vazamentos, estados das buchas e conexões, dimensionamento do elemento fusível, dentre outros.

6.4 Gestão da Manutenção

A base para uma boa gestão está na organização das instalações, dessa maneira é

imprescindível que a universidade possa avançar nos seguintes aspectos: identificação de todas as estruturas e equipamentos, atualização do diagrama unifilar das redes de distribuição, disponibilizar os manuais, prover treinamentos de segurança e técnicos para os executantes, adquirir novas tecnologias, equipamentos.

Muito importante nesse contexto é uma mudança de ideologia, rever/atualizar a forma na qual a universidade “pensa” a manutenção, precisa haver mudanças capazes implementar um novo modelo de gestão, onde tenha como foco o trabalho proativo, monitorar e intervir nos equipamentos de forma a evitar paradas não planejadas.

6.5 Solicitação de Serviço (SS)

Nesse tópico a proposta é melhorar a forma na qual as solicitações de serviço são realizadas, atualmente as solicitações são realizadas por telefone ao setor de manutenção.

A proposta é que a SS também possa ser realizada através da intranet/SIGAA, pessoas com autorização de acesso ao sistema poderá fazer a solicitação, para isso haverá um local específico, as mesmas serão processadas pelo setor de manutenção e ao final enviado um feedback: uma avalição de satisfação, que futuramente poderá servir como indicador e uma explicação para a não realização do serviço.

As solicitações de manutenção atualmente são realizadas apenas por telefone, restringindo sobremaneira o acesso ao departamento, outro problema é a falta de rastreabilidade dessas solicitações, não é possível acompanhar o processamento da mesma, sempre fica a dúvida se o serviço será ou não executado, ou seja, não existe feedback.

Segue abaixo sugestão de uma alternativa para processamento dessas solicitações:

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Fonte: Autoria própria

7. Considerações finais

Com o desenvolvimento da pesquisa fica perceptível a integração existente entre a

manutenção e automação. Com relação aos objetivos, é importante ressaltar o cumprimento pleno das expectativas, pois foram aplicadas diversas técnicas de manutenção, identificados os problemas e propostos criação de planos para gerenciamento das rotinas de serviço, outra contribuição está na elaboração de um banco de dados para armazenamento e processamento inteligente dessas informações, ao final foram sugeridas algumas ferramentas, equipamentos e rotinas para melhorar o processo de gestão da manutenção na universidade.

Durante o desenvolvimento do trabalho foram identificados alguns itens das instalações e/ou rotinas da manutenção que precisam ser discutidos/implementados na universidade:

identificação das estruturas e equipamentos das redes aéreas; melhor capacitação e treinamentos da força de trabalho; adequação as normas regulamentadoras NR 6 e 10;

atualização/disponibilidade dos diagramas e manuais nos locais de serviço; e principalmente a forma reativa como se trabalha a manutenção, uma vez que não foi identificado nenhuma rotina pré-estabelecida de intervenção nos equipamentos. Mediante análise das informações contidas nessa pesquisa, é relevante os problemas encontradas no disjuntor da subestação, ou seja, preocupa a presença constante de aquecimento nas buchas do equipamento, problema esse que persiste desde 2012, conforme histórico disponível no banco de dados. Vale ressaltar que não havendo intervenção, esse equipamento caminha para uma possível falha:

rompimento da conexão, perda de isolação, danos a estrutura física do disjuntor pela elevação da temperatura, em alguns casos essas falhas levam a perda total do mesmo.

O desenvolvimento do banco de dados trouxe algumas vantagens: processamento inteligente das informações, consolidação dos dados, evita redundâncias, diminui inconsistências, melhor organização, facilidade de acesso e atualização dos dados.

Por fim é importante ressaltar que a aplicação das técnicas, conforme esse trabalho propõe e sugere, indica uma nova perspectiva nos serviços de manutenção, contudo ainda é necessário

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15 algo mais, precisa haver mudança de concepção, metodologia e gestão. Para melhor

desempenho da função manutenção e sucesso neste quesito, é necessário uma quebra de paradigma, é preciso compreendê-la como uma ferramenta que agrega valor à universidade.

REFERÊNCIAS

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manutenção preditiva: conceitos e aplicabilidades em máquinas e equipamentos industriais. Disponível

em: http://www.essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/BolsistaDeValor/article/viewFile/2398/1287. Acesso em: 28 Dez. 2013.

ARAÚJO, Reyler A.; BARBOSA, L. Carlos; SINISCALCHI, Roberto T. Os Impactos da aplicação da

termografia na operação do sistema elétrico de FURNAS e as ações adotadas para buscar a máxima operacionalidade, produtividade e confiabilidade do sistema. Disponível em:

<http://www.zonaeletrica.com.br/downloads/EDAO/11/Artigo_X_EDAO_-_SP-A-16_-_Os_Impactos_da_Aplicacao_da_Termografia_na_Operacao_do_Sistema_Eletrico_de_FURNAS.pdf>. Acesso em: 28 Dez. 2013.

CRV. Apostila banco de dados. Disponível em:

<http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/banco_objetos_crv/%7BEA700E10-1EE3-4B01-957E-27A0A31C9B23%7D_BANCODEDADOS.pdf>. Acesso em: 23 Dez. 2013.

GANGA, Gilberto Miller Devós. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na engenharia de produção: um

guia prático de conteúdo e forma. São Paulo: Atlas, 2012.

GURSKI, Carlos Alberto. Noções De Confiabilidade e Manutenção Industrial. Disponível em:

<http://www.tecnicodepetroleo.ufpr.br/apostilas/petrobras/confiabilidade_e_manutencao.pdf>. Acesso em: 28 Dez. 2013.

IFSC. Organização da Manutenção. Disponível em:

<https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/c/cc/ORGANIZA%C3%87%C3%83O_DA_MANUTEN%C3%87% C3%83O_-_2.pdf>. Acesso em: 25 Dez. 2013.

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