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Accepted manuscript. A Coleção de Braquiópodes do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

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Versão online: http://www.lneg.pt/iedt/unidades/16/paginas/26/30/247 Comunicações Geológicas (2017) 104, 1, xx-xx ISSN: 0873-948X; e-ISSN: 1647-581X

A Coleção de Braquiópodes do Museu de História Natural

e da Ciência da Universidade do Porto

The Brachiopod collection of the Natural History

and Science Museum of Porto University

S. Mateus

1,2,3*

Recebido em 01/09/2017 / Aceite em 24/01/2018 Disponível online em fevereiro de 2018 / Publicado em ? © 2017 LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia IP

Resumo: O Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do

Porto (MHNC-UP) recebeu as coleções dos antigos museus subordinados à Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e da antiga Academia Politécnica do Porto. Em 2015, um projeto de remodelação levou ao encerramento do MHNC-UP e ao início da requalificação das suas coleções com uma nova equipa de curadores. Nesse âmbito, o acervo de Paleontologia tem sido alvo de um trabalho para de atualização do inventário, acondicionamento, armazenamento e organização geral da coleção, o qual tem permitido a descoberta de espécimes tipo e de coleções icónicas. Aqui pretende-se destacar a coleção de braquiópodes do MHNC-UP, a qual é composta por 158 espécimes representativos de 118 espécies, na sua maioria adquiridos ao comptoir Krantz em finais do século XIX, fazendo um resumo da sua história museológica e a listagem das espécies do acervo.

Palavras-chave: Brachiopoda, Krantz, Museu de História Natural e da

Ciência da Universidade do Porto, Portugal.

Abstract: The Natural History and Science Museum of Porto University

(MHNC-UP) received the collections of former museums belonging to the Sciences Faculty of Porto University and the early Polytechnic School of Porto. In 2015, a remodeling project led to the closure of the MHNC-UP and a new team of curators began the requalification of its collections. Concerning the Palaeontology, the inventory, packaging, storage and general organization of the collection have been updated. This work has allowed the discovery of type specimens and iconic collections. Here we intend to highlight the collection of brachiopods of the MHNC-UP, with 158 specimens of 118 species, mostly acquired to the comptoir Krantz at the end of the 19th century, making a summary of its museological history and a check-list of the collection.

Keywords: Brachiopoda, Krantz, Natural History and Science Museum

of Porto University, Portugal

1 Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, Largo

Gomes Teixeira, 4099-002 Porto

2 Museu da Lourinhã, Rua João Luís de Moura, Lourinhã

3 Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras

da Universidade do Porto (DCTP-FLUP), Porto, Portugal

*Autor correspondente/Corresponding author: [email protected]

1. Introdução

O Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) é uma instituição centenária que resulta da fusão de diversos museus tutelados pela Universidade do Porto, nomeadamente o Museu de História Natural, o Museu de Botânica e o Museu da Ciência, e que herda a coleção paleontológica do Museu da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Esta coleção tem origem na

Academia Politécnica do Porto, instituição que viria a transformar-se na FCUP aquando da reforma de 1911, logo após a transição para o regime republicano.

Um projeto de remodelação levou ao encerramento do MHNC-UP em 2015, com o fecho das suas diversas salas de exposição e acondicionamento das coleções, a par da entrada de uma nova equipa multidisciplinar de curadores, entre os quais um paleontólogo. O acervo de Paleontologia começou a ser trabalhado com vista à atualização do seu inventário e a melhorar as suas condições de armazenamento e etiquetagem (Mateus, 2017). Este trabalho tem permitido a recuperação de informação que não havia sido incluída na base de dados do inventário, incluindo a descoberta de espécimes tipo de trilobites (Carvalho

et al., 2017) e a individualização de coleções icónicas, como a

proveniente da casa Krantz, da qual aqui daremos conhecimento.

2. A constituição da coleção paleontológica

Os primeiros relatos que conhecemos de uma coleção de fósseis ligadas ao MHNC-UP, no que então seria o Gabinete de História Natural, provêm dos Anuários da Academia Politécnica do Porto (AAPP), na passagem da década de 80 para a década de 90 do século XIX.

Em 1887, um relatório contabilizou “300 exemplares de

rochas e fósseis” (AAPP, 1887: 61) sem, no entanto, diferenciar

quantos destes seriam rochas e ou fósseis. No anuário seguinte vem referida uma compra de exemplares, sem, todavia, especificar que fósseis são nem quem foi o, ou os, fornecedores:

«As acquisições feitas para o gabinete de Mineralogia, Paleontologia e Geologia foram pouco em relação às necessidades d’este gabinete, (...) alguns exemplares de fósseis representam o que de mais importante este anno poude obter o gabinete.

Para o ensino da Geologia e Paleontologia, faltam actualmente quasi todos os recursos. Por isso o illustre Director do gabinete tenciona, com a dotação do presente anno lectivo, principiar a adquirir uma collecção dos fósseis necessários para este ensino.» (AAPP, 1888: 9)

Provavelmente em resultado desta aquisição, no anuário de 1888/1889 foi publicado um catálogo dos fósseis do Gabinete de História Natural, composto por 426 espécies, embora sem referir o número de espécimes de cada uma delas (AAPP, 1889). Destas espécies, 115 encontram-se classificadas como braquiópodes.

Dois anos mais tarde foi publicado um novo catálogo com Artigo original Original article

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duas listas, das quais uma geral de Paleontologia e outra da Coleção Portuguesa de Paleontologia. No catálogo geral de Paleontologia são listadas 487 espécies, sendo 148 classificadas como braquiópodes (AAPP, 1891: 71-75). Por sua vez, na Coleção Portuguesa de Paleontologia estão listadas 321 espécies, já existindo a indicação do número de exemplares de cada uma e perfazendo 661 espécimes (AAPP, 1891: 76-75). Nesta lista a representação de braquiópodes é bastante mais diminuta, resumindo-se a 43 espécimes pertencentes a 17 espécies.

Em 1937, Domingos Silva referiu um catálogo organizado e publicado por Rosa Peixoto em 1891. Não é percetível se esta será a mesma versão publicada nos anuários, ou outra complementar, mas sabemos que existiam 589 exemplares da coleção geral de Paleontologia e 355 exemplares da coleção de Estratigrafia e Paleontologia portuguesas (Silva, 1937, 19).

Na primeira década do século XX, entre 1903 e 1908, a coleção viria a ter um incremento substancial com a aquisição de novos fósseis à casa Krantz, uma empresa Alemã que se destacou no fornecimento de material pedagógico a museus de história natural na área da geologia. O pagamento dos braquiópodes encontra-se refletido na fatura número 22 280 de 1905 (Figura 1).

Figura 1. Exemplo de anotação manuscrita à ficha de inventário, referindo o número Krantz do fóssil (UP-MHNFCP-012641) e a fatura correspondente.

Figure 1. Example of handwritten annotation to the inventory form, referring to the fossil Krantz number (UP-MHNFCP-012641) and the corresponding invoice.

Durante a vigência do museu, algumas personalidades tiveram um peso especial no acréscimo dos acervos paleontológicos, através de incorporações resultantes das suas pesquisas e investigação. Destacam-se Wenceslau de Lima, João Carrington da Costa e Carlos Teixeira.

Wenceslau de Lima (1858-1919) foi um dos pioneiros da Paleontologia no Porto e em Portugal, nomeadamente em paleobotânica. Doutorou-se em 1882 pela Universidade de Coimbra, através de uma dissertação sobre carvões vegetais e entrou, em 1883, para a Universidade do Porto, onde foi alternando as funções de docente com diversas funções políticas ligadas à monarquia, regime do qual era acérrimo defensor. (Carrington da Costa, 1958, Simões, 1924) Com a implantação da República, a 5 de outubro de 1910, demitiu-se da Universidade do Porto. Foi responsável pelo estudo da flora fóssil portuguesa, com destaque para a do Carbonífero, como engenheiro da Secção dos Trabalhos Geológicos, em cujas memórias publicou, sendo de notar, pela sua relação com esta atividade, que a etiqueta da “Commissão dos Trabalhos Geológicos de Portugal” está associada a diversos fósseis do MHNC-UP (Figura 2).

Figura 2. Fóssil de braquiópode do género Rhynchonella com etiqueta da “Commissão dos Trabalhos Geológicos de Portugal” (UP-MHNFCP-126371).

Figure 2. Brachiopod fossils belonging to genus Rhynchonella with label of the “Commission of Geological Works of Portugal” (UP-MHNFCP-126371).

João Carrington da Costa (1891-1982) foi nomeado naturalista do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade do Porto em 1928 e, em 1931, doutorou-se sobre o Paleozóico Português (Soares, 2009, Teixeira, 1962). Em 1936 ingressou como docente na mesma universidade. Foi Carrington da Costa que organizou o museu “Wenceslau de Lima”, de Estratigrafia e Paleontologia portuguesas (Teixeira, 1962). Em 1937, Silva referiu que as instalações do museu compreendiam então dois sub-museus, respetivamente com fósseis nomeados como museu “Wenceslau de Lima” de Estratigrafia Portuguesa e sala “Aarão de Lacerda” (Silva, 1937, 30).

Parte dos fósseis por ele estudados consistem num conjunto de trilobites, das quais se destacam fósseis do Devónico de Mação, Laundos e São Mamede (Carvalho et al., 2017) e um espécime de quelónio do Cretácico terminal da região de Aveiro. Com exceção destes tipos, ainda não foi possível reconhecer até à data, de entre os fósseis conservados no atual museu, quais os recolhidos por Wenceslau de Lima e João Carrington da Costa.

Carlos Teixeira (1910-1982) foi outro eminente geólogo ligado à história do MHNC-UP. Licenciou-se em 1933, na Universidade do Porto, tendo-se doutorado em 1944, com base numa investigação sobre o “Antracolíto” Continental Português e a sua flora fóssil (Gonçalves, 1986). Durante este período Teixeira efetuou pesquisas diversificadas, não só na área da Paleontologia, como também em Arqueologia e Etnografia, daí resultando abundantes recolhas de materiais e publicações diversas. Em 1946 acabou por se transferir para a Universidade de Lisboa, desligando-se do acervo do Porto (Gonçalves, 1986). Como corolário da sua investigação, procedeu à recolha de numerosos espécimes em jazidas do Carbonífero da região portuense, nomeadamente de plantas fósseis que viriam a contribuir para a sua paixão pela Paleobotânica. Muitos dos fósseis existentes nos acervos do MHNC-UP, de cuja recolha e/ou estudo é passível de perceber a autoria, estão-lhe atribuídos.

O professor Aarão Ferreira de Lacerda (1863-1921), diretor do museu entre 1910 até à sua morte ocorrida em 1921, foi igualmente uma figura eminente ligada aos destinos do então Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (Silva, 1937, Sousa, 1991). Não conhecemos quem foi o responsável pelo museu entre 1921 e 1926, mas sabemos que o então reitor Augusto Nobre (1865-1946), que tivera cadeiras extracurriculares de Mineralogia, Geologia e Paleontologia, e que tinha montado o Museu de Zoologia que acabou por tomar o seu nome, se havia ligado bastante a Aarão de Lacerda «numa camaradagem amiga que

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nenhuma sombra perturbou» (Nobre, 1935: XII). Por outro lado, é difícil imaginar a dimensão da tarefa que seria assumir diretamente a direção do museu e da universidade, apesar do caráter laborioso e grande capacidade de trabalho de Augusto Nobre. Em 1926, José Castro Portugal (1870-1936) tornou-se diretor do museu, até 1934, altura em que foi substituído por Mendes Correia (1888-1960), o qual levou a cabo uma reestruturação significativa, com alteração da temática das salas, mantendo-se como diretor apenas dois anos, até 1936.

Domingos José Rosas da Silva (1896-1967) foi dos professores que ocuparam por mais tempo a direção do museu, nomeadamente entre 1936 e 1964, sendo sucedido por Miguel Montenegro de Andrade (1918-2012), professor que ocupou o cargo entre 1964 e 1974. Nesse ano deflagrou um incêndio que afetou a ala de Paleontologia e, cinco dias mais tarde, eclodiu a revolução de abril, com queda do regime ditatorial do Estado Novo. Por fim, Lemos de Sousa (1991) refere a reabertura das exposições de Geologia, Mineralogia e Paleontologia em 1990 com os “Museu de Mineralogia Doutor Montenegro de Andrade” e o “Museu de Estratigrafia e Paleontologia” sob a sua direção, que duraria até 1993.

Não descurando as contribuições de cada um destes vultos, estes diretores estiveram quase sempre mais ligados à Geologia e/ou Mineralogia, acabando por não se associar incorporações ou estudos paleontológicos a nenhum deles.

Outra proveniência de alguns fósseis foi a da Comissão dos Trabalhos Geológicos de Portugal (Figura 3). Alguns dos braquiópodes hoje conservados no museu apresentam etiquetas da referida comissão, associadas a recolhas de campo efetuadas à época de Joaquim Filipe Nery Delgado (1835-1908) (Schemm-Gregory e Henriques, 2014). Este, cognominado como o “Geólogo do Reino”, iniciou recolhas extensivas de fósseis desde finais da década de 1850 (Sá et al., 2008) e alguns destes espécimes foram oferecidos à Academia Politécnica do Porto, como podemos perceber pelo excerto:

«Pela direcção dos trabalhos geológicos foram oferecidos ao gabinete de Mineralogia e Paleontologia algumas centenas de exemplares de mineraes, rochas e fosseis, duplicados das collecções d'esta comissão» (AAPP, 1891).

Figura 3. Etiquetas em braquiópodes do MHNC-UP (a-b) e do Museu Geológico do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, Lisboa (c). a) UP-MHNFCP-080473; b) UP-MHNFCP-154781; c) Etiqueta original de Nery Delgado (publicada em Schemm-Gregory e Henriques, 2014, Fig. 4-A).

Figure 3. MHNC-UP brachiopod label (a-b) and Geological Museum of National Laboratory of Energy and Geology, Lisbon (c). a) MHNFCP-080473; b) UP-MHNFCP-154781; c) original label of Nery Delgado (Schemm-Gregory and Henriques, 2014, Fig. 4-A).

Como se referiu, em 1974, a 20 de abril, um incêndio no edifício da Faculdade de Ciências atingiu as coleções dos museus de ciências geológicas e a sua documentação, incluindo etiquetas e inventários. O que não foi consumido pelo incêndio foi temporariamente armazenado em condições que não permitiram a segurança das coleções, pelo que outra parte do acervo também acabou por se extraviar (Souza, 1991). Quantos exemplares da coleção paleontológica se perderam nesse período é desconhecido. Ainda hoje, alguns exemplares que conseguiram sobreviver ao incêndio, tornaram-se inúteis para a investigação: apesar do fóssil existir, a informação taxonómica, geológica e de

proveniência foi perdida e, muito dificilmente, se conseguirá recuperar.

Em 2008, a 5 de maio, um novo incêndio deflagrou no edifício da Faculdade de Ciências e, apesar de ter sido de proporções mais contidas do que as do incêndio de 1974 e das coleções dos museus não terem sido afetadas, alguma da parte documental voltou a perder-se.

3. Os braquiópodes da casa Krantz

Como anteriormente referido, para além do acervo proveniente de Portugal, outra parte significativa da coleção paleontológica é composta por espécimes provenientes de outros países europeus, resultando da aquisição de fósseis à casa Krantz, através do professor Alexandre Alberto de Sousa Pinto (Sousa, 1991). A Dr. F. Krantz Reinisches Mineralien-Kontor GmbH &

Co. KG é uma empresa de venda de fósseis, minerais, rochas e

acessórios de Geologia a operar desde 1833, na Alemanha (Krantz, 2017). No início do século XX foi a principal empresa fornecedora de fósseis ao MHNC-UP. Noutros grupos taxonómicos existiram outros comptoirs, tais como a Association

pour l’étude de la paléontologie et de la stratigraphie Houillers,

de Bruxelas (57 plantas e bivalves do Carbonífero), a Les Fils

D’Émile Deyrolle (três folhas de plantas cenozóicas), ou a Comptoir Minéralogique et Géologique Suisse (dois peixes do

Jurássico Superior), mas nos braquiópodes só há registo de compra à casa Krantz.

Para além do portuense, outros museus portugueses adquiriram também coleções de fósseis (e.g. Brandão, 2009, 2010), incluindo braquiópodes, a casas comerciais estrangeiras, neles se incluindo o Museu de História Natural da Universidade de Coimbra com compras a Lenoir & Forster (e.g. Callapez et

al., 2011.) e Krantz (Callapez e Brandão, 2010; Callapez et al.,

2011, 2013; Schemm-Gregory e Henriques, 2012).

O MHNC-UP possui atualmente 102 espécies de braquiópodes inventariados da casa Krantz, pertencentes a 21 géneros distintos, num total de 104 espécimes (tabela 1).

Estes encontram-se bem conservados, em contentor próprio, separado dos braquiópodes provenientes de Portugal. Igualmente contabilizados estão dois géneros de lophophorata, grupo monofilético que inclui os Brachiopoda, o género Hyolithes (Hyolitha - Hyolithida) com 1 espécime, e o género Tentaculites (Tentaculitida - Tentaculitidae), com 3 espécimes. Estes exemplares foram inventariados conjuntamente com os brachiophoda, pela sua afinidade.

4. Materiais e métodos

O inventário oficial da coleção de fósseis do MHNC-UP, designado index rerum, está parcialmente preenchido. Transpôs-se a baTranspôs-se de dados para uma folha de cálculo Excel e uma das primeiras medidas tomadas consistiu em uniformizar e atualizar o inventário, acrescentando campos que se consideraram ser essenciais para uma correta identificação e pesquisa. Regra geral existia o nome científico, o país de origem, a localidade se o fóssil fosse de Portugal, bem como uma referência à Era ou ao Período, não necessariamente nos campos certos. A descrição de cada espécime só incluía a medida máxima, algumas vezes aplicada ao fóssil, outras ainda à rocha onde este se encontrava.

Para apoiar o preenchimento dos campos de inventário, criou-se um guia sumário de descrição de fóscriou-seis, a “Ficha de termos para Brachiopoda”, ilustrada pelo autor, específico para braquiópodes, que normalizasse termos, baseados no capítulo de morfologia do Treatise on Invertebrate Paleontology (Williams

et al., 1965), e indicasse eixos e morfologia com alguns exemplos

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Tabela 1. Lista das espécies de braquiópodes do MHNC-UP inventariadas para a

coleção Krantz.

Table 1. Check-list of the MHNC-UP Portuguese brachiopods. Designação

Científica Proveniência Idade Nº inventário

Sem identificação Portugal Paleozóico, UP-MHNFCP-154808 Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080641 Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080525 Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, UP-MHNFCP-154803 Género Cacemia C. riberoi Penacova, Coimbra, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-013328 Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080473 Género Chonetes C. plebeia Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080531 C. sarcinulata Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080530 UP-MHNFCP-080578 Género Hyolithes H. lusitanicus Elvas, Portalegre, Portugal Paleozóico, Câmbrico UP-MHNFCP-080568 Género Lingula

L. sp. Portugal Paleozóico, UP-MHNFCP-154819 Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, Silúrico UP-MHNFCP-156006 Gondomar, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080480 Género Lingulepsis L. lusitanica Elvas, Portalegre, Portugal Paleozóico, Câmbrico UP-MHNFCP-080566 UP-MHNFCP-080570 Género Orbiculoidea O. sp. Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080527 UP-MHNFCP-080579 Género Orthis O. sp. Gondomar, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080432 O. sp. Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, UP-MHNFCP-155997 UP-MHNFCP-156004 O. duriensis Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080433 O. gervillei Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080553 O. miniensis Gondomar, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080445 O. noctilio Gondomar, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080438 UP-MHNFCP-013343 UP-MHNFCP-080419 UP-MHNFCP-080441 UP-MHNFCP-080463 Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080462 UP-MHNFCP-080467 O. ribeiroi Penacova, Coimbra, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080448 Género Orthonata O. britanica Penacova, Coimbra, Portugal Paleozóico, Ordovícico UP-MHNFCP-080448 Valongo, Porto, Portugal Paleozóico, Silúrico UP-MHNFCP-155999 UP-MHNFCP-156005 Género Rhynchonella R. sp. Mealhada, Aveiro, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-156003 R. beirensis Figueira da Foz, Coimbra, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-126371 R. ranina Marinha Grande, Leiria, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-154778 R. serisula Figueira da Foz, Coimbra, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-156001 Género Spirifer

S. sp. Portugal Paleozóico, UP-MHNFCP-154813 S. paradoxus Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080508 UP-MHNFCP-080509 UP-MHNFCP-080594 S. primoevus Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080532 Género Spiriferina S. rostrata Guadalajara, Molina, Espanha Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-012710 Género Strophomena S. steini Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080584 Género Tentaculites * T. elongatus Póvoa de Varzim, Porto, Portugal Paleozóico, Devónico UP-MHNFCP-080546 UP-MHNFCP-080550 UP-MHNFCP-080644 Género Terebratula T. sp. Mealhada, Aveiro, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-156000 T. sp. Torres Vedras, Lisboa, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-156002 T. dorsiplicata Figueira da Foz, Coimbra, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-126372 T. jauberti Rio Maior, Santarém, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-155998 T. sella Castellón, Morella, Espanha Mesozóico, Cretácico UP-MHNFCP-012679 T. thomariensis Tomar, Santarém, Portugal Mesozóico, Jurássico UP-MHNFCP-154781

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Figura 4. Etiqueta associada ao braquiópode português Orthonata britanica e Orthis

ribeiroi, do Silúrico Inferior do Bussaco (UP-MHNFCP-080448).

Figure 4. Portuguese brachiopod label Orthonata britanica and Orthis ribeiroi, from Lower Silurian from Bussaco (UP-MHNFCP-080448).

Figura 5. Etiquetas associadas ao braquiópode da casa Krantz Meganteris archiaci do Devónico da Alemanha (UP-MHNFCP-012629).

Figure 5. Krantz collection brachiopod label Meganteris archiaci from the Devonian of Germany (UP-MHNFCP-012629).

Os fósseis foram revistos individualmente e analisadas as correspondências das suas diversas etiquetas (Figuras 4 e 5). Foram ainda comparados com a fotografia que existia na base de dados digital, se presente, sendo esta situação residual. Para cada espécime foram, também, medidos os eixos do plano de simetria e transversal a este, que não o eixo do plano de comissura, bem como registados o, ou os, números antigos, que eram o que se encontravam marcados nas peças, e todas as demais informações existentes nas etiquetas, incluindo as localidades, se o fóssil fosse de fora de Portugal, ou a coleção de proveniência, caso tivesse sido adquirido a uma casa comercial ou viesse doutra instituição, como a casa Krantz ou a Comissão dos Trabalhos Geológicos de Portugal. Foram preenchidos os campos cronológicos segundo os padrões usados pela Comissão Internacional de Estratigrafia, mas outras nomenclaturas geológicas, desatualizadas ou regionais, foram também anotadas. No caso de fósseis de Portugal foi procurada a localização administrativa, nomeadamente o distrito (Figura 6) e o concelho, pois muitas vezes só existia a descrição de localidade a microescala, como por exemplo “1400 m a S 33º

E da igreja de Covêlo”, o que dificultava a pesquisa a

investigadores não oriundos das regiões de recolha dos fósseis. Para facilitar a pesquisa filogénética, os espécimes foram incluídos em taxa previamente estabelecidos, não necessariamente correspondentes aos sete campos da taxonomia clássica lineana. No caso dos braquiópodes estes eram “Animal”, “Invertebrata” e “Brachiopoda”, havendo depois a possibilidade de optar por “Articulata” ou “Inarticulata” e, subjacentes a esses

Figura 6. Distribuição da relação de existências de braquiópodes portugueses do MHNC-UP por distritos.

Figure 6. Distribution of MHNC-UP Portuguese brachiopods by districts.

nomes, por “Terebratulida”, “Spiriferida”, “Orthida”, “Rhynchonellida” e “Strophomenida”, para os articulados, e “Lingulida”, “Discinida” e “Craniida” para os inarticulados. A fim de se alcançar a posição filogenética de cada braquiópode e de se atualizarem as classificações, foram consultadas bases de dados online, nomeadamente “fossilworks.org”, “fossiilid.info” e “wikkipedia.org”, para além de outra informação disponível online e cientificamente relevante.

4. Materiais e métodos

A coleção do MHNC-UP é constituída por 158 fósseis de braquiópodes inventariados com 27 géneros diferentes e 118 espécies identificadas, provindo cerca de dois terços da coleção europeia adquirida à casa Krantz (Figura 7).

Figura 7. Distribuição da relação de existências de braquiópodes do MHNC-UP por países.

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Tabela 2. Lista das espécies de braquiópodes do MHNC-UP inventariadas de Portugal

Table 2. Check-list of the MHNC-UP brachiopods from the Krantz collection. Espécie na etiqueta Proveniência Idade Inventário Género Athyris

A. concentrica Daun, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012633

A. spiriferoides Caynga Lake, New York, Estados Unidos da América Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012665 Género Atrypa

A. megaera Kozolup, Boémia, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012709

A. naricula Beram, Boémia, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012729

A. philomela Konieprus, Boémia, República Checa.

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012669

A. reticularis Paffrath bei Cöln, Alemanha

Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012670

A. semiorbis Konieprus, Boémia, República Checa Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012689 Género Chonetes

C. crenulata Reldenich, Eifel, Alemanha

Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012705

C. granulifera Pable Rock, Nebraska, Estados Unidos da América Paleozoico, Carbonífero UP-MHNFCP-012683

C. minor Lodenice, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012725

C. nana Malenka, Tula, Rússia Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012685

C. verneuili Konieprus, Boémia, República Checa Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012684 Género Derbya

D. benetti Dexter, Kansas, Estados Unidos da América Paleozoico, Pérmico UP-MHNFCP-012704

D. broadheadi Dexter, Kansas, Estados Unidos da América Paleozoico, Pérmico UP-MHNFCP-012723

D. crassus Dexter, Kansas, Estados Unidos da América Paleozoico, Pérmico UP-MHNFCP-012724

D. multistrata Dexter, Kansas, Estados Unidos da América

Pérmico

UP-MHNFCP-012703 Género Euteletes

E. lamarki Moscovo, Rússia Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012695 Género Lingula

L. credneri Gera, Thuringen, Alemanha

Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012659

L. lewisii Ledgley, Staffordshire, Reino Unido

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012676

L. myliloides Koenigsgrube bei Königshütte, Polónia

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012660

L. pinnaformis Tall of St. Croix, Minnesota, Estados Unidos da América Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012675 Género Meganteris

M. archiaci Daun, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012629 Género Meristella

M. didyma Insel, Suécia Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012728

M. tumida Dudley, Staffordshire, Reino Unido

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012688

Insel, Suécia

UP-MHNFCP-012708 Género Orthis

O. biloba New York, Estados Unidos da América

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012648

O. eifliensis Pelm, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012651

O. elagantula Insel, Suécia Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012645

O. gervillei Konieprus, Boémia, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012647

O. hybrida New-York, Estados Unidos da América

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012644

O. impressa Hoekbery, Yowa, Estados Unidos da América Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012653

O. lewisii Dudley, Staffordshire, Reino Unido Paleozoico, Silúrico. UP-MHNFCP-012643 UP-MHNFCP-012654

O. loveni Insel, Suécia Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012652

O. michelini Tournai, Bélgica Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012649

O. resupinata Dublin, Irlanda Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012646

O. rustica Insel, Suécia Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012650 Género Orthisina

O. plana Iswoss, Gow, Wolihon, Rússia Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012715 Género Pentamerus P. acutolobatus Konieprus, Boémia, República Checa Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012667 P. knightii Aymestry, Herefordshire, Reino Unido Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012666

P. sieberi Konieprus, Boémia, República Checa Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012668 Género Productus

P. bufoninus Gera, Thuringen, Alemanha

Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012663

P. geinitzianus Poessneck, Turingia, Alemanha

Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012726

P. giganteus Little Island, Cork, Irlanda

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012628

P. horridus Gera, Thuringen, Alemanha

Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012631

P. punctatus Little Island, Cork, Irlanda

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012664

P. pustulosus Tournai, Bélgica Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012686

P. scabricula Little Island, Cork, Irlanda

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012706

P. striatus Schertsohynka, Ural, Rússia Paleozoico, Carbonífero UP-MHNFCP-012632 Género Retzia

R. barrandei Dudley, Staffordshire, Reino Unido

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012707

R. ferita Pelm, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012727

R. prominula Gerolstein, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012687 Género Rhynchonella

R. deformis Rennes les Bains, Aude, França

Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012694

R. lamarkiana Essen (Ruhr), Alemanha

Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012636

R. latona Konieprus, Boémia, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012674

R. livonica Orel, Rússia Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012714

R. nympha Konieprus, Boémia, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012656

R. peregrina França Mesozoico, Cretácico UP-MHNFCP-012673 R. rimosa Balingen, Württemberg, Alemanha Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012637

R. ruthenensis Roquefort, Avegnon, França

Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012657

R. spathica Montbizot, Sarthe, França

Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012639

R. subrimosa Marmorgraben bei Mittenhald, Alemanha

Mesozoico, Triásico

UP-MHNFCP-012655

R. subsimilis Stramberg, Mahren, República Checa

Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012638

R. wilsoni Dudley, Staffordshire, Reino Unido Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012734 Género Spirifer

S. anosoffi Orel, Rússia Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012731

S. crispus Insel, Gothland, Suécia

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012733

S. cultrijugatus Pelm, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012693

S. elegans Prüm, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012712

S. euryteines Frankfort, Kentucky, Estados Unidos da América Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012732

S. inervatus Daun, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012672

S. laevicosta Rommersheim, Eifel, Alemanha

Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012711

S. laminosus Chester, Illinois, Estados Unidos da América Paleozoico, Carbonífero UP-MHNFCP-012635

S. mosquensis Moscovo, Rússia Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012671

S. mucconata Ontário, Canadá Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012691

S. paradoxus Daun, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012634

S. pinguis Cloghram, Dublin, Irlanda

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012713

S. rugulosus Kasan, Rússia Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012692

S. tenellus Dlauha Hora, República Checa

Paleozoico, Silúrico

UP-MHNFCP-012690

(7)

Accepted

manuscript

Espécie na etiqueta Proveniência Idade Inventário Género Spiriferina

S. rostrata Harzburg, Harz, Alemanha Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012730 Género Streptorhynchus

S. crenistria St. Doulaghs, Dublin, Irlanda

Paleozoico, Carbonífero

UP-MHNFCP-012641

S. distortus Stanfield, Eifel, Alemanha Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012640 Género Stringocephalus

S. bustini Alemanha, Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012630 Género Strophalosia

S. horrestens Kasan, Rússia Paleozoico, Pérmico

UP-MHNFCP-012717 Género

Strophomena

S. depressa Gerolstein, Eifel, Alemanha

Paleozoico, Devónico

UP-MHNFCP-012697

S. euglypha Dudley, Staffordshire, Reino Unido Paleozoico, Silúrico UP-MHNFCP-012696 S. piligera Niederlauhnstein, Nassan, Alemanha Paleozoico, Devónico UP-MHNFCP-012658 Género Terebratula T. bicanaliculata

Andelot, Jura, França Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012680

T. crassa Essen (Ruhr), Alemanha

Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012700

T. depressa Essen (Ruhr), Alemanha

Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012662

T. ferryi Milly, Scone-et-Loire, França

Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012682

T. gracilis Kystra, Boémia, República Checa Mesozoico, Cretácico UP-MHNFCP-012721 T. impressa Pfullingen, Wurttemberg, Alemanha Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012701

T. indistincta St. Cassian, Tirol, Itália Mesozoico, Triásico UP-MHNFCP-012698 T. loricata Nattheim, Württemberg, Alemanha Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012722

T. norica Hallein, Salzburgo, Austria

Mesozoico, Triásico

UP-MHNFCP-012642

T. numismalis Vieux-Pont, Calvados, França

Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012718

T. obesa Essen (Ruhr), Alemanha Mesozoico, Cretácico UP-MHNFCP-012661 T. ornithocephala Comune de Saône Sarthe, França Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012699

T. punctata Marôn, Côte-d'Or, França Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012720 T. quadrifida Landes-sur-Drôme, Calvados, França Mesozoico, Jurássico UP-MHNFCP-012678

T. recksi Wessum, Westfalia, Alemanha

Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012681

T. semiglobosa Tournai, Bélgica Mesozoico, Cretácico

UP-MHNFCP-012677

T. subovoides Normandia, França Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012702

T. trigonella Frihzon, Polónia Mesozoico, Jurássico

UP-MHNFCP-012719

No caso dos exemplares estrangeiros, a maioria das espécies estão inventariadas pelo nome que constava na etiqueta original centenária, na sua maior parte necessitando de atualização subsequente.

Para além da anterior pesquisa por espécies e países, a atualização do inventário com recurso a uma folha de cálculo Excel, permite atualmente uma pesquisa por distritos e concelhos, por coleção e por grupos taxonómicos. A descrição mais pormenorizada dos espécimes permite, também, uma identificação mais eficiente, caso haja desassociação entre o fóssil e o registo de inventário.

REFERÊNCIAS

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(8)

Accepted

manuscript

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(9)

Accepted

manuscript

ANEXO1

Referências

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