• Nenhum resultado encontrado

V. Recebimento e Armazenagem

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "V. Recebimento e Armazenagem"

Copied!
27
0
0

Texto

(1)

Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais

- Aula 08 -

Prof. Renato Fenili Setembro de 2014 V. Recebimento e Armazenagem

V. Recebimento e Armazenagem

• Entrada

• Conferência

• Objetivos da Armazenagem

• Critérios e Técnicas de Armazenagem

• Arranjo Físico (Leiaute)

(2)

V. Recebimento e Armazenagem

OBJETIVOS DA GESTÃO DE ALMOXARIFADOS

OBJETIVO AÇÕES NECESSÁRIAS

Minimizar os custos de armazenamento

 Maximizar o uso do espaço físico disponível;

 Evitar perdas / roubos / furtos;

 Evitar obsolescência;

 Buscar a eficiência na movimentação dos materiais, diminuindo as distâncias internas percorridas;

 Prover treinamento aos colaboradores envolvidos. Maximizar a qualidade

de atendimento aos consumidores

Assegurar a provisão do item de material certo, na quantidade e no local corretos, no menor tempo possível, sempre que for necessário.

1. (UFAL / COPEVE – UFAL / 2011) Almoxarifado é o local destinado a guardar e conservar materiais, em recinto adequado à sua natureza, tendo a função de destinar espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques da organização. Espera-se que o almoxarifado seja capaz de:

a) servir como depósito genérico de itens aleatórios.

b) assegurar que o material necessário seja adquirido assim que seu estoque chegue ao nível zero.

c) preservar a qualidade e as quantidades exatas. d) promover divergências de inventário.

e) possuir instalações adequadas sem a necessidade de recursos de movimentação.

1. (Resolução)

a) o almoxarifado não é um “depositório genérico de itens aleatórios”.

Os itens são definidos em função das necessidades da organização e de sua política de estoque. A alternativa está errada.

b) não se espera que o estoque de um material chegue ao nível zero

para só então providenciar sua reposição. Incorreríamos em ruptura de estoque. A alternativa está errada.

c) é essencial que um almoxarifado preserve a qualidade de seus itens

de material, bem como promova ações para o controle de quantidade (inventários). A alternativa está correta.

d) um almoxarifado deve promover a acurácia dos controles, e não

divergências de inventário. Aliás, uma eventual divergência de inventário pode gerar até a apuração de responsabilidades. A alternativa está errada.

e) a movimentação é uma das atividades básicas na gestão de

almoxarifados. A alternativa está errada.

Resposta: C

V. Recebimento e Armazenagem

(3)

Recebimento de materiais

É a etapa intermediária entre a compra e o

pagamento

ao fornecedor.

Em órgãos públicos, refere-se à atividade

da

liquidação da despesa

, a partir da qual

o pagamento é autorizado.

V. Recebimento e Armazenagem

Etapas do Recebimento de Materiais

ETAPA DESCRIÇÃO

1. Recebimento Provisório

Entrada de materiais: recepção dos veículos transportadores; verificação de dados básicos da entrega (informações da nota fiscal, existência de autorização da entrega pela empresa etc.); encaminhamento para a área de descarga. Nesta etapa, o “recebedor” assina no documento fiscal que acompanha o material, apenas para fins de comprovação da data de entrega.

2. Etapas intermediárias

 Conferência Quantitativa: verificação se a quantidade declarada pelo fornecedor na nota fiscal corresponde àquela efetivamente entregue.

 Conferência Qualitativa: verificação se as especificações técnicas do objeto entregue estão de acordo com as solicitadas pelo setor de compras (dimensões, marcas, modelos etc.).

Etapas do Recebimento de Materiais

ETAPA DESCRIÇÃO

3. Regularização

 Regularização: é o resultado lógico decorrente das fases anteriores. Pode ser originada uma das seguintes situações:  entrada do material no estoque e liberação

do pagamento ao fornecedor. Neste caso, houve aceitação do material, ou o recebimento definitivo;

 devolução parcial ou total do material ao fornecedor. Neste caso, a aceitação foi parcial ou, simplesmente, o material não foi aceito;

 reclamação junto ao fornecedor, por falta de material.

2. (CESPE / TRT 8ª Região / 2013) No governo federal, o recebimento implica obrigatoriamente aceitação.

IN 205/88:

3. Recebimento é o ato pelo qual o material encomendado é entregue ao órgão público no local previamente designado, não implicando aceitação. Transfere apenas a responsabilidade pela guarda e conservação do material, do fornecedor ao órgão recebedor. Ocorrerá nos almoxarifados, salvo quando o mesmo não possa ou não deva ali ser estocado ou recebido, caso em que a entrega se fará nos locais designados. Qualquer que seja o local de recebimento, o registro de entrada do material será sempre no Almoxarifado..

(4)

3. (CESPE / SESA ES / 2011) No recebimento de materiais, a conferência consiste no batimento entre a nota fiscal e o pedido de compra.

O “batimento” entre a nota fiscal e o pedido de compra não pode nem ser chamado de conferência. É apenas um procedimento muito inicial, conduzido ainda durante a entrada de materiais, no recebimento provisório.

A conferência – seja ela quantitativa ou qualitativa – é um procedimento que envolve, necessariamente, a análise do material entregue, e não apenas de documentos.

A questão está ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

4. (CESPE / CNPQ / 2011) O controle do recebimento do objeto contratado é realizado durante o recebimento provisório, produzindo o efeito de liberar o vendedor do ônus da prova de qualquer defeito ou impropriedade que venha a ser verificada na coisa comprada.

Lei nº 8.666/1993, Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será

recebido:

(...)

II - em se tratando de compras (...):

a) provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação;

b) definitivamente, após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação.

V. Recebimento e Armazenagem

4. (Continuação)

Nem o recebimento provisório e nem o definitivo liberam o vendedor do ônus da prova de qualquer defeito ou impropriedade que venha a ser verificada na coisa comprada. É um entendimento que deriva do normatizado pelo §2º do mesmo artigo da Lei nº 8.666/93, apesar de não haver menção expressa a itens de material comprados:

§ 2o O recebimento provisório ou definitivo não exclui a

responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço, nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato, dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato.

V. Recebimento e Armazenagem V. Recebimento e Armazenagem

• Responsabilidade civil decorre da obrigação de indenizar a vítima ou de reparar o prejuízo por determinada conduta antijurídica.

• Responsabilidade penal é originária de uma conduta contrária a uma norma legal, havendo a sanção punitiva em prol da prevenção da continuidade da infração penal e a ressocialização do infrator.

• Responsabilidade administrativa, por fim, é fundamentada da infração de normas administrativas, o que sujeita o infrator a uma sanção também administrativa, usualmente por meio do poder de polícia do Estado.

(5)

4. (Continuação)

Ônus da prova pode ser definido como a responsabilidade de uma das partes, em uma disputa judicial, de oferecer provas que sustentem uma determinada afirmação.

Normalmente, o ônus da prova cabe ao autor da afirmação. Esse é o entendimento do artigo 333 do Código de Processo Civil:

Art. 333. O ônus da prova incumbe:

I - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito;

II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.

V. Recebimento e Armazenagem

4. (Continuação)

No entanto, no âmbito do Direito do Consumidor, ramo que trata das relações que se estabelecem entre fornecedores e consumidores, poderá ocorrer a chamada inversão do ônus da prova, normatizado pelo inciso VIII do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

V. Recebimento e Armazenagem

4. (Continuação)

Em síntese, o que devemos saber é que o recebimento (provisório ou definitivo) não libera o fornecedor da responsabilidade de provar a inexistência ou a inveracidade de quaisquer alegações por parte do consumidor.

A questão está, portanto, ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

5. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) A conferência por acusação, também conhecida por contagem cega, não possibilita a verificação, preconizada na conferência quantitativa, da correspondência entre a quantidade de objetos declarada pelo fornecedor na nota fiscal e a efetivamente recebida.

Contagem cega = o conferente apenas aponta a quantidade recebida, desconhecendo a quantidade faturada pelo fornecedor.

Uma vez que se desconhece a quantidade registrada na nota fiscal, a conferência quantitativa não é completa.

A questão está CERTA.

(6)

6. (CESPE / ANTT / 2013) O recebimento provisório de bem patrimonial pode ser dispensado nas compras de equipamentos de informática.

Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido: II - em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação;

b) definitivamente, após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação.

5. Recebimento e Armazenagem

6. (continuação)

Art. 74. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos:

I - gêneros perecíveis e alimentação preparada; II - serviços profissionais;

III - obras e serviços de valor até o previsto no art. 23, inciso II, alínea "a", desta Lei, desde que não se componham de aparelhos, equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade.

Assim, a questão está ERRADA.

5. Recebimento e Armazenagem

7. (CESPE / ICMBIO / 2014) O recebimento de materiais deve ser dividido nas seguintes etapas: entrada de materiais, conferência quantitativa, conferência qualitativa e regularização.

...apenas para reforçar a teoria. A questão está CERTA.

5. Recebimento e Armazenagem 8. (CESPE / ANATEL / 2014) Uma das ações características da tarefa de

recebimento de mercadorias é inspecionar a qualidade dos produtos entregues.

3.3. Aceitação é a operação segundo a qual se declara, na documentação fiscal, que o material recebido satisfaz às especificações contratadas.

3.3.1. O material recebido ficará dependendo, para sua aceitação, de: a) conferência; e, quando for o caso;

b) exame qualitativo.

3.4. O material que apenas depender de conferência com os termos do pedido e do

documento de entrega, será recebido e aceito pelo encarregado do almoxarifado ou por servidor designado para esse fim.

3.5. Se o material depender, também, de exame qualitativo, o encarregado do almoxarifado, ou servidor designado, indicará esta condição no documento de entrega do fornecedor e solicitará ao Departamento de Administração ou à unidade equivalente esse exame, para a respectiva aceitação.

(7)

Armazenagem de materiais

É a atividade de planejamento e

organização das operações destinadas a

manter e a

abrigar adequadamente os

itens de material, mantendo-os em

condições

de uso até o momento de sua

demanda efetiva pela organização.

V. Recebimento e Armazenagem

Objetivos da Armazenagem de materiais

• Maximizar a utilização dos espaços, ou, conforme Viana

(2000), utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira

mais eficiente possível;

• Prover acesso facilitado a todos os itens de material;

• Prover proteção aos itens estocados, de forma que sua

manipulação não incorra em danos;

• Prover um ambiente cujas características não afetem a

qualidade e a integridade dos itens estocados;

• Apresentar um arranjo físico que possibilite o uso

eficiente de mão de obra e de equipamentos.

V. Recebimento e Armazenagem

9. (CESPE / ICMBIO / 2014) O objetivo primordial do armazenamento de materiais consiste em utilizar, da forma mais eficiente possível, o espaço físico da área de armazenamento. Apesar de toda evolução tecnológica havida nos últimos tempos, a área de armazenamento não obteve qualquer benefício advindo dessa evolução.

"A evolução tecnológica, como não poderia deixar de ser, estendeu seus múltiplos benefícios à área de armazenagem, tanto pela introdução de novos métodos de racionalização e dos fluxos de distribuição de produtos, como pela adequação de instalações e equipamentos para a movimentação física de cargas. O objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais eficiente possível” (VIANA, 2000, p. 308).

A questão está ERRADA.

10. (CESPE / MPU / 2013) O topo das pilhas de mercadorias deve ficar a, aproximadamente, vinte centímetros do teto do armazém ou almoxarifado, para se otimizar a utilização dos espaços.

IN 205/88, 4.1. Os principais cuidados na armazenagem, dentre outros são:

a) os materiais devem ser resguardados contra o furto ou roubo, e protegidos contra a ação dos perigos mecânicos e das ameaças climáticas, bem como de animais daninhos;

b) os materiais estocados a mais tempo devem ser fornecidos em primeiro lugar, (primeiro a entrar, primeiro a sair - PEPS), com a finalidade de evitar o envelhecimento do estoque;

c) os materiais devem ser estocados de modo a possibilitar uma fácil inspeção e um rápido inventário;

(8)

10. (continuação)

d) os materiais que possuem grande movimentação devem ser estocados em lugar de fácil acesso e próximo das áreas de expedição e o material que possui pequena movimentação deve ser estocado na parte mais afastada das áreas de expedição;

e) os materiais jamais devem ser estocados em contato direto com o piso. É preciso utilizar corretamente os acessórios de estocagem para os proteger;

f) a arrumação dos materiais não deve prejudicar o acesso as partes de emergência, aos extintores de incêndio ou à circulação de pessoal especializado para combater a incêndio (Corpo de Bombeiros); g) os materiais da mesma classe devem ser concentrados em locais adjacentes, a fim de facilitar a movimentação e inventário;

das paredes

10. (continuação)

h) os materiais pesados e/ou volumosos devem ser estocados nas partes inferiores das estantes e porta-estrados, eliminando-se os riscos de acidentes ou avarias e facilitando a movimentação; i) os materiais devem ser conservados nas embalagens originais e somente abertos quando houver necessidade de fornecimento

parcelado, ou por ocasião da utilização;

j) a arrumação dos materiais deve ser feita de modo a manter voltada para o lado de acesso ao local de armazenagem a face da embalagem (ou etiqueta) contendo a marcação do item, permitindo a fácil e rápida leitura de identificação e das demais informações registradas; l) quando o material tiver que ser empilhado, deve-se atentar para a segurança e altura das pilhas, de modo a não afetar sua qualidade pelo efeito da pressão decorrente, o arejamento (distância de 70 cm aproximadamente do teto e de 50 cm aproximadamente das paredes).

Critérios e Técnicas de Armazenagem

Para Viana (2000), a

armazenagem

pode ser

categorizada em dois grupos:

• Simples

= envolve materiais que, por suas

características físicas ou químicas, não demandam

cuidados adicionais;

• Complexa

= inerente a materiais que carecerem de

medidas especiais para sua guarda e conservação.

V. Recebimento e Armazenagem

Aspectos que justificam a Armazenagem Complexa

V. Recebimento e Armazenagem

ASPECTOS FÍSICOS ASPECTOS QUÍMICOS

 Fragilidade

 Volume

 Peso

 Forma

 Inflamabilidade ou Combustibilidade (= capacidade de entrar em combustão. Ex: óleo diesel);

 Explosividade (= capacidade de o material tornar-se explosivo ou inflamável. Ex: acetileno, fogos de artifício);

 Volatilização (= tendência a passar para o estado gasoso. Ex: benzeno);

 Oxidação (= tendência de reação com o oxigênio. Em metais, provoca a ferrugem);

 Potencial de intoxicação;

 Radiação;

 Perecibilidade (por exemplo, gêneros alimentícios).

(9)

Infraestrutura inerente à Armazenagem Complexa

V. Recebimento e Armazenagem

• Equipamentos de prevenção / combate a incêndio

(sprinklers etc.);

• Ambientes com controle de temperatura e umidade

(câmaras frigoríficas, paióis de munição etc.);

• Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) pelos

funcionários que lidam com esses materiais.

11. (CESPE / ANTT / 2013) Os produtos inflamáveis devem ser armazenados em ambientes próprios e isolados, projetados de acordo com rígidas normas de segurança, motivo por que o processo de armazenagem de cilindros de gases especiais é divido em seis categorias distintas.

Muitos gases têm propriedades similares entre si e são, portanto, reunidos em seis grupos. Tais categorias são baseadas em propriedades químicas e físicas similares, compatibilidade de estocagem e procedimentos de manuseio de emergência generalizados.

A questão está CERTA.

Grupo 1 Não inflamáveis, não corrosivos, baixa toxidez Grupo 2 Inflamáveis, não corrosivos, baixa toxidez Grupo 3 Inflamáveis, tóxicos, corrosivos Grupo 4 Tóxicos e/ou corrosivos, não inflamáveis Grupo 5 Espontaneamente inflamáveis Grupo 6 Muito venenosos

Critérios de Armazenagem

V. Recebimento e Armazenagem CRITÉRIO CARACTERÍSTICAS Armazenagem por Agrupamento (ou Complementaridade)

Materiais associados são alocados próximos uns dos outros. É o caso de se armazenarem sobressalentes variados de um motor de automóvel, por exemplo, em uma mesma estante. Esse critério facilita as tarefas de

arrumação e busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do espaço.

Armazenagem por tamanho (peso ou

forma) (acomodabilidade)

Materiais de características físicas semelhantes são armazenados mais próximos. Esse critério

possibilita um maior aproveitamento do

espaço físico, e demanda maior

necessidade de controle por parte do gestor de almoxarifado.

Critérios de Armazenagem (continuação)

V. Recebimento e Armazenagem

CRITÉRIO CARACTERÍSTICAS

Armazenagem por frequência

Os materiais com maior frequência de entrada e saída do almoxarifado são armazenados próximos à sua entrada/saída;

Armazenagem especial

É a típica armazenagem complexa, destinada a materiais inflamáveis, perecíveis, explosivos etc. Note que este critério de armazenagem pode ser “acumulado” com um dos anteriores (por exemplo: carnes são armazenadas em câmaras frigoríficas – armazenagem especial, e pode ser empregado em conjunto o critério de armazenagem por frequência).

Importante: produtos perecíveis devem ser

(10)

Critérios de Armazenagem (continuação)

V. Recebimento e Armazenagem

CRITÉRIO CARACTERÍSTICAS

Armazenagem em área externa

Este critério é aplicável a materiais que podem ser armazenados em áreas externas (por exemplo, automóveis acabados,

armazenados em pátios), reduzindo custos

e ampliando o espaço interno do almoxarifado para materiais que necessitam de maior proteção.

Coberturas alternativas

Trata-se de soluções para a obtenção de uma área coberta, sem incorrer em custos de construção atinente à expansão do almoxarifado. Em geral, a cobertura é de PVC.

12. (Inédita) O critério da armazenagem por agrupamento possibilita o melhor aproveitamento do espaço físico do almoxarifado, em suas três dimensões.

O critério de armazenamento que possibilita o melhor aproveitamento do espaço físico do almoxarifado é a armazenagem por tamanho (peso / forma).

A questão está ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

13. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) A armazenagem por frequência é o critério mais indicado para se obter o aproveitamento mais eficiente do espaço.

O critério de armazenamento que possibilita o melhor aproveitamento do espaço físico do almoxarifado é a armazenagem por tamanho (peso / forma).

A questão está ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

Técnicas de Armazenagem – Principais Equipamentos

V. Recebimento e Armazenagem

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA ARMAZENAGEM

Prateleiras Podem ser de aço ou madeira. As de aço, apesar de mais caras, possuem maior durabilidade, e não são atacadas por insetos.

De forma geral, as prateleiras têm a propriedade de alocarem materiais de dimensões variadas.

Contenedores

(containers) Caixas metálicas retangulares,

hermeticamente fechadas e seladas, destinadas ao transporte intermodal de mercadorias (ferroviário, rodoviário, marítimo ou aéreo).

(11)

Técnicas de Armazenagem – Principais Equipamentos

V. Recebimento e Armazenagem

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA ARMAZENAGEM Pallets (paletes) Paletes são estrados que possibilitam o

empilhamento das cargas, maximizando a utilização do espaço cúbico do almoxarifado. Podem ser de madeira, metal, papelão ou plástico.

A paletização (possibilidade de empilhamento dos paletes e de manipulação de uma carga unitizada) possibilita o aproveitamento eficiente do espaço vertical dos armazéns.

Engradados

São destinados à guarda e transporte de materiais frágeis ou irregulares, que não admitem o uso de simples estrados, carecendo de uma estrutura que ofereça proteção lateral.

Técnicas de Armazenagem – Principais Equipamentos

V. Recebimento e Armazenagem

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA ARMAZENAGEM Caixas ou gavetas

São ideais para a armazenagem de materiais de pequenas dimensões, como pregos, porcas, parafusos e sobressalentes pequenos em geral.

14. (CESPE / MJ / 2013) Contêineres flexíveis são utilizados para estocagem e movimentação de sólidos a granel e líquidos.

Contêineres flexíveis são usualmente feitos de polipropileno ou vinil, e apresentam as seguintes vantagens:

• Prestam-se à armazenagem e movimentação de sólidos e líquidos; • Evita contaminação com outros produtos;

• Possibilita o controle do produto, desde sua origem até o consumo

final;

• Pode ser reutilizado;

• Vazios são dobrados, não ocupando muito espaço.

A questão está CERTA.

(12)

V. Recebimento e Armazenagem V. Recebimento e Armazenagem

15. (FCC / METRÔ SP / 2008) As unidades de estocagem são utilizadas para o acondicionamento dos materiais no depósito. Os dispositivos que funcionam como equipamentos de armazenagem nos almoxarifados são:

a) baldes, sacolas, engradados, big-bags

b) caixas plásticas, caçambas, esteiras transportadoras, gavetas c) caixotes, armários, sacos plásticos, estiradores metálicos d) pastas arquivo, armário de aço, bandejas, banquetas

e) armações, estrados do tipo pallets, engradados, contenedores

Baldes e sacolas não são dispositivos apropriados. Esteiras transportadoras são equipamentos de transporte (movimentação). Banquetas são, simplesmente, bancos pequenos.

Resposta: E

(13)

Paletização – Vantagens e Desvantagens

V. Recebimento e Armazenagem

16. (CESPE / ABIN / 2010) A paletização impede a utilização do espaço aéreo do almoxarifado.

A paletização é uma ferramenta que age em prol de um melhor aproveitamento do espaço vertical (ou aéreo, conforme o enunciado) do almoxarifado.

A questão está ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

17. (CESPE / MPU / 2010) No que se refere à armazenagem de recursos materiais, o uso de prateleiras é adequado à estocagem de materiais de dimensões variadas.

O uso de prateleiras consiste em uma técnica voltada a materiais de dimensões variadas.

Neste caso, os materiais podem ser dispostos diretamente sobre as prateleiras ou, ainda, alocados em caixas ou gavetas que, por sua vez, são depositadas nessas prateleiras.

A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

18. (CESPE / INCA / 2010) Se o gestor de material de determinado órgão identificar a entrada de uma carga unitizada composta por resma de papel de formato A4, é correto afirmar que esse órgão recebeu apenas uma unidade de resma de papel A4.

Carga unitizada ou unitária é o conjunto de objetos que são mantidos, fisicamente, como uma unidade de carga durante o trânsito entre uma origem e um destino. Através da adoção da carga unitizada, reduzem-se os custos de manipulação da carga fracionada, bem como se

aumenta a celeridade da movimentação de materiais.

Quando o enunciado da questão refere-se à entrada de uma carga unitizada composta por resma de papel no formato A4, deve-se compreender que não se trata de apenas uma unidade, mas sim de uma quantidade padrão, capaz de ser movimentada e armazenada em um palete, por exemplo.

A assertiva está ERRADA.

(14)

Cargas unitizadas

V. Recebimento e Armazenagem

19. (CESPE / IFB / 2011) A carga unitária é a embalagem que contém diretamente o produto.

A figura ao lado poderia representar uma carga unitária (ou unitizada) de café (por exemplo). Note que, na carga unitária, um conjunto de embalagens de café (mantidas no interior das caixas), são agregadas fisicamente, comportando-se como uma única

unidade de carga durante o trânsito entre uma origem e um destino. Já a embalagem que contém diretamente o produto está contida na carga unitizada. São, por exemplo, as embalagens de café que compramos nos supermercados.

A assertiva está ERRADA.

V. Recebimento e Armazenagem

20. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) Considere um determinado material que deve ser estocado em paletes. Considere ainda que cada palete pode conter, no máximo, 50 caixas desse material, que o estoque máximo é de 5.000 caixas e que o empilhamento máximo é de 3 paletes. Nessa situação, serão necessárias, no mínimo, 34 posições de paletes para o armazenamento do material em apreço.

Posição de palete é o espaço físico da superfície de um almoxarifado que é ocupado por uma unidade de palete. Imagine que o almoxarifado é uma espécie de estacionamento: cada vaga é uma posição de palete (mas com a vantagem de ser possível empilhar a carga).

V. Recebimento e Armazenagem

20. (Resolução – continuação)

A primeira informação a ser determinada é a quantidade de paletes que são necessárias para o armazenamento do estoque máximo:

𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑙𝑒𝑡𝑒𝑠 = Estoque máximo

Capacidade de carga de 1 palete =5.000 𝑐𝑎𝑖𝑥𝑎𝑠50 𝑐𝑎𝑖𝑥𝑎𝑠 = 𝟏𝟎𝟎 𝒑𝒂𝒍𝒆𝒕𝒆𝒔

O enunciado nos informa que o empilhamento máximo é de 3 paletes. Assim, basta sabermos quantas posições de paletes são necessárias para o armazenamento do material: 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑜𝑠𝑖çõ𝑒𝑠 = Número de paletes Empilhamento máximo= 100 3 = 33,33 ~ 𝟑𝟒 𝒑𝒐𝒔𝒊çõ𝒆𝒔

(15)

20. (Resolução – continuação)

A questão está CERTA.

21. (CESPE / TRT 10ª. Região / 2013) Entre as vantagens do empilhamento em bloco, destaca-se o uso de equipamentos simples e de fácil controle.

Fonte: https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/1001503/1/Tese.pdf

O empilhamento em bloco exige o uso de empilhadeiras, guindastes, etc. O acesso não é facilitado, bem como há uma limitação em termos de empilhamento. A assertiva está ERRADA.

(16)

Arranjo Físico (Leiaute) do Almoxarifado

Trata-se do

arranjo

do espaço físico, de máquinas, de

homens e de materiais, dispostos de modo que a dinâmica

do almoxarifado possa se dar dentro do padrão máximo de

economia.

Para Viana (2000), um

bom layout

determina um acesso

satisfatório ao material, modelos de fluxo de material

otimizados, áreas desobstruídas, eficiência de mão de obra e

a segurança do pessoal e do almoxarifado.

V. Recebimento e Armazenagem

22. (CESPE / MPU / 2013) O arranjo físico ou leiaute refere-se à melhor disposição de equipamentos, pessoas e materiais para o processo produtivo.

...apenas para reforçar a teoria. A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

Arranjo Físico (Leiaute) do Almoxarifado

V. Recebimento e Armazenagem

OBJETIVOS DO LAYOUT DO ALMOXAROIFADO

 Assegurar a utilização máxima do espaço (em suas três dimensões);

 Propiciar mais eficiente movimentação de materiais;

 Propiciar a estocagem mais econômica possível;

 Fazer do armazém um modelo de boa organização.

Fonte: Viana (2000)

23. (CESPE / ANATEL / 2014) Na definição do arranjo físico de um armazém, deve-se priorizar a utilização horizontal do espaço, dado o risco de manuseio de mercadorias em prateleiras muito altas

Não há priorização de uma dimensão, em detrimento das demais.. A questão está ERRADA.

(17)

24. (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2011) Na determinação do layout interno de armazéns e para determinar a melhor localização dos produtos, são usados diversos métodos e critérios. A respeito dos objetivos do planejamento da localização dos estoques e seus métodos e critérios, afirma-se que:

a) o objetivo do planejamento da localização dos estoques é maximizar as distâncias percorridas dentro do armazém.

b) o critério de compatibilidade restringe a localização de produtos de acordo com o tamanho que possuam.

c) o critério de complementaridade restringe a localização de produtos com base na frequência de solicitação conjunta.

d) a aplicação de um critério isolado é suficiente para minimizar o custo total de manuseio.

e) um dos objetivos da armazenagem é aumentar o tempo unitário de manuseio, reduzindo o custo total de armazenagem.

a) Um dos objetivos no planejamento da localização dos estoques e do layout na armazenagem é a minimização das distâncias percorridas (isso torna a operacionalização do almoxarifado mais rápida e, consequentemente, menos onerosa). A alternativa está errada.

b) Não existe um critério de compatibilidade para a armazenagem de materiais. A alternativa está errada.

c) Como vimos, o atendimento ao critério da complementaridade (ou semelhança / agrupamento) implica a alocação próxima de materiais associados (é o caso de sobressalentes de um mesmo automóvel). Nesse caso, há uma frequência de solicitação conjunta dos materiais bem próxima. A alternativa está certa.

d) Muitas vezes, a aplicação de um único critério não é suficiente para a obtenção do custo mínimo de manuseio. Nesse caso, deve-se associar mais de um critério, de acordo com as características do almoxarifado. A alternativa está errada.

e) Deve-se procurar a minimização do tempo unitário de manuseio, tornando as operações mais céleres (= rápidas). A alternativa está errada. Resposta: C.

Arranjo Físico (Leiaute) do Almoxarifado

V. Recebimento e Armazenagem

ELEMENTOS A SEREM CONSIDERADOS NA DEFINIÇÃO DO LAYOUT NA ARMAZENAGEM

 Definição dos materiais a serem armazenados;

 Volume de material;

 Tempo durante o qual será feita a armazenagem;

 Definição das áreas de recebimento e de expedição;

 Equipamentos e instrumentos que serão empregados na movimentação dos materiais;

 Tipos de embalagens utilizadas no armazenamento;

 Possibilidade de se fazerem inspeções nos materiais armazenados (há de se considerar a facilidade de acesso);

 Versatilidade, flexibilidade e possibilidade de futura expansão da área de armazenagem.

25. (CESPE / MPU / 2010) Os equipamentos e instrumentos utilizados na movimentação de materiais em estoques independem da estrutura física e do leiaute da unidade.

ELEMENTOS A SEREM CONSIDERADOS NA DEFINIÇÃO DO LAYOUT NA ARMAZENAGEM

Definição dos materiais a serem armazenados; Volume de material;

Tempo durante o qual será feita a armazenagem; Definição das áreas de recebimento e de expedição;

Equipamentos e instrumentos que serão empregados na movimentação dos materiais;

Tipos de embalagens utilizadas no armazenamento;

Possibilidade de se fazerem inspeções nos materiais armazenados (há de se considerar a facilidade de acesso);

Versatilidade, flexibilidade e possibilidade de futura expansão da área de armazenagem.

(18)

26. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008 - adaptada) Considere que a largura dos corredores de um almoxarifado é determinada pelo equipamento utilizado para manuseio e que os corredores realmente permitem a fácil movimentação dos itens, por meio de empilhadeiras. Nessa situação, é correto afirmar que os corredores principais e os utilizados para embarque devam permitir o trânsito de duas empilhadeiras ao mesmo tempo.

Esta questão exemplifica o impacto de um equipamento de movimentação no projeto da área física de um almoxarifado.

A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

Tipos de Layout de Produção / de Serviço

TIPO CARACTERÍSTICAS

Por produto

Os recursos são dispostos em torno dos materiais/produto, facilitando a produção e minimizando as distâncias percorridas (exemplo: produção fordista / vacinação em massa / bandejão).

Por processo

A planta é segmentada por especialidade, sendo que os materiais deslocam-se por departamento até o seu acabamento final / atendimento. Cada “departamento” representa um conjunto de processos especializados e disponibilizados em conjunto. Exemplo: hospitais.

Estacionário O produto mantém-se fixo, parado, estacionário. Empregado para produtos pesados e de grande porte (navios, aviões etc.).

Exemplos: estaleiros, construções em geral.

27. (CESPE / SERPRO / 2013) No armazém em que se estocam produtos maquinários pesados e de grande porte, deve-se utilizar o layout estacionário para um melhor aproveitamento do espaço disponível.

A assertiva está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

Acessibilidade – Critérios de Localização de Material

V. Recebimento e Armazenagem

CRITÉRIOS DE LOCALIZAÇÃO DE MATERIAL

CRITÉRIO DESCRIÇÃO

Sistema de estocagem fixo

Há a predeterminação de áreas de estocagem específicas de acordo com o tipo de material.

Se, por um lado, este sistema facilita o controle, por outro suscita o desperdício de áreas de armazenagem, já que a falta de um tipo de material acarreta áreas “vazias”, ao passo que outro tipo de material em excesso, em outra área, ficaria “no corredor”.

Sistema de estocagem livre

Não existem locais pré-determinados para a estocagem (a não ser para materiais de demandam

estocagem especial). Neste sistema, os materiais vão ocupando ao espaços vazios no almoxarifado, o que exige um elevado controle , sob o risco de incorrer na existência de material perdido em estoque.

(19)

28. (CESPE / TJ ES / 2011) O endereçamento é imprescindível tanto ao sistema de estocagem fixa quanto ao sistema de estocagem livre.

Independente do critério de localização utilizado (fixo ou livre), faz-se necessário uma codificação (usualmente alfanumérica) que indique precisamente o posicionamento do material estocado. Sem essa informação, seria praticamente impossível a gestão de estoques com os devidos controle e celeridade.

A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

29. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) No sistema de estocagem livre, não existe local fixo de armazenagem, com exceção de materiais que requerem estocagem especial. Nesse sistema, os materiais vão ocupar os espaços vazios dentro do depósito.

...apenas para reforçar a teoria. A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

30. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) A utilização cúbica e a acessibilidade a cada um dos itens são fatores que devem ser considerados no planejamento da área física do estoque.

Esta questão sintetiza muito do entendimento sobre o planejamento layout de um almoxarifado

A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

VI. Distribuição de Materiais

• Características das modalidades transporte

• Estrutura para distribuição

(20)

Distribuição de Materiais

É a atividade derradeira na Gestão

de

Almoxarifados, cuja finalidade é fazer chegar o

material em perfeitas condições ao usuário.

Divide-se em:

Distribuição

interna

= diz respeito à distribuição de

materiais internamente à organização, para a

continuidade de seu processo de trabalho.

Distribuição externa

= trata da entrega dos

produtos acabados a seus clientes, o que pode

envolver mais de um meio de transporte.

VI. Distribuição de Materiais

31. (CESPE / CADE / 2014) A atividade de distribuição, que consiste na entrega dos materiais aos seus destinatários, envolve diversos custos, tais como o custo de transporte, gerado por linhas de transporte, retirada e entrega, manuseio nos terminais, listagem e coleta.

dos materiaisestoque.

Diversos são os custos envolvidos na distribuição, todos relacionados à movimentação e ao transporte (e às atividades a eles inerentes). Para Viana (2011, p. 364), “a distribuição física representa uma despesa, ou seja, não agrega nenhuma melhoria ou valor ao produto”. A questão está CERTA.

V. Recebimento e Armazenagem

Distribuição em órgãos públicos – IN nº 205/88 SEDAP

5. As unidades integrantes das estruturas organizacionais

dos órgãos e entidades serão supridas exclusivamente pelo

seu almoxarifado.

5.1.

Distribuição

é o processo pelo qual se faz chegar o

material em perfeitas condições ao usuário.

5.1.1. São dois os processos de fornecimento:

a) por Pressão;

b) por Requisição.

VI. Distribuição de Materiais

Distribuição em órgãos públicos – IN nº 205/88 SEDAP

5.1.2. O fornecimento por Pressão é o processo de uso facultativo, pelo

qual se entrega material ao usuário mediante tabelas de provisão previamente estabelecidas pelo setor competente, e nas épocas fixadas, independentemente de qualquer solicitação posterior do usuário. Essas tabelas são preparadas normalmente, para:

a) material de limpeza e conservação; b) material de expediente de uso rotineiro; c) gêneros alimentícios.

5.1.3. O fornecimento por Requisição é o processo mais comum, pelo

qual se entrega o material ao usuário mediante apresentação de uma requisição (pedido de material) de uso interno no órgão ou entidade.

(21)

32. (CESPE / INCA / 2010) Os fornecimentos por pressão e o por requisição são os dois tipos de processos de fornecimento de material para suprir a demanda das unidades de um órgão ou entidade da administração pública brasileira. O fornecimento por pressão refere-se ao processo de entrega de material para o usuário com base nas tabelas de provisão previamente estabelecidas pelo setor competente, enquanto o fornecimento por requisição refere-se ao processo de entrega do material formalmente requisitado ao usuário.

Enunciado integralmente baseado na IN nº 205/88 - SEDAP A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

33. (CESPE / STM / 2011) No processo de fornecimento por pressão, a entrega de material ao usuário ocorre mediante tabelas de provisão, previamente estabelecidas pelo setor competente, nas épocas fixadas, independentemente de qualquer solicitação posterior do usuário.

Mais uma vez, o enunciado integralmente baseado na IN nº 205/88 - SEDAP

A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

Leis de Movimentação de Materiais

VI. Distribuição de Materiais

LEI DESCRIÇÃO

Flexibilidade Empregar equipamentos que possam ser utilizados na movimentação de vários tipos de cargas.

Manipulação mínima Evitar a manipulação dos materiais ao longo do ciclo de processamento e utilizar o transporte mecânico ou automatizado sempre que possível. Máxima utilização do

espaço disponível Maximizar o aproveitamento do espaço cúbico disponível. Máxima utilização

dos equipamentos Maximizar equipamentos, a diversificando utilização dos seu emprego.

Leis de Movimentação de Materiais (2)

VI. Distribuição de Materiais

LEI DESCRIÇÃO

Máxima utilização

da gravidade Aproveitar da gravidade, sempre que possível, para a movimentação dos materiais (menores custos).

Menor custo total Selecionar equipamentos ponderando custos totais e tempo de vida útil.

Mínima distância Reduzir as distâncias na movimentação, eliminando trajetos em ziguezague.

Obediência do fluxo das operações

Adotar as trajetórias de movimentação de materiais de modo a facilitar o fluxo produtivo. Padronização Utilizar equipamentos padronizados (facilitando

a manutenção e o intercâmbio de sobressalentes)

Segurança e

(22)

Movimentação de Materiais – Principais Equipamentos

VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE MATERIAIS

Empilhadeira Equipamento cujo emprego principal é o transporte de mercadorias em paletes, otimizando, assim, o uso do espaço vertical em almoxarifados. Há vários tipos (elétricas, manuais, a combustão etc.) e modelos (frontais, laterais, trilaterais etc.). Necessita de operador especializado.

Talha

Equipamento baseado no uso de polias em série, é indicado para o deslocamento de cargas pesadas (motores, por exemplo). Pode ser manual, elétrica ou pneumática.

Movimentação de Materiais – Principais Equipamentos

VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE MATERIAIS

Ponte / Pórtico Rolante Constitui-se de uma ou mais vigas que correm sobre trilhos, sendo capaz de transportar cargas com pesos muito significativos. Dentre as vantagens deste equipamento, destaca-se a não-interferência com o trabalho a nível do solo, visto que sua ocupação física não concorre com outros equipamentos ou com trabalhadores que situam-se no piso. Desta forma, similarmente aos guindastes, é indicado para uso em áreas com restrição de espaço.

Movimentação de Materiais – Principais Equipamentos

VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE MATERIAIS

Elevador

São empregados na movimentação de cargas entre níveis (andares) distintos. Ocupam menos espaço do que outros equipamentos, mas carecem, geralmente, de rígida manutenção preventiva e de cuidados na operação.

Carrinho de carga De uso extremamente comum em almoxarifados, é utilizado para movimentação de cargas a curtas distâncias, inclusive na formação de lotes para a distribuição aos clientes internos. É prático, de baixo custo e não carece de mão de obra especializada. Há carrinhos que transportam de 50 até 600 kg.

34. (CESPE / IFB / 2011) Pontes rolantes e guindastes são equipamentos de manuseio para áreas restritas.

Justamente por não concorrerem diretamente com o espaço ocupado por equipamentos ou por trabalhadores que se localizam no nível do piso, os equipamentos relacionados no enunciado realmente têm sua utilização indicada para áreas restritas (com restrição de espaço físico).

A questão está CERTA.

(23)

35. (CESPE / DPF / 2014) A classificação de equipamentos de movimentação e transporte abrange os dispositivos de carga, de descarga e de manuseio, que, mesmo não sendo máquinas, servem de apoio a vários sistemas modernos.

Trata-se de proposição de Dias (1993), para quem “os dispositivos de carga, descarga e manuseio, mesmo que não se classificando como máquinas, constituem meio de apoio a vários sistemas modernos. Esses dispositivos constituem-se como recurso facilitador para o manuseio de materiais e produtos para carregamento, seja no transporte ou para simples armazenagem. São exemplos os carrinhos hidráulicos e as empilhadeiras.”

A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

36. (CESPE / ICMBIO / 2014) Para efeito de transporte, os produtos são classificados como carga geral, a granel, líquida ou sólida, semiespecial, especial e perigosa.

De acordo com Viana (2011, p. 364), os produtos de ume organização, para fins de transporte, podem ser assim classificados:

• Carga geral: deve ser consolidada para materiais com peso individual de até 4 (quatro) toneladas;

• Carga a granel, líquida ou sólida;

• Carga semiespecial: trata-se de materiais com dimensões e peso que exigem licença especial para transporte, mas que permite tráfego em qualquer estrada;

• Carga especial: trata-se de uma variação da definição anterior, sendo que o tráfego passa a exigir estudo de rota, a fim de avaliar a altura e a capacidade de pontes e viadutos, por exemplo;

• Carga perigosa: englobam mais de 3.000 itens, codificados de acordo com norma internacional.

A questão está CERTA.

Custos de Transporte

VI. Distribuição de Materiais

CUSTOS DESCRIÇÃO

Fixos

Independem da operação a ser realizada. Ex.: gastos relativos ao direito de tráfego, seguros de veículos, impostos, depreciação etc.

Variáveis Dependem da operação a ser realizada. Ex.: combustíveis, manutenção, mão de obra etc.

Custos de Transporte (exemplo)

VI. Distribuição de Materiais

(24)

PRINCIPAIS MODALIDADES DE TRANSPORTE MODALIDADE APLICAÇÃO

Rodoviário

Destinado a cargas que demandam prazo relativamente

rápido de entrega. No Brasil, esta modalidade é, de

longe, a mais empregada.

Ferroviário

Sua característica principal é o atendimento a longas distâncias, comportando cargas de grande volume. Neste caso, o fator tempo não é preponderante. Demanda o maior custo fixo, entre todos os modais de transporte.

Hidroviário / marítimo

Muito voltado a transporte de cargas entre continentes, sendo que o tempo de entrega não é um fator

preponderante.

É o modal mais utilizado no comércio internacional, mediante o emprego de navios mercantes (cargueiros).

Aeroviário

Voltado ao transporte de carga no qual o tempo de

entrega é um fator primordial.

É ideal para pequenos volumes, com alto valor agregado e com urgência de entrega.

Dutoviário

É um dos meios mais econômicos de transporte de cargas, muito voltado a grandes volumes de óleos, gás natural e derivados. Ex.: oleodutos, gasodutos etc. Uma vez feita a instalação dos dutos, o custo variável é extremamente baixo.

Custos de Transporte

VI. Distribuição de Materiais

http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR11_0689.pdf

MODALIDADE CUSTOS FIXOS CUSTOS VARIÁVEIS CUSTOS TOTAIS

Aeroviário

ALTO

(aeronaves, manuseio e sistemas de carga)

ALTO

(alto custo de combustível, mão de obra, manutenção)

O MAIS ELEVADO

Rodoviário

BAIXO

(rodovias construídas com fundos públicos)

MÉDIO

(combustível, pedágio) MÉDIO

Ferroviário

ALTO

(arrendamento da malha, equipamentos, terminais etc.)

BAIXO BAIXO

Dutoviário

O MAIS ALTO

(direito de acesso, construção, requisitos para controle das

estações e capacidade de bombeamento)

O MAIS BAIXO

(mão de obra intensiva desnecessária) BAIXO Hidroviário / marítimo MÉDIO (navios e equipamentos) BAIXO (capacidade para transportar grande quantidade de tonelagem) O MAIS BAIXO

Características dos modais de transporte

VI. Distribuição de Materiais

(25)

Transporte Intermodal

O

transporte intermodal

(ou multimodal, segundo a

Associação Nacional de Transportes Terrestres –

ANTT) é aquele que utiliza mais de uma

modalidade de transporte. A exportação de

produtos em contêineres, por exemplo, é

usualmente feito pelas modalidades marítima e

rodoviária. Na realidade, o transporte intermodal

não é propriamente uma nova modalidade de

transporte, mas sim uma combinação das

anteriores.

VI. Distribuição de Materiais

37. (CESPE / IFB / 2011) São cinco os modais de transporte de carga: aéreo, rodoviário, ferroviário, aquaviário e intermodal.

Primeiramente, conforme nos esclarece a ANTT, os termos modo, modal e modalidade de transporte possuem o mesmo significado, ok? A questão apresenta uma pegadinha da banca. Como vimos, o

transporte intermodal não é uma “nova” modalidade de transporte de carga, mas sim uma combinação das demais.

Além disso, a questão peca por não listar o transporte dutoviário, um dos cinco modais hoje considerados pela ANTT.

A questão está ERRADA.

VI. Distribuição de Materiais

38. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) O transporte intermodal envolve, além da inter-relação física entre as modalidades, a integração de responsabilidades, conhecimentos, programações, cobrança de fretes e demais despesas.

Não há integração de responsabilidades, conhecimentos ou cobrança de fretes no transporte intermodal.

A questão está ERRADA.

VI. Distribuição de Materiais

39. (CESPE / CAPES / 2012) No transporte dutoviário, após a construção dos dutos, o custo operacional variável é baixo, pois a mão de obra intensiva é desnecessária.

Apenas para reforçar o que vimos em nosso quadro sobre os modais de transporte.

A questão está CERTA.

(26)

40. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) O transporte ferroviário, embora eficiente no consumo de combustível, demanda custos fixos elevados em relação à ferrovia.

Transporte ferroviário: custos fixos significativos, menores custos variáveis.

A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

41. (CESPE / CAPES / 2012) O custo fixo do transporte aéreo é superior ao custo dos transportes ferroviário, aquaviário e dutoviário.

O custo fixo do transporte dutoviário, de acordo com a literatura da área, sobrepuja todos os demais. Ainda, cabe o seguinte registro:

(IPEA / IBGE) Custos fixos com relação ao faturamento:

- Transporte aéreo: 17% - Transporte ferroviário: 36%

A questão está ERRADA.

VI. Distribuição de Materiais

42. (CESPE / ANATEL / 2014) Atualmente, o modal rodoviário responde por, aproximadamente, 60% das cargas distribuídas no Brasil.

A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

Estrutura para a Distribuição

VI. Distribuição de Materiais

Depósitos centrais e/ou regionais Movimentação de materiais (internamente) Embalagem e acondicionamento Expedição Transportes e fretes (determinação de roteiros)

(27)

Estrutura da Distribuição (VIANA, 2000, p. 366-367 )

“Entre as muitas formas para estruturar a distribuição física,

deve-se mencionar a mais adequada às condições e

necessidades de nosso mercado, a qual envolve e contempla

os seguintes segmentos:

a. Depósitos regionais e de mercadorias em trânsito:

recebimento, armazenagem e expedição de materiais;

b. Movimentação de materiais: manuseio interno dos

depósitos, movimentação interna e externa dos

depósitos e terminais e centros de distribuição;

c. Transportes e fretes: determinação de roteiros para

utilização dos serviços de transporte de forma mais

econômica e eficiente.;

Estrutura da Distribuição(VIANA, 2000, p. 366-367 )

d. Embalagem e acondicionamento: embalagem de

proteção e acondicionamento, material de embalagem,

serviços de carpintaria, mecanização de embalagem e

enchimento;

e. Expedição: preparação de cargas, determinação das

condições de transporte, carregamento, expedição e

controle cronológico das remessas

.

43. (Inédita) Na estrutura da distribuição de materiais, a expedição envolve a preparação de cargas, a determinação das condições transporte, o carregamento e o controle cronológico das remessas.

O enunciado espelha a definição de Viana (2000, p. 367)

A questão está CERTA.

VI. Distribuição de Materiais

44. (CESPE / ANATEL / 2014) A estruturação da área de distribuição deve ser definida conforme as características da empresa, de forma a torná-la mais rentável.

Ok!

A questão está CERTA.

Referências

Documentos relacionados

Considerando a formação da equipe de trabalho, o tempo de realização previsto no projeto de extensão e a especificidade das necessidades dos catadores, algumas

42 - Com vistas ao atingimento, em sua plenitude, das diretrizes, objetivos e metas da Administração Municipal, previstas nesta Lei, fica autorizado o Chefe do Poder

Na medida em que a TV passou a ser parte da vida e da cultura das pessoas, aumentaram as expectativas e as exigências em relação ao veículo [...] começou-se a exigir da

Parágrafo único - os clubes classificados em 1º e 2º colocados na 1ª fase dentro de cada grupo realizarão o jogo de volta como mandantes.. 17 - Para definição do

Mas ainda é visto por muitos como incompatíveis, como justifica os estudantes E22 e E25 respectivamente: “Pois a religião acredita em um criador Deus e a ciência não”

A pesquisa realizada contribuiu para uma melhor compreensão de como a temática da EA é abordada nos LDs de Ciências, os quais estão presentes nas escolas,

Determinação do domínio linear do PEAD: análise com esforço variável Qualquer experiência de reologia necessita inicialmente da determinação do domínio da reologia linear, onde

Ficou caracterizado que nas misturas sem substituição (Figura 5) menor quantidade de água infiltrou-se, já nas com substituição (Figura 5), a maior absorção pode ser atribuída