BIBLIOTECA ESCOLAR
Normas de funcionamento BE . Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira
PREÂMBULO
A Biblioteca Escolar (BE) é um serviço constituído por um conjunto de recursos humanos qualificados, físicos e documentais devidamente organizados.
A BE é concebida como verdadeiro espaço de aprendizagem assumindo-se como centro de recursos ao dispor de toda a comunidade escolar. É parte integrante do processo educativo, espaço privilegiado de formação e do trabalho lectivo, tornando-se um pólo dinamizador da vida pedagógica da escola. Neste sentido é também uma estrutura que coordena os diferentes saberes e as diferentes áreas curriculares pela promoção das literacias.
A BE desenvolve um conjunto de acções em articulação não só com toda escola, com os Departamentos curriculares, directores de turma, docentes das áreas curriculares não disciplinares e professores em geral, como também com várias bibliotecas escolares e ainda com a biblioteca municipal.
A BE promove competências essenciais à Sociedade de Informação e ao paradigma
educacional humanista, baseado em
metodologias construtivistas da aprendizagem, no pleno respeito pela diversidade de saberes e de escolhas, segundo os princípios definidos pela RBE, pelo Manifesto da UNESCO, IFLA e IASL. A BE faz parte do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares e a equipa educativa implementa os seus princípios.
ARTIGO 1 (Definições)
1. A BE deve institucionalizar-se na escola como uma estrutura pedagógica de pleno direito,
interventora de mudanças na prática e
metodologias dos professores, no desenvolvimento da autonomia dos alunos e na formação de leitores. 2.À BE, como estrutura pedagógica, caberá desenvolver um trabalho de interacção efectiva, transversal, entre os membros da sua equipa educativa e os departamentos, grupos/áreas disciplinares, directores de turma, serviços especializados de apoio educativo e demais agentes da comunidade. A BE cumpre as suas funções desenvolvendo políticas e serviços, seleccionando e adquirindo recursos, proporcionando acesso a material e intelectual a fontes de informação apropriadas, disponibilizando e dispondo de pessoal qualificado.
3. A organização e gestão da biblioteca escolar da escola incumbem a um professor bibliotecário, coadjuvado por uma equipa educativa, com competências nos domínios pedagógico, de gestão da informação e das ciências documentais bem como de relacionamento com o público.
ARTIGO 2 (Objecto)
O presente regimento é complementar ao Regimento Interno da Escola e define os princípios de funcionamento da BE que definidos nos diferentes artigos deste documento “Normas de funcionamento BE” devem ser conhecidos e respeitados por todos os utilizadores da Biblioteca Escolar (BE) da Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira, Torre da Marinha, Seixal.
ARTIGO 3
(Âmbito de aplicação)
1.O presente regimento aplica-se a todos os utilizadores que, para efeitos de utilização
dos recursos da BE, passam a ser identificados por categorias de leitores:
a. Aluno: alunos com matrícula válida;
b. Docente: professores em exercício de funções nesta escola:
c. Funcionário: funcionários em exercício de funções nesta escola;
d. Externo: encarregados de educação e comunidade em geral/outras Bibliotecas Escolares do Concelho ou BMSX.
2.De acordo com as categorias de leitores, considera-se cartão de leitor, o cartão atribuído pela escola aos alunos, professores e funcionários. No caso dos leitores externos - encarregados de educação e comunidade em geral - será criado cartão de leitor “BE.E” a atribuir aos utilizadores desta categoria.
ARTIGO 4 (Horário)
1. O horário será definido no início de cada ano lectivo de acordo com disponibilidades de funcionamento da Escola e indo ao encontro das necessidades dos utilizadores. Uma vez definido será dado a conhecer a toda a comunidade e afixado à entrada desse espaço, em local bem visível.
2.O horário de funcionamento deverá prever o período de encerramento ao público para actividades de limpeza e manutenção.
3. O horário de funcionamento da biblioteca será definido no início de cada ano escolar pelo órgão de gestão tendo em conta o princípio que, enquanto serviço interno, deverá estar aberta nos mesmos dias e período de funcionamento ao público da escola.
ARTIGO 5
(Valências e Objectivos)
1. A gestão das bibliotecas escolares e a sua optimização pedagógica devem favorecer o trabalho escolar de professores e alunos.
Essa gestão implica uma visão de aproveitamento e uso comum das possibilidades da BE, de forma a cumprir o objectivo principal, como espaço capaz de criar uma cultura organizacional que se concretizará através de 3 vertentes ou valências:
a. Intercultura e Cidadania . Vertente do uso
informal do espaço, com possibilidades
pedagógicas acrescidas e com impacto na formação
sócio-afectiva e cognitiva dos alunos e
funcionamento global da escola, nomeadamente em articulação com os clubes/projectos de escola e estabelecimento de parcerias;
b. Literacia da informação. Vertente de criação de serviços e possibilidades de trabalho potenciadoras de melhores aprendizagens, com um papel importante na formação cognitiva e desenvolvimento de competências críticas que correspondam aos desafios digitais e da informação inerentes à Sociedade do Conhecimento, sobretudo em articulação com actividades de âmbito curricular, de promoção do gosto pela leitura, pela pesquisa e pelo saber;
c. Arquivo. Vertente de agregação de
recursos (livros, outros documentos e
equipamentos) com um papel determinante no processo de definição da política documental e organização do fundo documental.
2. São objectivos da BE:
a. Desenvolver as competências de informação (literacias) e hábitos de trabalho baseados na consulta, no tratamento e na produção de informação, nomeadamente, pesquisa, selecção, análise, crítica, produção e utilização de documentos em diferentes suportes;
b. Dotar a escola de uma colecção adequada às necessidades curriculares e interesses dos utilizadores;
c. Apoiar as actividades de âmbito curricular disciplinar e não disciplinar;
d) Promover o gosto pela leitura como instrumento de trabalho, de ocupação de tempos livres e de prazer;
e. Criar condições para a fruição da criação literária,
científica e artística, proporcionando o
desenvolvimento da capacidade crítica do indivíduo; f. Conservar, valorizar, promover e difundir a cultura;
ARTIGO 6
(Política documental e organização do fundo documental)
1. A política documental da Escola será definida pelo professor bibliotecário em consonância com a Direcção, as diferentes estruturas da escola, os professores, os alunos e a restante comunidade educativa e deve estar de acordo com :
a) O Currículo Nacional;
b) O Projecto Curricular da Escola; c) O Projecto Educativo da Escola;
d) O equilíbrio entre os níveis de ensino existentes na Escola;
e) As necessidades educativas especiais e as origens multiculturais dos alunos
f) As áreas curricular, extracurricular e lúdica; g) O equilíbrio entre todos os suportes que de uma maneira geral deve respeitar a
proporcionalidade entre material livro e não livro; h) Obtenção de um fundo documental global que garanta informação apropriada às necessidades dos alunos;
i) As áreas do saber, respeitando as áreas disciplinares e não disciplinares;
j) O professor bibliotecário, com o apoio da equipa da BE, será o principal responsável pela execução da política documental definida.
2. A organização do fundo documental segue os princípios consagrados pela Rede de Bibliotecas Escolares, pela tabela de autoridade – CDU, em interligação com os preceitos concelhios definidos no documento “Protocolo BE-SABE”. 3.Todos os documentos adquiridos pela escola serão registados na BE e receberão o respectivo tratamento documental, tal como consta de documento próprio interno e que segue em anexo a este regulamento.
4.A biblioteca utilizará um software normalizado de gestão bibliográfica e em consonância com os procedimentos estabelecidos no protocolo
BE-SABE. Neste programa será efectuado:
a) o registo de Monografias e Obras de Referência, do seu tratamento documental bem como o registo de empréstimos da biblioteca;
b) para as Monografias e Obras de Referência deve existir um livro próprio de registo, folhas com registo manual ou impresso do programa Docbase, em que na primeira página, em branco, deverá constar um termo de abertura com a finalidade a que se destina o livro, datado e assinado pelo professor bibliotecário.
Todas as folhas do livro, subsequentes à do termo de abertura, devem ser numeradas no canto
superior direito para que o controlo das obras
registadas seja eficaz. O mesmo processo deve ser aplicado a material não livro;
c) A utilização do programa alarga-se-á ao catálogo de pesquisa, nomeadamente quanto ao acesso a informações por parte de leitores/utilizadores. 5.Os documentos obtidos pela escola (oferta, permuta ou compra) devem situar-se no espaço da BE, sem prejuízo de haver requisições a médio e a longo prazo, devidamente justificadas.
6. A BE reserva-se o direito de proceder ao desbaste da colecção sempre e quando estão em causa o cumprimento do Politica de Desenvolvimento da Colecção (PDC), aprovado pelos órgãos da escola. 7. Um dos objectivos da política documental da biblioteca da escola, será aumentar o número de documentos por cada um dos alunos (4.8/1343 alunos), atingindo cerca de 10 000 documentos, 8 documentos por cada um dos seus 1343 alunos, incluindo novos públicos, no caso, cursos profissionais/EFAs/CNO.
ARTIGO 7
(Gestão e funcionamento da BE)
1. A BE, centro de recursos educativos, requer condições que garantam o seu funcionamento, nomeadamente em termos das 3 valências definidas e distribuição de zonas funcionais.
2. A BE possui um regimento que consta como anexo ao Regulamento Interno da Escola.
3. A BE orienta-se por um Plano de Acção, definido a longo prazo, que contempla as vertentes da dinâmica de diferentes aprendizagens e das literacias de informação, da política documental, a gestão de recursos humanos e materiais, políticas concelhias e RBE.
4. A BE apresenta, anualmente, um Plano de Actividades, definido a médio prazo, decorrente do Plano de Acção, sujeito à aprovação do Conselho Pedagógico, devendo respeitar o Projecto Educativo da Escola, o Projecto Curricular de Escola, os objectivos definidos para o ano escolar, os objectivos gerais da BE, os recursos humanos, materiais e financeiros indispensáveis à sua concretização.
5. À BE deverá ser atribuída uma verba específica em orçamento da escola/agrupamento para execução do seu plano de actividades.
ARTIGO 8
(Áreas Funcionais)
1. O espaço nuclear da BE encontra-se instalado num espaço amplo do Pavilhão A – 1ºPiso.
2. A organização do espaço nuclear da BE deverá ser efectuada em zonas funcionais adequadas a diferentes utilizações da documentação e recursos disponíveis, respeitando as directrizes técnicas da RBE.
a) ZONA DE ACOLHIMENTO: localizada junto à entrada é a área destinada ao atendimento e ao serviço de empréstimo. Constitui, como é natural, também um local de observação e apoio ao funcionamento geral. A zona de acolhimento comporta um local de atendimento (balcão) onde deve estar permanentemente um funcionário da BE que controla o acesso à BE e prestará todos os esclarecimentos.
O utilizador da BE deverá dirigir-se primeiro ao balcão para informar sobre o espaço que irá frequentar e para requisitar o equipamento que deseje utilizar.
b) ZONA DE LEITURA INFORMAL: localizada próximo da zona de acolhimento situa-se a zona para leitura informal de revistas, jornais e realização de pequenas tarefas dos utilizadores. O utilizador da BE pode permanecer nesta zona para ler/consultar, em acesso directo, revistas, jornais, álbuns, etc., podendo dialogar de forma a não perturbar o funcionamento da BE.
c) ZONA DE CONSULTA DE DOCUMENTAÇÃO: corpo central e dominante do acervo documental da biblioteca, destinada a trabalho individual e pequenos grupos, onde o utilizador poderá ter acesso rápido às estantes onde se encontra o acervo bibliográfico das diversas temáticas, local por excelência de estudo, investigação ou de simples leitura. Nesta zona, destinada a trabalho individual ou em pequenos grupos (dois elementos), os utilizadores podem consultar todo o fundo documental impresso existente e ainda ter acesso a consulta mais alargada através de computadores multimédia-Internet.
O acesso ao fundo documental existente nas prateleiras das estantes é livre e o utilizador pode retirar e levar qualquer livro/documento para a mesa de leitura/trabalho.
Para facilitar a procura do documento, o utilizador deve informar-se, na zona de atendimento, das normas seguidas na arrumação do fundo documental (CDU – Classificação Decimal Universal).
Nesta zona é exigido mais silêncio para permitir maior concentração dos utilizadores.
Após a leitura/consulta os documentos não devem ser colocados nas prateleiras, mas cada utilizador deve deixá-los no lugar destinado para o efeito e dar disso conhecimento por registo escrito em i.p. ou informar o funcionário.
Os documentos/livros serão posteriormente
arrumados pelo funcionário na respectiva prateleira. d) ZONA MULTIMÉDIA: considerada como zona de acesso aos vários suportes documentais ou à Internet, área de produção específica de cartazes, desdobráveis, portfólios, trabalhos de grupo, colóquios e iniciativas várias de formação e aprendizagem, este espaço será dotado de equipamento que proporcionem uma maior rentabilização do esforço produtivo, tanto escrito como gráfico.
Na BE encontram-se computadores com acesso à Internet que também estão à disposição dos utilizadores para a realização de trabalhos.
O acesso aos postos de trabalho faz-se mediante o preenchimento da ficha de requisição. A utilização da internet destina-se, sobretudo, à pesquisa de informação. Assim têm prioridade os alunos que se proponham realizar actividades subordinadas a projectos curriculares/pesquisa de informação sobre os que pretendam somente navegar na internet. O aluno só tem acesso ao equipamento que o funcionário autorizar.
O número máximo de utilizadores por computador, em simultâneo, é de dois.
Qualquer anomalia verificada durante a utilização dos equipamentos deve ser registada na folha de ocorrências.
Depois de terminadas as tarefas, os utilizadores devem ter o cuidado de:
·fechar o(s) programa(s), deixando o equipamento ligado;
·deixar a mesa arrumada;
.dar conhecimento ao funcionário que terminou o trabalho.
Não são permitidos, em quaisquer circunstâncias, os seguintes actos:
· introduzir "passwords";
·alterar a configuração dos computadores ou do software instalado;
·instalar software sem autorização;
·utilizar pen’s ou suportes de armazenamento pessoais nos computadores, sem primeiro dar conhecimento ao funcionário;
·consultar e (ou) armazenar arquivos, imagens ou informação cujo conteúdo possa ser considerado moralmente ofensivo ou de algum modo não ético.
Os elementos da equipa da BE devem verificar se os conteúdos dos artigos anteriores foram respeitados.
Os utilizadores que pretendam gravar trabalhos poderão fazê-lo na pasta Meus Documentos, criando subpastas com o seu nome, número e turma. De qualquer modo, os membros da equipa
da BE não se responsabilizam pelo
desaparecimento do conteúdo dessas pastas. O utilizador poderá nesta zona elaborar os seus trabalhos individuais ou de grupo em suporte papel, multimédia ou audiovisual.
Têm prioridade na ocupação desta zona os alunos que pretendam realizar trabalhos curriculares. Podem dialogar de forma a não perturbar o funcionamento da BE.
A selecção dos documentos audiovisuais é feita pelos utilizadores mediante o acesso directo às capas ou por consulta do catálogo.
O utilizador solicita o original preenchendo a ficha de requisição.
O manuseamento e a sua colocação do original no lugar de armazenamento são efectuados pelo funcionário da BE.
Depois de terminadas as tarefas, os utilizadores devem ter o cuidado de:
· deixar a mesa arrumada;
. dar conhecimento ao funcionário que terminou o trabalho.
O utilizador só poderá utilizar, nos equipamentos audiovisuais, cassetes vídeo, DVDs, CD-ROMs, CDs não pertencentes à BE, mediante o controlo e autorização, caso contrário poderá ser impedido de usar o referido equipamento.
e) ZONA DE SALA DE ESTUDO ACOMPANHADO [a criar]
A sala de estudo deverá constituir-se como mais uma zona da BE, onde os alunos podem estudar e/ou fazer trabalhos individualmente ou em grupo, mas apoiados por um professor.
A BE deverá ser considerada como uma estrutura
pedagógica de pleno direito, unindo
transversalmente os departamentos curriculares, conselhos de grupo/área disciplinar, directores de turma, num trabalho concertado com todas essas outras estruturas de orientação educativa e dirigir nesse sentido as actividades a realizar ao longo do ano.
A sala de estudo, depois da aceitação do ponto anterior, será gerida pela equipa educativa da BE e pelas outras estruturas de orientação educativa, devendo-se definir em conjunto as normas de funcionamento, sempre em ligação com a Direcção da escola.
Os utilizadores da sala de estudo deverão ter acesso não só aos manuais escolares e aos dossiers de disciplina existentes nesse espaço, elaborados e ali colocados pelas estruturas de orientação educativa, mas também a todos os documentos da BE.
3.Para cada zona funcional da BE existem folhas informativas sobre a utilização de materiais e ocupação dos equipamentos.
4. De forma complementar ao espaço nuclear existem áreas próprias para tarefas de gestão e tratamento documental (área de acesso restrito à equipa da BE/Direcção na Zona de acolhimento), bem como armazenamento de documentos.
5. Estas zonas funcionais são definidas na planta da sala que se anexa a este regulamento.
ARTIGO 9
(Professor bibliotecário)
1. A gestão da BE cabe ao docente designado por “Professor bibliotecário” enquanto responsável pelo serviço técnico-pedagógico “Biblioteca Escolar”, sendo-lhe atribuído horário definido em legislação própria.
2. O perfil do professor bibliotecário é definido em legislação do Ministério da Educação e tem responsabilidades e funções definidas no artigo 3º da Portaria 756/2009.
3. Cabe ao professor bibliotecário estabelecer a actividade de coordenação e gestão da BE que se orienta a partir de um plano de acção que irá
determinar a planificação de actividades
consagradas no Plano Anual de Actividades da BE, a apresentar ao Director e Conselho Pedagógico, no início de cada ano lectivo.
4. Entre outras funções do Professor Bibliotecário destacam-se:
a. Definir as linhas estruturantes do Plano de Acção e levar a cabo as estratégias para alcançar os princípios e objectivos a que a biblioteca se propõe, designadamente os indicados nos artigos deste regulamento, no Regulamento Interno de Escola e definidos pela RBE/PNL;
b. Elaborar e executar o Plano Anual de Actividades, em articulação com a equipa da BE, os órgãos de direcção e gestão, as estruturas de orientação
educativa e os serviços especializados de apoio educativo;
c. Coordenar e supervisionar as tarefas da equipa de biblioteca, assegurando a gestão da biblioteca e dos recursos humanos e materiais a ela afectos; d. Elaborar e actualizar documentos da sua responsabilidade;
e. Definir e operacionalizar, em articulação com a direcção, as estratégias e actividades de política documental da escola;
f. Favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente da leitura e da informação, e apoiar o desenvolvimento curricular;
g. Representar a BE interna e externamente em eventos, órgãos, comissões e equipas para que seja nomeado ou convocado, nomeadamente Conselho Pedagógico e equipa PTE;
h. Estabelecer necessidades com a equipa educativa da BE e equipa PTE;
i. Delinear um plano de formação para a equipa BE;
j. Garantir a actualização das bases de dados RBE e preenchimento de inquéritos oficiais dirigidos à BE;
k. Representar e divulgar as AEC da escola em Conselho Pedagógico, em articulação com os coordenadores e de acordo com as estratégias definidas;
l. Coordenar o processo de avaliação das actividades e dos serviços de BE, elaborando o relatório de auto-avaliação do serviço e suas actividades de acordo com as normas internas da instituição de forma a integrar os documentos da escola “Relatório anual de actividades” e “Relatório de auto–avaliação”, entre outros;
m. Promover o uso da biblioteca e dos seus recursos dentro e fora da escola;
n. Elaborar ou rever o seu regulamento. ARTIGO 10
(Equipa da biblioteca escolar)
1. Na escola será criada uma equipa da BE, conforme disposto no artigo 4º da portaria 756/2009.
2. Os docentes que integram a equipa da BE, designados pelo Director de acordo com estabelecido na Portaria 756/2009, coadjuvam o
professor bibliotecário, apoiando o
funcionamento e a dinamização do espaço da BE. 3. Sem prejuízo de outras tarefas, à equipa BE compete:
- coadjuvar, nas suas funções, o professor bibliotecário;
- prestar um atendimento cordial e eficiente; - zelar pelo bom funcionamento da biblioteca como espaço propício ao estudo e lazer;
- zelar pelo estabelecimento e cumprimento das normas de comportamento;
- prestar apoio no desenvolvimento das literacias; - fornecer informações sobre o seu funcionamento e/ou utilização de equipamentos e materiais; - facilitar a utilização do equipamento multimédia e quaisquer outros materiais;
- planificar e apoiar a execução de actividades a desenvolver dentro e fora do espaço da biblioteca; - supervisionar o material e recursos existentes; - requisitar material informático, audiovisual e documental adequado às várias disciplinas e projectos de trabalho;
- promover a integração da biblioteca na escola. 3. Podem ainda ser colaboradores da BE, alunos que possam participar e desenvolver, de uma forma consistente, actividades no âmbito do Plano de Actividades da BE.
ARTIGO 11
(Assistente Operacional)
1. Os serviços da BE serão assegurados por assistentes operacionais designados pelo Director da Escola.
2. Deverão, possuir, sempre que possível, formação na área da organização, da informática, do tratamento do fundo documental e/ou experiência. De modo a potenciar o bom funcionamento das estruturas e o normal desenvolvimento das actividades da BE propõe-se a continuidade do cargo.
3. Deverá desenvolver o seu trabalho na BE a tempo inteiro.
ARTIGO 12
(Professores colaboradores)
1. Sempre que se considere necessário e possível poderão, ainda, ser agregados à BE, professores
colaboradores, com funções na BE para
complemento de horário.
2. Os professores colaboradores cooperam com o professor bibliotecário e equipa da BE em diferentes domínios e tarefas, de acordo com o Plano de Acção da BE.
3. O seu número deve responder às necessidades sentidas e declaradas pelo professor bibliotecário, evitando-se um número excessivo de elementos. 4. Para que se possa desenvolver de uma forma consistente o plano da acção da biblioteca, os professores colaboradores devem assegurar um funcionamento contínuo, pelo que devem permanecer um mínimo de um bloco lectivo ao serviço da BE (90 minutos).
ARTIGO 13 (Utilização)
1. Podem utilizar a BE todos os alunos, professores e funcionários e outros utilizadores,
desde que devidamente identificados e
autorizados pelo Professor Bibliotecário e Director. 2. Todos os utilizadores têm o direito:
a. Frequentar a Biblioteca;
b. Apresentar sugestões para a dinamização de actividades e aquisição de fundo documental; c. Utilizar o fundo segundo as normas estabelecidas neste documento da BE.
3. Todos os utilizadores têm o dever de cumprir as normas estabelecidas no regulamento da BE. 4. A BE pode ser utilizada para os seguintes fins: a. Actividades relacionadas com o livro/leitura; b. Investigação/trabalho em grupo e individual; c. Utilização de material audiovisual e multimédia; d. Orientação para o estudo e actividades livres, extracurriculares e de enriquecimento curricular incluídas no plano de actividades;
e. Actividades de dinamização e animação cultural; f. Protocolo interconcelhio.
5. O espaço pode, igualmente, ser utilizado para outras finalidades, desde que devidamente autorizadas pelo professor bibliotecário e Director. A utilização prevista no número anterior deverá ser requerida com a antecedência mínima de 48 horas.
6. A utilização da BE apenas se pode efectuar dentro da lotação máxima do espaço. A lotação para utilização regular é estabelecida de acordo com o número de lugares sentados por zona funcional.
7. Pode ser estabelecida lotação para utilização especial estabelecida de acordo com planificação e autorização prévias, com o número de lugares sentados quando retiradas as mesas e sofás e reorganizado o espaço para actividade específica e pontual.
ARTIGO 14
(Regras de utilização e requisição)
1. A utilização do fundo documental segue os princípios consagrados pela Rede de Bibliotecas Escolares em interligação com os preceitos concelhios definidos no documento “Protocolo BE-SABE”.
2. A utilização dos materiais, equipamentos e documentos da biblioteca é efectuada em acesso livre.
3. O empréstimo de documentos da biblioteca estará sujeito a limitações, tendo em conta as necessidades de gestão do fundo documental e tipologia de leitores.
4. O não respeito pelas regras de empréstimos e reservas, utilização da biblioteca ou danos provocados nos documentos e materiais será alvo de penalizações de acordo legislação específica e
Regulamento Interno da Escola.
5. A tipificação das penalizações será definida neste regulamento e, nos casos omissos, pelo Director.
6.Sempre que se pretender utilizar os
computadores ou material multimédia/ audiovisual deverá ser solicitada autorização e preenchida folha de registo na zona de atendimento.
8. O equipamento audiovisual só poderá ser utilizado por duas pessoas em simultâneo, com auscultadores de preferência.
9.Cada computador pode ser utilizado por duas pessoas, no máximo.
10. A realização de trabalhos escolares nos computadores é prioritária.
11. O encerramento dos computadores deve ser feito de acordo com as instruções afixadas.
12. As obras para leitura e consulta exclusiva na biblioteca não necessitam de requisição.
13. O acesso livre à estante obriga que as obras consultadas sejam colocadas na caixa própria para depósito de documentos consultados e nunca na estante.
14.As obras para leitura ou consulta domiciliária obrigam ao preenchimento de requisição. A requisição domiciliária pode ser feita por todos os utilizadores identificados no artigo 3º deste documento.
15.As obras requisitadas para leitura domiciliária devem ser entregues no prazo de dez dias úteis, podendo ser solicitada a sua renovação por período igual.
16.A não entrega das obras requisitadas dentro do prazo implica a sanção de cinco dias úteis para nova requisição.
17.Extravio, perda e/ou danificação de livro ou material/equipamento implica o pagamento de uma multa no valor do mesmo.
18. Existem obras de carácter geral na BE, cuja consulta domiciliária não pode ser feita (assinaladas com círculo amarelo).
19.Todo o material áudio e vídeo só pode ser utilizado na BE.
20.Os professores, quando necessário, podem frequentar a biblioteca fora do horário de
funcionamento mediante autorização do
professor bibliotecário.
21.Os professores podem requisitar para a sala de aula qualquer material que seja necessário às
suas actividades lectivas, mediante
preenchimento prévio de requisição.
22. Sempre que se detecte uma avaria ou
problema de funcionamento deverá ser
comunicado em impresso próprio.
23. Os impressos para requisições, registos e outros documentos internos serão definidos anualmente e encontram-se disponíveis na Zona de Acolhimento.
24. Cada zona funcional tem características específicas de utilização, definidas no artigo 8 deste regulamento, que terão de ser cumpridas. 25.A fotocopiadora só pode ser manuseada pela equipa e funcionário da BE.
As fotocópias e impressões são pagas previamente, de acordo com preçário afixado. Os preços das fotocópias são determinados pela Direcção da Escola.
ARTIGO 15
(Regras de comportamento)
1.No espaço da BE deve ser mantido silêncio, falando em voz baixa e apenas o estritamente necessário.
2. O relacionamento entre e com os utilizadores/equipa BE deverá ser cordial e respeitoso.
3.Guardar mochilas ou outro tipo de material em local apropriado.
4.As obras retiradas das estantes e consultadas na BE devem ser depositadas em caixa própria para o efeito.
5.No espaço da BE não é permitido, entre outros comportamentos já definidos para cada zona funcional:
a.danificar ou usar indevidamente o material e equipamento existente;
b.comer e beber;
c.arrastar mesas e cadeiras;
d.sentar em cima de mesas, abrir janelas ou mexer nas vitrinas/armários sem autorização;
e.uso de boné e telemóvel;
f. falar alto ou ruído de forma que perturbe o ambiente da BE;
g.aceder ao HI-5, email, messenger, entre outros que ponham em causa o respeito pelas regras de
utilização do equipamento e o normal
funcionamento da BE. ARTIGO 16
(Divulgação e avaliação)
1.A divulgação das actividades da BE será feita através de:
a.Boletim informativo da BE b.Locais de exposição/afixação
c.Página no site da escola / Plataforma Moodle 2. A avaliação das actividades do plano anual enquadradas no Plano de Acção da BE será feita no final do ano lectivo ou sempre que se entenda necessário e importante.
ARTIGO 17
(Disposições finais)
1.Este regulamento da BE deverá ser considerado um documento aberto, susceptível de futuras alterações, podendo ser revisto e alterado sempre que, apresentadas propostas de reformulação, se considerem necessárias e das mesmas resulte um melhor funcionamento da Biblioteca Escolar.
2.O presente regulamento será valorizado com documentos específicos e será complementar à legislação e manifestos existentes na área das Bibliotecas Escolares, RBE e Regulamento Interno da Escola.
3. Casos omissos serão decididos de acordo com a lei em vigor ou por decisão do professor bibliotecário e/ou Director.
Professora Bibliotecária, Ana Paula Gonçalves Directora, Mª dos Anjos Brito Seixal, 1 de Setembro de 2009