Revisão de 1º Semestre Medievo (aulas 11 a 17)

Texto

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Revisão de 1º Semestre – Medievo (aulas 11 a 17)

Prof. Rodolfo

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1. (Famema 2021) [...] cristianismo romano na Europa

ocidental e central, cristianismo ortodoxo grego em Bizâncio e na Europa oriental, islam do Irã à Espanha, e, claro, o judaísmo dos judeus da Diáspora.

(Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média, 2017.)

Considerando o conteúdo do excerto e conhecimentos sobre a história da Europa da Idade Média, pode-se afirmar que a) a natureza das relações entre as pessoas derivou

acentuadamente das crenças religiosas dos grupos sociais.

b) o poder do Papa, restrito aos assuntos religiosos, foi universalmente aceito pelas autoridades religiosas. c) a aliança militar de reis católicos e ortodoxos impediu a

expansão do islamismo no continente.

d) o clima de paz política caracterizou as interações entre as formações religiosas monoteístas.

e) a oposição ao culto de imagens uniu, do ponto de vista doutrinal, as religiões oriundas da Bíblia hebraica.

2. (Fgv 2021) Da parte dos bárbaros, tudo parece indicar que a forte estrutura hierárquica favoreceu a conversão das populações, em particular das tribos, uma vez que essa era a forma de estrutura social mais comum. Aqui e ali aparecem resistências de chefes, mas no conjunto a conversão dos chefes leva à conversão da população.

(Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média, 2017.)

O processo de cristianização dos povos que ocuparam a Europa Ocidental com o fim do

Império Romano do Ocidente implicou

a) a imbricação dos poderes seculares e eclesiásticos nas sociedades europeias.

b) a divisão de terras da Igreja com as nações recentemente instaladas na Europa.

c) a constituição de um poder político centralizado sobre o conjunto da Europa.

d) a elitização progressiva do culto monoteísta em meio às populações europeias.

e) a oposição do clero reformista à absorção de crenças pagãs pela Igreja europeia.

3. (Unesp 2021) Até o século XIV, houve uma doença muito disseminada e muito temida: a lepra. Nas cidades, foram construídos hospitais especializados para os leprosos. […] Como se pensava que a lepra era contagiosa, os leprosos que andavam pelas ruas deviam sacudir uma espécie de sineta, a “matraca”.

(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)

A lepra (ou hanseníase) era temida na Idade Média porque a) o conhecimento científico era precário, desconhecia-se

que a doença era facilmente curável e que só era transmitida pelo contato sexual entre as pessoas.

b) a única cura conhecida da doença dependia de poções e unguentos mágicos, mas a Igreja católica impedia a divulgação desses rituais de feitiçaria.

c) representava, além do risco do sofrimento e da morte, a existência de preconceitos sociais e a crença de que a doença era uma manifestação da vontade e do castigo divinos.

d) foi mais devastadora que a peste negra, que era disseminada pelas pulgas dos ratos e que atingia principalmente os moradores das áreas rurais. e) era frequentemente confundida com a disenteria,

originária da América, que provocou milhões de mortes nas áreas centrais e orientais da Europa, entre a Idade Média e a Idade Moderna.

4. (Unicamp 2021) Segundos os historiadores, pela primeira vez, uma potência europeia desenvolveu um projeto planetário que abrangia quatro continentes, a fim de assentar as pretensões universais da monarquia. Para isso, os juristas espanhóis invocaram a noção de extensão geográfica sem precedentes de suas possessões. Com a monarquia católica surgiram a primeira economia mundial e um regime capitalista e comercial intercontinental.

(Adaptado de Serge Gruzinski, “Babel no seģculo XVI. A mundialização e Globalização das Liģnguas”, em Eddy Stols, Iris Kantor, Werner Thomas e Júnia Furtado (orgs.), Um

Mundo sobre Papel. São Paulo/Belo Horizonte:

EDUSP/Editora UFMG, 2014, p. 385.)

Com base no texto do historiador Serge Gruzinski sobre as monarquias católicas, assinale a alternativa correta. a) A noção de monarquia católica inclui Portugal, Espanha e

Inglaterra, que colocaram em marcha um processo de expansão marítima planetário, calcado no trabalho assalariado dos indígenas.

b) O projeto planetário da monarquia católica calcava-se na memória do Império Romano, sendo que Roma

ambicionou estabelecer seu aparato burocrático ágil e repressivo nos quatro continentes.

c) O projeto planetário da monarquia católica fundava-se em um corpo jurídico criado com argumentos teológicos, em uma burocracia exercida a distância e no trabalho compulsório.

d) A monarquia católica expandiu seu projeto comercial baseado em estamentos feudais nos moldes das capitanias hereditárias implementadas na América, na África e na Ásia.

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“A Peste Negra, vinda do Oriente, devastou a Europa nos

meados do século XIV. Subsistiu depois no estado endêmico, mostrando bruscas e violentas acometidas que afectavam especialmente as cidades. A medicina estava praticamente desarmada perante este flagelo. O único remédio era o isolamento – de uma pessoa, de um quarteirão de casas ou de toda uma cidade.”

(DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Vol. I. Editora Estampa, Lda., Lisboa, 1983).

Assim como a Peste Negra na Europa Moderna, as

epidemias acompanham o desenvolvimento das civilizações desde a antiguidade, com a Varíola; até os dias atuais, com o Coronavírus. A este respeito, analise as afirmativas a seguir: I. No mundo medievo, o movimento das Cruzadas provocou

uma intensa movimentação da população, provocando epidemias na Europa, entre elas, a Varíola.

II. Entres os séculos XI e XIII, ocorreu na Europa uma expansão das áreas de cultivo, proporcionando a ampliação de alimentos que levou ao crescimento populacional e as cidades despontaram como centros comerciais. No entanto, no século XIV, esta expansão é interrompida, surgindo uma crise geral, incluindo doenças como a Peste Negra, vista como “flagelo de Deus”. III. Durante a primeira metade do século XIX, com a

precariedade das cidades industriais, surgiram bairros operários sem saneamento básico e, assim, como na Europa no século XIV, a sujeira tomava conta e a insalubridade causou milhares de vítimas de doenças, como: a varíola, a febre tifoide, a tuberculose ou diarreia e gripe. Muitas epidemias eram transmitidas pelos ratos, que propagavam a peste bubônica.

IV. O século das luzes promoveu a ampliação dos conhecimentos em todas as áreas, entre elas, a medicina. Nesse contexto, o médico britânico, Edward Jenner (1749-1823), desenvolveu a vacina contra a varíola.

V. A partir das alternativas anteriores, podemos dizer: “As epidemias correspondem a grandes sinais de alerta que mostram ao verdadeiro estadista que um distúrbio ocorreu no desenvolvimento de seu povo, que nem mesmo uma política caracterizada pelo desinteresse pode negar”. (ROSEN, George, 1979).

Assinale a alternativa que indica quais afirmativas estão corretas.

a) I, II, III, IV e V. b) II, III e V, apenas. c) I, II, III e IV, apenas. d) II, III, IV e V, apenas. e) I, III e IV, apenas.

6. (Upf 2021) No final da Idade Média surgiu um provérbio: “O ar da cidade torna o homem livre”. (PAIS, Marco Antonio de O. O despertar da Europa. São Paulo: Atual, 1992, p. 38). Este provérbio indica que está acontecendo uma mudança no cenário europeu, marcado pelo declínio do feudalismo e o ressurgimento das cidades, refletindo a nova visão do homem daquele tempo diante do mundo.

Considerando as transformações decorrentes da transição do feudalismo para o capitalismo e o provérbio acima, é correto afirmar:

a) as Cruzadas (1096-1270) propiciaram um intercâmbio religioso entre o Oriente e o Ocidente, resultando numa maior tolerância religiosa nas cidades medievais, que passaram a seguir o modelo da cidade de Jerusalém. b) a vida no mundo rural era marcada por uma estrutura

social estratificada, enquanto nos novos centros urbanos as práticas comerciais e artesanais criaram condições para a ascensão social do homem urbano.

c) a condição servil caracterizava aqueles que trabalhavam nas terras do senhor e a ele entregavam parte da colheita, enquanto nas cidades, já no século XII, as relações de trabalho eram totalmente assalariadas. d) as cidades medievais, contando com seu próprio conjunto

de leis e jurisprudência, livres da influência dos senhores feudais, proporcionaram liberdade a todos aqueles que se sentiam oprimidos pelo modelo social feudal.

e) o Renascimento Comercial no final da Idade Média propiciou que as cidades medievais ficassem livres do pagamento das taxas e tributos feudais, deixando os habitantes das cidades livres de tais encargos monetários.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Entende-se hoje que a civilização medieval, apesar de limitada segundo os padrões atuais, dava ao homem um sentido de vida. Ele se via desempenhando um papel, por menor que fosse, de alcance amplo, importante para o equilíbrio do Universo. Não sofria, portanto, com o sentimento de substituibilidade que atormenta o homem contemporâneo. O medievo se sentia impotente diante da natureza, mas convivia bem com ela. O ocidental de hoje se sente a ponto de dominar a natureza, por isso se exclui dela.

(Hilário Franco Júnior. A Idade Média: nascimento do

Ocidente, 1988.)

7. (Unesp 2021) O “papel de alcance amplo”, “importante para o equilíbrio”, representado pelas pessoas que viviam na Idade Média, pode ser associado, entre outros fatores,

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a) à infixidez das relações sociais de trabalho, estabelecidas

a partir da possibilidade de ascensão social e da proibição de desrespeitar o rei.

b) ao reconhecimento do caráter diminuto de todo ser humano ante a grandiosidade da natureza e do conhecimento técnico-científico.

c) à percepção religiosa de que o homem está integrado ao mundo, ligado diretamente a Deus e é objeto de uma contínua luta entre o bem e o mal.

d) ao sentimento de pertencer à espécie humana, dotada de razão e com liberdade e autoridade para agir de acordo com sua vontade.

e) à identificação dos homens como dotados de livre-arbítrio, capazes de decidir seu destino e de recusar interferências humanas ou divinas.

8. (Famerp 2020) [...] o senhor faz-se homem de um senhor mais poderoso cuja força, neste caso, já não reside nos vestígios de uma função pública, mas tão só na extensão das terras e no número de vassalos que o reconhecem como suserano.

(Charles Parain et al. Sobre o feudalismo, 1973. Apud Hamilton M. Monteiro. O feudalismo: economia e sociedade, 1987.)

No âmbito da Idade Média ocidental, o texto caracteriza a) os conflitos socioeconômicos nos campos e a valorização

da hegemonia monárquica.

b) as relações baseadas na propriedade rural e o controle do poder pelos funcionários públicos.

c) as concorrências entre donos de manufaturas e a rigidez da hierarquia social.

d) as relações entre classes sociais distintas e o princípio da soberania política.

e) as relações internas à nobreza e a noção de riqueza como posse de terras.

9. (Ufpr 2020)

Sobre a iluminura, é INCORRETO afirmar:

a) Revela a supremacia da união entre guerreiros e trabalhadores sobre os membros do clero.

b) Representa a sociedade trifuncional tal qual foi concebida pelo bispo Adalberão de Laon, no século XI.

c) Expressa uma concepção de sociedade no medievo. d) Representa uma configuração social baseada na

cooperação e no serviço para a harmonia social no medievo.

e) Não expressa a sociedade medieval em sua configuração social variada.

10. (Enem digital 2020) Constantinopla, aquela cidade vasta e esplêndida, com toda a sua riqueza, sua ativa população de mercadores e artesãos, seus cortesãos em seus mantos civis e as grandes damas ricamente vestidas e adornadas, com seus séquitos de eunucos e escravos, despertaram nos cruzados um grande desdém, mesclado a um desconfortável sentimento de inferioridade.

RUNCIMAN, S. A Primeira Cruzada e a fundação do Reino de

Jerusalém.

Rio de Janeiro: Imago, 2003 (adaptado).

A reação dos europeus quando defrontados com essa cidade ocorreu em função das diferenças entre Oriente e Ocidente quanto aos(às)

a) modos de organização e participação política. b) níveis de disciplina e poderio bélico do exército. c) representações e práticas de devoção politeístas. d) dinâmicas econômicas e culturais da vida urbana. e) formas de individualização e desenvolvimento pessoal.

11. (Ufjf-pism 1 2020) Leia o texto a seguir:

“A sociedade dos fiéis forma um só corpo; mas o Estado compreende três. A lei humana impõe duas condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas. Eles defendem os poderosos e os fracos, protegem todo mundo, inclusive a si próprios. Os servos, por sua vez, têm outra condição. Esta raça de infelizes não tem nada sem sofrimento. Fornecer a todos alimentos e vestimenta: eis a função do servo. A casa de Deus, que parece una, é, portanto, tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham. Todos os três formam um conjunto e não se separam: a obra de uns permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua vez presta seu apoio aos outros.”

LAON, Adalbéron de. In: LE GOFF, Jacques. A civilização do

Ocidente medieval. São Paulo: Edusc, 2005, p. 257-258.

O trecho acima foi escrito pelo bispo Adalbéron de Laon em 1030 com o objetivo de explicar a organização social que existiu no período medieval dividida em estamentos. Sobre a sociedade estamental é CORRETO afirmar que:

a) A igreja católica defendia e justificava a divisão social da sociedade estamental.

b) A sociedade estamental caracterizava-se pela possibilidade de ascensão social.

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c) Nesta sociedade o estamento mais privilegiado era o dos

servos.

d) Nesta organização os servos eram sustentados pelos estamentos clerical e senhorial.

e) A sociedade estamental era pautada em uma hierarquia social igualitária.

12. (Acafe 2020) O período medieval europeu caracterizou-se pelo predomínio do sistema feudal, especialmente na Europa centro-ocidental. Sua formação remonta as transformações ocorridas no final do Império Romano Ocidental. Dentro deste contexto, são características associadas ao feudalismo europeu as afirmações abaixo, exceto a alternativa:

a) A Igreja Cristã tornou-se uma grande instituição. Exercia o domínio ideológico e cultural da sociedade feudal, caracterizado pelo teocentrismo.

b) O servo constituiu-se na mão-de-obra principal nas relações feudais de produtividade. Achava-se ligado à terra e a um senhor feudal.

c) As relações de suserania e vassalagem estavam ligadas ao teocentrismo medieval e serviam unicamente para formar o cavaleiro, protetor da cristandade. d) A sociedade era estamental, sem mobilidade social. Os

servos, vinculados à terra, não tinham possibilidade de ascender socialmente.

13. (Fgv 2020)

Sobre a expansão e as rotas comerciais islâmicas, é correto afirmar:

a) Constituída a partir de antigos centros urbanos, como Cairo e Damasco, a expansão foi marcada pela centralização do poder e pelo estabelecimento de um circuito mercantil articulado à Europa medieval. b) Impulsionada simultaneamente com a difusão da religião

muçulmana, a expansão foi sucedida pela fragmentação política nos séculos subsequentes, a despeito do rico mercado que articulava o Oriente ao continente europeu. c) Estabelecida devido à crise do mundo romano, a expansão

permitiu aos árabes o restabelecimento de algumas instituições políticas de Roma e o restabelecimento do Mediterrâneo como Mare Nostrum.

d) Tributária do desenvolvimento da economia europeia, a expansão islâmica manteve as características das estruturas sociais e políticas do Norte da África e estimulou um processo inédito de urbanização na Mesopotâmia.

e) Vinculada à proliferação das práticas religiosas pagãs e animistas, reativas ao cristianismo, a expansão islâmica

esteve imbricada à religião que defendia as práticas mercantis e a ascensão social como sinal da bênção dos deuses.

14. (Unioeste 2020) “No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado em relação aos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. Este se via como o renascimento da civilização greco-latina, e, portanto, tudo que estivera entre aqueles picos de

criatividade artístico-literária (de seu próprio ponto de vista, é claro) não passara de um hiato, de um intervalo. Logo, de um tempo intermediário, de uma Idade Média”.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. Prefácio. In: A Idade Média: o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001.

Tomando por base a referência acima, assinale a alternativa

INCORRETA.

a) A sociedade feudal não terminou com o início da chamada Idade Moderna entre os séculos XVI e XVIII, pois no Japão, por exemplo, o Feudalismo sobreviveu ainda até o século XIX.

b) Os Humanistas, por toda a Europa, dedicaram-se a traduzir e comentar os textos clássicos, pois acreditaram que o trabalho com as fontes antigas traria o

conhecimento de forma rigorosa e apurada.

c) As estruturas sociais, políticas, filosóficas e econômicas da Idade Média foram reforçadas e alimentadas por dois importantes movimentos: O Renascimento e a Reforma Religiosa. Este último, teve em Lutero, um importante personagem.

d) Autores do movimento Iluminista acentuaram seu desprezo pela Idade Média, censurando uma forte religiosidade, uma escassa racionalidade bem como um exagerado peso político da Igreja.

e) A Europa Ocidental conviveu, ao longo da Idade Média, com duas significativas culturas: a Bizantina e a Árabe. Ambas tiveram influência em diversos campos do conhecimento.

15. (Mackenzie 2020) “Na Antiguidade e na Idade Média,

apesar do nível técnico inferior, o tempo de produção diária, semanal ou anual era bem menor que no capitalismo. Como a religião tinha primazia sobre a economia, o tempo das festas e dos rituais religiosos era mais importante do que o tempo da produção, que foram em boa parte abolidos na esteira da modernização.”

(KURZ, R., in Folha de São Paulo, 3 jan. 1999, p. 5)

Com base no texto acima, considere as assertivas abaixo. I. O trabalho na sociedade feudal era estruturado na

servidão, que mantinha os indivíduos presos à terra, tendo que pagar uma série de obrigações em taxas e serviços. Apesar disso, o servo era preso à terra e não podia ser negociado como mercadoria, diferentemente do

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trabalhador no sistema capitalista, facilmente descartado e substituído.

II. As sociedades existentes antes da Revolução Industrial eram quase todas de caráter aristocrático e

hierarquizadas. A economia era primordialmente agrícola, em que o comércio ocupava um papel complementar. O objetivo máximo era suprir as necessidades da sociedade como um todo. Com o advento da economia de mercado capitalista, o objetivo era a obtenção do lucro, mesmo que fosse necessário transformar a força de trabalho em mercadoria.

III. A sociedade capitalista é uma organização social regida pelas necessidades das leis de mercado, não apenas para satisfazer às necessidades humanas. Nelas os

trabalhadores modernos são livres, pois não estão sujeitos à autoridade de um senhor, como antigamente, porém, na economia de mercado atual, os empregados só têm participação como vendedores de sua força de trabalho.

Assinale

a) se somente a I estiver correta.

b) se somente a I e a II estiverem corretas. c) se somente a I e a III estiverem corretas. d) se somente a II e a III estiverem corretas. e) se todas estiverem corretas.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:

[A]

Na Alta Idade Média, séculos V ao XI, surgiram três grandes civilizações: a civilização crista-ocidental católica na Europa; a civilização Bizantina em Constantinopla que rompeu com o catolicismo e criou a Igreja Ortodoxa em 1054; a civilização Árabe-Muçulmana no Oriente Médio. São três civilizações que conviveram em um mesmo contexto com línguas, religiões e cultura diferentes. Gabarito [A].

Resposta da questão 2:

[A]

A partir do momento em que houve a conversão de chefes tribais bárbaros ao Cristianismo, podemos afirmar que o poder eclesiástico se sobrepôs ao poder secular desses chefes, dada a influência que a Igreja Católica tinha sobre a sociedade feudal. Logo, tal conversão contribuiu para a imbricação do poder eclesiástico sobre o secular na sociedade europeia da época.

Resposta da questão 3:

[C]

A lepra ou hanseníase é uma doença caracterizada (desde a antiguidade) por marcas do temor, preconceito, exclusão e estigma social, muitas vezes, vinculada à ideia de pecado. Durante a Idade Média, na Europa, em função do poder exercido pela igreja católica, a doença também era vista como manifestação da vontade de Deus, como forma de castigo. Gabarito [C].

Resposta da questão 4:

[C]

O texto faz referência à formação dos Impérios Ultramarinos de Espanha e Portugal. Segundo o historiador Gruzinski, o apoio da Igreja Católica – na figura do Papa, legitimando a colonização –, a transferência da estrutura administrativa europeia para o além-mar – com a abertura de instituições nas Colônias que reproduziam a administração europeia nas Américas – e a adoção do trabalho compulsório/escravo – seja de africanos ou de indígenas – foram elementos fundamentais para o sucesso das Monarquias católicas ibéricas na colonização.

Resposta da questão 5:

[A]

Todas as afirmativas estão corretas.

Resposta da questão 6:

[B]

Na Baixa Idade Média, séculos XII-XV, ocorreram inúmeras transformações na Europa que contribuíram para a crise

feudal e o surgimento do embrião do capitalismo. No século XII, surgiu a burguesia, comerciantes que dinamizaram a economia tornando-a mais urbana e monetária. Clero e nobreza entraram em decadência, teve início um processo de centralização do poder nas mãos do rei culminado na formação dos Estados Nacionais Modernos. A estrutura feudal caracterizada por um mundo rural e estratificado foi se modificando em função de uma nova mentalidade burguesa pautada no comércio, no mundo urbano e no uso de moedas. Gabarito [B].

Resposta da questão 7:

[C]

Durante o Período Medieval, a Igreja Católica formava a base cultural e educacional da sociedade, ditando regras e costumes, e ajudando a reafirmar a divisão social então existente. Nesse contexto, a Igreja apresentava a natureza como a projetação da Cidade de Deus na terra, e, logo, os homens buscavam integrar-se a ela para aproximar-se de Deus.

Resposta da questão 8:

[E]

Durante a Idade Média, séculos V ao XV, a Europa foi caracterizada pelo sistema feudal. No campo político, o poder estava fragmentado, prevalecia o poder local dos nobres. Na esfera econômica e social, a posse da terra determinava as relações sociais dos indivíduos. Havia três estamentos: clero, nobreza e servo. Não havia mobilidade social. Os servos não possuíam terras, portanto,

trabalhavam e pagavam impostos para manter a sociedade. Entre os nobres, proprietários de terras e títulos, havia uma relação de suserania e vassalagem. O clero, constituído pelos membros da Igreja católica, cuidava da esfera espiritual. Gabarito [E].

Resposta da questão 9:

[A]

As Iluminuras eram as imagens muito comum nos livros medievais. As imagens representavam muito do contexto medieval no qual prevaleceu o poder da igreja católica que detinha o monopólio do saber, possuía muitas terras e explicava o mundo a partir de uma concepção cristã-teocêntrica. Gabarito [A].

Resposta da questão 10:

[D]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

No ano de 395, o imperador romano Teodósio dividiu o império romano em duas partes: Império Romano do Oriente, capital Constantinopla e o Império Romano do Ocidente capital Roma. Em 476 ocorreu a queda do Império Romano do Ocidente, marcando o final do mundo antigo e o início da Idade Média. A partir daí o Império Romano do Oriente conhecido como Império Bizantino foi retomando suas raízes gregas e se distanciando do modo de vida da

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Europa. Enquanto a Europa foi se ruralizando e ganhando uma fachada feudal, o Império Bizantino desenvolveu um comércio, possuía poder político centralizado e uma vida urbana mais dinâmica. Gabarito [D].

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]

A relação que os europeus nutriram com os habitantes da cidade de Constantinopla está muito próxima àquilo que podemos denominar como etnocentrismo. Por não se identificarem com as dinâmicas econômicas e culturais da cultura local, os europeus passaram a nutrir esse sentimento de desdém, ainda que tivessem algum desconforto com isso.

Resposta da questão 11:

[A]

A Igreja Católica, durante a Idade Média, usava a palavra e a vontade de Deus (expressas nas escrituras e interpretadas como melhor lhe convinha) para justificar a divisão social existente, que prejudicava muito aos servos.

Resposta da questão 12:

[C]

No mundo feudal, Europa no período medieval, as relações sociais estavam assentadas na posse de terras e nos títulos de nobreza. Era uma sociedade estamental, sem mobilidade social, clero e nobreza tinham privilégios enquanto os servos trabalhavam para manter a sociedade. A relação de

suserania e vassalagem está associada a doação de terras, o nobre que doa é denominado “suserano” e o nobre que recebe é chamado de “vassalo”. Havia ajuda Mútua entre as duas partes. Gabarito [C].

Resposta da questão 13:

[B]

Após a morte de Maomé em 632, a região da Arábia Saudita foi governada pela família de Maomé, ficou conhecido como Califas Perfeitos ou Legítimos, 632-660. No ano de 660 a família Omíadas tomou o poder e governou até 750, ocorreu a expansão através da Guerra Santa (djihad), dominou o Mar Mediterrâneo contribuindo para a consolidação do

Feudalismo. Mudou a capital de Meca para Damasco. Em 750, a família Abássidas tomou o poder, mudou a capital para Bagdá. Essa dinastia governou até o ano de 1258. Durante o governo Abássidas, ocorreu a decadência e fragmentação do mundo Islâmico em califados independentes. Gabarito [B].

Resposta da questão 14:

[C]

O texto do historiador Hilário Franco Júnior, faz referência à Idade Média europeia, séculos V ao XV, quando surgiu a Civilização Cristã Ocidental. O Renascimento Cultural iniciou-se na Itália no século XIV criticando (e não reforçando) os valores teocêntricos do mundo medieval. A Reforma Protestante teve início em 1517 com Lutero na Alemanha,

criando religiões (Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo), rompendo com o catolicismo. Gabarito [C].

Resposta da questão 15:

[E]

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Referências

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