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TESTAR POSITIVO: A DISCURSIVIDADE EM TEMPOS PANDÊMICOS

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Academic year: 2021

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TESTAR POSITIVO: A DISCURSIVIDADE EM TEMPOS PANDÊMICOS

Lílian Pereira de CARVALHO1

Livia Maria Falconi PIRES2

Resumo

O projeto de extensão Enciclopédia discursiva da Covid-19, da UFSCar, propôs-se a tratar as novas formas de dizer durante a pandemia, de modo que se fizesse uma análise discursiva e crítica, acessível para o público em geral. Para o levantamento do corpus, foram selecionados sites de divulgação científica e sites de notícias da grande mídia. Nesse projeto, versamos sobre a expressão testar positivo. Nossa motivação em analisar tal expressão deu-se em razão de ser um decalque da língua inglesa, visto que, sintaticamente, ela não ocorre na língua portuguesa. Constatou-se que o termo materializa a exposição do sujeito que tem acesso ao teste, especialmente os sujeitos públicos, invisibilizando a maioria da população, que pouco tem acesso ao teste. Ainda que o termo tenha sido mobilizado em diferentes contextos previamente, durante a pandemia o uso do termo se intensifica, promovendo assim, a sua cristalização. Palavras-chave: Enciclopédia discursiva; testar positivo; COVID-19.

Introdução

No atual contexto de pandemia da COVID-19, materializaram-se novas formas de dizer, de se referir no e ao mundo, visto que muitas pessoas estão vivendo situações pelas quais ainda não haviam passado. Expressões como novo normal e fica em casa emergiram, significando e ressignificando as palavras durante a pandemia. Fazer-se entender nesse momento e, de certa forma, apropriar-se dessas expressões no cotidiano se fez necessário.

1 Universidade Federal de São Carlos; Instituto Federal de São Paulo. E-mail: [email protected]. 2 Universidade Federal de São Carlos; Centro Universitário Central Paulista. E-mail:

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Pensando tais condições de produção, surgiu o projeto da Enciclopédia Discursiva da Covid-19 que propõe a produção de verbetes discursivos sobre termos que circulam em tempos pandêmicos. Nesta cenografia optou-se por, além de fazer a definição dos termos e uma descrição linguística – morfológica, sintática, pragmática ou semântica –, também fazer uma análise discursiva, partindo dos pressupostos teóricos dos estudos discursivos. Dentre tantos termos e expressões está o testar positivo, uma das muitas formas de se dizer que alguém está com COVID-19.

A questão sintática por trás do testar positivo

Uma manchete de jornal como “Mais de 2,6 milhões de brasileiros já testaram positivo para COVID-19”3, tão corrente na situação atual, pode causar certo estranhamento porque essa oração não cumpre com as regras da gramática do português brasileiro. O termo “positivo”, do ponto de vista de sua função na oração, funciona como um predicativo, ou seja, representa uma característica, um atributo dado ao elemento sobre o qual se está falando.

Na língua portuguesa, o verbo “testar” exige um complemento obrigatório; neste caso, exige um objeto direto. A partir desse funcionamento é que testar positivo pode soar estranho, pois um predicativo, o “positivo”, não poderia acompanhar um verbo, mas apenas um sujeito, sendo seu atributo.

Conforme Bagno (2020), testar positivo tem sido usado no Brasil por influência direta da língua inglesa, ou seja, produziu-se um decalque da língua inglesa. Na esteira de Parsons (1990), constata-se uma propriedade sintática, denominada construção resultativa, a qual expressa o resultado da ação realizada pelo sujeito, porém sem

aparecer de fato na frase, como o exemplo usado pelo autor “John hammering the metal

flat”, o que, traduzido literalmente, ficaria “John martelou o metal chato/achatado”.

Entretanto, o sentido ali produzido é “John martelou o metal até achatar”.

O mesmo ocorre em “She tested positive”, “He tested positive” ou “They tested positive”4. No português brasileiro, não haveria uma tradução direta dessas frases e, se houvesse, seria algo como: “ela fez o teste, que deu positivo”, “ele fez o teste, que deu positivo” ou “eles fizeram o teste, que deu positivo”. No entanto, do ponto de vista

3 Disponível em: <https://noticias.r7.com/jr-24h/boletim-jr-24h/Nídeos/mais-de-26-milhoes-de-brasileiros-já-testaram-positivo-para-covid-19-20082020>. Acesso em: 09 out. 2020.

4 Tradução decalcada e usada correntemente: ele testou positivo, ela testou positivo, eles testaram positivo. De acordo com o dicionário Oxford, uma das definições do verbo testar refere-se ao ato de “fazer o exame de sangue, de uma parte do corpo, a fim de encontrar o que tem de errado com uma pessoa, ou checar a condição de sua saúde” (tradução das autoras).

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normativo da língua portuguesa, não se produziria uma expressão como “alguém testou positivo”.

É importante dizer que levar uma expressão de uma língua para a outra ocorre em todas as línguas e, no caso de testar positivo, acontece esse mesmo movimento do inglês para o português, para o francês e para o espanhol, como se pode verificar nos exemplos: “el 59% de las personas que testearon positivo para COVID-19, y por tan solo el 18% de las que testearon negativo5” e “Le président brésilien Jair Bolsonaro testé positif”6.

Tratando, então, especificamente da língua portuguesa, verificou-se como a expressão testar positivo aparece nas diferentes mídias brasileiras em relação ao diagnóstico da doença. Assim, deslizamos aqui para uma análise discursiva, delineando os efeitos de sentidos produzidos pelo sintagma e sua circulação.

O termo nas mídias de divulgação científica e de massa

Convencionou-se analisar o funcionamento do termo em mídias de divulgação científica e nas mídias de massa, por uma questão de recorte, na circulação do termo nos sites de notícias R7 e nas plataformas FAPESP e InformaSus.

Na plataforma da FAPESP, voltada para a divulgação científica, por exemplo,

ele é encontrado para fazer referência ao diagnóstico de COVID-19, como em 7“os

pesquisadores vão se concentrar nas gestantes que testarem positivo para COVID-19”. Porém, muitas outras formas são utilizadas com a mesma finalidade: “resultado positivo”, “teste (ser) positivo”, “dar positivo”, “diagnóstico positivo”8. Há também expressões usadas entre os profissionais da Saúde, como: “caso positivo”, “PCR positivo”, “controle positivo”, “pacientes positivos” para COVID-19.

5 Disponível em: <https://agencia.fapesp.br/investigaran-de-que-manera-el-nuevo-coronavirus-afecta-al-olfato/33260/>. Acesso em: 9 out. 2020.

6 Disponível em: <https://www.lefigaro.fr/sciences/coronavirus-127-clusters-en-cours-d-investigation-en-france-bolsonaro-se-soumet-a-un-test-20200707>. Acesso em: 9 out. 2020.

7 Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/gestantes-e-bebes-tendem-a-apresentar-sintomas-leves-da-covid-19/>. Acesso em: 9 out. 2020.

8 Alguns exemplos: “Apenas 10 amostras apresentaram resultado positivo no teste sorológico e só uma no teste molecular” (https://agencia.fapesp.br/em-ribeirao-preto-apenas-12-da-populacao-foi-infectada-pelo-novo-coronavirus/33182/); “Os resultados dos testes agrupados das oito linhas e oito colunas podem revelar que há três grupos, por exemplo, com casos positivos.” Disponível em: <https://agencia.fapesp.br/ testes-agrupados-podem-aumentar-a-capacidade-de-diagnosticar-a-covid-19/33416/>; “Nenhum teste positivo foi registrado nas nove cidades estudadas...” (Disponível em: <https://agencia.fapesp.br/epidemia-de-covid-19-avanca-de-forma-heterogenea-e-ainda-sem-controle-no-brasil/33264/>. Acesso em: 13 out. 2020.

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No que diz respeito especificamente à expressão testar positivo, nota-se que há variações como “testar”, “testou”, “testaram”, “foi testado positivo”, geralmente acompanhadas de “para a COVID-19”, como em “A equipe voltou à residência desse participante que testou positivo no RT-PCR (...) para avaliar outros quatro moradores da

casa”9. Verificou-se também a presença das variações da expressão testar positivo em

22,5% das ocorrências, aparecendo também o termo “resultado positivo”, com frequência de 18,5% do total. Isso demonstra uma leve predileção pelo uso da expressão vinda do inglês.

Na plataforma InformaSus, plataforma de divulgação científica da UFSCar sobre a Covid-19, foram verificados poucos usos do termo “positivo”. Mesmo assim, as expressões testar positivo e “resultado positivo”, por sua vez, tiveram uma maior incidência – com aproximadamente 19% do total para cada uma delas. Um exemplo disso pode ser verificado na publicação realizada em maio de 2020: “os pesquisadores relatam uma série de 5 casos de pacientes com menos de 50 anos que apresentaram manifestações neurológicas e alterações em exames de imagem compatíveis com quadro

de AVC e que foram testados positivo para COVID-19”10.

É importante salientar a maior variação das maneiras de se falar sobre o diagnóstico da COVID-19 encontradas nesses sites, como mostram os exemplos anteriores. Entretanto, entende-se que a expressão testar positivo também se cristaliza nos veículos de divulgação científica por sua maior frequência, ainda que menor do que na mídia de circulação geral.

No que diz respeito a essa última, o testar positivo aparece com maior frequência, totalizando quase 40% das ocorrências. As variações foram: “dar positivo”, “resultado positivo” e “teste foi positivo”. Aparecem, exclusivamente na mídia de massa, “ter teste positivo” (com 12% dos resultados), “estar com COVID-19”, “ter exame positivo” e “resultaram positivo”. Muitos dos resultados do testar positivo referem-se a personalidades, sejam artistas, políticos, atletas, como se verifica em "Vinícius Popó, do Cruzeiro, testa positivo para a COVID-19 e é afastado dos treinos pelo clube mineiro"11, “General Heleno testa positivo para coronavírus”12 ou em “Eliana

9 Disponível em: <https://agencia.fapesp.br/em-ribeirao-preto-apenas-12-da-populacao-foi-infectada-pelo-novo-coronavirus/33182/>. Acesso em: 09 out. de 2020.

10 Disponível em: <https://www.informasus.ufscar.br/alteracoes-neurologicas-e-covid-19-como-as-evidencias-cientificas-podem-nos-guiar/>. Acesso em: 09 out. 2020.

11 Disponível em: <https://esportes.r7.com/lance/vinicius-popo-do-cruzeiro-testa-positivo-para-a-covid-19-e-e-afastado-dos-treinos-pelo-clube-mineiro-31052020>. Acesso em: 9 out. 2020

12 Disponível em: <https://noticias.r7.com/politica/general-heleno-testa-positivo-para-coronavirus-18032020>. Acesso em: 9 out. 2020.

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testa positivo para COVID-19”13. Em grande parte dos registros nesses usos, o verbo aparece no presente, o que torna a notícia sempre atualizada, não importando quando será acessada.

Da mobilização à cristalização dos sentidos do testar positivo

Entende-se que a situação de pandemia fez circular, e, de certa maneira, “pandemizou” o testar positivo. Seu uso não havia sido tão mobilizado antes porque sempre esteve vinculado a grupos específicos, como a sujeitos soropositivos durante a epidemia da Aids e a esportistas em casos de testes antidopings. A expressão testar positivo emergiu e se disseminou durante a pandemia de maneira intensificada, considerando inclusive o modo como essa crise sanitária afeta toda a população mundial.

De acordo com Krieg-Planque (2018), as palavras não aparecem sozinhas, mas sempre em conjunto com outras, sejam encadeadas, formando frases, textos, de forma linear. Nesta linearidade, uma palavra associa-se a outra, manifesta uma atração privilegiada em relação às outras e torna-se difícil fracioná-la, funcionando em bloco, constituindo-se em conjuntos relativamente prontos, dos quais as pessoas se lembram facilmente. Entretanto, essa associação é criativa e imprevisível e, por isso, permite que expressões como o testar positivo apareçam e circulem.

Ainda na esteira de Krieg-Planque (2018), destacamos o princípio da imprevisibilidade e da criatividade, que se mostra fundamental para que entendamos o conceito de cristalização, visto que este conceito manifesta situações a partir deste princípio. Logo, entende-se que, em uma situação de cristalização, não é possível que um termo seja substituído por outro de mesma categoria sintática, bem como acrescentar outras palavras, sem que o sentido cristalizado não se perca.

É preciso destacar que um sintagma cristalizado, como testar positivo relaciona-se com os usos e com a memorização individual ou coletiva, como também é vinculada ao contexto e a situação, ou seja, varia de acordo com lugares de inscrição, de quem lê e com os gêneros textuais. Testar positivo, no caso de exames antidoping, produz um sentido muito diferente do que para aquele que recebe o diagnóstico de Covid- 19, assim como é também diferente para aqueles que recebem o diagnóstico positivo para HIV, por exemplo.

13 Disponível em: <https://entretenimento.r7.com/prisma/flavio-ricco/eliana-testa-positivo-para-covid-19-26062020>. Acesso em: 9 out. 2020.

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A autora reforça que a questão da cristalização é importante nos estudos da tradução, por exemplo, quando não se pode traduzir ao pé da letra, já que não faz sentido em outras línguas. Entretanto, o que acontece no caso do testar positivo é exatamente isso: Uma tradução literal da língua inglesa para a língua portuguesa, como também em outras línguas, e que se estabilizou. O princípio da imprevisibilidade se aplica neste caso, ainda que não fosse esperado.

No que diz respeito à delimitação do corpus quando se trata de cristalização.

Deve sempre remeter a corpus bem delimitado, cuja especificidade e, por sua vez, os tipos de cristalização constatados ajudarão a descrever: uma dada produção discursiva se caracteriza fortemente pelos tipos de cristalização que estabelece e põe em circulação. (Krieg-Planque, 2018, p.114-115).

É o que é produzido com a mobilização do testar positivo, que também apareceu na mídia de circulação geral e em notícias de cunho científico sobre descobertas novas a respeito do vírus SARS-CoV-2, como em “Dados da OMS indicam

que, a cada cem brasileiros que testam positivo para a doença, três não resistem”14,

assim como aparecem também nos meios de divulgação científica.

No ambiente médico-hospitalar circula a expressão “testar reagente”, que funciona de maneira distinta do testar positivo, visto que essa expressão pode gerar uma série de estigmas em relação a pacientes infectados com uma doença. A grande circulação do testar positivo na mídia de massa, portanto, é a materialização de que o sigilo da ética médica fica em segundo plano, contribuindo com uma maior exposição dos sujeitos.

É possível dizer que a cristalização se dá pela circulação em massa durante a pandemia, de acordo com o contexto e a situação. É necessário que se diga que a tal cristalização produz efeitos de sentidos os quais destacam sujeitos privilegiados em detrimento dos invisibilizados. É esse sintagma amplamente mobilizado e cristalizado que materializa as profundas questões sociais brasileiras. São os discursos que são materializados na língua e são neles que estão os embates sociais.

A mobilização de testar positivo e sua grande circulação na mídia não chama atenção, apenas, pelo seu caráter sintático, pelo seu funcionamento na estrutura linguística. Para além da estrutura e para além do enunciado, trata-se aqui de discurso, e

14 Disponível em: <https://noticias.r7.com/saude/covid-19-e-tres-vezes-menos-letal-no-brasil-do-que-na-italia-31032020>. Acesso em: 9 out. 2020.

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esse discurso produz sentidos a partir da cristalização de tal sintagma. Portanto, a grande circulação do sintagma testar positivo está relacionada a pessoas ou grupos que transitam na mídia, destaca a preocupação sobre a circulação do vírus nas classes privilegiadas.

A questão, então, não é apenas o fato de que o vírus circula, mas por onde especificamente ele o faz. A diferença entre aqueles que têm acesso aos testes e aos que não têm, ou seja, entre quem “testa positivo” e quem nem mesmo realiza o teste, então, se materializa na circulação dessa expressão nos meios de comunicação, sendo mais um indício/atestado da grande desigualdade social do Brasil atual.

Algumas considerações finais

O testar positivo coloca em evidência a discussão sobre a língua, na medida em que a expressão é uma tradução direta da língua inglesa, e pode produzir estranhamento. Os sentidos produzidos estão relacionados ao estranhamento de sua estrutura sintática, ao mesmo tempo em que estão relacionados com a exposição pública dos sujeitos que testaram positivo. A cristalização dessa expressão se dá por conta da efervescência e da intensificação de seu uso, que provocaram a grande circulação dos dizeres sobre tudo o que envolve a pandemia.

Em um país de tamanhas desigualdades como o Brasil, o acesso ao testar positivo e o tratamento ao qual os sujeitos têm direito são, muitas vezes, privilégios daqueles que são personagens (ou personalidades) nas pautas da mídia de massa, que ali são expostos e, por isso, evidenciados. Para a maioria da população, invisibilizada, a possibilidade de fazer o teste é pequena, o que contribui com seu apagamento da malha social. No entanto, em uma pandemia, deveria ser mais importante saber – e divulgar – quantos testaram positivo, e não quem testou positivo.

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REFERÊNCIAS

BAGNO, Marcos. “Ela testou positivo”: que sintaxe é essa?. Blog da parábola

editorial. São Paulo. 30 mar. 2020. Disponível em: <https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/ela-testou-positivo-que-sintaxe-e-essa>. Acesso em: 15 dez. 2020.

BERTUCCI, Roberlei. Construções resultativas infinitivas em português brasileiro.

Alfa, v. 58, n. 3, p. 623-644, 2014.

KRIEG-PLANQUE, Alice. Analisar Discursos Institucionais. Trad. Luciana S. Salgado e Helena Boschi. Uberlândia: EDUFU, 2018.

MAINGUENEAU, Dominique. Discurso e análise do discurso. São Paulo: Parábola. 2015.

PARSONS, Terence. Events in the semantics of English: a study in subatomic semantics. Cambridge: The MIT Press, 1990.

PECHEUX, Michel. Semântica e Discurso – uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Ed. Unicamp. 1988.

_____. Discurso: Estrutura ou Acontecimento. Tradução: Eni Puccinelli Orlandi. 5. ed. Campinas: Pontes Editores, 2002.

ORLANDI, Eni. Análise de Discurso: princípios & procedimentos. 8. ed. Campinas: Pontes, 2009.

TEST. In: Oxford Learner’s dictionaries. Oxford: Oxford University Press. 2020. Disponível em: <https://www.oxfordlearnersdictionaries.com/definition/english/test_2>. Acesso em: 15 dez. 2020.

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