REVISÃO EM EXERCÍCIOS. Então, nobres alunos e alunas! Hoje finalizamos nosso curso, com a revisão de todas as questões vistas nas aulas.

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Texto

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todas as questões vistas nas aulas.

Desde já, desejo uma excelente prova a todos! Sucesso na caminhada e que Deus possa continuar a abençoá-los.

Sempre que necessário, não deixem de entrar em contato conosco! Prof. Adriel Sá.

1. PODERES E DEVERES ADMINISTRATIVOS

1.1. Quadro sinóptico

Conceitos Gerais

- (Âmbito Penal) inexistência do fato + negativa de autoria =

(Âmbitos Cível e Administrativo) Irresponsabilidade.

- Teoria subjetiva: fundamenta-se na ideia de “culpa em sentido amplo”.

- Teoria objetiva: não há a necessidade de demonstração de dolo ou de culpa contra quem se pleiteia a indenização.

- A responsabilidade objetiva do Estado pode alcançar fatos

ilícitos e lícitos.

Conceitos de Dano

- A indenização requer dano jurídico a um direito.

- Dano jurídico: pressupõe a agressão a um bem tutelado, de natureza material ou não.

Dano jurídico certo ou real, atual ou futuro: o dano subsiste pelo pressuposto da sua certeza. É aquele real e efetivamente existente, que não tenha sido reparado pelo agente causador. Não se admite o dano meramente hipotético.

Dano especial: aquele que onera a situação particular de um ou alguns indivíduos, não sendo um prejuízo genérico.

Dano anormal: aquele que excede os agravos normais incidentes sobre o patrimônio do administrado.

Dano patrimonial ou material: aquele que provoca uma redução no patrimônio econômico da vítima, sendo repartido em emergente (o dano efetivo) e em lucro cessante (aquilo que se deixa de ganhar). Deve ser comprovado pela vítima.

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direitos personalíssimos, como a honra, a imagem e a intimidade. Dispensa a vítima do ônus da prova.

Teorias sobre Nexo Causal

- Equivalência das condições ou dos antecedentes: todos os antecedentes serão considerados para se apurar o resultado danoso.

- Causalidade adequada: os antecedentes não são todos equivalentes. Considera-se como causa do dano somente o antecedente que tiver maior probabilidade em abstrato de produzir o ato lesivo.

- Causalidade direta e imediata ou interrupção do nexo causal: considera-se como causa do dano apenas o evento que se vincular direta e imediatamente ao dano.

Evolução Doutrinária das Teorias de

Responsabilidade Civil do Estado

1ª Teoria: A Irresponsabilidade do Estado (teoria regalista ou feudal)

Adotada na época dos estados absolutistas, o rei era o Estado,

não havendo limitações ao poder do soberano.

2ª Teoria: A Responsabilidade com Culpa Civil do Estado (teoria civilista)

O Estado responderia pelos prejuízos decorrentes de seus atos de gestão, aqueles desprovidos de supremacia estatal

praticados pelos agentes públicos. Para os atos de império, o Estado mantinha-se irresponsável.

3ª Teoria: A Responsabilidade pela “Culpa do Serviço” (teoria da culpa anônima ou administrativa)

Acresce à teoria civilista a desnecessidade de se fazer

diferença entre os atos de império e os de gestão,

competindo ao interessado provar a culpa do Estado, mesmo que não fosse possível identificar o agente causador do prejuízo. 4ª Teoria: A Responsabilidade Objetiva do Estado (teoria do risco administrativo)

Afasta a necessidade de comprovação de dolo ou culpa do agente público, e fundamenta o dever de indenizar na noção de risco.

5ª Teoria: A Responsabilidade Objetiva do Estado (teoria do risco integral)

O Estado funciona como “segurador universal”, sendo obrigado a indenizar os prejuízos suportados por terceiros, ainda que resultantes da culpa exclusiva da vítima ou de eventos da natureza. Evolução da Responsabilidade do Estado no Direito Brasileiro Constituição do Império de 1824

- Faz constar expressamente a irresponsabilidade do Imperador. - Responsabilidade subjetiva dos agentes do Estado.

- Existência de regulamentação infraconstitucional reconhecendo a responsabilidade solidária do Estado e seus agentes públicos. Constituição Republicana de 1891

- Não faz constar expressamente a irresponsabilidade do Imperador.

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- Existência de regulamentação infraconstitucional reconhecendo a responsabilidade solidária do Estado e seus agentes públicos. Constituição Federal de 1934 e 1937

- Responsabilidade subjetiva solidária do Estado e seus funcionários.

Constituição Federal de 1946

- Inaugurou a responsabilidade objetiva do Estado. Constituição Federal de 1967

- Responsabilidade objetiva do Estado

- Fez constar a possibilidade de ação regressiva em caso de dolo do agente público.

Constituição Federal de 1988

- Responsabilidade objetiva do Estado e das pessoas de Direito Privado prestadoras de serviços públicos.

Teoria do Risco Administrativo

- O Estado tem o dever de indenizar o dano sofrido de forma injusta pelo particular, independente de falta do serviço ou de culpa dos agentes públicos. Existindo o dano (o fato do serviço), o Estado tem a obrigação de indenizar.

- É possível que o Poder Público demonstre a culpa da vítima para excluir ou atenuar a indenização.

Principais considerações:

- O risco administrativo não se aplica a todas as hipóteses em que órgãos/entidades do Estado causem prejuízos a terceiros, mas apenas nos casos em que a ação de uma pessoa jurídica de Direito Público estatal venha a causar danos aos particulares. - O dano é prejuízo e pode ser material ou moral

- Independentemente de serem ou não estatais e, com algumas ressalvas, as prestadoras de serviço público submetem-se às regras de responsabilização civil do Estado.

- Para o conceito de agente público, o alcance é bem amplo, de modo a abranger os mesários e os membros do tribunal do júri (agentes honoríficos, caráter transitório e sem remuneração) e os servidores detentores de cargos e empregos públicos da Administração.

- Para o conceito de terceiros, inclui-se todas as pessoas físicas e jurídicas, sejam elas servidores públicos ou não, sejam elas administrativas ou não.

Responsabilidade Civil das Empresas Estatais

As entidades de Direito Privado, desde que sejam prestadoras

de serviços públicos, estão submetidas à responsabilidade de

natureza objetiva em relação aos usuários e não usuários (terceiros).

Responsabilidade Civil por Atos Omissivos

- Na omissão estatal, de regra, há a responsabilidade de natureza subjetiva, em que se exige do potencial prejudicado a comprovação da culpa ou do dolo por parte da Administração Pública.

- As exceções à regra são os casos hipotéticos sobre pessoas sob a guarda ou a custódia do Estado, em que haverá a responsabilidade civil objetiva do Estado.

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Responsabilidade por Atos Legislativos e

Judiciais

- Na prática de atos pelo Estado-juiz e Estado-legislador, não cabe, “a priori”, a responsabilização do Estado.

Atos legislativos típicos

A doutrina e a jurisprudência têm admitido, por exceção, a responsabilização do Estado em três hipóteses:

 Leis de efeitos concretos;

 Leis declaradas inconstitucionais; e  Omissão legislativa.

Atos judiciais típicos

A atual Constituição estabelece que o Estado indenize o condenado por erros judiciários, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença (responsabilização criminal).

Prisão preventiva: excesso expressivo de prazo, revela direito

à percepção do dano moral.

Responsabilidade dos Agentes Públicos e o Direito de Regresso do

Estado

- Visão STF: Ação de indenização promovida pelo particular contra a pessoa jurídica (princípio da impessoalidade). NÃO HÁ possibilidade de litisconsórcio passivo. Agente responde perante o Estado em ação regressiva.

- Visão Doutrina:

Posição majoritária: a ação de indenização contra a pessoa

jurídica PODE incluir, como parte, o agente causador do dano -

HÁ possibilidade de litisconsórcio passivo. Posição minoritária:

a ação de indenização contra a pessoa jurídica DEVE incluir, como parte, o agente causador do dano - HÁ obrigação de litisconsórcio passivo.

Visão STJ: A vítima PODE propor ação de indenização contra o agente, contra o Estado ou contra ambos, como responsáveis solidários. O litisconsórcio passivo é facultativo.

Prescrição contra a Fazenda Pública

- As ações de ressarcimento a favor do Estado são

imprescritíveis.

- Tratando-se das dívidas passivas do Estado, a ação para a reparação dos danos deve ser proposta em até cinco anos (prescrição quinquenal).

Excludentes de Responsabilidade

O Estado nem sempre será responsável pelos atos danosos causados a terceiros, havendo situações que excluem a sua responsabilidade total ou parcialmente: culpa exclusiva da

vítima, caso fortuito e força maior e fato exclusivo de terceiros.

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QUESTÃO 01 - FCC - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual (SEFAZ PE)/2014 - Considere o trecho do acórdão do Superior Tribunal de Justiça e as assertivas a seguir:

“Quanto ao mérito, nos termos da jurisprudência do STJ, a responsabilidade civil do Estado para condutas omissivas é subjetiva, sendo necessário, dessa forma, comprovar negligência na atuação estatal, o dano e o nexo causal entre ambos.

(...)

Com se vê, da análise das razões do acórdão recorrido, observa-se que este delineou a controvérsia dentro do universo fático-probatório. Caso em que não há como aferir eventual inexistência de nexo de causalidade sem que se abram as provas ao reexame.”(Min. Rel. Humberto Martins; AgR no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL no 501.507 − RJ; j. 27.05.2014)

I. Embora a Constituição Federal tenha estabelecido a modalidade objetiva de responsabilidade para o Estado tanto para atos omissivos, quanto para atos comissivos, a jurisprudência mitigou esse rigor, passando-a a subjetiva em ambas as hipóteses.

II. O Superior Tribunal de Justiça admite a modalidade subjetiva de responsabilidade para o Estado nos casos de omissão, o que não afasta a necessidade de demonstração do nexo de causalidade.

III. Para a comprovação da responsabilidade objetiva não é necessária a demonstração de nexo de causalidade e de culpa do agente público, enquanto que na responsabilidade subjetiva, esses requisitos são indispensáveis.

De acordo com o exposto, está correto o que se afirma em a) I, II e III. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) III, apenas. e) I e II, apenas. Comentários: A resposta é a letra “B” (F, V e F).

I. Embora a Constituição Federal tenha estabelecido a modalidade objetiva de responsabilidade para o Estado tanto para atos omissivos, quanto para atos comissivos, a jurisprudência mitigou esse rigor, passando-a a subjetiva em ambas as hipóteses.

ERRADO. No art. 37, §6º, da CF previu-se a responsabilidade objetiva para atos COMISSIVOS. A regra é que, para atos omissivos, vigora a responsabilidade subjetiva.

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II. O Superior Tribunal de Justiça admite a modalidade subjetiva de responsabilidade para o Estado nos casos de omissão, o que não afasta a necessidade de demonstração do nexo de causalidade.

CERTO. A omissão pode ser genérica ou específica. Na genérica, a responsabilidade do Estado é subjetiva, havendo a necessidade de ser comprovado o elemento culpa ou dolo. Agora, tratando-se de omissão específica, em que há o dever de o Estado agir, a responsabilidade poderá ser de natureza objetiva. Em todo caso, é necessária a demonstração do nexo de causalidade.

III. Para a comprovação da responsabilidade objetiva não é necessária a demonstração de nexo de causalidade e de culpa do agente público, enquanto que na responsabilidade subjetiva, esses requisitos são indispensáveis.

ERRADO. Na responsabilidade objetiva, o Estado responde independentemente da comprovação de dolo ou de culpa. No entanto, são elementos necessários: ação, conduta e nexo de causalidade.

Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 02 - FCC - Técnico Judiciário (TRT 18ª Região)/Administrativa/Segurança/2013 - Após o resgate de vítimas de um acidente de trânsito, uma ambulância do serviço de saúde municipal deslocava-se em alta velocidade em direção ao hospital público mais próximo, tendo colidido com um veículo particular. Em decorrência dessa colisão, um dos resgatados que estava no interior da ambulância sofreu traumatismo craniano e acabou falecendo. De acordo com o que dispõe a Constituição Federal, o Município

a) responde subjetivamente pelos danos materiais causados, bem como por danos morais aos familiares da vítima.

b) não responde civilmente pelos danos causados, tendo em vista que o excesso de velocidade para as ambulâncias configura excludente de responsabilidade, pois se trata de conduta esperada.

c) responde objetivamente pelos danos causados, cabendo indenização aos familiares da vítima que tenham relação de dependência financeira com a mesma.

d) responde objetivamente apenas pelos danos materiais causados, ficando afastada indenização por danos morais em razão da ausência de culpa a ser imputada ao condutor da ambulância.

e) não responde civilmente perante os familiares da vítima, tendo em vista que o nexo de causalidade ensejador da responsabilidade civil remete ao primeiro acidente ocorrido, do qual não participou qualquer agente público.

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Comentários:

A Responsabilidade da Administração Pública pode ser, conforme já afirmamos, tanto por AÇÃO quanto por OMISSÃO. E é a Constituição Federal, por meio do artigo 37, § 6º, que apresenta o principal dispositivo a ser seguindo quanto à Responsabilidade estatal:

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Dessa forma, a regra, em nosso ordenamento, para as pessoas previstas no mencionado artigo constitucional, é a RESPONSABILIZAÇÃO OBJETIVA, ou seja, ainda que não tenha havido DOLO (intenção) ou CULPA do agente estatal.

No caso narrado, temos a situação em que uma ambulância municipal, por estar dirigindo em alta velocidade, colidiu com um veículo particular. É necessário que seja averiguado se houve culpa ou dolo do motorista da mencionada ambulância?

Para efeitos de indenização dos danos causados a terceiros, a resposta é NÃO! Após o pagamento da indenização, no entanto, o Poder Público verifica se houve dolo ou culpa do motorista municipal. Em caso positivo, pode ajuizar a competente Ação Regressiva, esta sim de caráter SUBJETIVO.

Danos causados a terceiros - Responsabilidade Objetiva - Independe de Dolo ou Culpa

Ação Regressiva - Responsabilidade Subjetiva - Depende de Dolo ou Culpa do Agente

Gabarito: letra “C”.

QUESTÃO 03 - FCC - Analista Judiciário (TRT 18ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 - Numa ocorrência de acidente de trânsito envolvendo uma viatura oficial da polícia militar e um carro particular, os agentes públicos responsáveis pelo resgate prestaram socorro primeiramente aos policiais militares feridos. Quando outra viatura foi acionada para prestar o atendimento emergencial as outras vítimas, o estado de saúde de uma delas estava bastante agravado. Diante desse cenário e do que prevê a Constituição Federal brasileira,

a) o Estado pode ser responsabilizado civil e objetivamente pelos danos causados pela demora no atendimento.

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b) o Estado não pode ser responsabilizado objetivamente, porque a Constituição Federal brasileira não contempla responsabilização por atos omissivos.

c) somente os agentes responsáveis pelo primeiro socorro podem ser responsabilizados pessoalmente, tendo em vista que não prestaram o adequado atendimento às vítimas.

d) o Estado só pode ser responsabilizado pelos danos causados se os policiais militares envolvidos no acidente tiverem culpa pelo mesmo.

e) o Estado pode ser responsabilizado subjetiva e subsidiariamente pelos danos causados aos civis envolvidos no acidente.

Comentários:

Inicialmente vejamos a disposição constitucional mencionada no enunciado (artigo 37, § 6º):

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Assim, a regra geral é a de que a responsabilização do Estado seja OBJETIVA para as AÇÕES do Poder Público e SUBJETIVA para as OMISSÕES.

No entanto, temos que analisar as hipóteses de omissão com mais cuidado. Já está pacificado na doutrina o entendimento de que a responsabilização, ainda que decorrente de omissão do Poder Público, será OBJETIVA em todas as situações em que o Estado estiver na condição de GARANTE, ou seja, com a obrigação de garantir a integridade das pessoas. Podemos citar como exemplo de tal situação os doentes de um hospital público e os alunos de uma escola pública.

Além disso, precisamos saber que diversos autores dividem a Omissão estatal em Genérica e Específica:

A Omissão Genérica ocorre quando o Poder Público tem o dever de prestar um serviço para toda a coletividade. Não o fazendo, ou o fazendo de forma que não atenda as necessidades da coletividade, haverá responsabilidade apenas quando restar comprovado o dolo ou a culpa (Responsabilidade Subjetiva). A Omissão Específica, por outro lado, ocorre quando a inércia do Poder Público atinge diretamente a integridade dos particulares ou não impede que isso ocorra.

Neste sentido, por exemplo, o teor da decisão da Apelação Cível 70049283757 RS, ocorrida em 2012 (TJ-RS)

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APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. MORTE DE APENADO. OMISSÃO

ESPECÍFICA DO ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INOCORRÊNCIA. A responsabilidade civil do Estado em caso de omissão é subjetiva, fugindo à previsão do art. 37 , § 6º , da CF . Contudo, deve ser analisado se a omissão foi específica ou genérica. Em caso de omissão

específica, ou seja, quando há o dever individualizado de agir, vale a regra

constitucional.

Dessa forma, temos que no caso narrado pela questão estamos diante de Omissão ESPECÍFICA, uma vez que era dever dos agentes públicos atender prontamente a todos os feridos. Logo, é o caso de Responsabilidade OBJETIVA do Poder Público.

Gabarito: letra “A”.

QUESTÃO 04 - FCC - Analista Judiciário (TRT 15ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2013 - Diz-se, na linguagem comum, que o Poder Público responde civilmente com ou sem culpa. Quando se diz que a responsabilidade civil dos entes públicos é “sem culpa”, tecnicamente se está querendo explicar a modalidade de responsabilidade civil aplicável aos mesmos, ou seja, fazer referência à Responsabilidade

a) objetiva, modalidade de responsabilidade civil que prescinde de comprovação de culpa do agente público, embora não afaste a necessidade de demonstração do nexo de causalidade entre o ato e os danos por este causados.

b) objetiva, modalidade de responsabilidade civil que independe da comprovação de culpa e nexo de causalidade entre ação ou omissão de agente público e os danos causados em decorrência desses.

c) subjetiva, modalidade de responsabilidade civil que depende de comprovação de culpa do agente ou do serviço público para configuração do nexo de causalidade, aplicável nos casos de ação e omissão.

d) objetiva ou subjetiva, aplicável a primeira nos casos de omissão e a segunda nos casos de atos comissivos praticados por agentes públicos, cuja culpa deve obrigatoriamente ser demonstrada.

e) objetiva pura, que independe da existência de culpa, da comprovação de nexo de causalidade e não admite qualquer excludente de responsabilidade.

Comentários:

Vigora em nosso ordenamento a Responsabilidade Objetiva do Estado, conforme disposição do artigo 37, § 6º, da Constituição Federal.

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa

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qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Assim, o Poder Público responde por todos os danos decorrentes de ações de seus agentes com base na Teoria do Risco Administrativo. Por meio desta Teoria, o Estado é obrigado a indenizar o particular em todas as situações em que aconteça DANO para este, ainda que não haja culpa ou falha na prestação de serviços por parte do Poder Público.

Logo, para que reste configurada a responsabilidade objetiva, faz-se necessário, apenas, que haja DANO + NEXO CAUSAL.

No entanto, seria altamente perigoso uma situação como esta sem que houvesse a possibilidade do Estado se eximir de indenizar nas situações em que a culpa fosse EXCLUSIVAMENTE do particular, ou então para os casos em que as duas partes foram culpadas.

Exemplo:

Um servidor público está dirigindo o veículo oficial. Um particular, embriagado, atravessa na contramão e colide com o veículo estatal, causando dano aos dois veículos. Na situação, se considerássemos apenas que houve dano para o particular, independente de culpa ou falha no serviço público, teríamos que a Administração seria obrigada a indenizar o particular, ainda que estivesse agindo CORRETAMENTE.

Para que esta situação utópica não ocorra é que é admitido, nesta teoria, a existência de EXCLUDENTES, que pode ser TOTAL ou PARCIAL. No exemplo narrado, temos uma situação onde é aplicado o excludente TOTAL, de forma que não houve nenhuma parcela de culpa por parte do agente público.

Assim, percebe-se que a única alternativa que está de acordo com a responsabilização OBJETIVA do Estado (sem culpa), é a Letra A.

Gabarito: letra “A”.

QUESTÃO 05 - FCC - Técnico do Ministério Público de Sergipe/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013 - Um ônibus, de empresa privada prestadora de serviços de transporte público municipal, envolveu-se em acidente que ocasionou lesões corporais de natureza grave em alguns dos passageiros transportados pela companhia. Há provas de que o acidente foi fruto de culpa do motorista do ônibus. Nessa situação, a responsabilidade pelos danos decorrentes do acidente pode ser imputada

a) à empresa privada prestadora de serviços públicos, apenas se comprovada a impossibilidade de pagamento da indenização pelo motorista.

b) à empresa privada prestadora de serviços públicos, assegurado o direito de regresso contra o motorista.

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c) apenas ao motorista de ônibus, já que caracterizada a sua culpa.

d) apenas ao município titular dos serviços de transporte público prestados pela empresa privada, assegurado o direito de regresso contra o motorista.

e) apenas ao município titular dos serviços de transporte público prestados pela empresa privada, vedado o direito de regresso contra o motorista, uma vez que não houve dolo do agente.

Comentários:

A Responsabilidade da Administração Pública pode ser tanto por AÇÃO quanto por OMISSÃO. E é a Constituição Federal, por meio do artigo 37, § 6º, que apresenta o principal dispositivo a ser seguindo quanto à Responsabilidade estatal:

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado

prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus

agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Assim, são as seguintes as pessoas que respondem em caráter OBJETIVO (independente de dolo ou culpa) perante os danos cometidos a terceiros:

Pessoas Jurídicas de DIREITO PÚBLICO: Toda a Administração Direta, as Autarquias e Fundações Públicas e as Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS. Pessoas Jurídicas de DIREITO PRIVADO prestadoras de SERVIÇOS PÚBLICOS: São as DELEGATÁRIAS de Serviço Público (concessionárias, permissionárias e autorizatárias).

Uma informação importante se refere à responsabilidade das prestadoras de serviço público. Durante muito tempo, o entendimento da doutrina (com diversos julgados dos Tribunais Superiores) era no sentido de apenas haver responsabilização quanto à atuação da mesma perante terceiros que fossem USUÁRIOS dos serviços prestados pela delegatária.

No julgamento do RE 591.874/MS, o STF pacificou o entendimento de que a responsabilidade das delegatárias abrange tanto a atuação de terceiros USUÁRIOS quanto NÃO USUÁRIOS:

O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU

ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE O DANO CAUSADO POR EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO A TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO DEVER SER ANALISADO SOB A ÓTICA DA TEORIA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA. HAVENDO O CASO DE SER JULGADO À LUZ DA TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO, EM FACE DO QUE DISPÕE O ART. 37 , § 6.º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

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No caso da questão, temos que a empresa que está prestando serviço de transportes é uma DELEGATÁRIA de Serviços Públicos, de forma que sua responsabilização é OBJETIVA. Por isso mesmo, deve a empresa ressarcir os danos causados a terceiros (usuários ou não usuários) e, posteriormente, tendo verificado que houve dolo ou culpa do seu funcionário, deve interpor Ação Regressiva.

Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 06 - FCC - Assessor Jurídico (TCE-PI)/2014 - A responsabilidade civil do Estado e dos agentes públicos é estudada no Brasil há tempos, encontrando fundamento inclusive na Constituição de 1824. A propósito da evolução doutrinária acerca da responsabilidade dos entes públicos, bem como o que consta da Constituição Federal, é correto afirmar: a) o histórico da responsabilidade civil do Estado trilhou caminho desde a irresponsabilidade total, antes do Estado de Direito, sofrendo paulatino abrandamento verificado com a adoção das teorias civilistas, até se alcançar as teorias que consolidaram a responsabilidade objetiva do Estado.

b) a responsabilidade civil do Estado iniciou-se à semelhança do direito civil, baseada na culpa do agente público, afastando-se do regime comum com o passar do tempo, em face da identificação da necessidade de estabelecimento de regras próprias, consolidando-se a responsabilidade subjetiva que vige até os tempos atuais.

c) a responsabilidade civil do Estado foi cunhada com base no direito comum, razão pela qual continua a depender, essencialmente, da existência da culpa do agente público.

d) o histórico da responsabilidade civil do Estado no ordenamento brasileiro demonstra que a responsabilidade objetiva já se encontrava presente desde a primeira constituição, ainda que não se falasse em teoria do risco.

e) o histórico da responsabilidade civil do Estado indica que o ordenamento jurídico brasileiro sempre a consagrou, em variados graus e medidas, prevalecendo atualmente a modalidade de responsabilidade subjetiva para atos comissivos e a de responsabilidade objetiva para atos omissivos.

Comentários:

A resposta é a letra “A”.

De fato, em termos de evolução, o Estado passou pela irresponsabilidade até chegar à teoria do risco administrativo, teoria esta de natureza publicística. Pela teoria da irresponsabilidade ou regalista, o Estado não era responsabilizado por nenhum ato que os seus agentes faziam, ou seja, fazia qualquer ato e não haveria responsabilidade alguma para o Estado.

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Já pela teoria civilista, de natureza subjetiva, dividiu-se a responsabilidade de acordo com a teoria da dupla personalidade do Estado. Quando da prática de atos de império (os cercados de toda a supremacia estatal), não havia responsabilidade do estado. Por sua vez, quando da prática de atos de gestão (atos praticados como se fosse particular), o Estado era responsabilizado, devendo o prejudicado demonstrar, no entanto, a existência de dolo ou culpa. Para remediar os prejuízos causados pela inação (omissão) do Estado, surgiu a teoria da culpa anônima ou administrativa. Nesta teoria, existe a necessidade de comprovação de culpa em sentido amplo, mas sem a necessidade de se individualizar a conduta do agente público.

E, por fim, a teoria do risco administrativo. De acordo com esta teoria, o Estado deve indenizar o particular no caso de existir um nexo de causalidade, ou seja, existência de uma ligação entre o fato acontecido e o particular. Por exemplo: o falecimento de transeunte devido à bala perdida que partiu de revólver de um agente público. Não há necessidade de comprovação de dolo ou culpa.

Para reforçar o aprendizado, fica o registro de que a teoria do risco administrativo acha-se no §6º do art. 37 da CF/1988 (e com previsão em Constituição desde 1946):

Os demais quesitos estão incorretos. Vejamos: Vamos às alternativas:

b) a responsabilidade civil do Estado iniciou-se à semelhança do direito civil, baseada na culpa do agente público, afastando-se do regime comum com o passar do tempo, em face da identificação da necessidade de estabelecimento de regras próprias, consolidando-se a responsabilidade subjetiva que vige até os tempos atuais.

Desde a Constituição de 1946, consolidou-se a responsabilidade objetiva do Estado.

c) a responsabilidade civil do Estado foi cunhada com base no direito comum, razão pela qual continua a depender, essencialmente, da existência da culpa do agente público.

Nos termos do §6º do art. 37 da CF, a responsabilidade do Estado independe da existência de dolo ou de culpa do agente público. Ou seja, seja o ato lícito ou ilícito, o Estado tem o dever de indenizar.

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d) o histórico da responsabilidade civil do Estado no ordenamento brasileiro demonstra que a responsabilidade objetiva já se encontrava presente desde a primeira constituição, ainda que não se falasse em teoria do risco.

A teoria do risco administrativo foi inaugura na Constituição de 1946. Até então, a responsabilidade era de natureza subjetiva.

e) o histórico da responsabilidade civil do Estado indica que o ordenamento jurídico brasileiro sempre a consagrou, em variados graus e medidas, prevalecendo atualmente a modalidade de responsabilidade subjetiva para atos comissivos e a de responsabilidade objetiva para atos omissivos.

A responsabilidade civil do Estado é objetiva quando dos atos comissivos, nos termos do §6º do art. 37 da CF. E, para os atos omissivos, a responsabilidade é, de regra, subjetiva. Perceba que a banca só fez inverter os conceitos.

Gabarito: letra “A”.

QUESTÃO 07 - FCC - Analista Judiciário (TRT Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 - CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO, ao tratar de determinada modalidade de responsabilidade civil do Estado, ensina que o fundamento da responsabilidade estatal é garantir uma equânime repartição dos ônus provenientes de atos ou efeitos lesivos, evitando que alguns suportem prejuízos ocorridos por ocasião ou por causa de atividades desempenhadas no interesse de todos. De conseguinte, seu fundamento é o princípio da igualdade, noção básica do Estado de Direito. (Curso de Direito Administrativo. São Paulo, Malheiros, 27a ed., 2010. p. 1007). As lições trazidas são pertinentes à modalidade de responsabilidade civil

a) subjetiva, que demanda a demonstração de culpa do agente causador do dano.

b) subjetiva imprópria, que prescinde da demonstração de culpa do agente causador do dano.

c) objetiva, em decorrência de atos comissivos ilícitos, que prescindem de demonstração de culpa do agente causador do dano.

d) objetiva, em decorrência de atos omissivos ilícitos ou lícitos, que podem ou não demandar a demonstração de culpa do agente causador do dano.

e) objetiva, em decorrência de atos comissivos lícitos, que prescindem da demonstração de culpa do agente estatal.

Comentários:

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Por força do disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão por danos causados a terceiros por seus agentes.

A responsabilidade civil do Estado aplica-se a qualquer das funções públicas e não somente aos danos provenientes dos atos administrativos, independendo da existência de dolo ou culpa do agente público causador direto do dano.

Neste ponto, acolheu a Constituição Federal a responsabilidade objetiva do Estado, segundo a qual, diante das inúmeras e variadas atividades da administração, existe a probabilidade de serem causados danos a particulares e assim sendo, como toda a coletividade se beneficia das atividades administrativas, deve-se também repartir o ônus do ressarcimento do dano causado.

Gabarito: letra “E”.

QUESTÃO 08 - FCC - Juiz Estadual (TJ PE)/2013 - Considere este dispositivo constitucional:

Art. 37, § 6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Analise a seguinte sentença que contém duas asserções:

Caso um agente público, nessa qualidade, cause dolosamente dano a terceiro,o Estado responderá, mas o fundamento da responsabilidade civil do Estado não será o art. 37, § 6º , da Constituição Federal,

PORQUE

o art. 37, § 6º, da Constituição Federal, trata da responsabilidade objetiva do Estado.

É correto afirmar que

a) a primeira asserção está correta e a segunda está incorreta. b) a primeira asserção está incorreta e a segunda está correta. c) as duas asserções estão incorretas.

d) as duas asserções estão corretas e a segunda justifica a primeira. e) as duas asserções estão corretas e a segunda não justifica a primeira.

Comentários:

A resposta é letra B.

A responsabilidade civil do Estado está prevista no §6º do art. 37 da CF. Esse dispositivo evidencia-nos a aplicação da teoria do risco administrativo, exatamente como previsto na segunda sentença.

(16)

Segundo a teoria do risco, o Estado é responsável pelos atos danosos causados pelos agentes públicos, independentemente da comprovação de dolo ou de culpa, daí, inclusive, o erro da primeira sentença.

No entanto, para que se atraia a responsabilidade do Estado, o agente público deve agir nessa qualidade, seja atuando de forma lícita ou ilícita. Se a conduta é lícita ou ilícita, isso pouco importa para o particular, afinal, como sobredito, o Estado responde objetivamente. Porém, o Estado pode agir regressivamente contra o agente público.

Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 09 - FCC - Analista Judiciário (TRF Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 - Josué, servidor público federal, ocupa cargo de motorista de ambulância, classificado em determinada unidade de saúde. Durante o trajeto para atender um chamado de emergência, avançou o sinal de trânsito luminoso que determinava que parasse. Em razão dessa conduta, colidiu com uma viatura de polícia que também estava a caminho do atendimento de uma ocorrência, trafegando, no entanto, em regular velocidade. De acordo com o que dispõe a Lei nº 8.112/1990, o motorista da ambulância

a) responde pela conduta apenas se ficar comprovado que agiu com dolo, na medida em que pelos atos culposos os servidores não podem ser responsabilizados.

b) responde objetivamente, não podendo ser imposta qualquer responsabilização ao Poder público no caso da comprovação de dolo por parte do servidor.

c) não responde civilmente pelos prejuízos causados, tendo em vista que estava atendendo um chamado de emergência, o que afasta qualquer possibilidade de punição.

d) não responde civilmente pelos prejuízos causados, tendo em vista que os danos foram causados em viatura pública, sendo que somente poderia ser condenado a indenizar prejuízos experimentados por particulares.

e) pode ser responsabilizado, independentemente de ter agido com dolo, podendo autorizar, observados os limites legais, seja promovido desconto em folha de pagamento para quitação da dívida que lhe seja imposta.

Comentários:

A resposta é a letra "E".

A CF/1988 reconheceu, expressamente, a teoria do risco administrativo, que, por se aplicar independentemente da existência de culpa ou de dolo, é de natureza objetiva (grifou-se):

(17)

§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Em suma, nas ações de responsabilidade civil contra o Poder Público, há três polos facilmente identificados: o particular prejudicado, o Estado e o agente público. O particular aciona judicial ou administrativamente o Estado. O Estado reconhece a dívida e indeniza o particular. Evidentemente, o pagamento da indenização do Estado não ficará “de graça”, de modo que o agente público causador do dano será chamado a ressarcir à Administração, desde que tenha praticado o ato com dolo ou com culpa.

Uma vez reconhecida a responsabilidade do Estado, a este caberá o desconto amigável da indenização devida na folha de pagamento do agente público, ou, se frustrada a composição amigável, acionar judicial e regressivamente o agente causador do dano.

Gabarito: letra "E".

QUESTÃO 10 - FCC - Analista (DPE RS)/Processual/2013 - A propósito da responsabilidade civil do Estado por atos praticados pelo Legislativo, pode-se afirmar que

a) existe previsão legal expressa para responsabilização do Estado pelos atos do Legislativo, dada sua soberania.

b) a edição das chamadas leis de efeitos concretos pode ensejar a responsabilização do Estado, tendo em vista que o conteúdo do ato tem, em verdade, natureza jurídica de ato administrativo.

c) o Estado responde objetivamente pelos atos praticados na função típica legislativa, qualquer que seja a natureza do ato editado.

d) a responsabilização do Estado pela prática de atos legislativos só tem lugar se for constatada inconstitucionalidade superveniente.

e) a responsabilidade do Estado só tem lugar diante de omissão legislativa, desde que comprovados danos concretos ao particular.

Comentários:

A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 37, § 6º, a principal regra no que se refere à Responsabilização do Estado:

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

(18)

Dessa forma, temos que a Administração Pública pode ser responsabilizada OBJETIVAMENTE (no caso de danos decorrentes de Ação) ou SUBJETIVAMENTE (quando os danos forem decorrentes de Omissão ou quando o Estado estiver na condição de GARANTE, tendo a obrigação de garantir a integridade das pessoas).

A regra, dessa forma, é a Responsabilização pelos Atos da Administração Pública e a NÃO responsabilização pelos Atos Legislativos ou Judiciais.

No que se refere aos Atos Legislativos, entretanto, a doutrina identifica quatro situações que podem dar ensejo à responsabilização dos Atos do Legislativo. Utilizaremos a lição da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro:

Atualmente, aceita-se a responsabilidade do Estado por atos legislativos pelo menos nas seguintes hipóteses:

a) leis inconstitucionais;

b) atos normativos do Poder Executivo e de entes administrativos com função normativa, com vícios de inconstitucionalidade ou ilegalidade;

c) leis de efeitos concretos, constitucionais ou inconstitucionais; d) omissão no poder de legislar e regulamentar.

Logo, resta claro que o gabarito é a Letra B, uma vez que a assertiva apresenta uma das situações que enseja a responsabilização estatal. Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 11 - FCC - Gestor Público (SEAD PI)/2013 - Em maio de 2009, uma tragédia envolvendo o rompimento da Barragem Algodões assolou o Estado do Piauí. Precedido por fortes chuvas, o evento vitimou moradores de regiões próximas ao Rio Pirangi, além de ter causado perdas patrimoniais a inúmeras famílias. No aspecto jurídico, quanto à responsabilidade do Estado, é correto afirmar que

a) a opção das vítimas em residir em regiões relativamente próximas à barragem isenta o Estado de responsabilidade e inverte o ônus da reparação, em favor do próprio Estado.

b) a ocorrência comprovada de fortes chuvas dias antes do rompimento da barragem não é, por si só, causa excludente da responsabilidade do Estado. c) a identificação do agente público responsável tecnicamente pela construção da barragem é um dos pressupostos para responsabilização objetiva do Estado. d) se aplica, no presente caso, a teoria da culpa administrativa, segundo a qual desnecessário demonstrar-se o nexo causal entre o fato imputado à Administração pública e o dano, para que o Estado seja responsabilizado.

(19)

e) neste e em outros casos, ela é exclusiva e integral, não sendo possível que outros fatores excluam ou atenuem o grau de responsabilização do Estado.

Comentários:

A resposta é letra “B”.

Nos termos do §6º do art. 37 da CF/1988, vigora, no Brasil, a teoria do risco administrativo. Segundo referida teoria, o Estado responde pelos danos de seus agentes, independentemente de dolo ou de culpa. No entanto, há situações que afastam a responsabilidade objetiva do Estado, são as excludentes da responsabilidade. A doutrina aponta como excludentes, entre outras: a culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito e a força maior.

No caso concreto, houve um evento da natureza, o que, , acarreta o afastamento da responsabilidade civil objetiva do Estado, por romper com o nexo de causalidade. Porém, esta é uma regra com exceções. Perceba que a barragem rompeu devido às fortes chuvas, certo? Será que o Poder Público não poderia ter adotado providências para evitar o rompimento? Talvez, sim. Logo, o evento da natureza, por si só, pode não ser suficiente para afastar a responsabilidade do Estado.

Os demais itens estão errados. A seguir:

a) a opção das vítimas em residir em regiões relativamente próximas à barragem isenta o Estado de responsabilidade e inverte o ônus da reparação, em favor do próprio Estado.

Não há isenção da responsabilidade do Estado, desde que comprovada a omissão específica do Poder Público.

c) a identificação do agente público responsável tecnicamente pela construção da barragem é um dos pressupostos para responsabilização objetiva do Estado.

Atualmente, não se faz necessária a individualização do agente público. Aplica-se, na espécie, a teoria da culpa administrativa ou anônima, em que o Estado responde pela falha do serviço.

d) se aplica, no presente caso, a teoria da culpa administrativa, segundo a qual desnecessário demonstrar-se o nexo causal entre o fato imputado à Administração pública e o dano, para que o Estado seja responsabilizado.

De fato, no caso concreto, para que o Estado seja responsabilizado, dever-se-á aplicar a teoria da culpa anônima ou administrativa. No entanto, à semelhança do que ocorre com qualquer teoria de responsabilidade, faz-se necessária a

(20)

demonstração de culpa do Estado. Caberá a comprovação do nexo de causalidade.

e) neste e em outros casos, ela é exclusiva e integral, não sendo possível que outros fatores excluam ou atenuem o grau de responsabilização do Estado.

Não é um caso de risco integral. Aplica-se a teoria da culpa administrativa. E a responsabilização do Estado pode ser atenuada, se, no caso concreto, comprovar-se que os particulares também agiram dolosa ou culposamente. Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 12 - FCC - Procurador Judicial (Recife)/2014 - Um motorista de ônibus de uma empresa privada de transporte coletivo municipal, ao fazer uma curva mais acentuada em determinado ponto de seu itinerário, colidiu com veículo estacionado na via pública em local e horário permitidos, ocasionando perda total neste veículo. No presente caso, consoante o mais recente posicionamento do STF,

a) não responderão objetivamente o Município, nem a empresa privada, pois se trata de exercício de atividade econômica lucrativa, situação não albergada pelo tratamento especial da responsabilidade civil do Estado.

b) responderá o município primária e objetivamente pelos danos causados no veículo estacionado, em razão do serviço público prestado ser de titularidade do Município.

c) responderá a empresa privada, direta e objetivamente, seja por se tratar de concessionária de serviço público, seja em razão do risco inerente à sua atividade.

d) responderá a empresa privada objetivamente, com direito de regresso contra o Município, titular do ser viço público prestado.

e) não responderão objetivamente o Município, nem a empresa privada, pois o proprietário do veículo estacionado não é usuário direto do serviço público prestado.

Comentários:

A resposta é letra “C”.

A regra da responsabilidade civil objetiva se estende ao prestador de serviços públicos, independente da natureza de sua personalidade ou do prestador integrar ou não a estrutura formal do Estado. Isso se dá em razão de a entidade prestadora de serviços públicos assumir o risco administrativo da atividade prestada, os quais, sublinhe-se, são de titularidade do Estado, conforme o art. 175 da CF/1988.

(21)

No caso de delegação, junto ao “bônus” do serviço a ser prestado (a tarifa a ser cobrada dos usuários), a entidade prestadora dos serviços assume o “ônus”, ou seja, o dever de responder por eventuais danos causados. É o que prevê, por exemplo, o art. 25 da Lei 8.987/1995:

Art. 25. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade.

A responsabilidade civil é objetiva do concessionário do serviço em relação aos usuários e àqueles que não ostentam esta qualificação (os terceiros). Esse é o entendimento do STF.

STF - RE 591874/MS

I - A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e

não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal.

II - A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado.

Gabarito: letra “C”.

QUESTÃO 13 - FCC - Técnico Judiciário (TRF Região)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014 - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, quanto à responsabilidade por danos causados a terceiro,

a) apenas responderão pelos danos que seus agentes causarem se houver prova de dolo.

b) responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem, independentemente de dolo ou culpa.

c) apenas responderão pelos danos que seus agentes causarem em caso de culpa.

d) não responderão pelos danos causados por seus agentes.

e) responderão pelos danos causados, desde que seus agentes tenham sido condenados em ação anterior ao ressarcimento.

Comentários:

(22)

Atualmente, o §6º do art. 37 da CF/1988 estabelece a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de Direito Público e das pessoas de Direito Privado, neste último caso, se prestadoras de serviços públicos. A CF/1988 reconheceu, expressamente, a teoria do risco administrativo, que, por se aplicar independentemente da existência de culpa ou de dolo, é de natureza objetiva (grifou-se):

§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Ou seja, as prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem, independentemente de dolo ou culpa. É o que prevê a alternativa “B”.

Essa regra constitucional é reproduzida, em parte, no art. 43 do Código Civil de 2002 (CC/2002):

Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

Perceba que o CC/2002, embora tenha incorporado a teoria do risco

administrativo, não fez menção às pessoas jurídicas de Direito Privado

prestadoras de serviços públicos. É um detalhe pouco percebido, mas relevante, por já ter sido objeto de prova.

Gabarito: letra “B”.

QUESTÃO 14 - FCC - Analista Judiciário (TRT Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 - O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve ser imputada

a) ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado.

b) ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva.

c) ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista da ambulância.

d) tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa concorrente.

(23)

e) ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que concerne aos danos apurados na viatura estadual.

Comentários:

A resposta é a letra “A”.

O §6º do art. 37 da CF trata da responsabilidade civil do Estado. Essa responsabilidade é de natureza objetiva, por independer da comprovação de dolo ou de culpa. É o que a doutrina nomina de teoria do risco administrativo. Apesar de o Estado responder objetivamente pelos atos comissivos de seus agentes, a responsabilidade não é ilimitada. Existe a necessidade da presença da conduta, do dano e do nexo de causalidade entre o dano e a conduta.

Perceba que, no caso concreto, o acidente foi provocado por conduta exclusiva do particular. Está-se diante de uma excludente de responsabilidade do Estado, ou seja, não há nexo de causalidade.

Os demais itens estão incorretos. Vejamos:

Na letra B, como sobredito, o Estado nem sempre responde pelos atos. Há as excludentes de responsabilidade, como a culpa exclusiva do paciente ou ato exclusivo de terceiros.

Na letra C, como sobredito, houve uma excludente de responsabilidade. O Estado não responde objetiva ou subjetivamente.

Na letra D, não há culpa concorrente. A culpa concorrente é quando há conduta culposa de ambas as partes. Perceba que não houve culpa do Estado, pois o veículo estatal transitava regularmente.

Na letra E, o veículo particular é o responsável pelos danos. Porém os particulares não respondem objetivamente. Nesse caso, se for o caso, a responsabilidade será regida pelo CC/2002, e, nesse caso, responsabilidade subjetiva.

(24)

1.3. Questões sem comentários

QUESTÃO 01 - FCC - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual (SEFAZ PE)/2014 - Considere o trecho do acórdão do Superior Tribunal de Justiça e as assertivas a seguir:

“Quanto ao mérito, nos termos da jurisprudência do STJ, a responsabilidade civil do Estado para condutas omissivas é subjetiva, sendo necessário, dessa forma, comprovar negligência na atuação estatal, o dano e o nexo causal entre ambos.

(...)

Com se vê, da análise das razões do acórdão recorrido, observa-se que este delineou a controvérsia dentro do universo fático-probatório. Caso em que não há como aferir eventual inexistência de nexo de causalidade sem que se abram as provas ao reexame.”(Min. Rel. Humberto Martins; AgR no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL no 501.507 − RJ; j. 27.05.2014)

I. Embora a Constituição Federal tenha estabelecido a modalidade objetiva de responsabilidade para o Estado tanto para atos omissivos, quanto para atos comissivos, a jurisprudência mitigou esse rigor, passando-a a subjetiva em ambas as hipóteses.

II. O Superior Tribunal de Justiça admite a modalidade subjetiva de responsabilidade para o Estado nos casos de omissão, o que não afasta a necessidade de demonstração do nexo de causalidade.

III. Para a comprovação da responsabilidade objetiva não é necessária a demonstração de nexo de causalidade e de culpa do agente público, enquanto que na responsabilidade subjetiva, esses requisitos são indispensáveis.

De acordo com o exposto, está correto o que se afirma em a) I, II e III.

b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) III, apenas. e) I e II, apenas.

QUESTÃO 02 - FCC - Técnico Judiciário (TRT 18ª Região)/Administrativa/Segurança/2013 - Após o resgate de vítimas de um acidente de trânsito, uma ambulância do serviço de saúde municipal deslocava-se em alta velocidade em direção ao hospital público mais próximo, tendo colidido com um veículo particular. Em decorrência dessa colisão, um dos resgatados que estava no interior da ambulância sofreu traumatismo craniano e acabou falecendo. De acordo com o que dispõe a Constituição Federal, o Município

(25)

a) responde subjetivamente pelos danos materiais causados, bem como por danos morais aos familiares da vítima.

b) não responde civilmente pelos danos causados, tendo em vista que o excesso de velocidade para as ambulâncias configura excludente de responsabilidade, pois se trata de conduta esperada.

c) responde objetivamente pelos danos causados, cabendo indenização aos familiares da vítima que tenham relação de dependência financeira com a mesma.

d) responde objetivamente apenas pelos danos materiais causados, ficando afastada indenização por danos morais em razão da ausência de culpa a ser imputada ao condutor da ambulância.

e) não responde civilmente perante os familiares da vítima, tendo em vista que o nexo de causalidade ensejador da responsabilidade civil remete ao primeiro acidente ocorrido, do qual não participou qualquer agente público.

QUESTÃO 03 - FCC - Analista Judiciário (TRT 18ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 - Numa ocorrência de acidente de trânsito envolvendo uma viatura oficial da polícia militar e um carro particular, os agentes públicos responsáveis pelo resgate prestaram socorro primeiramente aos policiais militares feridos. Quando outra viatura foi acionada para prestar o atendimento emergencial as outras vítimas, o estado de saúde de uma delas estava bastante agravado. Diante desse cenário e do que prevê a Constituição Federal brasileira,

a) o Estado pode ser responsabilizado civil e objetivamente pelos danos causados pela demora no atendimento.

b) o Estado não pode ser responsabilizado objetivamente, porque a Constituição Federal brasileira não contempla responsabilização por atos omissivos.

c) somente os agentes responsáveis pelo primeiro socorro podem ser responsabilizados pessoalmente, tendo em vista que não prestaram o adequado atendimento às vítimas.

d) o Estado só pode ser responsabilizado pelos danos causados se os policiais militares envolvidos no acidente tiverem culpa pelo mesmo.

e) o Estado pode ser responsabilizado subjetiva e subsidiariamente pelos danos causados aos civis envolvidos no acidente.

QUESTÃO 04 - FCC - Analista Judiciário (TRT 15ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2013 - Diz-se, na linguagem comum, que o Poder Público responde civilmente com ou sem culpa. Quando se diz que a responsabilidade civil dos entes públicos é “sem culpa”, tecnicamente se está querendo explicar a modalidade de

(26)

responsabilidade civil aplicável aos mesmos, ou seja, fazer referência à Responsabilidade

a) objetiva, modalidade de responsabilidade civil que prescinde de comprovação de culpa do agente público, embora não afaste a necessidade de demonstração do nexo de causalidade entre o ato e os danos por este causados.

b) objetiva, modalidade de responsabilidade civil que independe da comprovação de culpa e nexo de causalidade entre ação ou omissão de agente público e os danos causados em decorrência desses.

c) subjetiva, modalidade de responsabilidade civil que depende de comprovação de culpa do agente ou do serviço público para configuração do nexo de causalidade, aplicável nos casos de ação e omissão.

d) objetiva ou subjetiva, aplicável a primeira nos casos de omissão e a segunda nos casos de atos comissivos praticados por agentes públicos, cuja culpa deve obrigatoriamente ser demonstrada.

e) objetiva pura, que independe da existência de culpa, da comprovação de nexo de causalidade e não admite qualquer excludente de responsabilidade.

QUESTÃO 05 - FCC - Técnico do Ministério Público de Sergipe/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013 - Um ônibus, de empresa privada prestadora de serviços de transporte público municipal, envolveu-se em acidente que ocasionou lesões corporais de natureza grave em alguns dos passageiros transportados pela companhia. Há provas de que o acidente foi fruto de culpa do motorista do ônibus. Nessa situação, a responsabilidade pelos danos decorrentes do acidente pode ser imputada

a) à empresa privada prestadora de serviços públicos, apenas se comprovada a impossibilidade de pagamento da indenização pelo motorista.

b) à empresa privada prestadora de serviços públicos, assegurado o direito de regresso contra o motorista.

c) apenas ao motorista de ônibus, já que caracterizada a sua culpa.

d) apenas ao município titular dos serviços de transporte público prestados pela empresa privada, assegurado o direito de regresso contra o motorista.

e) apenas ao município titular dos serviços de transporte público prestados pela empresa privada, vedado o direito de regresso contra o motorista, uma vez que não houve dolo do agente.

QUESTÃO 06 - FCC - Assessor Jurídico (TCE-PI)/2014 - A responsabilidade civil do Estado e dos agentes públicos é estudada no Brasil há tempos, encontrando fundamento inclusive na Constituição de 1824. A propósito da evolução doutrinária acerca da responsabilidade dos entes públicos, bem como o que consta da Constituição Federal, é correto afirmar:

(27)

a) o histórico da responsabilidade civil do Estado trilhou caminho desde a irresponsabilidade total, antes do Estado de Direito, sofrendo paulatino abrandamento verificado com a adoção das teorias civilistas, até se alcançar as teorias que consolidaram a responsabilidade objetiva do Estado.

b) a responsabilidade civil do Estado iniciou-se à semelhança do direito civil, baseada na culpa do agente público, afastando-se do regime comum com o passar do tempo, em face da identificação da necessidade de estabelecimento de regras próprias, consolidando-se a responsabilidade subjetiva que vige até os tempos atuais.

c) a responsabilidade civil do Estado foi cunhada com base no direito comum, razão pela qual continua a depender, essencialmente, da existência da culpa do agente público.

d) o histórico da responsabilidade civil do Estado no ordenamento brasileiro demonstra que a responsabilidade objetiva já se encontrava presente desde a primeira constituição, ainda que não se falasse em teoria do risco.

e) o histórico da responsabilidade civil do Estado indica que o ordenamento jurídico brasileiro sempre a consagrou, em variados graus e medidas, prevalecendo atualmente a modalidade de responsabilidade subjetiva para atos comissivos e a de responsabilidade objetiva para atos omissivos.

QUESTÃO 07 - FCC - Analista Judiciário (TRT Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 - CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO, ao tratar de determinada modalidade de responsabilidade civil do Estado, ensina que o fundamento da responsabilidade estatal é garantir uma equânime repartição dos ônus provenientes de atos ou efeitos lesivos, evitando que alguns suportem prejuízos ocorridos por ocasião ou por causa de atividades desempenhadas no interesse de todos. De conseguinte, seu fundamento é o princípio da igualdade, noção básica do Estado de Direito. (Curso de Direito Administrativo. São Paulo, Malheiros, 27a ed., 2010. p. 1007). As lições trazidas são pertinentes à modalidade de responsabilidade civil

a) subjetiva, que demanda a demonstração de culpa do agente causador do dano.

b) subjetiva imprópria, que prescinde da demonstração de culpa do agente causador do dano.

c) objetiva, em decorrência de atos comissivos ilícitos, que prescindem de demonstração de culpa do agente causador do dano.

d) objetiva, em decorrência de atos omissivos ilícitos ou lícitos, que podem ou não demandar a demonstração de culpa do agente causador do dano.

e) objetiva, em decorrência de atos comissivos lícitos, que prescindem da demonstração de culpa do agente estatal.

(28)

QUESTÃO 08 - FCC - Juiz Estadual (TJ PE)/2013 - Considere este dispositivo constitucional:

Art. 37, § 6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Analise a seguinte sentença que contém duas asserções:

Caso um agente público, nessa qualidade, cause dolosamente dano a terceiro,o Estado responderá, mas o fundamento da responsabilidade civil do Estado não será o art. 37, § 6º , da Constituição Federal,

PORQUE

o art. 37, § 6º, da Constituição Federal, trata da responsabilidade objetiva do Estado.

É correto afirmar que

a) a primeira asserção está correta e a segunda está incorreta. b) a primeira asserção está incorreta e a segunda está correta. c) as duas asserções estão incorretas.

d) as duas asserções estão corretas e a segunda justifica a primeira. e) as duas asserções estão corretas e a segunda não justifica a primeira.

QUESTÃO 09 - FCC - Analista Judiciário (TRF Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 - Josué, servidor público federal, ocupa cargo de motorista de ambulância, classificado em determinada unidade de saúde. Durante o trajeto para atender um chamado de emergência, avançou o sinal de trânsito luminoso que determinava que parasse. Em razão dessa conduta, colidiu com uma viatura de polícia que também estava a caminho do atendimento de uma ocorrência, trafegando, no entanto, em regular velocidade. De acordo com o que dispõe a Lei nº 8.112/1990, o motorista da ambulância

a) responde pela conduta apenas se ficar comprovado que agiu com dolo, na medida em que pelos atos culposos os servidores não podem ser responsabilizados.

b) responde objetivamente, não podendo ser imposta qualquer responsabilização ao Poder público no caso da comprovação de dolo por parte do servidor.

c) não responde civilmente pelos prejuízos causados, tendo em vista que estava atendendo um chamado de emergência, o que afasta qualquer possibilidade de punição.

d) não responde civilmente pelos prejuízos causados, tendo em vista que os danos foram causados em viatura pública, sendo que somente poderia ser condenado a indenizar prejuízos experimentados por particulares.

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