A FORMAÇÃO SÓCIO-ESPACIAL E O ENSINO DE GEOGRAFIA1
Juvenir de Mello [email protected] Discente do Curso de Geografia Bacharelado/graduado em licenciatura na Universidade do
Estado do Paraná. Unioeste
INTRODUÇÃO
O objetivo principal deste artigo é contribuir para o ensino de geografia, a partir da noção de formação sócio-espacial. Buscamos fazer uma analise crítica dos eixos estruturantes da disciplina de Geografia nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná, (DCEs). Abordagem feita na fragmentação dos eixos os quais contrariam a ideia de totalidade, presente nas próprias DCEs. A partir discussão dos elementos que caracterizam a formação sócio-espacial, como uma visão integradora da realidade social. Associando esta ideia à pesquisa sobre o desenvolvimento econômico e histórico da região sudoeste do Paraná observa-se uma dinâmica estrutural em que todos os conhecimentos perpassam entre si, o que leva a entender que contribui ao ensino de geografia. Devemos buscar entender as transformações dos acontecimentos nos âmbito nacional e global, pois não entenderemos a dimensão econômica apenas partindo da realidade local.
A apresentação deste artigo contempla três momentos de analise sobre a formação sócio-espacial no ensino de geografia. No primeiro momento direciona-se a entender as propostas de ensino de geografia composta nas Diretrizes da Educação Básica do Estado do Paraná DCEs. No segundo momento busca entender a visão de formação sócio-espacial. E no terceiro momento faz uma análise dos processos históricos da região Sudoeste do Paraná.
1. Diretrizes Educacionais da Educação básica do Estado do Paraná da disciplina de Geografia
As mudanças no sistema educacional, principalmente em trocas de mandatos de governos tornaram-se rotineiras na educação brasileira e se intensificam em nível dos Estados. No
Estado do Paraná as Diretrizes Curriculares da Educação Básica compõe a proposta pedagógica de ensino para o Estado. Esta foi desenvolvida no mandato do governo Roberto Requião e oficializada a partir de 2008, propõe um referencial na prática pedagógica a ser adotada nas escolas do Estado. Como salienta a Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde secretária do Estado da Educação do Paraná (DCEs, 2008) na carta de apresentação das Diretrizes Curriculares da Educação Básica:
“A escola pública vem sendo replanejada no Estado do Paraná nos últimos anos e isso traz uma luz diferenciada para a prática pedagógica, sustentada por uma intensa discussão sobre as concepções teórico-metodológicas que organizam o trabalho educativo” (Paraná 2008, P.1).
Nas considerações apresentadas pela secretária da educação paranaense, demonstra-se o objetivo de replanejamento da nova gestão governamental em propor seu novo modelo na educação de alunos e professores no ensino estadual.
Essa proposta de renovação da educação paranaense efetivou-se a partir de amplos debates juntamente com profissionais da educação, pedagogos, professores da rede estadual de ensino. Assim, as (DCEs) Diretrizes Curriculares da Educação Básica se concretizaram em 2008, com a finalidade de diagnosticar a educação pública do Estado, orientando a elaboração dos trabalhos pedagógicos de ensino:
“Propõe-se formar sujeitos que construam sentidos para o mundo, que compreendam criticamente o contexto social e histórico de que são frutos e que, pelo acesso ao conhecimento, sejam capazes de uma inserção cidadã e transformadora na sociedade”. (Paraná 2008, p. 31)
Por esta nova concepção renovadora da educação, a implantação das Diretrizes Curriculares desenvolveu novas propostas de abordagens pedagógicas para escolas paranaenses. Propondo “a concepção de escola e de sociedade com que se trabalha e indicam que sujeito se quer formar para a sociedade que se quer construir” (Paraná 2008, p.31). As DCEs possibilitam melhor organização dos estudos e ensino a ser adotados nas escolas paranaenses.
1.1- Conteúdos estruturantes:
No desenvolvimento e organização das DCEs, com a finalidade de orientar os professores da rede estadual de ensino, constituíram-se os conteúdos estruturantes,
considerados fundamentais para a compreensão dos objetos de estudo da Geografia. Estes objetivam organizar os estudos da disciplina entre os conhecimentos e saberes construídos historicamente que possam contribuir para o trabalho pedagógico e na aprendizagem:
“Entendem-se, por conteúdos estruturantes, os conhecimentos de grande amplitude que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para compreensão de seu objeto de estudo e ensino.” (Paraná 2008 p.69).
Com o desenvolvimento dos conteúdos estruturantes, o objetivo maior é que o aluno atinja a compreensão do estudo e de sua complexa relação, além de organizar o trabalho docente sobre a disciplina de geografia, sistematizando a abordagem de vários campos de conhecimento, sejam eles políticos, econômicos e sociais.
A disciplina de Geografia nas DCEs divide-se em quatro eixos estruturantes: dimensão econômica do espaço, dimensão política do espaço, dimensão sócio-ambiental do espaço, dimensão demográfica e cultural do espaço geográfico, estabelecendo relações entre si. No entanto, os desenvolvimentos dos conteúdos estruturantes apresentam-se de maneira dispersa nos eixos, dificultando a visão de totalidade proposta na própria apresentação das DCEs:
Para que se compreenda a produção espacial é necessário ir além da aparência, dos aspectos visíveis, é preciso compreender como os determinantes políticos, culturais e econômicos se constituem na essência social e produzem as transformações espaciais. (Paraná, 2008)
Abaixo faremos uma breve apresentação dos eixos estruturantes de Geografia, para embasar nosso argumento.
1.2 A dimensão econômica do espaço geográfico:
A dimensão econômica do espaço geográfico aborda a relação sociedade e natureza na apropriação do meio ambiente pela sociedade, na transformação e ocupação do espaço geográfico:
1.3 A dimensão política do espaço geográfico:
A dimensão política do espaço geográfico enfatiza as relações de poder e as relações geopolíticas constituídas sobre os territórios, possibilitando o estudo focado do local para o global:
1.4 A dimensão socioambiental do espaço geográfico:
A dimensão socioambiental do espaço geográfico perpassa a questão do estudo da flora e da fauna, não se refere somente as questões naturais, relaciona as questões socioeconômicas e culturais, dando ênfase à concepção de interesses políticos econômicos:
1.5 A Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico:
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico relaciona questões demográficas da constituição do espaço geográfico, bem como as constituições regionais em funções das especificidades culturais, os grupos sociais e étnicos em sua configuração espacial urbana, rural e regional.
2. A DIMENSÃO DA GEOGRAFIA ECONÔMICA NA EDUCAÇÃO
Nosso objetivo em demonstrar a dimensão da geografia econômica na educação, deu-se a partir da fragmentação da abordagem dos eixos estruturantes propostos nas Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná. Pois além de entender qual é o papel da geografia na educação, faz-se necessário compreender as transformações do espaço pela sociedade.
Para entender a dimensão da geografia econômica na educação, Araujo Junior (2009, p. 02) afirma que a “geografia econômica trata de temáticas que estão relacionadas com a forma com que as sociedades se organizam para garantir sua sobrevivência”. Ainda acerca da geografia econômica, Medeiros e Sampaio apontam: “a Geografia deve analisar o objeto em sua totalidade e não separar a “dinâmica geográfica” das demais “instâncias” da sociedade como correntemente se apresenta” (Medeiros e Sampaio, 2011, p. 207-234).
A sociedade atual é resultado das transformações que se desenvolveram ao longo da história. Assim o desenvolvimento econômico é resultado do trabalho do homem difundido sobre determinado espaço. Milton Santos (1982, p.01) acerca disso propõe que “a base mesma da explicação é a produção, isto é, o trabalho do homem para transformar, segundo leis historicamente determinadas, o espaço como qual o grupo se confronta”. Portanto compreende-se que para a geografia explicar a economia de uma região deve-se buscar entender o processo histórico de sua formação.
Neste sentido para entender a geografia econômica na educação faz necessário aprofundar além da divisão em eixos dos conteúdos estruturantes propostos na DCEs. Segundo Mamigonian:
“A renovação por que passa a geografia atualmente requer uma radicalização
teórica, no sentido de recuperar a interdisciplinaridade e a visão de totalidade propiciada pelos paradigmas de formação sócio-espacial e geo-sistemas. Isto quer dizer que quem faz geografia humana deve assumir não somente funções de geógrafo estrito-senso, mas de historiador, economista, sociólogo, etc.”. (Mamigonian, 1999, P.170)
A partir da visão do autor sobre a formação sócio-espacial e o papel do geógrafo, entende-se que os estudos em geografia perpassam os diversos campos dos conhecimentos. Isto significa que os fatores econômicos, políticos, ambientais, culturais e demográficos só fazem sentido se analisados conjuntamente. Esta discussão propõe o contrário da divisão dos eixos estruturantes da DCEs de Geografia do Paraná.
Assim, os eixos estruturantes só fazem sentido se integrados no movimento real de transformação da formação sócio-espacial, pois os mesmos interligam. Segundo Milton Santos afirma:
“O espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável de que participam de um lado, certo arranjo de objetos geográficos, objetos naturais e objetos sociais, e, de outro, a vida que os preenche e os anima, ou seja, a sociedade em movimento. O conteúdo (da sociedade) não é independente da forma (os objetos geográficos), e cada forma encerra uma fração do conteúdo. O espaço, por conseguinte, é isto: um conjunto de formas contendo cada qual frações da sociedade em movimento. As formas, pois, têm um papel na realização social.” (SANTOS 1988 p. 26-27)
A partir desta proposta afirmamos que a separação em eixos para tratar de questões econômicas, políticas, ambientais e culturais como está estruturada a geografia nas DCEs da educação, não se faz necessário. Afirma Milton Santos que o espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável dos elementos. Assim, a formação de uma região é resultado de todos os elementos que constituem o espaço.
Entendendo que todo o processo histórico sobre a construção e a formação das sociedades, está ligado a relação da sociedade com o espaço geográfico. Milton Santos diz:
“se a Geografia deseja interpretar o espaço humano como o fato histórico que ele é, somente a história da sociedade mundial, aliada à da sociedade local, pode servir como fundamento à compreensão da realidade espacial (...). Pois a
historia não se escreve fora do espaço e não há sociedade a-espacial. O espaço, ele mesmo, é social.” (SANTOS 1979. p.09)
Todas as sociedades se construíram ao logo de um processo histórico, e suas ações sobre o espaço modificam as suas relações de produção. Assim cabe a geografia estudar quais os fatores que proporcionam o desenvolvimento e o diferencial das sociedades em um determinado espaço. Mas essa análise não deve ser entendida apenas pelo local, pois se partir apenas da realidade local não se consegue explicá-la, pois esta se insere em um panorama nacional e global.
A proposta de Formação Sócio-Espacial de Santos (1978) e Mamigonian (1999) busca integrar os elementos da realidade social no seu movimento constante de transformação:
Daí a categoria de Formação Econômica e Social parecer-nos a mais adequada para auxiliar a formação de uma teoria válida do espaço. Esta categoria diz respeito à evolução diferencial das sociedades, no seu quadro próprio e em relação com as forças externas de onde mais frequentemente lhes
provém o impulso. (SANTOS, 1978, p. 01).
Se para compreender a formação de uma região devemos considerar a totalidade dos elementos que a compõe, o ensino de geografia não deve priorizar a totalidade?
Assim procuramos aplicar o conceito de formação sócio-espacial ao ensino de geografia, tomando como exemplo a região Sudoeste do Paraná. Ao analisar quais os fatores que proporcionam a formação sócio-espacial da região sudoeste do Paraná, entendemos que todos os elementos se interligam.
3-UM EXEMPLO DA ANÁLISE DE FORMAÇÃO SÓCIO-ESPACIAL:
O CONTEXTO HISTÓRICO DA IMIGRAÇÃO DA REGIÃO SUDOESTE DO PARANÁ
Para entender a ocupação da região sudoeste do Paraná, é preciso compreender o contexto histórico do desenvolvimento brasileiro e sob quais as influências esta região se insere. Neste sentido os estudos sobre as transformações regionais estão intimamente relacionados à categoria de espaço, e da formação sócio-espacial. Desta maneira as sociedades são resultado do processo histórico de formação.
O processo de ocupação e formação social da região sudoeste do Paraná é atribuído pelas imigrações intensas de gaúchos e catarinenses, que promove a transformação desta região. Segundo Araujo Junior (2009) “A noção de Formação Econômica e Social (F. E. S.) está associada ao processo histórico. Cada fração de uma determinada sociedade forma um todo.” A movimentações de imigrantes articuladas com as políticas do Estado e com expansão da indústria nacional, influenciaram a aceleração da urbanização de diversas regiões e proporcionaram modificações no meio rural do sudoeste do Paraná.
Analisando a formação sócio-espacial do sudoeste do Paraná, entendemos a relação sociedade e espaço geográfico, e as relações econômicas desenvolvidas estão associadas em seu processo de ocupação.
3.1-CONTEXTO HISTÓRICO SOBRE A REGIÃO SUDOESTE DO PARANÁ
Objetivo principal neste momento esta em apontar alguns dados históricos que influencia o desenvolvimento da região sudoeste do Paraná. Demonstrando os fatores econômicos que proporciona está região sair de uma economia agrícola e transformar em uma região urbanizada.
Segundo Wachowicz (1987) e Lazier (2003), o processo de ocupação das terras desta região iniciou-se a partir dos campos de Palmas, em meados da década de 1940. Entre os anos de 1950 e 1970 ocorre a entrada expressiva de imigrantes dos estados de Santa Catarina e Rio Grande Sul, efetivando a ocupação e formação do sudoeste do Paraná.
Este período é marcado pela chegada de famílias imigrantes de gaúchos e catarinenses, motivados pelo programa político criado pelo presidente Getulio Vargas em 1943, com objetivo de efetivar a ocupação desta região. Este atraiu grande fluxo de migrantes pela oferta e disponibilidade de terras.
O povoamento do sudoeste do Paraná desenvolveu suas características culturais, políticas, sociais e econômicas oriundas do processo de migração. Assim podemos
afirmar a partir de Milton Santos (1978) sobre a apropriação do espaço, que a formação das sociedades está ligada à relação de um conjunto de formas contendo cada qual frações da sociedade em movimento. Desta maneira confirma que para explicar os processos econômicos de uma região devemos entender o contexto histórico no qual a sociedade se desenvolveu.
4.AS PRINCIPAIS ATIVIDADES DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO SUDOESTE DO PARANÁ
Para entender o processo da formação econômica da região sudoeste do Paraná, é preciso entender o processo histórico que perpassa pelo desenvolvimento das primeiras atividades econômicas dos imigrantes gaúchos e catarinenses e quais os principais aspectos que influenciaram a transformar esta região. O desenvolvimento de uma determinada região depende da forma como a sociedade se organiza, a formação social é de suma importância para o desenvolvimento das atividades produtivas.
“Enquanto na região de campos se desenvolveu uma formação social marcada pela presença de, basicamente, duas classes, os fazendeiros e os seus peões, na região de matas se forjou uma formação social mais diversificada, incluindo pequenos agricultores (e proprietários de terras), pequenos comerciantes, artesãos e até pequenos industriais especialmente do ramo da madeira” (FLORES, 2009, p.15).
A pecuária extensiva destaca-se entre as principais atividades econômicas desenvolvidas neste momento na região. A prática de criação de gado solto, influenciada pelas condições naturais propícias, de campos de gramínea e arbustiva, oferece vantagem diante das matas fechadas, a qual demanda retirada de floresta para desenvolver pastagens.
Como menciona o autor, a região de mata foi sendo ocupada por pequenos agricultores que realizaram abertura de caminhos e apropriação de terras, desenvolvendo em primeiro momento apenas produção subsistência.
A exploração da erva-mate obtém apogeu até meados da década de 1940, como destaca CORRÊA (1970a p.92). Juntamente com a extração da erva-mate entre as
décadas de 1920 e 1960 desenvolve a criação de porcos soltos, alceados, criados livre no meio das florestas.
A grande composição de florestas de araucária marca por um período caracterizado como principal atividade econômica no desenvolvimento do sudoeste do Paraná, pois se instalaram diversas empresas de exploração de madeiras. Isto proporcionou o surgimento das pequenas vilas e cidades ligadas à exploração de madeiras. Flores, (2009) aponta a existência de grande quantidade de pinheiros araucária como atrativo para tal ramo da indústria no Sudoeste paranaense. Além da quantidade de matéria-prima, ressaltamos a importância que teve a formação social dessa região para que tal processo de industrialização se iniciasse.
Segundo Flores, (2009, p. 47) a industrialização do pinho permitiu a entrada dos colonizadores que efetivariam a ocupação dessa região do Paraná e contribuiu consideravelmente para a formação das primeiras cidades dessa região.
4.1Atividades agrícolas
A formação social do sudoeste do Paraná é marcada por propriedades de pequenos agricultores. Até meados dos anos de 1970/80 desenvolve-se um modelo de agricultura rudimentar apenas se utilizando da fertilidade natural do solo.
Segundo Flores (2009) aponta que “a inserção desses insumos produtivos (que são responsáveis pelo aumento da produção e da produtividade da agropecuária) tem sido responsável pela substituição de parte das pessoas ocupadas na agricultura do Sudoeste do Paraná”. A região começa a sofrer processo de transformação, pois na medida em que o campo necessita de novas técnicas e máquinas, proporciona o aumento de comercio ligado à atividade agrícola e favorece o crescimento da área urbana.
4.2 Ocupação pela industrialização
Nas décadas de 1980 a 1990 se intensifica a expansão do setor industrial no Sudoeste do Paraná. As atenções econômicas focam para a cidade, com as instalações de novas unidades industriais, dentre elas de tecidos, avicultura e moveleiras.
A industrialização no sudoeste é reflexo da política de desenvolvimento econômico nacional, aliada a característica da região, disponibilizam-se recursos financeiros para o avanço das indústrias, configura novo processo histórico da região Sudoeste do Paraná.
A região começa a proporcionar infra-estruturas, para as indústrias e comércios, desta maneira o sudoeste do Paraná, passou por acelerada modificação no seu meio produtivo e a urbanização se intensifica na região.
Portanto a análise histórica, destacando os principais processos econômicos que influenciam a região do sudoeste do Paraná, constitui uma totalidade que integra todos os elementos culturais, políticos, econômicos e ambientais.
Considerações finais
Neste trabalho buscamos desenvolver a discussão sobre os eixos estruturantes de Geografia nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná, (DCEs). Sendo assim os eixos apresenta-se fragmentados na proposta de ensino.
A divisão dos eixos no ensino de geografia fragmenta a analise da realidade, negando a própria a visão de totalidade proposta pelas Diretrizes.
A noção de formação sócio-espacial de Milton Santos e Armem Mamigonian propõe a análise integrada dos elementos econômicos, políticos, socioambientais, demográficos e culturais de uma sociedade no seu processo histórico de formação.
A partir da noção de formação sócio – espacial, buscamos realizar uma breve analise histórica dos principais fatores relacionados a evolução da região Sudoeste do Paraná.
Assim consideramos que a análise destes elementos que proporcionam o desenvolvimento da região sudoeste do Paraná, favorece uma metodologia em como ensinar geografia.
A visão integrada dos elementos, das transformações ocorridas na região Sudoeste do Paraná, com as escalas nacional e global, reforça o objetivo do ensino de geografia de desenvolver no aluno sua capacidade de observar, refletir, interpretar e analisar criticamente a realidade na qual ele está inserido.
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