Universidade
Estadual de Londrina
CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE
CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS COMPETITIVAS EM
JOVENS ATLETAS PRATICANTES DE VOLEIBOL
Lidyane Ferreira Zambrin
LONDRINA – PARANÁ
2011
DEDICATÓRIA
A Deus por tudo que proporciona em minha vida. Aos meus pais, os quais amo muito, pelo exemplo de amor e família que sempre me ensinaram.
AGRADECIMENTOS
A Deus por ter me dado o dom da vida. A minha família pela confiança e incentivo.
Ao Prof. Dr. Helio Serassuelo Jr., pela orientação e amizade durante todos estes anos.
As professoras Ms. Catiana Leila Possamai Romanzini e Dra. Márcia Greguol por aceitarem fazer parte da banca examinadora.
Ao Prof. Dr. Enio Ricardo Vaz Ronque e aos colegas do GEPAFE que contribuíram para o meu aprendizado e crescimento dentro da área.
As amigas Letícia Barreto Canônico e Lidia Raquel Ferreira Gonçalves pela amizade e pelos momentos de descontração e alegria que me proporcionaram durante os quatro anos de curso.
A todos os professores que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.
A turma 100 por não deixar desaparecer o espírito “bolinha de gude”.
A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste trabalho.
EPÍGRAFE
“É pela graça de Deus que sou o que sou”. 1 Cor 15, 10
ZAMBRIN, Lidyane Ferreira. Análise das tendências competitivas em jovens atletas praticantes de voleibol. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Bacharelado em Educação Física. Centro de Educação Física e Esporte. Universidade Estadual de Londrina, 2011.
RESUMO
O voleibol é um esporte em que aspectos psicológicos estão fortemente envolvidos durante a competição ultrapassando todos os esportes coletivos em matéria de tensão, pois as equipes não possuem contato físico e encontram-se separadas por uma rede. O processo competitivo não envolve apenas o treinamento físico, técnico e tático, mas fatores relacionados à preparação psicossociológica. Sendo assim, o objetivo do estudo foi analisar o comportamento de atletas da modalidade de voleibol, quanto às tendências individuais de competir (TQ1), vencer (TQ2) e estabelecer metas (TQ3). Para tanto, a amostra foi composta por 241 atletas da modalidade de voleibol, de ambos os gêneros, com média de idade de 15,19±1,59 anos e tempo de prática (TP) médio de 3,52±2,22, integrantes de equipes que participaram das Olimpíadas Escolares Brasileiras realizadas na cidade de Maringá-PR em 2009 e dos Jogos Colegiais do Paraná (fase regional e final) realizados na cidade de Rolândia-PR em 2010. Para identificação das Tendências Competitivas foi utilizado o instrumento Sport Orientation Questionnaire. Para análise das tendências competitivas foi utilizado o teste de Mann-Whitney considerando uma significância de 5%. Os resultados demonstraram diferenças significantes entre gêneros nas variáveis TP com média de 2,65±1,81 para os meninos e 4,06±2,34 para as meninas, TQ2 com mediana de 10,00(5,00) para os meninos e 9,00(4,00) para as meninas e TQ3 com 9,00(4,00) para os meninos e 8,00(3,00) para as meninas, porém todos os atletas apresentaram um comportamento mais expressivo voltado ao estabelecimento de metas demonstra que os jovens atletas buscam melhorar o seu próprio desempenho independente da vitória ou derrota, no entanto apresentaram a tendência voltada à vitória com valores muito próximos ao TQ3.
ZAMBRIN, Lidyane Ferreira. Analysis of trends in young competitive
athletes in volleyball. Completion of course work. Bachelor Degree in
Physical Education. Center for Physical Education and Sport. State University of Londrina, 2011.
ABSTRACT
The volleyball is a sport in that psychological aspects are strongly involved during competition. The volleyball exceeds all team sports in the area of tension, because the teams don’t have physical contact and are separate by net. The competitive process is not just physical training, technical and tactics, but psychosocial factors related to the preparation. So, the aim the study was analyze and compare the behavior of young athletes of volleyball, as the individual trends in compete (TQ1), win (TQ2) and establish goals (TQ3). For this, the sample was composed of 241 volleyball athletes of both genders, with a mean age of 15.19±1.59 years and practice time average (TP) of 3.52± 2.22, members of teams that participated of the Brazilian School Olympics Games held in the city of Maringa-PR in 2009 and Paraná High School Games (regional and final phase) held in the city of Roland-PR in 2010. For the identification of the competitive trends was used the instrument Sport Orientation Questionnaire. To analysis of competitive trends we used the Mann-Whitney test assuming a significance level of 5%. Results showed significant gender differences in variables with a mean TP of 2.65±1.81 for boys and 4.06±
2.34 for girls, TQ2 with a median of 10.00 (5.00) for boys and 9.00 (4.00) for girls and TQ3 with 9.00 (4.00) for boys and 8.00 (3.00) for girls, but all athletes have performed more expressive behavior directed the establishment of targets shows that young athletes looking to improve their own performance regardless of victory or defeat, but showed a trend toward victory with the values very close to the TQ3.
SUMÁRIO RESUMO v ABSTRACT vi 1. INTRODUÇÃO... 8 2. REVISÃO DA LITERATURA... 11 2.1 Esporte de rendimento... 11 2.2 Histórico do Voleibol... 12 2.3 Psicologia do esporte... 13 2.4 Tendências competitivas... 14 3. MÉTODOS... 16 3.1 Caracterização do estudo... 17 3.2 Amostra... 17
3.3 Procedimentos das coletas... 17
3.4 Instrumento de pesquisa... 17 3.5 Análise estatística... 18 4. RESULTADOS... 20 5. DISCUSSÃO... 22 6. CONCLUSÃO... 24 7. REFERÊNCIAS ... 25 APÊNDICE ... 29
Carta de autorização para os atletas ou responsáveis... 30
ANEXOS... 31
Anexo 1 – Parecer de aprovação... 32
1 INTRODUÇÃO
No esporte de rendimento muitas variáveis podem proporcionar diferentes efeitos emocionais, positivos e negativos, e tais efeitos influenciam diretamente o comportamento do atleta, seja na sua forma de atuar, sua disposição diante da competição e do adversário, além do entendimento do processo competitivo voltado à vitória ou derrota (LAZARUS, 2000).
Estudar o comportamento humano, assim como analisá-lo, é de fundamental importância para o conhecimento de possíveis modificações e/ou correções no panorama contextual, social dos indivíduos, sejam estes indivíduos praticantes de modalidades esportivas ou não (FERSTER, 1977; OLIVEIRA, 2006).
O esporte possui recompensas, intrínsecas ou extrínsecas, que são os elementos atrativos ligados às competições e com isso o tornam um campo de atuação e exploração para os indivíduos que visam à obtenção destas recompensas como forma de satisfação. Estas recompensas possibilitam que os indivíduos busquem superar suas capacidades e habilidades a fim de atingir um objetivo principal (LAWTHER, 1973; WEINBERG E GOULD, 2001; OLIVEIRA, 2006).
Os atletas, de uma forma geral, são submetidos a grandes volumes de treinamento, com altas intensidades e sobrecargas de esforço. Entretanto Bizzochi (2000) observa que os melhores resultados esportivos, especialmente no voleibol de alto nível, têm sido obtidos pelas equipes que apresentam um maior equilíbrio psicológico. Logo, é possível observar a necessidade de se trabalhar nos treinamentos os fatores psicológicos dos atletas, se possível, desde as categorias de base, para que ao atingirem o alto nível do esporte, possam alcançar desempenhos satisfatórios. Em consequência, poderá haver melhora nos fatores de motivação, autoconfiança, força de vontade e coragem dos atletas (BOMPA, 2002).
Outro ponto importante salientado no esporte, e de fundamental necessidade para os atletas, são suas características pessoais de entendimento do processo competitivo, ou seja, como identificam sua orientação para o esporte, a saber: a vontade de competir, enfrentamento de
obstáculos e o estabelecimento de metas pessoais (RÉGNIER, SALMELA, RUSSUEL, 1993).
As especificidades de cada modalidade, coletiva ou individual, atribuem aos atletas diferentes tendências comportamentais como o competir, o vencer e o estabelecimento de metas as quais são capazes de diferenciar o comportamento e os objetivos que cada atleta visa atingir. Outros fatores que podem influenciar na conduta dos atletas são: o tempo de prática e a experiência com a competição. Estudos apontam que atletas que iniciam a prática na modalidade, mais cedo, possuem mais chances de desenvolverem suas habilidades e a autoconfiança em sua capacidade (ACEVEDO, DZEWALTOWSKI, GILL e NOBLE, 1992).
Nos últimos anos o voleibol obteve grande destaque e prestígio na população brasileira, devido às diversas conquistas realizadas tanto pela seleção brasileira masculina de vôlei, quanto pela feminina. Incluem-se títulos olímpicos, mundiais e pan-americanos. Com isso, a procura, o interesse pela prática e as pesquisas cientificas sobre esta modalidade aumentaram significativamente.
O voleibol é um esporte em que os aspectos psicológicos estão fortemente envolvidos durante a competição. Feijó (1998) relata que o voleibol ultrapassa todos os outros esportes coletivos em matéria de tensão, pois as equipes não possuem contato físico e encontram-se separadas por uma rede.
Assim, os estudos mostram que as tendências em competir, vencer e estabelecer metas pessoais não envolvem apenas preparação física, técnica e tática, mas também fatores relacionados à preparação psicossociológica. A análise das tendências competitivas e suas variáveis são fatores relevantes que podem contribuir com informações para o desenvolvimento do conhecimento científico e para as pessoas envolvidas com o esporte, tendo, com isso, um vasto campo a ser explorado.
O desenvolvimento de um estudo, em que a meta é caracterizar as tendências pessoais de atletas de voleibol em competir, vencer e estabelecer metas poderá contribuir tanto para um progresso da modalidade quanto para a melhoria do conhecimento dos profissionais que atuam na área, como técnicos e dirigentes, no que diz respeito aos aspectos psicossociológicos. Por conseguinte, a faixa etária, o tempo de prática e o nível de desempenho,
relacionados com os resultados, podem demonstrar diferenças estatisticamente significativas entre os atletas, facilitando assim, a descoberta das especificidades de cada indivíduo, e com isso, fornecer conhecimentos satisfatórios para o planejamento do treino de cada atleta.
Os conceitos e as diferenças relacionados aos aspectos psicológicos relevantes em suas dimensões conceituais servem como base de conhecimento e conduzem a uma proposta baseada na ideia de caracterizar tendências, ou conjunto de tendências do comportamento psicossociológico a fim de auxiliar na identificação de atletas com perspectivas de atingir melhores resultados.
O presente estudo possibilita, portanto, análises psicossociais sobre esta modalidade e seus atletas através de várias linhas de pensamento que podem originar conceitos para explicá-las e postular uma consciência comportamental neste campo, podendo contribuir para a melhoria das técnicas de treinamento do voleibol atual e, com isso, aprimorar a formação de futuras gerações de atletas.
Sendo assim, o estudo teve como objetivo analisar o comportamento de atletas de voleibol, participantes das Olimpíadas Escolares Brasileiras e dos Jogos Colegiais do Paraná, quanto às tendências individuais em competir, vencer e estabelecer metas. E, ainda, identificar as possíveis diferenças intragrupos entre as variáveis qualitativas (tendências competitivas) e as quantitativas (idade, gênero e tempo de prática) apresentadas pelos atletas de voleibol.
2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Esporte de rendimento
A busca pela origem do esporte moderno nos leva ao encontro de jogos e competições que se realizavam em datas festivas e rituais desde a antiguidade Grega. A vivência e a propagação dos acontecimentos esportivos envolvem formas de expressão afetiva de caráter emocional que, ao se intensificarem, caracterizam a paixão que envolve aquilo que Simões e Conceição (2004) denominam estado-espetáculo, fenômeno que notadamente pode influenciar a conduta dos indivíduos.
No esporte de rendimento, muitos estímulos podem causar efeitos emocionais positivos e negativos, e tais efeitos influenciam diretamente no desempenho do atleta, na sua forma de atuar e na sua disposição diante da competição, do adversário e das vitórias ou derrotas (LAZARUS, 2000).
Entre os esportes conhecidos e praticados mundialmente, o futebol parece ser o mais discutido e comentado, este fato é evidenciado no transcorrer do século XX especialmente após anos de 1960 (OLIVEIRA et al., 2006). O voleibol começou a ter destaque mundial após sua inclusão nas olimpíadas de 1964. No Brasil caracteriza-se como o segundo esporte coletivo mais comentado, e, este fato ocorreu a partir da década de 80, com as conquistas das medalhas de prata no mundial e nas olimpíadas. Atualmente, ocupa grande destaque, sendo o esporte mais vitorioso na última década.
As fronteiras do esporte não se limitam apenas ao alto rendimento, milhões de crianças e jovens em todo o mundo praticam alguma modalidade esportiva visando o “rendimento competitivo”. No entanto, um elevado número, destes jovens, acaba abandonando o esporte por inúmeros motivos (BARA FILHO e GUILLÉN GARCIA, 2008). Segundo Weinberg e Gould (2008) o fato de jovens atletas entenderem o esporte de uma forma muito pontual, sem a preocupação em atingir metas futuras contribui muito para uma frustração acentuada após a derrota e consequentemente ao abandono do esporte.
Sendo assim, o esporte se torna um dos ambientes mais importantes que podem influenciar a estrutura da personalidade dos atletas. O núcleo estável ajuda o indivíduo a viver e funcionar no âmbito social de forma a não fugir das normas, enquanto a característica mutável da personalidade permite ao sujeito aprender comportamentos. É este aspecto dinâmico que permite a aprendizagem e a mudança (LAZARUS, 2000).
2.2 Histórico do Voleibol
O voleibol teve início em 1895, pelo professor William Morgan nos EUA e chegou ao Brasil por volta de 1915. Segundo Duarte (2000) inicialmente ele era praticado como uma atividade recreativa, com regras bem diferentes das atuais, com pouca técnica e nenhuma tática.
Segundo a Confederação Brasileira de Voleibol (2008) desde que surgiu no Brasil por volta de 1915 o voleibol foi um esporte bem aceito e muito praticado. No entanto, só começou a ter destaque em âmbito nacional e internacional a partir de 1982 quando a seleção masculina conquistou o segundo lugar no mundial da Argentina e nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, assim, ficou conhecida como a “geração de prata”.
Com isso, grandes investidores começaram a perceber no voleibol uma oportunidade econômica. O fato marcante para o crescimento da modalidade no país foi o patrocínio do Banco do Brasil em 1991. A partir de então, o voleibol brasileiro pode contar com um grande patrocinador, grandes atletas e comissão técnica que proporcionaram e proporcionam até hoje grandes resultados para este esporte.
O voleibol, desde então, é um dos esportes que tem obtido grande destaque e prestígio na população brasileira, devido às diversas conquistas realizadas tanto pela seleção brasileira masculina de vôlei, quanto pela feminina. Incluem-se títulos olímpicos, mundiais e pan-americanos. Com isso, o interesse pela prática e as pesquisas cientificas sobre esta modalidade aumentaram significativamente.
No atual contexto esportivo do voleibol de alto rendimento, há uma busca pela superação, pelos movimentos perfeitos e pela vitória. Desta forma, o fator psicológico acaba sendo um dos elementos intervenientes nos resultados obtidos pelos atletas (BRANDÃO e FIGUEIRA JUNIOR, 1997; BRANDÃO; REBUSTINI; AGRESTA, 2002).
2.3 Psicologia do Esporte
A Grécia Antiga é vista como o berço da Psicologia Esportiva, pois ali Aristóteles e Platão pesquisaram sobre a função perceptual e motora do movimento por meio dos conceitos de corpo e alma (BARRETO, 2003).
A Psicologia do Esporte no Brasil tem sido considerada como um ramo emergente da Psicologia tanto em congressos científicos de Psicologia como em seus cursos de graduação. No entanto, ainda se encontra em processo de consolidação no campo de atuação profissional, educacional e de investigação científica (VIEIRA, et al., 2010).
Ainda segundo Vieira et al., (2010) a Psicologia do Esporte integra a investigação, a consultoria clínica, a educação e atividades práticas programadas associadas à compreensão, à explicação e à influência de comportamentos de indivíduos e grupos que estejam envolvidos em esporte de alta competição, esporte recreativo, exercício físico e outras atividades.
Para Weinberg e Gould (2001, p. 28), “a Psicologia do Esporte e do Exercício é um estudo científico de pessoas e seus comportamentos em atividades esportivas e atividades físicas, e a aplicação deste conhecimento”.
Sendo assim, Peluso (2003) afirma que a personalidade assume uma importância significativa na psicologia do esporte, já que está intimamente relacionada ao comportamento humano. Sua dinâmica, funções cognitivas, afetivas e volitivas constituem a base do psiquismo. É, portanto, um conjunto integrado de traços psíquicos, que se constrói na interação do indivíduo com seu meio sociocultural, suas experiências passadas e os fatores biológicos.
2.4 Tendências Competitivas
Uma das diretrizes da psicologia do esporte é analisar cientificamente a interferência dos fatores psicológicos no campo esportivo. Segundo Samulski (2002) e Weinberg e Gould (2008) são primordiais a descrição, a explicação e o prognóstico do comportamento de atletas, com a finalidade de aplicar e desenvolver programas que visam melhorar o seu rendimento e o bem-estar.
De acordo com Ferreira (1986) as tendências são uma análise direta na qual uma força atuante qualquer, que possua um significado de intenção, propensão e disposição, é impulsionada pela motivação.
A divisão do comportamento competitivo em três variáveis: competitividade em competir, vencer e estabelecer metas favorece a análise do atleta frente a três dimensões que estão estreitamente ligadas, a ponto de serem confundidas umas com as outras. O competir é um desejo, uma vontade, um ímpeto de lançar-se, de corpo e alma, a uma situação desafiadora e, por vezes, desconhecida sem preocupar-se com o resultado. O vencer é um processo lógico da competitividade, mas que afeta o indivíduo, separando-o da relevante posição de desafiante e/ou desafiador, que, ao mesmo tempo, pode ser o objetivo máximo de um confronto, o vencer configura-se a partir da superação de um objeto e/ou adversário externo. Estabelecer metas é a capacidade do indivíduo de se orientar para um determinado ponto futuro no qual visa, acima de tudo, superar as limitações internas (objeto interno) e, consequentemente, propiciar alternativas que o levem a uma evolução pessoal (WEINBERG E GOULD, 2008).
Em modalidades esportivas, predomina-se o comportamento voltado à vitória seguido do estabelecimento de metas. Alguns estudos tentam demonstram este efeito com diferentes grupos, por exemplo, no estudo realizado por Oliveira et al. (2006) observa-se que atletas de futebol feminino possuem direcionamento voltado a vitória antes de estarem determinadas para as metas que pretendem atingir. Esta afirmação pode ser alterada por contextualização dos valores individuais inerentes ao esporte.
Em outro trabalho realizado por Serassuelo Junior, Oliveira e Simões (2009) em atletas adultos da modalidade de judô, os resultados também
demonstraram maiores tendências comportamentais voltadas para a vitória. Porém, em uma pesquisa realizada com atletas experientes de ultramaratona com idade média de 40,2 anos e considerados experientes em termos de tempo de prática (aproximadamente 10 anos), apresentaram TQ3 (metas) extremamente elevadas, sendo TQ1 (competitividade) logo na sequência, enquanto que TQ2 (vitória) apresentou-se baixa. Isso determina que esses atletas são competitivos e enfocam sua realização pessoal nas metas, com pouca preocupação com a vitória ou derrota (ACEVEDO, DZEWALTOWSKI, GILL e NOBLE, 1992).
Destaca-se que os estudos sobre a orientação esportiva em atletas ainda necessitam de maiores investigações a fim de permitir uma ideia real do comportamento destes indivíduos frente ao processo competitivo, e assim obter respostas sobre a influência da idade e do tempo de prática no comportamento competitivo e, ainda, verificar se o comportamento competitivo está determinado pela própria personalidade do atleta independentemente da modalidade praticada.
3 MÉTODOS
3.1 Caracterização do estudo
Tendo em vista os objetivos estabelecidos para a presente pesquisa, foi utilizado o Método Descritivo-Exploratório, de natureza quantitativa, através do qual foram obtidas informações que possibilitaram relatar fatos e características de uma determinada área de conhecimento, no caso do presente estudo o comportamento competitivo de atletas de voleibol.
3.2 Amostra
Inicialmente a amostra foi composta por 275 atletas escolares da modalidade de voleibol. Após uma perda amostral de 34 indivíduos a amostra final do estudo foi de 241 atletas escolares de voleibol de ambos os sexos (109 meninos e 132 meninas) com idade média de 15,19 (1,59) anos, integrantes de equipes que participaram das Olimpíadas Escolares Brasileiras realizadas na cidade de Maringá-PR no ano de 2009 e dos Jogos Colegiais do Paraná (fase regional e final) ambas as fases realizadas na cidade de Rolândia-PR no ano de 2010. As coletas de dados foram realizadas nos locais dos jogos de cada equipe dentro das competições já citadas acima.
Para inclusão dos atletas no estudo foram adotados os seguintes critérios: serem atletas de voleibol e fazer parte das equipes que disputaram as Olimpíadas Escolares Brasileiras e os Jogos Colegiais do Paraná (fase regional e final); aceitar voluntariamente participar do estudo (APÊNDICE A).
Foram excluídos da amostra os atletas (n=34) que responderam incompletamente aos questionários ou que possuíam menos de um ano de tempo de prática.
Todos os sujeitos foram previamente informados sobre a proposta do estudo e dos procedimentos aos quais seriam submetidos e a comissão técnica
de cada equipe assinou um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO A). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina (parecer CEP-UEL no 116/08).
3.3 Procedimentos das coletas
Após a comissão técnica de cada equipe ser informada sobre os procedimentos e objetivos do estudo e assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, os atletas também receberam informações sobre os procedimentos e objetivos do estudo assim como sobre o preenchimento do questionário. Estas informações foram passadas previamente aos jogos de cada equipe. Os questionários foram aplicados nos locais de competição de cada equipe.
3.4 Instrumento de pesquisa
As informações sobre a percepção das tendências competitivas dos atletas foram obtidas através de uma série de questionamentos investigados pelo instrumento denominado Sistema de Avaliação ACS – 2, desenvolvido por Simões (2003), que tem como base o SOQ (Sport Orientation Questionnaire) de Gill e Deeter (1988).
Destaca-se que o instrumento ACS-2 foi adaptado e submetido à procedimentos de validação pelo Instituto de Estatística e Ciências Exatas do Rio de Janeiro no ano de 2000, que o validou para utilização em todo o território nacional. Os resultados calculados apresentaram muita satisfação quanto aos seguintes itens de análise: Fidedignidade (r > 0,7), Objetividade (r > 0,9) e Validade (r > 0,8). A partir de então, o instrumento passou a compor um dos módulos de um conjunto de cinco instrumentos do Sistema de Avaliação ACS (Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo).
O instrumento “ACS-2” foi escolhido tendo em vista os objetivos do estudo em oferecer as informações pertinentes à realidade apresentada pelos sujeitos no ambiente esportivo, associando as tendências individuais do atleta em competir, em vencer e em estabelecer metas. Esse sistema possibilita observar
o comportamento do atleta atribuindo índices ao seu nível de competitividade que são mensurados pela somatória das tendências.
Os índices de competitividade individual foram analisados segundo os resultados de um conjunto de 25 questões objetivas distribuídas em uma escala de pontuações que varia de um a cinco, a saber: Concordo totalmente - um ponto; Concordo em parte - dois pontos; Indiferente - três pontos; Discordo em parte - quatro pontos; Discordo totalmente - cinco pontos.
O instrumento permite ainda uma distribuição dos valores totais obtidos com as respostas (mínimo 25 pontos - máximo 125 pontos), que são distribuídos em uma escala qualitativa decrescente composta por nove variações: alto-alta, alto-média, alto-baixa, alta, média, médio-baixa, baixo-alta, baixo-média e baixo-baixa. Ressalta-se que o instrumento utilizado possibilita a visualização dos resultados finais em valores absolutos ou relativos (percentual), perfazendo uma escala que varia entre 25 e 125 pontos.
A análise dos resultados obtidos por cada atleta deve ser vista de forma inversa, em que os menores valores atribuídos ao comportamento das tendências pessoais constituem suas maiores atribuições e/ou aspirações.
Por fim, o instrumento é descrito por seus autores como quali-quanti, pois as afirmações elaboradas podem apresentar um entendimento subjetivo de conteúdo qualitativo, apesar de as respostas geradas serem objetivas e fechadas e resultarem em elementos quantitativos. Assim, as análises podem ser realizadas em duas vertentes: a partir dos números ou das ideias que eles representam. O raciocínio, por sua vez, pode ser tanto dialético/indutivo quanto lógico/dedutivo. O instrumento ainda carrega a responsabilidade tanto de buscar particularidades quanto de apresentar generalidades entre grupos e/ou indivíduos, dependendo ou não do contexto em que é aplicado.
3.5 Análise estatística
A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov Smirnov. As características da amostra em relação à faixa etária e ao tempo de prática são apresentadas por meio de média e desvio padrão; as variáveis
qualitativas (tendências competitivas) são apresentadas por meio de mediana e intervalo interquartil. Para a comparação entre gêneros das variáveis quantitativas (idade e tempo de prática) foi utilizado o Teste “t” Student para amostras independentes e o teste não paramétrico de Mann-Whitney para as variáveis qualitativas (tendências competitivas).
Os dados coletados pelo questionário de Tendências Competitivas foram transferidos e quantificados (valores numéricos) por um programa computacional pertencente ao próprio Instrumento - Sistema de Avaliação “ACS- 2”, que identifica automaticamente as tendências comportamentais individuais competitivas, mostrando graficamente, em separado, as tendências em competir, vencer e estabelecer metas.
O nível de significância adotado foi de 5% (p< 0,05).
4. RESULTADOS
Os dados obtidos referentes à faixa etária e ao tempo de prática estão expostos em média e desvio padrão na tabela 1.
Tabela 1 – Distribuição em média e desvio padrão (dp) das variáveis quantitativas
(idade e tempo de prática) da amostra subdividida por gênero. Variáveis Meninos (n=109) Meninas (n=132) Todos (n=241) Média ± dp Média ± dp Média ± dp Idade (anos) 15,17±1,39 15,22±1,74 15,19±1,59 Tempo prática (anos) 2,65±1,81 4,06±2,34*
p=0,001
3,42±2,22 Nota: dp=desvio padrão; *diferença significante entre gênero (p<0,05).
Observa-se nos dados expostos na tabela 1 que as meninas apresentaram um maior tempo de prática quando comparadas aos meninos. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na comparação do tempo de prática entre os gêneros.
Os valores referentes às variáveis TQ1, TQ2 e TQ3 da amostra (n=241) estão apresentados na tabela 2.
Tabela 2 - Distribuição das tendências competitivas (competir TQ1, vencer TQ2 e
estabelecer metas TQ3) expressas em mediana e intervalo interquartil (IQR) da amostra subdividida por gênero.
Meninos Meninas Todos (n=109) (n=132) (n=241) Variáveis
Mediana (IQR) Mediana (IQR) Mediana (IQR) TQ1 19,00 (7,00) 19,00 (6,00) 19,00 (7,00)
TQ2 10,00 (5,00)* 9,00 (4,00) p=0,002 10,00 (4,00) TQ3 9,00 (4,00)* 8,00 (3,00) p=0,002 9,00 (3,00) *diferença significante entre gênero (p<0,05).
Na análise da tabela 2 observa-se que os resultados demonstram que independente do gênero a tendência em competir (TQ1), que sugere a prática como forma de inserção social e prazer, aparece como o de maior valor, ou
seja, menor desejo para os atletas. Já a tendência em estabelecer metas (TQ3) apresentou-se como a de melhor percepção para os atletas o que pode ser visto como um fator positivo, pois demonstra que os jovens atletas buscam melhorar o seu próprio desempenho independente da vitória ou derrota.
A fim de permitir uma análise da variável tempo de prática e a orientação esportiva dos atletas, a figura 1 apresenta a percepção da tendência em vencer (TQ2) em relação ao tempo de prática.
A figura 1 mostra a percepção da tendência em vencer (TQ2) em relação ao tempo de prática.
Figura 1 – Distribuição dos valores absolutos atribuídos à tendência em vencer em relação ao tempo de prática dos jovens atletas.
Na análise da figura 1 observa-se que ocorrem alterações na percepção do TQ2 com relação ao tempo de prática com o passar do tempo, ou seja, os atletas aumentam sua orientação para à vitória na medida com que avançam na prática. Este efeito pode ser atribuído ao tempo de pratica ou a soma do tempo com o próprio avanço etário.
8 , 5 9 9 , 5 1 0 1 0 , 5 1 1 1 1 , 5 1 2 2 a n o s 3 a n o s 4 a n o s 5 a n o s + T E M P O P R Á T I C A T Q 2 V E N C E R T o d o s M e n in o s M e n in a s
5. DISCUSSÃO
O esporte é um meio em que as pessoas expressam suas condutas e tendências comportamentais sejam elas em competir (TQ1), vencer (TQ2) ou estabelecer metas (TQ3). Os fenômenos competitivos, sociais e psicológicos representam as visões individuais, grupais e institucionais dos jogos (OLIVEIRA, SANTOS e SIMÕES, 2004).
A competição masculina ou feminina enquanto fenômeno social tem despertado o interesse científico e contribuído para a criação de várias linhas de pensamento originando conceitos para explicá-las e postulando uma consciência comportamental nesse campo. A consistência de tal fato pode ser aferida pela avaliação das tendências às respostas enfrentadas em diferentes situações e ocasiões (DRU, 2003). A agregação dessas respostas pode ser definida como uma tendência comportamental (AJZEN, 1988).
Esse estudo teve como objetivo analisar as tendências competitivas de atletas com relação ao comportamento voltado ao competir, vencer e estabelecer metas, visto que o processo competitivo não envolve apenas aspectos técnicos e motores, mas tem grande relação com questões psicossociológicas. Na análise das tendências competitivas entre gêneros, Weinberg e Gould (2008) destacam que geralmente os homens passam por um processo competitivo mais acirrado, fruto de uma sociedade masculina altamente concorrente. Porém, no presente estudo, as garotas apresentaram-se com este comportamento mais forte, fato este que pode estar relacionado ao maior tempo de prática obtido (média superior aos meninos).
Ainda na avaliação dos resultados obtidos neste estudo, observa-se que o tempo de prática parece predizer um possível aumento na percepção da tendência em vencer, o que coincide com os achados de Oliveira et al. (2006) que revelou que atletas de futebol feminino possuem direcionamento voltado a vitória antes de estarem determinadas para as metas que querem atingir, o que pode alterar a contextualização dos valores individuais inerentes ao esporte.
Os resultados obtidos assemelham-se, ainda, ao estudo de Parra et al. (2010) com atletas de mesma faixa etária da modalidade de natação. O que pode ser visto com preocupação para a faixa etária, ou seja, há uma precocidade em relação à orientação esportiva para a vitória em uma fase
maturacional que se deveria introduzir o esporte como meio de iniciação e não como final de um processo competitivo para a busca de resultados.
Entre diversas variáveis que interferem no desempenho dos atletas, saber identificar os níveis dos atributos disposicionais das tendências comportamentais de competitividade pessoal – vencer, competir e estabelecer metas – especialmente na juventude pode ser um fator determinante no processo que visa a excelência do aproveitamento e do rendimento.
De uma forma geral os dados obtidos apresentam jovens com uma determinação para o estabelecimento das metas que visam atingir não se preocupando com a vitória ou derrota. No entanto, apresentam valores do TQ2 muito próximos ao TQ3, o que pode ser visto com preocupação, pois podem apresentar uma ideia antecipada para a conquista de resultados imediatos: vitórias em um curto espaço de tempo. Este dado fica evidente na análise d figura 1 que demonstra uma clara mudança da percepção do TQ2 com relação ao tempo de prática, ou seja, os atletas aumentam sua tendência à vitória na medida com que avançam na prática. Esta percepção imediatista para a vitória deve ser vista com cuidado, pois pode levar ao abandono do esporte em razão de uma derrota indesejada.
6. CONCLUSÃO
Os resultados obtidos mostram que o comportamento competitivo voltado ao estabelecimento de metas apresenta-se como um elemento real na percepção dos atletas e a tendência competitiva voltada à vitória demonstrou também estar presente na percepção dos atletas apresentando-se com valores muito próximos do TQ3. As meninas apresentam valores maiores para as tendências competitivas voltadas à vitória e ao estabelecimento de metas quando comparadas aos meninos.
As tendências competitivas são influenciadas pelo processo de aprendizagem e pelos diferentes níveis (quantidade e qualidade) das informações e experiências que precedem um dado resultado; assim supõe-se que os padrões de treinamento precoce adotados por técnicos nas modalidades coletivas escolares podem, sem dúvida, repercutir de forma negativa na análise final do processo competitivo de jovens, ou seja, na estrutura de entendimento da derrota ou vitória.
Várias outras possibilidades de estudo devem ser exploradas visando analisar os comportamentos competitivos dos atletas de competição e rendimento, de forma que as informações coletadas venham a ser úteis aos treinadores, atletas e pesquisadores no transcorrer de suas ações profissionais.
7. REFERÊNCIAS
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APÊNDICE 1 - Carta de autorização para os atletas ou responsáveis
Universidade
Estadual de Londrina
TERMO DE CONSENTIMENTO ESCLARECIDO
Prezado (a) Senhor (a),
Pretendemos realizar com atletas de voleibol um projeto de pesquisa intitulado: “Análise das tendências competitivas em jovens atletas praticantes de voleibol”. Este estudo destina-se a identificar os objetivos esportivos de atletas e sua repercussão em parâmetros associados ao desempenho, com o objetivo de, através dos dados coletados, traçar um perfil dos jovens desportistas de diversas modalidades esportivas.
Para tanto, eu Lidyane Ferreira Zambrin (coordenadora) juntamente com o Prof. Dr. Hélio Serassuelo Junior (orientador) e um grupo de professores/alunos do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina (CEFE-UEL) aplicaremos questionários nos atletas selecionados contento questões relacionadas à orientação esportiva, sendo o prazer em competir, a realização com a vitória e ainda a possibilidade do estabelecimento de metas futuras dentro do esporte.
Os questionários serão aplicados sem que haja identificação individual dos atletas, preservando, portanto, privacidade das respostas dos participantes, de acordo com os procedimentos aceitos internacionalmente para estudos com essas características. Além do que, não haverá nenhuma despesa financeira decorrente da participação dos atletas na pesquisa.
Desta maneira, nos dirigimos a V.s.a. no sentido de solicitar
consentimento para que o/a atleta
... possa participar do estudo, de acordo com as condições mencionadas no presente documento. Lembramos que a participação do(a) atleta no estudo é inteiramente voluntária e, a qualquer momento, se assim desejar, poderá deixá-lo. A eventual recusa em participar do estudo não deverá provocar qualquer prejuízo no aproveitamento do atleta na modalidade praticada.
No caso de necessitar de outras informações, sugerimos contatar o Coordenador do Projeto e/ou a equipe de avaliadores responsáveis, pois todos estarão à disposição para os esclarecimentos necessários.
Agradecemos sua valiosa colaboração. ...
Prof. Dr. Helio Serassuelo Junior Orientador da Pesquisa
... Responsável pelo Atleta
ANEXO 2 – Questionário “ACS-2”
Nome:_________________________________________________________Idade:______ Equipe:_______________________________________Modalidade:__________________ Tempo de Prática:________________Posiçao:______________________Prova:________
As afirmativas abaixo descrevem reações e situações esportivas. Queremos saber como você se sente, normalmente, em relação aos esportes e à competição. Leia cada afirmativa e assinale o grau de concordância ou discordância de cada uma delas. Não há respostas certas ou erradas; simplesmente responda sinceramente. Não gaste muito tempo em cada uma delas. Lembre-se, escolha o item que descreve o seu sentimento costumeiro sobre esportes e competição.
Eu sou um competidor determinado
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Vencer é importante
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu sou uma pessoa competitiva
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu estabeleço objetivos próprios quando estou competindo
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu tento vencer com muito empenho
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Marcar mais pontos que o adversário é muito importante para mim
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu fico na expectativa para competir
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu sou mais competitivo quando estabeleço objetivos pessoais
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu gosto de competir contra os outros
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu odeio perder
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu me supero nas competições
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu tento o máximo quando tenho um objetivo específico
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Meu objetivo é ser o melhor atleta possível
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Só me sinto satisfeito quando venço
ANEXO 2 (Continuação do Questionário ACS – 2)
Eu quero ter sucesso no esporte
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Desempenhar da melhor maneira é muito importante para mim
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu trabalho duro para ter sucesso no esporte
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Perder me deixa aborrecido
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
O melhor teste para minha capacidade é competir contra os outros
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Alcançar objetivos de desempenho pessoal é muito importante para mim
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu fico na expectativa de ter oportunidade de testar minha habilidade em competição
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu sinto a maior alegria quando venço
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu tenho meu melhor desempenho quando estou competindo contra os outros
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
A melhor maneira de determinar a minha capacidade é estabelecer um objetivo e tentar alcançá-lo
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Eu quero ser o melhor toda vez que estou competindo
( ) Concordo totalmente ( ) Concordo em parte ( ) Indiferente ( ) Discordo em parte ( )Discordo totalmente
Prof. Dr. Helio Serassuelo Junior – Coordenador da Pesquisa – DES/CEFE/UEL