Ano XXIV Numero 1 (2012 Volumen 4)
Primer alto de edicion de /a Ref/isla: AUo 1989 Lugar de edicion Aclual (Sede Social): Badajoz
Edita:
As?ciaci~n de Psicologia Evolutiva y Educaliva de la Infancia y de la Adolescencia (JNFAD d
Psrcologla) e
Urbanizacion Universitaria, n° 36
06006 Badajoz Espana Tfno y fax +34 924 289482 e-mail: [email protected]TItulo abreviado
ISSN AHa camienzo Periodicidad Editor Lugar de edicion SoporteApertura exterior de los autores
Fecha de actualizacl6n
© INFAD Y sus autores.Infad. Psicol. Infane. Adolesc. 0214-9877 1989 Semestral Infad de Psicalogia 8adajoz Impresa Si 26/04/2005
Los
der~chos
de copyright de [as artfculos publicados, pertenecen a INFAD: Revista de PSicoJogfaIntern~tlonal.
Jou,rnar ofDe~elopmental
and Educational Psychology. Cualquier otro beneficiaderiv~do
de lasln~estl~a~lOnes publlcada~
pertenecen a los autores. Cualquier persona fisica 0 juridica quede~ee re!mpn~llI~
parte 0J~
totalldad de algun articulo, debera obtener permiso escrito del Editor qwen otorgara dlCho perm!so con eJ consentimiento del autor. ' Los autores asumen la plena responsabilidad ideol6gica de sus trabajosArea Tematica ISOC: PsicoJogfa
Area de Conocimiento: PsicoJogia Evofutiva y de la Educaci6n
D.L.: BA-129-2012 ISSN 0214-9877 Jmprime: Jndugrafic
DIRECTOR 1 GENERAL DIRECTOR Florencio Vicente Castro (Universldad de EXlremadura)
OIRECTORES AOJUNTOS 1 ASSISTANT EDITORS Fernando Lara Ortega (Univ. de Burgos) Pilar Dominguez Rodriguez (Univ. Complutense)
REDAeCION 1 MANUSCRIPS Benito Leon del Barco (Unlv. de Extremadura) Isabel Ruiz Fernandez (Univ. de EXlremadura) Jesus Lopez Lucas (Univ. de Salamanca) Jose Jesus Gazquez Linares (Univ. de Almeria)
Jeronimo Gonzalez Bernal ( Unlv. de Burgos) INFORMACION DOCUMENTAL Y CIENTiFICA {LiBROS {BOOKS
Claudio Longobardi (Univ de Torino. ltalia) Maria Isabel Fajardo Caldera (Univ. de EXlremadura)
Vilor Franco. (Univ. de Evora. Portugal) EDITORES 1 GENERAL EDITOR
Asociacion de Psicologia Evoluliva y Educativa de la Irlfancia, Adolescencia Mayores y Dis'capacidad (INFAD de Psicologia) "lnlemational Psychological Association of Development, Lifespan and Disabilities" INFAD
Direccion Postal: Revista INFAD. Revista de PSicologia Departamento de PSicologia. Facultad de Educacion.
Universldad de Extremadura 06071. Badajoz e-mail: [email protected]
Pagina WEB: httpJ/www-infad.eu
CONSEJO OE REOACClliN: (Referees) Dr. D. Alfonso Barca lozano (Univ. de la Coruna)
Dr. D. Agus!in Dosil Maceira. (Univ. de Santiago de Compostela) Dr. D. Americo Baptista. Professor da Universidade Lusofona.
lisboa
Dr'. D'. Ana Maria Batista Oliveira Dias Malva Vas (IP.Castelo Branco)
Dr'. On'. Anabela Cosla Pereira (Univ. de Aveiro. Portugal) Dr'. On' Antonia Amez Rodriguez. (Unlv. Pais Vasco)
Dr. D. Antonio GarcIa Correa. (Univ. de Murcia) Dr. O. Antonio Mesonero Balhonl1o (Univ. de Oviedo) Dr. O. Anlonio Ricardo Mira (Univ. de Evora. Portugal) Dr. D. Antonio Sanchez Gabaco (Univ. de Ponlilicia de
Salamanca)
Dr. D. Antonio Vara Coomonte (Univ. de Santiago de Compostela) Or. O. Antonio Ventura Diaz Diaz (Fund. Academia Europea de
Yuste)
Or. D. Andrea Ciampani. (Universidad LUMNSA. Roma. 1Ialia) Or. D. Arrigo Pedon. (Univ. LUMSA. Roma llalia) Dr'. D'. Ascensi6n Anion Nuno (Univ. de Burgos) Dr. D. Benito Leon del Barco. (Univ. de Extremadura) Ora. On'. Bianca Oapelo Pellerano, Univ. Eslatal, valparaiso, Chile Or. O. Carlos Augusto Amaral Oias. (Univ. de Coimbra. Portugal) Dr. O. Carlos Simi'ies. Professor da Universidade Lusofona.
Lisboa
Dr. O. Celedonio Perez de las vacas (Univ. de Extremadura)
Dr. D. Claudio Longobardi. (Univ. de Torino. lIalia) Dr'. Oi'i'. Concei~ao Couvaneiro. Universidade Lus6fona. lisboa
Dr. O. Daniela AQuadro (Univ. de Torino. Italia) Dr. D. David Padilla Gongora (Univ. de Almeria) Or. D. David Vence Valinas (Univ. Complutense)
Dr'. D. Elena del Campo Adrian (UNED) Dr'. On'. Elena Garcia Alcaniz. Univ Complulense. Madrid
Dr. O. Fernando Bacaicoa Ganuza (Univ. Pais Vasco) Dr. D. Ferando Fajardo BuMn. Univ. de Extremadura) Dr. D. Fernando Justicia Justicia. Univ de Granada.
Dr. O. Fernando Lara Ortega (Univ. de Burgos) Dr'. 0' Francisca Lucas Acien (Unv. de Almeria)
Dr. O. francisco A1canlud (Univ. de Valencia) Dr. D. FranCisco Casanova Arias (Univ. de Jaen) Dr. O. Francisco Gonzalez Calleja (Univ. CompJulenSe)
Dr. D. Francisco Mateos Glaros (Univ. de Granada) Or. D. Francisco Martin del Buey. Univ. de Oviedo Dr. O. Francisco Miras Martinez (Univ. de Almeria) Dr. D. Francisco Ramas Campos (Univ. de Salamanca)
Or. O. Francisco Rivas Martinez (Univ. de Valencia) Sr. O. Francisco SeviJ1ano Sevillano (Secreta rio GOP C y L.)
Dr. D. Fulvio Giardina (Univ. de Catania. Italia) Or. D. Giorgio Soro. (Univ. de Torino. Iialia)
Or. D. Gonzalo Sam pascual Maicas (UNED) Dr'. 0'. Guadalupe Fajardo Caldera (Univ. de Extremadura)
r
,
AFRONTAMIENTO PSICOLOGICO EN EL SIGLO XXI
COMPETENCIAS EMOCIONAIS: UMA QUESTAO DE GENERO?
Celeste Antao'Marla Augusta Veiga Branco Z
'Professora Adiunta. Instituto Politecnico de Braganca. Escola Superior de Saude Avenida O. Joao V. 5300-121
lProfessora Coordenadora, Instituto Polilecnico de Braganca. Esc01a Superior de Salide [email protected]
Fecha de recepcion: 10 de febrero de 2012 Fecha de admisi6n: 15 de marza de 2012
ABSTRACT
Recognizing the relationship between emotional responses, cognitive functioning and learning (Ruthig ef al., 2008, 2009; Chung, I., 2010), is the scientific ground to the goals of this research: Firstly, is to know the capacities levels in the Emotional Competence (GE.) profile in students of high-er education, and secondly, is to study the diffhigh-erences between gendhigh-ers, in the five capacities levels of their Emotional Competence's profile. This quantitative and descriptive study, was performed in a probabilistic sample including 438 students of higher education from North Portugal, and the instru-ment applied was "Esca/a Veiga de Gompetencia Emocional" (EVGE), developed by Veiga-Branco (2004a, b). Results show that CE profiles have - in this sample of students - some differences on capacities: firstly, 50% of students show a level above "moderate" in the capacities: Self-con-science, Empathy and Emotions Management in Group". But, more than 50%, present values below "moderate", in "Emotions Management" and "Self-motivation". Finally, gender proved to be a mod-erate variable, as follows: female present a superior level in Self-motivation profile, than male.
Keywords: Competence, Emotion, Gender, Higher education RESUMO
Assume-se que a relaCao entre as respostas emocionais expressas pelos estudantes, os seus modelos funcionais cognitivos e aprendizagem (Ruthig et al., 2008)
e
0 fundamento para os objec-tivos desta pesquisa: Primeiro,e
conhecer 0 nrvel das capacidades do perfil de Competencia Emocional (C.E.) dos estudantes do ensino superior, e posteriormente estudar essas difereneas entre generos, ao nivel das capacidades do seu perfil de C.E. Este estudo de caracter quantitativo e descritivo, foi levado a cabo numa amostra nao probabilistica "acidental" constituida par 438 estu-dantes, e 0 Instrumento de Recolha de Dados utilizado foi a "Escala Veiga de Competencia Emocional" (EVCE), instrumento desenvolvido por Veiga-Branco (2004a, b). Os resultados mostram que rnais de 50% dos estudantes registarn urn nivel acima do rnoderado nas capacidades: Auto consciencia, Empatia e Gestao das emoeoes em grupo. Todavia, a maioria regista valores abaixo doInternational Journal of Developmental and Educational Psychology
,~
,
CDMPE~NCIAS EMDCIDNAIS: UMA QUESTAD DE GENERo?
moderado nas capacidades Gestao de emogoes e Auto
motivacao.
Tendo em eonla a distribuiQao dos estudantes pelos niveis das capacidades de GE. apenas se registaram diferencas porgenero
na capacidade Auto
motivagao:
sao em maiornumera
as inquiridos do genera feminino que regis-tam urn nivel acima do moderado Quando comparado com 0genera
masculina.Palavras-chave: Competencia, Emogao, Genero, Ensino Superior.
INTRODUGAo
o
presente estudo, parte da emogao como urna resposta filogeneticamente programada, nao s6 no sentido da sobrevivencia (Damasio, 2010) mas tambem do desenvolvimento (Goleman, 1995), e de como a tonalidade emocional que caracteriza as sentimentos construidos a partir de uma determi-nada emocao, pode condicionar as compelencias de e para a aprendizagem (Sansone, & Thoman, 2005) e como essa paisagem emocionale
importante nas etapas de desenvolvimento do sujeito (Cohen, 1999). Assim, utiliza-se aqui 0 conceito de Competencia Emociona! (Bisquerra 2002; Veiga Branco 2004a, b) estruturado a partir da concepcao teorica inicial de Inteligencia Emocional (Salovey; Meyer, 2000), para procurar compreender a importancia que as vivencias emocionais tern, tanto sob o ponto de vista pSico!6gico como fisio!6gico dos sujeitos, e a sua mais-valia nos processos motiva-cionais para a sua formacao. De acordo com Vaz Serra (1999), do ponto de vista social as emocoes desempenham urn papel de especial relevo na motivacao humana, podendo mesmo influenciar aspec-tos como a personalidade, as relacoes sociais e 0 desernpenho profissional, a vida sexual, em suma a forma de viver dos individuos, e portanto tambem ao nivel da educacao. Todavia, e mais precisamen-te, procurou saber-se de que forma ao genero, poderia ser uma vanavel moderadora no processo.Desde os anos 90 do sec. XX, a tematica referente a inteligencia emocionaJ (IE), emergiu na lit-eratura com a comprovacao de forte intervencao da Inteligencia Emocional, como variavel fortalece-dora dos resultados na prestacao de ensino, aprendizagem e desempenho laboral (Chermiss, 2000; Jaeger, 2003). Actualmente e no mundo ocidental, tambem a literatura atual vern apresentando rela-coes cada vez mais consistentes, nao s6 entre 0 tipo de emorela-coes que os estudantes sentem e 0 seu nivel de aprendizagem (Ruthig, et aI, 2008), como tam bern, ao nivel da sua percepcao de saude (Ruthig, et ai, 2009). Ja anteriormente, as pesquisas nesta mesma area, e com objectivos semel-hanles, foram sugestivas, relativamente ao impacto que os sentimentos dos estudantes tiveram sobre 0 nivel de aprendizagem que realmente ocorre (Sansone e Thoman, 2005; Efklides e Petkaki, 2005). Mas, e mais recentemente, os resultados obtidos por Maidment, J.; CriSp, B. (2010), vieram corroborar essa relagao positiva entre a componente da expressao de sentimentos (sejam positivos e ou negativos) dos estudantes, com 0 seu nivel de percepcao (positivo ou negativ~) de aprendiza-gem efetuada. Estes dados sao relevantes para quem esta em formacao e para quem gere este pro-cesso. Mas agora existe uma nova evidencia demografica: Ate aos anos 90 do sec. anterior, a domi-niincia demogratica nas universidades, situava-se no genero masculino, facto que se foi alterando e modificando a predominancia de genera. A apresentacao deste estudo e pertinente, porque nos atuais cootextos do ensino superior
-.e
por oposiCao a toda a historia demogratica da populacao estudan-til nas decadas passadas - cadibVez e maior a afluencia de estudantes do genera feminino.Assim, retoma-se a eVidente e comprovada relagao entre as respostas emocionais expressas pelos estudantes, os seus modelos funcionais cognitivos e as formas e niveis de aprendizagem con-seguida (Ruthig et aI., 2008), para estudar agora outros componentes, como e 0 genera, e suas expressoes de perfil em Comp8tencia Emocional, para daqui podermos pensar que tipo de relagoes com as motivacoes e com a aprendizagem, podem ser esperadas.
No campo formativ~, as implicacoes desta pesquisa sao de consideraveJ mais-valia para com-preender os movimentos emocionais e cognitivos em torno da aprendizagem, ja que poderemos
20
International Journal of oevelllpmental and Educational psychology INFAO Revisla de Psicologia, WI-VolA, 2012. ISSN: 0214-9877. pp:19·27
AFRONTAMIENTO PSICOLOGICO EN EL SIGLO XXI
conhecer tambem quais as formas como os professores podem ajudar no processo, atraves do me!hor reconhecimento dos atuais fatares de moderagao. • . ' .
A questao que se retoma, e se a actual paisagem demografica. estudantll, cons!ttUlda por tu~m~s
com maior densidade populacional feminina, podera apresentar dlferencas de perfIl de ~ompetencm Emocional, e se os estudantes do sexo feminino apresentam diferencas relevante~ relatlVament~ aos seus colegas do sexo masculino. Ou seja: deveremos preparar-nos par~ qualsque.r atter~coes -emergentes do ponto de vista demognifico - nomeadamente, para uma atltude emoclOnal dlferente
perante a aprendizagem? . '
A questao do genero veio sendo estudada, de forma ~als ou menos eVlden~~. E.m estu~?s ante-riares, numa amostra de professores, verificou-se dlferenga entre a~ vanavels predltlvas. d.a Competencia Emociona! entre genera (Veiga-Branco, 2004a): para 0 perfil de C.E. no seXO femlnl-no, a analise de regressao excluiu a empatia; e no sexo masculino foi exclulda a gestao de emocoes em grupos. Curiosamente, tambem aqui, a capacidade "Auto motivagao" da C.E. apresentou valores diferentes: as mulheres da amostra obtiveram valares significativamente menos elevados do que os homens, 0 que sugere uma maior capacidade par parte destes em m¥lterem 0 optimismo e a espe-ran~ em relaCao as mulheres. Num outra estu~o anterior, numa am.ostra de estudant~s d~ ensino superior (Veiga~Branco, 2004b), tambem se verfficou que esta capacldade de auto mottvaQao, apre-sentou diferengas estatisticamente significativas entre genero para alguns itens da "Auto motiva-cao": os estudantes do sexo masculino, obtiveram valores menos elev~dos, 0 que sugere uma menor capacidade em se manterem "abstrafdos do tempo" enquanto reallzavam tarefas; e ao con-trario, sao estes que conseguem "contro/ar 0 impulso, esperando para agif' mais frequentemente,
do que as estudantes do sexo feminino. . ~. .
Tambem forarn verificadas diferentfCls num estudo anterior em lntellgencta EmoclOnal, de Fernandez-Berroca!; Ramos y Extremera (2001), ja que nesta amostra, as mulheres obtiveram niveis mais elevados relativamente ao perfil de Inteligencia Emocional global, de percepcao de emocoes, compreensao e gestao emocional, 0 que segundo estes autores - e corroborando ja estudos ante-cedentes (Mayer et aI., 1999; Morand, 1999) - comprovou que as mulheres sao melhores que os
homens na percepgao das emoQoes. . ~ .
Assim, a bibliografia veio apresentando que apesar de nem 0 const~uto de Intelrgencla Emocional tal como 0 de Competimcia Emocionai, nao serem urn construto linear, apresentavam sempre qualquer alteragao diferenciadora entre os generos.
METODO
Fundamentalmente, e em finaJidade pretendemos perceber como e que as vivencias emocionais actuais poderao deixar perspectivar 0 desenvolvimento dos processos de formacao. Por isso, pre-tende aceder~se aD nivel de Competencia Emocional nos cinco dominios distintos, nomeadamente: auto consciencia, gestao das emogoes, auto motivagao, empatia e gestao das emogoes em grupo. Atraves da aplicacao de urn Instrumento de Recolha de Dados (£VeE), aos estudantes que frequen-tam urn curso numa instituigao de ensino superior, localizada no Interior Norte de Portugal, no ano lectivo de 2010-2011, procura-se dar resposta as seguintes questoes:
1) Como se apresenta este perfil de C.E. desta amostra de estudantes do ensino superior? 2) Sera que podem verificar-se diferencas entre as variaveis preditivas da C.E. entre genero,
corroborando estudos anteriores, como em Fernandez-Berrocal; Ramos y Extremera (2001
I,
au como posteriormente em Veiga-Branco, (2004al?3) Sera que tam bern esta amostra apresentara que as mulheres sao melhores que os homens na percepQao das emocoes, como em Mayer et aI., (1999); ou em Morand, (1999),
corro-Intemalional Journal of Developmental and Educational Psychology
COMPET@NCIAS EMOCIDNAIS: UMA QUESTAO OE GENERO?
borados posteriormente por Fernandez-Berroeal; Ramos y Extremera (2001)?
4) Na perspectiva desta amostra de estudantes qual e 0 pertil de cada uma das capacidades da C.E.? Sera que
e
igual, independentemente dogenera
do inquirido?5) Sera Que tambem nesta amostra se verifica que a capacidade "Auto motiva~ao" da C.E. apre-senta valores diferentes entre
genera,
corroborando Veiga-Branco, (2004a):16) Sera que 0 perfil de C.E. destes estudantes, peJa vivencia de emo~oes positlvas podera apontar para uma melhor relacao
com
a aprendizagem, refletindo aqui as resultados de Rulhig et al., (2008), e os mais recentes de Maidment, J.; Crisp, B. (2010)7Objeelivos
Respeitando assim, todo 0 conjunto de pressupostos atnls colocados, e as resultados publica-dos d~s pesquisas efectuadas, e considerando todo este conjunto de diferen~as, a abordagem desta pesqUJsa, aborda 0 processo de conhecer em particular 0 perfil de C.E. neste novo contexto demogratico, atraves respostas emocionais dos estudantes e as respectivas diferen~as ao nivel da variavel genera. Para esta finalidade, foram formulados os seguintes objectivos:
- Conhecer, com base numa autoavaliacao feita pelos estudantes de ensino superior, 0 perfil glo-bal de Competencia Emocional, ao nivel de cada uma das capacidades que insere 0 construto;
- Comparar cada urn dos niveis de cada uma das capacidades de CE, entre os generos.
Amos/ra
Foi seleccionada uma amostra nao prababilfstica aCidental constitufda por 438 estudantes que frequentavam urn curso, de uma instituicao de ensino superior publica, localizada no Interior Norte de Portugal, no ana lectivo 2010-2011. Curiosamente, e tal como foi expresso na apresenta~ao con-textual demogratica para a ensino superior, tambem esta amostra se apresenta maioritariamente do genera feminino, com 66,2% de respondentes, por oposiCao ao genera masculin~, que constituem 33,8% de respondentes.
as criterios de inclusao amostral foram: a matricula numa Instituicao de ensino superior, nao ter tido mais de duas reprava~oes, nao ter havido abandono por mais de dais anos consecutivos, e ter uma idade compreendida entre 18 e 35 anos de idade.
Ins/rumen/o
o
lnstrumento de Recolha de Dados utilizado para a recolha dos dados foi a uEscala Veiga de Competencia Emocional" urn instrumento desenvolvido por Veiga-Branco (2004a, b).E
urn formula-rio, constituida por 86 itens, fundamentados no conceito inicial de Inteligencia Emocional (Salovey; Meyer, 2000), e' que sucessivamente modificados e aferidos em anteriores estudos, pretendem ava-liar os niveis das capacidades de Competencia Emocional, distribuidos em cinco grandes dominios, designadamente: "Auto consciencia", "Gestao de emo~oes", "Auto motivagao", "Empatia" e "Gestao das emo~oes em grupo". Cada varlavel independente (item) tern uma unidade de medida de sete pon-tos numa escala tipo Likert (1 - Nunca; 2 - Raramente; 3 - Pouco frequente; 4 - Por norma; 5 _Frequentemente; 6 - Muito frequente e, 7- Sempre). Com esta escala, os inquiridos indicaram a fre-quencia temporal da vivencia de determinadas situa~oes de camcter emocional, e expressavam _ atraves de memoria - a frequencia com que sentiam as expressoes emocionais apresenladas, e como colocavam em pratica as suas capacidades de Competencia emocional.
Procedimentos
A recolha de dados realizou-se durante os meses de Junho e Julho do ano de 2011. Foi solici-tado aos estudantes 0 preenchimento do questionario colocado online. 0 tempo total de
preenchi-mento do questionario foi de cerca de 20 minutos 0 pragrama informatico utilizado para editar e
Ira-22 INFAD Revisia de Psicologia, N"l·VoIA, 2012.ISSN: 0214·9877. pp:19.27 Inte.rnalional Journal of Oeveloprnental and Educational PsychOlogy
AFRONTAMIENTO PSICOLOGICO EN EL SIGLO XXI
tar os dados foi 0 SPSS 20.0 (Statistical Package for Social Sciences). Recorreu~se ao ~al.culo d.e frequencias, absolutas e relalivas, para caracterizar a amoslra e
a
utiliza~ao do teste estatt.stlco QUI~Quadrado (X2) para comparar 0 nivel das capacidades de inteligencia emocional por genera. FOI considerado urn nivel de significancia de 5%.
RESULTADOS
Relativamente a amostra em estudo, estao representados 438 estudantes, 290 do genera feminino (66,2%) e 148 do genera masculino (33,8%). Tal como e apresentado na Tabela 1 -"Frequencias das variaveis: Genero, classes etarias, eslado civil e habita~ao em tem.po de aulas", poderemos verificar que relativamente as classes etarias, predomina 0 intervalo de Idades dos 20 aos 22 anos (56,8%), seguindo-se as categorias de idades dos 17 aos 19 anos (22,4%), dos 23 aos 25 anos de idade (13,5%) e, por tim, a classe de idades superior a 25 anos (7,3%). 0 esta-do civil esta-dos respondentes e na sua grande maioria solteira (97,3%) e mais de 70% vive com
ami-gos em tempo de aulas. J . •
Relativamente ao perfil das capacidades da C.E., e atraves dos 86 ilens, que pretend lam medtr a frequencia temporal de situa~oes vividas pelos esludanles, e nas quais experimentavam a.s ~uas
vivencias emocionais, as respostas variavam entre 1 (nunca) a 7 (Sempre), sendo 0 ponto me.dlO de intervalo da resposta de 4,0. Tendo em conta esta referencia, pode ver-se que as capacldades "Gestao das emo~oes" e "Auto motiva~ao" registam valores abaixo do moderado, estando as res-tantes capacidades - "Auto consciencian
, uEmpatia" e "Gestao das emo~oes em grupo".
ligeira-mente acima do moderado.
Assim e atraves da Tabela 2 - "Distribui~ao dos inquiridos pelos niveis das cinco capacida-des de
Co~petencia
emocional". apresenta-se adistribui~ao
dos inquiridos par niveis. tendo e.m conta as suas capacidades de Compelencia emocional. Com base nestes resultados, p.ode con.clu~rse que mais de 50% dos estudanles possuem urn nivel acima do moderado no que dt~ respell.o ~s
capacidades "Auto consciencia", "Empatia" e "Gestao das emocoes em grupo". TodavJa, a malona regista valores abaixo do moderado nas capacidades "Gestao de emo~oes" e "Auto mo~vayao".
Para atingir 0 segundo objectiv~, ou seja, a compara~ao das capacidades de CompetencJa emo-clonal por genera, utHizou-se 0 teste do (X2) para urn nivel de significancia de 5%. ~ . Tendo em conta a distribuj~ao dos inquiridos pelo nivel das capacidades de Competencla Emocional de acordo com a Tabela 3 -"Compara~ao das capacidades Compelencia emocional
por
gener~".
pode observar-se que nao existemdiferen~as
entre generas, em quat.ro das cincocapacidades de C.E .. Isto significa que 0 numera de inquiridos que registam niveis ?b~IXO do ~ode
rado, moderado e acima do moderado e sensivelmente 0 mesmo, em termos estatlstlco, no genera feminino e no genera masculino. Contudo, no que diz respeito a capacidade "Auto motivagao" sao em maior numera os inquiridos do genera masculino que registam val ores acima do moderado quando comparado com 0 genera feminino.
DISCUSSAO/ CONCLUSOES
Partiu-se de urn conjunto de questoes, que agora servirao para dar contexto a Discussao de resultados:
o
perfil de Competencia Emocional desta amoslra de estudantes do ensino superior,.comprava que no global, ha 161 (36%) estudantes, (considerando as distribuicoes da escala de.L1ckert para cada iten) que par norma sentem que vivem contextos de vida com Competencia Emoclonal,haven-do ate 171 que 0 sentem frequente ou muito frequentemente (Tabela 2), mas hii tam bern 106
estu-Inlernational JOllrnal of Oevelopmental and Educational Psychology
CDMPET£NCIAS EMDCIDNAIS: UMA QUESTAo DE GENERD?
dantes ~ que representam 24,2% da amostra - que assumem viver esses Gontaxtos 56
raramente
OUpoueD frequentemente. Este sinal e preoGupante, e possivelmente significativo de qualquer eviden-cia de motivaGao pouco frequente em Gontextos de formagao.
Par isto, tambem expressam que
e
raramenle au poueD frequente a sua capacidade para a"Gestao das emoeBas" e para a "Auto motivacao", jii que S8 situam em valores abaixo do modera-do, mas mantendo a percepcao de maior frequencia para a "Auto consciencia", "Empatia" e "Gestao das emocoes em grupo". No global,
nao
sa verificaram diferencas entre as variciveis preditivas da Competencia EmocionaJ entre genera, pelo que nao foram corroborados as estudos anteriores, seja de Fernandez-Berrocal; Ramos y Extremera (2001), ou de Veiga-Branco, (2004a). Mas relalivamen-te as diferen~as entre genero, sao em maior numero os inquiridos do genero feminino que registam valores de C.E. acima do moderado, quando comparado com 0 genero masculino (41,8% contra 38,2%), embora, embora nao significativamente, pelo que, tambem aqui se verifica 0 fenomeno ja enconlrado em Mayer et aI., (1999); e em Morand, (1999), corroborados posteriormente por Fernandez-Berrocal; Ramos y Extremera (2001).Nao sao registadas diferenGas significativas relativamente aD perfil das capacidades de Gompetencia Emocional relativamente ao genero do inquirido. Todavia, tambem aqui se verifica que a capacidade "Auto motiva~ao" da C.E. apresenta valores diferentes entre genero, corroborando Veiga-Branco, (2004a), ja que tam bam sao os estudantes homens, os que em maior numero regis-tam valores acima do moderado quando comparado com 0 genero feminino. TamMm aqui se cor-roboram as estudos de Queiros e Neri (2005). Estes autores - utilizando a Medida de Inteligencia emocional de Siqueira e colaboradores, avaliando cinco dimens6es fatoriais: (empatia, sociabWda-de, automotivacao, autocontrole e autoconsciencia) - numa amostra de 125 individuos entre os 45 e 69 anos, comparando os grupos etarios e de genero quanta aD bern estar psieoJ6g1co e a inte[[-geneia emocional verificaram algumas diferen~as significativas: verificaram que os homens sao mais automotivados do que as mulheres e uma leve tendencia para estes tamMm serem mais auto-conscientes independentemente da idade.
a
periil de C.E. destes estudantes, pela pouca frequencia com Que vivem a sua "Gestao dasemo~6es" e a "Auto motivacao", nao
e
exactamente indicativo de vivencia de ernoc6es positivas apontadas como favorecedoras de melhor relaGao com a aprendizagem, pelo Que nao podem aqui perspectivar-se as reflex6es apresentadas a partir dos resultados de Ruthig et aI., (2008), e os de Maidment, J.; Crisp, B. (2010), mas 0 facto de haver mais raparigas que vivem ma;s frequentemente a "Auto consciencia", a "Empatia" "Auto motiva~ao", (Tabela 2), pode ser altamente promissor, neste tipo de sinergia. Todavia nao era objectivo neste estudo comparar 0 perfil de C.E. e aprendi-zagem, trabalho Que par tudo 0 exposto, se considera pertinente para urn futuro proximo.CONCLUINDO ...
Atingimos as nossos objectivos e pudemos aceder a resultados e encontrar outras diferen~as
ainda nao documentadas, tais como:
~ Apesar de em menor numera, sao os rapazes que obtem melhor perfil de "Auto motiva~ao",
peJo que poderao estar emocionalmente disponiveis para "fabricar" 0 optimismo e a esperan~a, fae-tares protetores de motiva~ao.
- As diferencas estatisticamente significativas em UAuto motiva~ao", significam Que existem diferencas na distribuicao dos alunos pelos tres nlveis considerados.
- Ha
mais raparigas Que vivem ma;s frequentemente a "Auto consciencia", a "Empatia" "Automotiva~ao", (Tabela 2), 0 que de algum modo vern corroborar as resultados de Antao e Veiga-Branco (2011) numa populacao com earacteristicas identicas, em Que a genero feminine -
relativa-24 !NFAD Revisla de Psicologia, N"l-VoL4, 2012. ISSN: 0214-9877. pp:19·27 International Journal of Developmental and Educalional Psychology
AFRONTAMIENTO PSICOLOGICO EN EL SIGLO XXI
ente aos fatores de protecao para com a sua sexualidade - apresentava uma media mais ~Ievada
~ue
0 masculino, 0 que revela maior "Auto consciencia" da problematica dasdoen~as
assocladas auma sexuaJidade desprotegida. . . '
Sao as mulheres que em maior numero procuram planear e r~ahzar proJect~s~_acredltand.o na oncretiza!tao de objectivos com entusiasmo apesar das adversldades. Na opmrao de Petn~es,
~urnham
& Martin (2004) a inteligencia emocionale
entendida, sistematicamente, como urnatnbu-to do genero feminino. _ _ . .
Conhecemos as perspectivas de algumas relacoes entre emogao e aprendlzagem nos paradlg-mas classicos de populacao de formandos, paradlg-mas a actualidade trou~e mudancas demograticas com o acentuado de prevalencia para 0 sexo feminino. Podera esta reahdade mudar de alguma forma? Terao as mulheres qualquer capacidade emocional em maior ou menor nivel que os homen~ e que seja por isso factor moderadordas vivencias emocionais, e que p.?rtanto poss~ mudar a r~la~ao com as motiva~oes e com a aprendizagem? Promover a compreensao deste fenomeno, no Impacto da
emo~ao na aprendizagem no contexto formativ~, .potencia a compreensao dos professores e as metodologias selecionadas no processo de aprendlzagem.
BIBLIOGRAFIA
Antao, C.; Veiga-Branco, A. (2011). Percep~ao de saude em alunos do ensino superior: atitud~S e comportamentos promotoras de saude, International Journal of Developmental and Educatronal
Psyco/ogy INFAD, 3(1): 479-487. ' . .
Bisquerra, R. (2002). La competencia emocionat. in Alvarez, M. y Bisquerra, R., Manual de orienta-cion y Jutoria. Barcelona: Praxis. (pp. 144/69-144/83).
Chermiss, C. (2000) 'Social and emotional competence in the work~lac~', i~ The Handbook of Emotional Intelligence Theory, Development, Assessment, and Application In the Home, School and in the Workplace, eds R. Bar-On & J.Parker, Jossey-Bass, San Francisco, CA.
Cohen, J. (1999). Learning about Social and Emotional Learning: Curre~t Themes ~nd Future Directions. En J. Cohen (Ed.), Educating Minds and Hearts. Social EmotIOnal Learnmg and the Passage inlo Adolescence (pp.184-190). New York: Teachers College, Columbiayniversity Costa, A. (2009). Inteligencia Emocional e Assertividade nos Enfermelros. Olsserta~ao de Mestrado
em Psicologia - Especializacao em PSicologia da Saude. Universidade do Algarve. Faculdade de Ciencias Humanas e Sociais.
Damasio, A. (2010).
a
Livro da Consciencia. A construcao do cerebro consciente. 1a Ed. MenMartins. Temas e Debates. .
Efklides, A. & Petkaki, C. (2005) 'Effects of mood on sludents' metacognilive experiences', Learning and Instruction, vol. 15: 415-431.
Fernandez-Berrocal, P.; Ramos, N. y Extremera,N. (2001). Inteligencia Emocional, Supresion Cronica de Pensamientos y Ajuste Psicol6gico. Boletim de Psicologia, 70, Marzo 2001, 79-95. Goleman, D. (1995). EmoUonal ;ntelligence: Why it can matter more than /0. Nueva York: Bantam Books.
Goleman, D. (1999). La InleHgencia emoc;onal en la empresa. Barcelona: ~e~gara.
Goleman, D. (1999). La practica de /a inleHgenc;a emoc;onal. ~arc~lo~a: Kalros.. . . Jaeger, A. (2003) 'Job competencies and the curriculum: an IOqulry IOtO EmotIOnal Intelhgence In
graduate professional education', Research in Higher Education, 44, 6: 615-639.
Maidment, J.; Crisp, B. (2010). The Impact of Emotions on Practicum Learning, Social Work
Education, Firsl published on: 20 August 2010:1-14.
Mayer, J.; Caruso, 0.; Salovey, P. (1999). Emotlonallntelligenee metes traditional standards for an Intelligence. Intelligence. 27, 267- 298.
International Journal of Developmental and Educational Psychology
26
COMPErENCIAS EMOCIONAIS: UMA QUESTAO DE GEHERD?
Morand, D. A. (1999). Family size and Intelligence revisited: the role of Emotional Intelligence. Psychological Reports, 84, 643 - 649.
Petrides, K., Furnham, A. & Martin, G. (2004).Estimates of Emotional and Psychometric Intelligence: Evidence for Gender-Based Stereotypes. Journal of Social Psychology, 144 (2):149-162.
Queir6s, N. C. ; Neri, A. L.(2005). Bern estar Psicol6gico e Inteligencia Emocional entre Homans e Mulheres na meia Idade e na Velhice, Psicologia: Reflexao e Critica, 18 (2). P. 292-299 disponi-vel em: https:/Iwebmail.ipb,otlindex.php/maiJlviewmessage/getattachmentifolder/lNBOXI unigueldf7761/fi1enameOriginaIlBemestar%2BPsicoIO/025C3%25B3gico%2Be%2Blntelig%25C 3%25AAncia%2BEmocional%2Bentre.odf, consultado em 20 janeiro de 2012.
Ruthig, J. C., Perry, R. P., Hladkyj, S., Hall, N. C., Pekrun, R., & Chippertield, J. G. (2008). Perceived control and emotions: Interactive effects on peliormance in achievement settings. Social Psychology of Education, 11, 161-180.
Ruthig, J. C., Haynes, T. L., Stupnisky, R. H., & Perry, R. P. (2009). Perceived academic control:
Mediating the effects of optimism and social support on college students' psychological health.
Sociat Psychology of Education, 12,233-249.
Sansone, C. & Thoman, D. (2005) 'Does what we feel affect what we learn? Some answers and new questions', Learning and Instruction, vol. 15: 507-515.
Vaz-Serra, A.(1999). 0 stress na vida de todos as dias. Coimbra: Grafica de Coimbra Lda. Veiga-Branco, A. (2004).
Compelenc;a Emoc;onal.
Coimbra: QuartetoVeiga-Branco, A. (2004). Auto-Motiva,ao. Coimbra: Quarteto
TABELAS
Tabc/a 1-Frequcncias das nui:h'cis: GCnero. classes etJirias, cstado ril'il e habila~ao em tempo de aulas
Varia\"eis Cenero Masculino
Feminino Classes elarias (anos)
17-19 20-22 23-25 . >25 ESlado ch'il 501leiro Qulro Com qucm "h'c cm temlJO de
aulas Amigos Fmnilia Namorndo(l1) 507.inho(11) Amigos e n:unoradO(ll) Frequcncia absoluta (n)
"
59 32 "6 12 330 53 16 26 L1 Frequcncia relalira (%) 33.S 66.2 22.4 56.8 13.5 7.3 97..> 2.7 75.3 12.1 3.7 5.9Inlernational Journal of Developmenlal and Educational Psychology INFAO Revisla de Psicologia, N°l-VoI.4, 2012. ISSN: 0214-9877. pp;19-27
'.~
AFRONTAMIENTO PSICOLOGICO EN EL SIGLO XXI
Tabcla 2 - Di5tribui~o dos inquiridos pelos nh'cis das cinco C3llacidadcs de C.E. Nh'cl
Callacitladcs de C. E. Abai,;o tie moderado Motlerado Acima de moderdtlo
% n % n %
I.Auloconsciencia 65 I·UI 124 283 2-1-9 56.8
2.GcsUIo ell~oes 133 53,2 101 23.1 101 23.1
3.Automoti\·aiYilo 2]8 54.3 Ill{) 22.8 100 22.8
.t.Empatia 78 17.8 88 20.1 272 62,1
5.Gestao Emo~oes em gmpo 95 21.7 91 20.8 252 57,5
Competencia Emocional 106 2-1.2 161 36.8 171 39,0
Tabcla 3 - Compar.u;ao tlas callacid:ldcs de Comllctcncia Emocionaillor gencro
Capaeid:ldcs de C.E. GrullO Ni\"eI(% fl-I'ulu
<moderad, Moderad, >moderad· LAuto COllscicncia M,~ 18.2 2-1-.3 57.9 0.222
Femi 13.1 30.3 56.6
2.Gcstao emoiYocs Masc -\.8.6 25.7 25.7 0.390
Fcmi 55.5 21.7 22.1l
:tAuto 1Il0Ii\"<l'Y,10 M,~ 203 22.3 57.-1 0.011'
Femi 16.6 19 6-\.5
-I-.Empatia Masc 50 3LJ 18.9 ().352
Femi 56.6 18.6 2-I-.S 5.Geslao <!as cmoiYOeS em gmJ)< M= 18.2 20.3 61.5 0.395
Fcmi 23.-1 21.0 55.5
Competcnci:l Emoeional Masc 22.1 39.7 38.2 OJ 55
Femi 25.7 32.5 -11.8
.. E:..:istem difcrcn.;:as cntre os grupos pam lurcl de signifidineia de 5%
International Journal of Developmental and Educational Psychology