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JOÃO PEDRO CACCIATORI

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

JOÃO PEDRO CACCIATORI

MEDIDAS DE SUSTENTABILIDADE NA ARENA PANTANAL

ATRAVÉS DO PROCESSO AQUA

Sinop-MT

2014/2

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

JOÃO PEDRO CACCIATORI

MEDIDAS DE SUSTENTABILIDADE NA ARENA PANTANAL

ATRAVÉS DO PROCESSO AQUA

Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.

Prof. Orientador: Dr. -Ing Marlon Leão

Sinop-MT

2014/2

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Níveis de desempenho do LEED...16 Tabela 2 - Critérios e pontuações avaliados pelo LEED...19 Tabela 3 - Objetivos de cada visita...27 Tabela 4 - Implantações do empreendimento no terreno para um desenvolvimento urbano sustentável...29 Tabela 5 - Qualidade dos espaços exteriores para os usuários e redução de

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LISTA DE FIGURAS

Figura 01 - Principais certificações ambientais do planeta...14

Figura 02 - Selos de certificação do LEEDTM...16

Figura 03- Processo de certificação...19

Figura 04- Perfil mínimo de QAE...21

Figura 05- Estádio José Fragelli...22

Figura 06 – Módulos da Arena Pantanal...23

Figura 07- Níveis Arena Pantanal...24

Figura 08: Fluxograma do processo geral de análise da pesquisa...26

Figura 09: Fluxograma das análises in loco...27

Figura 10: Fluxograma das 14 categorias...27

Figura 11: Fluxograma das análises de critérios...28

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LISTA DE ABREVIATURAS

AQUA – Alta qualidade ambiental

FIFA- Fédération Internacionale de Football Association (Federação Internacional de futebol)

LEED – Leadership in Energy and Environmental Design ( Liderança em energia e Design ambiental)

QAE – Qualidade ambiental de edifícios.

SGE – Sistema de gestão do empreendimento.

SBAT – Sustainable Building Assessment Tool. (Ferramenta de avaliação de

construção sustentável) BEPAC – Building Environmental Performance Assessment Criteria.( Critérios para

avaliações de construção com desempenho ambiental)

HQE – High environmental Quality (Alta qualidade Ambiental) CASBEE –Comprehensive Assessment System for Built Environment Efficiency.

(Sistema Compreensivo de Avaliação de Eficiência Ambiente do Construído) BREEAM – Building Research Establishment Environmental Assessment

Methodology.(Metodologia de avaliação de estabelecimento.) ONG – Organização não governamental.

USGBC – U.S Green Building Council ( Conselho de construções verdes)

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DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Título: Medidas de sustentabilidade na Arena Pantaal através do processo AQUA.

2. Tema: Sustentabilidade Ambiental

3. Delimitação do Tema: Certificação Ambiental 4. Proponente(s): João Pedro Cacciatori

5. Orientador (a): Dr. Ing- Marlon Leão

6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso 7. Público Alvo: Profissionais da construção civil em geral.

8. Localização: Arena Pantanal, Avenida Agrícola Paes de Barros - Verdão, Cuiabá - MT, 78030-210 e UNEMAT- Campus de Sinop, Avenida dos Ingás, 3001 Jd. Imperial Sinop.

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SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS ... I LISTA DE FIGURAS ... II LISTA DE ABREVIATURAS ... III DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... IV 1 INTRODUÇÃO ... 6 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 7 3 JUSTIFICATIVA... 8 4 HIPÓTESES ... 9 5 OBJETIVOS ... 10 5.1 OBJETIVO GERAL ... 10 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 10 6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 11

6.1 SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL ... 11

6.2 CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS ... 13

6.3 CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL LEEDTM ... 15

6.3.1 PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO ... 15

6.3.2 PROCESSO AQUA- (ALTA QUALIDADE AMBIENTAL) ... 19

6.4 ARENA PANTANAL ... 22

6.4.1 CERTIFICAÇÃO LEED NA ARENA PANTANAL ... 24

7 METODOLOGIA ... 26 7.1 LOCAL DE ESTUDO. ... 26 7.2 FLUXOGRAMA ... 26 7.2.1 Processo geral ... 26 7.2.2 Análise in loco ... 27 7.2.3 Escolha da Categoria ... 27 7.2.4 Análise de critérios... 28 7.3 ANÁLISES IN LOCO ... 28 7.4 CATEGORIAS ... 29 7.5 ANÁLISE DE CRITÉRIOS ... 29

7.6 EXEMPLO DE MODELO PARA AS ANÁLISES. ... 30

8 CRONOGRAMA ... 33

9 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ... 34

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1 INTRODUÇÃO

Grandes eventos esportivos em sua maioria trazem consigo grandes mudanças para as cidades que os recebem. As construções tanto no que circunda a parte esportiva, como estádios e centro de treinamentos ou no âmbito das obras de infraestrutura, têm em todos os aspectos um impacto muito grande na vida da sociedade em geral. Neste caminho no ano de 2007 o Brasil foi escolhido como País-sede da XX Copa do Mundo FIFATM.

A ideia principal deste evento no Brasil segundo Pereira era proporcionar uma melhor qualidade de vida aos brasileiros, de forma a recuperar anos de atraso e descaso das autoridades publicas na prestação de serviço. Com isso doze cidades foram escolhidas e se comprometeram a criar uma competição que levassem a ideia de “Copa Verde” para fora de suas fronteiras.

Várias medidas de sustentabilidades foram implementadas em todas as cidades, os estádios precisavam atender á um grau de certificação ambiental internacional e as medidas de infraestrutura precisavam conciliar o meio ambiente com o progresso das grandes cidades.

A cidade de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, foi escolhida como sede do Pantanal, e nela foi reconstruído o Estádio José Fragelli, popularmente conhecido como “Estádio Verdão”. A proposta de levar o nome de um dos três biomas do estado acarretou na nomeação da nova construção. Com isso surge a Arena Pantanal, um complexo moderno e com inúmeras medidas de sustentabilidade desde o reuso da água utilizada pelas instalações, à coleta de materiais recicláveis e o uso de energia fotovoltaica.

A Arena Pantanal, objeto deste estudo precisou seguir diretrizes de sustentabilidades apresentadas por uma certificação ambiental internacional, deixando de lado os aspectos regionais que tanto influenciam nas construções. E com esta preocupação sabe-se que várias características de nosso país não foram atendidas. Portanto o que será apresentado neste projeto será uma análise de como um dos doze estádios construídos se comportam ao serem olhados pela lente de uma certificação ambiental nacional e suas diretrizes.

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2 PROBLEMATIZAÇÃO

Com a escolha do Brasil como país sede da XX Copa do Mundo FIFATM, inúmeras responsabilidades surgiram. Uma delas fora a construção de estádios sustentáveis, para que a ideia de “Copa Verde” slogan do evento virasse uma realidade. Todos os doze estádios precisavam se enquadrar em medidas de um processo de certificação ambiental.

A FIFA tem como cartilha para seus eventos o programa “Green Goal”, que determinava que todos os estádios deveriam possuir no mínimo a certificação LEED

TM

, programa de certificação norte americano com aspectos e análises de seu país de origem.

Com isso surgem os questionamentos; Como um estádio localizado em um país tropical se comporta usando medidas de sustentabilidades de uma região totalmente diferente? Quais aspectos são superestimados e quais são subestimados no processo de certificação? O nível tecnológico de exigência ou as demandas específicas são compatíveis com a indústria nacional?

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3 JUSTIFICATIVA

Com a intensificação das atividades humanas, principalmente através da construção civil, sobre os limitados recursos naturais presume-se que o desequilíbrio ecológico do planeta tenha nesta sua principal causa. (PEREIRA,2013) As discussões e estudos a fim de desenvolver estratégias e soluções para diminuírem esses impactos têm evoluído e despertado o setor para uma mudança de paradigma incorporando práticas de sustentabilidade nas edificações (BRASIL, 2010).

Com isso os processos de certificações vêm ganhando força no cenário nacional e se tornando uma realidade. A maioria das edificações nacionais que buscam este processo ainda são certificadas seguindo modelos internacionais, sendo a mais difundida a certificação norte americana LEEDTM. Seus aspectos muitas vezes não condizem com a realidade local tanto no que diz respeito a capacidade da industria, quanto a peculiaridades climáticas de nossa região. Com isso possíveis gastos extras em medidas que muitas vezes não são realmente eficazes.

Na contra mão desta corrente surge no ano de 2007 a ideia de certificação nacional, conhecida atualmente como Processo AQUA. Sua capacidade de conexão com a realidade, por estar fundamentada em normativas nacionais traz consigo inúmeras vantagens para as edificações, uma vez, que a preocupação com as necessidades locais em todos os sentidos são levadas em consideração pelo processo como um todo

Portanto com a análise proposta por esta pesquisa será possível perceber quais medidas foram deixadas de lado por uma certificação ambiental internacional e como a mesma se comporta sobre uma ótica de certificação nacional.

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4 HIPÓTESES

Devido à imposição de uma certificação ambiental internacional, sabe-se que as medidas utilizadas para obter a certificação necessária foram importantes, porém por não levar em consideração aspectos regionais em seus parâmetros acredita-se que alguns critérios particulares de nosso país não foram levados em consideração.

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5 OBJETIVOS

5.1 OBJETIVO GERAL

Analisar as medidas de sustentabilidade executadas na Arena Pantanal, Cuiabá-MT, seguindo o perfil de qualidade ambiental (QAE) proposto pelo processo AQUA.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Os objetivos específicos da análise se resumem a análise individual das 14 categorias que o processo AQUA aborda;

Eco-construção (Sitio e Construção) 1- Relação do edifício com o seu entorno

2- Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos 3- Canteiro de obras de baixo impacto ambiental

Eco-Gestão

4- Gestão da energia 5- Gestão da água

6- Gestão de resíduos de uso e operação do edifício 7- Manutenção - permanência do desempenho ambiental

Conforto 8- Conforto higrotérmico 9- Conforto acústico 10- Conforto visual 11- Conforto olfativo • Saúde

12- Qualidade sanitária dos ambientes 13- Qualidade sanitária do ar

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6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo serão abordados temas de sustentabilidade. Será possível acompanhar uma breve revisão histórica e da evolução do conceito de desenvolvimento sustentável na construção civil da metade do século XX até os dias atuais, o que são e quais são as certificações ambientais existentes. As duas certificações que são objeto de estudo desta pesquisa, a norte-americana LEEDTM

e a brasileira processo AQUA, elencando o contexto histórico na qual elas se inseriram e mecanismos de avaliação de cada procedimento.

6.1 SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

O setor da construção civil é vital e estratégico para o desenvolvimento de qualquer país do mundo, tanto pela edificação de estruturas físicas, quanto pelo processo da cadeia construtiva de absorção de mão-de-obra, investimentos e recolhimento de impostos (PEREIRA,2013). Entretanto, ao mesmo tempo, é um dos maiores causadores de impactos ambientais, pela elevada demanda de insumos em todo o ciclo da vida útil de uma edificação (JOHN, 2009).

Neste momento em que os olhos do mundo estão voltados para técnicas de construção que degradem o menos possível o meio ambiente, as discussões sobre a sustentabilidade caminham cada vez mais em direção a profissionais de diversas áreas que tenham essas habilidades e estes em certos momentos se juntam para trabalhar em equipe na busca de soluções que conciliem o progresso de maneira sustentável.

Após a primeira metade do século XX, muitos ambientalistas se juntaram em volta desta temática a fim de fundamentar suas teorias e expressar suas preocupações com o futuro do planeta. Durante a década de 60, a ONG Clube de Roma, já debatia as questões ambientalistas, e assim começaram a surgir as primeiras previsões, catastróficas, diga-se de passagem, sobre o que aconteceria com nosso meio ambiente se continuássemos usando os recursos naturais de forma irresponsável. Em seu primeiro relatório o Clube de Roma (Limits To Growth de 1972) assustou a comunidade científica ao apresentar cenários caóticos se o padrão desenvolvimentista permanecesse-se. A partir desde momento, vários outros

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relatórios foram desenvolvidos, dentre eles podemos citar alguns que são referência como desenvolvimento sustentável:

• Relatório do Clube de Roma: Limites do Crescimento (1972)

• Declaração de Estocolmo (1972)

• Relatório de Bruntland: Nosso Futuro Comum (1987)

• Declaração do Rio (1992)

• Agenda 21 (1992)

Grande parte dos empreendimentos concebidos é construída e entregue para uso, sem grandes preocupações referentes ao quanto de recursos naturais e energéticos serão consumidos, assim como, do quanto de gases do efeito estufa serão produzidos; gerando um problema que deverá ser suportado por décadas por toda a sociedade (CEOTTO, 2006).

Entretanto, é exatamente na etapa de processo de projeto, que arquitetos e engenheiros têm grande destaque; já que nesta fase, que engloba desde a concepção até as ideias do reuso do edifício, se ações, decisões e técnicas de sustentabilidade forem tomadas corretamente, maiores serão as chances de sua qualificação (BRASIL, 2010). Algumas das ações são destacadas pelo Conselho Brasileiro de Construção Civil (CBS ,2009) e pela Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura- AsBEA (CIC,2008):

• Aproveitar ao máximo as condições naturais locais;

• Utilizar o mínimo do terreno e integrar a obra ao ambiente natural; • Analisar o entorno para a implantação;

• Não provocar, ou reduzir os impactos no entorno; • Promover a qualidade ambiental interna e externa; • Gerir de forma sustentável a implantação da obra;

• Adaptar o projeto às necessidades atuais e futuras dos usuários;

• Utilizar insumos locais e que contribuam com a ecoeficiência do processo; • Reduzir o consumo energético, de água e de materiais;

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• Reduzir, reutilizar, reciclar e dispor corretamente os resíduos sólidos; • Introduzir inovações tecnológicas sempre que possível e viável;

• Conscientizar os envolvidos do processo, através da educação ambiental

6.2 CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS

Pela ausência de um método comum de práticas sustentáveis, as certificações ambientais se tornaram uma referência para que diretrizes ambientais fossem adotadas e avaliadas, pelas empresas, em seus projetos denominados como Green Buildings. (PEREIRA, 2013). Essa expressão, que teve grande aceitação no final do século XX, possibilitou assimilar todas as iniciativas dedicadas à criação de construções mais eficientes do ponto de vista energético, mais confortáveis, passíveis de adaptações, dentre outras medidas “verdes”.

Os processos de certificações trouxeram consigo a credibilidade que faltava para edificações sustentáveis. A consciência de olhar para a edificação de maneira geral, acarretou em ganhos de marketing ambiental de vendas e concepções arquitetônicas mais eficientes.

Hoje no mundo existem alguns países que já possuem suas próprias diretrizes de certificação ambiental, pode-se citar:

• África do Sul (SBAT);

• Alemanha (DGNB);

• Austrália (Green Star);

• Brasil (AQUA);

• Canadá (BEPAC);

• Estados Unidos (LEEDTM);

• França (HQE);

• Itália (ITACA)

• Japão (CASBEE);

• Reino Unido (BREEAM),

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Figura 01 - Principais certificações ambientais do planeta. Fonte: (FCAV, 2014)

Silva (2007) faz uma clara distinção das certificações ambientais em duas categorias. As primeiras têm o que é chamado de orientados para o mercado os quais são desenvolvidos para terem uma fácil receptividade dos projetistas ou para aumentar o reconhecimento do mercado pelos esforços empregados na qualidade ambiental de projetos, execução e gerenciamento operacional, se enquadram nessas características o BREEAM, o LEEDTM, o HQE e o HK-BEAM (Hong Kong). A outra categoria é chamada de orientados para pesquisa, nesta a ênfase é o desenvolvimento de uma metodologia maior e com fundamentação cientifica se enquadram nessas características o BEPAC e o GBC.

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6.3 CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL LEED

TM

Em 1994 o US Green Building Council (USGBC), instituição financiada pelo NIST (National Institute of Standards and Technology), iniciou um programa para desenvolver, nos Estados Unidos, um sistema de classificação de desempenho consensual e orientado para o mercado, visando acelerar o desenvolvimento e a implementação de práticas de projeto e construção ambientalmente responsáveis. (SILVA, 2007).

Acreditava-se, ainda, que os desenvolvimentos de sistemas de classificação de desempenho ambiental de edifícios tecnicamente consistentes implicam necessariamente em incentivar outros segmentos da indústria da construção a desenvolver produtos e serviços de maior qualidade ambiental. Com essa junção de ideias surge a LEEDTM, Leadership in Energy and Environmental Design, ou, Liderança em Energia e Design Ambiental, um sistema de classificação e certificação ambiental projetado para facilitar a transferência de conceitos de construção ambientalmente responsável para os profissionais e para a indústria de construção americana, e proporcionar reconhecimento junto ao mercado pelos esforços despendidos para essa finalidade (USGBC, 2009).

Sua primeira versão foi publicada em função de acelerar o desenvolvimento de práticas de projeto e construção sustentáveis, em 1999. (PEREIRA, 2013). No Brasil, a certificação arribou com força no final de 2006, com a criação do Green Building Council Brasil (Conselho de Edificações Verdes do Brasil), espécie de subsidiária da entidade que trabalha na certificação, no treinamento de avaliadores, na divulgação e na conformação de leis e regras capazes de incentivar a construção sustentável.

6.3.1 PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO

O sistema LEED TM

possui as seguintes categorias de análise:

LEED-NC (New Construction): para novas construções e grandes projetos de renovação.

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LEED-CI (Comercial Interiors): para projetos de interiores em edifícios comerciais.

LEED-CS (Core and Shel): para projetos da parte externa e parte central do edifício de uso coletivo.

LEED-ND (Neighborhod Development): para bairros e desenvolvimento de comunidades, integrando os princípios do crescimento inteligente, urbanismo e construção sustentável para a concepção de bairros.

LEED-Schools: para avaliar a concepção e construção de escolas.

LEED-Homes: para avaliar residências unifamilares e prédios multifamilares de até três pavimentos;

LEED Retail NC & CI: para lojas de varejo;

LEED Healthcare: para unidades de saúde.

A Certificação LEEDTMavalia estas categorias através de critérios constituídos por indicadores de desempenho, cada qual com sua pontuação, e que ao final da avaliação, o edifício recebe a certificação de acordo com o total de pontos obtidos. Em cada critério de avaliação, há condições prévias que devem ser obrigatoriamente preenchidas (os pré-requisitos), sem as quais a edificação não receberá a certificação, (GBC BRASIL, 201).

De acordo com a pontuação recebida, o edifício poderá ser classificado em níveis de desempenho como Certifed (Certifcado), Silver (Prata), Gold (Ouro) e Platinum (Platina) atendendo as respectivas pontuações apresentadas na tabela 1.

A figura 2 mostra os selos que as edificações recebem quando atendem as pontuações necessárias.

Figura 02 - Selos de certificação do LEEDTM Fonte: (GBC Brasil, 2011)

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A seguir é possível acompanhar no Quadro 1 quais as áreas chaves e critérios que são levados em consideração na certificação ambiental realizada pelo LEED TM

Quadro 1 - Áreas chave e critérios da certificação LEEDTM Fonte: (GBCBrasi, 2011)

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Dentro de todos esses critérios existe uma metodologia que divide a importância de cada um deles, determinando pontuações diferentes, a seguir observamos na Tabela 2, o critério e sua respectiva pontuação no processo de certificação.

Tabela 2 – Critérios e pontuações avaliados pelo LEEDTM

Critério Pontos

Espaço sustentável Uso racional da água

Energia e Atmosfera Materiais e Recursos Qualidade Ambiental Interna

Inovação e Processo do Projeto Créditos regionais 26 10 35 14 15 6 4 Fonte: GBC Brasil (2014)

Estes critérios têm suas especificações diferentes para cada categoria de análise em virtude das particularidades dos tipos de edificações e abrangência que o LEEDTM pode alcançar, para exemplificar, os detalhes da categoria LEED-NC se encontram no anexo.

Para obter a certificação LEEDTM é preciso registrar, primeiramente, o empreendimento no sistema de certificação do Green Building Council Institute pelo site www.usgbc.org e pagar uma taxa de US$ 400 (Green Building Council, 2014). Em seguida, uma equipe deverá ser formada para prestar consultoria, acompanhar o processo e enviar relatórios à certificadora, nas fases de projeto, além de memórias de cálculo, relatórios de obra e testes de comissionamento, na fase de pré-certificação (PEREIRA, 2013).

O selo LEEDTM poderá ser utilizado durante dois anos, ao final desse prazo, para conservar a certificação, por mais dois anos, o edifício deverá ser reavaliado, em termos de operação sustentável dos sistemas. Caso não haja interesse, por parte do proprietário, perde-se a certificação concedida (CREDÍDIO, 2008).

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6.3.2 PROCESSO AQUA (ALTA QUALIDADE AMBIENTAL)

Em 2007, a Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV) se associou ao instituto francês CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment) e aos professores de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para adaptar a certificação HQE para a realidade da construção civil brasileira; que foi denominada AQUA, em 2008, quando foi finalizado e apresentado(PEREIRA,2013).

Segundo Martins (2012), a certificação AQUA leva em conta o clima, a cultura, os parâmetros técnicos, regulamentações e a normalização técnica brasileira. A certificação ocorre em três etapas e se baseia em catorze critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases, como o HQE:

• Eco-construção;

• Eco-gestão;

• Conforto;

• Saúde.

Cada um destes critérios é classificado como “bom”, “superior”, ou “excelente”. Para obter o selo, é preciso ser “bom” em todos os itens e atingir, no mínimo, quatro marcas no nível superior e três no nível excelente. (Fundação Vanzolini, 2011). A certificação é concedida ao término de cada fase (e válida até o fim da próxima), após analises presenciais precedidas de técnicos as fases são:

• Programa

• Concepção (Projeto)

• Realização (Obra)

• Operação (Uso)

É de suma importância ter o controle do projeto em todas as suas fases, por meio do Sistema de Gestão do empreendimento (SGE), considerado o eixo central da certificação, para que assim seja possível atender os critérios de desempenho da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), como dita anteriormente é dividida em catorze critérios de sustentabilidade dentro das 4 fases.

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Figura 03- Processo de certificação Fonte: (Fundação Vanzolini, 2008)

A seguir a hierarquização das 14 categorias que o Processo AQUA aborda:

Eco-construção (Sitio e Construção) 1-Relação do edifício com o seu entorno

2-Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos 3-Canteiro de obras de baixo impacto ambiental

Eco-Gestão

4-Gestão da energia 5-Gestão da água

6-Gestão de resíduos de uso e operação do edifício 7-Manutenção - permanência do desempenho ambiental

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Conforto 8-Conforto higrotérmico 9-Conforto acústico 10-Conforto visual 11-Conforto olfativo • Saúde

12-Qualidade sanitária dos ambientes 13-Qualidade sanitária do ar

14-Qualidade sanitária da água

Figura 04- Perfil mínimo de QAE Fonte: (Fundação Vanzolini, 2008)

Este é um aspecto marcante do processo AQUA- Alta Qualidade Ambiental, ele faz com que todas as categorias apresentem desempenhos correspondentes ás práticas usuais. Além disso, não há escala de atribuição do certificado, fazendo com que o empreendimento seja ou não ambientalmente correto.

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6.4 ARENA PANTANAL

Com suas obras iniciadas em 1973, o Estádio José Fragelli, popularmente conhecido como Verdão, localizado em Cuiabá-MT, foi concebido com capacidade prevista para 55 mil pessoas e teve seu projeto arquitetônico realizado por Silvano José Wendel, com o objetivo de substituir o pequeno Estádio Presidente Dutra. Segundo Pinheiro (2013), tentando fomentar o esporte na capital do estado, mas com um intuito de demonstrar grandeza em relação ao estádio que fora construído em Campo Grande- MS, cidade historicamente rival de Cuiabá.

Em 8 de Abril de 1976, ocorreu a inauguração com a presença do Flamengo e um quadrangular entre os clubes da capital, Mixto, Operário e Dom Bosco.Para um público de 44 mil pessoas.

Figura 05- Estádio José Fragelli Fonte: (Google Imagens,2014)

Após a confirmação que Cuiabá seria uma das cidades-sedes da XX Copa do Mundo FIFATM Brasil, em 31 de Maio de 2009. O projeto fora desenvolvido no mesmo ano e suas obras foram iniciadas em 2010, após a demolição do antigo estádio José Fragelli, com previsão inicial de entrega para dezembro de 2012. Porém isto ocorreu somente em 2 de abril de 2014, em um jogo realizado por Mixto e Santos.

A área total do empreendimento é de 307 mil m² e terá uma nova área construída de 101 mil m², com requalificação urbana do entorno. O custo estimado de todo o complexo, para 43.136 expectadores, é de 518,9 milhões de reais, com

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285 milhões destes financiados pelo governo federal (BRASIL, 2012a). A arena abrigou apenas quatro partidas da primeira fase da competição, jogaram nos campos mato-grossenses os países: Nigéria, Chile, Colômbia, Japão e Bósnia. Sua concepção baseada na inserção de um equipamento de última geração, em um amplo conjunto arquitetônico adequado a realidade local, sem tradição futebolística; e essencialmente comprometido com a sustentabilidade, com a responsabilidade socioambiental e com a requalificação urbana da cidade. (PEREIRA, 2013)

A construção e execução da Arena Pantanal foram realizadas graças a um projeto racional e estruturalmente mais econômicos visto que está divido em quatro módulos de arquibancadas e coberturas separadas e idênticos, dois a dois, Norte e Sul que ficam no fundo do campo e Leste e Oeste que ficam nas laterais. Com essa concepção foi possível dar um grande destaque a ventilação cruzada do projeto e ao conforto ambiental passivo da edificação. A figura 6 mostra como a obra ficou depois de finalizada.

Figura 06 – Módulos da Arena Pantanal Fonte: (www.stadiumguide.com Acesso: 09/09/2014.)

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Todos os módulos foram desenvolvidos em níveis para facilitar o processo construtivo, como é possível ver na figura 7

Figura 07- Níveis Arena Pantanal Fonte: (PEREIRA, 2013)

Cada nível tem sua funcionalidade destinada a atender a demanda e a necessidade do ambiente.

6.4.1 CERTIFICAÇÃO LEED NA ARENA PANTANAL

Todos os estádios que sediam os jogos de uma Copa do mundo estão sujeitos a uma cartilha chamada de “Green Goal”. Documento elaborado e implementado pela organização máxima do futebol no ano de 2006. Além de várias indicações para que o país sede consiga marcar um “Gol verde” (em uma tradução livre), podemos encontrar que todos os estádios que receberão os jogos precisam estar devidamente certificados pela certificação LEED, já explicada anteriormente.

Por esta consequência varias medidas foram planejadas e executas na Arena pantanal, porém até a presente data o processo de certificação LEED da não foi divulgado. Entretanto é possível prever uma estimativa de pontos que a edificação receberá. Segundo Pinheiro, os valores são os a seguir;

• Ação 01: Ambiente urbano e Paisagístico; 14 créditos.

• Ação 02: Transporte;12 créditos.

• Ação 03: Água – Racionalização; 4 créditos

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• Ação 05: Energia – Fontes Renováveis; 9 créditos

• Ação 06: Energia – Demanda Minimizada; 26 créditos

• Ação 07: Materiais Ecológicos; 14 créditos

• Ação 08: Resíduos e Reciclagem; 8 créditos

Ação 09 : Conforto Ambiental Passivo;15 créditos

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7 METODOLOGIA

A metodologia buscará a comparação de medidas de sustentabilidade realizadas na Arena Pantanal, cujo processo se deu visando a certificação LEED e seus parâmetros. Com os critérios encontrados nos referenciais técnicos de certificação propostos pelo Processo AQUA.

Por não citar arenas esportivas ou estádios de futebol claramente em suas especificações, o perfil de qualidade do ambiente da Arena Pantanal será construído de forma direta e descartando preocupações que não condizem com a edificação.

7.1 LOCAL DE ESTUDO.

Estádio José Fragelli ou Arena Pantanal, localizado em Cuiabá-MT.

7.2 FLUXOGRAMA

A seguir na figura 08 é apresentada a estrutura da metodologia através de quatro fluxogramas.

7.2.1 Processo geral

Figura 08: Fluxograma do processo geral de análise da pesquisa. Fonte: Autoria própria, 2014.

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7.2.2 Análise in loco

Figura 09: Fluxograma das análises in loco. Fonte: Autoria própria, 2014.

7.2.3 Escolha da Categoria

Figura 10: Fluxograma das 14 categorias Fonte: Autoria própria, 2014.

Análise in loco

Visita 1 Ambiente urbano e Paisagístico, Transporte e Materiais Ecológicos Visita 2 Água (Racionalização, Conservação e Reuso) e Resíduos e Reciclagem Visita 3

Energia (Fontes Renováveis e Demanda Minimizada) e Conforto Ambiental (Passivo e

Ativo) Categorias Eco-construção (Sitio e Construção) 1-Relação do edifício com o seu entorno

2-Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos 3-Canteiro de obras de baixo impacto ambiental Eco- Gestão 4-Gestão da energia 5-Gestão da água 6-Gestão de resíduos de uso e operação do edifício 7Manutenção -permanência do desempenho ambiental Conforto 8-Conforto higrotérmico 9-Conforto acústico 10-Conforto visual 11-Conforto olfativo Saúde 12-Qualidade sanitária dos ambientes 13-Qualidade sanitária do ar 14-Qualidade sanitária da água

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7.2.4 Análise de critérios

Figura 11: Fluxograma de análise de critérios. Fonte: Autoria própria, 2014.

7.3 ANÁLISES IN LOCO

Através de três visitas previstas para o primeiro semestre de 2015 será possível analisar as medidas sustentáveis utilizadas na Arena Pantanal comparando-as com já elencadas por Rodrigo Pinheiro Toffáno Pereira em sua dissertação de mestrado Sustentabilidade em estádios de futebol: O caso Arena Pantanal em Cuiabá- MT (PEREIRA, 2013).

Este estudo enumerou as medidas de sustentabilidade realizadas na Arena Pantanal em relação à certificação LEED. Com isso será possível realizar um checklist para novas construções do ano de 2009, proposto pela certificação, que se encontra em anexo. Análise de critérios Estrututura da categoria A Avaliação da categoria Análise

Resultado

B Avaliação da categoria Análise

Resultado

(31)

As visitas e seus respectivos objetos de estudo seguem a ordem proposta pela tabela 3.

Tabela 3. Objetivos de cada visita.

VISITA OBJETIVO

1 Ambiente urbano e Paisagístico, Transporte e Materiais

Ecológicos

2 Água (Racionalização, Conservação e Reuso) e

Resíduos e Reciclagem

3 Energia (Fontes Renováveis e Demanda Minimizada) e

Conforto Ambiental (Passivo e Ativo)

Fonte: Autoria Própria (2014)

Somente após as visitas realizadas será possível começar a comparação com os critérios encontrados no referencial técnico fornecido pelo processo AQUA.

7.4 CATEGORIAS

Seguirão a ordem de análise das 14 categorias já citadas anteriormente na fundamentação teórica e apresentada na Figura 10.

7.5 ANÁLISE DE CRITÉRIOS

Os documentos propostos pela Fundação Vanzolini, que servem de parâmetros para certificações pelo processo AQUA, são dois referenciais técnicos. O primeiro chama-se Guia prático do referencial da Qualidade Ambiental do edifício em renovação, versão de 2012, onde é possível encontrar as regras gerais e parâmetros do processo AQUA. O segundo é o Referencial técnico de certificação da qualidade ambiental do edifício em renovação – Edifícios do setor de serviços, versão de 2012. O documento é dividido nas 14 categorias de estudo já apresentadas anteriormente.

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A análise dos critérios seguirá a metodologia proposta pelo Referencial técnico de certificação da qualidade ambiental do edifício em renovação – Edifícios do setor de serviços que é fragmentado em 4 aspectos demonstrados a seguir.

Estrutura da Categoria: Neste aspecto serão encontradas as divisões de macro análises para a categoria.

Avaliação da Categoria: Neste aspecto a categoria é dividida em três níveis avaliativos, saindo de BOM, passando pelo SUPERIOR e finalmente chegando ao EXCELENTE. Cada categoria tem seus critérios para a obtenção de seus níveis e pontuações extras para quando a mesma chegar ao nível EXCELENTE. Todos serão expostos quando for necessário. As pontuações extras podem ser cumulativas

Análises: Neste aspecto serão apresentadas as preocupações que o processo AQUA tem com cada uma das subdivisões de categorias, obtendo uma análise comparativa divida em três possíveis resultados:

Está em conformidade com os critérios. Não está em conformidade com os critérios. Subcategoria apresenta subjetividade.

Categoria não encontra parâmetros para a Arena

Quando a subcategoria receber a análise de subjetividade não serão considerados as preocupações nem para acréscimo ou decréscimo da subcategoria, tornando-a nula.

Resultado: Neste aspecto será revelada a avaliação da categoria segundo as analises realizadas.

7.6 EXEMPLO DE MODELO PARA AS ANÁLISES.

A seguir é apresentado um modelo de como ocorreram e serão apresentadas as análises das 14 categorias.

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8.4.1 RELAÇÃO DO EDIFÍCIO COM SEU ENTORNO

• Estrutura da Categoria 1

a) Implantações do empreendimento no terreno para um desenvolvimento urbano sustentável.

b) Qualidades dos espaços exteriores para os usuários e redução de incômodos para a vizinhança

• Avaliação da Categoria 1-

Figura 08- Avaliação da categoria 1 Fonte: Fundação Vanzolini, 2012

• Análises das preocupações

Tabela 4 - Implantações do empreendimento no terreno para um desenvolvimento urbano sustentável

PREOCUPAÇÕES ANÁLISE NÍVEL

1.1.1 Coerência entre a

implantação do empreendimento no terreno e as políticas locais de desenvolvimento urbano.

Está em conformidade com os critérios.

B

1.1.2. Aperfeiçoar os acessos e gerenciar os fluxos.

Está em conformidade com os critérios.

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1.1.3. Gerenciar os modos de deslocamento e favorecer os menos poluentes para uma funcionalidade ótima.

Está em conformidade com os critérios.

B

1.1.4. Preservar / Melhorar a qualidade ecológica e paisagística do local do empreendimento

Está em conformidade com os critérios.

E3

1.1.5. Preservar / Melhorar a biodiversidade

Está em conformidade com os critérios.

E1

1.1.6. Integração paisagística da gestão das águas pluviais e/ou servidas

Está em conformidade com

os critérios. E2

Fonte: Autoria Própria (2014)

Tabela 5– Qualidade dos espaços exteriores para os usuários e redução de incômodos para a vizinhança

PREOCUPAÇÕES ANÁLISE NÍVEL

1.2.1. Criar um conforto

ambiental exterior satisfatório. Está em conformidade com os critérios. E3 1.2.2. Criar um ambiente visual

satisfatório.

Está em conformidade com

os critérios. E1

1.2.3. Limitar a poluição sonora e garantir o direito à tranqüilidade da vizinhança.

Está em conformidade com

os critérios. E1

1.2.4. Garantir espaços

exteriores saudáveis e garantir o direito à saúde dos ocupantes.

Está em conformidade com

os critérios. B

1.2.5. Acessibilidade, bem estar e convívio.

Está em conformidade com

os critérios. E2

Fonte: Autoria Própria (2014)

8.4.1.4 Resultado da Categoria “Relação do Edifício com seu Entorno” BOM

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8 CRONOGRAMA

ATIVIDADES (2015) JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV

VISITA 1

VISITA 2

VISITA 3

Análise das categorias 1,2 e 3.

Análise das categorias 3,4,5 e 6

Análise das categorias 7,8,9,10

Análise das categorias 11,12,13 e 14

Redação do artigo

Apresentação para a banca.

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9 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

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Referências

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