Programa de PósGraduação em Matemáti a
Existên ia de ongurações entrais
onvexas e n avas
no problema de 4 orpos
André Rubens Lima
Programa de PósGraduação em Matemáti a
André Rubens Lima
Existên ia de ongurações entrais
onvexas e n avas
no problema de 4 orpos
DissertaçãosubmetidaaoProgramade PósGraduaçãoem
Matemáti a omo parte dos requisitos para obtenção do
Título de Mestre em Ciên iasemMatemáti a
Área de Con entração: Equações Diferen iais Ordinárias
Orientador: Prof. Dr. Antnio Carlos Fernandes
Itajubá MG
Programa de PósGraduação em Matemáti a
André Rubens Lima
Existên ia de ongurações entrais
onvexas e n avas
no problema de 4 orpos
Dissertação aprovada por ban a examinadora em 11 de Março de
2016, onferindo ao autor o título de Mestre em Ciên ias em
Matemáti a.
Ban a Examinadora:
Prof. Antonio CarlosFernandes (Orientador)
Prof. Lu as Ruiz dos Santos
Prof. Lu i Any Fran is o Roberto
Itajubá MG
Aos meus pais,
Reinaldo Ferreira Limae
Inês Apare ida Santos Lima
e a minha irmã
Maria Apare ida Santos Lima.
Agradeço primeiramentea Deus, forçade meus passos e essên ia da minha existên ia.
Aosmeuspais, ReinaldoFerreiraLimaeInêsApare idaSantosLima, portodoapoio,
arinhoe amorin ondi ionalquetem pormim, tenho erteza de que sem vo ês nãoteria
hegadonem a metade do aminho que já trileiaté hoje, se sou o que sou e, estou onde
estou,épor ausadalutadiáriade vo ês. AminhairmãMaria(minhaeternaBebê)pela
quallutoatéhoje. Àtodososmeusparentesquedireta,ouindiretamentemein entivaram
a hegar aqui, em espe ial agradeço minha madrinha Zilda e a minha prima Lilian, que
sempre meajudaram de todas as formas quando pre isei.
À Lu ivânia (Vaninha), que me ajudou nos momentos difí eis, me dizendo que tudo
ia dar erto, que Deus está omigo a todo instante e por este motivo tudo iria terminar
bem, agradeço asua família,em espe ial a DonaNeuza, por semprea reditar emmim.
Aos meus amigos da eterna Ala 1 que vêm desde a graduação, em espe ial ao Lu as
Costa, Túlio, Anderson Capelete, Diego Generoso, Guemael e ao meu eterno amigo que
sempre o en ontrava om um sorriso, Renato Sagiorato (in memorian), vo ê faz falta
irmão.
Ao Professor Antonio Carlos, meus sin eros agrade imentos pela ompetente e
dedi- adaorientação,peloótimoprofessorepesquisadorqueés,e,prin ipalmente, porseruma
pessoa de grandehumildade e honestidade, agradeço todos os ensinamentos e onversas,
aprendi muito mais que matemáti a.
Aos meus eternos amigos, Adílio,Jaqueline, Regiele e Elaine. À todos os amigos que
onhe iaquiemItajubá,aopessoaldaPastoralUniversitáriaeaosmeusirmãosdoGOU.
teriam sido muito mais difí eis, obrigado a ada um de vo ês.
"É impossível pro eder ao innito na série dos seres que se geram su essivamente.
Deve-se admitir, por isso, que existe um serne essário que tenha emsi toda a razão de
sua existên ia, e do qual pro edam todos os outros seres. A este hamamos Deus."
No presente trabalho, tem-se omo objetivo, estudara existên ia ea uni idade de ertas
ongurações entrais onvexas e n avas dentro do problema de
n
orpos, este, é fun-damentaldentro doestudo da Me âni a Celeste. Ini iaremos denindo o problema den
orposesuasdenições, queserão de grandevaliaparaas demonstraçõesposteriores.In-troduziremoso on eitodasequaçõesderazãodemassa,eatravésdeladenirasequações
de ompatibilidadequeéde primordialimportân iapara oestudodas ongurações
en-trais. Falaremosque dentro doproblema de
n
orpos, paran ≥ 3
não existe um método para integrar este problema via quadraturas, veremos alguns asos de soluçõesparti u-lares, e deniremos o on eito de ongurações entrais. Iremos denir as equações de
Andoyere algumasapli açõesdiretas sobre estas. Mostraremoso Teoremade Existên ia
para ongurações entrais. Mostraremos resultados sobre ongurações entrais
onve-xas, mais espe i amente, onguraçõesdotipolosangoe dotipotrapézio isós eles. Por
onseguinte, deniremosa ongurações entrais n avasealgunsresultados. Noúltimo
apítulomostraremos algunsresultados para um futuro trabalhosobreuma onguração
entral onvexa dotipo trapézio, porém,retirando a simetria.
Palavras have: Problemade
n
Corpos, Conguração Central, Equações de Andoyer, Equações de Compatibilidade.In this paper, the goal is to study the existen e and the uniqueness of ertain entral
ongurations, both onvex and on ave, within the problem of n bodies. Whi h is of
fundamental relevan e when studying Celestial Me hani s. We shall start by outlining
the problem of n bodies and its denitions, whi h will be of great value during future
demonstrations. Wewillintrodu ethe on eptinvolvingthe equationsratio ofmassand,
by its means, dene the equations of onsisten y that are of paramount importan e for
the studyof entral ongurations. Weshall saythat, withinthe problemof nbodies, for
n ≥ 3
,there is nomethodfor integrating it through squares, we will he k some ases of parti ular solutionsand wewilldenethe on ept of entral onguration. We are goingto dene the Andoyer equations and some of its dire t appli ations. We willpresent the
Theorem of Existen e for entral ongurations along with the results on entral onvex
ongurations, that being, diamondand isos eles trapeziumtypes. Furthermore,we will
dene the entral on ave ongurations and some results. In the last hapter, we will
present some resultsforafuture study onatrapeziumtype entral onvex onguration,
however, removingsymmetry.
Agrade imentos ii Resumo v Abstra t vi Índi e vii Lista de Figuras ix 1 Introdução 1 2 Preliminares 3
2.0.1 Não-integrabilidadevia quadraturas . . . 5
2.0.2 Soluções parti ulares doproblema de n orpos . . . 7
2.0.3 Congurações entrais . . . 11
2.0.4 Equaçõesde ompatibilidadeerazões de massa . . . 13
2.0.5 Equaçõesde Andoyer . . . 18
2.0.6 Apli açõesdas equações de Andoyer . . . 22
3 Congurações entrais onvexas 27 3.0.1 Teorema de existên ia . . . 27
3.0.2 Conguração onvexa dotipo trapézio . . . 34
4 Congurações entrais n avas 44
4.0.1 Resultados preliminares . . . 44
4.0.2 Teorema de ara terização geométri a de uma onguração n ava 47
5 Trabalhos futuros 52
5.0.1 FunçõesT . . . 56
2.1 Solução deequilíbrio relativo de Euler. . . 8
2.2 Solução deequilíbrio relativo de Lagrange. . . 9
2.3 Solução homográ ade Euler. . . 10
2.4 Solução homográ ade Lagrange. . . 10
2.5 Não pode seruma onguração entral. . . 23
2.6 Pode seruma onguração entral. . . 23
2.7 onguração olinear. . . 25
3.1 Ponto de iní ioda onstrução onvexa. . . 28
3.2 Construção onvexa. . . 29 3.3 Curvasde
(R
23
− R
0
) (R
14
− R
0
) = (R
0
− R
13
) (R
0
− R
24
)
. . . 30 3.4 Curvaµ
(ρ)
. . . 31 3.5 CurvasdeS
12
S
34
= (R
12
− R
0
)(R
34
− R
0
)
. . . 31 3.6 Conguração onvexa. . . 32 3.7 Construção onvexa. . . 33 3.8 Grá o de F. . . 36 3.9 Grá o de G. . . 37 3.10 Grá o deF
1
. . . 37 3.11 Grá o deG
1
. . . 38 3.12 Função T. . . 393.13 Conguração planar onvexa de4 orpos. . . 41
4.1 Regiões admissíveis no aso n avo. . . 47
5.1 Conguração Trapézionão isós eles. . . 52
5.2 Razãode massa
M
43
junto da funçãoT
1
. . . 535.3 Razãode massa
M
21
junto da funçãoT
1
. . . 545.4 Razãode massa
M
32
junto da funçãoT
1
. . . 545.5 Razãode massa
M
31
junto da funçãoT
1
. . . 555.6 Razãode massa
M
42
junto da funçãoT
1
. . . 555.7 Razãode massa
M
41
junto da funçãoT
1
. . . 565.8 Função
T
1
. . . 57Introdução
O fas ínio e o interesse a respeito dos fenmenos elestes vêm desde as primí ias da
hu-manidade. Vê-se então, dentrodaAstronomiaum ramodessa iên ia hamadaMe âni a
Celeste, talramo ongura-se omooestudo dadinâmi ados orpossob interação
gravi-ta ional. A Me âni a Celeste, a m de ser entendida, tem seu ápi e om Isaa Newton,
quem em 1666 formula a Lei de Gravitação Universal, porém, a publi a somente em
1687 em seu Philosophiae Naturalis Prin ipia Mathemati a, vide [11℄. Vejamos omo é
formuladatallei.
Lei da Gravitação Universal: A interação gravita ional entre dois orpos pode
ser expressa por uma força entral, atrativa, propor ional ao produto das massas destes
orpos e inversamente propor ional ao quadrado da distân ia entre eles, vide [2℄. Desta
forma,em norma,a forçaque um orpoexer e nooutro édada por
F =
Gm
1
m
2
d
2
,
onde
m
1
em
2
representam as massas dos orpos,d
a distân ia entre eles eG
é uma onstante de propor ionalidade. AquitomamosG = 1
.Istoposto,é olo adooproblemade
n
orpos,aoqualdamososeguinteentendimento. Dado um sistemaisolado no espaço, formado porn
orpos om massasm
1
, . . . , m
n
inte-ragindopelaleidagravitaçãouniversal,tem-seaseguintepergunta: Qualadinâmi adasdo problema de
n
orpos, paran ≥ 3
, não é possível integrar este problema via quadra-turas, tornando-seassimsigni ativaades oberta de soluçõesparti ulares. TaissoluçõesserãodenidasnaSeção2.0.3. Emseguida,vamosapresentaradeniçãode ongurações
entrais, que são de grandeimportân iadentrodoestudo da Me âni aCeleste.
Dandoprosseguimento,vamosdenirasequaçõesde ompatibilidadeeasequaçõesde
razão de massa. As equações de ompatibilidade, junto das equações de razão de massa
serão de grande valia para o estudo da existên ia de ongurações entrais onvexas e
n avas,quesão tratadasnoCapítulo3eCapítulo4,respe tivamente. Veremosaseguir
as equações de Andoyer, que tem uso nadeterminaçãode ongurações entrais.
Em sequên ia, no Capítulo 3 trabalharemos om as ongurações entrais onvexas,
enun iaremos e demonstraremos o Teorema de Existên ia, mostraremos a existên ia e
a uni idade de uma onguração entral do tipo trapézio. Em seguida mostraremos a
uni idade de uma onguração entral na forma de um losango. A seguir, no Capítulo
4 enun iaremos lemas importantes para o estudo de uma onguração entral n ava,
enun iaremosemostraremosoteoremasobreaexistên iade tais ongurações,mostrada
por[6℄.
Finalmente, noCapítulo5trataremos deum trabalhofuturo. Estetem omoobjetivo
mostrar a existên ia de ongurações entrais do tipo trapézio isós eles, entretanto sem
Preliminares
Es olhamos um referen ial iner ial, o qual modelamos omo o
R
d
,
d = 1, 2, 3
. Considere entãon ≥ 2
partí ulas, indexadaspori = 1, 2, . . . , n
, om massasm
i
≥ 0
e que o upam, no instantet ∈ R
, as posiçõesr
i
(t) = (x
i1
(t), x
i2
(t), x
i3
(t))
. O problema fundamental da me âni a elesteéodeestudaradinâmi adosistemasobaaçãodasforçasgravita ionais.Aforçadeatraçãogravita ionalquea
j
-ésimapartí ulaexer esobreai
-ésima,ondej 6= i
, é dada pelaLei daGravitação Universal,F
ij
= −Gm
i
m
j
r
i
− r
j
|r
i
− r
j
|
3
Note quea força
F
ij
= −F
ji
, é uma manifestação da3
a
Lei de Newton.
A formulação matemáti a doproblema de
n
- orpos gravita ional Newtoniano é a se-guinte: dadasasposiçõesr
i
(t
0
)
evelo idadesr
˙
i
(t
0
)
detodasaspartí ulas(i = 1, 2, . . . , n)
num instante ini ialt
0
∈ R
, satisfazendor
i
(t
0
) 6= r
j
(t
0
)
, sei 6= j
; estudar a respe tiva solução doseguintesistema de equaçõesdiferen iais:m
i
r
¨
i
= −
n
X
j=1,j6=i
m
i
m
j
r
i
− r
j
|r
i
− r
j
|
3
,
(2.1) parai = 1, 2, . . . , n
e tomandoG = 1
.Denotaremos por
r
ij
= |r
i
− r
j
|
, a distân ia Eu lidiana entre os orposi
ej
. E expressemos porr = (r
1
, . . . , r
n
) ∈ R
dn
o vetor onguração.
Agora, vamos denir dentro doproblema Newtoniano de
n
orpos asseguintes quan-tidades:i) Chamaremos de onjunto olisão oseguinte onjunto
∆ =
[
i6=j
∆
ij
,
onde∆
ij
=
Q = (r
1
, . . . , r
n
) ∈ R
3n
/r
i
= r
j
, i 6= j
.
ii) Chamaremos de massa total dosistema aseguintequantidade es alar
M =
n
X
i=1
m
i
.
iii) Chamaremos de momento lineartotal do sistemao seguinte vetor
P =
n
X
i=1
m
i
˙r
i
.
As omponentes dovetor
P
são onstantes aolongodas soluções,istoimpli aqueo entrode massado sistema,denido aseguir, tem movimentoretilíneoe uniforme.iv) Chamaremos de entrode massado sistemao seguinte vetor
C =
1
M
n
X
i=1
m
i
r
i
.
(2.2)v) Chamaremos de energia inéti a total dosistema aquantidade es alar
T =
1
2
n
X
i=1
m
i
| ˙r
i
|
2
.
(2.3)vi) Chamaremos de energiapoten ialdosistema a seguinte quantidade es alar
V = −
X
i<j
m
i
m
j
r
ij
.
(2.4)vii) Chamaremos de energiatotal do sistemaa seguinte quantidade es alar
E = T + V =
1
2
n
X
i=1
m
i
| ˙r
i
|
2
−
X
i<j
m
i
m
j
r
ij
.
viii) Chamaremos de momento angulardosistema a seguintequantidade
L =
n
X
i=1
m
i
r
i
∧ ˙r
i
.
(2.5)Pode-se mostrar que as omponentes do momento angular total do sistema são
onstantes aolongo das soluçõesdo sistema(2.1).
ix) hamaremos de referen ialbari êntri o, um referen ial iner ial,talque
M.C =
n
X
i=1
m
i
r
i
= 0,
assim, onsidere daqui por diante as denições om relação ao referen ial
bari ên-tri o ou referen ialdo entrode massa.
2.0.1 Não-integrabilidade via quadraturas
Utilizandoumanotação ondensada,podemoses reveraequação(2.1)daseguinteforma,
N ¨
Q = −∇V,
(2.6)onde
N = diag[m
1
, m
1
, m
1
, m
2
, m
2
, m
2
, . . . , m
n
, m
n
, m
n
],
é uma matriz diagonal
3n × 3n
,Q = (r
1
, r
2
, . . . , r
n
)
t
,
é um vetor de
R
3n
,
∇ = (∇
1
, ∇
2
, . . . , ∇
n
)
t
,
é um operador diferen ial, om
∇
k
sendo o gradiente das oordenadas dok
-ésimo orpo. Tomemos ondições ini iaisda seguinte forma,Q(0) ∈ {R
3n
\ ∆},
e
˙
Épossívelpensar noproblema de
n
orpos omo um problema de valorini ial,
˙
S = F (S) ≡
˙
Q, −M
−1
∇V
S(0) =
Q(0), ˙
Q(0)
∈ {R
3n
\ ∆} × R
3n
,
(2.7) ondeS =
Q, ˙
Q
∈ R
6n
eF : R
3n
\ ∆ −→ R
6n
é ontinuamente diferen iávelem todo o
domíniodenido.
Destaforma,podemosapli aroTeoremade Existên iaeUni idadeparagarantirque
existe
δ ∈ R
positivo euma úni a apli açãoS : (δ, −δ) : −→ R
6n
t
7−→ S(t) =
Q(t), ˙
Q(t)
,
solução de (2.1). Em talponto hegamos aum impasse,embora talsolução exista e seja
úni a, esta não pode ser determinadavia quadraturas.
Até o nal do sé ulo XIX as integrais de movimento, hamadas também de Leis de
Conservação, eram de interesse primordial, pois a ideia é que ada integral permitiria
reduzir a dimensão do sistema de uma unidade de forma que, de posse de um número
su ientedeintegraisindependentes, seriapossívelresolverumsistemade formaexplí ita
outer onhe imentode suas trajetórias, talideia é hamada de métododas quadraturas,
a har soluções através de um número nito de operações elementares.
Denição 2.0.1. Uma integralde movimento é uma função realdiferen iável não
ons-tante
Λ(x, v, t)
tal que˙Λ(x(t), v(t), t) = 0,
ou seja,
Λ(x(t), v(t), t) = C
, ondeC
é determinada pelas ondições ini iais.Das denições a ima, onhe emos dez integrais de movimento lássi as do problema
de
n
orpos emR
3
, que são: uma para a energia total, três para as omponentes do
momento linear total, três para as omponentes do entro de massa do sistema e três
integraisde movimento para as omponentes domomento angulartotal.
O problema de dois orpos é integrável via quadraturas. No aso de
3
orpos, as10
integrais lássi asreduzem o problemade18
para8
dimensões. Porémem1887
Heinri hBruns provou que no problema de
3
orpos não existem integrais primeiras além das10
integrais lássi as eque sejamfunções algébri as das posições, velo idade e dotempo.Teorema 2.0.1 (Bruns). [3℄ No Problema Newtoniano de
(n + 1)
- orpos emR
d
, om
n ≥ 2
e1 ≤ d ≤ n + 1
toda integral primeira que seja algébri a om respeito às posições, momentose tempo éuma funçãoalgébri adas integraisprimeiras lássi as: aenergia, asd(d−1)/2
omponentesdomomentoangulartotaleas2d
integraisquevêmdomovimento retilíneo uniforme do entro de massa.Con luímos, do Teorema de Bruns que, para
n ≥ 3
o problema não é integrável via quadraturas. Por este fato, tornam-se importantes quaisquer soluções parti ulares, queveremos aseguir naSeção 2.0.2.
2.0.2 Soluções parti ulares do problema de n orpos
ComentamosnaSeção2.0.1queoProblemade
n
orposparan ≥ 3
nãopodeserintegrado via quadraturas, por este fato torna-sede grande valiao estudode soluções parti ulares,sendo elasahomotéti a,a deequilíbriorelativoeahomográ a. Vamos deni-lasabaixo
e depois ir emdireção à denição de ongurações entrais do problema de
n
orpos, as quais usaremos para separar o problema emn
problemas de um orpo sob ação de um ampo entral.Denição 2.0.2. No problema Newtoniano de
n
orpos, hamaremos uma solução de homotéti a se existe umafunção positiva,ω(t) > 0
, tal que adinâmi ados orpos é dada porQ(t) = ω(t)Q
0
,
(2.8)om
Q
0
∈ X = {R
3n
\∆}
e para todo
t
no intervalo maximal de solução.Denição 2.0.3. No problema Newtoniano de
n
orpos, hamaremos de Conguração Central uma solução da equaçãoDenição 2.0.4. No problema Newtoniano de
n
orpos, hamaremos uma solução de equilíbrio relativo se existe uma apli ação no grupo de transformações rígidas deR
3
,
g(t) ∈ SO(3)
, tal quea dinâmi a dos orpos é dada porQ(t) = g(t)Q
0
,
(2.9)om
Q
0
∈ X = {R
3n
\∆}
e para todo
t
no intervalo maximal de solução. Aqui, entendemos a ação dogrupoEucl(R
3
)
sobre
R
3
omo a ação em ada orpo em
R
3
,g(t)Q
0
= (g(t)r
01
, . . . , g(t)r
0n
)
t
.
Vejamos abaixoduasgurasqueilustramadeniçãodasoluçãodeequilíbriorelativo.
AFigura2.1éuma onguração entral olinearde Euler,asegunda, aFigura2.2,éuma
onguração entral de Lagrange, nesse aso um triângulo equilátero. As Figuras 2.1 e
2.2,podem ser vistas em[4℄.
PSfrag repla ements
m
1
m
2
m
3
C
PSfrag repla ements
m
1
m
2
C
m
3
Figura2.2: Solução de equilíbrio relativode Lagrange.
Denição 2.0.5. No problema Newtoniano de
n
orpos, hamaremos uma solução de homográ a se existe uma apli açãog(t)
no grupo de transformações rígidas deR
3
,
SO(3) ⊂ Eucl(R
3
)
e, umafunção positiva
ω(t)
tais que adinâmi ados orpos é dadaporQ(t) = ω(t)g(t)Q
0
,
(2.10)om
Q
0
∈ X = {R
3n
\∆}
e para todo
t
no intervalo maximal de solução. Aqui, entendemos novamente, a ação do grupoEucl(R
3
)
sobre
R
3
omo na equação
(2.9).
Consideremosa onguração olinearde Euler,omovimentoqueretratauma solução
PSfrag repla ements
m
1
m
2
m
3
C
Figura2.3: Solução homográ a de Euler.
Agora, onsiderandoa onguraçãoequiláterade Lagrange,esta soluçãoédes ritana
Figura 2.4. As Figuras2.3e 2.4, podem ser vistasna tese de A. C. Fernandes, vide[4℄.
PSfrag repla ements
m
1
m
2
m
3
C
Figura 2.4: Solução homográ a de Lagrange.
Sabemos da história, que as primeiras soluções parti ulares foram en ontradas por
Euler e Lagrange. Em
1767
, Euler mostra a existên ia de soluções parti ulares, em que os três orpos permane em alinhadosem ada instante, ou seja, os três orpos têm umaonguração olinearem ada instante. Lagrange, em
1772
,mostra a existên ia de duas soluções parti ulares, as quais os três orpos formam um triângulo equilátero em ada2.0.3 Congurações entrais
QuandoNewtonformulaoproblemade
n
orpos,houvemuitasinvestidasamderesolver talproblema. Como men ionamosnaSeção 2.0.1, oproblema den
orpos não épossível de ser resolvido viaquadraturas.Poresta razão, denimos naSeção 2.0.2as soluçõesparti ulares, taissendo asolução
homotéti a, a de equilíbrio relativo e a homográ a. Assim, quando Euler em 1767
des obriu uma lasse espe ial de soluções periódi as olineares de três orpos na qual
as partí ulas moviam-se emórbitas elípti as e, Lagrangeem 1772 des obriu outra lasse
desoluçõesperiódi as,eneste asoaspartí ulasmoviam-seemórbitaselípti asformando
uma onguraçãoequiláteraduranteotempoemqueestiverdenida,viu-seaimportân ia
de tais objetos para o estudo daMe âni a Celeste dentro do problema de
n
orpos, isto impulsionoua denição sobre ongurações entrais noproblema den
orpos, istoé,que seriam ongurações espe iais nas quais onseguia-se distribuir o problema den
orpos emn
problemas de um orpo sob a ação de um ampo entral.Denição 2.0.6. Dado um instante xo
t
0
, dizemos quen
orpos de massasm
1
, . . . , m
n
lo alizadosnoreferen ialbari êntri o,pelosvetoresr
1
(t
0
), r
2
(t
0
), . . . , r
n
(t
0
)
talque(r
1
, . . . , r
n
) ∈
X = {R
3n
\ ∆}
, respe tivamente, formam uma onguração entral se vale
¨
r
i
= λr
i
,
∀i = 1, . . . , n,
(2.11)onde
λ = λ(r
1
, . . . , r
n
)
é uma função não nula. Em outras palavras, podemos dizer que a força resultante sobre o i-ésimo orpo apontana direção do entro de massa. De modoequivalente,podemoses rever a ondição de onguração entralda seguinte forma
λr
i
= −
X
k6=i
m
k
(r
i
− r
k
)
r
3
ik
,
∀i = 1, . . . , n.
(2.12)Podemosen ontraraexpressãode
λ
daseguintemaneira,ema ordo omasdenições e notações doiní io desse apítulo,m
i
r
¨
i
= −∇
i
V,
usando aequação (2.11), temos
Setomarmosoprodutointernodaequação(2.13)por
r
i
emambososmembros,temos(−∇V
i
) • r
i
= λm
i
r
i
• r
i
.
(2.14)Somando as equações de (2.14) em
i
, lembrando queV
é homogênea de grau(−1)
e da denição de momento de inér iaI =
1
2
n
X
i=1
m
i
r
i
• r
i
,
temos,
V = λ(2I),
logo,λ =
V
2I
.
Na notaçãopara ongurações, a equação (2.11) éexatamentea equação de
ongu-rações entrais,
λMr = −∇V (r).
Dentro da literatura, existem vários exemplos onhe idos de soluções parti ulares,
omo vimosnaSeção2.0.2, porém, podemos itar tambémoproblema de dois orpos,as
ongurações olineares de Euler e asequiláteras de Lagrange, que omo vimos,formam
a ada instante uma onguração entral.
Temosumimportanteresultadonoâmbitodassoluçõeshomográ as,queéoseguinte
resultado, aoqual hamamosde Teorema de Lapla e,este resultado pode ser en ontrado
em A.Wintner [14℄.
Teorema 2.0.2. Se a solução do problema de
n
orpos é homográ a, então os orpos formam uma onguração entrala ada instante.A provadeste resultado porser vistana tese de A. Carlos Fernandes em[4℄.
Nessapróximaseçãoiremosdenirasequaçõesdeapartirdasequaçõesdemovimento,
estassão primordiaisparaoestudodaexistên iaeuni idadede ongurações entraisea
partirdelasdeduziremosafórmulapararazãodemassa. Tambémdeniremosasequações
Apresentaremos oTeorema daMediatrizque nos dá uma ondição ne essária para se
ter uma onguração entraleum orolário. Este orolárioarmaqueemuma
ongura-ção entralde
4
orposnão sepode ter três orpos numa mesmareta e um quarto orpo fora desta reta.2.0.4 Equações de ompatibilidade e razões de massa
Nesta seção vamos denir as equações que serão usadas durante todoeste trabalho, que
são de suma importân iapara o estudo de existên ia de ongurações entrais no plano.
Para tanto, vamos deduzi-las assumindo que os pontos da onguração entral são não
olineares. Consideramos aequação de movimento,tomando
G = 1
,λr
i
= −
X
j6=i
m
j
r
i
− r
j
|r
i
− r
j
|
3
,
(2.15)para as oordenadas doprimeiropontoda onguração entral, onde
r
i
= (x
i
, y
i
)
er
ij
=
|r
i
− r
j
|
:λx
1
= −
X
j6=1
m
j
x
1
− x
j
r
3
1j
,
(2.16)λy
1
= −
X
j6=1
m
j
y
1
− y
j
r
3
1j
.
(2.17)Osprimeirosíndi esdaequaçãosão es olhidosporsimpli idade,mas asmanipulações
para as outras oordenadas podem ser feitasanalogamente.
Admitimos as seguintes mudanças de parâmetros, de
λ
parar
0
denido por−λ =
Mr
−3
0
, onde M é a somatóriade todas as massas, istoé,M =
P
n
i=1
m
i
. Por adequação, nós denimosR
0
= 1/r
3
0
,R
ij
= 1/r
3
ij
. Então,−λx
1
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
),
R
0
Mx
1
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
),
R
0
X
j6=1
m
j
x
1
+ m
1
x
1
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
).
(2.18)Lembremosque o entrode massa dosistema édenido omo
P
j=1
m
j
x
j
= 0
. Dessa forma,P
j6=1
m
j
x
j
+ m
1
x
1
= 0
, ouseja,m
1
x
1
= −
P
j6=1
m
j
x
j
. Temos assim, da equação (2.18),R
0
X
j6=1
m
j
x
1
−
X
j6=1
m
j
x
j
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
) ⇒
R
0
X
j6=1
m
j
(x
1
− x
j
)
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
) ⇒
X
j6=1
m
j
R
1j
(x
1
− x
j
) − R
0
X
j6=1
m
j
(x
1
− x
j
)
!
= 0.
Chegamosentão à seguinteequação
X
j6=1
(R
1j
− R
0
)(x
1
− x
j
)m
j
= 0.
(2.19)Analogamente, façamos para
y
1
. Então,−λy
1
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(y
1
− y
j
) ⇒
R
0
My
1
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(y
1
− y
j
) ⇒
R
0
X
j6=1
m
j
y
1
+ m
1
y
1
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(y
1
− y
j
) ⇒
R
0
X
j6=1
m
j
y
1
−
X
j6=1
m
j
y
j
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(y
1
− y
j
) ⇒
R
0
X
j6=1
m
j
(y
1
− y
j
)
!
=
X
j6=1
m
j
R
1j
(y
1
− y
j
).
(2.20) Somando o termo−R
0
P
j6=i
m
j
(y
1
− y
j
)
em ambos os lados da expressão (2.20) e
olo ando ostermos apropriados emevidên ia,resta-nos aseguinteexpressão,
X
j6=1
(R
1j
− R
0
)(y
1
− y
j
) m
j
= 0.
(2.21)Veja que usamos as primeiras oordenadas de um ponto, ou seja, usando o ponto
r
1
da onguraçãopara deduziras equações(2.19) e (2.21)teremos aseguinteexpressãoX
j6=1
Expandindo osomatóriode (2.22),temos:
m
2
(R
12
− R
0
)(r
1
− r
2
) + m
3
(R
13
− R
0
)(r
1
− r
3
) + m
4
(R
14
− R
0
)(r
1
− r
4
) = 0.
(2.23)Assim, para eliminar o segundo termoda soma de (2.23), ou seja,
m
2
, nós fazemos o produto vetorialda expressão (2.23)pelo(r
1
− r
2
)
. Isto é,m
2
(R
12
− R
0
)(r
1
− r
2
) ∧ (r
1
− r
2
) + m
3
(R
13
− R
0
)(r
1
− r
3
) ∧ (r
1
− r
2
)+
m
4
(R
14
− R
0
)(r
1
− r
4
) ∧ (r
1
− r
2
) = 0.
Como
(r
1
− r
2
) ∧ (r
1
− r
2
) = 0
, resta para nós entãom
3
(R
13
− R
0
)(r
1
− r
3
) ∧ (r
1
− r
2
) + m
4
(R
14
− R
0
)(r
1
− r
4
) ∧ (r
1
− r
2
) = 0.
Denição2.0.7. Denimosaáreadotriânguloorientado omo sendoaregiãodelimitada
pelas posições
r
i
, r
j
er
k
da seguinte maneira,∆
ijk
= 1/2(r
i
− r
j
) ∧ (r
i
− r
k
).
Portanto,
m
3
(R
13
− R
0
)∆
132
+ m
4
(R
14
− R
0
)∆
142
= 0.
(2.24)Por onveniên ia, substituímosadeniçãodaorientaçãodotriângulo
∆
ijk
= ∆
m
,ondem 6= i, j
ek
. Assim, temosa seguinte onvenção de sinais das áreas dos triângulos.∆
1
, ∆
3
< 0
∆
2
, ∆
4
> 0.
(2.25)Então, (2.24) torna-se
m
3
(R
13
− R
0
)∆
4
− m
4
(R
14
− R
0
)∆
3
= 0.
(2.26)Seguindo,es revamosaequação(2.22)para
r
2
,istoé,P
j6=2
(R
2j
− R
0
)(r
2
− r
j
)m
j
= 0
, nós podemoseliminarotermom
1
aoexpandirmos oseu somatórioetomarmos oproduto vetorial deste pelofator quea ompanham
1
.Com efeito, expandindo osomatóriopara
r
2
,fazendo o produto vetorial de (2.27) por
(r
2
− r
1
)
, resulta-nos quem
3
(R
23
− R
0
)(r
2
− r
3
) ∧ (r
2
− r
1
) + m
4
(R
24
− R
0
)(r
2
− r
4
) ∧ (r
2
− r
1
) = 0.
(2.28)Lembrandodadenição 2.0.7temos
m
3
(R
23
− R
0
)∆
231
+ m
4
(R
24
− R
0
)∆
241
= 0.
(2.29)Logo, dispomosda seguinte expressão
m
3
(R
23
− R
0
)∆
4
− m
4
(R
24
− R
0
)∆
3
= 0.
(2.30)Do par de equações(2.26) e (2.30),obtemos oseguintesistema linear,
m
3
(R
13
− R
0
)∆
4
− m
4
(R
14
− R
0
)∆
3
= 0
m
3
(R
23
− R
0
)∆
4
− m
4
(R
24
− R
0
)∆
3
= 0.
Representando matri ialmenteesse sistema linear,temos
(R
13
− R
0
)∆
4
−(R
14
− R
0
)∆
3
(R
23
− R
0
)∆
4
−(R
24
− R
0
)∆
3
m
3
m
4
=
0
0
.
Cal ulandoo determinante damatriz (2.0.4), resulta-nos
−(R
13
− R
0
)(R
24
− R
0
)∆
3
∆
4
+ (R
14
− R
0
)(R
23
− R
0
)∆
3
∆
4
= 0,
e olo andoa expressão emfunção de
∆
3
∆
4
, temos∆
3
∆
4
((R
14
− R
0
)(R
23
− R
0
) − (R
13
− R
0
)(R
24
− R
0
)) = 0.
(2.31)Vamos agora introduzir a notação
S
ij
= R
ij
− R
0
, então a equação(2.31) torna-seS
14
S
23
= S
13
S
24
,
(2.32)ondeparaa onte eraigualdadedaequação(2.32),supomosquea onguraçãoé olinear.
Analogamente, expandidoaequação(2.22)paraoponto
r
2
,agoraeliminandootermoexpressão pelo fator
(r
2
− r
4
)
, que a ompanham
4
, teremos omo resultado a seguinte expressão,m
1
(R
12
− R
0
)∆
214
+ m
3
(R
23
− R
0
)∆
234
= 0.
(2.33)Usemos o mesmo argumento para a equação de
r
4
. Eliminando agora o termom
2
quandoexpandimososomatóriodaexpressãoder
4
,istoé,P
j6=4
m
j
(R
4j
−R
0
)(r
4
−r
j
) = 0
, e fazemos o produto vetorial desta expressão pelo fator(r
4
− r
2
)
. Temos omo resultado a expressãom
1
(R
14
− R
0
)∆
412
+ m
3
(R
34
− R
0
)∆
432
= 0.
(2.34)Fazendo uso da denição sobre áreas orientadas dos triângulos, as equações (2.33) e
(2.34) tornam-se
m
1
(R
12
− R
0
)∆
3
− m
3
(R
23
− R
0
)∆
1
= 0,
(2.35)− m
1
(R
14
− R
0
)∆
3
+ m
3
(R
34
− R
0
)∆
1
= 0.
(2.36)Colo ando asequações (2.35)e (2.36) num sistema linear, temos
m
1
(R
12
− R
0
)∆
3
− m
3
(R
23
− R
0
)∆
1
= 0
−m
1
(R
14
− R
0
)∆
3
+ m
3
(R
34
− R
0
)∆
1
= 0
Matri ialmenteo sistema linear(2.0.4) é dada por
(R
12
− R
0
)∆
3
−(R
23
− R
0
)∆
1
−(R
14
− R
0
)∆
3
+(R
34
− R
0
)∆
1
m
1
m
3
=
0
0
.
Cal ulandoodeterminantedamatriznosistema(2.0.4) hegamosnaseguinteequação,
R
12
− R
0
)(R
34
− R
0
)∆
1
∆
3
+ (R
14
− R
0
)(R
23
− R
0
)∆
1
∆
3
= 0.
Colo ando a expressão(2.0.4) emfunção de
∆
3
∆
4
, temos− ((R
23
− R
0
)(R
14
− R
0
) + (R
12
− R
0
)(R
34
− R
0
)) = 0.
(2.37)Utilizandoa notaçãoque inserimosanteriormente,
S
ij
:= R
ij
− R
0
,temosSeguedas equações (2.32) e(2.38) que
S
13
S
24
= S
23
S
14
= S
12
S
34
.
(2.39)Estas são as equações de ompatibilidade que devem ser satisfeitas para que exista
uma onguração entral.
Estassão su ientes ex etopara apositividadedas massas,quepodem serveri adas
pelafórmuladas razões de massa que segue imediatamentedo argumento a ima:
m
i
m
j
=
∆
i
S
jk
∆
j
S
ik
(2.40)
onde
i, j
ek
são distintos um dooutro.Para equações não equiláteras, se o parâmetro
R
0
é eliminado,as equações de razão de massa são simpli adaspara:m
i
m
j
=
∆
i
(R
jk
− R
jl
)
∆
j
(R
ik
− R
il
)
.
(2.41)Notamos que quando denimos as regiõesdelimitadas pelos vetores posição, a região
interna do triângulo assume um sinal, positivo ou negativo. Porém, as onvenções de
sinais para área no aso de uma onguração entral onvexa é diferente do aso de uma
onguração entral n ava. Vejamos
a) Para uma onguração entral onvexa tem-se a seguinte onvenção de sinais de
áreas para os triângulos,
∆
1
, ∆
3
< 0
e∆
2
, ∆
4
> 0
;b) Para uma onguração entral n ava tem-se a seguinte onvenção de sinais de
áreas para os triângulos,
∆
1
, ∆
2
, ∆
3
< 0
e∆
4
> 0
.Dando ontinuidade, na próxima seção vamos denir as equações de Andoyer. Estas
equações que deniremos são mais fá eis de serem trabalhadas vistas pela linha
geomé-tri a.
2.0.5 Equações de Andoyer
Ini iamos denindo uma equação que é onveniente para determinar ongurações
Denição 2.0.8. As equações de Andoyer om áreas em
R
3
são dadas por
f
ij
=
X
k6=i,j
m
k
(R
ik
− R
jk
)∆
ijk
= 0, 1 ≤ i < j ≤ n,
(2.42) ondeR
ij
= R
ji
= |r
i
− r
j
|
−3
= 1/r
3
ij
e∆
ijk
= (r
i
− r
j
) ∧ (r
i
− r
k
)
é duas vezes a área om sinal do triângulo formado porm
i
, m
j
em
k
.Estas equações formam um onjuntode
n(n − 1)/2
equações. Denição 2.0.9. As equações de Andoyer om volumes emR
3
são dadas por
f
ijh
=
X
k6=i,j,h
m
k
(R
ik
− R
jk
)∆
ijhk
= 0, 1 ≤ i < j ≤ n, h = 1, 2, . . . , n
(2.43) ondeR
ij
= R
ji
= |r
i
− r
j
|
−3
e
∆
ijhk
= (r
i
− r
j
) ∧ (r
i
− r
k
) • (r
h
− r
k
)
é seisvezeso volume om sinal do tetraedro formadom
i
, m
j
, m
k
em
h
.Teorema 2.0.3. Considere um sistema de
n
- orpos em om massasm
1
, . . . , m
n
não- olineares, então eles formam uma onguração entral se, e somente se, respeitam asseguintes ondições
f
ij
= 0,
∀i, j (1 ≤ i < j ≤ n) .
Demonstração: Essa demonstração pode ser vistana tese de [4℄.
Suponhamos que os
n
orpos formam uma onguração entral planar, então, existeλ
tal queλr
i
= −
X
k6=i
m
k
R
ik
(r
i
− r
k
) .
(2.44) Istoé equivalenteaλr
i
= −
X
k6=i,j
m
k
R
ik
(r
i
− r
k
) − m
j
R
ij
(r
i
− r
j
) .
(2.45)Tambémpara
j 6= i
podemosfazerλr
j
= −
X
k6=i,j
m
k
R
jk
(r
j
− r
k
) − m
i
R
ji
(r
j
− r
i
) .
(2.46)Considerando a subtração daequação (2.45)e daequação (2.46), tem-se
λ (r
i
− r
j
) = −
X
k6=i,j
E tomando o produto vetorial por
(r
i
− r
j
)
em ambos os lados da equação (2.47), obtemos0 = −
X
k6=i,j
m
k
(R
ik
− R
jk
)∆
ijk
= −f
ij
.
(2.48) Logo,f
ij
= 0
,∀i, j(1 6= i < j 6= n).
Para a re ípro a, onsideremos que asequaçõesde Andoyer são veri adas, istoé,
f
ij
=
n
X
k6=i,j
m
k
(R
ik
− R
jk
)∆
ijk
= 0,
(2.49)para
(1 6= i < j 6= n)
. Podemoses rever (2.49)da seguinte forma,n
X
k6=i,j
m
k
R
ik
(r
i
− r
j
) ∧ (r
i
− r
k
) =
n
X
k6=i,j
m
k
R
jk
(r
i
− r
j
) ∧ (r
i
− r
k
),
(2.50) ou seja,(r
i
− r
k
) ∧
n
X
k6=i
m
k
R
ik
(r
i
− r
j
) =
n
X
k6=j
m
k
R
jk
[r
i
∧ (r
j
− r
k
) + (r
j
∧ r
k
)].
(2.51)Denote
∇
i
V
porF
i
. Vemos que (2.51) pode ser es rita omo:(r
i
− r
j
) ∧
F
i
m
i
=
n
X
k6=j
m
k
R
jk
[r
i
∧ (r
j
− r
k
) + (r
j
∧ r
k
)].
(2.52)Podemos inserir àdireita daigualdade (2.52) o termo
−r
j
sem alterá-la,obtendo(r
i
− r
j
) ∧
F
i
m
i
=
n
X
k6=j
m
k
R
jk
[r
i
∧ (r
j
− r
k
) + r
j
∧ (−r
j
+ r
k
)],
(2.53)rearranjando o lado direitoda equação (2.53),temos
(r
i
− r
j
) ∧
F
i
m
i
= (r
i
− r
j
) ∧
F
j
m
j
,
disto segue,(r
i
− r
j
) ∧ (m
j
F
i
− m
i
F
j
) = 0.
(2.54)Fazendoo produto vetorial termo atermo em(2.54), obtemos
e segue
m
j
r
i
∧ F
i
− m
i
r
i
∧ F
j
− m
j
r
j
∧ F
i
+ m
i
r
j
∧ F
j
= 0.
Podemos somar em
j
omj 6= i
, obtendo:(M − m
i
)r
i
∧ F
i
− m
i
r
i
∧
n
X
j6=i
F
j
−
n
X
j6=i
m
j
r
j
!
∧ F
i
+ m
i
X
j6=i
r
j
∧ F
j
= 0,
(2.55)onde M é a massa total do sistema. E, onsiderando o entro de massa na origem do
referen ial,temos
n
X
j=1
m
j
r
j
= 0 ⇒
n
X
j6=i
m
j
r
j
= −m
i
r
i
.
(2.56)Como o espaço é homogêneo e isotrópi oe o sistema é isolado, temos que as
quanti-dades de momento lineartotal emomentoangular total são onservadas. Então,
respe -tivamente, temos
n
X
j=1
F
j
= 0 ⇒
n
X
j6=i
F
j
= −F
i
(2.57) en
X
j=1
(r
j
∧ F
j
) = 0 ⇒
n
X
j6=i
(r
j
∧ F
j
) = (−r
i
∧ F
i
).
(2.58) Substituindo (2.56),(2.57) e (2.58)em (2.55),obtemosMr
i
∧ F
i
− m
i
r
i
∧ F
i
+ m
i
r
i
∧ F
i
+ m
i
r
i
∧ F
i
− m
i
r
i
∧ F
i
= 0.
Assim,
Mr
i
∧ F
i
= 0
, logor
i
eF
i
são paralelos,ou seja,F
i
= λ
i
r
i
, our
¨
i
= (λ
i
/m
i
)r
i
. De (2.54), de orre queλ
i
m
i
r
i
−
λ
j
m
j
r
j
∧ (r
i
− r
j
) = 0.
Assim,−
m
λ
i
i
r
i
∧ r
j
−
λ
j
m
j
r
j
∧ r
i
= 0,
logo,λ
i
m
i
−
λ
j
m
j
(r
j
− r
i
) = 0.
Se
r
i
er
j
são paralelos a igualdade a ima é imediata. Ser
i
er
j
são não- olineares, temos queλ
i
m
i
=
λ
j
m
j
= λ,
para todo
i, j
. Portanto,¨
r
i
= λr
i
,
para todo
i = 1, 2, 3, . . . , n
, omo queríamosdemonstrar.2.0.6 Apli ações das equações de Andoyer
Mostraremos duas apli açõesdas equaçõesde Andoyer, aprimeirasendo adeterminação
da onguraçãoplanar de Lagrangepara
3
orpos.Teorema 2.0.4. A úni a onguração entralde três orpos, não olinear, é o triângulo
equilátero om massas arbitrárias nos vérti es.
Demonstração:Neste aso usamosas equações de Andoyer para áreas, istoé, temos
3
equações de Andoyer, que são,f
12
= m
3
(R
13
− R
23
)∆
123
= 0,
f
13
= m
2
(R
12
− R
23
)∆
132
= 0,
e
f
23
= m
1
(R
12
− R
13
)∆
231
= 0.
Pela positividade das massas, ou seja,
m
i
> 0
e∆
ijk
6= 0
, temos que,R
12
= R
13
= R
23
, isto quer dizer que as massasm
1
, m
2
em
3
estão nos vérti es de um triânguloequilátero, onde as massas podem assumir quaisquer valores positivos.Teorema 2.0.5 (Mediatriz). Considere uma onguração entral planar, formada por
n
massas positivasm
1
, . . . , m
n
. Es olha dois orpos de massasm
i
em
j
om posiçõesr
i
er
j
, respe tivamente. Tra e a reta que ontém estes dois orpose a mediatriz do segmentor
i
r
j
. Estas duas retas denem dois ones abertos no plano. Então, se existem massas num dos ones abertos, devemos ter também massas no outro one. Em outra palavras,se as
(n − 2)
massas restantes perten essem a apenas um one aberto não teríamos uma onguração entral.PSfrag repla ements
r
1
r
2
Figura2.5: Não pode seruma onguração entral.
PSfrag repla ements
r
1
r
2
Figura2.6: Podeser uma onguração entral.
Demonstração: Não há perda de generalidade se renomeamos os índi es
i
ej
por1
e2
. Suponhamos, por ontradição, que as massasm
3
, . . . , m
n
estão ou num úni o one aberto ousobre oeixobissetor,mas não todas sobre oeixo,poissenãoainda poderíamoster uma onguração entral.
Comoporhipótesetemosuma onguração entralplanar,todasas
n (n − 1) /2
equa-ções de Andoyer são satisfeitas;em parti ularf
12
=
n
X
k=3
Podemos olhar as retas passando pelos orpos
m
1
em
2
bissetando o segmento omo eixos que dividem o plano em4
quadrantes ordenados i li amente, omo usual. Dessa forma,um one abertoformado pelauniãodoprimeiroeter eiro quadrantes abertos e,ooutro one aberto pela uniãodo segundo e quarto quadrantes abertos.
Assim,vamossuporqueexistammassas noprimeiroeter eiroquadrantes e,
possivel-mente sobre os eixos. Vamos tomar a soma a ima em
3
par elas, da seguinte maneira, o índi el
denotará termos noprimeiro quadrante,k
no ter eiroquadrante ei
os termos sobre a bissetriz. Assimf
12
=
X
l
m
l
(R
1l
− R
2l
) ∆
12l
+
X
k
m
k
(R
1k
− R
2k
) ∆
12k
+
X
i
m
i
(R
1i
− R
2i
) ∆
12i
.
(2.60)A prin ípio, notemos que os termos da ter eira soma são todos nulos, pois sobre a
bissetriz
R
1i
= R
2i
, ou seja, as distân ias1/r
3
1i
e1/r
3
2i
são iguais. Então(R
il
− R2i)
é zero, portanto3
X
i=1
(R
1i
− R
2i
) ∆
12i
= 0.
(2.61)Donde, resulta-nos que
f
12
=
X
l
m
l
(R
1l
− R
2l
) ∆
12l
+
X
k
m
k
(R
1k
− R
2k
) ∆
12k
= 0.
(2.62)Estudemos osinal dos termosdaprimeirasoma; lembremosque dadosos dois pontos
ini iais etraçada alinha quepassa por estesdois pontosa áreado ladoesquerdo dareta
tem sinal positivoe, olado diretosinal negativo.
Vemos que
∆
12l
> 0
para todol
, e, temosa seguinte impli ação,r
1l
> r
2l
⇒ R
1l
< R
2l
,
(2.63)ou seja,todos os oe ientes das massas naprimeira soma tem sinal positivo, assim,
X
l
m
l
(R
1l
− R
2l
) ∆
12l
> 0.
(2.64)Para os termos dasegunda soma, temos
∆
12k
< 0
, para todok
e,Logo, todos os oe ientes das massas na segunda soma tem sinal positivo também,
istoé,
X
k
m
k
(R
1k
− R
2k
) ∆
12k
> 0.
(2.66)Ora, mas isso ontradiz aequação (2.62).
Logo, as
(n − 2)
massas não estão num úni o one aberto ou todas sobre abissetriz.Vamosagoraenun iarum orolárioe,emseguidavamosprová-loutilizandooTeorema
da Mediatriz.
Colorário 1. Para uma onguração entral planar não- olinear
r ∈ (R
2
)
4
om massas
positivas, a área interna ompreendida entre os vetores posição
r
i
, r
j
, r
k
da onguração é não-nula.A provado Corolário1pode ser vistaem [7℄.
Façamosagora a provado Corolário1, om o auxíliodoTeoremadaMediatriz 2.0.5.
Demonstração: A provaserá feitapor ontradição.
Admita que
r
1
, r
2
er
3
são olineares. Pi tori amente representamos tal situação na Figura 2.7.PSfrag repla ements
r
1
r
2
r
3
r
4
l
Figura2.7: onguração olinear.
Traçando amediatrizdosegmento
r
2
r
3
,ouseja, aretal
, temos oseguinte panorama. Se a massam
4
situa-se do lado direito da retall
, vemos que só um one aberto do planopossuimassas,entretanto,sabemos queistoéuma ondição su ienteparaquenãoAnalogamente, se a massa
m
4
situa-se ao lado esquerdo da retal
não teremos uma onguração entral. Portanto,r
1
, r
2
er
3
não podem ser olineares para termos uma onguração. A mesmaanáliseseria feitase traçássemosamediatrizdoseguimentor
1
r
2
.Eassim está provado oCorolário 1
Tendoemvistaaimportân iadoestudode ongurações entraisdentrodaMe âni a
Celeste, vamostratarnoCapítulo3doTeoremade Existên iapara ongurações entrais
onvexas, istoé,aoxarmos três massas,atravésdoTeoremade Existên ia mostraremos
que aquarta massa,
m
4
, estando foradofe ho onvexodelimitadopelas massasm
1
, m
2
eCongurações entrais onvexas
Dentro doestudo de ongurações entrais no problema de
n
orpos, podemos per eber que as ongurações entrais onvexas noproblema de4
orpossão melhores ompreen-didas do que ongurações entrais n avas, ou seja, essa evidên ia sugere queongu-rações n avas têm uma estrutura mais ompli ada doque ongurações onvexas.
Sabendo disso, vamos estudarum resultado queapare e natese de Hampton[5℄
mos-trado por Ma Millane Bartky, vide[8℄.
3.0.1 Teorema de existên ia
Teorema3.0.1. Dados
k
0
, k
12
, k
34
, k
13
> 0
reais,existeuma onguração entral onvexa tal quek
0
= r
0
,max (r
12
, r
23
, r
14
, r
34
) < r
0
< min (r
13
, r
24
)
e as razões de massas são dadas por
m
1
m
2
= k
12
,
m
3
m
4
= k
34
,
m
1
m
3
= k
13
.
Demonstração: NademonstraçãodeHampton,vide[5℄,tomou-seasmassas
m
1
, m
2
, m
3
em
4
om posiçõesr
1
, r
2
, r
3
er
4
, respe tivamente, estas estão ordenadas no sentido anti-horário. Analisando as equações de razão de massa, pode-se determinar que todas asmassas são positivas para a desigualdade
max (r
12
, r
23
, r
14
, r
34
) < r
0
< min (r
13
, r
24
)
ser satisfeita.Ao estabele ermos o parâmetro
k
0
= r
0
remove-se a degeneres ên ia dilata ional. Vamos à prova.Fixe
r
12
< r
0
omona Figura3.1. A Figura 3.1pode ser en ontranda ne tese de [5℄. PSfrag repla ementsr
1
r
2
G
F
V
U
P
Figura 3.1: Ponto de iní ioda onstrução onvexa.
O primeiro e o segundo ponto da onguração foram rodados para se en ontrarem
numa linha horizontal, e o semi ír ulo de raio
r
0
desenhado em torno de ada um deles. Sejar
1
o ponto da esquerda. Os dois ar osF
eG
na gura 3.1 são as distân ias de um ír ulo de raior
0
entrado nainterseçãoP
.A região
U
é denida omo sendo a interseção do interior dos semi ír ulos de raior
0
em torno do segundo ponto,r
2
, o do pontoP
e o exterior do semi ír ulo de raior
0
em tornoder
1
. AregiãoV
édenida similarmente om aregra tro adaentre osdois pontos. Pro ederemos para provarquepara todoponto naregiãoU
existe um pontonaregiãoV
tal queos4
pontosformam uma onguração entralpara alguma dada massa vetorial.A m de que
r
0
satisfaça asdesigualdades doTeorema 3.0.1 nós devemos restringiro quarto pontonaregiãoW
,esta édeterminada omo sendo a interseção deV
e o interior do ír ulo entrado emr
3
om raior
0
. Vamos mostrar que dada a posição der
3
emU
, en ontramosr
4
emW
, talque as equações de ompatibilidadeS
12
S
34
= S
23
S
14
= S
13
S
24
sejam satisfeitas.
Fixados os três primeiros pontos
r
1
, r
2
er
3
nos são dadosR
0
, R
12
, R
23
eR
13
. Seja o parâmetroρ
0
a distân iader
3
aP
. Agora xeumρ > 0
talqueρ
0
< ρ < r
0
e onsidereoar o
AB
emW
denidopela ir unferên iade raioρ
der
3
, veja aFigura3.2. AFigura3.2 pode ser en ontranda ne tese de [5℄.
r
1
r
2
r
3
G
F
B
A
W
U
P
Figura 3.2: Construção onvexa.
Umasdas equações de ompatibilidadepode ser es rita daseguinte forma
(R
23
− R
0
) (R
14
− R
0
) = (R
0
− R
13
) (R
0
− R
24
) ,
em que todos os fatores entre parênteses são positivos se
r
4
está nointeriordo ar oAB
. Comefeito, ser
4
estánointeriordoar oAB
,temosquer
23
< r
0
,ouseja, omodenimos anteriormentequeR
ij
= r
−3
ij
, istono dizquer
23
< r
0
=⇒ r
−3
23
> r
−3
0
=⇒ R
23
> R
0
e dessa formao fator
(R
23
− R
0
)
é positivo. A mesmaanálise éfeita parar
14
, istoé,r
14
< r
0
=⇒ r
14
−3
> r
0
−3
=⇒ R
14
> R
0
,
logo,
(R
14
− R
0
) > 0.
Vemos que pelaFigura3.2que omo
r
3
está noexterior do ír ulode entror
1
eraior
0
, então|r
1
− r
3
| > r
0
, istoé,r
13
> r
0
,r
13
> r
0
=⇒ r
13
−3
< r
0
−3
=⇒ R
13
< R
0
,
e assim,