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PLACAS-Diferenças Finitas-MCAE-05-05-2020

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PLACAS. Diferenças Finitas 05/05/2020 – Prof. Reyolando Brasil

1. Generalidades

Placas são peças estruturais em que uma dimensão, a espessura e, é muito menor que as outras duas, são planas, e os carregamentos são supostamente perpendiculares a esse plano, gerando flexão e cisalhamento. É o caso, por exemplo, dos painéis de fechamento de asas de aeronaves ou das fuselagens, em que pequenas curvaturas permitem a aproximação por um plano e o carregamento predominante são as forças de sustentação ou de pressurização interna, sempre normais à superfície da peça. Na Engenharia Civil têm-se as lajes de concreto armado e protendido.

1.1. Derivando a Equação de Sophie-Germain e Lagrange

Considere-se a placa da Fig. 1, de espessura muito fina e, contida no plano horizontal x-y. Supõe-se que seja retangular, com comprimento a na direção do eixo x e largura b na direção do eixo y. Um carregamento transversal a seu plano (na direção vertical) 𝑝 = 𝑝(𝑥, 𝑦) provoca deslocamentos transversais (verticais) de seus pontos, dados por 𝑤 = 𝑤(𝑥, 𝑦), conforme Fig. 2. Dentro das hipóteses de placas finas de Kirchoff – Love, e adotando-se material elástico linear isotrópico e homogêneo, o problema é regido pela Equação Diferencial Parcial de Sophie-Germain e Lagrange:

𝛻4𝑤 = 𝑝

𝐷 (1)

onde o operador nabla quatro é

𝛻4 = 𝜕 4 𝜕𝑥4+ 2 𝜕4 𝜕𝑥2𝜕𝑦2+ 𝜕4 𝜕𝑦4 (2) em que 𝐷 = 𝐸𝑒 3 12(1 − 𝜈2) (3)

(2)

2 Figura 1

Figura 2

1.2. Cinemática

Considere-se, primeiro, um elemento dessa placa de comprimento dx e largura unitária. Adotando-se a hipótese de que as seções permanecem planas após a flexão, conforme Fig. 3, tem-se que a deformação de uma fibra distante z do plano neutro é

Figura 3 𝜀𝑥= 11 ′ 𝑑𝑥 = 𝑧 𝑅𝑥 = 𝜅𝑥𝑧 (4) em que p=p(x,y) N/m2 1 dx 1 dy y z e<<a,b a b x Rx e/2 e/2 z dx 1 1’ x cc

(3)

3 𝜅𝑥 = 1

𝑅𝑥 = − 𝜕2𝑤

𝜕𝑥2 (5)

é a curvatura em x, o inverso do correspondente raio de curvatura Rx. Considere-se,

agora, um elemento dessa placa de comprimento dy e largura unitária. Adotando-se a hipótese de que as seções permanecem planas após a flexão, conforme Fig. 4, tem-se que a deformação de uma fibra distante z do plano neutro é

Figura 4 𝜀𝑦 = 22′ 𝑑𝑦 = 𝑧 𝑅𝑦 = 𝜅𝑦𝑧 (6) em que 𝜅𝑦 = 1 𝑅𝑦 = − 𝜕2𝑤 𝜕𝑦2 (7)

é a curvatura em y, o inverso do correspondente raio de curvatura Ry.

1.3. Lei de Hooke

Adota-se material elástico linear isotrópico e homogêneo, com módulo de elasticidade E e coeficiente de Poisson . Assim, as tensões normais nas duas direções do plano são 𝜎𝑥 = 𝐸 1 − 𝜈2(𝜀𝑥+ 𝜈𝜀𝑦) = − 𝐸 1 − 𝜈2( 𝜕2𝑤 𝜕𝑥2 + 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑦2) 𝑧 (8) 𝜎𝑦= 𝐸 1 − 𝜈2(𝜀𝑦+ 𝜈𝜀𝑥) = − 𝐸 1 − 𝜈2( 𝜕2𝑤 𝜕𝑦2+ 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑥2) 𝑧 (9)

que atuam como indicado nas Figuras 5 e 6. Ry e/2 e/2 dy 2 2’ y cc

(4)

4 Figura 5

Figura 6

A integração dessas tensões fornece os momentos fletores por unidade de comprimento dados por

𝑀𝑥= ∫ 𝜎𝑥𝑧𝑑𝑧 = −𝐷 (𝜕 2𝑤 𝜕𝑥2 + 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑦2) 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ (10) 𝑀𝑦 = ∫ 𝜎𝑦𝑧𝑑𝑧 = −𝐷 (𝜕 2𝑤 𝜕𝑦2 + 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑥2) 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ (11) x e/2 y σx z dz 1 dx e/2 x y dy 1 z dz σy e/2 e/2

(5)

5 𝐷 = 𝐸 1 − 𝜈2 ∫ 𝑧2𝑑𝑧 = 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ 𝐸𝑒3 12(1 − 𝜈2) (12)

Tensões tangenciais (de cisalhamento) também atuam nas faces do elemento de placa de comprimentos unitários nas duas direções representado na Fig. 7, resultando forças cortantes por unidade de comprimento

Figura 7 𝑄𝑥= ∫ 𝜏𝑥𝑧𝑑𝑧 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ (13) 𝑄𝑦 = ∫ 𝜏𝑦𝑧𝑑𝑧 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ (14) e momentos de torção 𝑀𝑥𝑦 = − ∫ 𝜏𝑥𝑦𝑧𝑑𝑧 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ = −𝐷(1 − 𝜈2) 𝜕 2𝑤 𝜕𝑥𝜕𝑦 (15) 𝑀𝑥𝑦 = ∫ 𝜏𝑥𝑦𝑧𝑑𝑧 𝑒 2⁄ −𝑒 2⁄ = 𝐷(1 − 𝜈2) 𝜕 2𝑤 𝜕𝑥𝜕𝑦 (16) x e

τ

xy y

τ

τ

xz yx

τ

yz z dz 1 1

(6)

6

1.4. Equilíbrio

Escreve-se, agora, o equilíbrio de forças na vertical de um elemento de placa de comprimentos dx e dy no plano, conforme indicado na Fig. 8, resultando

𝜕𝑄𝑥 𝜕𝑥 + 𝜕𝑄𝑦 𝜕𝑦 = −𝑝 (17) Figura 8 Figura 9

Analisando a Fig. 9, escreve-se o equilíbrio de momentos em torno dos eixos x e y, desprezando-se termos de ordem superior, na forma

(7)

7 𝑄𝑦 = 𝜕𝑀𝑥 𝜕𝑦 + 𝜕𝑀𝑥𝑦 𝜕𝑥 (18) 𝑄𝑥= 𝜕𝑀𝑦 𝜕𝑥 + 𝜕𝑀𝑦𝑥 𝜕𝑦 (19)

que substituídas na equação de equilíbrio de forças cortantes resulta, finalmente, 𝜕2𝑀𝑦 𝜕𝑥2 + 2 𝜕2𝑀𝑥𝑦 𝜕𝑥𝜕𝑦 + 𝜕2𝑀 𝑥 𝜕𝑦2 = −𝑝 (20)

Agora, basta substituir as expressões dos momentos fletores e de torção, escritas em função do deslocamento transversal w para chegar à já apresentada Equação de Sophie-Germain e Lagrange

𝛻4𝑤 = 𝑝

𝐷 (21)

1.5. Solução

Se for determinada a função 𝑤 = 𝑤(𝑥, 𝑦), pode-se, em princípio, determinar os esforços solicitantes na placa. Os momentos fletores, por unidade de comprimento, já apresentados, são 𝑀𝑦 = −𝐷 (𝜕 2𝑤 𝜕𝑦2 + 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑥2) (22) 𝑀𝑥= −𝐷 (𝜕 2𝑤 𝜕𝑥2 + 𝜈 𝜕2𝑤 𝜕𝑦2) (23)

Os momentos de torção, por unidade de comprimento, são

𝑀𝑥𝑦= −𝐷(1 − 𝜈) 𝜕 2𝑤 𝜕𝑥𝜕𝑦 (24) 𝑀𝑦𝑥 = 𝐷(1 − 𝜈) 𝜕 2𝑤 𝜕𝑥𝜕𝑦 (25)

(8)

8 𝑄𝑥 = 𝜕𝑀𝑦 𝜕𝑥 + 𝜕𝑀𝑥𝑦 𝜕𝑦 (26) 𝑄𝑦 = 𝜕𝑀𝑥 𝜕𝑦 + 𝜕𝑀𝑦𝑥 𝜕𝑥 (27)

A Equação (1) ou (21) é uma equação diferencial parcial de quarta ordem cuja solução depende das condições de contorno nos lados da placa. No geral:

1. simplesmente apoiada, em que o deslocamento vertical e a derivada segunda, relacionada com o momento fletor, são nulos;

2. engastada, em que o deslocamento vertical e a derivada primeira, relacionada com a tangente à superfície deformada, são nulos;

3. livre, em que o deslocamento é livre e os momentos fletores são nulos.

Na prática, soluções fechadas são muito difíceis de se obter. Com a disponibilidade atual de métodos computacionais, esses são preferíveis para fins profissionais e serão detalhados na sequência deste capítulo. Existem na literatura técnica, entretanto, soluções obtidas por séries trigonométricas infinitas truncadas, uma vez que funções harmônicas são tratáveis quando aplicadas à Equação de Sophie-Germain e Lagrange e a condições de contorno usuais. Tabelas geradas por essas soluções podem ser encontradas em, por exemplo, Timoshenko.

2. Método das Diferenças Finitas em Placas

2.1. Generalidades

A finalidade dos métodos de discretização é reduzir um problema contínuo a um sistema com um número finito de graus de liberdade. No geral, tem-se um fenômeno físico governado por uma equação diferencial, ou um sistema delas, envolvendo uma ou mais funções. A solução dessas equações, a obtenção da expressão da função em forma fechada quase nunca é possível, e uma boa aproximação pode ser obtida de um número limitado de parâmetros se o analista tiver boa sensibilidade.

A aproximação basicamente envolve trocar um domínio contínuo por uma malha de pontos discretos no interior desse domínio. Em vez de se obter a função contínua nesse domínio, obtém-se aproximações para o valor que essa função assume somente em cada um desses pontos isolados.

No caso em estudo, das placas, a equação diferencial governante no domínio da placa, já vista, é a de Sophie-Germain e Lagrange:

𝛻4𝑤 = 𝑝

𝐷 (28)

(9)

9 𝛻4 = 𝜕 4 𝜕𝑥4+ 2 𝜕4 𝜕𝑥2𝜕𝑦2+ 𝜕4 𝜕𝑦4 (29)

Além disso, há que impor as condições de contorno nas faces da placa. Por exemplo, se for um apoio simples, os momentos fletores são nulos e, portanto, a derivada segunda é zero nessa extremidade. Já uma face engastada implica em que a tangente à deformada ali é nula, ou seja, a derivada primeira é zero.

No Método das Diferenças finitas, as diversas derivadas presentes nas equações diferencias no domínio e nas condições de contorno, são aproximadas por expressões de diferenças, em geral obtidas de séries de Taylor. O procedimento foi primeiro aplicado a domínios bidimensionais, como neste caso, por C. Runge, em 1908.

As expressões necessárias para o propósito deste capítulo são apresentadas a seguir, para um ponto pertencente a uma linha j e uma coluna k, de uma malha retangular com espaçamento hx na direção do eixo x e hy na do y.

(𝜕𝑤 𝜕𝑥)𝑗,𝑘 =𝑤𝑗,𝑘+1− 𝑤𝑗,𝑘−1 2ℎ𝑥 (𝜕𝑤 𝜕𝑦)𝑗,𝑘 = 𝑤𝑗+1,𝑘− 𝑤𝑗−1,𝑘 2ℎ𝑦 (30) (𝜕 2𝑤 𝜕𝑥2) 𝑗,𝑘 =𝑤𝑗,𝑘+1− 2𝑤𝑗,𝑘+ 𝑤𝑗,𝑘−1 ℎ𝑥2 (𝜕 2𝑤 𝜕𝑦2) 𝑗,𝑘 =𝑤𝑗+1,𝑘− 2𝑤𝑗,𝑘+ 𝑤𝑗−1,𝑘 ℎ𝑦2 (31) (𝜕 4𝑤 𝜕𝑥4) 𝑗,𝑘 =𝑤𝑗,𝑘+2− 4𝑤𝑗,𝑘+1+ 6𝑤𝑗,𝑘− 4𝑤𝑗,𝑘−1+ 𝑤𝑗,𝑘−2 ℎ𝑥4 (32) (𝜕 4𝑤 𝜕𝑦4) 𝑗,𝑘 =𝑤𝑗+2,𝑘− 4𝑤𝑗+1,𝑘+ 6𝑤𝑗,𝑘− 4𝑤𝑗−1,𝑘+ 𝑤𝑗−2,𝑘 ℎ𝑦4 (33) ( 𝜕 4𝑤 𝜕𝑥2𝜕𝑦2) 𝑗,𝑘 = 1 ℎ𝑥2ℎ𝑦2(𝑤𝑗+1,𝑘−1− 2𝑤𝑗+1,𝑘+ 𝑤𝑗+1,𝑘+1− 2𝑤𝑗,𝑘−1 + 4𝑤𝑗,𝑘− 2𝑤𝑗,𝑘+1+ 𝑤𝑗−1,𝑘−1− 2𝑤𝑗−1,𝑘+ 𝑤𝑗−1,𝑘+1) (34)

2.2. Exemplo básico

Considere-se uma placa simplesmente apoiada em todo perímetro, de planta quadrada 2x2m, espessura e = 2 cm, carregada de cima para baixo por carga uniformemente distribuída p = 2 KPa, módulo de elasticidade E = 200 GPa e coeficiente de Poisson  = 0,3.

(10)

10

𝐷 = 𝐸𝑒

3

12(1 − 𝜈2)= 146,52

Para comparação, será calculado o deslocamento vertical máximo, no meio da placa, para duas malhas, uma com hx = hy

=

1 m e a outra hx = hy

=

0,5 m.

Para a malha mais grosseira, tem-se apenas um ponto no interior do domínio, e a aplicação da equação diferencial em sua forma de diferenças finitas necessita que se considere pontos fictícios externos ao domínio.

Nas linhas do contorno apoiado, os deslocamentos verticais são zero. Também o momento fletor (derivada segunda) é nulo, implicando que os deslocamentos dos pontos externos são iguais a menos o deslocamento do ponto interno. Com isso, chega-se a

16𝑤0,0 = 2

146, 52 = 0,01365𝑤0,0 = 0,8531 𝑚𝑚

Para a malha mais fina, tem-se nove pontos no interior do domínio. Por razões de simetria, basta fazer a aplicação da equação diferencial em sua forma de diferenças finitas em apenas três desses pontos.

Ponto 0,0 𝑤0,2− 8𝑤0,1+ 20𝑤0,0− 8𝑤0,−1+ 𝑤0,−2+ 𝑤2,0− 8𝑤1,0− 8𝑤−1,0+ 𝑤−2,0 + 2(𝑤1,1+ 𝑤1,−1+ 𝑤−1,1+ 𝑤−1,−1) = 0, 54𝑝 𝐷 Ponto 0,1 𝑤0,3− 8𝑤0,2+ 20𝑤0,1− 8𝑤0,0+ 𝑤0,−1+ 𝑤2,1− 8𝑤1,1− 8𝑤−1,1+ 𝑤−2,1 + 2(𝑤1,2+ 𝑤1,0+ 𝑤−1,2+ 𝑤−1,0) = 0, 54 𝑝 𝐷 Ponto 1,1 𝑤1,3− 8𝑤1,2+ 20𝑤1,1− 8𝑤1,0+ 𝑤1,−1+ 𝑤3,1− 8𝑤2,1− 8𝑤0,1+ 𝑤−1,1 + 2(𝑤2,2+ 𝑤2,0+ 𝑤0,2+ 𝑤0,0) = 0, 54𝑝 𝐷

Levando em conta as condições de contorno e de simetria, chega-se ao sistema algébrico linear de 3 equações em 3 incógnitas

[ 20 −32 8 −8 24 −16 2 −16 20 ] { 𝑤0,0 𝑤0,1 𝑤1,1} = 0, 5 4𝑥0,01365 {11 1 } 𝒘𝟎,𝟎 = 0,8798𝑚𝑚

Para comparação, o resultado obtido por Timoshenko por séries trigonométricas é

𝒘

𝟎,𝟎

=

0,8867mm

(11)

11

2.3. Exemplo mais completo

Considere-se a placa da Fig. 10 simplesmente apoiada em duas bordas paralelas a x e engastada nas outras duas, de planta retangular 8x4m, espessura e = 5 cm,

carregada de cima para baixo por carga uniformemente distribuída p = 100 Pa, módulo de elasticidade E = 3 GPa e coeficiente de Poisson  = 0,25.

Figura 10

Pelas simetrias observáveis na figura, basta aplicar a equação diferencial nos 4 pontos indicados dos 9 pontos internos.

Ponto 0,0 1 16(𝑤0,2− 4𝑤0,1+ 6𝑤0,0− 4𝑤0,−1+ 𝑤0,−2) +1 1(𝑤2,0− 4𝑤1,0+ 6𝑤0,0− 4𝑤−1,0+ 𝑤−2,0) +2 4(𝑤1,1− 2𝑤1,0 + 𝑤1,−1− 2𝑤0,1+ 4𝑤0.0− 2𝑤0,−1+ 𝑤−1,1 − 2𝑤−1,0+ 𝑤−1,−1) = 𝑝 𝐷 = 0,003 Ponto 0,1 1 16(𝑤0,3− 4𝑤0,2+ 6𝑤0,1− 4𝑤0,0+ 𝑤0,−1) +1 1(𝑤2,1− 4𝑤1,1+ 6𝑤0,1− 4𝑤−1,1+ 𝑤−2,1) +2 4(𝑤1,2− 2𝑤1,1 + 𝑤1,0− 2𝑤0,2+ 4𝑤0.1− 2𝑤0,0+ 𝑤−1,2− 2𝑤−1,1 + 𝑤−1,0) = 𝑝 𝐷 = 0,003 0,0 1,0 1,1 0,1 1 1 1 1 2 2 2 2 y x

(12)

12 Ponto 1,0 1 16(𝑤1,2− 4𝑤1,1+ 6𝑤1,0− 4𝑤1,−1+ 𝑤1,−2) +1 1(𝑤3,0− 4𝑤2,0+ 6𝑤1,0− 4𝑤0,0+ 𝑤−1,0) +2 4(𝑤2,1− 2𝑤2,0+ 𝑤2,−1− 2𝑤1,1+ 4𝑤1.0− 2𝑤1,−1+ 𝑤0,1− 2𝑤0,0 + 𝑤0,−1) = 𝑝 𝐷 = 0,003 Ponto 1,1 1 16(𝑤1,3− 4𝑤1,2+ 6𝑤1,1− 4𝑤1,0+ 𝑤1,−1) +1 1(𝑤3,1− 4𝑤2,1+ 6𝑤1,1− 4𝑤0,1+ 𝑤−1,1) +2 4(𝑤2,2− 2𝑤2,1+ 𝑤2,0− 2𝑤1,2+ 4𝑤1.1− 2𝑤1,0+ 𝑤0,2− 2𝑤0,1 + 𝑤0,0) = 𝑝 𝐷 = 0,003

Levando em conta as condições de contorno e de simetria, chega-se ao sistema algébrico linear de 4 equações em 4 incógnitas

[ 8,375 −2,5 −10 2 −1,25 8,5 1 −10 −5 1 8,375 −2,5 0,5 −5 −1,25 8,5 ] { 𝑤0,0 𝑤0,1 𝑤1,0 𝑤1,1 } = 0,003 { 1 1 1 1 } cuja solução é { 𝑤0,0 𝑤0,1 𝑤1,0 𝑤1,1 } = 0,001 { 7,097 5,204 5,012 3,745 } 𝑚

2.4. Exemplos adicionais de fixação

Nos exercícios que se seguem, consideram-se placas de aço (E = 200 GPa,  = 0,3) de espessura e = 2,0 cm carregadas transversamente por carga estática uniformemente distribuída p = 2 KN/m². Em todos os casos, determinar o deslocamento transversal no meio do vão com duas malhas de diferenças finitas com refinamentos diferentes. São fornecidos, para comparação, os resultados dados no livro de Timoshenko.

(13)

13 a. Placa quadrada a = b = 2m. Determinar o deslocamento vertical no meio do vão com malhas de ½ do vão e ¼ do vão, para as 3 condições de contorno das figuras que se seguem.

wmax=0,61mm wmax=0,50mm wmax=0,42mm

b. Placa retangular a = 3m e b = 2m. Determinar o deslocamento vertical no meio do vão com malhas de ½ do vão e ¼ do vão, para as 3 condições de contorno das figuras que se seguem.

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