Universidade Federal de Itajubá
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da InformaçãoEngenharia de Controle e Automação - ECA
EEL105 - Circuitos Elétricos I
Módulo 7
Bipolos Elétricos: Indutores
Os circuitos resistivos, que abordamos nos módulos precedentes, são descritos por equações algébricas ordinárias. Isto é uma consequência da lei de Ohm, que estabelece a proporcionalidade entre a tensão e a corrente numa
resistência linear, e também do fato de ser o valor de uma fonte controlada proporcional à grandeza que o controla. Se um circuito resistivo tiver uma única entrada x(t) e uma única saída y(t), então a relação y(t)/x(t) será uma constante que dependerá somente do circuito, como vimos nos exemplos que foram resolvidos usando a propriedade da homogeneidade. As formas de onda
da entrada e da saída são proporcionais e a saída num instante qualquer t0 depende da entrada naquele instante, mas não depende dos valores da entrada
anteriores a t0. Como os bipolos elétricos que serão vistos neste módulo são definidos em termos de derivadas e integrais, os circuitos contendo estes
elementos são descritos por equações íntegro–diferenciais. Em geral, as formas de onda da entrada e da saída não serão semelhantes e a resposta para
um instante t0 dependerá dos valores da entrada para todo t ≤ t 0. Isto tem a ver com o fato destes elementos serem capazes de armazenar energia.
Qualquer circuito linear e invariante no tempo pode ser descrito por
uma equação diferencial com coeficientes constantes, tendo a formação
geral apresentada a seguir:
Solução das Equações Diferenciais
onde x(t) representa a fonte que excita o circuito e y(t) a tensão ou a
corrente, em algum elemento do circuito, que se quer determinar. Os
coeficientes a
1... a
ne b
1... b
msão constantes. Como x(t) é conhecida, o
lado direito da equação é uma função conhecida do tempo, chamada
função forçante
, e denotada por f(t), ou seja:
Quando f(t) for identicamente nula, isto é, quando
f(t) = 0
para
qualquer t, a equação diferencial se reduz à
equação diferencial
homogênea
:
Solução das Equações Diferenciais
Para uma função forçante não-nula, f(t) ≠ 0, a equação é chamada
uma
equação diferencial não-homogênea
.
A equação homogênea tem n soluções diferentes e linearmente
independentes (nenhuma delas é a combinação linear das outras n-1),
que podem ser denotadas por
y
1(t), y
2(t), ... ,y
n(t).
Esta solução
(também chamada de
solução complementar
) pode ser expressa da
seguinte forma, onde k
1... k
nsão constantes arbitrárias e o índice H
A solução mais geral (chamada de completa), da equação não-homogênea é:
Solução das Equações Diferenciais
Observar que se considera a presença de mais um termo yp(t) que é
qualquer solução, não importa como obtida, que satisfaça a equação diferencial com uma função forçante e é chamada de solução particular.
Esta solução não contém constantes arbitrárias.
Como yH(t) representa a solução da equação diferencial quando f(t)=0, ou
seja, o comportamento do circuito quando a fonte estiver em repouso ela é também chamada de resposta livre. Uma vez que esta resposta depende da “natureza” geral do circuito (os tipos de elementos, seus valores, o modo
como eles são ligados), ela é conhecida, ainda, por resposta natural do circuito. Como em geral, yH(t) tende para zero depois de algum tempo de
operação do circuito (lembre-se, a excitação está zerada) ela também é conhecida como resposta transitória. Por outro lado, como yp(t) depende
de f(t), ou seja, das fontes que excitam o circuito, ela é chamada de
Toda vez que um circuito sofre uma intervenção, que o obriga a passar de um estado para outro, seja por uma mudança na fonte de energia aplicada ou por
uma alteração nos seus elementos ou na sua topologia (estrutura), há um período de transição, durante o qual as correntes e as tensões nos seus elementos variam de seus valores primitivos para outros novos. Esse período
é chamado de regime transitório do circuito. Após o transitório ter passado, diz-se que o circuito está em regime permanente ou estado estacionário. Resumindo, podemos então dizer que a resposta completa de um circuito é constituída da soma da resposta transitória yH(t) e da resposta forçada ou de
regime permanente yp(t). E que, decorrido um tempo suficiente para que o
regime transitório tenha se extinguido, em torno de quatro a cinco vezes a maior constante de tempo do circuito, restará apenas o regime permanente ou
estado estacionário. Em consequência, podemos estudar o comportamento forçado, ou permanente, dos circuitos elétricos (e não elétricos também)
independentemente do comportamento transitório. Oscilações forçadas (comportamento permanente) ocorrem sempre que um circuito elétrico é submetido a excitações (fontes) que variam periodicamente com o tempo.
Bipolo Elétrico: Indutor
Será introduzido neste módulo um novo elemento simples de circuito para os qual a relação tensão-corrente envolve uma taxa de variação (derivada) da tensão ou da corrente. Antes de tudo, recordemos que um elemento passivo é capaz, apenas, de
dissipar potência (transformar a energia recebida em calor) e o resistor está
classificado nesta categoria. Vamos passar a analisar dois componentes passivos que
são capazes de receber energia, armazená-la e fornecê-la em quantidades finitas. Ao contrário de uma fonte ideal estes elementos de circuito não podem fornecer quantidades ilimitadas de energia ou manter o fornecimento de uma determinada
potência média. Michael Faraday e Joseph Henry descobriram, quase
simultaneamente, que um campo magnético variável no tempo podia induzir uma voltagem em um circuito próximo. Foi demonstrado que esta voltagem era proporcional à taxa de variação da corrente produtora do campo magnético com o tempo. A constante de proporcionalidade é denominada de indutância e simbolizada
por L. Tem-se, então:
(t)
Li
t
(t)
di
L
t
d
(Henry)
[H]
[A]
[V][s]
L
[s]
[A]
L
[V]
dt
(t)
di
L
(t)
v
L L L L
)
(
)
(
Indutores
Dependendo da forma como o indutor é construído, ele pode ter um núcleo de ar ou um núcleo de um material ferromagnético (ferrite por exemplo). As linhas ao lado
indicam o indutor com um núcleo que não seja o ar. O indutor também pode ser variável se for possível ajustar
a permeabilidade magnética a qual o fluxo magnético está relacionado.
Portanto o indutor (nome alternativo: bobina), cuja indutância é
definida pela equação do slide anterior é um modelo matemático. É um
elemento ideal que pode ser usado para aproximar o comportamento de
um dispositivo real. Notar, também, que se o indutor estiver sendo
percorrido por uma corrente contínua (DC) não haverá tensão (v=0)
entre seus terminais. Isto significa que podemos pensar em um indutor
como sendo um “
curto circuito” para DC
.
A sua representação como símbolo de circuito é:
Indutores: Exemplos
Toróides
Montagem em Superfície
Indutores: Código de Cores
Indutores
A equação que define a indutância é uma equação diferencial de primeira ordem para todos os valores do tempo t maiores que um certo instante de referência, usualmente tomado como t=0. A entrada é dada para todo t >0, de
maneira que a equação diferencial pode ser resolvida para obter a saída desejada. O resultado será uma expressão válida para todo t >0, mas que contém uma constante de integração (o número de constantes de integração é
igual à ordem da equação diferencial). Esta constante de integração pode ser calculada, entretanto, se o valor da corrente através do indutor for conhecido
em t=0+ , onde t=0+ refere–se a um instante imediatamente após t=0.
É preciso que saibamos que: se todas as tensões e correntes permanecerem finitas, a corrente através de uma indutância não poderá variar
instantaneamente. Isto significa que o valor desta grandeza é o mesmo em
t=0+ e em t=0 –, isto é iL(0+) = iL(0–), onde t=0– significa um instante imediatamente antes de t=0. Portanto, iL(t) são funções contínuas do tempo
se todas as tensões e correntes do circuito permanecerem finitas. Para
justificar esta afirmativa, é necessário avaliar o comportamento da energia em um indutor.
Resposta Natural e Forçada
Vamos analisar, primeiramente, a solução de uma equação diferencial quando a função forçante é uma constante, ou seja:
x(t) x constantes são Q e P Q; Px dt dx
Para solucioná-la, multiplicamos ambos os lados da equação pelo que
se denomina
fator de integração
. Este procedimento faz com que se
possa integrar diretamente a equação diferencial. Tem-se, então:
Pt Pt Pt Pt Pt Pt Pt PtQe
dt
xe
d
Pxe
e
dt
dx
dt
xe
d
Qe
Pxe
e
dt
dx
Cada membro pode, agora, ser
integrado em relação ao tempo (t).
Resposta Natural e Forçada
Integrando-se o resultado anterior, tem-se:
Pt Pt Pt Pt Pt Pt PtAe
dt
Qe
e
x
A
dt
Qe
xe
A
dt
Qe
dt
dt
xe
d
No caso de análise de circuitos, a Atençãoconstante P não é negativa (embora existam exceções), pois seu valor depende, apenas, dos elementos passivos
de circuitos e da forma como estão interligados.
A é uma constante de integração que deve ser determinada pelas
condições de contorno do circuito
.
Para uma função forçante nula (resposta natural) e para uma função
forçante constante DC (resposta forçada) as equações são:
Pt H
t
Ae
x
(
)
P
Q
t
x
p(
)
Ae
PtP
Q
x(t)
+
=
Circuito RL: Resposta ao “Degrau” (Step)
Vu(t)
R
L
i
L(t)
+
v
L(t)
_
+ v
R(t)
- ) (t vConsidere o circuito a seguir em que a fonte de excitação representa um valor DC (V) multiplicado pela função “degrau unitário (função de Heaviside)”.
A definição desta função está ao lado do circuito.
0
p/t
1
0
p/t
0
u(t)
u(t) t 1Desejamos estudar o comportamento do circuito em função desta excitação. Considera-se que antes do tempo t=0 (t(0-)) não exista nenhum tipo de energia armazenada no sistema. Sendo a função forçante finita, implica em
uma continuidade da corrente iL(t), ou seja, iL(0+)=iL(0-). Lembre-se: a
Circuito RL: Resposta ao “Degrau” (Step)
0
/
t
p
L
V
Q
e
L
R
P
Q
Px
dt
dx
L
Vu(t)
L
R
(t)
i
dt
(t)
di
Vu(t)
dt
(t)
di
L
(t)R
i
0
(t)
v
(t)R
i
v(t)
KVL
L L L L L Ohm de lei L Vu(t)
t L R L Pt LAe
R
V
(t)
i
Ae
P
Q
(t)
i
A solução contempla a resposta transitória e a resposta permanente. Paraavaliarmos a constante A devemos lançar mão das
condições de contorno.
R
V
A
0
Ae
R
V
(0)
i
0
(0)
i
)
(0
i
)
(0
i
0 L L L L
Lt R t L R L1
e
R
V
e
R
V
R
V
(t)
i
Circuito RL: Resposta ao “Degrau” (Step)
Observar a descontinuidade na forma de onda da tensão no instante t=0.
A título de exemplo, veja o resultado para um circuito RL em que R=100[Ω], L=20[mH] e V=10V.
Lt R t L R L1
e
R
V
e
R
V
R
V
(t)
i
Lt R L LVe
dt
t
di
L
(t)
v
(
)
0s 0.2ms 0.4ms 0.6ms 0.8ms 1.0ms 1.2ms 1.4ms 1.6ms 1.8ms 2.0ms 0A 50mA 100mA 0V 5V 10Vv
L(t)
i
L(t)
Em “regime permanente”, ou seja, encerrado o transitório, a tensão no indutor tende para zero indicando que o elemento é um curto circuito.
Lei de Lenz: “Um efeito induzido ocorre sempre de
Consideração sobre a Constante de Tempo (
t
)
[s]
[A]
[V][s]
.
[V]
[A]
GL
R
L
τ
e
1
R
V
e
1
R
V
(t)
i
τ t t L R L
0s 0.2ms 0.4ms 0.6ms 0.8ms 1.0ms 1.2ms 1.4ms 1.6ms 1.8ms 2.0ms 0A 50mA 100mA 150mA 200mA Dimensionalmente, a relação R/L é dada em segundos [s]. Se derivarmosa equação de iL(t) (diL(t)/dt)e traçarmos a reta tangente para t=0
verifica-se que uma constante de tempo (τ) corresponde a ≈ 63% do
valor final (regime permanente).
0 t L dt (t) di
R
V
0,63
e
1
R
V
(t)
i
0,6321 1 τ t L
R
V
0,9932
(t)
i
5τ L
Indutor: Energia Armazenada
Para verificar como o indutor armazena energia, vamos considerar a situação apresentada no circuito a baixo. Antes do tempo t ≤ 2[ms], a chave S1 está fechada e
a chave S2 aberta. Para t ≥2 [ms] a chave S1 abre e a chave S2 fecha.
S1 S2
iL(t)1 iL(t)2
+
_ vL(t)
Portanto, para t ≤ 2[ms], o indutor está conectado a fonte de tensão V e recebe energia. Após 5τ (2ms) a corrente está em seu valor de regime (100mA) e a tensão
em seus terminais é zero. Ao abrir S1 e fechar S2, a tensão no indutor sofre uma descontinuidade, passando de zero para -10V, e desta forma, o indutor fornece energia para o resistor R3 que a dissipa na forma de calor. Esta descontinuidade da
tensão no indutor é chamada (por tradição, uma vez que ddp não é força) de força contra-eletromotriz (fcem).
t ≤ 2[ms] t > 2[ms]
_
Indutor: Energia Armazenada
0s 0.4ms 0.8ms 1.2ms 1.6ms 2.0ms 2.4ms 2.8ms 3.2ms 3.6ms 4.0ms 0A 40mA 80mA 120mA iL(t)1 vL(t) + _ iL(t)2 _ + vL(t)Não existe descontinuidade
na corrente do indutor.
Observar que:
i
L(t=2ms-)= i
L(t=2ms+)O indutor armazena energia na forma de um
campo magnético
.
i
L(t)
1Indutor: Energia Armazenada
0s 0.4ms 0.8ms 1.2ms 1.6ms 2.0ms 2.4ms 2.8ms 3.2ms 3.6ms 4.0ms -10V -5V 0V 5V 10Vv
L(t)
Atenção
:
Uma vez que o indutor esteja energizado, quando t→∞ a tensão v
L(t)
também tende para zero. Ou seja, passado o transitório o indutor é um
curto circuito
para corrente contínua.
Entretanto, para o instante inicial, ou seja, t=0
+, se o indutor estiver
desenergizado (i
L(t=0-)= 0A) ele se comporta como um
circuito aberto
antes do início do transitório.
Para L desenergizado, em t=0+, o indutor é uma chave aberta (iL=0)
Para t >> 0+, o indutor é uma chave fechada (vL=0)
Indutor: Energia Armazenada
Se o indutor tem capacidade de armazenar energia e capacidade de fornecê-la, quando necessário, o balanço de potência ao longo do tempo deve ser zero.
0s 0.4ms 0.8ms 1.2ms 1.6ms 2.0ms 2.4ms 2.8ms 3.2ms 3.6ms 4.0ms -1.0W -0.5W -0.0W 0.5W
p
L(t)
0
(t)
p
4ms t 0 t L
50uJ 100uJe
L(t)
Enquanto a chave S1 está ligada, o indutor recebe energia
da fonte de tensão.
S1 abre e S2 fecha. O indutor fornece energia para a carga (R)
Indutor: Energia Armazenada
Avaliando a energia
armazenada.
Considerar que o
indutor encontra-se
desenergizado no
instante t=0
-.
2 L L L 2 L 2 L (t) i ) 0 (t i 2 L t 0 t (t) i ) 0 (t i L L t 0 t L L L L L L L L L(t)
i
L
2
1
e(t)
0
)
0
(t
i
)
0
(t
i
)
0
(t
i
L
2
1
(t)
i
L
2
1
)
0
e(t
e(t)
(t)
i
L
2
1
e(t)
(t)
(t)di
Li
(t)dt
p
(t)
(t)Ldi
i
(t)dt
p
dt
(t)
di
(t)L
i
(t)
(t)v
i
(t)
p
L L L L
J] 100[ 2ms) e(t 100.10 20.10 2 1 2ms) e(t 2ms) (t i L 2 1 2ms) e(t 2 3 3 2 L x x Indutor: Relações Integrais
Cte
(t)dt
v
L
1
(t)
i
(t)
di
L
(t)
Ldi
(t)dt
v
(t)
Ldi
(t)dt
v
dt
(t)
di
L
(t)
v
L L L L L L L L L
0
)
(
p/v
)dα
(
v
L
1
)
(0
i
)
(
i
)
(0
i
)
(0
i
)dα
(
v
L
1
)dα
(
v
L
1
)dα
(
v
L
1
)
(
i
L t L L L L L t 0 L 0 L t L L
Para que a corrente não fique com uma constante a ser determinada podemos
lançar mão da variável “muda” α. Desta forma, a corrente é avaliada pela integral levando-se em conta o instante inicial em 0-. Em outras palavras está considerando-se a existência, ou não, de
energia previamente armazenada no indutor.
Indutor: Relações Integrais
A] 99,99546[m ) (2ms i e e 100.10 e e R V (2ms) i e R L L V dα Ve L 1 (2ms) i Ve ) ( v )dα ( v L 1 (2ms) i )d ( v L 1 ) (0 i ) ( i L -0.9999546 0 10 3 0 2ms L R L 2ms t o α L R 2ms 0 α L R L α L R L 2ms 0 L L t 0 L 0 L L
Para o nosso exemplo com 0+ < t < 2ms
Com t=0+
Indutor aberto, iL(t)=0[A] vL(t)=10[V]. 10[V] 100 iL(t) + vL(t) _ + vR(t) -10[V] 100 iL(t) + vL(t) _ + vR(t) -Com t=2ms -Indutor em curto, vL(t)=0[V] iL(t)=10/100=0,1[A].
Indutor: Regime senoidal
2 t sen V t cos V (t) v t cos LI dt t sen I d L (t) v dt (t) di L (t) v P P L P P L L L iL(t) vL(t) + _Vamos supor que agora o nosso elemento indutor está operando sob regime senoidal, ou seja, a corrente iL(t) é do tipo Ipsenωt.
] [ [V][s] 1 fL 2 ωL V X ωLI V P L P P
Duas conclusões importantes que já podem ser indicadas:
1.Existe uma defasagem de 90° entre a corrente e a tensão, sendo que a tensão está adiantada em relação à corrente;
2.O valor de pico da tensão relaciona-se com o valor de pico da corrente através de um parâmetro que tem dimensão de Ohm. Este parâmetro é denominado de reatância indutiva e é representado por XL.
Observar que para f→∞, a reatância indutiva também tende para ∞. Isto significa que o
Indutor: Regime Senoidal
0s 2ms 4ms 6ms 8ms 10ms 12ms 14ms 16ms 18ms 20ms 22ms 24ms 26ms 28ms 30ms 32ms -1.0A -0.8A -0.6A -0.4A -0.2A 0A 0.2A 0.4A 0.6A 0.8A 1.0A -8.0V -6.0V -4.0V -2.0V 0V 2.0V 4.0V 6.0V 8.0V iL(t)=1sen377t [A] ] [V π 377t 7,54sen (t) v 2 π 377t 1sen 20.10 377 2 π 377t sen ωLI (t) v ] 60[H f 377 f 2 2 π 377t sen V (t) v 3 P L Z P L x x vL(t)=7,54sen(377t+π/2) [V] π/2 ou 90° 7,54[V] 1 7,54 I X V ] 7,54[ 377.20.10 X fL 2 ωL X x P L P 3 L L iL(t) vL(t) + _ L=20mHIndutor: Potência e Energia no Regime Senoidal
0 t sen T V I t sen V I 2 1 T 1 (t) p t sen V I 2 1 t cos tV sen I t p t v t i (t) p T 0 P P T 0 P P L P P P P L L L L
2 2 2 2 ) ( ) ( ) ( 0s 2ms 4ms 6ms 8ms 10ms 12ms 14ms 16ms 18ms 20ms 22ms 24ms 26ms 28ms 30ms 32ms -4.0W -3.0W -2.0W -1.0W 0.0W 1.0W 2.0W 3.0W 4.0W pL(t)=3,77sen(754t) [W] A1 A2 PL(AVG)=0Observar que a potência média é zero, ou seja, a energia no indutor está armazenada na forma de um campo
Conceito da Distribuição δ(t) “Delta de Dirac”
iL(t)p(t) vL(t)
+
_
Tomamos, novamente, o exemplo em que o indutor vale 20[mH] e aplicamos a este elemento uma corrente do tipo “pulso retangular”, ou seja, iL(t)p(t).
(2ms) t p/t 0 t t p/t 1 (1ms) t p/t 0 (t) p onde (t), 10mAp (t) (t)p i 1 1 0 0 ulso ulso ulso L L=20mH 0s 0.5ms 1.0ms 1.5ms 2.0ms 2.5ms 3.0ms 0A 5mA 10mA -2.0V -1.0V 0V 1.0V 2.0V iL(t) vL(t) Área=0,1.10-3.2=0,2.10-3
Conceito da Distribuição δ(t) “Delta de Dirac”
Se simplificarmos a derivada para uma variação (delta), temos:
2[V]
0,1ms
10mA
20.10
Δt
(t)
Δi
L
(t)
Δv
dt
(t)
di
L
(t)
v
3 L L L L
Observar que o pulso retangular da corrente está aproximado uma vez
que existe um
tempo de subida
(t
r“
rise time
”) e um
tempo de descida
(t
f“
fall time
”), pequenos (0,1ms) mas diferentes de zero.
Refazendo o cálculo anterior para t
r=t
f=0,01ms, tem-se
20[V]
0,01ms
10mA
20.10
Δt
(t)
Δi
L
(t)
Δv
dt
(t)
di
L
(t)
v
3 L L L L
Conceito da Distribuição δ(t) “Delta de Dirac”
Entretanto, a área sob a curva da tensão v
L(t) permanece constante.
Verifique!
Então, o que está ocorrendo é que quanto menor forem os tempos de
subida e de descida, mais a corrente se aproxima da definição de uma
função pulso retangular e a amplitude do valor de tensão tende para um
valor cada vez mais elevado. Contudo a área sob a curva de v
L(t)
mantém-se constante.
Existe uma distribuição,
impropriamente
, mas normalmente, referida
como “
função delta de dirac
”
δ(t)
que descreve esta situação:
0 01
δ(t)dt
δ(t)dt
0
p/t
0
p/t
0
δ(t)
Caso δ(t) esteja “deslocado” no tempo:
0 0t
p/t
t
p/t
0
)
t
δ(t
00s 0.5ms 1.0ms 1.5ms 2.0ms 2.5ms 3.0ms 0A 5mA 10mA 0V
Paul Adrien Maurice Dirac, (1902–1984) was an English theoretical physicist who
made fundamental contributions to the early development of both quantum mechanics and quantum electrodynamics. He held the Lucasian Chair of Mathematics at the University of Cambridge and spent the last fourteen years of his life at Florida State University. Among other discoveries, he formulated the Dirac equation, which describes
the behaviour of fermions, and predicted the existence of antimatter. Dirac shared the Nobel Prize in physics for 1933 with Erwin Schrödinger, for the discovery of new
productive forms of atomic theory.
(t)
L
t
v
L(
)
)
t
(t
L
t
v
L(
)
0Distribuição δ(t); Representação
A distribuição δ(t) é utilizada em estatística e é fundamental para aplicações que envolvem processamento de sinais (amostragem, por exemplo). Atenção: Na prática, esta transferência instantânea de energia estará limitada pela capacidade da
Indutores: Associações
Podemos associar os indutores em série ou em paralelo da mesma forma que os resistores. Entretanto, devemos analisar como será a indutância equivalente.
v(t)
i(t)
+ v
L1(t) - + v
L2(t) - + v
LN(t)
-L
1L
2L
N
eq N 2 1 N 2 1 LN L2 L1L
L
L
L
dt
di(t)
L
dt
di(t)
L
L
L
v(t)
dt
di(t)
L
dt
di(t)
L
dt
di(t)
L
v(t)
(t)
v
(t)
v
(t)
v
v(t)
Portanto, a associação série deindutores e semelhante à associação série de resistores:
N 1 i i eqL
L
Indutores em sérieIndutores: Associações
i(t)
i
L1(t)
L
1L
2L
Ni
L2(t)
v(t)
i
LN(t)
N 1 k K t 0 N 2 1 N 2 1 t 0 N t 0 2 t 0 1 LN L2 L1L
1
L
1
L
1
L
1
)
(0
i
v(t)dt
L
1
L
1
L
1
i(t)
)
(0
i
)
(0
i
)
(0
i
v(t)dt
L
1
v(t)dt
L
1
v(t)dt
L
1
i(t)
(t)
i
(t)
i
(t)
i
i(t)
N 1 i i eqL
1
1
L
Indutores em paraleloIndutores: Transformadores
V1 V2
Este componente será abordado com mais detalhes em uma disciplina posterior de circuitos. Entretanto, alguns conceitos básicos podem ser apresentados tendo em vista que o transformador utiliza indutores na sua construção. O transformador é um
conversor de energia (eletromagnética), cuja operação pode ser explicada em termos do comportamento de um circuito magnético excitado por uma corrente
alternada. Consiste de duas ou mais bobinas de múltiplas espiras enroladas no mesmo núcleo magnético, isoladas deste. Uma tensão variável aplicada à bobina de
entrada (primário) provoca o fluxo de uma corrente variável, criando assim um fluxo magnético variável no núcleo. Devido a este é induzida uma tensão na bobina
de saída (ou secundário). Não existe conexão elétrica entre a entrada e a saída do transformador, representando, assim, um alto isolamento.
Representação idealizada de um transformador monofásico
Indutor: Transformadores
Um transformador ideal, como apresentado no slide anterior, deve respeitar as seguintes características: Todo o fluxo deve estar confinado ao núcleo e enlaçar os
dois enrolamentos; As resistências dos enrolamentos devem ser desprezíveis; As perdas no núcleo devem ser desprezíveis; A permeabilidade do núcleo deve ser tão
alta que uma quantidade desprezível de fmm (força magneto-motriz) é necessária para estabelecer o fluxo.
Os transformadores são utilizados num conjunto muito variado de aplicações de processamento de informação e de energia. De entre estas, destacam-se a elevação e a redução da tensão ou do número de fases em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica, a redução da tensão e
da corrente em instrumentos de medida, a adaptação de impedâncias e a sintonia de filtros RLC em aplicações áudio, de rádio frequência e de frequência intermédia, o armazenamento de energia em conversores DC-DC., o isolamento galvânico, etc. Abaixo, alguns exemplos de
Indutor: Transformadores
O fluxo (t) que enlaça os enrolamentos induz uma Força Eletromotriz (FEM) nestes (v1
e v2) Supondo que o fluxo varie senoidalmente, ou seja, Msent tem-se:
1 2 1(RMS) 2(RMS) 1 2 RMS 2 RMS 1 P M 1 M 1 1 N N V V (t) v (t) v t cos V t v t cos V t cos V t v t cos N dt t sen d N dt t d N t v ) ( 2 ) ( ) ( 2 ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( 2 ) ( 1 1
A tensão induzida no secundário é
proporcional à relação do número de espiras (N2/N1).
Normalmente, especifica-se o transformador pela relação das tensões eficazes, por exemplo, 127V/12V. É necessário, também
especificar a corrente
(normalmente do secundário) para se ter uma idéia da potência
(127V/12V, 2A).
Nos circuitos retificadores, a ser estudados em Eletronica I, os transformadores “abaixadores” são importantes tanto na redução do valor de pico da tensão quanto
na questão de isolamento da rede elétrica.
Levando-se em consideração o princípio da conservação de energia, se desprezarmos todas
as perdas, podemos afirmar que:
(t) i (t) i N N (t) v (t) v (t) (t)i v (t) (t)i v (t) p (t) p 1 2 2 2 2 1 1 2 1
Transformadores: Símbolos
Os traços colocados no símbolo entre as bobinas do primário e secundário, indicam o núcleo de ferro
laminado. O núcleo de ferro é empregado em transformadores que funcionam em freqüências
industriais (50 [Hz], 60 [Hz], 120 [Hz]). Transformadores que funcionam em frequências
mais altas [KHz] geralmente são montados em núcleo de ferrite. A figura ao lado mostra o símbolo
de um transformador com núcleo de ferrite.
É possível construir transformadores com mais de um secundário, de forma a
Solução “Elegante” para a Equação Diferencial (primeira ordem)
t τ t τ t τ t t 0 τ t τ t t 0 τ t 0 τ t t 0 t 0 τ t τ t t 0 t 0 τ t τ t τ t τ t τ t τ t τ tx(t)dt
e
e
τ
1
y(0)e
y(t)
x(t)dt
e
τ
1
y(0)
y(t)
e
x(t)dt
e
τ
1
y(0)
e
y(t)
e
x(t)dt
e
τ
1
y(t)
e
d
x(t)dt
e
τ
1
dt
y(t)
e
dt
d
y(t)
e
dt
d
x(t)
e
τ
1
y(t)
e
τ
1
dt
dy(t)
e
e
τ
1
por
ndo
multiplica
x(t)
y(t)
dt
dy(t)
τ
Solução “Elegante” para a Equação Diferencial (primeira ordem)
Forçada Natural Completa Forçada t 0 τ t τ t Natural τ ty(t)
y(t)
y(t)
y(t)
x(t)dt
e
e
τ
1
y(0)e
y(t)
Respostas
Dependendo da função forçante, a avaliação analítica da integral pode
representar um grande desafio! Métodos numéricos deverão ser
utilizados nestas situações.
As funções de interesse prático para a Engenharia Elétrica são:
A aplicação abrupta de uma fonte de tensão ou corrente DC;
A aplicação abrupta de uma fonte de tensão ou corrente AC do tipo
senoidal.
Exercícios
1. Um resistor de 200[Ω] está em série com um indutor L. O valor inicial da corrente no indutor é de 15[mA] e 5[ms] mais tarde é 3[mA]. Determine a constante de tempo e a indutância.
2. Seja I0 a corrente inicial em um circuito RL série livre (sem fonte). Mostre que a carga total fluindo em R, entre t=0 e t=∞, é a mesma que fluiria se a corrente permanecesse em I0 durante uma constante de tempo.
3. Uma fonte de 60u(t)[V], um resistor de 6[Ω] e um indutor de 6[H] estão conectados em série. Em t=1[s], um indutor de 3[H] é subitamente colocado em paralelo com o de 6[H]. Determine, em função do tempo a corrente no indutor de 6[H].
4. Um indutor de 2[H], um resistor de 50[Ω] e uma associação série de um resistor de 100[Ω] com uma fonte de tensão independente de 45u(t)[V] estão em paralelo. Substitua o circuito, sem incluir o indutor, por seu equivalente Thévenin e determine a corrente no indutor em função do tempo. Repita o problema usando equivalente Norton.
5. Um resitor de 10[Ω], um indutor de 5[H] e uma fonte de tensão independnete estão em série. Determine e faça um esboço da corrente para as seguintes condições da fonte: v(t)=50-50u(t)[V]; v(t)=50+50u(t)[V]; v(t)=50+50u(t)-100u(t-1)[V].
Exercícios
7. Para os circuitos a seguir, determine iL(t) e vL(t) para t > 0. Qual o valor de iL(0+) em cada caso? Considere, onde aplicável, que as condições iniciais são nulas.
t=0 + vL(t) _ iL(t) 20V 40 50 L=10mH iL(t) L=10H 4 5 1 1,2 + vL(t) _ 18u(t) [V] +_ iL(t) L=12H 4 2 + vL(t) _ 6u(t) [A] iL(t) 2 + vL(t) _ 2[A] 8u(t) [V] iL(t) L=6H + vL(t) _ 8u(t)[A] 12u(t) [V] 20V 12 4
Exercícios
7. Encontre a indutância equivalente:10. Os valores das correntes em t=0- no circuito acima são i1(t=0-)=-2[A] e i2(t=0-)=4[A]. Para t≥0 a tensão v(t)=-40e-5t[V]. Se os indutores forem substituídos por um indutor equivalente qual o seu
valor? Qual a corrente inicial (incluindo sentido) no indutor equivalente. Use o indutor equivalente e calcule i(t). Encontre i1(t) e i2(t) e verifique se a lei de Kirchhoff para as correntes é satifeita: i(t)=i1(t)+i2(t).