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Academic year: 2021

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(1)

Geometria Analítica

Cilindros e Cones

Cleide Martins

DMat - UFPE

Turmas P7 e PF

(2)

Geração de Superfícies

Identicamos as Quádricas por suas equações. Vimos que algumas delas são superfícies de revolução, outras não.

Denição

Chamamos de Superfície Regrada a toda superfície que é uma união e retas

Apresentaremos agora dois tipos de superfícies regradas, genericamente chamadas de CILINDROS e CONES.

(3)

Superfícies Cilíndricas

Se γ é uma curva qualquer no espaço e →v é um vetor não nulo, a SUPERFÍCIE CILÍNDRICA com diretriz γ e geratrizes paralelas a →v consiste da união de todas as retas paralelas a→v que intersectam a curva γ

(4)
(5)

Equação de uma Superfície Cilíndrica

Uma superfície cilíndrica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cilíndrica basta equacionar suas retas. Retas são sempre fáceis de equacionar

(6)

Equação de uma Superfície Cilíndrica

Uma superfície cilíndrica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cilíndrica basta equacionar suas retas.

(7)

Equação de uma Superfície Cilíndrica

Uma superfície cilíndrica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cilíndrica basta equacionar suas retas. Retas são sempre fáceis de equacionar

(8)

Mãos à obra!

Digamos que →v = (a, b, c)e, como toda curva γ no espaço é interseção de duas superfícies, podemos escrever

γ : 

f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0

Seja Ω a superfície cilíndrica com diretriz γ e geratrizes paralelas a →v.

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

(9)

Mãos à obra!

Digamos que →v = (a, b, c)e, como toda curva γ no espaço é interseção de duas superfícies, podemos escrever

γ : 

f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0

Seja Ω a superfície cilíndrica com diretriz γ e geratrizes paralelas a →v.

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Para que os pontos P e Q estejam em uma reta paralela a →v basta que P Q= λ→ →v

(10)

Mãos à obra!

Digamos que →v = (a, b, c)e, como toda curva γ no espaço é interseção de duas superfícies, podemos escrever

γ : 

f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0

Seja Ω a superfície cilíndrica com diretriz γ e geratrizes paralelas a →v.

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

(11)

Equação da Superfície Cilíndrica

Temos então o sistema de 5 equações e 7 incógnitas            u = x + λa v = y + λb w = z + λc f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Deste sistema eliminamos as 4 incógnitas u, v, w e λ e obtemos uma (1 = 5 − 4) equação nas três (3 = 7 − 4) incógnitas x, y e z que é a equação livre de parâmetros da superfície Ω

(12)

Equação da Superfície Cilíndrica

Temos então o sistema de 5 equações e 7 incógnitas            u = x + λa v = y + λb w = z + λc f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Deste sistema eliminamos as 4 incógnitas u, v, w e λ e obtemos uma (1 = 5 − 4) equação nas três (3 = 7 − 4) incógnitas x, y e z que é a equação livre de parâmetros da superfície Ω

(13)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3)

(14)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q estão em uma reta paralela a →v.

(15)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q estão em uma reta paralela a →v. Essas informações fornecem o sistema

(16)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q estão em uma reta paralela a →v. Essas informações fornecem o sistema

           u = x + λ v = y w = z − 3λ v2− w = 0 u = 0

(17)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q estão em uma reta paralela a →v. Essas informações fornecem o sistema

           u = x + λ v = y w = z − 3λ v2− w = 0 u = 0 ⇒ λ = −x w = z + 3x y2− z − 3x = 0

(18)

Exemplo 1: um cilindro parabólico

Considere a parábola γ : z = y2 no plano x = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz γ e

geratrizes paralelas ao vetor →v = (1, 0, −3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q estão em uma reta paralela a →v. Essas informações fornecem o sistema

           u = x + λ v = y w = z − 3λ v2− w = 0 u = 0 ⇒ λ = −x w = z + 3x y2− z − 3x = 0

(19)

Exemplo 2: um cilindro circular oblíquo

Considere a circunferênica γ : 

x2+ y2+ z2− 4 = 0

x + y + z = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz

γ e geratrizes paralelas ao vetor →v = (0, 0, 1)Conforme descrito, P = (x, y, z) ∈ Ω ⇐⇒ ∃ Q = (u, v, w) ∈ γ :

P Q= λ→v Daí

(20)

Exemplo 2: um cilindro circular oblíquo

Considere a circunferênica γ : 

x2+ y2+ z2− 4 = 0

x + y + z = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz

γ e geratrizes paralelas ao vetor →v = (0, 0, 1)Conforme descrito, P = (x, y, z) ∈ Ω ⇐⇒ ∃ Q = (u, v, w) ∈ γ : → P Q= λ→v Daí           u = x v = y w = z + λ u2+ v2+ w2− 4 = 0 u + v + w = 0

(21)

Exemplo 2: um cilindro circular oblíquo

Considere a circunferênica γ : 

x2+ y2+ z2− 4 = 0

x + y + z = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz

γ e geratrizes paralelas ao vetor →v = (0, 0, 1)Conforme descrito, P = (x, y, z) ∈ Ω ⇐⇒ ∃ Q = (u, v, w) ∈ γ : → P Q= λ→v Daí           u = x v = y w = z + λ u2+ v2+ w2− 4 = 0 u + v + w = 0 ⇒ λ = −x − y − z x2+ y2+ (−x − y)2− 4 = 0

(22)

Exemplo 2: um cilindro circular oblíquo

Considere a circunferênica γ : 

x2+ y2+ z2− 4 = 0

x + y + z = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz

γ e geratrizes paralelas ao vetor →v = (0, 0, 1)Conforme descrito, P = (x, y, z) ∈ Ω ⇐⇒ ∃ Q = (u, v, w) ∈ γ : → P Q= λ→v Daí          u = x v = y w = z + λ u2+ v2+ w2− 4 = 0 ⇒ λ = −x − y − z x2+ y2+ (−x − y)2− 4 = 0 ⇒ x 2+ xy + y2− 2 = 0

(23)

Exemplo 2: um cilindro circular oblíquo

Considere a circunferênica γ : 

x2+ y2+ z2− 4 = 0

x + y + z = 0 e a superfície cilíndrica Ω com diretriz

γ e geratrizes paralelas ao vetor →v = (0, 0, 1)Conforme descrito, P = (x, y, z) ∈ Ω ⇐⇒ ∃ Q = (u, v, w) ∈ γ : → P Q= λ→v Daí            u = x v = y w = z + λ u2+ v2+ w2− 4 = 0 u + v + w = 0 ⇒ λ = −x − y − z x2+ y2+ (−x − y)2− 4 = 0 ⇒ x 2+ xy + y2− 2 = 0

Portanto, esse cilindro Ω é uma quádrica e sua interseção com qualquer plano z = k é uma elipse. Como exercício, determine a equação reduzida da elipse de interseção de Ω com z = 0.

(24)

Superfícies Cônicas

Se γ é uma curva qualquer no espaço e V 6∈ γ é um ponto, a SUPERFÍCIE CÔNICA com diretriz γ e vértice V consiste da união de todas as retas que contêm V e intersectam a curva γ

(25)

Exemplos de Superfícies Cônicas

b

b

(26)

Equação de uma Superfície Cônica

Uma superfície cônica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cônica basta equacionar suas retas. Retas são sempre fáceis de equacionar

(27)

Equação de uma Superfície Cônica

Uma superfície cônica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cônica basta equacionar suas retas.

Retas são sempre fáceis de equacionar

(28)

Equação de uma Superfície Cônica

Uma superfície cônica é uma união de retas.

Para equacionar uma superfície cônica basta equacionar suas retas. Retas são sempre fáceis de equacionar

(29)

Mãos à obra!

Digamos que V = (x0, y0, z0) e γ :  f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0 Seja Ω a superfície cônica com diretriz γ e vértice V

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P , por V e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Para que os pontos P , V e Q estejam em uma reta basta queV Q= λ→

V P

Note que o ponto V está na superfície cônica mas não é um dos pontos P obtidos da equação acima pois quando P = V ,V Q=→ →O mas V 6∈ γ e Q ∈ γ.

(30)

Mãos à obra!

Digamos que V = (x0, y0, z0) e γ :  f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0 Seja Ω a superfície cônica com diretriz γ e vértice V

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P , por V e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Para que os pontos P , V e Q estejam em uma reta basta queV Q= λ→

V P

Note que o ponto V está na superfície cônica mas não é um dos pontos P obtidos da equação acima pois quando P = V ,V Q=→ →O mas V 6∈ γ e Q ∈ γ.

(31)

Mãos à obra!

Digamos que V = (x0, y0, z0) e γ :  f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0 Seja Ω a superfície cônica com diretriz γ e vértice V

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P , por V e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Para que os pontos P , V e Q estejam em uma reta basta queV Q= λ→

V P

Note que o ponto V está na superfície cônica mas não é um dos pontos P obtidos da equação acima pois quando P = V ,V Q=→ →O mas V 6∈ γ e Q ∈ γ.

(32)

Mãos à obra!

Digamos que V = (x0, y0, z0) e γ :  f (x, y, z) = 0 g(x, y, z) = 0 Seja Ω a superfície cônica com diretriz γ e vértice V

Se P = (x, y, z) ∈ Ω então existe uma reta contida em Ω que passa por P , por V e por algum ponto Q ∈ γ

Se Q = (u, v, w) ∈ γ então



f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Para que os pontos P , V e Q estejam em uma reta basta queV Q= λ→

(33)

Equação da Superfície Cônica

Temos então o sistema de 5 equações e 7 incógnitas            u = x0+ λ(x − x0) v = y0+ λ(y − y0) w = z0+ λ(z − z0) f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Deste sistema eliminamos as 4 incógnitas u, v, w e λ e obtemos uma (1 = 5 − 4) equação nas três (3 = 7 − 4) incógnitas x, y e z que é a equação livre de parâmetros da superfície Ω Aqui é preciso estar atento às operações realizadas, sobretudo quando for necessário dividir por variáveis que podem assumir valor zero.

(34)

Equação da Superfície Cônica

Temos então o sistema de 5 equações e 7 incógnitas            u = x0+ λ(x − x0) v = y0+ λ(y − y0) w = z0+ λ(z − z0) f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Deste sistema eliminamos as 4 incógnitas u, v, w e λ e obtemos uma (1 = 5 − 4) equação nas três (3 = 7 − 4) incógnitas x, y e z que é a equação livre de parâmetros da superfície Ω

Aqui é preciso estar atento às operações realizadas, sobretudo quando for necessário dividir por variáveis que podem assumir valor zero.

(35)

Equação da Superfície Cônica

Temos então o sistema de 5 equações e 7 incógnitas            u = x0+ λ(x − x0) v = y0+ λ(y − y0) w = z0+ λ(z − z0) f (u, v, w) = 0 g(u, v, w) = 0

Deste sistema eliminamos as 4 incógnitas u, v, w e λ e obtemos uma (1 = 5 − 4) equação nas três (3 = 7 − 4) incógnitas x, y e z que é a equação livre de parâmetros da superfície Ω Aqui é preciso estar atento às operações realizadas, sobretudo quando for necessário dividir por variáveis que podem assumir valor zero.

(36)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

(37)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares.

(38)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares. Essas informações fornecem o sistema

(39)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares. Essas informações fornecem o

sistema           u = λx v = λy w = 3 + λ(z − 3) u − v2 = 0 w = 0

(40)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares. Essas informações fornecem o

sistema           u = λx v = λy w = 3 + λ(z − 3) u − v2 = 0 w = 0 ⇒ λ = 3 3 − z e z 6= 3

(41)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares. Essas informações fornecem o sistema            u = λx v = λy w = 3 + λ(z − 3) u − v2 = 0 w = 0 ⇒ λ = 3 3 − z e z 6= 3 ⇒ u = 3−z3x v = 3−z3y 3x 3−z −  3y 3−z 2 = 0

(42)

Exemplo 3: um cone parabólico

Considere a parábola γ : x = y2 no plano z = 0 e a superfície cônica Ω com diretriz γ e vértice

V = (0, 0, 3) De acordo com o que foi descrito, para todo ponto P = (x, y, z) em Ω existe um ponto Q = (u, v, w) em γ tal que P e Q e V são colineares. Essas informações fornecem o sistema            u = λx v = λy w = 3 + λ(z − 3) u − v2 = 0 w = 0 ⇒ λ = 3 3 − z e z 6= 3 ⇒ u = 3−z3x v = 3−z3y 3x 3−z −  3y 3−z 2 = 0

(43)

Exemplo 3: a equação nal do cone Ω

A superfície cônica Ω consiste do ponto V = 0, 0, 3) e da união de todos os pontos P = (x, y, z) que satisfazem a equação

x 3 − z − 3  y 3 − z 2 = 0

Podemos contornar o fato de V não estar incluído nessa equação eliminando a restrição z 6= 3 pela multiplicação da equação obtida por (3 − z)2, mas essa operação pode incluir na equação

nal pontos que não pertencem à superfície Ω. Vejamos: após a multiplicação por (3 − z)2

obtemos

x(3 − z) − 3y2 = 0

Nessa equação, se z = 3 então y = 0 e não há restrição sobre x. Isso signica que todos os pontos da forma (λ, 0, 3) satisfazem essa última equação. Mas observe que o único ponto dessa reta que pertence ao cone é o vértice V = (0, 0, 3).

(44)

Exemplo 3: conclusão

Há duas opções para escrever a equação da superfície cônica com vértice V = (0, 0, 3) e diretriz γ :



x = y2 z = 0

1 V = (0, 0, 3)mais os pontos que satisfazem x 3 − z − 3  y 3 − z 2 = 0 2 3y2+ xz − 3x = 0

(45)

Exercícios

1 Obtenha uma equação livre de parâmetros para a superfície cilíndrica Ω cuja diretriz é a

curva 

x2+ y2= z

x − y + z = 0 e cujas geratrizes são paralelas ao vetor

v = (1, 1, 1)

2 Obtenha uma equação livre de parâmetros para a superfície cilíndrica circunscrita à esfera

x2+ y2+ z2 = 1 com geratrizes paralelas au = (2, 1, −1)

3 Obtenha uma equação livre de parâmetros para a superfície cônica Ω cuja diretriz é a

curva 

x2+ y2= z

x − y + z = 0 e cujo vértice é V = (0, 0, 5)

4 Obtenha uma equação livre de parâmetros para a superfície cônica Ω cuja diretriz é a

curva 

xz = 1

y = 1 e cujo vértice é V = (0, 0, 0)

Referências

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