PREÇO ANUAL: 30€ 1 9 7 1 - 2 0 1 0 | S E M A N Á R I O PREÇO ANUAL: 30€ 1 9 7 1 - 2 0 1 0 | S E M A N Á R I O
0,90€
w
w
w
.
c
a
m
i
n
h
e
n
s
e
.
c
o
m
ANO XXXVIII • Nº 1424 • 3 DE SETEMBRO DE 2010 • SEMANÁRIO • DIRECTORA: ELSA GUERREIRO CEPA
PRESIDENTE
DA CÂMARA
DESTACA
EMPENHO DOS
BOMBEIROS
NO COMBATE
AOS INCÊNDIOS
ORGANIZAÇÃO DO VILAR
DE MOUROS 2011
DECIDIDA ATÉ OUTUBRO
MODA BRILHA NA
BREJOEIRA
DETIDO
POR
FOTOGRAFAR
MENORES
CÂMARA PROMOVE XV
PASSEIO DOS PENSIONISTAS
CURSO DE FORMAÇÃO PARA
AGENTES DE TURISMO
“ASTRONOMIA
DE VERÃO NA
SERRA DʼARGA”
ENCERRA AMANHÃ
“CAMINHA
DE PONTA
A PONTA
EM KAYAK”
“CAMINHA NUM
OLHAR”
DVD
PROMOCIONAL
APRESENTADO
ESTA SEMANA
PELA CÂMARA
C O N C E L H O
A Presidente da Câmara de Ca-minha, Júlia Paula Costa, agrade-ceu publicamente às duas corpo-rações de bombeiros concelhias, Caminha e Vila Praia de Âncora “pela forma diligente e empenha-da” com que combateram os in-cêndios que este verão voltaram a fustigar as fl orestas concelhias. O agradecimento foi feito no de-correr da última reunião do
exe-cutivo camarário que teve lugar no passado dia 25 de Agosto, e na qual foi também aprovado um subsídio a atribuir à Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora.
Recorde-se que o Alto Minho foi um dos distritos que mais so-freu e continua a sofrer com os in-cêndios e nessa contabilidade está também o concelho de Caminha
que viu uma vez mais as suas zo-nas de fl oresta serem consumidas pelas chamas. Os prejuízos só não foram maiores porque a resposta-dos Bombeiros foi rápida.
No período antes da ordem do dia, o vereador socialista Jorge Mi-randa chamou a atenção para a falta de sinalização na obra da ecovia de Cristelo. Segundo o vereador, a ausência do sinal de maquinas em
movimento poderá causar algum perigo quer para os atomobilistas quer para as pessoas que por ali circulam a pé ou de bicicleta.
Outro dos reparos feitos pe-lo líder da bancada da oposição prendeu-se com a falta de infra-estruturas de apoio nas praias con-celhias, nomeadamente casas de banho. Dando como exemplo a praia de Moledo, o vereador referiu que as existentes não eram sufi -cientes, principalmente na parte norte daquela praia. Sobre este assunto o vereador Mário Patrício informou que a Câmara está a pon-derar a hipótese de se construir, no âmbito da POLIS, casas de banho na zona sul da praia de Moledo.
A falta de limpeza e os maus cheiros em algumas artérias da vila de Caminha, principalmente no casco histórico, foi outro dos assuntos abordado pela vereadora Teresa Guerreiro. A número dois do partido socialista referiu que tinha recebido diversas queixas, referindo como um dos pontos onde a suji-dade e os maus cheiros eram mais evidentes, o Largo Fetal Carneiro e a Rua Direita. A vereadora ques-tionou se essa sujidade não estaria relacionada com as barracas de comes e bebes instaladas naquele
Largo aquando da Feira Medieval. Ainda no período antes da ordem do dia, o vereador Paulo Pereira deu conta de diversas actividades realizadas e a realizar no âmbito da animação cultural de Verão.
Nesta reunião, o executivo aprovou os auxílios económicos directos a conceder aos alunos do 1º ciclo do ensino básico e pré-escolar e ainda o horário de
funcio-PRESIDENTE DA CÂMARA DESTACA
EMPENHO DOS BOMBEIROS
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
O regresso do Festival de Vilar de Mouros em 2011 está neste momento em processo de ne-gociação com várias empresas ligadas à produção de eventos, sendo que até Outubro deverá ser tomada uma decisão sobre quem irá organizar o evento, cuja últi-ma edição se realizou em 2006. Recentemente responsáveis da câmara de Caminha e da junta de freguesia local reuniram com uma das empresas (a Sounds Good) in-teressadas em assumir a reactiva-ção do mítico festival. Na corrida estarão todo o tipo de empresas, algumas das quais ainda virgens na organização de grandes eventos musicais e outras já com provas dadas como a “Música no Cora-ção”, responsável pela produção de eventos como o Super Bock Super Rock_ e o Sudoeste.
“Neste momento há quatro propostas e ainda nos falta reu-nir com outra empresa que tam-bém mostrou interesse. Umas já entregaram as suas propostas e outras ficaram de o fazer em iní-cios de Setembro, e a partir daí creio que em Outubro já teremos alguma decisão. Temos boas pro-postas, agora temos que estudá-las bem e apostar numa”, declarou a presidente da junta de Vilar de Mouros, Sónia Fernandes, refe-rindo que as negociações terão sido retomadas “após a época de festivais” e que recentemente foi tida mais uma reunião com uma firma interessada, a Sounds Good, que se dedica ao agenciamento de artistas. “Algumas empresas estão no mercado, outras têm contactos com grupos ou com alguns patrocinadores mas não
ORGANIZAÇÃO
DO VILAR DE
MOUROS 2011
DECIDIDA
ATÉ OUTUBRO
são empresas habituadas a fazer festivais. Neste momento estamos a aproveitar todas as propostas e depois em parceria junta e câmara estudaremos aquela que melhor se adeqúe e que pode fazer jus ao festival de Vilar de Mouros”, revela Sónia Fernandes.
O festival deverá assim regres-sar no ano em que cumpre 40 anos de existência. Essa é também a convicção da autarca de Caminha, Júlia Paula Costa, ao afirmar que “2011 é a meta definida pela câ-mara” para a ractivação do cha-mado “Woodstock português”, que em 1971 levou à aldeia do Alto Minho milhares de pessoas para assistir aos concertos de El-ton John e Manfred Mann. “Há imensas empresas interessadas em organizar e nós estamos a lutar para que seja feito no próximo ano”, sublinhou.
O Festival de Vilar de Mouros não se realiza desde 2006, ano em que o 35.º aniversário foi as-sinalado com 35 bandas ao preço único de 35 euros.
A edição de 2007, para a qual estava anunciada a estreia em Por-tugal de Brian Wilson, dos Beach Boys, foi cancelada três semanas antes das datas programadas. Um diferendo entre a Portoeventos, que na altura organizava o evento, e a Câmara de Caminha e a junta de Vilar de Mouros, por causa da alegada falta de apoios ao festival, arrastou-se desde aí e só ficou sanado em 2009. O caminho está livre para o retomar do decano dos festivais ao ar livre em Portugal.
Ana Peixoto Fernandes
CRONOLOGIA DOS FESTIVAIS
1971
Em 8 de Agosto de 1971, por altura das comemorações do IX centenário da doação de Vilar de Mouros à Sé de Tuy, foi realizado um festival de música com um formato até então impensável para a época, existindo porém plena liberdade de expressão entre todos aqueles que participaram no Festival de Vilar de Mouros de 1971, o que leva a ser considerado pela crítica nacional e internacional como o Woodstock português.
Entre as 30.000 pessoas que assitiram ao festival encontravam-se muitos hippies oriundos de vários pontos da Europa. Na sua edição original, o Festival de Vilar de Mouros foi organizado por António Augusto Barge e apresentou um alinhamento musical variado, cobrindo as áreas de música tradicional, fado, pop e rock. Entre os artistas que actuaram destacam-se alguns que estão na origem do rock português:
Pop Five Music Incorporated; Psico; Quarteto 1111; Sindicato; Celos; Elton John e Manfred Mann.
O festival foi assistido por mais de 30.000 pessoas, tendo sido montado um grande acampamento. Quem por lá passou, conta com saudade e emoção, o espírito vivido naquele ano, onde jovens convi-veram uns com os outros em pleno clima de paz, amor, e liberdade, e a ouvir os primeiros grupos de rock portugueses, esses sim, os ver-dadeiros "pais" do rock português. Fica na memória, os milhares de jovens, hippies, e excêntricos portugueses, bem como muitos hippies estrangeiros que naquele longinquo ano de 1971, estiveram em Vilar de Mouros, por entre um clima de liberdade, diversão, e actos livres e sinceros de contra-cultura, na esperança de expressar uma nova vida e ideia, o que contraria o que dizem daquela época, por entre um cigarro de erva ou uma viagem de LSD, souberam deixar a sua marca na história da cultura e música portuguesa.
1982
Em 1982,realiza-se a segunda edição do Festival, mantendo e expandindo a vocação de apresentar uma grande diversidade de es-tilos, com participações nacionais e internacionas nas áreas do jazz, rock, blues, fado, folclore e música clássica. Dos participantes nesta edição destacam-se:
U2; The Stranglers; Echo & the Bunnymen; John Copeland; Já-fumega; Heróis do Mar - Figuravam no cartaz, mas não chegaram a actuar.Carlos Paredes
1996
Entre 9 de Agosto e 11 de Agosto de 1996 realizou-se a 3ª edição do Festival de Vilar de Mouros, desta vez destacando-se a participação de:
Primitive Reason; Tindersticks; The Stone Roses; Young Gods; Kussundolola; Xutos & Pontapés; Madredeus; Danças Ocultas
1999
Entre 17 de Agosto e 22 de Agosto de 1999 teve lugar a 4ª edição do festival, desta vez com um recinto aumentado e um maior número de palcos e por lá passaram: Pretenders; Silence 4; Eagle Eye Cherry; Pop Dell'arte; Orquestra de Jazz de Matosinhos; katatonia; Tindersticks.
2000
Em 2000 nova edição do Festival de Vilar de Mouros, com a par-ticipação de nomes como:Alanis Morissette; Sonic Youth; Plastica; Skunk Anansie; Robert Plant; Iron Maiden; Rui Veloso; Sloopy Joe.
2001
A 12 de Julho de 2001 mais uma edição, desta vez a 5ª, com a participação de: Clã; Sérgio Godinho; Beck; Neil Young; Ben Harper, Fantômas; Blind Zero; Megadeth; Xutos & Pontapés.
2002
A 6ª edição do festival teve início a 12 de Julho de 2002 e contou com a presença de: Cake; Rammstein; Manu Chao; Mind da Gap; Lamb; Yellow W Van; Primitive Reason; Da Weasel; Austin; Cool Hipnoise; UB40; Bush
2003
A 7ª edição do Festival de Vilar de Mouros desenrolou-se entre 18 de Julho 20 de Julho de 2003 e contou com a participação de: Guano Apes; Sepultura; David Fonseca; Blasted Mechanism; Lenine; Pu-blic Enemy; Melvins; Tomahawk; Tricky; Ruffus Wainwright; Him
2004
Com iníco a 16 de Julho de 2004 a edição deste ano apresenta um cartaz com: Peter Gabriel; Rão Kyao; The Cure; Clã; Bob Dylan; PJ Harvey; Fingertips.
2005
Neste ano o festival decorreu entre 28 e 31 de Julho, apresentado música para todos os gostos. Destaca-se a presença no palco princi-pal de: Nightwish; Within Temptation; Anathema; Joss Stone; Peter Murphy; Faithless; Joe Cocker; Robert Plant, Andy Barlow (Lamb), Porcupine Tree, Kidnap entre outros.
2006
Festival dos 35 anos de Vilar de Mouros, ocorreu entre 21 e 23 de Julho pelo preço simbólico de 35 euros, contando com grandes nomes dos mais variados géneros musicais destacando-se:Iggy Pop & The Stooges; Mojave 3; Deluxe; The Vicious Five; Tricky; Taxi; M.A.U.; Sepultura; Cradle of Filth; Soulfly; Durutti Column; Xutos e Pontapés; Moonspell
2007
Este ano o festival foi cancelado devido a uma discordância entre as partes envolvidas na organização.
2008
Mais uma vez não se realiza na sequência do agravamento do relacionamento entre as partes.
PRESIDENTE DA CÂMARA DESTACA
EMPENHO DOS BOMBEIROS
NO COMBATE AOS INCÊNDIOS
namento e regras de utilização dos Parques de Jogos Playspace e 25 de Abril. Esta última deliberação resulta de diversas queixas apre-sentadas por moradores das zonas onde aquelas infra-estruturas se encontram localizadas. Os mora-dores alegam que os frequentado-res daqueles espaços fazem muito barulho durante a noite, não os deixando descansar.
C O N C E L H O
“Caminha num Olhar” o novo DVD promocional do concelho, foi apresentado esta semana no Salão Nobre da Câmara Muni-cipal. Assistiam à cerimônia di-versos convidados, entre os quais Melchior Moreira, Presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal.
Paulo Pereira, vereador do Tu-rismo da Câmara de Caminha, considerou este DVD uma ini-ciativa “muito importante” para a promoção turística do concelho de Caminha que se junta “a muitas outras que a Câmara tem vindo a promover”, referiu. A promo-ção conjunta com os restantes municípios do Vale do Minho da Lampreia do Rio Minho; a Camidoce; os fins de semana gas-tronómicos; a Festa da Sardinha e a Feira Medieval, foram alguns dos exemplos de iniciativas que o vereador fez questão de salientar como “fundamentais para essa promoção”.
Relativamente ao DVD que é apresentado em 4 línguas diferen-tes, português, francês, espanol e inglês, Paulo Pereira referiu que está dividido em 5 capítulos temá-ticos, nomeadamente: Paisagem,
História, Património, Actividades e Envolvente.
Trata-se de um DVD com ima-gens “belíssimas” que mostra as muitas potencialidades turísticas do concelho, “um concelho com praia, montanha, património e cultura”, frisou Paulo Pereira.
Francisco Sampaio, ex-pre-sidente da Região de Turismo do Alto Minho e actual presi-dente da Assembléia Municipal de Caminha, mostrou-se muito satisfeito com o resultado final do DVD mas chamou a atenção para a necessidade dos operadores turísticos alertarem os que nos vistam para a alteração da paisa-gem. Os fogos florestais que este Verão consumiram grande parte da floresta do Alto Minho, alte-rando por completo a paisagem verde do Minho “agora transfor-mada em terra queitransfor-mada”, foi a grade preocupação deixada por Francisco Sampaio.
A ausência dos agentes turís-ticos concelhios, para quem esta apresentação era dirigida, foi no-tada pela Presidente da Câmara de Caminha que lamentou a falta de motivação por parte dos que dia-riamente trabalham no sector.
“Is-to é uma lição de que as pessoas estão pouco motivadas para este tipo de trabalho, e a sua ausência prova que não estamos no cami-nho certo e que muito provavel-mente teremos que alterar a nossa estratégia”, referiu a presidente que considerou a colaboração dos agentes “fundamental” para uma boa promoção do concelho. “Sem vocês isso nunca será possível”, declarou a autarca.
Tal como Francisco Sampaio também a chefe do executivo ca-minhense se mostrou preocupada com os impactos negativos que os fogos fl orestais poderão ter no sector turístico da região, acusando o Governo de não ter uma política adequada para esta problemática. “É urgente que se tomem medidas de prevenção e acções de fi sca-lização que evitem que todos os anos este drama se abata sobre as nossas fl orestas”, referiu.
A presidente da Câmara apro-veitou ainda para agradecer o em-penho de todos quantos tornaram possível este trabalho, nomea-damente o pessoal afecto ao pe-louro do turismo da Câmara de Caminha.
DETIDO POR
FOTOGRAFAR
MENORES
Arrancam na próxima segunda-feira, dia 6 de Setembro, as inscrições para a participação no Passeio/Convívio dos Pen-sionistas do Concelho de Caminha, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Caminha.
Este ano, a iniciativa conta com a 15ª edição e decorrerá no dia 11 de Outubro. À semelhança do ano passado, o executivo elegeu a Quinta da Malafaia, em Esposende, como destino do passeio, onde decorrerá uma missa campal, seguida de um almoço regional, que será complementado com muita anima-ção musical.
Esta iniciativa é limitada aos pensionistas com residência no concelho. Os interessados devem inscrever-se nas Juntas de Freguesia, IPSS, Gabinete de Atendimento ao Munícipe de Vila Praia de Âncora e Biblioteca Municipal de Caminha, entre os dias 6 e 20 de Setembro.
A Câmara pretende, com a realização do Passeio dos Pen-sionistas, proporcionar um dia de convívio e de lazer entre os pensionistas, retribuindo assim o contributo que cada um deu em prol do desenvolvimento económico, social e cultural do concelho de Caminha.
CÂMARA PROMOVE XV
PASSEIO DOS PENSIONISTAS
A Câmara Municipal de Caminha, em parceria com a APHORT (Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo), vai promover o curso de formação “Chaves de Caminha”, dirigido aos agentes do ramo da hotelaria, restau-ração e empresas de animação do concelho.
O curso insere-se na modalidade de formação teórico-prática. Assim sendo, da componente teórica consta a acção de for-mação denominada “Inforfor-mação turística hoteleira”, apoiada pela Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, cujo principal objectivo visa formar os agentes acima referidos para informar e difundir a oferta turística do concelho e orientar o turista na sua tomada de decisão. Esta componente teórica será comple-mentada com uma acção prática que compreende uma visita aos principais pontos de interesse turístico do concelho.
No final do curso será atribuído a cada formando o diploma de curso - “Chaves de Caminha”.
O curso vai decorrer em Caminha, de 12 de Outubro a 4 de Novembro, às 3ª e 5ª feiras, das 15h30 às 18h30.
Os pedidos de inscrição devem ser formalizados através da Ficha de Inscrição que se encontra disponível no Gabinete de Turismo da Câmara Municipal de Caminha ou na APHORT - Associação Portuguesa de HOTELARIA Restauração e Turis-mo, remetendo-a, devidamente preenchida, por correio, e-mail ([email protected], [email protected]) ou entregando pessoalmente nas entidades referidas.
CURSO DE FORMAÇÃO PARA
AGENTES DE TURISMO
“CAMINHA NUM OLHAR” DVD
PROMOCIONAL APRESENTADO
ESTA SEMANA PELA CÂMARA
A Policia Marítima da Capitania do Porto de Caminha de-teve, no passado sábado (28 de Agosto), um indivíduo de 66 anos, residente em Vila Nova de Gaia, que se encontrava nas proximidades de um dos concessionários da praia de Moledo a fotografar crianças entre o seis e os dez anos.
O comportamento do individuo levantou suspeitas e preo-cupação entre os banhistas que de imediato contactaram a policia marítima que se deslocou ao local.
As autoridades apreenderam a máquina fotográfica que continha cerca de 200 imagens de crianças de ambos os sexos. Ao que o jornal “O Caminhense” conseguiu apurar, as fotos tinham sido tiradas nesse mesmo dia.
Presente ao juiz, o indivíduo acabaria por ser libertado tendo-lhe sido aplicada como medida de coação o termo de identidade e residência até à conclusão do inquérito que o Ministério Público irá instaurar.
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
A iniciativa “Astronomia de Verão na Serra d’Arga” termina amanhã nas instalações do Centro de Interpretação da Serra d’Arga (CISA). Trata-se de uma actividade da Ciência Viva realizada em parceria com a Orion - Sociedade Científica de Astronomia do Minho, e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Caminha.
Observar os astros e aprofundar os conhecimentos sobre o Universo com o apoio de astrónomos amadores e profissionais é o objectivo desta iniciativa. À semelhança das sessões anteriores, esta acção en-globa também a projecção de um vídeo, powerpoint ou mini workshop sobre temáticas relacionadas com a Astronomia, num espaço público, permitindo aos transeuntes o contacto com alguns conceitos científicos que lhes possam despertar curiosidade. Será ainda complementada com um debate moderado por um astrónomo. E, por último, decorrerá a observação com telescópios.
Recorde-se que esta iniciativa contou já com duas sessões. A primeira decorreu no dia 24 de Julho, no Miradouro da Senhora das Neves, em Dem; a segunda no dia 14, nas instalações do CISA, em Arga de Baixo e, a terceira decorre já no sábado, também no CISA.
“ASTRONOMIA DE VERÃO NA SERRA
DʼARGA” ENCERRA AMANHÃ
“Caminha de ponta a ponta em Kayak” está de regresso ao Rio Mi-nho para a 2ª edição que se realiza já no próximo dia 10 de Setembro. Recorde-se que a primeira decorreu no passado dia 10 de Julho, e con-tou com cerca de 75 participantes.
Esta actividade, que visa a pro-moção turística do Rio Minho e dos desportos náuticos, é gratui-ta e limigratui-tada a 75 participantes. Os interessados devem fazer a respectiva inscrição em www. cm-caminha.pt, a partir do dia 1 de Setembro.
À semelhança da 1ª edição, “Caminha de ponta a ponta em Kayak” consiste na travessia do Concelho em Kayak, desde La-nhelas até Caminha, pelo Rio
“CAMINHA DE PONTA
A PONTA EM KAYAK”
Minho. Quanto ao percurso, os participantes vão percorrer 8 km do Rio internacional. Assim, o passeio tem inicio em Lanhelas, passa pelos Cais de S. Sebastião, Cais de S. Bento e Pedra Ruivas em Seixas, Cais do Ferry-boat e Cais da Rua dos Pescadores em Caminha, e termina na Praia da Foz do Minho, na Foz do Rio Mi-nho. Além da descida do Rio em Kayak, a iniciativa ainda integra um piquenique no Parque de Me-rendas do Camarido e um percurso interpretativo (fauna e fl ora) de aproximadamente 4 km, na Mata Nacional do Camarido.
Trata-se de uma iniciativa con-junta da Câmara Municipal de Ca-minha e da Comunidade
Inter-municipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho), através do projecto NEA 2 - Nautisme Espace Atlanti-que (Nautismo Espaço Atlântico), que conta com a organização da Minhaventura. Salienta-se que o NEA 2 é um projecto co-fi nancia-do pelo Programa de Cooperação Transnacional Espaço Atlântico 2007-2013, no âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento Re-gional, e que reúne 24 parceiros de grandes regiões atlânticas (Mi-dwest, Dublin, Baixa_Normandia, Bretanha, A Mancha, Pays de la Loire, Norte e Centro de Portugal, Galiza, Andaluzia, Cornualha e Devon), que pretende promover o desenvolvimento sustentável do ramo náutico no espaço atlântico.
A Galeria Guntilanis em Vila Praia de Âncora vai acolher a exposição de Pintura “The Spirit of Colours”, do artista Sudha Daniel, cuja inauguração está agendada para amanhã às 16 horas. Sudha Daniel é um artista britânico de origem indiana, cujo reconhecimento aumenta a cada dia que passa, estando já convidado para expor em Shangai, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Índia e Estados Unidos.
Galeria Guntilanis acolhe mostra até dia 31 de Outubro
“THE SPIRIT OF COLOURS”
EXPOSIÇÃO INAUGURADA AMANHÃ
“Pintar é para mim uma viagem espiritual pessoal, é a minha própria realização, através da beleza da cor, envolvendo o equilíbrio e a harmonia da minha mente, corpo, coração e alma” refere o artista.
No catálogo sobre a exposição, Su-dha escreve “A chegada da Primavera a Viana e o fantástico renascer da vida na natureza, com os seus rebentos e botões espantosos por todo o lado,
proporcionou-me uma elevação espi-ritual. Tentei capturar estes elementos na minha pintura. O estímulo para esta exposição foi inspirado principalmente pelas minhas experiências visuais na Índia, Grã-Bretanha e recentemente em Portugal”, acabando por desven-dar um pouca daquilo que o público pode esperar.
“The Spirit of Colours” conta com o apoio da Câmara Municipal de Ca-minha e do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
A mostra está patente até 31 de Ou-tubro, podendo ser visitada à segunda-feira das 14h30 às 18h30; de terça a sexta-feira das 10h às 12h30 e das 14h às 18h30, e aos sábados das 15h às 18h.
ROMARIAS
Solha a rainha da festa
Um jantar, durante o qual serão servidas as tradicionais solhas secas fritas, marcam o arranque de mais uma romaria em honra do Senhor da Saúde e Santa Rita de Cássia, na freguesia de Lanhelas. A romaria, também conhecida como Festas das Solhas, inicia-se hoje e prolonga-se até ao próximo domingo.
Para além do jantar típico, mar-cado para as 20 horas, no recinto da festa actua hoje à noite a Or-questra “Autonomia”.
No sábado haverá alvorada ás 8 da manhã, ao que se seguirá a actuação do Grupo de “Zes Perei-ras” que irão percorrer as artérias da freguesia anunciando mais um dis de festividades.
Depois do meio dia de fogo, a cargo do pirotécnico Ivo Fer-nandes, terá lugar, por volta das 15 horas, a actuação das Bandas de Lanhelas e de Tangil. Às 19 horas haverá missa em honra de Santa Rita de Cássia e a partir das 19 horas um novo jantar típico onde o prato principal volta a ser a solha seca frita.
À despedida das bandas, mar-cada para a meia noite, seguir-se-á o fogo de artifício e a actuação da Orquestra “16”.
O terceiro e último dia de festa inicia-se com a tradicional Al-vorada, ao que se seguirá, pelas 9h30 a missa solene em honra
SOLHAS,
PENEDA,
BONANÇA
E FEIRAS
NOVAS
Vêm aí as últimas grandes festividades do
calen-dário de festas, feiras e romarias do Alto Minho.
São as festas em honra do Sr. da Saúde e
San-ta RiSan-ta de Cássia, San-também conhecida como FesSan-ta
das Solhas em Lanhelas, a Senhora da Peneda em
Arcos de Valdevez, a Srª da Bonança em Vila Praia
de Âncora e fi nalmente as Feiras Novas de Ponte
de Lima. Até meados de Setembro, o Alto Minho
continua em festa, e festa rija!!!…
do Senhor da Saúde, seguida de procissão ao Cruzeiro da Indepen-dência. A tarde será preenchida com a actuação da “Big Band” e à noite, logo apos o tradicional janta,r haverá baile com a orques-tra “Bomba Latina”.
A Srª Da Peneda
Na Peneda realiza-se todos os anos, entre os dias 1 e 8 de Se-tembro, uma festa em honra da Senhora do mesmo nome. Nesses dias, a pequena e pacata povoação transforma-se num centro de pe-regrinação de todo o Alto Minho e também da vizinha Galiza. Uns por devoção, outros para diversão, outros ainda para fins comerciais.
A propósito desta Romaria, Francisco Sampaio, ex-presidente da Região de Turismo do Alto Minho esreveu o seguinte: “A festa da Senhora da Peneda era o culminar de um verão recheado de festejos religiosos, ponto de encontro de gente das diversas aldeias, roupa lavada, raparigas bonitas e alegres, bailaricos e aventuras amorosas...
E na Peneda havia disso tudo em abundância. Ali a noite era de folia. Os grupos de rapazes e ra-parigas com bombos, pandeiretas e castanholas atrás do tocador de concertina deslocavam-se inces-santemente pelo terreiro. Onde houvesse espaço formava a roda e... era um espectáculo. Dezenas
de pares formavam um círculo em torno do tocador de concerti-na, alguém assumia o comando e dançava-se a “chula” até cansar. Era impressionante o sincronismo do imenso grupo que se formava espontaneamente. E a nuvem de pó que envolvia toda a gente, na roda ou fora dela a observar.
Nas tascas improvisadas a música era outra. Também ali se ouvia o estridente som das con-certinas mas era para acompanhar os cantadores ao desafio que im-provisavam cantigas e bebiam vinho de zurrapa até não pode-rem mais...
O acesso era quase exclusi-vamente a pé. Saíamos de casa de madrugada, ainda noite, com
o farnel que nos sustentaria pe-lo menos durante dois dias, pela serra fora, em grupo, que uma pessoa sozinha não se aventurava por aqueles montes de qualquer maneira.
Mas a parte mais importante da viagem era a gloriosa visão do santuário quando chegávamos às curvas da Meadinha. Pelo trilho de pedras abaixo viam-se os paga-dores de promessas, quase sempre mulheres, arrastando-se de joe-lhos, uma forma de agradecerem as graças recebidas, muitas vezes acompanhados de filhos peque-nos que eram invariavelmente as causas do desespero e do recurso à intercepção da Senhora.
Agora os procedimentos são diferentes. Vai-se de automóvel e pagam-se as promessas em nu-merário. É melhor para todos.
As festividades religiosas da Senhora da Peneda contam, ac-tualmente, com novena prepa-ratória (nove dias antes do dia 8), Procissão do Terço Cantado (diariamente, às 17 horas, sain-do sain-do santuário até ao Pórtico e regressando ao templo), procis-são de velas (dia 7 às 21 horas) e Procissão do Adeus (dia 8, às 13H30).
A Festa dos homens do Mar
A Festa da Senhora da Bonança é uma festa de pescadores, dos homens do mar. É uma festa
re-SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
ligiosa com duas procissões que demonstram bem a sua devoção.
São procissões de mar. E, como na Agonia, se a Procissão naval de Nossa Senhora da Insua obriga a que todas as embarcações vão à Fortaleza da Insua aguardar a Se-nhora), que nos chega agora vinda da Capela da Senhora d’Agonia (Caminha), já a procissão Maior, que se realiza no Domingo, ao percorrer o Portinho tem como ritual o sermão junto das embar-cações e a habitual bênção das redes e dos “atreficos” de mar.
Procissão da Senhora da Bo-nança com os seus vinte e três andores, todos recamados de palmitos, pinhas e ramos flori-dos. Festas dos Homens do Mar. Festas dos Homens da Terra. É difícil entrar no segredo destas celebrações.
Mas é fácil distinguir dentre milhares de pessoas, rostos curti-dos do sol das marés, cachimbos pretos de tanto bolinar, mãos ru-des de trabalho nas reru-des e anzóis, a filharada a brincar nas poçarecas da praia, mães e viuvas enluta-das... deixarem cair lágrimas de saudade.
Por isso, ali, mesmo junto ao Portinho e ao farol, está o Senhor dos Aflitos.
No restante, a festa vai cumprir com alvoradas festivas, todos os dias, na quinta feira com a pro-cissão já referida da Sª da Insua e com a procissão de velas em
honra de Nª Sª de Fátima (21h); conjunto BrassBand às 22h30. Na sexta feira - às dez horas recolha dos peteiros nas lojas/comércios e embarcações; à noite Grupo Richard Baeta e Companhia. Sá-bado, fogo do meio dia e entrada das Bandas de Música de Monção e Tangil; as 15h00 Cortejo Et-nográfico do Vale do Ancora; às 22hoo - Festival Folclórico e às 00h3o - Serenata na foz do rio Ân-cora, com fogo de artifício, fogo preso, batalha naval e cachoeira na ponte. No Domingo - às 10h00 entrada da Banda de Música de Aboím da Nóbrega; às 10h30 a grande instrumental - missa so-lene pela Banda da Festa; 15h30 Gandiosa procissão religiosa (23 andores)- a mais importante manifestação de cultura tradicio-nal do Alto Minho com os artís-ticos palmitos e ramos de andor; às 22 horas conjunto Pentágono Emoções, finalizando às 24h00 com uma monumental sessão de fogo de artifício, no pontão da “praia das crianças”, programa que faz jus à tradição dos velhos “ lobos do mar”
As Feiras Novas
No segundo fim-de-semana de Setembro, quando o sol quente do Verão se prepara para a despe-dida, Ponte de Lima engalana-se para as suas festas maiores - as Feiras Novas.
Celebradas desde 1826, por provisão régia de D. Pedro IV e em honra de Nossa Senhora das Dores, as Feiras Novas oferecem aos limianos e aos milhares de forasteiros que os visitam, três dias e outras tantas noites de cor, alegria, folia e ritmo. Para além da música, folclore e fogo de artifício, há ainda espaço para concursos pecuários, corridas de garranos, cortejos etnográfico e
histórico, bandas de música, gi-gantones e cabeçudos, grupos de bombos e para a procissão que encerra o ciclo das romarias do Alto Minho.
Mas é o povo com a sua alegria e espontaneidade, a sua forma de fazer e estar na festa, as rusgas e os cantares ao desafio, o folclore em qualquer canto da vila que transforma as Feiras Novas num momento único e na romaria que
é considerada o “maior congresso ao vivo da cultura popular em Portugal”.
Este ano a festa começa no dia 8, uma quarta-feira, com um en-contro de concertinas em homena-gem ao tocador Félix e prolonga-se com um programa recheado até 13 de Setembro.
As rusgas, o folclore, um corte-jo histórico e etnográfico e o fogo de artifício completam a romaria.
DISTRITO
CONCELHO
O Orfeão de Vila Praia de Ân-cora, interpretando o sentimento de gratidão aos bombeiros pelo seu esforço abnegado na defesa de pessoas e bens, face ao flagelo dos incêndios que se têm regis-tado neste verão, e procurando minimizar as dificuldades porque atravessam, dedicou a sua Gala Cultural “Verão 2010” aos Bom-beiros Voluntários de Vila Praia de Âncora.
O terreiro da Casa do Orfeão,
na noite cálida do passado dia 30 de Agosto, encheu-se de ami-gos que quiseram associar-se aos objectivos desta gala solidária, podendo assim contribuir para esta causa e, ao mesmo tempo, desfrutar de um excelente espec-táculo, onde a diversidade, a qua-lidade e o lado intimista estiveram presentes.
A nível da representação autár-quica relevamos a presença nesta gala do Presidente da Assembleia
A Câmara Municipal de Ponte de Lima deliberou aprovar um reforço relativamente ao apoio concedido às Juntas de Freguesia.
Nesse sentido, a Junta de Fregue-sia de Ardegão irá usufruir das ins-talações da antiga escola primária que serão adaptadas para casas de Montanha, bem como terá um apoio para limpeza do terreno envolvente
CÂMARA DE PONTE DE LIMA
INTENSIFICA APOIO ÀS JUNTAS
à captação de água pública no Lugar de Poço Negro.
Foi ainda aprovado um apoio pa-ra a Junta de Freguesia de Estorãos para a recolha de resíduos no Lugar do Cerquido e uma comparticipação financeira para a Junta de Freguesia da Feitosa para alargamento do cami-nho no Lugar de Santa Luzia.
No âmbito da reunião municipal,
o executivo deliberou conceder um apoio financeiro à Junta de Freguesia do Bárrio para instalação de acesso à Internet.
Face ao carácter excepcional dos incêndios ocorridos neste ano, a As-sociação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima será con-templada com um apoio extraordinário de 7.000,00€. A Câmara Municipal deliberou ainda aprovar a minuta de protocolo com a Associação Florestal do Lima com vista à manutenção de uma Equipa de Sapadores Florestais em montante de 23.000,00€.
GALA CULTURAL A FAVOR DOS BOMBEIROS BRILHOU NA CASA DO ORFEÃO
Em Paderne, Melgaço, igre-ja e fieis andam de candeias às avessas por causa de dois fune-rais durante os quais o padre não terá acompanhado o corpo desde a casa mortuária até igreja.
Esta decisão do pároco da fre-guesia originou mesmo a forma-ção de um movimento de popu-lares que, reunidos na passada semana, decidiram entregar um abaixo assinado ao bispo de Via-na do Castelo, no qual pedem a rápida substituição do padre José Alberto.
Os populares não estão satis-feitos com a atitude do pároco que no entanto se defende ga-rantindo que está a cumprir a lei. O padre José Alberto diz que tudo isto aconteceu “por causa de algumas pessoas que desco-nhecem as normas litúrgicas a respeito dos funerais e criticam sem saberem o que estão a dizer”.
À frente da paróquia de
Pa-PADRE E POPULAÇÃO
DE CANDEIAS ÀS AVESSAS
derne já lá vão 35 anos, o pároco garante que nunca teve problemas com ninguém.
Na origem da divergência está a interpretação do prior do “Ri-tual Romano da Celebração das Exéquias” que prevê três esque-mas para funerais, nenhum dos quais obriga o padre a acom-panhar o corpo velado desde a capela mortuária à igreja.
No referidos dois funerais, o padre José Alberto decidiu esperar à entrada da igreja pelo corpo que se encontrava ser velado na nova casa mortuária, inaugurada em Novembro de 2009 e que apenas agora começou a ser utilizada.
A reunião realizada na pas-sada semana teve “uma super participação”, segundo o porta-voz do movimento popular, Rui Pinto, que também é presidente da Junta de Freguesia. “Conse-guimos 500 assinaturas e agora esperamos que o padre cumpra
com a palavra que deu que foi ir-se embora se fizéssemos uma abaixo-assinado e o entregásse-mos ao bispo”, explica.
Por seu lado o pároco de Pa-derne aponta o dedo “aos agita-dores” existentes na freguesia, a quem acusa de estarem a por o povo contra si. “Querem tirar-me de cá”, acusa.
Padre cede à vontade da po-pulação
Depois da visita no passado fim-de-semana do vigário geral da diocese de Viana do Castelo, que apelou à reconciliação do pároco com os paroquianos, o padre João Alberto decidiu ceder à vontade da população e a partir de agora irá deslocar-se à casa mortuária da aldeia, inaugurada recentemete, sempre que haja um funeral e fazer o seu acompa-nhamento até à Igreja Paroquial Municipal, Francisco Sampaio,
um homem que conhece e sente como ninguém a problemática dos bombeiros e que entende quanto é importante estar presente nes-tes gestos solidários a favor dos bombeiros da paz.
Presente também o Presidente da Direcção dos Bombeiros Vo-luntários de Vila Praia de Âncora, Daniel Ribeiro.
Esta gala teve convidados de peso como o maestro António
Victorino D’Almeida, os canta-dores ao desafio Augusto Canário, Naty Vieira e Cândido Miranda, e os cantores e músicos Nataly Tamargo e Francisco Presa.
O Orfeão de Vila Praia de Ân-cora apresentou em palco o grupo coral e o grupo de danças e can-tares regionais.
As actuações decorreram de forma agradável, mereceram am-plo aplauso da assistência e deixa-ram nos presentes a sensação de
uma noite bem passada e o prazer de terem contribuído para uma causa justa e merecida.
O Orfeão aproveitou a opor-tunidade para homenagear dois grandes Amigos do Orfeão, pre-sentes nesta gala e que são casos de sucesso nas suas áreas pro-fissionais:
O empresário Germano Rama-lhosa, grande dinamizador do turis-mo e do espaço rural do concelho de Caminha, com a sua Casa da Anta,
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
No âmbito do projecto “Terra Reabilitar”, a Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou, na sua última reunião, o concurso para a concepção de um Centro de Congressos e Espectáculos e de um Parque de Campismo Urbano, dois empreendimentos considera-dos pela autarquia “necessários para dotar o concelho de excelen-tes condições para acolher novos públicos em Ponte de Lima”.
De referir, que o Projecto Terra Reabilitar é uma medida municipal que visa a promoção
PONTE DE LIMA APROVA CENTRO
DE CONGRESSOS E PARQUE
DE CAMPISMO URBANO
O Ministério da Educação já di-vulgou a lista das escolas do primeiro ciclo com menos de 21 alunos que já não abrem em Setembro. Mais de metade dos encerramentos verifica-se na região Norte, onde 384 escolas deixam de funcionar.
Segundo a lista de todas as escolas que vão fechar em Portugal, publicada pelo Correio da Manhã, no distrito de Viana do Castelo os únicos conce-lhos onde não se verificam quaisquer encerramentos são os de Caminha e de Paredes de Coura. Nos restantes, são muitas as escolas que vão fechar. Em Arcos de Valdevez encerram no novo ano lectivo 7 escolas, em Vila Nova de Cerveira 6, o mesmo número de escolas fecham portas em Viana do Castelo. Em Valença encerram 4 escolas, em Ponte de Lima 15, em Ponte da Barca fecham 7 escolas, em Melgaço encerram 4 estabeleci-mentos de ensino e em Monção fecha uma escola.
As 400 crianças desse estabele-cimento de ensino e do pré-primário vão começar o ano lectivo num novo centro escolar construído no centro da vila. A obra está concluída e, se-gundo o vereador monçanense da Educação, Augusto Domingues, vai estar de portas abertas já a partir de Setembro.
A abertura do centro escolar José Pinheiro Gonçalves bem no centro da vila de Monção é o culminar do re-ordenamento da rede escolar do con-celho. Quando o processo começou, foi grande a contestação, mas agora, assegura o vereador da Educação, promete ser tudo muito mais calmo. Estas alterações obrigam também a alterações em outras áreas como é o caso da rede de transportes concelhia.
DEZENAS
DE ESCOLAS
ENCERRADAS
NO ALTO
MINHO
GALA CULTURAL A FAVOR DOS BOMBEIROS BRILHOU NA CASA DO ORFEÃO
em Lanhelas, e das relações luso-galaicas com as suas tradicionais festas envolvendo os concelhos do outro lado do Rio Minho.
E o maestro António Victorino D’Almeida, compositor, pianista e escritor que tem uma vida dedi-cada à cultura, que recentemente comemorou setenta anos de vida e tem dado uma grande visibilidade à cultura caminhense.
“Duas personalidades ilustres, dois Amigos que sempre apoiaram
o Orfeão e que bem mereciam esta homenagem” como frisou Fran-cisco Presa, presidente e maestro do Orfeão, considerando-as como um “gesto de inteira justiça”.
Os homenageados agradeceram a distinção e Germano Ramalhosa, aproveitando a presença de Fran-cisco Sampaio, disse da “saudade e da falta” que sentia da activida-de e do empenhamento activida-de Fran-cisco Sampaio aquando à frente da extinta Região de Turismo do
Alto Minho e frisou que “hoje já praticamente ninguém ouve falar do turismo do Alto Minho”.
Disse também que “é impor-tante apostar nas relações com a Galiza, um mercado importante para o turismo desta região e não gostaria de ver desperdiçado o meu esforço para promover o tu-rismo, a cultura e a gastronomia desta região minhota tão bonita.”.
Também o maestro António Victorino D’Almeida mostrou-se
satisfeito por ver o Orfeão devida-mente instalado na sua nova Casa do Orfeão e que sempre apoiou a sua pretensão.
Disse também ter ficado muito satisfeito com a homenagem feita a Germano Ramalhosa, um amigo, um sonhador e um homem que, com grande clarividência, soube estar sempre na linha da frente da promoção turística e cultural desta região.
A gala encerrou com a
par-ceria entre o Grupo de Danças e Cantares do Orfeão e Augus-to Canário a interpretar o “Vira Geral”, levando ao palco muitos dos presentes neste espectáculo.
No final Francisco Presa agra-deceu a presença de todos, in-formou que a gala havia rendido uma verba que ultrapassou os mil euros e que o Orfeão de-senvolverá outras actividades solidárias no futuro na sequência desta iniciativa.
da reabilitação do centro urbano, através da supressão de espaços desocupados ao nível da malha urbana e tecido edificado, elimi-nando factores de desertificação, mas também através de projec-tos de dinamização e desenvol-vimento económico, cultural e social especialmente no centro histórico.
Nesse contexto, a construção de um Centro de Congressos será uma das prioridades para fomen-tar o conhecimento e actividade empresarial, mobilizando
diver-sos agentes sociais locais, mas sobretudo atraindo importantes investimentos externos. O novo equipamento será futuramente uma infra-estrutura com capa-cidade para a realização de en-contros empresariais e iniciativas que envolvem a concentração de grande número de pessoas, sendo por isso um factor de atracção e de fixação de novos públicos.
Por sua vez, um Parque de Campismo Urbano vem dar res-posta a uma necessidade de maior oferta de alojamento para quem gosta de usufruir do espírito de aventura, desta vez em contexto urbano, ficando mais próximo do centro histórico por um preço re-duzido. Desta forma, o Parque de
Campismo Urbano permitirá aos turistas usufruir da enorme oferta cultural, patrimonial e paisagís-tica que Ponte de Lima oferece. Dotados de excelentes condi-ções, estes projectos ambiciosos irão localizar-se junto às margens do Rio Lima, constituindo um factor de dinamização da sua en-volvência e produzindo um efeito multiplicador para projectos para-lelos e iniciativas futuras.
Integrado na estratégia de de-senvolvimento, este é mais um grande investimento municipal na promoção turística do concelho e das suas potencialidades, enquan-to pólo de atracção de pessoas e impulsionador de crescimento económico.
DISTRITO
O Verão, sobretudo nas zonas abençoadas pela natureza, leia-se com mar e praias, é um tempo privilegiado para o descanso. Vila Praia de Âncora é, neste capítulo, o destino preferido de muitos. As suas condições naturais únicas, enfatizando-se a sua praia, o mar e o rio, este último assumindo-se elemento integrador de todo o vale do Âncora, deixam à livre pena de qualquer escritor matéria sobejante para artigos, ensaios e romances, os quais ultrapassam a singula-ridade da pretensão deste texto. Não se constituindo notícia, lembro
DO SURF, DA PRAIA E DO VERÃO
o campeonato de Verão de surf e bodyboard realizado no último fim-de-semana pelo SurfClub de Vila Praia de Âncora. Durante dois dias bodyboarders e surfistas (surf e longboard), não apenas locais, puseram à prova as suas qualidades e fizeram, sob os olhares atentos dos comuns, da sua prática um mo-mento de animação de praia. Sem os apoios de organização de outros eventos que o concelho promo-ve ao longo da época estival, este campeonato não deixou de registar a praia, Vila Praia de Âncora e o concelho de Caminha no percurso
do Surf que, como facilmente se comprova, tem vindo a sofrer um incremento no número de partici-pantes, e muitos destes, pelo que se vê, têm escolhido Vila Praia de Âncora e Âncora (Gelfa) para a sua prática. Sem menosprezo para o valor individual dos praticantes mais experientes, cuja competição decorreu no Sábado, dia 28, a ma-nhã de Domingo levou os mais pe-quenos para a água. Surpreendente pela intrépida participação destes miúdos e miúdas, fica o agrado pela identificação de alunos de escolas locais e de visitantes frequentes, igualmente praticantes em escolas locais de Surf. A valorização do mar parte da identificação que com ele se tem. Tudo o que envolve o mar deve ser entusiasmado na nossa comuni-dade. Da pesca ao lazer, do ensino à gastronomia, a relevância do mar no vale do Âncora e no concelho de Caminha merece uma atenção especial. Campeonatos como o que aqui se refere, com um imensurável cariz pedagógico e de divulgação, projectam-nos no panorama turístico nacional e internacional de forma superior à aparentemente singela organização do mesmo. Percebam todos esta realidade!
11
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
A Câmara Municipal de Caminha lançou em Agosto a campanha “Nadar A Gosto” e convidou todos os veraneantes e, claro, todos os munícipes a utilizar a Piscina Municipal - Vila Praia de Âncora através do sistema de banhos livres.
Assim, os interessados puderam usufruir da piscina durante todo o mês de Agosto, sem qualquer limite de tempo, por preços económicos.
Ora, com estas condições, é natural que a afluência tenha sido grande. Na verdade, mais de 3500 pessoas utilizaram as Piscinas pela modalidade de banhos livres, numa média de 130 pessoas por dia. Muitos dos utentes, a experimentar certamente o complexo desportivo pela primeira vez, aproveitaram também para se inscrever para o resto do ano. Assim, no mês de Agosto, o número de inscritos aumentou, e as Piscinas Municipais, abertas desde Maio, contam já com mais de 1500 pes-soas inscritas.
Conclui-se, desta forma, que o equipa-mento tem cumprido as expectativas dos utilizadores regulares, mas tem conseguido também captar novos utentes, mesmo nos meses de verão.
Os restantes serviços do complexo tam-bém não estiveram parados, e mais de uma dezena de pessoas usaram a sala de Squash e mais de vinte pessoas solicitaram o campo de Ténis.
Depois do investimento e da luta pela construção da infra-estrutura, a Presidente da Câmara Municipal de Caminha, no acto de inauguração das Piscinas Municipais,
As obras na Rua do Vale e adjacentes, na freguesia de Seixas, estão concluídas. Trata-se de um investimento de 57.096,63 euros, que garante qualidade de vida à po-pulação seixense que habita nesses lugares da freguesia.
A Câmara de Caminha procedeu à re-modelação de alguns troços da rede de drenagem de águas residuais domésticas na Rua do Vale, bem como ampliou a rede existente junto à Rua do Pavilhão e exe-cutou uma nova rede no Lugar da Renda. Posteriormente, procedeu à pavimentação das respectivas artérias.
Para além da remodelação da rede de saneamento, a Autarquia decidiu comple-mentar esta empreitada com a remodelação da rede de abastecimento de água. Esta obra, executada por funcionários munici-pais, rondou os 11 mil euros, e melhorou a distribuição da água na freguesia.
No total, a Autarquia investiu mais de
INFORMAÇÃO MUNICIPAL
OBRAS NA RUA DO VALE E ADJACENTES EM SEIXAS CONCLUÍDAS
68 mil euros em infra-estruturas em Seixas. É de salientar ainda que os munícipes nas ruas supra citadas vão beneficiar de uma redução de 50% relativa aos encar-gos decorrentes da instalação de ramais de ligação de saneamento. Assim, e até Maio de 2011, os munícipes que requererem junto da Câmara Municipal a ligação das suas casas à rede de saneamento vão pagar metade do custo desse serviço.
Esta medida insere-se na política de qualificação ambiental do Concelho, que incluiu a dotação de algumas zonas da fre-guesia de Seixas com uma moderna rede de saneamento. Trata-se de um investimento muito avultado, para garantir qualidade de vida aos munícipes. No entanto, o esforço da Câmara só terá sucesso se a população aderir, realizando as necessárias ligações.
Colabore, do bom ambiente depende a nossa qualidade de vida e a das próximas gerações.
Autarquia investiu mais de 68 mil euros
PISCINAS MUNICIPAIS CONQUISTAM
GRANDE AFLUÊNCIA EM AGOSTO
disse: “entrego-vos este equipamento, com o testemunho solene de todas as entidades, agora o futuro das Piscinas depende de vós. Ele tem agora de dar os seus frutos. Façam como eu e não desistam dele.” Assim, é possível afirmar que o repto lançado por Júlia Paula Costa está a ser cumprido pela população.
E quem não tem desistido mesmo são os atletas do Clube Desportivo Ancorensis. E para o treinador não há dúvidas, “o surgi-mento do Complexo Desportivo Municipal das Piscinas de Vila Praia de Âncora deram um novo fôlego ao projecto da Natação Escolar e Federada do Clube Desportivo Ancorensis.” E José Carlos Leal acrescenta: “as duas pistas de 50 metros, projectadas e indicadas essencialmente para a competição, levaram a que o clube na presente época desportiva tenha alcançado inúmeros títu-los regionais quer ao nível individual quer colectivo, tenha sido Campeão Nacional por equipas nos Nacionais da 4ª Divisão, e tenha obtido o 1º título individual no Campeonato Nacional de Infantis por intermédio do atle-ta Tiago Martim Alves, sendo este último ainda Recordista Regional na distância de 200 metros Bruços. Ao nível do escalão de cadetes os resultados ultrapassaram as expectativas, o atleta Nuno Graça é uma referência nacional no que concerne aos tempos obtidos em prova.”
O treinador e toda a equipa da Ancorensis estão de parabéns, e os votos da autarquia são de continuação de bons treinos nas Piscinas Municipais para a continuação de bons resultados.
D I S T R I T O
Katty Xiomara, Júlio Torcato, Anabela Baldaque, Dores Osório, Carlos Gil e Fátima Lopes, foram alguns dos estilistas nacionais que marcaram presença no Mon-ção Summer Fashion - Brejoeira Fashion Party, evento que teve lu-gar no passado dia 28 de Agosto em Monção e reuniu nos jardins do palácio da Brejoeira cerca de 4 mil e 500 pessoas.
A festa, que durou até de ma-drugada e aliou a moda à música num cenário único, foi organizada pela empresa No More do conheci-do empresário Manuel Serrão, em parceria com a Câmara Municipal
MODA BRILHA NA BREJOEIRA
de Monção e a revista CARAS. A meio da noite o balanço era já muito positivo e o único senão foi mesmo o difícil acesso ao palácio que impossibilitou que algumas centenas de pessoas assistissem ao desfi le desde o início.
Para Manuel Serrão a adesão do público ao Brejoeira Fashion Party prova que vale a pena apostar na realização de eventos de dimensão nacional fora dos grandes circuitos como Lisboa e Porto. “Esta aposta foi ganha e penso que neste momen-to só falta confi rmar se a Câmara, através desta parceria público-pri-vada, conseguiu ou não um evento
desta dimensão a custo zero”. Uma confi rmação feita mais tar-de pelo autarca tar-de Monção, José Emílio Moreira, que garantiu isso mesmo.
O “Monção Summer Fashion e Brejoeira Fashion Party” tinha um orçamento de 60 mil euros, mas a grande afl uência de pessoas e o bar acabaram por cobrir todas as despesas.
Quanto aos problemas verifi ca-dos com o acesso e estacionamento, o autarca admite em próximas edi-ções solicitar à Estradas de Portugal o corte da estrada nacional que passa junto ao palácio.
Como referimos, pelo “Mon-ção Summer Fashion e Brejoeira Fashion Party” passaram inúme-ros estilistas nacionais cabendo a Carlos Gil o encerramento do des-fi le. O estilista, natural do Fundão, mostrou-se fascinado com o local que considerou “imponente”.
“Para mim foi um grande orgu-lho encerrar este fashion, já o tinha feito no Portugal Fashion e foi de facto um grande reconhecimento do meu trabalho”.
Com um balanço muito positi-vo o “Monção Summer Fashion e Brejoeira Fashion Party” promete voltar no próximo ano.
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
MODA BRILHA NA BREJOEIRA
FOTOS: SILVESTRE ZAMITH
DISTRITO
O Presidente da República promulgou na semana passada, o diploma sobre o sistema de iden-tificação eletrónica de veículos e o “chip” de matrícula, aprovado pelo PS e PSD.
Segundo as informações dis-poníveis no ‘site’ da Assembleia da República e confirmadas pelo gabinete de Relações Públicas do Parlamento o diploma já foi promulgado.
O Governo tinha referido que só quando fosse concluído o pro-cesso legislativo sobre os méto-dos de cobrança de portagens nas SCUT é que o Governo definiria o calendário para o início dos paga-mentos nas autoestradas até agora sem custos para o utilizador.
Agora que o diploma já foi promulgado pelo Presidente da República, falta apenas a sua pu-blicação em Diário da República para a sua transformação em lei.
O projeto de lei, que determi-na, entre outras matérias, o fim
SCUT: CAVACO SILVA
PROMULGOU DIPLOMA
Os Antigos Paços do Concelho em Viana do Castelo, acolhem até 15 de Setembro, a exposição “Re-flexos de Viana”, que representa, através de aguarelas, o património monumental e humano da cidade. A mostra dá igualmente a conhe-cer Vitor Carneiro, pintor que, recentemente, foi premiado na II Bienal Luso-Espanhola.
Com uma pintura sóbria, cla-ra e leve, classificada pelo autor como “transparência”, as peças em exposição são fruto do
“ REFLEXOS DE VIANA”
EXPOSIÇÃO DE VITOR CARNEIRO
balho dos últimos anos, já que Vitor Carneiro tem-se dedicado a exposições temáticas de aguare-las com representações locais de monumentos e paisagens.
Vitor Carneiro nasceu em San-to Tirso, a 3 de Novembro de 1960, e foi discípulo de vários mestres. Especializou-se no re-trato a óleo e nas aguarelas. Pinta já há mais de trinta anos, tendo participado em várias exposições colectivas e individuais no Fun-chal (Ilha Da Madeira), Santo
Tirso, Vila Flor, Paços de Fer-reira, Ponte De Lima, Trofa, Bra-ga, Paredes, Vizela, Mirandela, Penafiel, Baiona (Espanha) Vila Verde, Povoa de Varzim, Costa Nova e está presente em várias galerias comerciais.
Mais recentemente (2009), foi premiado na II Bienal Arte de Milheirós Luso-Espanhola e tem sido solicitado para pintar obras de arte sacra para instituições re-ligiosas, assim como retratos a óleo de particulares.
Ficou em prisão preventiva o empresário que a Policia Judiciária deteve na passada semana na posse de 2,5 milhões de dólares falsos.
Interrogado pelo Tribunal de Ponte de Lima, onde a investigação teve início, o homem, residente em Viana do Castelo e sem antece-dentes criminais, está indiciado por crimes de falsificação de moeda e passagem de moeda falsa.
O homem, que estava a ser investigado pela Policia Judiciária há já algum tempo, e proprietário de uma empresa em Viana do Castelo e era na própria firma que procedia à falsificação de dólares.
Na seqüência desta operação foi ainda apreendida uma arma de caça não legalizada.
Esta apreensão de moeda falsa foi a maior de sempre efectuada pela Policia Judiciária de Braga e a maior deste ano e todo o país.
DETIDO PELA POSSE DE
DÓLARES FALSOS
da obrigatoriedade do “chip”, foi aprovado a 09 de julho com os vo-tos favoráveis do PS e do PSD e os votos contra dos restantes partidos.
O texto final, que resultou de um consenso alcançado entre o PS e o PSD, refere que o “chip” de matrícula passa a destinar-se “exclusivamente à cobrança eletrónica de portagens”, sendo a sua instalação “facultativa” e dependente da “adesão voluntá-ria” do proprietário do veículo.
No que respeita ao pagamento das portagens, o diploma prevê quatro formas: utilização do dis-positivo eletrónico de matrícu-la, utilização do dispositivo Via Verde, utilização de dispositivo temporário e o pós pagamento.
Posteriormente à aprovação deste diploma, PS e PSD tentaram também chegar a entendimento sobre o princípio de introdução de portagens (os sociais democratas defendiam a universalidade da cobrança), critérios de isenção
no pagamento de portagens nas SCUT e data de entrada em vigor desta medida, mas após várias reuniões o acordo nunca chegou a ser alcançado.
A ausência de entendimento quanto a esta matéria inviabilizou a introdução de portagens nas três SCUT do Norte a 01 de agosto, tal como chegou a ser anunciado pelo Governo.
A 29 de julho, o ministro da Presidência afirmou que só quan-do fosse concluíquan-do o processo legislativo sobre os métodos de cobrança de portagens nas SCUT é que o Governo definiria o ca-lendário para o início dos paga-mentos.
“No momento em que o pro-cesso legislativo se concluir, o Governo dará informações e es-clarecimentos sobre o modo como essa cobrança se vai processar e a partir de quando. Mas o processo legislativo não está nas mãos do Governo”, afirmou.
O município de Vila Nova de Cerveira recebe, no dia 11 de Setembro, sábado, a primeira edição do Festival “Minho Reggae Splash”, contan-do com organização da Asociación Cultural “Minho Reggae”, apoio da autarquia cerveirense e patrocínio das marcas Super Bock e Merc.
Além dos concertos no Auditório Municipal, a iniciativa engloba actividades paralelas durante todo o dia no Parque de Lazer do Cas-telinho e no Terreiro. A entrada para os concertos custa 10 euros no próprio dia, podendo ser adquirida por antecipação em www,laboleteria. es dois euros mais barata.
O festival abre, pelas 21h00, com o grupo de Santiago de Compos-tela Silassie Sound System que promete trazer na bagagem o melhor roots, dub e raggamuffi n. Seguem-se Zamaramandi, de Vigo, que irão surpreender pela frescura dos roots mas clássicos das décadas de setenta e oitenta.
Depois, é a vez dos Bush Doctors, da Coruña, uma banda com mais de quinze anos de existência e o reconhecimento de artistas como Rita Marley ou a jamaicana Sister Carol. Por volta das 01.30, sobe ao pal-co o britânipal-co Benjammin para dar o toque internacional ao primeiro Festival “Minho Reggae Splash” com a apresentação de temas do seu registo de estreia Rise Upi.
Na programação complementar, pelas 11h00, decorre um trilho pedestre pelas margens do rio Minho. A partir das 15h00, o Terreiro enche-se de músicos reggae e de palhaços e malabaristas do Circo Escarranchado. À mesma hora, decorrem ateliês de percussão e artes circenses no Parque de Lazer do Castelinho.
De acordo com a organização, esta proposta pioneira e inovadora contribuirá para unir portugueses e galegos na promoção da cultura e da música reggae numa aposta clara na defesa do meio natural e no incremento de expressões criativas e artísticas.
Pretende-se que este encontro cultural transfronteiriço tenha conti-nuidade nos próximos anos com a realização alternada em municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho ou pai Minho, como carinhosamente os galegos tratam aquele troço de água internacional.
FESTIVAL REGGAE
EM VILA NOVA
SEXTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2010
HISTÓRIA
DO GÓTICO AO MANUELINO NO ALTO MINHO
II MONUMENTOS RELIGIOSOS
POR: LOURENÇO ALVES
7. A IGREJA DE BARBEIRA (MONÇÃO)
continuação
A igreja de Barbeita constitui, no seu todo, um belo espécime dos fins do séc. XVII.
De planta rectangular, é formada por dois corpos-nave e capela-mor ligados, na intersecção, por um arco triunfal de meia volta, com impostas, sobre pés direitos.
Feitos de granito da região, tanto o retabulo-mor, como os dois laterais, no topo da nave, são duma beleza ex-traordinária.
Executados segundo os cânones bar-rocos, apresentam colunas salomónicas que se prolongam no atiço, bem ornadas com folheados, floores-de-lis pintadas, etc. Na ed´cula central do altar-mor está a imagem do padroeiro transfigurado e nas laterais os apostlos S. Pedro e S. Paulo, todas de granito e de feição barroca. À entrada do presbitério, po-dem ver-se dois serafins do mesmo material e do mesmo estilo segurando cornucópias.
Na parede do lado norte dacapela-mor, junto à porta de acesso à sacris-tia, lê-se a seguinte inscrição: “OR.do ABB.E MANOEL MACIEL JORDAM MADOU FAZER ESTA CAPELLA SANCRISTAS E TRIBUNA A SUA CONTA 1702”.
Sobre o arco cruzeiro, encontra-se um crucifixo e, nas cantoneiras, estão as imagens de S. João e da Senhora da Piedade, ambas de padra e barrocas.
Embora situada numa depressão de terreno, com o telhado quase rasante com o caminho que lhe passa rente, a igreja no seu aspecto exterior não des-merece da riqueza interior.
A fachada, voltada a poente, ostenta uma porta rectangular bastante alta, sobrepujada por um frontão partido em volutas, envolvendo um nicho renas-centista com uma imagem de pedra do séc. XVII. Este nicho esta encimado por um escudo com dois óculos a ladeá-lo. O remate apresenta o aspecto de fron-tão clássico, com uma cruz no vértice que se repete nas empenas do arco e da cabeceira. Nos ângulos do edifício existem pirâmides emboladas.
A cabeceira apresenta uma torre com dois andares, tendo o superior quatro sineiras, envolvidas na balaustrada. Pode ler-se a data de 1709.
Há nesta igreja uma capela lateral, do lado sul, com características góticas bem definidas, sobretudo na cobertura.
Introduzida por uma arco de meia volta simples, que exibe, por cima do fecho, uma pedra de armas com um escudo português, terciado com faixa, no qual se podem ver os símbolos he-ráldicos dos “Afonsos”, é relativamente pequena. Nem era de esperar outra coisa, visto ter sido fundada com a funalidade de inumar os restos mortais dos seho-res de Barbeita. Efectivamente, no seu interior, rasgam-se dois arcos sólios com estátuas jacentes dos fundadores, contendo na tampa da frente do tumulo
do fundador, esta inscrição: “AQUI JAS O MUI MAGNO E HONRADO CAVA-LEIRO ALVARO AFONSO SOARES E SUA MULHER GRIMANEZA PEREIRA DE CASTRO FUNDADORES DO MOR-GADO DE BARBEITA E DESTA CAPE-LA EM O ANO DE 1498 E DE TODAS AS MAIS QUE HA NESTA IGREJA DE SANTA MARIA DE TABOEJA DE QUE ERA PADROEIRO IN SOLIUM COM MAIS OUTRAS OBRAS PIAS QUE FEZ E NOVAS ORDENS QUE DRECRETOU POR ELAS DESCANSA NA GLÓRIA DE DEUS”.
A cúpula desta capela é formada por um tramo de ogiva estrelada, cujos arranques são suportados por musulas adossadas nos cantos das paredes, à altura das luzes.
O retabulo de madeira é renascentista. 8. CAPELA DA SENHORA DA AS-SUNÇÃO (BARBEITA)
Situada num lugar aprazível, no cimo de dum monte sobranceiro ao rio Minho, esta capela quinhentistas é também um bom miradouro donde se desfrutam alguns dos panoramas mais deslumbrantes deste belo Alto Minho. Dali se atinge toda a bacia do Minho, desde as alturas de Melgaço, até para alem da vila de Monção, bem como grande parte do percurso do rio Mouro.
Para lá chegar e preciso escalar um estra-dão íngreme e escalavrado. Mas vale a pena, se não for ara ver e admirar o panorama, ao menos para conhecer um dos castros da Ribeira Minho mais característicos e com maior interesse dentro da cultura castreja - o castro da Senhora da Assunção.
Este castro aparenta ter uma certa ex-tensão. O Dr. Adriano Vasco Rodrigues, atribui-lhe quatro séries de muralhas. O Dr. Henrique Nunes diz que duas séries de muralhas são facilmente identificáveis. Contudo, para quem se dedicar um pouco ao estudo dos povoados castrejos, verifi-cará que, raramente, eles ultrapassam as três séries.
Ultimamente, as escavações tem sido orientadas pelo Dr. José Augusto Marques, da Universidade do Porto.
As casas descobertas são todas redon-das. Restos, como mós romanas, cerâmica castreja, sem decoração ou com ela muito fruste, pedaços de escória de ferro, etc., revelam à sociedade uma longa e densa ocupação.
A capela da Senhora da Assunção, cuja fundação se pode atribuir ao séc. XVI, de-veria suceder a uma ermda ais humilde, mas não menos significativa no seu simbolismo. Teria sido fundada pelos senhores da Casa do Paço, pois em 125, como revelam os Inquéritos Paroquiais era venerada pelos senhores da Casa de Barbeita. O inquérito de 1845 cega mesmo a afirmar que esta capela “pertence à Quinta do Paço e por ela é administrada”.
A capela da Senhora da Assunção cons-titui um caso aparte na contextura artística do Alto Minho.
De planta rectangular, é formada por dois corpos - nave e capela-mor - unidas por um arco cruzeiro, de meia volta, com uma moldura no fecho, conferindo-lhe a forma conupial, com decoração variada, em rosetas, malgas de borco, tudo muito ao gosto do românico do Alto Minho, à
excepção das cabeças de anjos, já de ins-piração renascentista.
A capela-mor, relativamente pequena, como aliás toda a construção, ostenta um tecto de pedra,suportado por duas ogivas cruzadas.
O tecto da nave é de madeira, mas pri-mitivamente deveria ter sido de pedra, suportado por ogivas cruzadas. Ainda se notam os arranques em numero de três em cada parede lateral, apoiados em mísulas.
Na parte exterior, ainda existem os contrafortes, quer na capela-mor, quer no corpo da capela, ara contrarestar o peso das ogivas.
Interessante, dentro desta temática góti-co-manuelina, é a porta principal, voltada a poente, com um arco de meia volta, deco-rado com arabescos, apoiado em dois colu-nelos redondos, com as bases ainda dentro da tradição gótica. Nas cantoneiras existem dois bustos inscritos em medalhões.
No muro do lado sul, rasga-se uma porta lateral com um arco de meia volta apoiado na parede. Neste mesmo lado, abrem-se alguns janeletes abucinados com derrame exterior.
Toda a capela, pela espessura das pa-redes, pela estreiteza das luzes, pelo peso e volume dos contrafortes e por alguns elementos decorativos, parece-nos mais uma igreja românica, do românico rural do Alto Minho, do que um templo já entrado no período manuelino. É possível que os artífices estivessem ainda dentro duma tradição românica, embora os desenhos já fossem do gótico final, ou talvez tivessem opado por uma solução mista.
9 - CAPELA DE SANTIAGO (BAR-BEITA)
A uma distância de poucos metros, a norte da igreja paroquial, encontra-se esta capela, que mais parece um nicho, com um pórtico elegante.
Pelos elementos arquitectónicos que a integram e pela decoração, parece-os ser da mesma época da capela do Bom Jesus, sita na igreja paroquial e da capela da Se-nhora da Assunção.
É consagrada ao apostolo Santiago e não repugna admitir que a principal finalidade, que presidiu à sua construção, tenha sido prestar assistência religiosa aos peregrinos que, pela margem esquerda do rio Miho, se dirigiam para Santiago de Compostela.
É possível que tenha sido construída pelos senhores dos Paços de Barbeita, pois nos princípios do séc. XIX, estava na posse desta Casa que a administrava.
A construção, em si, consta duma edí-cul e dum nartex, ou pórtico, de volume sensivelmente igual.
Exibindo na parte exterior contrafor-tes nos ângulos, para contrarestar a força dos tramos de ogivas cruzadas, co escu-dos nacionais nas intercepções, tanto do nicho como do pórtico, e arcos de meio ponto, suportados por colunas grossas adossadas, este monumento tão caracterí-tico bem merece uma certa protecção das entidades competentes, sobretudo pela sua originalidade.
10 - CAPELA DE S. JULIÃO (MEL-GAÇO)
Trata-se de uma ermida muito pequena,
situada no termo da vila de Malgaço,à direita de quem vai para a Senhora da Graça.
Formada por um rectàngulo, apre-senta na parte exterior vestígios du-ma construção do séc. XIV, com arco apontado no frontespício, apoiado na parede, uma janela no fromtão e remate simples, sem cruz. É possível que na empena tivesse estado, outrora, um campanário, pois a repisa assim o dá a entender.
No interior, não apresenta nada de especial a não ser um retabulo de ma-deira insignificante e todo podre.
O que ressalta à vista é um cruzeiro bifronte, situado à frente da capela, muito bem trabalhado.
Talvez se possa considerar este con-junto um vestígio muito tênue da arte gótica popular.
11 - CAPELA DE S. BARTOLO-MEU (RUBIÃES)
A bem dizer, tantas e tamanhas são as modificações, nada atesta a orige-mgótico-manuelina desta humilde ca-pela, situada no lugar das Antas, da freguesia de Rubiães, do concelho de Paredes de Coura, a não ser uma porta seiscentista com arco de meia volta simples, apoiado na parede.
O Dr. Narciso Alves da Cunha diz que foi fundada por um tal Lopo d’Antas, o Romano, no ano de 1592, “na qual criou três capelanias, com o encargo de haver aí missa todos os dias da semana, ditando-a convenien-temente”.
No entanto, a capela tem sofrido as mais disparatadas modificações, até lhe cobrirem as paredes de cimento, inclu-sove um alpendre, caracteristíco pelo facto de o travejamento estar assente em dois colossais marcos miliários. Sob este alpendre, encontram-se dois túmulos rectangulares, com cobertura, sem inscrição.
Dentro do templo, ba capela-mor, existem também três tampas de sepul-turas cm as armas dos Montenegros, dos Antas Bacelar e Barbosa e dos Viscondes da Carreira, famílias honra-das, ligadas por elos matrimoniais, que foram donos do morgado das Antas.
O que, porém, confere interesse relevante a esta capela, são os marcos miliários, em número de seis: dois a servir de suporte do alpendre, dois a delimitar o adro com o caminho público e dois caídos do chão. Todos têm ins-crição menos os que estão estendidos no adro.
A poente da capela ainda se pode admirar o Paço das Antas, em com-pleta ruína.
A propósito dos marcos miliários, contaram-nos os habitantes daquele lugar serrano que tinham aparecido ali, havia tempo, uns senhores com vontade de os recolher num museu. Conscientes do valor do seu património, atestaram-nos que os marcos nuna sairiam do local onde se encontram
continua In: Caminiana Tomo X