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ACOMPANHAMENTO DO DESEMPENHO DAS EQUIPES DA GERÊNCIA DE OPERAÇÃO

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ACOMPANHAMENTO DO DESEMPENHO DAS EQUIPES DA GERÊNCIA

DE OPERAÇÃO

Tainá Hungria Veloso da Silveira*

TAESA

Dennis Faria Alves

TAESA

RESUMO DO ARTIGO:

Em decorrência da complexidade das atividades realizadas na operação de Sistemas

Elétricos de Transmissão, assim como da gravidade das consequências de falhas

cometidas durante estas atividades, faz-se necessário realizar o acompanhamento do

desempenho das equipes da Gerência de Operação, assim como dos processos

realizados por estas.

Na TAESA, as atividades de programação de intervenções, as ações de coordenação,

supervisão, controle, comando e execução a serem desenvolvidas na operação em

tempo real, assim como as principais atividades de normatização, pré-operação,

pós-operação e infraestrutura de pós-operação são monitoradas e analisadas através de um

tratamento estatístico dos resultados da operação do sistema, com o objetivo de

realimentar os processos da gerência de operação.

O acompanhamento das atividades das equipes da Gerência de Operação é realizado

diariamente, sendo publicado na ferramenta de business intelligence BI TAESA, que

possui diversas formas de apresentação de dados, adaptáveis às necessidades

mapeadas.

O controle de dados referentes aos processos da Gerência de Operação e sua

apresentação amigável e permanentemente atualizada permitem o acompanhamento

constante das demandas e atividades realizadas, possibilitando a avaliação do

desempenho de todos os processos e equipes, a identificação de pontos fortes e fracos

das equipes e necessidades de melhorias.

PALAVRAS-CHAVE: Operação; Sistema; Monitoramento; Indicadores; Pontos de

Controle; Business Intelligence.

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ACOMPANHAMENTO DO DESEMPENHO DAS EQUIPES DA GERÊNCIA

DE OPERAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

A operação de Sistemas Elétricos de Transmissão é responsável pela coordenação, controle e comando da operação das instalações no Sistema Interligado Nacional (SIN). Sendo esta uma tarefa complexidade, exige um planejamento prévio bem elaborado e a análise simultânea de uma grande quantidade de informações. Em decorrência da gravidade das consequências que podem ser geradas por falhas na operação do sistema, faz-se imprescindível o acompanhamento do desempenho das equipes da Gerência de Operação, assim como dos processos realizados por estas.

Na Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A., as atividades de programação da operação, as ações de coordenação, supervisão, controle, comando e execução a serem desenvolvidas na operação em tempo real e atividades de normatização, pré-operação, tempo real, pós-operação e infraestrutura de operação são monitoradas e analisadas através de um tratamento estatístico dos resultados da operação do sistema, com o objetivo de realimentar todos os processos da operação. Esse processo busca identificar eventos inadequados e desempenhos insatisfatórios por meio da avaliação dos dados e informações referentes às atividades das equipes da Gerência de Operação, através dos registros das atividades diárias dos Operadores de Sistemas, das gravações de voz, dos documentos operativos, dos eventos de controle de tensão e do acompanhamento de demandas, indicadores de pontos de controle.

Como auxílio ao acompanhamento do desempenho das equipes da Gerência de Operação, são utilizadas as ferramentas computacionais SisRDO, para verificação das atividades diárias dos Operadores de Sistemas e da passagem de turno, o Sistema de Gravações de Voz para a análise da comunicação operativa, o sistema de Monitoramento e Gestão de Ativos – MeGA, para análise dos documentos operativos referente a liberação e normalização de intervenções, o Sistema de Supervisão e Controle, para análise dos eventos no SIN, e o sistema de Monitoramento de Demandas, para análise e acompanhamento das demandas da Gerência de Operação. Os acompanhamentos são realizados diariamente ou mensalmente, sendo publicados automaticamente na ferramenta de business intelligence BI TAESA, que possui diversas formas de apresentação de dados, adaptáveis às necessidades.

2. TRIAGEM

O processo de triagem busca analisar o desempenho das equipes de Pré-operação e Tempo Real, identificando necessidades de melhoria referente às atividades destas equipes através da avaliação dos registros das atividades diárias dos Operadores de Sistemas, das gravações de voz, dos documentos operativos e do sistema de supervisão e controle.

Em todos os dias úteis, a equipe de Pós-operação realiza a triagem das atividades executadas pelo Tempo Real no dia anterior ou nos dias pendentes, após dias não úteis. O formulário de

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Triagem do Processo Operar, contendo a análise do RDO, a análise das gravações de voz e a análise das documentações operativas é preenchido com os dados colhidos.

2.1. Análise do Relatório Diário de Operação

A análise do RDO aponta qualquer falha nos registros das atividades diárias do Tempo Real no Sistema de Relatório Diário de Operação (SisRDO). As inadequações resultantes do processo de análise do RDO são divididas em três classificações:

 Baixa Criticidade: inadequações relativas a falta ou erro de registros de baixa relevância;  Média Criticidade: inadequações relativas a falta ou erro de registros de alta relevância;  Alta Criticidade: inadequações relativas a registros que envolvem apuração de dados da

transmissão.

Todas as anormalidades no preenchimento do RDO são relatadas no formulário de Triagem do Processo Operar, contendo:

 Data e o horário da inadequação do registro.  Análise da Inadequação:

o Citando a inadequação e sua correção com a descrição objetiva dos fatos apurados; o Identificando o item descumprido dos procedimentos internos da Gerência de

Operação quando cabível; ou

o Indicando uma melhoria, quando necessário.  Chefe de turno: nome do chefe de turno.

 Operadores: nomes dos Operador de Sistema participantes do turno.  Classificação conforme criticidade: baixa, média ou alta.

 Tipo de inadequação: seleção do tipo de inadequação correspondentes à classificação da criticidade.

 Observações do Tempo Real: justificativas e esclarecimentos sobre eventual não atendimento às determinações especificadas nos procedimentos internos da Gerência de Operação.

2.2. Análise dos Eventos de Controle de Tensão

A equipe de Pós-operação verifica as manobras realizadas para controle de tensão no BI TAESA, que extrai as informações, automaticamente, dos registros no SisRDO. Havendo algum indicativo de inconsistência, as manobras são analisadas utilizando o sistema de supervisão e controle, o sistema de gravação de voz e o próprio SisRDO.

2.3. Análise das Gravações de Voz

A equipe de Pós-operação analisa, no mínimo, dois diálogos do Tempo Real por dia, utilizando o sistema de gravação de voz dos telefones das estações de trabalho dos Operadores de Sistema. É dada preferência a análise de diálogos em períodos de manobras, ocorrências, ou qualquer outra atividade técnica, alternando os interlocutores analisados, sempre que possível. Caso a gravação analisada seja entre o Operador de Sistema e um Operador de Instalação, a equipe de Pós-operação analisa a comunicação verbal de ambos os interlocutores.

A análise da gravação de voz aborda os aspectos de comunicação verbal e fraseologia, assim como aspectos técnicos dos conteúdos abordados nos diálogos.

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As inadequações resultantes do processo de triagem das gravações de voz são classificadas confirme criticidade:

 Baixa criticidade: inadequações que não geram risco considerável, podendo, ou não, interferir na qualidade ou segurança dos serviços e produtos.

 Média criticidade: inadequações que contribuem, mas não determinam risco ou, se cumprido inadequadamente, interferindo na qualidade ou segurança dos serviços e produtos.

 Alta criticidade: inadequações que determinam exposição ao risco, influindo em grau crítico na qualidade e segurança dos serviços.

Todas as análises de comunicação verbal dos Operadores de Sistemas e Operadores de Instalação são relatadas no formulário de Triagem do Processo Operar, contendo:

 Data da gravação;

 Código da gravação, conforme apresentado no software da gravadora de voz;  Horário de início da gravação: hora, minutos e segundos;

 Análise da fraseologia: correta identificação dos interlocutores, repetição das mensagens pelo receptor e confirmação à repetição recebida;

 Análise da gravação de voz: citando a inadequação e sua correção, de forma objetiva;  Análise da comunicação verbal: verificação da objetividade, clareza e eficácia das

mensagens emitidas.

 Chefe de turno: nome do Operador de Sistema que estava atuando como chefe de turno;  Interlocutor do Tempo Real: nome do Operador de Sistema na comunicação verbal;  Interlocutor Externo: nome do outro interlocutor e local em que se encontra (subestação,

centro de operação, regional, etc);

 Classificação conforme sua criticidade: baixa, média ou alta;

 Observações do Tempo Real e/ou da Regional de Manutenção, para Operadores de Instalação: justificativas e esclarecimentos sobre eventual não atendimento às determinações especificadas na Rotina Operacional RO-RO.BR.01.

2.4. Análise da Documentação

A análise de documentação aponta qualquer falha nos registros do sistema MeGA referente a execução de intervenções em equipamentos e sistemas operados pela TAESA, com ou sem impedimento. A equipe de Pós-operação analisa as informações inseridas no sistema MeGA pela equipe de Pré-operação, assim como os registros dos Operadores de Sistema.

Por dia, são analisadas, no mínimo, as documentações de 01 (uma) Intervenção com Impedimento ou as documentações de 03 (três) Intervenções sem Impedimento realizadas pelo Tempo Real. As inadequações resultantes do processo de análise de documentações são classificadas conforme sua criticidade:

 Baixa Criticidade: inadequações referentes a falta ou erro de registro de baixa relevância;  Média Criticidade: inadequações relacionadas a falta ou erro de registro de alta

relevância;

 Alta Criticidade: inadequações relativas a segurança de pessoas, equipamentos ou do SIN.

Todas as análises são registradas no Formulário de Triagem do Processo Operar, contendo:  Data de encerramento do documento;

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 Documento: nomenclatura do documento analisado;

 Descrição: identificação da inadequação realizada pelo Operador de Sistemas ou pela equipe de Pré-operação e a respectiva correção de forma objetiva dos fatos apurados ou indicando uma melhoria, quando necessário;

 Tipo de documentação: atividade programada, de urgência ou em emergência;

 Chefe de turno: nome do Operador de Sistema que estava atuando como chefe de turno;  Operador Responsável: nome do Operador de Sistema que encerrou a documentação

operativa.

Inadequações do Tempo Real:

 Grupo do MeGA: nome do item da NPC que contém a inadequação do Tempo Real;  Classificação da análise do Operador de Sistema conforme sua criticidade: baixa, média

ou alta;

 Tipo de inadequação da análise do Operador de Sistemas: inadequação identificada conforme classificação da criticidade.

Inadequações da Pré-operação:

 Analista Responsável: nome do integrante da equipe de Pré-operação que elaborou a documentação operativa;

 Classificação da análise da inadequação conforme sua criticidade: baixa, média ou alta;  Grupo do MeGA: nome do item da NPC que contém a inadequação da Pré-operação;  Tipo de inadequação da análise do integrante da equipe de Pré-operação: inadequação

identificada conforme classificação da criticidade. 2.5. Análise e Fechamento dos Resultados

Semanalmente, os Operadores de Sistema e a equipe de Pré-operação analisam seus resultados na triagem, auxiliando na identificação das causas das inadequações identificadas durante a triagem e na busca por soluções para evitar recorrências. Sendo identificadas inconsistências nos resultados da triagem pelos Operadores de Sistema, o Supervisor de Operação e a equipe de Pós-operação determinam a necessidade de cancelamento da inadequação. De forma análoga, inconsistências identificadas pela equipe de Pré-operação são tratadas junto à Pós-operação, decidindo o cancelamento da referida inadequação identificada no processo de triagem.

Cabe ao Supervisor de Operação orientar os Operadores de Sistemas nos casos de descumprimento dos procedimentos internos e externos à TAESA identificados nos resultados da triagem e cabe à equipe de Pós-operação orientar os analistas de Pré-operação nos casos de descumprimento dos procedimentos internos e externos à TAESA identificados nos resultados da triagem.

Após o término destes processos de validação das inadequações e orientações quanto aos resultados da triagem, esses dados são atualizados em sistema de business intelligence para visualização e monitoramento dos gestores e participantes do processo.

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Cada equipe da gerência de operação realiza o controle do montante de suas atividades rotineiras através do acompanhamento dos Pontos de Controle. Os pontos de controle de cada área são inseridos em formulário próprio, extraídos dos formulários de triagem ou extraídos automaticamente do sistema MeGA, quando relacionados a documentações operativas para intervenções. Estes pontos de controle estão apresentados no quadro a seguir.

Área Atividade Descrição

Normatização

Número de acordos operativos elaborados e tratados

Documento assinado entre a TAESA e outro agente do setor elétrico e que rege as regras de operação em uma instalação compartilhada.

Número de normas do ONS analisadas

O ONS elabora normas para a

operação/funcionamento do sistema elétrico, sendo que as normas que estão relacionadas aos

equipamentos TAESA devem ser acompanhadas. Número de normas internas

elaboradas ou revisadas

Normas internas da operação são revisadas para sempre que há qualquer necessidade de

atualização. Número de treinamentos

elaborados/ministrados em 2017

Treinamentos/reciclagens devem ser realizados junto a equipe de operação por força de regulamentação.

Pré-operação

Número de documentos enviados a outros agentes

Somatório de documentos enviados a outros agentes

Número de documentos recebidos de outros agentes

Somatório de documentos recebidos de outros agentes

Número de NPC por tipo e por

Regional Somatório de NPC por tipo e por Regional

Número de NPC canceladas por tipo e por Regional

Somatório de NPC canceladas por tipo e por Regional

Número de NPC devolvida por

tipo e por Regional Somatório de NPC devolvida por tipo e por Regional Número de reprogramação de

NPC por tipo e por Regional

Somatório de reprogramação de NPC por tipo e por Regional

Número de cadastros no SGI por tipo e por Regional

Somatório de cadastros no SGI por tipo e por Regional

Número de cadastros cancelados por solicitação da Manutenção por tipo e por Regional

Somatório de cadastros cancelados por solicitação da Manutenção por tipo e por Regional

Número de cadastros

cancelados pelo ONS por tipo e por Regional

Somatório de cadastros cancelados pelo ONS por tipo e por Regional

Tempo Real

Quantidade de erros operativos Somatório dos erros operativos Inadequações de criticidade

ALTA verificadas no SisRDO

Quantidade de inadequações de criticidade ALTA verificadas no SISRDO

Inadequações de criticidade MÉDIA verificadas no SisRDO

Quantidade de inadequações de criticidade MÉDIA verificadas no SISRDO

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Inadequações de criticidade BAIXA verificadas no SisRDO

Quantidade de inadequações de criticidade BAIXA verificadas no SISRDO

Quantidade de manobras para controle de tensão pelo ONS

Somatório das manobras para controle de tensão pelo ONS (total e por equipamento)

Tempo para a passagem de turno

Intervalo entre o horário de chegada do novo turno e saída do turno anterior

Pós-operação

Resposta dos eventos no SATRA em até 05 dias úteis

Quantidade de eventos disponibilizados no mês de aferição respondidos no prazo / Quantidade de eventos no SATRA

Quantidade de eventos consistidos no SATRA

Somatório dos eventos consistidos / Total de eventos

Quantidade de eventos contestados no SATRA

Somatório dos eventos contestados / Total de eventos

Infraestrutura de Operação

Quantidade de anormalidades identificadas no SSC

Somatório das anormalidades identificadas no SSC (por classificação)

Quantidade de melhorias identificadas no SSC

Somatório das melhorias identificadas no SSC (por classificação)

Quadro 01. Pontos de Controle da Gerência de Operação.

De forma semelhante aos pontos de controle, os indicadores de desempenho de cada área também são inseridos em formulário próprio, extraídos dos formulários de triagem ou extraídos automaticamente do sistema MeGA.

Área Indicador Meta Cálculo

Normatização

Acordos Operativos Atualizados 80%

Quantidade de acordos operativos atualizados / Quantidade total de acordos operativos

Análise / divulgação de

atualizações no MPO 95%

Quantidade de documentos com alterações para a TAESA verificados e divulgados / Quantidade de documentos com alterações para a TAESA recebidos do ONS

Elaboração/revisão de normas internas da GOP

30 dias corridos

Data de identificação de necessidade de elaboração/revisão de norma interna - Data de vigência da norma interna

Pré-operação

NPC enviada pela Pré-operação

dentro dos prazos 90%

Quantidade de NPC enviada dentro dos prazos / Quantidade de NPC enviada (excluindo intervenções aprovadas pelo ONS fora dos prazos)

Cadastros no SGI nos prazos

por tipo 100%

Somatório dos cadastros no SGI nos prazos por tipo / Somatório dos cadastros no SGI por tipo

Documentação operativa elaborada sem erro de criticidade alta

95%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade ALTA / Quantidade de documentação operativa analisada

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Documentação operativa elaborada sem erro de criticidade média

90%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade MÉDIA / Quantidade de documentação operativa analisada Documentação operativa

elaborada sem erro de criticidade baixa

85%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade BAIXA / Quantidade de documentação operativa analisada

Tempo Real

Documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade alta

95%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade ALTA / Quantidade de documentação operativa analisada Documentação operativa

elaborada ou preenchida sem erro de criticidade média

90%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade MÉDIA / Quantidade de documentação operativa analisada Documentação operativa

elaborada ou preenchida sem erro de criticidade baixa

85%

Quantidade de documentação operativa elaborada ou preenchida sem erro de criticidade BAIXA / Quantidade de documentação operativa analisada Qualidade da comunicação

verbal operativa 90%

Quantidade de gravações analisadas sem inadequações / Quantidade de gravações analisadas

Agilidade e conformidade na disponibilização de

desligamentos por causa interna

100%

Quantidade de disponibilizações de FT em menos de 1 minuto (sem

impedimento) / Quantidade de disponibilizações (sem impedimento) Agilidade e conformidade na

disponibilização de

desligamentos por causa externa 100%

Quantidade de disponibilizações de FT em menos de 1 minuto (sem

impedimento) / Quantidade de disponibilizações (sem impedimento) Agilidade e conformidade na

normalização de FTs 100%

Quantidade de normalizações em menos de 5 min (após autorização) / Quantidade de normalizações

Pós-operação

Emissão de relatório de análise de ocorrências e perturbações em até 07 dias úteis

90% Quantidade de relatórios emitidos no prazo / Quantidade de relatórios emitidos Envio de triagem ao tempo real

até 17h do último dia útil da semana

90% Quantidade de triagens enviadas no prazo / Quantidade de triagens enviadas Quantidade de recomendações

dos relatórios de análise atendidas

90%

Quantidade de recomendações atendidas / Quantidade de recomendações (no mês previsto para atendimento)

Quantidade de recomendações dos relatórios de análise atendidas no prazo

80%

Quantidade de recomendações atendidas no prazo / Quantidade de recomendações (no mês previsto para atendimento) Infraestrutura de

Operação

Solução de pendências no SSC

no prazo previsto 90%

Quantidade de pendências solucionadas no prazo / Quantidade de pendências com prazo para solução

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3. BI TAESA

Business Intelligence é o conjunto de técnicas e ferramentas para auxiliar na transformação de dados brutos em informações significativas e úteis, a fim de analisar o negócio. O sistema de Business Intelligence da TAESA, denominado BI TAESA, propicia:

 Localização de dados com facilidade;  Combinação de dados;

 Informações com análises avançadas, cálculos e estatísticas;  Interface visual interativa, ajustável e de fácil interpretação;

Os formulários de triagem, assim como de indicadores e pontos de controle da Gerência de Operação alimentam, automaticamente, o BI TAESA, permitindo uma fácil interpretação do grande volume de dados, com consequente identificação de fragilidades nos processos e auxílio na implementação de estratégias efetivas baseada nos dados coletados.

Ao término de cada mês, são atualizados os formulários de triagem, pontos de controle e indicadores, atualizando automaticamente o BI TAESA.

Após esta atualização, as informações contidas no BI TAESA referentes ao processo de triagem são analisadas, avaliando-se o desempenho dos processos monitorados, diante das metas estipuladas nos procedimentos internos da Gerência de Operação.

A análise dos processos do Tempo Real é realizada em conjunto com o Supervisor de Operação. Caso sejam identificados índices fora do padrão das metas estipuladas para a equipe de Tempo Real, o Supervisor de Operação realiza reuniões individuais com Operadores de Sistema, ou com toda a equipe, visando esclarecer o desempenho desejado e dando o direcionamento necessário para atingir os objetivos da organização.

Sendo identificados índices fora do padrão das metas estipuladas para as demais equipes, a equipe de pós-operação auxilia a referida equipe na identificação da causa e a equipe de normatização auxilia na análise e melhoria do processo.

As informações contidas no BI TAESA podem ser utilizadas também para a análise do desempenho dos empregados, realizado anualmente pelos gestores em conjunto com o RH da empresa, assim como para estudo de dimensionamento das equipes, sendo possível acompanhar o montante de demandas rotineiras de cada área através dos pontos de controle.

4. RESULTADOS

Através do acompanhamento do desempenho das equipes da gerência de operação, é possível detectar, de imediato, sempre que o desempenho da equipe, ou de um indivíduo da equipe, apresenta uma queda significativa de desempenho, possibilitando uma rápida ação para mitigação do problema.

Durante o período de em que a TAESA vem realizando este acompanhamento, foi constatado que, quando há uma queda no desempenho, medidas simples como orientação, treinamento ou

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ajuste no processo se demonstram eficazes para que o resultado retorne a um padrão satisfatório. Os gráficos abaixo exemplificam esta constatação.

O gráfico 01 apresenta o acompanhamento da quantidade de inadequações de preenchimento do RDO por operador, classificadas conforme criticidade. Em maio de 2017, ocorreu um aumento significativo na quantidade de inadequações de preenchimento do RDO por parte da equipe de Tempo Real, sendo identificado através do BI quais operadores influenciaram nesse aumento. Neste caso específico, os dois operadores responsáveis pelo aumento das inadequações, de criticidade baixa e média, foram orientados pelo Supervisor de Operação quanto aos procedimentos de preenchimento do RDO, o que reduziu os índices de inadequações no mês de junho a parâmetros aceitáveis.

Gráfico 01. Inadequações de preenchimento do RDO (Tempo Real).

O gráfico 02 demonstra que, no mês de novembro de 2017, ocorreu um aumento significativo na quantidade de inadequações de preenchimento da documentação de liberação de intervenções por parte da equipe de Tempo Real. Com orientações dadas à equipe, o mês de dezembro apresentou resultado superior ao que vinha ocorrendo prévio a esta piora. Situação semelhante ocorre em novembro.

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Gráfico 02. Inadequações em documentação de liberação de intervenções (Tempo Real). O gráfico 03 exemplifica um aumento significativo na quantidade de inadequações de comunicação verbal operativa por parte da equipe de Tempo Real, no mês de julho de 2017. Após treinamento de reciclagem em comunicação verbal operativa, o mês de agosto retornou a apresentar resultado satisfatório.

Gráfico 03. Triagem de Gravação de Voz.

O gráfico 04 mostra que, no mês de abril de 2018, ocorreu um aumento significativo na quantidade de disponibilizações com mais de um minuto após desligamentos automáticos sem impedimentos para retorno da FT à operação. Com as medidas de mitigação, a partir do mês de maio houve progressiva melhoria no desempenho.

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Gráfico 04. Disponibilizações em até um minuto após desligamentos automáticos. O gráfico 05 mostra que, no mês de abril de 2018, ocorreu um aumento na quantidade de normalizações com mais de cinco minutos após solicitação do ONS para retornar com a FT em operação. Com as medidas de mitigação, a partir do mês de maio, o desempenho foi normalizado.

Gráfico 05. Normalizações de FTs em menos de cinco minutos após solicitação do ONS. Através do BI TAESA, também é possível visualizar diferentes pontos de controle, permitindo o acompanhamento das atividades de rotina e montante de demandas.

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O gráfico 06 mostra a quantidade de documentos operativos recebidos de outros Agentes com os quais a TAESA compartilha instalações para viabilizar serviços de manutenção.

Gráfico 06. Quantidade de documentos recebidos de outros agentes em 2018.

O gráfico 07 mostra a quantidade de Notas de Permissão Coordenada (NPC) foram finalizadas por regional de manutenção a cada mês de 2017 e 2018.

Gráfico 07. Quantidade de NPCs encerradas por tipo e por regional de manutenção. O gráfico 08 demonstra o acompanhamento do sistema de gestão de demandas, onde são cadastradas demandas que não fazem parte das atividades de rotina das equipes com seus respectivos prazos para conclusão. A plataforma BI facilita a verificação das demandas

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pendentes, dentro e fora do prazo previsto, podendo ser verificados detalhamentos de cada demanda.

Gráfico 08. Controle do Sistema de Gestão de Demandas.

O gráfico 09 apresenta as manobras realizadas para controle de tensão por equipamento em seu posicionamento geográfico, por regional de manutenção e por mês.

Gráfico 09. Manobras para controle de tensão.

O gráfico 10 controla a quantidade de ajustes e melhorias levantadas para o sistema de supervisão e controle foram realizadas ou se encontram pendentes.

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5. CONCLUSÕES

O controle de dados referentes aos processos da gerência de operação e sua apresentação de forma amigável e permanentemente atualizada permite o acompanhamento constante das demandas e atividades realizadas, apontado o desempenho de todos os processos e equipes, facilitando a identificação de necessidades de melhorias e de pontos fortes e fracos das equipes. A rápida identificação de quedas de desempenho permite uma atuação assertiva para mitigar as causas. Durante o período de em que a TAESA vem realizando este acompanhamento, foi constatado que, quando há uma queda no desempenho, medidas simples como orientação, treinamento ou ajuste no processo se demonstram eficazes para que o resultado retorne a um padrão satisfatório.

As informações contidas no BI TAESA podem ser utilizadas também para a análise do desempenho dos empregados, realizado anualmente pelos gestores em conjunto com o RH da empresa, assim como para estudo de dimensionamento das equipes, sendo possível acompanhar as demandas rotineiras de cada área através dos pontos de controle.

Apesar de utilizar diferentes ferramentas, o processo de análise de desempenho da gerência de operação pode ser implementado por qualquer empresa do setor elétrico, adaptando-se o processo às ferramentas disponíveis.

BIOGRAFIAS DOS AUTORES

TAINÁ HUNGRIA VELOSO DA SILVEIRA é Engenheira Eletricista, graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO, especialista em Sistemas Elétricos de Energia pela Universidade Paulista. Trabalha na Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. - TAESA desde 2013, atuando como Engenheira de Transmissão na Normatização de Operação. Atuou nas áreas de Normatização, Pré-operação e Pós-operação de transmissão e subtransmissão na Companhia Energética de Goiás – CELG e na Light S.A.

E-mail: [email protected] Fone: (61) 3214-2533

DENNIS FARIA ALVES é Cientista da Computação, graduado pela Universidade Católica de Brasília – UCB e Técnico em Eletrotécnica, formado na Escola Técnica de Brasília – ETB. Trabalha na Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. - TAESA desde 2008, atuando como Analista de Operação na Pós-operação. Atuou nas áreas de Tempo Real, Pré-operação e Infraestrutura.

E-mail: [email protected] Fone: (61) 3214-2547

Referências

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