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DOUTRINA DE MOTOPATRULHAMENTO GIRO

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11 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS

DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS

III FORÚM NACIONAL DOS GABINETES

III FORÚM NACIONAL DOS GABINETES

DE GESTÃO INTEGRADA

DE GESTÃO INTEGRADA

GT VI

GT VI

 – 

 – 

 DOUTRINA NACIONAL DE

 DOUTRINA NACIONAL DE

POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS

POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS

BELÉM

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22 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

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SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS

DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS

RELATÓRIO FINAL

RELATÓRIO FINAL

DOUTRINA NACIONAL DE

DOUTRINA NACIONAL DE

POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS

POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS

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33 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos

SUMÁRIO SUMÁRIO

 III III Fórum Fórum Nacional Nacional dos dos GGIs GGIs 0404 

 JustificativaJustificativa –  – Doutrina Doutrina Nacional Nacional de de Policiamento Policiamento com com Motocicletas Motocicletas 0505 

 Integrantes Integrantes do do Grupo Grupo de de Trabalho Trabalho 0808 

 Metodologia Metodologia de de Trabalho Trabalho 0909

-

- I I Simpósio Simpósio Nacional Nacional de de Motopatrulhamento Motopatrulhamento Policial Policial 0909

 Área TemáticaÁrea Temática –  – Recursos Recursos Humanos Humanos 1111

-

- Perfil Perfil 1111

-

- Motivação Motivação e e Escala Escala 1212 -

- Emprego Emprego Operacional Operacional 1313

 Área TemáticaÁrea Temática –  – Logística Logística 1414

-

- ContextualizaçãContextualização o 1414

- Projeto de Lei nº 2.524/2009

- Projeto de Lei nº 2.524/2009 –  – Percentual Percentual de de Motocicletas Motocicletas na na PMERJ PMERJ 1515 -

- Efetivo Efetivo e e frota frota de de viaturas viaturas nas nas Polícias Polícias Militares Militares 1717 -

- Quantidade Quantidade de de motocicletas motocicletas por por unidade unidade operacional operacional 1818 -

- EspecificaçõeEspecificações s de de viaturas viaturas 1919 -

- EspecificaçõeEspecificações s de de equipamentos equipamentos de de segurança segurança individual individual 2020 -

- EspecificaçõeEspecificações s de de uniforme uniforme básico básico 2020 -

- EspecificaçõeEspecificações s de de armamento armamento para para o o policial policial motociclista motociclista 2121 -

- Quantitativo Quantitativo de de motocicletas motocicletas por por fração fração de de efetivo efetivo 2121 -

- Avaliação Avaliação de de motocicletas, motocicletas, equipamentos equipamentos e e acessórios acessórios 2222

 Área TemáticaÁrea Temática –  – Capacitação, Capacitação, treinamento treinamento e e procedimento procedimento operacional operacional 3131

-

- Capacitação Capacitação e e Treinamento Treinamento 3131 -

- Procedimentos Procedimentos Operacionais Operacionais 3333 -

- Procedimentos Procedimentos com com emprego emprego de de 03 03 (três) (três) policiais policiais e e 02 02 (duas) (duas) motocicletas motocicletas 3434 -

- Procedimentos Procedimentos com com emprego emprego de de 02 02 (dois) (dois) policiais policiais e e 02 02 (duas) (duas) motocicletas motocicletas 4949

--

 EncaminhameEncaminhamentos ntos do do Grupo Grupo de de Trabalho Trabalho 5959 

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III FÓRUM NACIONAL DOS GABINETES DE GESTÃO INTEGRADA

O III Fórum Nacional dos GGIs ocorreu na cidade de Belém –  PA de 18 a 22 de maio de 2010, tendo como foco o fomento a gestão integrada da segurança pública profissional e inteligente nas diversas esferas federativas. Na oportunidade foi apresentando os principais avanços e adversidades nesse modelo de gestão, a partir de práticas inovadoras, integradas e  participativas. O fórum vislumbrou ainda, garantir aos Gabinetes de Gestão Integrada (GGI) a

manutenção das discussões sobre as Políticas Regionais de Segurança Pública visando à diminuição da criminalidade e manutenção da paz social, seguindo os princípios e diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), por meio de consolidação de temas nacionais no campo da segurança pública.

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JUSTIFICATIVA

DOUTRINA NACIONAL DE POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS

O cometimento de crimes nos conglomerados urbanos do país, passa por constantes e significativas mudanças, surgindo novas fronteiras relacionadas ao aperfeiçoamento dos órgãos de segurança pública, no que tange a prevenção do delito e aplicação de técnicas, tecnologias e  planejamentos estratégicos adequados às novas realidades, sempre respaldados na defesa dos

direitos da pessoa humana, tratados, convenções, princípios e códigos internacionais de uso da força.

Destacamos que atualmente no Brasil, não existem dados oficiais consolidados sobre as estatísticas dos crimes cometidos por indivíduos conduzindo motocicletas, haja vista que a maioria dos órgãos de segurança pública registram os dados conforme a natureza das ocorrências, não havendo um vetor que atrele ao meio utilizado para cometimento do crimes, mesmo assim, verifica-se que é uma realidade assustadora na maioria dos conglomerados urbanos do país.

Para exemplificar, no Estado de São Paulo, num levantamento feito pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), constatou-se que 61,5% dos 15 mil casos de crimes contra o patrimônio cometidos nas regiões oeste e central e em parte da zona sul da cidade, tiveram a participação de motociclistas. O mapeamento considerou os meses de novembro e dezembro de 2006 e janeiro de 2007. Em 9.225 dos casos de roubos e furtos, os criminosos utilizaram motocicletas para cometimento do crime e respectiva fuga. No Estado do Rio de Janeiro nos anos de 2008 e 2009, cerca de 34,4% dos roubos a pessoa, foram praticadas por indivíduos utilizando motocicletas. Havendo localidades, como na região da 74a DP (Alcântara), que 80% dos homicídios foram praticados por indivíduos usando motocicletas.

Em consonância com essas estatísticas, temos um agravante considerável, que é o aumento da frota de veículos no país. A título de demonstração, no ano de 1995, a quantidade de motocicletas e triciclos no Brasil era de aproximadamente 2,8 milhões e de automóveis 18,1 milhões de unidades, representando aproximadamente 10,7% e 70% da frota nacional respectivamente. O mesmo levantamento realizado no ano de 2009, pelo Departamento Nacional de Transito –  DENATRAN, mostra que a frota de motocicletas, motonetas e ciclomotores no Brasil era de mais de 12 milhões e de automóveis 34,5 milhões de unidades, representando 21% e 60 % da frota nacional respectivamente;

Aliado ao número crescente de motocicletas e veículos automotores, estrangulamento do trânsito e grande dificuldade de acesso, tráfego e mobilidade nas regiões metropolitanas, as incidências criminais tem afetado sobremaneira as pessoas, em especial os crimes cometidos

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com emprego de motocicletas e auxilio de passageiro (garupa). Rotina em vários municípios  brasileiros, exigindo novas estratégias dos encarregados de aplicar a lei para prevenção desses

delitos;

Várias Corporações no Brasil, observando a crescente utilização de motocicletas no cometimento de crimes e a grande dificuldade de tráfego de viaturas convencionais nas regiões metropolitanas, criaram a partir da década de 80, vários grupos com finalidades de prevenção a criminalidade com emprego de motocicletas, a exemplo da ROCAM –  PMSP em 1982 e GIRO –  PMGO em 1998, dentre inúmeros outros que possuem as diretrizes doutrinárias similares.

Vale mencionar, que mesmo com atuação desses grupos, as ações não tem sido suficientes para prevenção dos crimes cometidos nessas áreas de mobilidade critica em nosso  país. Dentre inúmeros outros fatores, isso se deve em parte, a quantidade e tipo de veículos

empregados pelas Corporações, pequeno efetivo especializado, procedimentos operacionais focados muitas vezes apenas em infrações de trânsito, falta de capacitação e treinamento adequado e falta de investimento, exigindo uma reflexão, adequação e intensificação também, do  policiamento ordinário e convencional com emprego de motocicletas, que permite uma

mobilidade condizente com as demandas atuais.

 Nesse contexto, o Ministério da Justiça preocupado em reduzir os índices alarmantes de criminalidade, traçou como diretriz do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), a promoção da segurança e convivência pacifica, modernização das instituições e valorização dos profissionais de segurança publica, e ainda, definiu como foco prioritário, as ações nas regiões metropolitanas e aglomerados urbanos que apresentem altos índices de homicídios e de crimes violentos.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública analisando a dinâmica criminal no pais, também desenvolve ações de fomento ao desenvolvimento da Segurança Pública no interior do  país, no denominado “Brasil profundo”, a exemplo do projeto PEFRON, que visa incentivar os

Estados a constituírem unidades de Policiamento Especializados nas regiões fronteiriças, que representa uma faixa de cerca de 16.000 km, entre fronteiras secas e hídricas . Ressalta-se, que em diversas localidades, o uso de viaturas convencionais é inviável, sendo as embarcações e as motocicletas, importantes ferramentas para atividade de segurança pública nesses rincões do  país.

Acreditamos que o emprego de motocicletas adequadas, treinamentos específicos,  procedimentos operacionais condizentes com a realidade atual, destinado aos encarregados de aplicação da lei, disseminação de uma doutrina específica dessa modalidade de atuação, através de induções da Secretaria Nacional de Segurança Pública aos entes federados, poderá ser mais

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uma importante iniciativa para prevenção da violência nos grandes centros urbanos e também no interior do país.

Com esse foco, e ainda, concatenado com a idéia dos Gabinetes de Gestão Integrada, vários especialistas escolhidos para compor o Grupo de Trabalho para criação de uma Doutrina  Nacional sobre Policiamento com Motos estiveram imbuídos em avaliar e sugerir a padronização

dos procedimentos, treinamento e capacitação, armamentos equipamentos de proteção individual e motocicletas apropriadas para serem empregadas nessas atividades de policiamento com motos em todo país.

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INTEGRANTES DO GRUPO DE TRABALHO Coordenador:

Alex Jorge das Neves –  1º Ten PMGO / Dept. da Força Nacional de Segurança Pública

Participantes:

Almir Ribeiro –  Tenente Coronel da Polícia Militar de São Paulo

José Rodrigues de Souza Neto –  Major da Polícia Militar da Paraíba

Ronilton de Jesus Jacinto Cavalcante –  Major da Polícia Militar do Amazonas

Cláudio César Felipe –  Capitão da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul

Gilmar Santos Santana –  Capitão da Polícia Militar de Sergipe

Giovane Rosa da Silva –  Capitão da Polícia Militar de Goiás

Ivens Giuliano Campos dos Santos –  Capitão da Brigada Militar do Rio Grande do Sul

Luciano Correa Silva –  Capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro

Lucival Cardoso de Montalvão Guedes –  Capitão da Polícia Militar do Pará

Marco Antônio Brito Júnior –  Capitão da Polícia Militar de Santa Catarina

 Newton Anet –  Agente Especial do DPRF - SRRJ

Marcos Mendes de Souza –  Instrutor de Pilotagem PMGO

Miguel Raimundo dos Reis Cruz –  Agente do DPRF - SRPA

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METODOLOGIA DE TRABALHO

 No início dos trabalhos, foi exposto a todos os integrantes a necessidade de implementar diretrizes nacionais acerca da temática, considerando que às iniciativas atuais são localizadas e restritas à algumas unidades operacionais nas respectivas corporações estaduais.

Visando propiciar a todos uma visão dinâmica de como é a conjuntura criminal, de  prevenção e de uso da motocicleta pelos agentes da lei nos Estados, cada integrante, demonstrou as experiências exitosas em cada Corporação e as peculiaridades de cada ente federado, na  prevenção a criminalidade em locais de mobilidade crítica e no interior de seus Estados.

Ainda nesse contexto, foi socializada ao grupo, a primeira iniciativa nacional de  padronizar o uso da motocicleta como ferramenta crucial de prevenção a criminalidade, sendo o

I Simpósio Nacional de Motopatrulhamento Policial, realizado no ano de 2009 na cidade de João Pessoa –  PB. Essa iniciativa tão importante, definiu alguns parâmetros publicado numa ata, descrita abaixo, sendo levado em consideração pelos integrantes do Grupo de Trabalho constituído no III Fórum Nacional do GGI durante todas discussões.

Ata do I Simpósio Nacional de Motopatrulhamento Policial

“Aos trinta dias do mês de outubro do ano de dois mil e nove reunidos no Centro de Educação da Polícia Militar da Paraíba, onde se encontravam os servidores públicos abaixo assinado representando as respectivas Instituições, realizou-se o I SIMPÓSIO NACIONAL DE  MOTOPATRULHAMENTO POLICIAL, no qual foram apresentadas 05  palestras, momento em que reuniram-se todos os participantes em  grupos de trabalhos onde deliberaram, discutiram e aprovaram por maioria de votos e aclamação dos participantes de cada grupo de trabalho, chegando-se a conclusão que como sugestões para o emprego da motocicleta na atividade de segurança pública, apontou-se como  sugestão para o tipo de motocicleta com potencia entre 250cc e 300cc,  para o policiamento ostensivo ordinário, para o emprego tático  policial, escolta, moto resgate uma motocicleta de cilindrada entre 600cc e 1000cc e para o serviço de batedor motocicleta de 1000cc ou  superior. No referente a equipamento de proteção individual tem-se os  seguintes itens: capacete articulado de viseira anti-risco com uma tecla  frontal de liberação, colete anti-balístico masculino e feminino multi ameaça, joelheira/caneleira articulada em polímero, cotoveleira articulada em polímero, luvas táticas em kevlar, protetor de coluna articulado, rádio comunicador com acionamento remoto, coturno de

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alta performance e bom conforto, para o policiamento ordinário e batedor o armamento de porte calibre .40 e arma menos que letal,  pistola com principio de funcionamento de eletrochoque de alta voltagem e baixa amperagem; para o `policiamento tático e escoltas armamento de porte calibre .40 e armamento portátil calibre .40 e 5,56mm semiautomático ou automático com coronha rebatível ou retrátil, quanto a malha curricular mínima com as seguintes disciplinas: gerenciamento de crises, primeiros socorros, direitos humanos, relações interpessoais, tiro policial com método e escalonamento da forca, noções de mecânica, técnicas de abordagem, legislação de trânsito, noções básicas de escoltas e batedor, educação  física, para o nível I, excetua-se a aplicação da disciplina tiro policial aos servidores cuja atividade no serviço público não seja autorizado o  porte de arma de fogo, os das disciplinas de pilotagem de alto risco (on/off road), técnicas avançadas de escolta e batedor, tiro tático e doutrina de patrulhamento tático com motocicletas para o nível II.  Lido, conhecido e aceito em João Pessoa, Paraíba, às vinte horas. Júlio Cesár Motta Fernandes –  TC QOPM –  PMGO, Robson Rodrigues da Silva –  TC QOPM –  PMERJ, Andre Ângelo da Silva –  Maj QOPM –   PMPE, José Rodrigues de Souza Neto  –   Maj QOC  –   PMPB, Luís

Gonzaga de Oliveira Júnior –  Cap QOPM –  PMSP, Adriano Meirelles Gonçalves –  Cap QOPM –  PMDF, Marcos Swami Sousa Pereira – 1 Ten QOPM –   PMRN, José Ricardo Mendes Barbosa –   3º Sgt BM –   PMPB, Felipe Araujo Costa de Oliveira –  PRF, Wanderley Amorim da

Silva – STTrans.”

Após apresentação das atividades desenvolvidas em todas regiões do país e socialização da primeira tentativa nacional de padronização dessa modalidade de policiamento nos entes federados, foi proposto a todos os participantes, a divisão das discussões em áreas temáticas, sendo elas: Recursos Humanos; Recursos Logísticos; Capacitação, Treinamento e Procedimentos Operacionais. Ficando definido que as discussões iriam permear o emprego da motocicleta em unidades de policiamento ostensivo ( ordinárias), unidades de policiamento especializadas ( patrulhamento tático e de recobrimento) e policiamento rodoviário, objetivando abranger e difundir o emprego adequado da motocicleta nas ações preventivas.

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Conforme definido pelo Grupo de Trabalho, essa área temática seria responsável em discutir e apresentar a todos os integrantes, as orientações acerca das necessidades relacionadas às pessoas que estariam atuando no policiamento ostensivo com motocicletas nos Estados.

Perfil

Inicialmente foi sugerido que o agente da lei que estaria atuando nessa seara, deveria  possuir um perfil básico, acrescido de competências específicas, de acordo com as necessidades  peculiares de cada corporação.

Foi destacado que várias pessoas usam a motocicleta diariamente para passeio, ir ao trabalho, viajar, encontro de motociclistas, dentre outras atividades inerentes a esse tipo de veículo. Porém, é consenso que há um imenso hiato entre usar a motocicleta em conformidade com o apresentado acima e usa-lá rotineiramente para trabalhar, em especial quando se trata do trabalho policial, que requer atenção com a equipe, com trânsito, observação permanente ao seu redor, aptidão para trabalho com motocicletas, dentre outros fatores, vislumbrando uma atuação  preventiva eficiente e eficaz. Nesse sentido, seria incompatível a falta de voluntariedade para

atuação nesse tipo de policiamento.

 Nesse sentido, as corporações devem fomentar medidas incentivadoras para o  profissional de segurança pública atuar com motocicleta. Não devendo porém, empregar pessoas

que não sejam voluntárias, fator crucial para o sucesso nessas ações.

Além desses requisitos, o profissional de segurança pública, deve possuir um comportamento condizente com a atividade. Nas policias militares, considera-se requisito mínimo o “Bom” comportamento.

A habilitação na categoria “A” é regra legal, não há o que se discutir, nenhum policial deverá atuar com motocicletas se não possuir habilitação em conformidade com a legislação de trânsito. Porém, somente a Carteira Nacional de Habilitação, não habilita um profissional de segurança a atuar na prevenção a criminalidade utilizando uma motocicleta, pois, exige-se treinamento específico, predisposição a atuar com esse tipo de veiculo e grande afinidade com motocicletas. Sugere-se que a CNH categoria “A”, também seja exigida como critério para seleção nos processos de admissão em cada Corporação, assim como já ocorrem com outras categorias descritas na legislação de trânsito.

Mesmo havendo uma área temática específica no Grupo de Trabalho referente à Capacitação e Treinamento, é importante frisar que não há como conceber um profissional, com

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todos os perfis indicados acima, sem, contudo não possuir uma capacitação ou treinamento específico para prevenção a criminalidade com emprego de motocicletas, além de avaliações  periódicas de desempenho.

Motivação e Escala de Serviço

O desgaste provocado pelas intempéries climáticas, calor desprendido do motor das motocicletas, peso do fardamento, equipamento e armamento, tensão provocada pela pilotagem  policial, sobrecarga fisiológica na coluna, nos membros superiores e inferiores, e o tráfego

realizado nas vias durante o policiamento ostensivo, são fatores que exige uma postura diferenciada da Corporação para que esses profissionais estejam sempre satisfeitos e motivados  para o trabalho diário.

 Nesse sentido, verifica-se a necessidade de ser regulamentado pelas Corporações, mecanismos de recompensa aos integrantes que atuam nessa área, seja ela pecuniária ou da forma que melhor entender cada Instituição, sendo importante que ela exista. Pois, não havendo uma motivação adequada, em regra geral, os profissionais estarão a procura de outras frentes de serviço.

Verifica-se ainda, que em algumas unidades de policiamento com motos, há a incidência de algumas patologias típicas, sendo necessário que haja preocupação das Corporações no sentido de desenvolver mecanismos de prevenção através de atividades físicas constantes e específicas, além do estudo dessas patologias em conjunto com intuições especializadas públicas e/ou  privadas.

A escala de serviço deve levar em consideração as limitações físicas do profissional de segurança pública, a realidade de cada instituição, efetivo e peculiaridades regionais. Não devendo passar de 08 (oito) horas ininterruptos de patrulhamento, com descanso capaz de restabelecer a capacidade operacional de cada profissional. Os integrantes do Grupo sugeriram escalas onde haja no máximo 08 (oito) horas no patrulhamento (com paradas intercaladas), com  períodos de 8 x 40, 12 x 60, 6 x 18 (com folgas nos finais de semana), ou outros períodos estipulados por cada instituição, de forma a considerar os desgastes provocados pela modalidade de policiamento com motocicletas.

Durante o trabalho recomenda-se para cada hora de patrulhamento, pelo menos 15 (quinze) a 20 (vinte) minutos em ponto de estacionamento, dando continuidade a prevenção em locais estratégicos e ao mesmo tempo, evitando sobrecarga na coluna.

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Emprego Operacional

O policiamento com motocicleta é a vedete do futuro, encaixa perfeitamente no contexto de Segurança Pública nos municípios brasileiros. Porém, ressalta-se que o seu emprego deve ser  bem avaliado nos períodos noturnos, chuvosos, com neblina e frio intenso. Devendo cada

instituição elencar as circunstâncias peculiares locais e prioridades de emprego operacional, sempre focado na qualidade da prestação de serviço a sociedade e segurança dos profissionais envolvidos

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14 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos AREA TEMÁTICA –  RECURSOS LOGÍSTICOS

Contextualização

Atualmente, percebe-se que algumas corporações não seguem padrões mínimos para aquisição de motocicletas, sistemas luminosos, sirene, equipamentos de proteção individual e inúmeros outros acessórios necessários para atuação rápida, ostensiva e dinâmica dos  profissionais de segurança com utilização desse tipo de veículo.

Há que se comentar, que a motocicleta é utilizada por criminosos em todas as partes do  país, seja nos conglomerados urbanos, seja no “Brasil profundo”, no  interior do país, nesse

sentido, é imperativo afirmar que em vários Estados, verificou-se algumas particularidades, a seguir:

A –  Os criminosos que cometem roubos, furtos, latrocínios e homicídios utilizando a motocicleta como meio de fuga, beneficiam-se da facilidade de esconder os dígitos da placa de identificação do veículo, do anonimato permitido pelo uso do capacete e agilidade da motocicleta, que permite “ passar por becos estreitos, subir escadarias, passar por pontes de madeira em palafitas  flutuantes, passar pelos meios de jardins, passeios públicos e canteiros de vias ou mesmo atravessar passarelas em avenidas” (Menezes, 2007). Não possibilitando eficácia e eficiência da  policia em prevenir essa modalidade criminosa somente com emprego de viaturas convencionais

(mais empregadas em nosso país);

B – A maioria desses criminosos utilizam um comparsa (garupa), que está com as mãos livres,  para fazer empunhadura e visada com uma arma de fogo, inclusive “preparado” para reagir 

contra a polícia, a exemplo das “saidinhas”  de banco, homicídios encomendados típicos de grupos de extermínio, latrocínios, roubos, furtos, etc;

C –  Em regra geral, nas corporações estaduais, há pequenas unidades específicas de atuação com motocicletas, sendo na maioria, grupos táticos que dá uma resposta condizente na prevenção a criminalidade, porém, limitado, pois, não conseguem abranger toda malha de prevenção realizada pelas unidades operacionais ordinárias. Essas, muitas vezes utilizam motos e acessórios inadequados e ainda, com foco voltado para fiscalização de trânsito ( há que se deixar claro, que a fiscalização de trânsito é importantíssima no contexto da segurança pública), esquecendo às vezes de focar também, na prevenção aos crimes que geram graves conseqüências a sociedade como os mencionados acima.

D  –   Em vários municípios localizados no interior dos Estados, nos rincões desse país, no denominado “Brasil profundo”, é importante o emprego da motocicleta na prevenção a criminalidade, se complementando com outras políticas sistêmicas de policiamento hidroviário e aeropolicial;

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Segurança Pública

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E - Verifica-se uma acentuada falta de procedimento operacional arrojada que possibilite ao  policial, segurança, surpresa, agilidade, flexibilidade e superioridade de meios;

F –  A quantidade de motocicletas empregadas no policiamento ostensivo ainda é muito restrita. Analisando as iniciativas regionalizadas acerca da frota de motocicletas empregadas no  policiamento ostensivo, destacamos o projeto de Lei nº 2.524/2009 do Deputado Nilton Salomão

do Rio de Janeiro, fruto de constatações óbvias do Parlamentar em conjunto com a sociedade civil organizada, inclusive com a participação da Federação de Moto Clubes naquele Estado, que  participa ativamente das questões relacionadas à Segurança Pública.

Vislumbrando que o trabalho em questão é pertinente, segue abaixo “ipsis litteris” o  projeto de lei e justificativa daquele parlamentar sobre o projeto que visa traçar uma orientação

de Estado, para com o emprego da motocicleta na prevenção ao delito no Estado do Rio de Janeiro, e, que também pode ser utilizado como parâmetro em outras unidades da federação, como critério de aumento da frota.

“PROJETO DE LEI Nº 2524/2009

ESTABE LE CE PERCENTUAL M ÍNI M O PARA QUANTI DADE DE M OTOCI CLETA S DE POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM RELAÇÃ O AO NÚM ERO DE MOTOCI CLETA S CIRCUL ANT ES NOS M UN I CÍPI OS DO ESTADO DO RIO DE JANEI RO .

Autor(es): Deputado NI LT ON SALOM AO 

A ASSEM BL ÉI A LE GISLATI VA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 

RESOLVE: 

Art. 1ºO número de motocicletas utilizado por cada Batalhão de Polícia Militar,

no Estado do Rio de Janeiro, obedecerá aos percentuais mínimos definidos na  presente lei.

Art. 2º O número mínimo de motocicletas para cada município será de: I --Um por cento do número total de motos circulantes, em municípios cujo o

número total destes veículos for superior a cem mil;

I I - -   Dois por cento, em municípios onde o número total de motociclistas for

 superior a cinquenta mil e inferior a cem mil;

I I I   --Três por cento, em municípios onde o número total de motocicletas for

inferior a cinquenta mil motocicletas.

Art. 3 º O número de motocicletas definidos no artigo anterior deverá ser

implementando no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, sendo certo que a metade do número de motocicletas definido no artigo anterior deverá ser implementada no prazo máximo de 12 (doze) meses.

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Segurança Pública

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utilizará como parâmetro o cadastro destes veículos do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN).

Art. 5ºO Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 30 dias. Ar t. 6º  Entra em vigor a presente lei na data de sua publicação, revogando-se

todos os dispositivos contrários.

 Plenário Barbosa Lima Sobrinho 08 de setembro de 2009.  DEPUTADO NILTON SALOMÃO

JUSTIFICATIVA

Segundo estatísticas do DETRAN, circulam no Estado do Rio de Janeiro 624.483 motos. Este número é superior à quantidade de motocicletas de 2008. No mesmo  período, houve um aumento de 28% nos furtos de motocicletas em relação ao ano  passado.

 A utilização de motocicletas na prática de delitos tem aumentado de forma considerável nos últimos anos. A agilidade de uma motocicleta na abordagem das vítimas, e na fuga dos locais dos crimes são os grandes atrativos para que este veículo seja largamente usado pelos criminosos. Uma moto pode entrar em locais que um automóvel não entra, bem como mudar de sentido nas ruas, ou transpor canteiros, fatos impensáveis para um carro.

 Eficaz na abordagem, ágil na fuga, as motocicletas precisam ser combatidas com instrumentos compatíveis com suas características. Somente a utilização de outras motocicletas, poderá minimizar esse tipo de atuação. Com iguais características de deslocamento, as motos podem perseguir de forma eficaz os criminosos, e obter resultados que os carros tradicionais não conseguem.

O presente projeto de lei não busca alterar o efetivo da Polícia Militar -competência sabidamente exclusiva do Executivo - mas sim compelir a administração a fornecer um número de motocicletas por batalhão proporcional ao número de motocicletas circulantes em cada município.

 A proporção de motocicletas da Polícia Militar em relação ao total de motocicletas circulantes foi discutida pelo Deputado Nilton Salomão e representantes da Federação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro, e reflete, no entender destes, um número razoável para combate contundente à criminalidade.

 Desta forma, defendemos que a forma mais eficaz de combater a utilização de motocicletas para prática de delitos é utili zar outras motocicletas.”

Além dessas iniciativas, foi observado os resultados desoladores das pesquisas realizadas em 2009 pela Fundação Dom Cabral sobre a Mobilidade Urbana no Brasil, sendo constatado que em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre o trânsito poderá  parar em alguns anos, se não for tomado medidas estruturais e sistêmicas. A referida fundação,

ainda calculou os prejuízos anuais com o trânsito lento nas grandes cidades brasileiras, com  projeções na ordem de 30 bilhões de reais por ano somente no Estado de São Paulo e 33 bilhões de reais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Sendo inegáveis os reflexos dessas  problemáticas também no contexto da segurança pública.

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17 17 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos

Visando dar resposta a esse problema estrutural, que pode inclusive prejudicar o Visando dar resposta a esse problema estrutural, que pode inclusive prejudicar o espetáculo da Copa do Mundo 2014 no Brasil, o Ministério das Cidades anunciou um projeto espetáculo da Copa do Mundo 2014 no Brasil, o Ministério das Cidades anunciou um projeto específico sobre mobilidade urbana nas grandes cidades, com investimentos na ordem de 11 específico sobre mobilidade urbana nas grandes cidades, com investimentos na ordem de 11  bilhões de

 bilhões de reais reais em em infra-estrutura, infra-estrutura, visando visando inicialmente os inicialmente os Jogos de Jogos de 2014, 2014, com com expectativa deexpectativa de deixar um legado que será complementado com outros projetos nessa seara. Sendo imperioso deixar um legado que será complementado com outros projetos nessa seara. Sendo imperioso que exista uma resposta também no âmbito da segurança pública, que será envolvida em torno que exista uma resposta também no âmbito da segurança pública, que será envolvida em torno dessa problemática a todo instante.

dessa problemática a todo instante.

Verificando as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Segurança Pública Verificando as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Segurança Pública à SENASP/MJ, percebe-se um contingente muito pequeno de viaturas empregadas à SENASP/MJ, percebe-se um contingente muito pequeno de viaturas empregadas especificamente na prevenção a criminalidade nos municípios brasileiros, totalizando especificamente na prevenção a criminalidade nos municípios brasileiros, totalizando aproximadamen

aproximadamente 6.505 (seis mil te 6.505 (seis mil quinhentos e cinco) motocicletas e cerca de 21.444 (vinte e umquinhentos e cinco) motocicletas e cerca de 21.444 (vinte e um mil quatrocentos e quarenta e quatro) automóveis. Ressalta-se que os Estados de Pernambuco, mil quatrocentos e quarenta e quatro) automóveis. Ressalta-se que os Estados de Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão não responderam aos questionários sobre esses tópicos à SENASP/MJ. Minas Gerais e Maranhão não responderam aos questionários sobre esses tópicos à SENASP/MJ. Após análise dos dados descritos na tabela abaixo, foram constatadas algumas relações Após análise dos dados descritos na tabela abaixo, foram constatadas algumas relações interessantes:

interessantes:

1 - A relação aproximada entre número de policiais militares x automóveis (viaturas) 1 - A relação aproximada entre número de policiais militares x automóveis (viaturas) caracterizada

caracterizadas no Brasil é de 19,5 x s no Brasil é de 19,5 x 1;1; 2 - A relação entre policiais x

2 - A relação entre policiais x motocicletas (viaturas) é de 64,40 motocicletas para cada policmotocicletas (viaturas) é de 64,40 motocicletas para cada policial;ial; 3 - A relação entre motocicletas (viaturas) x automóveis (viaturas) é de 0,30 x 1.

3 - A relação entre motocicletas (viaturas) x automóveis (viaturas) é de 0,30 x 1.

44 –  –  A relação ideal seria pelo meno A relação ideal seria pelo menos 02 (duas) motocicletas pas 02 (duas) motocicletas para cada 01 (um) automóvel: ra cada 01 (um) automóvel: 2 x 1;2 x 1; Utilizando o parâmetro descrito no item (4), para aumento da frota de motocicletas, Utilizando o parâmetro descrito no item (4), para aumento da frota de motocicletas, teríamos atualmente, um déficit aproximado de 36.382 motocicletas nas Policias Militares do teríamos atualmente, um déficit aproximado de 36.382 motocicletas nas Policias Militares do Brasil. Ressalta-se, que esse quantitativo é o ideal, porém, existem vários outros parâmetros que Brasil. Ressalta-se, que esse quantitativo é o ideal, porém, existem vários outros parâmetros que  podem

 podem ser ser utilizados utilizados para para familiarizar familiarizar o o uso uso da da motocicleta motocicleta nas nas ações ações de de prevenção prevenção aa criminalidade no país, a exemplo do quantitativo por unidade operacional mencionada após a criminalidade no país, a exemplo do quantitativo por unidade operacional mencionada após a tabela abaixo.

tabela abaixo.

EFETIVO E FROTA DE VIATURAS NAS POLÍCIAS MILITARES EFETIVO E FROTA DE VIATURAS NAS POLÍCIAS MILITARES

UF Efetivo UF Efetivo Número de Número de Unidades Unidades Operacionais Operacionais Motocicletas Motocicletas em uso em uso caracterizada caracterizada Automóveis Automóveis em uso em uso caracterizada caracterizada Relação Relação Motocicletas Motocicletas x x Automóveis Automóveis Quantidade Ideal Quantidade Ideal de motocicletas de motocicletas em uso em uso operacional operacional Déficit Déficit atual atual  AC  AC 1922 1922 34 34 73 73 126 126 0,6 0,6 252 252 179179  AL  AL 5632 5632 299 299 97 97 503 503 0,2 0,2 1006 1006 909909  AM  AM 5905 5905 104 104 476 476 451 451 1,1 1,1 902 902 426426  AP  AP 2951 2951 12 12 94 94 105 105 0,9 0,9 210 210 116116 BA BA 30771 30771 646 646 552 552 1541 1541 0,4 0,4 3082 3082 25302530 CE CE 14050 14050 236 236 1065 1065 983 983 1,1 1,1 1966 1966 901901 DF DF 14585 14585 NR NR 499 499 552 552 0,9 0,9 1104 1104 605605

(19)

18 18 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos ES ES 7247 7247 164 164 297 297 937 937 0,3 0,3 1874 1874 15771577 GO GO 12042 12042 288 288 596 596 1503 1503 0,4 0,4 3006 3006 24102410 MA MA 10164 10164 NR NR NR NR 436 436 xxx xxx 872872 xxxxxx MG 48763 MG 48763 ... ... ... ... ... ... xxx xxx xxx xxx xxxxxx MS MS 5383 5383 183 183 45 45 166 166 0,3 0,3 332 332 287287 MT MT 6176 6176 211 211 305 305 426 426 0,7 0,7 852 852 547547 PA PA 13139 13139 69 69 629 629 666 666 0,9 0,9 1332 1332 703703 PB PB 8721 8721 467 467 160 160 391 391 0,4 0,4 782 782 622622 PE PE 19216 19216 ... ... ... ... ... ... xxxxxx xxx xxx xxxxxx PI PI 9807 9807 34 34 420 420 244 244 1,7 1,7 488 488 6868 PR PR 19534 19534 625 625 1027 1027 2750 2750 0,4 0,4 5500 5500 44734473 RJ RJ 36187 36187 304 304 608 608 3451 3451 0,2 0,2 6902 6902 62946294 RN RN 8701 8701 219 219 320 320 339 339 0,9 0,9 678 678 358358 RO RO 5119 5119 NR NR 160 160 328 328 0,5 0,5 656 656 496496 RR RR 1586 1586 84 84 108 108 124 124 0,9 0,9 248 248 114040 RS RS 22379 22379 250 250 579 579 1986 1986 0,3 0,3 3972 3972 33933393 SC SC 11276 11276 92 92 763 763 1779 1779 0,4 0,4 3558 3558 27952795 SE SE 5625 5625 126 126 123 123 137 137 0,9 0,9 274 274 151151 SP SP 87822 87822 2067 2067 2286 2286 10112 10112 0,2 0,2 20224 20224 1793817938 TO TO 4300 4300 205 205 112 112 194 194 0,6 0,6 388 388 276276 TOTAL TOTAL 419003 419003 2824 2824 6506 6506 21444 21444 0,3 0,3 42888 42888 3638236382 Fonte: DEPAID/SENASP/MJ 2009 Fonte: DEPAID/SENASP/MJ 2009  NR: Não respondeu a q

 NR: Não respondeu a questãouestão ...: Não respondeu a pesquisa ...: Não respondeu a pesquisa XXX: Sem resposta

XXX: Sem resposta

Visando propiciar outros parâmetros para familiarização do emprego da motocicleta nas Visando propiciar outros parâmetros para familiarização do emprego da motocicleta nas ações preventivas no país, o Grupo de Trabalho, apresentou outra sugestão para definição da ações preventivas no país, o Grupo de Trabalho, apresentou outra sugestão para definição da quantidade de motocicletas ideais no policiamento ostensivo. Construindo uma relação entre o quantidade de motocicletas ideais no policiamento ostensivo. Construindo uma relação entre o número de habitantes por municípios e o

número de habitantes por municípios e o de unidades operacionais nos Estados.de unidades operacionais nos Estados.

Quantidade de motocicletas por unidade operacional Quantidade de motocicletas por unidade operacional

 Capitais e municípios acima de 100.000 habitantes: 20 (vinte) motocicletas porCapitais e municípios acima de 100.000 habitantes: 20 (vinte) motocicletas por

unidade operacional; unidade operacional;

 Municípios entre 50.000 e 100.000 habitantes; 14 (quatorze) motocicletas porMunicípios entre 50.000 e 100.000 habitantes; 14 (quatorze) motocicletas por

unidade operacional; unidade operacional;

 Municípios entre 20.000 e 50.000 habitantes: 08 (oito) motocicletas por unidadeMunicípios entre 20.000 e 50.000 habitantes: 08 (oito) motocicletas por unidade

operacional; operacional;

 Municípios abaixo de 20.000 habitantes: mínimo de 04 (quatro) motocicletas porMunicípios abaixo de 20.000 habitantes: mínimo de 04 (quatro) motocicletas por

unidade operacional; unidade operacional;

(20)

19 19 Secretaria Nacional de Secretaria Nacional de Segurança Pública Segurança Pública Ministério da Justiça

Ministério da Justiça Departamento de Políticas,Departamento dePolíticas, Programas e Projetos Programas e Projetos

Validando ess

Validando essa relação, teríamos cerca de a relação, teríamos cerca de 2824 unidades ope2824 unidades operacionais e a racionais e a média de 11,5média de 11,5 motocicletas por unidade, totalizando o quantitativo ideal de pelo menos 32.476 motocicletas a motocicletas por unidade, totalizando o quantitativo ideal de pelo menos 32.476 motocicletas a serem empregad

serem empregadas nas Policias Militares no Brasil, déficit as nas Policias Militares no Brasil, déficit de pelo menos 25.97de pelo menos 25.979 motocicletas.9 motocicletas. Além de fazer menção à necessidade de incrementar a quantidade de motocicletas Além de fazer menção à necessidade de incrementar a quantidade de motocicletas empregadas na prevenção a criminalidade em nosso país, foi unânime a

empregadas na prevenção a criminalidade em nosso país, foi unânime a necessidadnecessidade de definiçãoe de definição de alguns critérios técnicos sobre os equipamentos, veículos e acessórios a serem sugeridas às de alguns critérios técnicos sobre os equipamentos, veículos e acessórios a serem sugeridas às corporações no Brasil, evitando a falta de padronização e i

corporações no Brasil, evitando a falta de padronização e inadequaçnadequação a atividade.ão a atividade.

Os integrantes do Grupo de Trabalho dividiram os assuntos de logística em 04 (quatro) Os integrantes do Grupo de Trabalho dividiram os assuntos de logística em 04 (quatro) itens: viaturas, equipamento de segurança individual; uniforme básico; armamento e quantidade itens: viaturas, equipamento de segurança individual; uniforme básico; armamento e quantidade de motocicletas por fração de efetivo.

de motocicletas por fração de efetivo. 1. VIATURAS 1. VIATURAS EQUIPAMENTO EQUIPAMENTO POLICIAMENTO POLICIAMENTO PREVENTIVO PREVENTIVO ORDINÁRIO ORDINÁRIO POLICIAMENTO POLICIAMENTO OSTENSIVO OSTENSIVO RECOBRIMENTO RECOBRIMENTO (TÁTICO) (TÁTICO) POLICIAMENTO POLICIAMENTO RODOVIÁRIO RODOVIÁRIO Motocicleta Motocicleta

Motocicleta com potência Motocicleta com potência mínima entre 250cc e 400cc, mínima entre 250cc e 400cc, on/off road 

on/off road , com pneu de uso, com pneu de uso misto, injeção eletrônica e misto, injeção eletrônica e  partida

 partida elétrica/eletrônica.elétrica/eletrônica. Autonomia mínima de 150 a Autonomia mínima de 150 a 200 km. Distância do solo, 200 km. Distância do solo, adequada para ações adequada para ações  preventivas em áreas urbanas e  preventivas em áreas urbanas e

rurais. rurais. Justificativa: Rapidez no Justificativa: Rapidez no deslocamento, versatilidade, deslocamento, versatilidade, custo e consumo. custo e consumo.

Motocicleta com potência Motocicleta com potência entre 600cc a 1000cc

entre 600cc a 1000cc on/offon/off road 

road , com pneu de uso misto., com pneu de uso misto. injeção eletrônica e partida injeção eletrônica e partida elétrica/eletrônica. Autonomia elétrica/eletrônica. Autonomia mínima de 200 km. Distância mínima de 200 km. Distância do solo, adequada para ações do solo, adequada para ações  preventivas em áreas urbanas e  preventivas em áreas urbanas e

rurais. rurais. Justificativa: Rapidez no Justificativa: Rapidez no deslocamento, robustez, deslocamento, robustez, versatilidade e necessário versatilidade e necessário  poder de impacto.  poder de impacto.

Motocicleta com potência Motocicleta com potência acima 600 cc, exceto modelo acima 600 cc, exceto modelo super bike com injeção super bike com injeção eletrônica e partida elétrica / eletrônica e partida elétrica / eletrônica. Autonomia mínima eletrônica. Autonomia mínima entre 250 a 300 km.

entre 250 a 300 km.

Justificativa: Poder para Justificativa: Poder para recuperação e visão recuperação e visão impactante. impactante. Sistema de Sistema de iluminação iluminação

Conjunto do farol que permita Conjunto do farol que permita iluminação adequada de iluminação adequada de acordo com a mobilidade acordo com a mobilidade necessária à atividade de necessária à atividade de  policiamento

 policiamento ostensivo.ostensivo. Sinalizador luminoso dianteiro Sinalizador luminoso dianteiro e traseiro de tamanho e traseiro de tamanho reduzido, percepção reduzido, percepção  panorâmica

 panorâmica aos aos demaisdemais condutores e dotado de condutores e dotado de lâmpadas do tipo

lâmpadas do tipo led led   com  com lentes em material resistente e lentes em material resistente e vedado na cor vermelha ou vedado na cor vermelha ou cristal, instalados em local que cristal, instalados em local que não dificulte ao policial não dificulte ao policial montar e desmontar da montar e desmontar da motocicleta. motocicleta. Justificativa: Versatilidade da Justificativa: Versatilidade da atividade policial, agilidade e atividade policial, agilidade e segurança.

segurança.

Conjunto do farol que permita Conjunto do farol que permita iluminação adequada de iluminação adequada de acordo com a mobilidade acordo com a mobilidade necessária à atividade de necessária à atividade de  policiamento

 policiamento ostensivo.ostensivo. Sinalizador luminoso dianteiro Sinalizador luminoso dianteiro e traseiro de tamanho e traseiro de tamanho reduzido, percepção reduzido, percepção  panorâmica

 panorâmica aos aos demaisdemais condutores e dotado de condutores e dotado de lâmpadas do tipo

lâmpadas do tipo led led   com  com lentes em material resistente e lentes em material resistente e vedado na cor vermelha ou vedado na cor vermelha ou cristal, instalados em local que cristal, instalados em local que não dificulte ao policial não dificulte ao policial montar e desmontar da montar e desmontar da motocicleta. motocicleta. Justificativa: Versatilidade da Justificativa: Versatilidade da atividade policial, agilidade e atividade policial, agilidade e segurança.

segurança.

Sinalizador luminoso dianteiro Sinalizador luminoso dianteiro e traseiro de tamanho e traseiro de tamanho  proporcional

 proporcional ao ao tamanho tamanho dada motocicleta, percepção motocicleta, percepção  panorâmica

 panorâmica aos aos demaisdemais condutores e dotado de condutores e dotado de lâmpadas do tipo

lâmpadas do tipo led led   com  com lentes em material resistente lentes em material resistente na cor vermelha ou cristal. na cor vermelha ou cristal. instalados em local que não instalados em local que não dificulte ao policial montar e dificulte ao policial montar e desmontar da motocicleta. desmontar da motocicleta. Justificativa: Versatilidade da Justificativa: Versatilidade da atividade policial e segurança atividade policial e segurança

Sirene (alarme Sirene (alarme sonoro) para moto sonoro) para moto

Sirene eletrônica com no Sirene eletrônica com no mínimo 30 W de potencia, mínimo 30 W de potencia, resistente a intempéries resistente a intempéries climáticas, calor gerado pelo climáticas, calor gerado pelo

Sirene eletrônica com no Sirene eletrônica com no mínimo 30 W de potencia, mínimo 30 W de potencia, resistente a intempéries resistente a intempéries climáticas, calor gerado pelo climáticas, calor gerado pelo

Sirene eletrônica com no Sirene eletrônica com no mínimo 30 W de potência, mínimo 30 W de potência, resistente a intempéries resistente a intempéries climáticas, calor gerado pelo climáticas, calor gerado pelo

(21)

20 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

motor e água. motor e água. motor e água.

Estrutura para armazenamento de

materiais

Bauleto ou bolsa (ressalta-se que o bauleto, poderá dificultar

a agilidade do policial em algumas ocasiões críticas)

Bolsa (tamanho reduzido) Bauleto e/ou alforge

Equipamentos adicionais

1. Protetor de motor; 2. Protetor de cárter; 3. Porta tonfa ou bastão  policial;

4. Protetor de manete; 5. Dispositivo corta linha

“pipa”;

1. Protetor de motor; 2. Protetor de Carter; 3. Porta tonfa ou bastão  policial;

4. Protetor de manete; 5. Dispositivo corta linha

“pipa”;

1. Protetor de motor; 2. Protetor de Carter; 3. Porta tonfa ou bastão  policial;

4. Protetor de manete; 5. Dispositivo corta linha

“pipa”;

VTR 04 rodas Justificativa: apoioSIM Justificativa: apoioSIM Justificativa: apoioSIM

2. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL

EQUIPAMENTO POLICIAMENTO PREVENTIVO ORDINÁRIO POLICIAMENTO OSTENSIVO RECOBRIMENTO (TÁTICO) POLICIAMENTO RODOVIÁRIO

Colete Balístico Colete balístico, no mínimonível II. Colete balístico nível III-A. Colete balístico, no mínimonível II.

Colete tático

Colete tático dotado de coldre  posicionado em angulo de 60º

da linha vertical central.

Justicativa: facilidade de saque e menor risco de perda da arma durante o deslocamento.

Colete tático dotado de coldre  posicionado em angulo de 60º

da linha vertical central.

Justicativa: facilidade de saque e menor risco de perda da arma durante o deslocamento.

Colete tático dotado de coldre  posicionado em angulo de 60º

da linha vertical central.

Justicativa: facilidade de saque e menor risco de perda da arma durante o deslocamento. Jaqueta

Jaqueta de couro ou cordura com proteção para os cotovelos ombros e coluna.

Jaqueta de couro ou cordura com proteção para os cotovelos ombros e coluna.

Jaqueta de couro ou cordura com proteção para os cotovelos ombros e coluna. Bota

Bota especial para motociclista com no mínimo 30 cm de cano com proteção de canela e tornozelo.

Bota especial para motociclista com no mínimo 30 cm de cano com proteção de canela e tornozelo.

Bota especial para motociclista com no mínimo 30 cm de cano com proteção de canela e tornozelo.

Capacete

Capacete articulado para motociclista com viseira interna e externa transparente, tratamento anti-risco, anti  – 

embaçante e com proteção ultravioleta.

Capacete articulado para motociclista com viseira interna e externa transparente, tratamento anti-risco, anti – 

embaçante e com proteção ultravioleta.

Capacete articulado para motociclista com viseira interna e externa transparente, tratamento anti-risco, anti – 

embaçante e com proteção ultravioleta.

Radio transceptor Portátil

Rádio transceptor portátil com microfone de lapela ou outro sistema sem fio que possibilite comunicação eficiente com comandos que não interfiram na atenção do piloto.

Rádio transceptor portátil com microfone de lapela ou outro sistema sem fio que possibilite comunicação eficiente com comandos que não interfiram na atenção do piloto.

Rádio transceptor portátil com microfone de lapela ou outro sistema sem fio que possibilite comunicação eficiente com comandos que não interfiram na atenção do piloto.

Luva Luva para motociclista Luva para motociclista Luva para motociclista Capa de chuva

Capa de chuva para motociclista com detalhe refletivo

Capa de chuva para motociclista com detalhe refletivo

Capa de chuva para motociclista com detalhe refletivo

Colete refletivo  policiamento de trânsitoColete refletivo utilizado no  Não utiliza Colete refletivo Equipamentos

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21 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos 3. UNIFORME BÁSICO PEÇA POLICIAMENTO PREVENTIVO ORDINÁRIO POLICIAMENTO OSTENSIVO RECOBRIMENTO (TÁTICO) POLICIAMENTO RODOVIÁRIO Calça Calça rip stop com reforço na

região pélvica e joelho.

Macacão especifico para motociclista com reforço na

região pélvica, cotovelo e  joelho.

Macacão especifico para motociclista com reforço na região pélvica, cotovelo e joelho. Camisa Gandola manga longa rip stop

com reforço na região do cotovelo

Cobertura Especifica da instituição Especifica da instituição Especifica da instituição Cinto Especifica da instituição Especifica da instituição Especifica da instituição Cinto de guarnição Dispensável com a utilização

do colete tático

Dispensável com a utilização do colete tático

Dispensável com a utilização do colete tático

Cordão “fiel”, fixo

ou retrátil

Possibilita fixação do armamento, de forma a evitar sua perca durante o trabalho operacional.

Possibilita fixação do armamento, de forma a evitar sua perca durante o trabalho operacional.

Possibilita fixação do armamento, de forma a evitar sua  perca durante o trabalho

operacional.

Observação: Há necessidade de realizar um estudo e, por conseguinte desenvolver um macacão ou vestimenta adequada e específica para o policiamento de motocicletas.

4. ARMAMENTO BÁSICO PARA O POLICIAL MOTOCICLISTA POLICIAMENTO PREVENTIVO

ORDINÁRIO POLICIAMENTO OSTENSIVORECOBRIMENTO (TÁTICO) POLICIAMENTO RODOVIÁRIO

 Pistola calibre .40 com 03

carregadores sobressalentes;

 Arma de condutividade elétrica  Bastão policial ou tonfa.

 Espargidor de solução ou espuma

lacrimogênea de uso individual.

Pistola calibre .40 com 03

carregadores sobressalentes;

Arma de apoio para a equipe com

tamanho reduzido (carabina, sub-metralhadora,etc)

 Arma de condutividade elétrica  Bastão policial ou tonfa.

Espargidor de solução ou espuma

lacrimogênea de uso individual

Pistola calibre .40 com 03

carregadores sobressalentes;

 Arma de condutividade elétrica  Bastão policial ou tonfa.

 Espargidor de solução ou espuma

lacrimogênea de uso individual

5. QUANTITATIVO DE MOTOCICLETAS POR FRAÇÃO DE EFETIVO

EQUIPE POLICIAMENTO PREVENTIVO ORDINÁRIO POLICIAMENTO RODOVIÁRIO POLICIAMENTO OSTENSIVO RECOBRIMENTO (TÁTICO) Guarnição Mínimo: 02 motocicletasideal: 03

Mínimo: 02 motocicletas

ideal: 03

Mínimo: 03 motocicletas (com um policial montado) Pelotão 20 motocicletas 02 automóveis (apoio) 20 motocicletas 02 automóveis (apoio) 30 motocicletas 03 automóveis (apoio) Companhia 40 motocicletas 04 automóveis (apoio) 40 motocicletas 04 automóveis (apoio) 60 motocicletas 06 automóveis (apoio)

(23)

22 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

AVALIAÇÃO DE MOTOCICLETAS, EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

Visando complementar as informações descritas nas tabelas acima, segue abaixo algumas imagens e comentários, de forma a ilustrar as orientações emanadas do Grupo de Trabalho. Ressalta-se que as motocicletas abaixo, são meramente ilustrativas e não representam nenhuma  preferência mercadológica, sendo apenas de cunho didático, inclusive foi retirada qualquer

identificação de propriedade ou marca. Itens observados:

A –  Policiais equipados para emprego operacional com motocicletas; B –  Montar e desmontar de motocicletas equipadas com bauleto; C –  Montar e desmontar de motocicletas equipadas sem bauleto; D –  Imagens de motocicletas equipadas para atividade policial; E –  Aplicação das motocicletas em áreas urbanas e rural;

F - Avaliação de desempenho de 03 (três) motocicletas: moto A - característica street de 125cc; motoB - característica on/off road de 250cc e moto C - característica on/off acima de 600 cc.

A –  Policiais equipados para atividade de policiamento com motos (capacetes, colete

balístico, luvas, botas, caneleira e cotoveleira)

 Nas atividades de policiamento com motos, equipamentos de proteção individual são indispensáveis para salvaguarda da integridade física dos profissionais de segurança pública, devendo cada policial, possuir o mínimo de EPIs para o desenvolvimento de suas atividades de  policiamento ostensivo, a exemplo dos equipamentos demonstrados na imagem acima,

ressaltando que é interessante que o capacete seja de altíssima qualidade, com viseira interna e externa, e possibilidade de ser aberta a proteção frontal, para ocasiões onde haja necessidade de verbalização, visualização no patrulhamento ostensivo, dentre outras necessidades. Devendo cada corporação definir as especificações básicas e adotá-los de forma obrigatória em toda atividade operacional, bem como procurar desenvolver fardamentos específicos para essas atividades operacionais, considerando que corriqueiramente é utilizado fardamento inapropriado.

(24)

23 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

B –  Montar e desmontar de motocicleta equipada com bauleto Com pé apoiado no solo Com pé apoiado na pedaleira

Risco de queda ao montar Dificuldade ao montar

C –  Montar e desmontar da motocicleta equipada sem bauleto Maior agilidade ao montar e desmontar Menor risco de queda

(25)

24 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

As imagens acima sugerem algumas observações interessantes e que deve ser bem avaliada por cada corporação ao dar prosseguimento a difusão do emprego da motocicleta no  policiamento preventivo.

Inicialmente é unanime a constatação que na esmagadora maioria dos roubos, homicídios e latrocínios ocorridos com emprego de motocicletas, os perpetradores possuem relativa destreza com esses veículos, estão em dupla e o garupa apto a utilizar a arma de fogo, devendo os profissionais de segurança pública estarem em superioridade para com essa realidade fatídica.

Porém, quando empregamos motocicletas no policiamento ostensivo, necessitamos de  portar alguns documentos, munições extras e outros materiais específicos de cada corporação. Em regra geral, é fixado nas motocicletas bauletos com capacidade média de 27 litros, tamanho suficiente para portar todo esse material e com sobra de espaço. Verifica-se, porém, que esse acessório, pode dificultar a agilidade do policial em momentos críticos, a exemplo de uma abordagem a dois indivíduos em atitude suspeita em deslocamento numa motocicleta, fato corriqueiro em qualquer local.

 Nas fotos acima, não restam dúvidas sobre essa assertiva, porém, temos consciência que é necessário haver um recipiente para guarda de alguns materiais indispensáveis aos policiais durante a realização de policiamento com motos. Nesse contexto, sugerem-se como alternativa, outros recipientes, como bolsas im permeáveis, confeccionadas com poliamida 6.6 de tranças “rip  stop”, com medidas reduzidas e que possa ser fixada e retirada facilmente do bagageiro da

motocicleta, adaptadas para cada realidade e que não dificulte a ação policial nas ocasiões narradas acima.

Devendo cada corporação avaliar suas reais necessidades e definir o tamanho, modelo e características desses recipientes, vislumbrando dar maior segurança na ação policial, capacidade de resposta, surpresa, agilidade e versatilidade possibilitada pelo uso da motocicleta na prevenção à criminalidade.

(26)

25 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

E –  Aplicação das motocicletas em áreas urbanas e rural Ostensividade e altura das motocicletas “street”

(27)

26 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

Saídade obstáculos com motocicletas “street”

(28)

27 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos Uso de motocicletas “Street” em áreas rurais –  altura em relação ao solo e pneus

(29)

28 Secretaria Nacional de

Segurança Pública

Ministério da Justiça Departamento de Políticas, Programas e Projetos

Uso de motocicletas “on / off road” em áreas rurais –  altura em relação ao solo e pneus

As imagens acima, são alto explicativas, porém, cabe ressaltar algumas observações. Em relação aos sistemas luminosos, cabe salientar que os mesmos são imprescindíveis para emprego da motocicleta nas ações de policiamento ostensivo, visando cumprir as regulamentações legais e principalmente propiciar segurança aos  profissionais de segurança pública e aos condutores em geral, em especial nas ocasiões de deslocamento de emergência e abordagens policiais. Após observação de alguns modelos existentes, verifica-se a necessidade de utilizar sinalizadores potentes, com tamanhos reduzidos e que possibilite visualização bem ampla, não sendo suficiente somente a sinalização frontal ou traseira.

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Em relação à aplicação das motocicletas em policiamento preventivo em áreas urbanas e rurais, cabe algumas observações:

As motocicletas tipo “street” por ter um estilo próprio e distância livre do solo reduzida, trás algumas dificuldades ao policiamento ostensivo. Essas motocicletas não  possuem altura suficiente para permitir uma visualização privilegiada no trânsito,

importantíssimo no policiamento ostensivo; não possibilitam manobras ágeis entre veículos (não raro, necessário na atividade de segurança pública onde pessoas correm risco de vida e é imperiosa a atuação rápida e segura da polícia), podendo haver colisões com retrovisores de veículos; grande dificuldades nas saídas de obstáculos nas áreas urbanas e rurais, como nas situações exemplificadas acima, dentre inúmeras outras restrições.

F - Avaliação de desempenho de motocicletas

Visando fornecer subsídios sobre o desempenho de algumas motocicletas, foram feitas algumas avaliações no sentido de mensurar o tempo de resposta e desempenho de algumas motocicletas existentes no mercado nacional.

Os testes foram realizados com 03 (três) motocicletas: Moto A – 125cc “street”;

Moto B – 250cc “on/off road”; Moto C – 660 cc “on/off road”;

As avaliações consistiram em verificar o tempo gasto, com e sem passageiro (segurança), para alcançar de 0 a 100 km/h nas motocicletas com cilindrada igual e superior a 250cc. Na motocicleta de 125cc, foi utilizado como parâmetro o tempo gasto  para atingir 0 a 75 km/h, devido ao tamanho reduzido da pista utilizada. O peso

individual de cada piloto envolvido nos testes é de 83 kg.

Moto A –  125cc: as avaliações realizadas com essa motocicleta, foi verificado que a mesma possui um tempo de resposta de 0 a 100 km/h lento, tendo um desempenho melhor de 0 a 75 km/h, com um grande esforço para alcançar 100 km/h. Devido as dificuldades em alcançar a velocidade proposta de 100 km/h nos locais de avaliaçao, foi estipulado a velocidade de 0 a 75 km/h.

Inicialmente o piloto utilizou a motocicleta sem passageiro (segurança), demorando cerca de 14 (quatorze) segundos para alcançar a velocidade de 75 km/h e 24 (vinte e quatro) segundos para alcançar a velocidade de 90 km/h.

 No segundo teste com a motocicleta, foi utilizado um passageiro (segurança), que  pode ser utilizado por algumas corporações para realização de abordagens rotineiras a indivíduos em atitude suspeita, dando uma condição de maior segurança ao policial.

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 Nesse caso, o teste foi ainda mais pífio, para alcançar 75 km/h o tempo gasto foi de 22 (vinte e dois) segundos, não deixando dúvidas que cilindradas muito baixas, não são indicadas para atividade de policiamento ostensivo, muito menos, as que possuem estilo “street”, como era o caso da motocicleta A.

Moto B –  250cc: Foi verificado que essa motocicleta possui um tempo de resposta  bastante significativo, carregando um passageiro (segurança) ou não. Para alcançar 100 km/h, a motocicleta sem passageiro demorou 12 (doze) segundos para alcançar o objetivo. Nos testes com a motocicleta utilizando um piloto e um segurança (garupa), foi  possível alcançar o tempo de 17 (dezessete) segundos. Nesses testes ficou evidente a superioridade de motocicletas com no mínimo 250cc em comparação com as motocicletas 125cc, porém, há que se destacar que as motocicletas de no mínimo 250cc  podem ser empregadas no policiamento ostensivo, com emprego de garupa (segurança) ou não. Porém, não são indicadas para unidades de recobrimento tático, pois, requer uma  potência e tempo de resposta maior do que as alcançadas por motocicletas de 250cc.

Moto C –   660cc: O desempenho de motocicletas “on/off road” com cilindrada superior a 600cc são incontestes para atuação no que tange ao policiamento ostensivo ordinário ou tático de recobrimento. Nos testes realizados sem garupa (segurança) a motocicleta alcançou 100 km/h em 06’45s (seis segundos e quarenta e cinco centésimos). Com utilização de garupa (segurança) 09 (nove) segundos. Tempo de resposta incomparável com qualquer outra motocicleta de cilindradas menores “on/off road” com as características ideais para policiamento ostensivo. Porém, há que se ressaltar que para o policiamento ordinário, a mesma apresenta um custo superior às motocicletas de 250cc a 400cc, devendo ser empregadas a priori nas unidades de recobrimento tático e de escoltas, a critério das condições financeiras de cada corporação e peculiaridades regionais.

Após todos os testes realizados, verifica-se mais uma vez que na atividade  policial, é imperativo que os profissionais estejam com viaturas, equipamentos e acessórios que possibilitem atuação mais eficiente, eficaz, com segurança, rapidez, agilidade e efeito surpresa, recomendando-se assim, a utilização de motocicletas estilo “on/off road” com no mínimo 250cc e máximo de 400cc no policiamento ostensivo ordinário e no policiamento ostensivo de recobrimento (tático), motocicletas estilo “on/off” road com no mínimo 600cc e no máximo 1000cc, e demais características descritas nas tabelas acima.

Referências

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1 Às nove horas e trinta minutos do dia vinte e seis de outubro do ano de dois mil e 2 dez, reuniram-se no Centro de Educação Superior Norte-RS, no campus de Frederico 3 Westphalen,

1 Às nove horas e quinze minutos do dia trinta de outubro do ano de dois mil e doze, 2 reuniram-se no Centro de Educação Superior Norte-RS, no campus de Palmeira das Mis- 3 sões,