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Luz Que Vem Do Leste 1 (português)

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LUZ

q« e vcm do

LESTE

MENSAGENS ESPECIAIS ROSACRUZES VOLUME 1 c o o r d e n a c a o E SUPERVISAO Charles Vega Parucker, F.R.C.

Grande Mestre

BIBLIOTECA ROSACRUZ ORDEM ROSACRUZ, AMORC GRANDE LOJA DA JURISDICAO

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Titulo Original: Luz Que Vem do Leste Mensagens Especiais Rosacruzes

3- Edipao de Lingua Portuguesa Maio de 1995

ISBN-85-317-0005-1

Todos os Direitos Reservados pela ORDEM ROSACRUZ, AMORC GRANDE LOJA DA JURISDICAO

DE LINGUA PORTUGUESA

Proibida a rep ro d u c e em parte on no todo.

Traduzido, composto, revisado e impresso na Grande Loja da Jurisdigao de Lingua Portuguesa, AMORC

Caixa Postal 307 - CEP 80001-970 Rua Nicaragua, 2.620 - CEP 82515-260

Curitiba - Parana - Brasil Tel.: (041) 356-3553 - Fax: 256-6893

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DO

LESTE

Mensagens especiais Rosacruzes escritas por Allan M. Campbell — FRC Chris R. Warnken — FRC Rodman R. Clayson — FRC Robert E. Daniels — FRC Raymund Andrea — FRC Raymond Bernard — FRC Biblioteca Rosacruz

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MENSAGENS ESPECIAIS ROSACRUZES f N D I C E OS U M B R A I S ... 07 AS ILUSOES DA V I D A T E R R E N A ...15 T R A D I Q A O ...23 A BUSCA DA P A Z ... 35 I N S P I R A Q A O ... 43 O EU I N T U I T I V O ...53 BUSCAI PR IM EI RO O REINO DE D E U S ... 61 A LUZ D I V I N A ... 67

A EGR^ GOR A DA ORDEM ROSACRUZ - AMORC . . 75 0 ASPECTO ESOTEiRICO DA A F I L I A Q A O A UM G R U P O ...83 AMOR E H A R M O N I A ...93 A ARTE DE E S C U T A R ...99 A M A E S T R I A ...109 0 L E O PARA A L A N T E R N A M I S T I C A ... 121 NAS ASAS DO P E N S A M E N T O ... 131

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por

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U

mbral licamente, a transposi9ao do Umbral proporciona um 6 um portal, ou uma entrada de portao. Sim bo novo come?o para o processo de desenvolvimento e mu- dan9a. Cada dia traz um novo alvorecer. Despertamos, levantamo-nos e alegremente damos inicio a nossos bravos esfor?os para, uma vez mais, participarmos da vida. 0 alvorecer € um umbral. As vezes, o despertar nao 6 agrada- vel; isto depende de assumirmos uma atitude negativa ou positiva. O umbral 6 sempre o mesmo; 6 a visao que dele temos que pode ser diferente. Quando cruzamos o umbral do alvorecer, tornamo-nos mais uma vez conscientes da vida. Este alvorecer traz-nos os primeiros raios de luz e nossas percep9oes recome^am. As aves despertam e come- 9amos a ouvir novamente seus belos cantos. Quando o Sol nos atinge, come5amos a sentir calor. Devido ao calor, o ar come9a a se mover lentamente, ao nosso redor, e nos sentimos impelidos a respirar profundamente. Assim, e o alvorecer um umbral constituido de numerosos umbrais secundarios.

Como misticos, estamos interessados em abrir novas portas para n6s mesmos, assim como para os outros. Desde as nossas primeiras monografias, come9amos a cruzar certos

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umbrais de intensidade, tornando-nos mais sensiveis a cam- pos de vibrasoes sutis que talvez desconhecessemos. Cruza- mos um grande umbral quando nos tornamos Membros da AMORC. O comeso de cada novo Grau representa um um­ bral. Em nossos estudos, estamos cruzando os umbrais de coisas como a matdria, os fenomenos psicologicos e psi- quicos, conceitos morais, al6m de outros assuntos desse ge- nero.

Ao olharmos para trds e contemplarmos os umbrais por que jd passamos, vemos alguns dos nossos amigos que hesi- taram em um certo umbral, bem como alguns que se detive- ram, ou mesmo retrocederam. Talvez sintam-se eles temero- sos ou incertos. Do nosso ponto de observasao, podemos dizer-lhes: “Nao tenham medo. As Leis Cosmicas sao justas e prevalecem por toda parte. E preciso que deem o passo necessdrio a compreensao dessas coisas” . Podemos avaliar seus sentimentos. Nao terao os Membros alguma vez se en- caminhado para uma porta e hesitado antes de bater? Que perpassou pela sua mente naquela frasao de segundo de he- sitat^ao? Por que hesitaram? Muitas vezes, detemo-nos dian- te de umbrais porque nao temos id£ia do que existira no ou- tro lado. Nossa imagina9ao conjetura muitas coisas diferen- tes. Na verdade, a transposi^ao do umbral, a passagem pela porta, deveria diminuir muitas de nossas cargas e nos pro- porcionar novas oportunidades.

Cada um dos nossos sentidos possui um umbral. Na audi-

qao, por exemplo, ha um umbral, abaixo do qual nao ouvi-

mos som algum. Um outro umbral e representado pelo sen- tido do tato que, oportunamente, permite-nos sentir dor. No tocante a visao, ocorre um umbral em nossa visao diaria, quando, ao entardecer, a luz diminui e perdemos o senso de

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p ercep ^ o de cor. Os umbrais podem diferir em intensida- de. Podemos perder a sensibilidade a cor pelos nossos olhos, ou a sensibilidade ao som pelos nossos ouvidos; por exem- plo, a intensidade da luz pode cair abaixo daquilo que po­ demos perceber. Como a luz e o som sao vibra9oes, estes umbrais representam a estreita faixa em que a intensidade dessas vibra^oes 6 apenas suficiente para comej^ar a estimu- lar nossos receptores sensoriais.

Quando cruzamos o umbral da vida, novas coisas surgem a nossa c o n s id e ^ a o , ao mesmo tempo que deixamos as coisas velhas para tras. Dos velhos sentimentos e iddias que possuimos e daquilo que acreditamos nos torna os indivf- duos singulares que somos, passamos a novas ideias e atitu- des, que nos aguardam a medida que prosseguimos. Cada umbral que cruzamos exige que deixemos para tras somente as iddias e os sentimentos imperfeitos e ja destituidos de im- portancia. A transposi9ao do umbral oferece novas expe- riencias, que expandirao e aperfei9oarao nossas iddias, emo-

qoes e atitudes. Implicita na id^ia de um umbral como o

que estamos descrevendo, esta a esperan9a, a promessa de uma compreensao mais lucida, de maior visao e de nossa melhor integra9ao na plenitude da vida.

Embora seja verdade que ha umbrais capazes de condu- zir a erros e que isto possa nos tornar apreensivos para o cruzamento de novos umbrais, devemos lembrar que podem eles tamb£m proporcionar maior percep9ao e oportunidade. Nao 6 o tipo de umbral em particular que cruzamos, que nos proporciona prazer ou dor, e sim nossa percep9ao des­ ses umbrais e a maneira como a eles reagimos. Mais uma vez, trata-se da nossa atitude. Por exemplo, para um homem o trabalho 6 uma canga que ele carrega ao pesco9o; para

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ou-tro, uma escada para o sucesso. O primeiro homem consi- dera o trabalho uma adversidade, um problema, por toda sua vida; o segundo, compreende o trabalho como uma con- tribui^ao que pode fazer para sua pr6pria evolu^ao, em as- socia9ao com as pessoas que com ele trabalham.

Naturalmente, os umbrais a que nos estamos referindo sao simb6licos; contudo, simb6licos ou nao, o fato 6 que estao relacionados com decisoes que somos obrigados a tomar em cada dia da nossa existencia. As decisoes estao relacionadas com umbrais. Todo mundo se defronta com momentos de decisao, diariamente. Uma decisao implica geralmente em duas possibilidades de a^ao. Temos que de- cidir. Temos de fazer uma escolha. Sempre ha alternativas. Talvez algumas de nossas decisoes do dia-a-dia nao sejam muito importantes. De qualquer forma, a decisao tomada re­ presen ta o cruzamento de um umbral. £ uma transi^ao. Co­ mo Rosacruzes, sabemos que esta implfcito nisto um jogo de causa e efeito. A cada decisao que tomarmos seguir-se-a um efeito. Isto se resume numa troca do velho pelo novo. Nao podemos evitar o fato de tomar decisoes. Precisamos nos defrontar com as decisoes a todo instante, e fazer uma escolha. Tudo tem uma causa; assim, a decisao que tomar­ mos sera a causa do efeito que finalmente perceberemos. Tornarnos-emos entao mais judiciosos e perspicazes em nosso raciocmio e em nosso discernimento. A transposi9ao feliz desses umbrais pode contribuir para o nosso bem-estar.

Na historia antiga, encontramos dois exemplos bastante impressionantes das conseqiiencias de decisoes que as pes­ soas tomaram naquela dpoca. Nos ultimos tempos da cultu- ra babilonica, o povo m uito se desviara da sabedoria que lhes fora transmitida. Quando o Rio Eufrates enchia, todos

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os anos, afogando muitas pessoas, os sacerdotes afirmavam que o destino, por meio dos astros, causara a inundasao, de modo que nada havia que o homem ou Deus pudessem fa­ ze r para impedi-la.

Na cultura egfpcia, os sacerdotes ainda se atinham a sa- bedoria antiga. Quando o Rio Nilo enchia anualmente os egipcios nao desanimavam. Aguardavam que as aguas da en- chente escoassem e imediatamente semeavam no adubo re- c^m-depositado pela inunda9ao. Para os babilonios, a en- chente de um rio constituia uma grande adversidade; mas, para os egipcios, a adversidade era transformada em uma excelente oportunidade para novas planta9oes. Embora o acontecimento fisico fosse o mesmo, a solu9ao do proble- ma era muito diferente. Para os babilonios, a Natureza era o seu mestre; ao passo que os egipcios tornaram-se mestres da

Natureza.

0 objetivo das grandes transmuta9oes dos alquimistas era o de tornarem-se eles capazes de transformar sua vida sim- bolicamente em ouro. Ao contrdrio do grande fatalismo que observamos hoje em dia, os alquimistas, que se orientavam por uma verdade m uito antiga, sabiam que a personalidade de uma pessoa 6 uma substantia plastica, que 6 moldada pe- las experiencias da vida, formada como resultado de deci­ soes. 0 tomar sabias decisoes e fazer escolhas corretas, tor- na a personalidade como o ouro; ao passo que o deixar-se arrastar com a multidao, evitando tomar decisoes, torna a personalidade simbolicamente como o chumbo. Nesta trans- muta9ao, mais uma vez, eis-nos a bra90S com uma questao de atitude e naturalmente de desejo.

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Aparentemente hd sempre bem e mal, luz e trevas, direito e esquerdo, certo e errado. Havera sempre duas maneiras de encarar a vida e duas maneiras de reagir. 0 mal e a adversi- dade nascem dos nossos inadequados e limitados conceitos. Aquilo que chamamos de adverso, desastroso e mau, tem es­ se carater apenas porque nao estamos em harmonia com o Cosmico, devido a nossa limitada compreensao. Se nao ve- mos beleza no mundo ao nosso redor, isto se deve a que nao introduzimos beleza em nossa vida, com a necessaria com­ preensao e compaixao. Com base no desejo, podemos criar beleza no mundo ao nosso redor. Os pr6prios umbrais da vida podem ser desafios. As decisoes acertadas podem nos trazer sabedoria. Apos termos tornado as decis5es corretas, podemos transmitir aos outros os beneficios que colhemos, gra9as ao nosso dominio pratico da vida. Podemos ajuda-los a encontrar as chaves das portas dos umbrais com que eles estao se defrontando.

Para os Rosacruzes, a transposi9ao do umbral simboliza o abandono do antigo e uma mudan9a para o novo (mudan- 9a em atitude, dire9ao e proposito).

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AS ILUSOES DA VIDA TERRENA por

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A

medida que se passam os anos da vida do homem na Terra, ele se torna mais consciente das ilusoes da mes- ma. Aprende que muitas coisas nao sao realmente como pa- reciam a principio. Que li9ao se deve aprender desta sur- preendente descoberta? Por que parecem as coisas ser de um modo, quando na realidade sao de outro? Sera possivel que o homem tenha sido incapaz de ver corretamente ou de compreender a verdade?

Durante muitas eras o homem concebeu sua Terra como se ela fosse chata. Isto era 6bvio para ele, pois, quando con- templava grandes distancias, salvo pelas pequenas e grandes eleva9oes, a Terra parecia uma vasta plamcie. O homem chegou mesmo a criar lendas a respeito das conseqiiencias funestas que se abateriam sobre aqueles que viajassem atd a borda dessa Terra chata e caissem. A maioria das pessoas contentava-se em permanecer em seu lugar, para nao se ar- riscarem a se perder ou destruir. Naturalmente, sempre houve aqueles que sabiam a verdade (isto d, que a Terra, como o resto do universo, era redonda ou celular), por£m, esses homens foram os chamados sonhadores de sua dpoca.

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das pessoas concebe a materia, com excegao dos gases, co­ mo sendo compacta, ou seja, sem apresentar espa90s livres internamente. E por que nao? A materia parece tao obvia- mente unida e homogenea, que nao pode haver espa^o livre em seu interior. Afinal, 6 isto que temos em mente quando dizemos que alguma coisa e compacta!

Entretanto, hoje em dia, o homem se defronta com a esmagadora verdade sobre as cren9as que alimentou por muito tempo e esta aprendendo que persistiu em ilusoes com rela9ao a muitas coisas. Nossos exploradores espa- ciais, por exemplo, distanciaram-se no espa90 o suficiente para tirar fotografias da Terra que mesmo uma pessoa sem instru9ao pode compreender. E eis que a Terra E essencial- mente redonda, ou aproximadamente esfdrica, como todos os outros corpos siderais. E esta descrevendo a sua orbita tao precisamente que o homem pode calcular em que lugar do espa90 estar4 um certo ponto da sua superficie, num dado momento, a fim de que possa pousar nesse ponto em sua descida do espa90. A expressao PARA BAIXO, que du­ rante s^culos confortou o homem quanto a estabilidade, re- veia-se agora como nao sendo mais que a dire9ao para o centro da bola, ou seja, a Terra em cuja superficie ele se desloca. Afinal, o homem compreende que nao ha “para baixo” nem “para cima” sem o essencial “ponto de referen­ d a ” , que se tornou tao importante e familiar gra9as a grande inteligencia de Albert Einstein.

Pouco a pouco o homem determinou, ate o presente, que a matdria da Terra e composta de pelo menos 103 dife- rentes elementos. E comprovou que a unidade basica da for­ ma desses elementos, o atom o, nao passa de uma especie de “sistema solar” formado de eletrons que giram em torno de

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um nucleo de pr6tons e neutrons, assemelhando-se muito ao sistema de Sol e planetas que podemos observar. Os Rosacruzes sempre ensinaram este conceito, apenas com a diferen9a de chamarem todas as unidades de energia de ele­ trons, negativos ou positivos, ao inv6s de darem um nome diferente para cada polaridade.

A maioria de nos conhece ou possui uma boa caneta-tin- teiro com pena permanente, ou uma agulha permanente pa­ ra toca-discos. Sessenta por cento de ambos estes itens cons- titui-se de um elemento chamado Osmium. Seu nome vem da palavra grega osme, que significa odor, e deve-se ao fato de que este metal tem um cheiro penetrante. Trata-se tam- b£m do mais denso metal conhecido; um peda^o mais ou menos do tamanho de um tijolo comum pesa cerca de 25 quilos! Este metal € usado pelo homem principalmente em liga com outros metais, para produzir dureza extrema (as- sim como nos casos da pena e da agulha de toca-discos). Is- to pareceria certamente provar que a materia e muito com- pacta, ou desprovida de espa90s vazios; pelo menos deveria- mos estar inclinados a dizer isto a respeito do Osmium. Nao obstante, nossos cientistas nos asseguram que cada atomo de Osmium tem um nucleo (equivalente ao Sol do nosso sis­ tema) de 76 protons ou cargas positivas. Este nucleo e cir- cundado, primeiro, por uma orbita de dois eletrons negati­ vos, a que se seguem uma de oito eldtrons e outra de dezoi- to; segue-se uma 6rbita de 32 eletrons, outra de catorze e finalmente uma 6rbita periferica de dois eldtrons. Toda essa bola de energia 6 UM ATOMO de Osmium, que e invisfvel! Entre o centro e aquelas seis 6rbitas, nao hi. coisa alguma, exceto aquilo que o homem resolveu chamar de espa90. Ca­ da 6rbita 6 claramente definida e nao interfere com as de- mais.

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Estas sao as ilusoes do mundo fi'sico em que vivemos. Es- te conhecimento nos ajuda a compreender as ilusoes dos sentidos, tais como ensinadas em nossas monografias. Mas existem ainda outras ilusoes que podem ser igualmente pre- judiciais a nossa aprimorada compreensao da verdade e a ex- pansao da nossa consciencia. Ha outras ilusoes na mente que foram provocadas pelo nosso mundo fisico e que deve- riamos investigar mais completamente.

Houve 6poca em que nenhuma pessoa mentalmente sadia teria aceito a id£ia de que o som ou a visao de uma outra pessoa poderiam ser percebidos para alem dos limites nor- mais de audi93o e visao. Hoje em dia, a maior parte do mun­ do ouviu a voz do homem provindo da superficie da Lua, a mais de 320.000 km, quase instantaneamente. £ verdade que ouvimos e vimos re p ro d ^ o es eletronicas de sua voz e de sua aparencia, que, para todos os fms praticos, eram co­ mo os originais. Na realidade, podenam os nos perguntar se jamais ouvimos de fato uma voz verdadeira, ou vimos de fa­

to alguma coisa.

Quando declaramos que ouvimos de fato uma pessoa fa- lar, queremos dizer que interpretamos as vibra9oes que se fi- zeram sentir no mecanismo dos nossos orgaos auditivos, o qual, por sua vez, desencadeou impulsos ondulantes nos nervos auditivos, e estes impulsos, atingindo uma certa area do nosso c^rebro, foram traduzidos para a nossa consciencia objetiva como som. Dissemos entao que o som assim perce- bido era o de uma certa voz. Esta conclusao foi alcan9ada gra9as ao nosso treinamento, a nossa memoria, e as decisoes da sociedade baseadas na rea9ao media de muitas experien- cias semelhantes.

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A chamada normalidade so pode ser a experiencia media da maioria. De que outro modo podemos determinar o que 6 correto e conveniente? 0 homem criou explana9oes para si convenientes, com rela9ao a surdez, aos “apitos nos ouvi- dos” , e as chamadas “vozes” . E h i tambem a classica per- gunta: “Se uma drvore cair na floresta, produzira algum som se nao houver um ser humano ou um animal para ouvi-lo?”

Nesta grande era do radio, da televisao, e de outros mila- gres eletronicos, sabemos que o ar, o espa90 ao nosso redor, esta cheio de informa9oes em todos os momentos. Embora isto seja imperceptivel para os olhos e ouvidos, basta-nos possuir e usar um instrumento de sintonia, sob a forma de um receptor portdtil de rddio ou televisao, para provar a existencia dessas informa9oes, a qualquer momento. A apa- rente inexistencia desse bombardeio de sinais ondulatorios inteligentes 6 uma grande e m uito importante ilusao.

A maioria dos Rosacruzes sabe agora que o cerebro hu­ mano 6, na verdade, um transmissor em miniatura, bem co­ mo um perfeito receptor. 0 problema em que a maioria de n6s esta trabalhando 6 o da harmonizagao. Conforme temos aprendido gra9as aos sistemas mecanicos e eletronicos, a transmissao e a recep9ao s6 podem ser bem sucedidas se primeiro se conseguir harmoniza9ao. Nossa Ordem tem ensi- nado os principios da harmoniza9ao ha seculos; alguns estu- dantes desenvolveram muito bem seus poderes pessoais e os empregam para o bem de toda a humanidade. Compete-nos a todos dar mais aten9ao a este fato importante que muitos ainda acreditam ser uma ilusao. 0 desenvolvimento da ca- pacidade de harmoniza9ao pode nos trazer o poder para nos comunicarmos conforme fomos destinados, ou seja, exclusi- vamente pelo pensamento. A Ciencia esta se aproximando

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rapidamente desta “descoberta” . Ela inventou esplendidos e impressionantes nomes, tais como “ percep9ao extra-senso­ rial” e “parapsicologia” , para dignificar suas espantosas des- cobertas, mas, acabar^ por chegar aos principios de harmo- niza9ao que ensinamos h i tanto tempo.

Agora, chegou tamb^m o tempo de parar de procurar Deus LA EM CIMA! Onde esta esse “LA EM CIMA” univer- salmente aceitavel? assim como nao ha EM BAIXO, tam- bdm nao h i EM CIMA. DEUS EXISTE! E existe onde quer, quando quer e como quer que Nele pensemos. O melhor lu- gar para busca-lo € em nosso interior, onde se origina o pen- samento a Seu respeito. Tudo o mais, por estranho que pa- re9a, inclui-se nas ilusoes da vida terrena.

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TRADigAO por

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O

vocabulo tradigao e definido como a transferencia de opinioes ou praticas nao consignadas em forma es- crita. Desejo considerar este assunto nao tanto em sua d efin id o mais exata ou lexica, mas, como a difusao do conhecimento, desde tempos imemoriais, expressando-se de muitas maneiras na hist6ria da evolu9ao do homem. Poderia ela ser considerada como a “luz” que, em determinadas dpocas, pareceu estar quase extinta, e que em outras res- plandeceu, com subito fulgor, de fontes ocultas. Os religio- sos tem cristalizado suas manifesta9oes e propaga9ao em suas inumeras alegorias, dando prova da aspira9ao conscien- te do homem, de viver em seu esplendor. Os relatos como o do Jardim do Eden e a historia do Genese, sao interpreta- dos, por muitos estudantes, como simbolizando o nascimen* to da consciencia e seu desenvolvimento no interior do homem.

A Cabala (que significa tradigao) diz-nos que, na queda do homem, o conhecimento da Volta foi transferido para Adao pelo Arcanjo Metatron: Esta e a tradi9ao da luz, a qual tem sido preservada nos conclaves secretos da humani- dade, atravds dos tempos, e zelosamente resguardada do profano.

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Em seus aspectos mais mundanos, nossos padroes tradi- cionais de conduta tem sempre refietido o padrao interior ou, pelo menos, procurado preservar o conhecimento a seu respeito. As rimas infantis e os contos de fadas, ensinados de gera^ao a gera9ao, constituem excelente exemplo. E muitas vezes afirmado, e talvez seja verdade, que o povo dos Estados Unidos € influenciado, mais do que a maioria dos outros, pelos padroes tradicionais. Se algo for feito mais de duas vezes, € afirmado jocosamente ter se tornado uma tra- di9ao. A Europa, em geral, 6 considerada por muitos como tao cercada de padroes tradicionais obsoletos, que represen- ta uma negaqao da vida do povo; como algo que nos man- tem apegados, de maneira excessivamente rigida, a um pa­ drao fixo de conduta.

A America manifesta o oposto dessa situagao, embora, de modo geral, sentimentalmente ligada as tradi9oes dos paises mais velhos: vendo nas coisas antigas uma cristaliza- 9I0 da hist6ria vivida e dos simbolos dessa liga9ao. Um as- pecto positivo da conduta tradicional 6 que ela tende a manter a sociedade em identifica9ao e unidade quase in- consciente, quando todas as imperfei9oes tiverem sido supe- radas. Esta vontade quase indefinivel de agir com base na tradi9ao tem freqiientemente salvado a Gra-Bretanha, como na9ao. 0 mundo, contemplando uma Inglaterra violenta- mente devastada durante a ultima guerra, estava curioso por descobrir o que a mantinha unida e qual o espfrito indoma- vel que a for9ava a existir sob a tensao que deveria ter pro- vocado a sua desintegra9ao.

Essa persistencia na conduta tradicional tem sido notada por muitos estudantes de sociologia. O grande teorista e co- munista Karl Marx considerou o fracasso da Comuna de

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Paris, de 1871, como sendo desta especie. A partir de entao, as teorias comunistas inclufram o conceito da destrui9ao do Estado, para que fosse destruida a base para o retorno a es­ ses padroes de conduta.

O sopro das transforma9oes se faz sentir em quase todas as facetas de nossa vida, hoje em dia, e reflete-se na dissolu- 9ao de muitos padroes' de conduta, tradicionalmente acei- tos, sejam eles politicos ou religiosos.

Esta € uma £poca extremamente inst^vel, desde que pou- cos se adaptam facilmente a uma nova maneira de viver. As transforma9oes rapidas que as tecnicas cientificas trouxe- ram a economia das na9oes e a conseqiiente afinidade de uma para com a outra, deram lugar a conceitos mais am- plos. As tradi9oes que se restringem as necessidades e limi- tes nacionais sao arcaicas e inadequadas para satisfazer a consciencia humana em expansao. Representam elas um passado hist6rico, quando o nacionalismo pode ter si do uma necessidade para incubar id^ias que finalmente viriam a romper a coura9a dessas acanhadas e sufocantes limita9oes.

Em nossa evolu9ao, atingimos um ponto perigoso, com um controle da Natureza jamais sonhado, aliado a uma consciencia que se ve cercada por muitas das leis das selvas a serem ainda sublimadas. Representa ele uma conjun9ao fragmentaria que tern provado a fraqueza de muitos dos pa­ droes tradicionais, para resistir aos impactos sobre eles exer- cidos. £ uma situa9ao critica que muitos nao podem supe- rar. H£ uma expansao subversiva em muitos lugares e palia- tivos superficiais sao buscados em toda a especie de religioes e cultos por demais reminiscentes da situa9ao de Roma, an­ tes de sua queda.

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Espiritualmente — em escala sem precedentes — o ho­ mem se defronta com a indagagao eterna do significado da existencia e de sua relagao para com Deus ou para com o es- quema c6smico da Criagao. O medo 6 o estimulo para o es- capismo e para o olvido, seja por meio de drogas ou das inu- meras aberragoes mentais que isolam o indivfduo da corren- te da existencia e da adaptagao equilibrada a vida.

As surpreendentes conquistas da tecnologia moderna com relagao ao automatismo, tem — ou terao, dentro de pouco tempo — libertado o homem da escravidao do tem­ po, no sentido material. Os computadores eletronicos e ma- quinas de calcular reduziram o seu trabalho, aumentando o seu lazer. £ este um dos maiores problemas que se apresen- tam a nossa 6poca: Que fazer com esse tempo! Sera ele solu- cionado pelos dissipadores de tempo, escapistas, ou pela concentragao em nosso prbprio e inexplorado Eu?

Para satisfazer a necessidade de nossa epoca, a protegao e orientagao tradicionais, a Igreja tem drasticamente altera- do sua norma. Muitos afirmam que mesmo essas alteragoes nao produzirao o resultado objetivado. Todavia, na Europa, nao aceitamos facilmente esse movimento de superficie que leva a novos e repulsivos cultos. Defendemos os nossos ba- luartes tradicionais e buscamos, em nossa origem, aquilo que nos levari a veneer o impasse espiritual em que nos en- contramos.

Alteragoes radicais, na maneira de pensar, tem se torna­ do necess^rias para enfrentar as novas condigoes. Mais e mais 6 o homem forgado a lutar, em seu prbprio interior, com os problemas que julgava serem exteriores. Sao essas as mudangas com que ele se defronta hoje em dia; mudangas

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que inquietantemente o afastam de padroes tradicionais de rotina ortodoxa, ha muito estabelecidos.

Periodo de crise

Tem se manifestado penodos de grande crise, no passa- do, e o desenvolvimento de nossa civilizasao ocidental deles

di testemunho. Com o crescimento da cultura no Egito e o

estabelecimento das Grandes Escolas de Sabedoria, desen- volveram-se fontes secretas de conhecimento, que deveriam amparar o crescimento das na^Ses e culturas durante os se- culos porvindouros. No periodo de Akhnaton, primeiro Grande Mestre tradicional da Ordem Rosacruz, o conceito da Rosa e da Cruz prevalecia. Em papiro, consignou ele es- tas palavras, no ano 1360 A.C.: “O sofrimento 6 a cruz dou- rada, sobre a qual desabrocha a rosa” . 0 simbolo da Rosa e da Cruz tornou-se um dos maiores simbolos conhecidos pe­ lo homem; a cruz, representando o corpo, sobre o qual de­ sabrocha a rosa, ou alma.

Das Escolas do Antigo Egito, o conhecimento da Nature­ za e do homem propagou-se por dois ramos importantes: um, conhecido como os Terapeutas, na Gracia, e o outro, como os Essenios, no Oriente Medio. Esse conhecimento deu a Gracia a sua grandiosidade cultural e foi a origem de parte do mais not^vel pensamento filosofico que o mundo ja produziu. A Fraternidade Essenia projetou esse conhe­

cimento na primitiva vida crista. Esse conhecimento nao findou, passando, todavia, no desaparecimento de uma cul­ tura para uma outra. Era apresentado de muitos modos es- tranhos, especialmente em simbolismo e rituais, modalida- des compreendidas somente por aqueles que tivessem sido iniciados em sua interpreta^ao. Durante longo tempo, o

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mundo &rabe beneficiou-se com a heran9a que mais tarde passou a Europa, em forma de Alquimia e outros cultos. As primitivas disputas na Igreja nao o suprimiram totalmente e, dos Essenios, foi transmitido pelos Gnosticos e as chamadas correntes hereticas.

Quando a Europa, apos a queda de Roma, havia si do gra- dualmente isolada e perdido o conhecimento antigo, conser- vou-se ele vivo, no Oriente. Carlos Magno, rei da Fran9a, no s£culo IX, enviou o filosofo Arnaud ao Oriente M6dio para de la trazer a Luz. Em 804, em Languedoc, fundou ele uma Loja dos Iluminados, para se tornar a Sede Secreta dos Rosacruzes durante sdculos.

Mais tarde, os Cruzados agiram como um isqueiro com rela9ao a Europa. Surgiram as Ordens de Cavalaria, as quais, algumas vezes, objetivaram metas independentes das que eram contempladas pela Igreja. Os Cavaleiros Templarios podem ser citados como exemplo. Desde a sua funda9ao, por Hugh de Payens, em 1119, no Templo de Jerusalem, transformou-se, de Ordem pobre que era, em uma das mais ricas da cristandade e despertou a inveja dos principes ava- ros, do Estado e da Igreja. A despeito da calunia, das menti- ras, da fraude e do m artirio de seu Grande Mestre, Jacques de Molay, suas tradi9oes nobres ainda vivem. Pode-se viver com os Templarios em espfrito, nas cercanias do templo, afastado de Fleet Street, em meio a todos os emblemas he- raidicos.

As artes da impressao e da fabrica9ao de papel penetra- ram na Europa atraves dessa corrente de trafego do Oriente. Compreendendo o instrumento que se tornaria em maos das seitas hereticas que, entao, se estabeleciam nas cercanias de

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Toulouse, no sul da Franga, a Igreja tentou suprimir a pro- pagagao desse meio. Nao teve exito em sua supressao total, por&n, perpetrou um dos maiores massacres da historia cris­ ta, nas seitas conhecidas como “ Os Albigenses” . 0 Conde Raymond de Toulouse procurou efetivar a sua protegao, contudo, sem sucesso. 0 massacre foi o mais completo, mas o conhecimento nao desapareceu, assumindo outras modali- dades de difusao.

O mais notrivel filho da Inglaterra

Aproximamo-nos mais de nossa pr6pria origem tradicio- nal, quando analisamos a historia de um dos mais notaveis filhos da Inglaterra, Sir Francis Bacon. Situa-se ele no come- go de nossa era, na verdade, no ponto exato da convergen- cia dos acontecimentos que viriam a langar as bases de nos­ so moderno modo de viver, como um pioneiro das ciencias e de todo o conhecimento, tendo os olhos no futuro ao mesmo tempo que reavaliava o conhecimento antigo.

Quando ainda muito jovem, visualizava grandes esque- mas para o soerguimento da humanidade. Aos quinze anos, deixou a universidade de Cambridge, desiludido pelas dis- cussoes est^reis que giravam em torno dos ensinamentos de Arist6teles, naquela ocasiao considerados o Alfa e o Omega de todo o conhecimento. Sua determinagao de estabelecer novos esquemas para a melhoria da condigao humana deu origem a id£ia de sua Grande Renova^ao, que requereria to­ do o seu grande genio e ocuparia toda a sua existencia.

Sua primeira tarefa, todavia, foi a criagao de um idioma ingles. 0 latim era o idioma aceito nas Universidades; o frances, era o da Corte. Ao visitar a Franga, como membro

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do grupo de Amyas Paulet, no ano de 1576, exemplo de projeto similar se lhe deparou. O nome das Pleiades ainda existia; um grupo de sete rapazes, sob a dire^ao de Ronsard, que havia se entregue a tarefa de reformar o idioma frances, e que, com sucesso, criou tradi9ao literaria notavel.

Na Fran9a, 6 que Bacon foi iniciado na tradicional cor- rente esoterica de conhecimento. Certo autor afirma que ele foi iniciado na Ordem dos Cavaleiros Templarios. Sabemos que ele tomou conhecimento do codigo cifrado dos Albi- genses. Indica9ao precisa da associa9ao entao estabelecida com a corrente de conhecimento esoterico, foi simbolizada na figura alegorica de Christian Rosenkreutz. fi interessante o fato de que o manifesto intitulado Fama Fraternitatis convidando os homens eruditos da Europa a se unirem a Ordem, foi publicado em 1614, sob o nome de C.R.C.

Significativa, tambdm, 6 a circunstancia de que a forja li­ teraria em que foi moldada a lingua inglesa, c o n g o u a fun- cionar ativamente ap6s haver Bacon retornado da Fran9a. Muitas obras come9aram a aparecer e surgiu a controversia literaria em livros que traziam o brasao do grupo literario da Rosa-Cruz. Se alguem analisar profundamente a historia da dpoca, encontrara muitas passagens, nessa grande renascen- 9a elisabetana, que se referem ao Imperator da Ordem Rosa- cruz, Sir Francis Bacon.

Sua grande musa era Pallas Athena, deusa da sabedoria, a agitadora de lan9as. Foi a sua visao que assentou os amplos alicerces da sabedoria que tem produzido abundantes fru- tos. Do Colegio Invisivel surgiu a Sociedade Real, da qual um proeminente membro Rosacruz, Sir Isaac Newton, pode afirmar que via mais do que outros homens porque se

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apoia-va nos ombros de gigantes. Os pianos que Bacon tra£ou e as tradi9(5es que estabeleceu, serviram e continuam a servir bem a humanidade. Espera-se que outros pai'ses avaliem o seu genio — como o primeiro filosofo moderno e o pai da pesquisa cientifica contemporanea.

ele muitas vezes responsabilizado pelo que a ciencia tern feito, desde entao, e pela atitude divorciada que a cien­ cia tem adotado para outros que nao os me todos empiricos quanto a vida. Sua visao, todavia, embora incluindo contro- le cada vez maior da Natureza, pelo homem, por seu conhe- cimento em permanente desenvolvimento, colocava sempre o objetivo ou finalidades como glorifica9ao de Deus.

O impasse a que chegou hoje a nossa civiliza9ao 6 o con- trole ampliado das for9as naturais, sem o proposito de maior aproxima9ao do homem para com Deus. Com isto, nao quero referir-me a introdu9ao de algum conceito antro- pom6rfico ou exterior de Deus, mas a experiencia subjetiva da Consciencia Cosmica: o desenvolvimento para o Casa- mento Mistico ou “Hierogamos” dos alquimistas, conforme expresso no simbolo da Rosa-Cruz. Como em nenhuma ou- tra £poca, deve o homem ser orientado para olhar para si mesmo, para compreender a si mesmo e para recuperar o significado do mote dos templos antigos: “ Conhece-te a ti mesmo.”

As Tradi9oes Rosacruzes

Em toda a sua historia, os objetivos da Ordem Rosacruz tem sido os mesmos, embora sua expressao se tenha modifi- cado, de acordo com as mudan9as de cada epoca. A materia 6 subserviente ao padrao cosmico mais elevado. E o terreno

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sobre o qual o homem, como planta cosmica, se desenvolve: a cruz da matdria sobre a qual evolui a alma. Se o homem for subserviente ao seu Eu inferior, tornar-se-a escravo das condigoes mutantes da materia. Deve ele, portanto, desper- tar as potencialidades que o tornam mais do que homem: as potencialidades de sua alma ou qualidade Divina, repre- sentadas pela Rosa e pela Cruz.

A Ordem Rosacruz ainda se esforga por alcangar esse ob- jetivo. A busca tradicional interior da Luz ainda 6 a mesma, embora as formas exteriores tenham se modificado para fa­ zer face as situagoes mutantes da condigao humana. 0 tra­ balho da Ordem esta permanentemente se expandindo, para abarcar todas as nagoes. Seus ensinamentos estao bem ade- quados para semelhante tarefa, desde que sao absolutamen- te nao-sectarios no que diz respeito as crengas religiosas e apoliticos, no campo social. Seu proposito e fmalidades sao os mesmos de todas as 6pocas — iniciar homens e mulheres na Corrente da Luz. Sua tradigao e nobre e milhares de pes- soas sentem orgulho em perpetua-la.

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A BUSCA DA PAZ por

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busca da paz pelo homem 6 talvez tao antiga quanto ele pr6prio e, embora muito se tenha escrito acerca desta busca, a verdadeira paz 6 tao remota agora quanto deve ter sido no c o m e ^ . Por que? Existira realmente a paz? Estara o homem buscando o impossivel? Estar2 ele pessoal- mente convencido de que deseja a paz? Os problemas da pobreza e da doen^a ja teriam hi. muito sido resolvidos se tivessem recebido a mesma atengao, o mesmo tempo e o mesmo esfo ^ o que tem sido concentrados na busca da paz. Qual entao a misteriosa diferen9a que deu o maior destaque possivel a busca da paz?

Paz, em sua defmi9ao mais simples, significa tranqiii- lidade ou calma. Nao significa a cessa9ao da guerra, senao de modo relativo e indireto. Nao significa ausencia de disturbio e violencia, senao de modo relativo e indireto. Paz nao significa ausencia de conflito e tragddia para uma pessoa gra9as a submissao e a humilha9ao de uma outra. Nao d aquele estado que ocorre quando dois garotos pa- ram de lutar ao reconhecerem que se equivalem, de modo que nenhum dos dois podera ser o vencedor. Isto 6 apenas uma tregua desconfiada, associada a um respeito conve- niente.

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A paz, como a felicidade, e simplesmente um estado mental a ser experimentado pessoalmente, individualmente. Em qualquer escala maior, deve ser a expressao coletiva da paz individual, pessoal. E nao pode haver outra paz. Nenhu- ma sociedade humana pode promover a paz polftica se nao esta em paz consigo mesma. Quando uma pessoa procura impor sua vontade a outrem, nao estd em paz interiormen- te. Grande parte da triste historia do homem e uma narrati- va de seus insensatos esfor90s para instruir e impor ao seme- lhante aquilo em que ele proprio era inculto. A necessidade mais imediata do homem 6 a de compreender que a origem de qualquer paz deve estar em seu pr6prio interior.

Podemos come9ar examinando francamente nos mes- mos, para averiguar se ja alcan9amos algum grau de perma- nente tranquilidade ou calma. A que ponto fomos bem sucedidos no controle do nosso temperamento, de nossas ambi9oes, nossos apetites e, especialmente, de nosso ego? A palavra chave € controle, pois, para alcan9armos a maes- tria precisamos desenvolver nossos talentos e poderes. Con- tudo, € igualmente importante que, ao nos desenvolvermos, conservemos o autodom inio. Em nossa busca da maestria, precisamos nos tornar co-criadores, esfor9ando-nos para promover melhoramentos necessarios em nosso mundo. Po- rdm, exercendo o controle de nossas a9oes, permanecere- mos tranquilos e calmos em nosso empenho, nunca tentan- do dominar ou subjugar os outros e, sim, procurando ajudar a todos pela coopera9ao, com espirito de equipe. Com- preenderemos entao que os outros sao tambem co-criadores e tem igualmente um papel a desempenhar no esquema uni­ versal.

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brevemente o funcionamento da mente. A mente pode ser seletiva, de modo que o homem pode entreter certos pensa- mentos e rejeitar outros. Ele pode concentrar-se nospensa- mentos que o agradam ou lhe convem; nao e uma vftima de pensamentos indesejaveis, a menos que esteja doente. Neste caso, precisa de ajuda e deve ser submetido a tratamento. Em sua mente, o homem pode analisar seus pensamentos, no que ser2 ajudado pela voz da consciencia, se o permitir, a fim de que possa separar o verdadeiro do falso, que pode entao rejeitar. 0 homem pode decidir por si mesmo se sera vivente na verdade ou nao, se escutara ou nao a voz da cons­ ciencia, se serd util ou destrutivo, tranqiiilo ou agitado. 0 estudante Rosacruz aprende, por meio de muitos exercfcios de concentragao, a controlar a sua mente. Sua capacidade, neste sentido, sera medida pelo seu grau de estudo e pratica, especialmente por sua pratica persistente. Gragas a um pro- grama permanente de meditagao regular, ensinado nas mo- nografias, ele aprenderd a receber instrugao e inspiragao cos- micas, para ampliar e esclarecer cada vez mais os seus esta- dos mentais. Atrav^s de estudo perseverante, o estudante Rosacruz aprende que a mente 6 o controlador e que “ o ho­ mem 6 o fruto dos seus pensamentos” .

A despeito do fato de que o mundo, tal como depende do homem, tem sempre estado em agitagao e tragedia, a ge- ragao atual o concebe em sua pior fase e busca frenetica- mente aquilo que ela prbpria e as geragoes anteriores tem chamado de “ paz” . No entanto, aqueles que sao os mais fre- ndticos e fazem o maior alarde sao os que estao mais afasta- dos da verdadeira fonte da paz: eles proprios. Estao interior- mente agitados pela confusao, a frustragao e o desaponta- mento. Nao estao completamente errados, mas, com toda certeza, nao estao certos! Alguns, buscam ardentemente a

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paz manifestando violencia e desrespeito a lei. Esta € a ma- neira mais garantida de se evitar a paz, aqui ou em qualquer outra parte, pois, neste caso, nao h i paz interior. As mani- festa9oes externas de hoje podem ser diferentes, por6m, os secretos pensamentos e as mtimas motiva9oes sao as mes- mas de sdculos atras. Ha falsidade exterior e interior, nos in- divfduos e na sociedade de modo geral. E por isto que nun- ca se encontrou a paz. Nossas civiliza9oes tem encorajado o homem a manifestar exteriormente o altruismo, servindo com os labios a nobres ideais, com a aparencia de campeoes dos mais elevados ideais e da virtude. Porem, em seu fnti- mo, o homem nao mudou consideravelmente atraves dos seculos.

Todas as grandes religioes e filosofias do mundo compar- tilham inteiramente as mesmas grandes verdades relativas a retidao, fraternidade, ao altruismo e ao idealismo. O ho­ mem, qualquer que seja a senda que tenha escolhido, sabe que estas verdades sao o caminho para a paz, sabe que deve- ria segui-lo com o cora9ao e a mente. Tenta mesmo conven- cer seu vizinho de que sinceramente o segue. Mas, em seu l'ntimo, segue-o realmente? Fazemo-lo NOS? Ai esta o pro- blema! Deve-se admitir que milhares e milhares estao ten- tando se transformar (com varios graus de sucesso). Contu- do, alguns ainda nao evolufram ao ponto em que simples- mente desejem encontrar a paz, outros o desejam, mas sao muito fracos para controlar seus pensamentos e suas a9oes. Um numero excessivamente grande de pessoas simples- mente nao esta interessada em qualquer outra coisa ou pes- soa aldm de sua pr6pria seguran9a e sua satisfa9ao pessoal.

Para nossa consterna9ao, aprendemos que, pelo uso im- pr6prio de algumas das maravilhosas leis da Natureza, esta

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Terra em que fomos colocados poderia ser completamente destruida. A come9ar com o simples atomo da bomba de hidrogenio e por meio de uma rea9ao em cadeia, podemos deixar de existir. A mente humana concebeu o metodo para isto e ele pode ser executado a qualquer momento, se a pr6- pria mente humana assim o decidir. Pensem nisto por alguns momentos!

Procuremos compreender que e igualmente possfvel para a mente humana conceber um metodo usando a mesma teo- ria da rea9ao em cadeia para promover a tao esperada Paz da humanidade (nao a “ paz mundial” ou polftica, mas a paz da humanidade). Essa paz deve ser desencadeada no cora9ao e na mente de cada ser humano, difundindo-se pela rea9ao em cadeia representada pela compreensao, a tolerancia, a paciencia e a fraternidade, ate que todo o mundo dos ho- mens esteja possufdo de amor c6smico, purificado do ego- centrismo, da inveja, do ciume e do 6dio. Desejarao alguns Rosacruzes c o ir ^ a r a busca da paz?

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INSPIRAgAO por

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omo estudantes de misticismo, podemos obter inspi­ragao dos nossos periodos de meditagao. Devemos buscar inspiragao para realizar, alcangar, fazer algo especi- fico e importante, e para sermos criadores, fazermos algo construtivo. As vezes, recorrendo ao Cosmico em busca de inspiragao, seremos orientados sobre a maneira de concre- tizarmos a desejada realizagao.

Naturalmente, nao devemos esperar que o Cosmico faga por n6s aquilo que podemos fazer por n6s mesmos. Apren- demos a agir por n6s mesmos gragas ao estudo e a aplicagao, conscienciosos, dos ensinamentos Rosacruzes. Por exemplo, pelo estudo das monografias tomamos conhecimento da nossa relagao para com o Cosmico, do principio de causa e efeito, ou Lei de CompensagSo. Aprendemos algo acerca da alquimia mental e de como empregarmos nossa faculdade criadora. Estamos evoluindo no sentido da perfeigao; por- tanto, buscamos mais expansao e desenvolvimento. A con- secugao disto s6 pode ocorrer em fungao do esforgo pes- soal, da aplicagao e da compreensao.

0 mistico Rosacruz pode se beneficiar da inspiragao; to- davia, deve tam b6m adquirir autoconfianga. A medida que

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ele progride em seu desenvolvimento, aprende a usar as fa- culdades e os poderes latentes em seu proprio interior. Al- cansa ele o conhecimento completo da Lei Cosmica e se empenha em dirigir construtivamente as formas da Natureza.

As leis fundamentals devem ser usadas inteligentemente. Aprendemos que precisamos trabalhar pelo que desejamos receber, pois o Cosmico nao nos concede arbitrariamente as suas b e n to s . O Cosmico nao nos revela seus segredos, nem nos oferta objetos materials, simplesmente porque os dese- jemos possuir. Uma das li9oes que devemos aprender 6 a de que nao devemos pedir a outrem que fa9a por nos aquilo que nao estejamos dispostos a fazer por nos mesmos. Alem disto, nao devemos pedir ao Cosmico para abrandar certas leis naturais ou cosmicas, especialmente para nos.

Aquele que se esfor9ar sera assistido pelo Cosmico. Sua consciencia sera iluminada com a compreensao, ou infusa com as for9as cosmicas que o ajudarao. 0 mistico que assim agir sera inspirado. Ele sera iluminado e sabera como exer- cer a sua pr6pria iniciativa; e compreendera o que tera cau- sado muitos dos bons acontecimentos de sua vida, bem co­ mo sua adversidade.

Certas leis estao relacionadas com a experiencia que es- tamos vivendo; e, gra9as a nossa ilumina9ao, compreendere- mos que existem leis que poderao ser aplicadas para produ- zir o necessdrio ajuste. As leis cosmicas, tais como as conhe- cemos, sao fatores causais que, quando invocados, conscien- te ou inconscientemente, produzem efeitos imutaveis. Ob- serva-se absoluta igualdade na manifesta9ao das leis cosmi­ cas. Pelo desenvolvimento e a experiencia, bem como pelo maior entendim ento, alcan9amos uma compreensao

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me-lhor da Lei Cosmica. Apercebemo-nos de que, aumentando nosso conhecimento, nosso entendimento e nossa capacida- de para entrarmos em rela9ao harmoniosa com o Cosmico de tempos a tempos, tornamo-nos capazes de perceber a re- la9ao existente entre nossos problemas e beneficios pes- soais, e as energias que possam existir em nosso interior e em torno de n6s.

0 estudo do misticismo nao so produz varios graus de va- lores humanos, como nos faz perceber que temos uma certa dignidade, que participamos de um mesmo principio e dele nos nutrimos, e que desfrutamos de uma rela9ao direta para com um Poder Divino Universal. Os ensinamentos Rosacru- zes nos fornecem os meios para experimentarmos a ilumi- na9ao, quando alcan9armos a percep9ao da divindade do C6smico.

Gra9as a essa percep9ao, aprenderemos algo mais acerca das faculdades e dos talentos humanos, bem como dos po- deres e potencialidade que possuimos e que sao compara- veis somente aos da Mente Cosmica. Atrav£s dos nossos cen- tros de percep9ao sensorial, somos capazes de perceber e discernir cada vez melhor o universo fisico. Gra9as aos nos­ sos estudos e as nossas pesquisas, compreendemos a estrutu- ra do universo, suas leis, sua ordem ou seus fenomenos. Este conhecimento tende a nos proporcionar domfnio sobre aquilo que 6 as vezes chamado de “ for9as cegas” da Nature- za. Contudo, nao nos confere automaticamente o domfnio sobre n6s mesmos.

£ pela inspira9ao que nos tornamos capazes de criar e aplicar um maior numero de meios para a expansao do Eu, bem como utilizar grandes e naturais poderes para a nossa

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evolugao. Se temos algum objetivo em mente, devemos usar todos os meios possiveis para alcanga-lo. Freqiientemente verificamos que a inspiragao proveniente do Cosmico nos proporciona a necesslria orientagao. 0 Cosmico nao nos orienta num sentido que possa interferir nos direitos de outrem.

Nao devemos procurar obter algo que possa privar al- gu£m daquilo a que tenha direito. Precisamos conhecer as leis. Devemos levar outras coisas em consideragao, al£m das nossas sensagoes emocionais. Fomos dotados da faculdade da percepgao, para que possamos compreender e aprender por n6s mesmos quais sao as coisas naturais que podem ser usadas para as nossas necessidades. Fomos dotados dos po- deres de inteligencia, compreensao e vontade. A Natureza nos equipou admiravelmente com os meios para empregar- mos seus recursos.

Como estudantes de misticismo, estamos nos empenhan- do em alcangar a realizagao de nossa unidade com o todo. Estamos nos esforgando para aprender quem e o que somos, por que estamos aqui, e assim por diante. Precisamos neces-

sariamente aprender. Devemos necessariamente ter expe-

riencias. Precisamos conhecer nossa relagao para com a or­ dem infinita. Com esse conhecimento alcangaremos real maestria. A mente deve ser usada para explorar as forgas da Natureza. Deve ser tamb£m usada para a investigagao do Eu e da nossa relagao para com a Mente Cosmica.

0 mistico nao busca bengaos especiais. Nao esta ele a procura de prerrogativas pessoais, nem de detalhes para o dormnio de uma certa situagao. E sim, procura alcangar a iluminagao, a fim de que possa aprender como aplicarseus

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poderes e recursos. Pela inspirasao, recorre ele ao poder maior e a inteligencia superior do Cosmico.

Em nossas medita9oes, devemos nos preparar bem para a inspira^ao que desejamos. Conforme aprendemos nas mono- grafias, devemos introverter a nossa consciencia. Devemos nos esfor^ar para nos tornarmos conscientes do Deus do nosso Cora9ao, da mente do Eu interior. Aprendemos que somos parte integrante do Cosmico, que, com efeito, esta em nos. £ natural, por conseguinte, que tenhamos uma rea- liza9ao de nossa natureza divina.

O mistico em evolu9ao desfruta regularmente de mo- mentos de medita9ao. Com isto, mergulha em silencio pro­ fun do. Busca entao ilumina9ao, fortaleza e saude. Busca o entendimento, que o ajude a dominar a si mesmo e a vida tal como a percebe. Procura ele tornar-se digno da inspira- 9§o cosmica que almeja, vivendo uma vida mistica, com sin- ceridade, lealdade, nobreza, e devo9ao aos ideais cosmicos. Procura viver a filosofia Rosacruz da vida.

Orgulhamo-nos do fato de que nossos estudos misticos sao praticos. Como estudantes do misticismo Rosacruz, aprendemos principios praticos que estao relacionados com a percep9ao direta de Deus, a intui9ao e nossa necessidade de adapta9ao a vida e ao meio-ambiente que ela proporcio- na. Adquirimos novas perspectivas e uma visao mais ampla da vida. Quando os principios Rosacruzes sao aplicados, po­ dem criar uma vida equilibrada e trazer, realmente, conse- cu9ao e felicidade.

0 misticismo ajuda a nos orientarmos no sentido do Infi­ nito e de tudo em que isto implica. E pelo misticismo que

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adquirimos o conhecimento do principio basico de que to- das as coisas participam do Cosmico; e procuramos expres- sar esse ponto de vista atraves dos nossos pensamentos e da nossa conduta. Recorrendo as nossas experiencias, ao nosso conhecimento, e fazendo o maximo esfo ^ o para resolver- mos os nossos problemas com aquilo de que dispomos, sere- mos cosmicamente orientados, dirigidos, inspirados. Sere- mos auxiliados no empenho de ajudarmos nos mesmos.

Pondo-se em rela9ao com o esquema cosmico das coisas, sinceramente, torna-se o homem capaz de se colocar num estado mental em que impressoes de natureza mais elevada podem ser registradas em sua consciencia; e, gra9as a essa comunhao, pode ele se entregar as atividades do dia com uma compreensao melhor do fato de que as imutaveis leis do Cosmico existem para o bem de todos, e sao leis com que pode cooperar e se harmonizar. Naturalmente, o poder mental nao 6 uma faculdade individual, tanto quanto a ca- pacidade da mente para se abrir a percep9ao dos ni'veis mais elevados da Consciencia Cosmica.

No santuario do nosso pr6prio Ser, alcan9amos a com­ preensao de que podemos estabelecer contato com o Cosmi­ co e receber revela9oes intuitivas que podem nos ajudar a compreender melhor nos mesmos e nossa rela9§o para com o Cosmico. Portanto, precisamos buscar frequentemente a solidao da medita9ao mistica, a fim de nos tornarmos recep- tivos a Divina Luz, que proporciona paz, entendimento, e a inspira9ao que nos dotara dos meios para empregarmos nos­ sa capacidade criadora em algo construtivo.

Preparemo-nos bem para essa concep9ao, a fim de nos tornarmos conscientes de que o nosso Eu divino 6 parte

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in-tegrante da consciencia do Cosmico. Para isto, 6 necessario que coloquemos n6s mesmos, nossa consciencia, em har­ monia com a Mente Cosmica. Isto esti relacionado com a consciencia do Eu interior, do Deus do Nosso Coragao, a qual propicia aquela realizagao que n6s, como Rosacruzes, chamamos de Paz Profunda. Quanto mais medita o Rosa­ cruz sobre os mais elevados e profundos aspectos do seu Ser, do Cosmico e das relagoes humanas, mais cultiva a ex- pressao dos seus aspectos espirituais. Desse modo, intensifi- cam-se as mais finas harmonias da Natureza. A consciencia do Eu expande o mundo interior para o mundo exterior.

Se nos prepararmos devidamente, alcangaremos em ver­ dade uma percepgao de Infinita inspiragao, Divina orienta- gao e Paz Profunda.

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0 EU INTUmVO

por

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ratres e Sorores, um dos principals ensinamentos de nossa Ordem e o que diz respeito a intuigao. 0 prin- ci'pio de que somos seres duais, manifestando uma dualida- de de consciencia, € fundamental para os ensinamentos Ro- sacruzes, e 6 de vital importancia para nossa compreensao da vida e do nosso prop6sito em relagao a ela. Pois e pelo emprego e pelo desenvolvimento da intuigao que manifesta- mos a consciencia do Eu divino interior, e ganhamos domf- nio sobre as questoes de nossa vida diaria. O desenvolvimen­ to e o emprego da intuigao 6, portanto, um aspecto impor- tante da nossa atividade como Rosacruzes; pois ela constitui o linico recurso que propicia o acesso aos niveis espiritual e psiquico da consciencia.

O Eu espiritual interior consiste nos niveis mais elevados da consciencia, e apenas se manifesta em nossa consciencia objetiva atrav^s de sutis impressoes e pensamentos intuiti- vos, que irrompem em nossa mente quando desencadeados ou requeridos numa emergencia. O Eu divino tambem se re­ vela quando o desenvolvimento pessoal e a harmonizagao psiquica do individuo atingem o ponto em que se obtdm um livre fluxo de impressoes entre a consciencia objetiva e o proprio Eu divino interior. Este € o ideal buscado por

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to-do estudante Rosacruz atrav^s da tdcnica proporcionada em nossos ensinamentos, e o desenvolvimento da intui9ao 6 fa- tor-chave neste processo.

A intui^ao consiste na manifesta9ao de sutis pensamen­ tos, impressoes e iddias do Eu divino, em nossa consciencia objetiva. Estes delicados pensamentos irrompem constan- temente em nossa consciencia, todos os dias, pordm so en- contram receptividade quando o individuo possui uma men- te introspectiva (quando 6 igualmente receptivo, durante as atividades diarias, as impressoes interiores tanto quanto o € aos pensamentos objetivos). Treinamos nossa mente para ouvir sugestoes interiores e, a medida que desenvolvemos es­ ta capacidade de ouvir o mtimo, de nos deter e nos conser- var receptivos, entao o divino Eu interior, o Eu real, pode auxiliar-nos em nossa atividade cotidiana.

Nao 6 necessario que se entre em medita9ao para ser in- tuitivo. Todavia, a pratica regular da medita9ao desenvol- ve nossa receptividade a inspira9ao e a orienta9ao do Eu interior, e 6 na medita9ao que conscientemente reservamos um momento para nos harmonizar com o Deus do nosso cora9ao. Medita9ao significa harmoniza9ao com o Eu real, interior, que so pode ser conhecido atraves de um prof un­ do e amoroso periodo de comunhao, em que possamos sen- tir a natureza divina do nosso ser. Id^ias intuitivas sao im­ pressoes fugazes, pensamentos intensamente motivadores, ou a compreensao global de uma determinada situa9ao. Tais impressoes fugazes e sutis que recebemos constituem ocor- rencia diaria, que nos auxilia mesmo em nossos assuntos cotidianos, e a intensifica9ao dessas impressoes intuitivas e indicadora do desenvolvimento de nossa Consciencia Cos- mica e de nossas aspira9des misticas. 0 desenvolvimento de

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nossa consciencia psiquica tambdm permitira ao Eu interior impressionar-nos intensamente com iddias proveitosas, ou impelir-nos a um certo tipo de atitude ainda que contrdrio a decisao racional. Estes poderosos impulsos e impressoes do Eu interior com freqiiencia provam-se importantes para nos. Por isto, Fratres e Sorores, 6 que os exortamos a se mante- rem receptivos e introspectivos, permitindo, assim, que a sa­ bedoria do Eu interior inspire e oriente sua vida.

Nao e incomum que o Eu interior, com o desenvolvimen­ to da intui9ao, nos inspire com uma seqiiencia inteira de su- gestoes para uma com posi^o musical, uma nova inven9ao, e muitas iddias proveitosas em beneficio da humanidade. 0 mistico, todavia, pode se harmonizar a vontade com seu Eu interior para receber inspira9ao na orienta9ao da vida de ou- tros, e em seus escritos regulares, e para produzir fluxos de iddias criativas. Todavia, o homem de negocios, a secretaria, a dona-de-casa, podem tambdm tornar-se receptivos ao flu- xo de impressoes intuitivas, se as ouvirem e aplicarem, reco- nhecendo, assim, o valor e o alcance dessa inspira9ao inte­ rior.

Alem da pratica dos exercicios regulares para desenvol- ver nossa intui9ao, devemos considerar que o sentido que damos ao nosso centro de aten9ao 6 vital para o desenvol­ vimento de nossas faculdades psiquicas e dos nossos ideais misticos. A faculdade da intui9ao opera pela expansao da nossa consciencia e pela maior eleva9ao em dire9ao ao Eu espiritual. Se limitarmos nossos pensamentos unicamente a consciencia objetiva, nosso campo de visao sera muito res- trito. Pordm, se expandirmos nossa consciencia a fim de atingir um conceito ilimitado de consciencia universal, e de compreender que nada ha de que nao possamos tomar

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cons-ciencia por meio desse contato com nossa conscons-ciencia inte­ rior, teremos a nossa frente inesgotaveis possibilidades. Uma fonte inexaurivel de conhecimento encontra-se ao alcance de nossa compreensao. O Eu interior e parte da Consciencia Divina Universal, que reune todos os seres humanos e rela- ciona todos os fenomenos naturais do universo inteiro. Es­ ta, entao, e nossa tarefa: expandir nossa consciencia, a fim de tornd-la receptiva as impressQes de uma multiplicidade de fontes, para onde quer que dirijamos nossa aten9ao;e tomar-nos intimamente conscientes e sensiveis em rela9ao aos problemas e as necessidades dos outros.

Este e o objetivo de todo Rosacruz autentico: servir, estar alerta as necessidades dos outros, e ser capaz de atender a es- sas necessidades atrav^s de um conhecimento profundo e da harmoniza9ao interior. 0 aconselhamento convencional nao 6 de nenhum auxilio aos que sofrem psiquica e espiritual- mente, por6m, recorrendo a mente, nos tornamos profun- damente conscios de suas necessidades, e atraves do contato direto com o Divino, podemos, entao, oferecer-lhes apoio.

As vezes negligenciamos pensar aonde nos esta condu- zindo nossa consciencia em evolu9ao. Nao, certamente, para atividades interessantes ou divertidas, ou a preencher nosso intelecto com informa9ao enciclopedica para entretenimen- to e deleite. Nao; na verdade, € justamente para nos prepa- rar para servir a humanidade em todos os campos do nosso interesse — nas artes e nas ciencias — e uma vez aceitemos este chamado para o mais nobre servir, nosso desenvolvi- mento mfstico e psfquico sera acelerado, e nossa evolu9ao interior assumira uma nova dimensao.

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tentas-sem alguns experimentos todos os dias para desenvolver a intuigao. Todos estao familiarizados com o primeiro exer- cfcio apresentado em nossas monografias. 0 fato de ser o primeiro, indica quao relevante deve ser o desenvolvimento do nosso Eu interior. Em diferentes momentos do dia per- guntem ao seu Eu interior: “Que horas sao exatamente?” Aceitem sempre a primeira imptessao que lhes ocorrer. De- pois tentem determinar quem estiver chamando ao telefone, ou batendo a porta, em casa ou no trabalho. Na verdade, ha inumeras ocasioes em que podem encontrar razQes concre- tas para fazer uma consulta ao Eu interior, a qual so pode ser respondida pelo emprego da intuigao. Nao desanimem se, a princfpio, poucas vezes obtiverem exito em tentativas repetidas; a persistSncia produzira excelentes resultados.

0 desenvolvimento das nossas faculdades intuitivas 6 de fundamental importancia para nosso desenvolvimento mis- tico, e tamb£m para o exito em nossos varios campos de atividade. As Forgas Cosmicas de que buscamos orientagao e inspiragao aguardam a oportunidade de entrar em associa- gao conosco, a fim de que possamos, com elas, dedicar-nos ao bem que podemos realizar, e 6 apenas atrav^s do desen­ volvimento de nossas faculdades psiquicas que tal associa- gao € possibilitada.

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BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS por

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a quem pense que, para levarmos uma vida mais espi- ritual, temos de nos privar de muitos confortos m ate­ rials, de evitar abundancia e riqueza, e nao devemos dar a impressao de sermos materialmente bem sucedidos. Acham essas pessoas que somente os pobres podem encontrar ver- dadeira gra9a perante Deus, ou que nossa unica preocupa- 9ao deve ser a de buscar a vida espiritual.

Nossa primeira preocupa9ao deve ser para com a vida e a consciencia, e fomos exortados a “buscar primeiro o Reino de Deus, que todas as coisas nos seriam da das por acr^sci- m o” . Isto significa que, colocando-nos em harmonia, em l'ntima rela9ao com Deus, todas as coisas nos serSo acres- centadas, por que esse estado de harmonia permite ao Cos- mico suprir as nossas necessidades e os nossos desejos since- ros, desde que sigamos uma outra mdxima: “Pedi e vos sera dado” .

Do ponto de vista mistico, estes importantes principios significam que o nosso primeiro proposito na vida deve ser o de buscar o Reino de Deus; entao o Cosmico podera su­ prir nossas necessidades da vida material, porque nossa ati- tude para com a vida estara em consonancia com todas as

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