• Nenhum resultado encontrado

O Processo de Ebulição

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "O Processo de Ebulição"

Copied!
24
0
0

Texto

(1)

O Processo de Ebulição

• A ebulição em escoamento interno forçado está associada à formação das bolhas na parede interna aquecida

• O crescimento e desprendimento das bolhas é fortemente influenciado pela velocidade de escoamento

• Estudo visa a determinação dos parâmetros importantes associados à mudança de fase e cálculo do coeficiente de transferência de calor

 O líquido pode ainda estar na região sub-resfriada e a ebulição nestas condições é chamada de ebulição subresfriada. (Tl<Tsat, X<0)

 Quando a temperatura da parede (Tw) ultrapassa a temperatura de saturação do local (Tsat), há presença de

bolhas na posição radial e X > 0. Tem-se então a ebulição

saturada. Ebulição subresfriada Ebulição saturada monofásico entrada saída Tsat Tw Tl

(2)

Ebulição subresfriada Ebulição saturada monofásico entrada

saída Monofásico: Tl < Tsat e Tl < Tw

A: entrada líquido subresfriado – Tw < Tsat

Balanço de energia na região monofásico Tw aumenta linearmente, paralelamente à Tl O h é quase constante

B: Tw = Tsat, mas a nucleação não ocorre imediatamente.

É necessário um certo grau de superaquecimento para nucleação nas cavidades existentes da parede do tubo

C: primeiras bolhas aparecem na parede – ONB início da ebulição nucleada.

A temperatura da parede começa a se estabilizar conforme mais sítios de nucleação são ativados após o ONB.

Mais a jusante, à medida que mais sítios são ativados, a contribuição para a transferência de calor a partir de ebulição nucleada continua a subir, enquanto a contribuição

(3)

E: a contribuição convectiva se torna insignificante o

escoamento plenamente desenvolvido da ebulição

(FDB) é estabelecido

Tw  constante na região do FDB até algum ponto onde os efeitos convectivos tornam-se importantes de novo, devido ao escoamento em duas fases ou região com significativo fluxo de vapor.

As bolhas geradas na parede a partir de ONB não podem crescer devido a condensação que ocorre na superfície da bolha exposta ao líquido subresfriado. Uma fina camada de bolhas é formada na parede. À medida que Tl aumenta na direção do escoamento, mais bolhas surgem aumentando a camada,

cujo tamanho também aumenta com a diminuição do subresfriamento Ebulição subresfriada Ebulição saturada monofásico entrada saída

G: as bolhas se descolam da parede e fluem para o núcleo líquido. Algumas bolhas

condensam. Ponto de geração de vapor, NVG (ou OSV onset of significant void) . A transferência de calor é considerada na região de escoamento em duas fases. O vapor presente no escoamento subresfriado após NVG está na Tsat (desequilíbrio termodinâmico).

H: Com a continua adição de calor a jusante, a condição de saturação é atingida (ebulição saturada).

(4)

EBULIÇÃO SUBRESFRIADA

Aplicações: resfriamento do núcleo de reatores nucleares, refrigeração da parede de reatores de fusão, geradores de nêutrons para a terapia do câncer e testes de materiais, eletrônica de alta potência, refrigeração de bocais de foguetes e

reatores de água pressurizada

Ebulição subresfriada Ebulição saturada monofásico entrada saída Se Tw >Tsat: bolhas se formam adjacentes à

superfície e no núcleo do escoamento tem líquido subresfriado

O estado do líquido subresfriado pode ser definido em termos de um título de equilíbrio (negativo)

lv

sub

p

lv

sat

,

L

L

h

)

/

h

c

Δ

T

/

h

h

(

x

=

=

)

T

T

(

h

"

q

w

L

sat

_

L

sub

T

T

T

Δ

=

(5)

 As bolhas são nucleadas em cavidades presentes na superfície do aquecedor e exigem um certo grau de superaquecimento de parede, em função das condições de tamanho de

cavidade e de escoamento.

 A presença de gases ou vapor aprisionado nas cavidades inicia a formação do núcleo.

 Depois de que a ebulição é iniciada, o superaquecimento requerido para manter a atividade da bolha é menor devido à presença de vapor no interior das cavidades.

 Este comportamento é conhecido como o efeito histerese e é significativo em líquidos altamente molhantes (fluidos refrigerantes).

INÍCIO DA EBULIÇÃO NUCLEADA - ONB

l

lv

sat

sub

lv

l

lv

l

l

lv

sat

ONB

,

sat

h

T

2

T

h

k

1

1

h

k

h

T

4

T

2

ONB

,

sat

sat

lv

lv

l

ONB

(

T

)

T

8

h

k

"

q



 Volume específico (lv=l-v) m³/kg

hl coeficiente de transferência de calor do líquido, W/m²K

(6)

- As bolhas de vapor produzidas no processo coalescem e são distribuídas no líquido. - O

v

> 

l, portanto o vapor representa uma fração mássica relativamente menor do fluido, mas uma grande fração volumétrica.

- As bolhas tendem a se concentrar perto do centro do tubo forçando o líquido para a parede.

- No regime anular o filme líquido em contato com as paredes continua produzindo vapor por ebulição nucleada (EN).

- Na interface líquido – vapor, o vapor é também produzido por evaporação do líquido, processo chamado de ebulição convective (EC). Ambos os processos contribuem para altos valores do h.

(7)

EBULIÇÃO SATURADA

O coeficiente de transferência de calor, h, varia (aumenta ou diminui) à medida que o título de vapor e a velocidade aumentam

Modelos para h consideram 2 mecanismos:

ebulição nucleada

(EN)

e ebulição convectiva

(EC)

1. Ebulição Nucleada

– EN

• Similar à ebulição em vaso. O escoamento afeta o crescimento e partida das bolhas e estas induzem o processo convectivo

• As bolhas formadas dentro do tubo podem deslizar ao longo da superfície aquecida devido ao escoamento axial e o processo de evaporação na microcamada, embaixo do crescimento das bolhas, pode ser afetado • Em geral os regimes de escoamento são de bolhas e pistonado.

sat

sat

w

T

)

h

T

T

(

h

"

q

(8)

2.

Ebulição Convectiva

– EC

Processo convectivo entre a parede aquecida e a fase líquida.

 No escoamento anular o filme líquido na parede torna-se muito fino e a EN é suprimida.

 O processo convectivo pode ser vislumbrado como convecção forçada

monofásica através do filme com evaporação ocorrendo na interface líquido vapor.

 O h no filme em escoamento anular pode exceder o dado pela extensão da curva de ebulição em vaso.

 Para um q” fixo o superaquecimento da parede (Tsat) no fino filme pode ser menor que aquele para a EN plenamente desenvolvida.

(9)

Classificação Regimes Padrões Estratificado Intermitente Anular Disperso

Estratificado liso e ondulado Bolhas alongadas (plug) Slug

Anular ondulado e anular Bolhas

(10)

Comportamento do coeficiente de transferência de calor com a evolução dos padrões de escoamento

- O coeficiente de transferência de calor, h, varia (aumenta ou diminui) à medida que o título de vapor e a velocidade aumentam

- hTP são maiores que os monofásicos, e portanto a resistência térmica associada

não é resistência limitante nos trocadores de calor.

Assim uma grande incerteza no cálculo do h, que contribui para a menor

resistência térmica, não terá um efeito significativo no desempenho do trocador de calor.

(11)

- Com o avanço da ebulição o filme líquido torna-se mais fino reduzindo a EN.

- A quantidade de líquido não é

suficiente para molhar o perímetro inteiro do tubo

- Devido à força da gravidade o topo do tubo horizontal tenderá a secar primeiro

- A interface líquido-parede tem

maior coeficiente h que a interface vapor-parede

- A fração do perímetro seca, aumenta com a vaporização do líquido resultando em uma

diminuição no coeficiente h até a condição monofásica de vapor.

(12)

MODELOS PARA O CÁLCULO DO h

n

/

1

n

EC

n

EN

TP

[(

h

)

(

h

)

]

h

Os modelos são comparados e classificados conforme os coeficientes hEN e hEC e

são combinados para obter o hTP

(13)

1.

Correlação de Chen (1963-1966)

Aplicada a:

• Tubo vertical

• Fluidos: água, metanol, benzeno,pentano,hexano, heptano

• psat=55 a 3500 kPa; G=500 a 3600 kg/sm2; x=0,01 a 0,71 (600 dados experimentais)

• Aplicável enquanto a parede estiver molhada, ou seja, até a secagem (dryout) • Melhor ajuste para água e maiores desvios para refrigerantes

o

L

B

EC

EN

TF

h

h

h

S

h

F

h

hEN – coeficiente de transferência de calor na ebulição nucleada hEC – coeficiente de transferência de calor na ebulição convectiva S – Fator de supressão

(14)

24 , 0 v 24 , 0 lv 29 , 0 L 5 , 0 75 , 0 sat 24 , 0 sat 49 , 0 L 45 , 0 L 79 , 0 L B

h

p

T

cp

k

00122

,

0

h

Ebulição nucleada (EN):

h

EN

=h

B

S

17 , 1 TP 6 Re 10 x 56 , 2 1 1 S   sat w sat T T T Δ = _ 25 , 1 L 25 , 1 L TP

F

D

)

x

1

(

G

F

Re

Re





sat v lv sat sat

T

h

T

p

S fator de supressão de bolhas

Depende da velocidade do escoamento, quanto maior G, menor a espessura da subcamada laminar, inibindo a formação de bolhas

Smax para G  0 (ebulição em vaso, EN) S 0 para elevados G (EC)

Considera que o líquido da mistura escoa isoladamente no tubo

Forster e Zuber (1955) sat w sat p p p Δ = _ ou

(15)

Ebulição convectiva (EC):

h

L

F

o

1) hL Considera que a mistura escoa como líquido no tubo

)

D

/

k

(

Pr

Re

023

,

0

h

L

=

L0,8 L0,4 L 1 , 0 V L 5 , 0 L V 9 , 0 tt

μ

μ

ρ

ρ

x

x

1

X









 

2) Fo (aumento da convecção da fase líquida devido ao escoamento em 2 fases)

- Se (1/Xtt) <= 0,1 F=1 - Se (1/Xtt) > 0,1 736 , 0 tt

X

1

213

,

0

35

,

2

F





8 . 0 o

F

(

1

x

)

F

L

L

G

(

1

x

)

D

/

μ

Re

Dittus-Boelter (1930) Parâmetro de Martinelli

(16)

2. Shah (1982)

- Para tubos ou canais verticais e horizontais

- Considera os mecanismos de EN e EC, mas o hTP é o maior valor entre hEN e hEC - aplicável aos regimes de ebulição nucleada, convectiva e estratificado.

- Fluidos: água, R-11, R-12, R-22, R-113 e hexano

- G=100 a 2000 kg/m2s, q”=1,2 a 2000 kW/m2, x=0 a 1, Tsat -5 a 150 °C

Parâmetros que regem a mudança de fase:

- número de ebulição, Bo, correspondente à EN (efeitos do q”)

- número de Froude, Fr, considera os efeitos de estratificação (parâmetro de Martinelli

Xtt modificado)

- número de convecção, Co, referido à EC

L

TF

h

h

hL correlação de Dittus-Boelter ou de

Gnielinski para monofásico

D

k

)

1

(Pr

)

8

/

f

(

7

,

12

1

Pr

)

1000

)(Re

8

/

f

(

h

L 3 / 2 L 2 / 1 L L L L L

(17)

Fr, Froude: razão da força de inércia pela gravitacional determina os efeitos da estratificação

Co, Convectivo 5 , 0 L v 8 , 0 x ) x 1 ( Co            

gD

G

Fr

2 L 2 L

Bo, Ebulição lv Gh " q Bo

Para tubos verticais Fr é ignorado ou Fr > 0,04 e N=Co Para tubos horizontais - Fr > 0,04 N=Co

- Fr<0,04 N=0,38 Fr-0,3Co Ebulição nucleada Para N > 1,0 e Bo>0,0003

EN230Bo0,5 5 , 0 EN146Bo

Bo <= 0,3 x 10-4

(18)

Para 1,0 > N > 0,1

)

N

74

,

2

exp(

FsBo

ψ

EN

0

,

5

0

,

1

Para N < 0,1

)

N

74

,

2

exp(

FsBo

ψ

EN

0

,

5

0

,

15

Bo > 0,0011 Fs=14,7 Bo < 0,0011 Fs=15,43 é o maior entre e

EN

EC 8 , 0 EC

N

8

,

1

Ebulição convectiva

(19)

3. Gungor e Winterton (1986)

- Para ebulição em tubos verticais

- 3693 pontos exterimentais para água e refrigerantes (R11, R12, R22, R113 e R114)

[

]

0

,

55

0

,

5

0

,

67

12

,

0

EN

55

pr

0

,

4343

Ln

(

pr

)

M

q

"

h

_ _

_

=

E

h

S

h

h

TF

=

EN

+

L

)

D

/

k

(

Pr

Re

023

,

0

h

L

=

L

0

,

8

L

0

,

4

L

+

+

=

0,86 tt 16 , 1

)

X

1

(

37

,

1

Bo

24000

1

E

1 17 , 1 L 2

Re

)

_

E

00000115

,

0

1

(

S

=

+

(20)

3. Gungor e Winterton (1987) - modificada

Para EC

horizontais

- Se Fr<0,05

- Se Fr>0.05

(

+

)

+

=

0,41 2 V L 75 , 0 _ 2 86 , 0 novo

ρ

)

S

ρ

(

)

x

1

x

(

12

,

1

E

Bo

3000

1

E

5 , 0 2 ) Fr 2 1 , 0 ( 2

Fr

S

Fr

E

1

S

1

E

2 2

L

novo

TF

E

h

h

=

(21)

4. Kandlikar (1990,1991)

- 10.000 pontos exterimentais para água, refrigerantes, e criogênicos

-

LO

TF

h

h

)

)

1

(

1058

)

(

)

1

(

6683

,

0

(

0,2 0,8 2 LO 0,7 0,8 Fl LO EN

h

Co

x

f

Fr

Bo

x

F

h

)

)

1

(

2

,

667

)

(

)

1

(

136

,

1

(

0,9 0,8 2 LO 0,7 0,8 Fl LO EC

h

Co

x

f

Fr

Bo

x

F

h

5 , 0 L v 8 , 0

ρ

ρ

x

)

x

1

(

Co









 

lv

Gh

"

q

Bo 

gD

ρ

G

Fr

2

L

2

LO

3 , 0 LO LO 2

(

Fr

)

(

25

Fr

)

f

1

)

Fr

(

f

2

LO

Tubos horizontais Tubos horizontais e verticais EN

h

e

h

EC 04 , 0 Fr : Se LO04 , 0 Fr : Se LO

(22)

D

k

)

1

(Pr

)

2

/

f

(

7

,

12

1

Pr

)

1000

)(Re

2

/

f

(

h

L

3

/

2

L

2

/

1

LO

L

LO

LO

LO

+

=

Fator de depende do

fluido,

F

Fl

(

L

)

LO

GD

/

μ

Re

=

(23)

Exemplo:

Calcular o coeficiente de transferência de calor, h, para a ebulição do nitrogênio em um tubo vertical na pressão de 778 kPa e título de vapor de 0,2 a 0,6. Diâmetro de 0,9 cm, velocidade mássica de 200 kg/m²s e q”=20 kW/m².

(24)

Referências:

- Chen, J. C., 1966, “A Correlation for Boiling Heat Transfer to Saturated Fluids in Convective Flow,”. Ind. Eng. Chem. Process Design and Development, 5, pp. 322-329

- Kandlikar, S. G.,1990, “A General Correlation for Saturated Two-Phase Flow Boiling Heat Transfer Inside Horizontal and Vertical Tubes,” ASME J. Heat Transfer, 112, pp. 219-228

- Gungor, K. E. and Winterton, R. H. S., 1986,”A General Correlation for Fow Boiling in Tubes and Annuli,” Int. J. Heat Mass Transfer, 29, pp. 351-358.

- Gungor. K. E. and Winterton, R. H. S., 1987, “Simplified General Correlation for Saturated Flow Boiling and

Comparisons of Correlations with Data,” Chem. Eng. Res Des., 65, pp. 148-156.

- Kim, S.M., Mudawar, I. International of heat and mass transfer Vol. 77, p. 627-652, 2014 - Shah, M. M., 1976, “A New Correlation for Heat Transfer During Boiling Flow Through Pipes,” ASHRAE Transactions, 82, Part 2, pp. 66-86.

- Shah, M. M., 1982, “Chart Correlation for Saturated Boiling Heat Transfer : Equations and Further Study,” ASHRAE Trans. 88, Part 1, pp.185-196.

- Liu, Z. and Winterton, R. H. S. 1991, “A General Correlation for Saturated and Subcooled Flow Boiling in Tubes and Annuli Based on a Nucleate Pool Boiling Equation,” Int. J. Heat Mass Transfer , 34, pp. 2759-2766

- Steiner, D. and Taborek, J., 1992, “Flow Boiling Heat Transfer in Vertical Tubes Correlated by an Asymptotic Model,” Heat Transfer Engineering 13: 43-68

Referências

Documentos relacionados