B R A D E S C O 1 -,
2T13
Relatório de
Gerenciamento
de Riscos
Pilar 3
B R A D E S C O 2
Conteúdo
Introdução ... 5
Perfil Corporativo ... 5
Escopo do Gerenciamento de Riscos ... 6
Apetite a Riscos ... 6
Mapa de Riscos ... 7
Processo Corporativo de Gerenciamento de Riscos ... 8
Objetivos e Estratégias ... 8
Políticas de Gerenciamento de Riscos ... 9
Estrutura de Gerenciamento de Riscos ... 9
Governança de Gerenciamento de Riscos ... 10
Risco de Crédito ... 12
Risco de Crédito de Contraparte ... 12
Concessão de Crédito ... 12
Mitigação do Risco de Crédito ... 13
Classificação de Risco de Crédito ... 14
Processo de Gerenciamento do Risco de Crédito ... 15
Controle e Acompanhamento ... 15
Comunicação Interna ... 16
Exposição ao Risco de Crédito ... 17
Por Fator de Ponderação de Risco (FPR), País e Região ... 17
Por Setor Econômico ... 18
Por Atraso ... 19
Por Tomador ... 19
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ... 19
Operações Baixadas para Prejuízo ... 20
Cessões de Crédito e Operações com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) oriundos de processo de
Securitização ... 20
Exposição ao Risco de Crédito de Contraparte ... 21
Instrumentos Mitigadores ... 22
Risco de Mercado ... 22
Processo de Gerenciamento do Risco de Mercado ... 23
Definição de Limites ... 23
B R A D E S C O 3
Carteiras Trading e Regulatória e Risco de Ações da Carteira Banking ... 24
Risco de Taxa de Juros da Carteira Banking ... 24
Apreçamento de Instrumentos Financeiros ... 25
Validação Independente de Modelos... 26
Qualitativas ... 26
Quantitativas ... 27
Controle e Acompanhamento ... 27
Comunicação Interna ... 27
Hedge e utilização de Derivativos ... 27
Derivativos Padronizados e de Uso Contínuo ... 28
Análise do Risco de Mercado ... 28
Evolução da Exposição ... 29
Exposição Financeira – Carteira Trading ... 29
VaR Modelo Interno – Carteira Trading ... 29
VaR Modelo Interno – Carteira Regulatória ... 30
VaR Modelo Interno – Backtesting ... 31
Análise de Estresse – Carteira Trading ... 33
Derivativos ... 34
Análise de Sensibilidade ... 35
Risco de Liquidez ... 37
Processo de Gerenciamento do Risco de Liquidez ... 37
Controle e Acompanhamento ... 37
Comunicação Interna ... 38
Risco Operacional ... 38
Processo de Gerenciamento do Risco Operacional ... 38
Metodologia de Mensuração do Risco Operacional ... 39
Controle e Acompanhamento ... 39
Comunicação Interna ... 40
Análise do Risco Operacional ... 40
Gerenciamento de Continuidade de Negócios – GCN... 41
Metodologia Corporativa ... 42
Processo de Gerenciamento de Continuidade de Negócios ... 42
Risco de Subscrição ... 43
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Risco Socioambiental ... 43
Processo de Gerenciamento do Risco Socioambiental ... 43
Controle e Acompanhamento ... 44
Novo Acordo de Capital de Basileia – Basileia II ... 45
Basileia II na Organização ... 45
Gerenciamento de Capital ... 46
Processo Corporativo de Gerenciamento de Capital ... 46
Detalhamento do Patrimônio de Referência (PR) ... 47
Dívidas subordinadas por prazo de vencimento ... 47
Detalhamento do Patrimônio de Referência Exigido (PRE) ... 49
Acompanhamento do Índice de Basileia e da Margem ... 50
Basileia III ... 51
B R A D E S C O 5
Introdução
A Organização acredita que o gerenciamento de riscos é imprescindível para fomentar a estabilidade das instituições financeiras a longo prazo e que a postura de transparência na divulgação de informações referentes a esta atividade fortalece a Organização, contribuindo para a solidez do sistema financeiro nacional e a sociedade em geral. Como consequência do processo de aperfeiçoamento contínuo e melhores práticas no gerenciamento de riscos, a Organização foi a primeira instituição financeira no país autorizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) a utilizar, desde janeiro de 2013, seus modelos internos de risco de mercado, que já eram utilizados na sua gestão, para apuração do capital regulamentar.
O presente relatório busca proporcionar às partes interessadas o acesso a informações a respeito do gerenciamento de riscos da Organização, apresentando de forma detalhada as suas práticas e controles dos principais riscos aos quais está exposta, permitindo aos agentes de mercado, inclusive, avaliarem a adequação do capital. Este relatório atende ainda as recomendações do Comitê de Basileia de Supervisão Bancária e também as determinações do Bacen.
A leitura deste documento deve ser feita juntamente com as demais informações divulgadas pela Organização, tais como o Relatório de Análise Econômica e Financeira e Relatório de Informações Suplementares, que apresentam outras informações sobre as atividades da Organização. Para maiores detalhes acesse o nosso site de Relações com Investidores em www.bradesco.com.br/ri.
Perfil Corporativo
O Bradesco foi fundado em 1943 e hoje é uma das maiores instituições financeiras da América Latina, contando com R$ 897 bilhões de ativos consolidados e 74 milhões de clientes, dos quais 26,2 milhões são correntistas que acessam uma das maiores redes de atendimento do país, presente em todos os municípios brasileiros.
Reconhecido internacionalmente pela solidez financeira e tradição de bons serviços prestados aos clientes, a Organização tem como premissa de atuação a criação de valor para os diversos públicos com os quais se relaciona, oferecendo produtos e serviços em todos os segmentos de negócios em que atua.
A visão da Organização é ser reconhecida como a melhor e mais eficiente instituição financeira do país e pela atuação em prol da inclusão bancária e do desenvolvimento sustentável. Para tornar este objetivo possível, é imprescindível o efetivo acompanhamento e controle de riscos.
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Escopo do Gerenciamento de Riscos
O escopo do gerenciamento de riscos da Organização alcança a mais ampla visão, permitindo que os riscos inerentes ao Conglomerado Financeiro e demais empresas integrantes do Consolidado Econômico-Financeiro sejam devidamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, visando suportar o desenvolvimento de suas atividades.
Apetite a Riscos
O apetite a riscos refere-se aos tipos e níveis de riscos que, de forma ampla, a Organização se dispõe a admitir na realização dos seus objetivos e está refletido na filosofia de gerenciamento de riscos corporativos, que por sua vez influencia a cultura e o modo de atuação da Organização.
Este apetite é influenciado por diversos fatores, dentre eles, a avaliação da consistência do risco com a estratégia corporativa, as metas de solvência, os índices de liquidez, o controle de concentração de portfólios e a declaração dos tipos de riscos não aceitos na condução dos negócios.
O apetite a riscos da Organização é definido pelo Conselho de Administração, que é subsidiado por um comitê, sendo controlado por diversos limites de riscos. O apetite a riscos está alinhado à estratégia da Organização, demonstrando o engajamento da estrutura de governança na sua definição e acompanhamento. O processo de acompanhamento dos riscos é corporativo, sendo considerado desde o processo orçamentário da Organização.
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Mapa de Riscos
A Organização, diante da complexidade e variedade de produtos e serviços oferecidos aos seus clientes em todos os segmentos de mercado, está exposta a diversos tipos de riscos, sejam eles decorrentes de fatores internos ou externos. Portanto, é imprescindível a adoção de um monitoramento constante de todos os riscos de forma a dar segurança e conforto a todas as partes interessadas. Dentre os principais tipos de riscos, destacamos:
n
Risco de Crédito - representado pela possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não
cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação, aos custos de recuperação e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte.
n
Risco de Crédito de Contraparte - representado pela possibilidade de perda em razão do
não cumprimento, por determinada contraparte, das obrigações relativas a liquidação de operações que envolvam a negociação de ativos financeiros, incluindo à liquidação de instrumentos financeiros derivativos ou pela deterioração da qualidade creditícia da contraparte.
n
Risco de Concentração - representado pela possibilidade de perda em razão de exposições
significativas a uma contraparte, fator de risco, produto, setor econômico ou região geográfica.
n
Risco de Mercado - representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de
preços e taxas de juros dos ativos financeiros da Organização, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores.
n
Risco de Liquidez - representado pela possibilidade da Organização não ser capaz de honrar
eficientemente suas obrigações, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas, bem como pela possibilidade de a Organização não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado.
n
Risco de Subscrição - risco oriundo de uma situação econômica adversa, que contraria
tanto as expectativas da sociedade seguradora no momento da elaboração de sua política de subscrição, quanto as incertezas existentes na estimação de provisões.
n
Risco Operacional - representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e
sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o Risco Legal, mas exclui o Risco de Estratégia e o Risco de Reputação.
n
Risco de Estratégia - representado pela possibilidade de insucesso no alcance dos objetivos
estabelecidos decorrente de mudanças adversas no ambiente de negócios ou de utilização de premissas inadequadas na tomada de decisão.
n
Risco Legal ou de Compliance - representado pela possibilidade da Organização não
conduzir seus negócios em conformidade com leis, normas, regulamentos e códigos de conduta aplicáveis às suas atividades, podendo, consequentemente, causar danos à sua imagem e prejuízos de ordem financeira decorrentes de demandas judiciais e de sanções legais.
n
Risco de Imprevisibilidade Legal (Risco Regulatório) - representado por modificações
legais estabelecidas por autoridades governamentais que interfiram nas relações privadas e modifiquem direitos e obrigações anterior e legalmente contratados.
n
Risco de Reputação - representado pela perda de credibilidade perante a clientes,
contrapartes, órgãos governamentais e mercado de atuação ou comunidade decorrentes de ações, atos e atitudes indevidas e impróprias.
n
Risco Socioambiental - representado por potenciais danos que uma atividade econômica
pode causar à sociedade e ao meio ambiente. Os riscos socioambientais associados às instituições financeiras são, em sua maioria, indiretos e advém das relações de negócios, incluindo aquelas com a cadeia de fornecimento e com os clientes, por meio de atividades de financiamento e investimento.
Riscos Financeiros
Riscos Não Financeiros
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Processo Corporativo de Gerenciamento de Riscos
Objetivos e Estratégias
A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização. O dinamismo dos mercados nos conduz a um constante aprimoramento desta atividade.
A Organização exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos e ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração.
O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil de atividades da Organização, sendo constituído pelas seguintes etapas:
MITIGAÇÃO MENSURAÇÃO
REPORTE IDENTIFICAÇÃO
ACOMPANHAMENTO
Representa as medidas tomadas pela Organização para redução dos riscos por meio da adoção de ações que minimizem o impacto no caso de ocorrência de eventos adversos. Contempla, por exemplo, as atividades de controles internos, a utilização de garantias reais, fiduciárias, hedges, seguro, transferência de risco, dentre outras.
Consiste em quantificar as perdas (esperadas e inesperadas) por meio do uso de metodologias reconhecidas internacionalmente, seja sob condições normais de mercado, seja em situações de estresse. Faz-se uso de ferramental técnico compatível com a complexidade das operações, produtos e serviços existentes.
Contempla todas as ações voltadas à divulgação de informações sobre riscos e controles, efetuadas tempestivamente, permeando todas as esferas da Organização, mercado e órgãos reguladores nacionais e internacionais. Consiste em identificar os riscos inerentes às atividades da Organização, contemplando a avaliação e classificação dos negócios, produtos e serviços sob a ótica de riscos.
A Organização dispõe de diversas atividades com o intuito de garantir o adequado comportamento dos riscos, respeitando as políticas e limites definidos. Abrange também a verificação da efetividade dos controles internos e do correto desenho dos processos e suas atualizações.
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Políticas de Gerenciamento de Riscos
A Organização dispõe de políticas, normas e procedimentos para realizar o gerenciamento dos riscos. Estes instrumentos estabelecem as diretrizes básicas de atuação expressas pela Alta Administração em consonância com os padrões de integridade e valores éticos da instituição e alcançam todas as atividades da Organização e empresas ligadas.
As políticas, normas e procedimentos asseguram que a Organização mantenha uma estrutura de controle compatível com a natureza de suas operações, complexidade dos seus produtos e serviços, atividades, processos, sistemas e a dimensão de sua exposição aos riscos.
As políticas de gerenciamento de riscos estão alinhadas aos objetivos estratégicos da Organização, às melhores práticas nacionais e internacionais, em conformidade com leis e regulamentos emanados por órgãos supervisores, sendo revisadas no mínimo anualmente pelo Conselho de Administração, informadas aos diretamente interessados e disponibilizadas a todos os colaboradores e empresas ligadas por meio da intranet corporativa.
Estrutura de Gerenciamento de Riscos
A estrutura da atividade de gerenciamento de riscos é composta por comitês que subsidiam o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva da Organização na tomada de decisões estratégicas.
A Organização dispõe de um comitê, denominado Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que tem por atribuição assessorar o Conselho de Administração no desempenho de suas atribuições na gestão e controle dos riscos e do capital.
Subsidiando esse comitê, existem os Comitês Executivos de Gestão de Riscos de a) Crédito, b) Mercado e Liquidez, c) Operacional, d) Grupo Bradesco de Seguros e Previdência e e) Implantação de Basileia II, existindo ainda os Comitês Executivos das áreas de negócios, que, dentre suas atribuições, sugerem os limites de exposição a seus respectivos riscos e elaboram
n Governança Corporativa
n Gestão de Risco de Crédito
n Gestão de Risco de Mercado e Liquidez
n Gestão de Risco Operacional
n Gestão de Continuidade de Negócios
n Contratação e Gestão de Serviços Terceirizados
n Corporativa de Sustentabilidade
n Gerenciamento de Capital
B R A D E S C O 10 planos de mitigação a serem submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital e ao Conselho de Administração.
Destaca-se nesta estrutura o Departamento de Controle Integrado de Riscos – DCIR cuja missão é promover e viabilizar o controle dos riscos e a apuração da necessidade de capital das atividades da Organização, de forma independente, consistente, transparente e integrada. Esta área também tem por atribuição atender as determinações do Bacen pertinentes às atividades de gerenciamento de riscos.
Governança de Gerenciamento de Riscos
A Governança Corporativa da Organização conta com a participação de todos os seus níveis hierárquicos, tendo por finalidade otimizar o desempenho da companhia e proteger as partes interessadas, bem como facilitar o acesso ao capital, agregar valor à empresa e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo principalmente aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento e prestação de contas. Este arcabouço atende as diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Administração.
Nesse contexto, o gerenciamento de riscos é realizado por meio de decisões colegiadas, apoiando-se em comitês específicos. Este processo conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa, que compreende desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios, operacionais, produtos e serviços.
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Conselho de Administração n
Aprova e revisa as estratégias de gerenciamento de riscos, políticas e estruturas de gerenciamento dos riscos e do capital, incluindo o apetite e os limites de exposição por tipos de riscos.
n Valida e submete à aprovação do Conselho de Administração o apetite e
limites de exposição por tipos de riscos;
n Valida e submete à aprovação do Conselho de Administração as políticas
inerentes ao gerenciamento dos riscos e do capital;
n Garante o cumprimento das políticas de gerenciamento de riscos;
n Acompanha o perfil de risco, performance , necessidade de capital e
suficiência, exposições versus limites e controle dos riscos.
n Revisa a integridade das demonstrações financeiras;
n Recomenda à Diretoria Executiva correção ou aprimoramento de políticas,
práticas e procedimentos identificados no âmbito de suas atribuições.
n Avalia a efetividade e conformidade do Sistema de Controles Internos da
Organização;
n Certifica a conformidade de procedimentos com as normas, regulamentos
e leis aplicáveis;
n Submete ao Conselho de Administração os Relatórios Semestrais de
Conformidade dos Controles Internos de empresas da Organização.
n Certifica o processo de gerenciamento de riscos dos negócios;
n Assegura a conformidade com as políticas, normas, padrões,
procedimentos e regulamentações internas e externas;
n Recomenda aprimoramentos no ambiente de controle interno.
n Provê suporte à Alta Administração na avaliação da divulgação de
transações e informações relevantes relacionadas à Organização;
n Aprecia os relatórios objetivando assegurar que sejam elaborados
conforme controles e procedimentos definidos para a sua preparação.
n Garantem o cumprimento das políticas de gestão de riscos;
n Asseguram a efetividade do processo de gerenciamento de riscos;
n
Aprovam definições, critérios e procedimentos a serem adotados, bem como metodologias, modelos e ferramentas voltados ao gerenciamento e mensuração do risco;
n Acompanham e avaliam as informações sobre o nível de exposições a
riscos, consolidado e por dependência;
n Acompanham movimentações e desenvolvimentos do mercado, avaliando
implicações e riscos.
Comitê Executivo para
Implantação de Basileia II n
Estabelece padrões corporativos para atendimento ao Novo Acordo de Capital de Basileia, sendo facilitador das demandas necessárias para adequação da Organização às normas e para acompanhamento tempestivo de sua implantação.
n
Avalia se todos os riscos foram apontados e se são aceitáveis, deliberando sobre a criação, alteração, suspensão ou descontinuidade de produtos e serviços.
Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital
Comitê de Auditoria
Comitê de Controles Internos e
Compliance
Inspetoria/Auditoria Interna
Comitê Executivo de Divulgação
Comitê Executivo de Produtos e Serviços
Comitês Executivos
Riscos de Mercado e Liquidez Risco de Crédito
Risco Operacional
Riscos do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência
B R A D E S C O 12
Risco de Crédito
O risco de crédito é representado pela possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação, aos custos de recuperação e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte.
O gerenciamento de risco de crédito da Organização é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico por meio de modelos, instrumentos e procedimentos, exige alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas e preserva a integridade e a independência dos processos.
A Organização controla cuidadosamente a exposição ao risco de crédito, que decorre principalmente de operações de crédito, de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos. Há também o risco de crédito em obrigações financeiras relacionadas a compromissos de crédito ou prestação de garantias financeiras.
Com o objetivo de não comprometer a qualidade da carteira são observados todos os aspectos pertinentes ao processo de concessão de crédito, concentração, exigência de garantias, prazos, dentre outros.
A Organização exerce continuamente o mapeamento de todas as atividades que podem gerar exposição ao risco de crédito, com as respectivas classificações quanto à probabilidade e magnitude, assim como a identificação dos seus gestores, mensuração e planos de mitigação.
Risco de Crédito de Contraparte
O risco de crédito de contraparte, ao qual a Organização está exposta, é representado pela possibilidade de perda em razão do não cumprimento, por determinada contraparte, das obrigações relativas à liquidação de operações que envolvam a negociação de ativos financeiros, incluindo a liquidação de instrumentos financeiros derivativos ou pela deterioração da qualidade creditícia da contraparte.
A Organização mantém total controle sobre a posição líquida (diferença entre contratos de compra e venda) e potencial exposição futura das operações onde existe o risco de contraparte. Toda exposição ao risco de contraparte faz parte dos limites gerais de crédito concedidos aos clientes da Organização. Normalmente, as garantias relacionadas a este tipo de operação são os depósitos de margem que são realizados pela contraparte na própria Organização ou em outras instituições custodiantes, que também possuem seus riscos de contraparte devidamente avaliados.
Concessão de Crédito
Sob a responsabilidade do Departamento de Crédito, o processo de concessão apoia-se na Política de Crédito da Organização primando pela segurança, qualidade e liquidez na aplicação dos ativos de crédito. Todo este processo é permeado pela governança de gerenciamento de riscos da Organização e atende às determinações do Bacen.
B R A D E S C O 13 Na constante busca por agilidade e rentabilidade nos negócios, a Organização utiliza metodologias direcionadas e adequadas em cada segmento em que atua, orientando a concessão de operações de crédito e a fixação de limites operacionais.
Na avaliação e classificação do risco total do cliente ou grupo econômico são considerados aspectos quantitativos (indicadores econômicos e financeiros) e qualitativos (dados cadastrais e comportamentais), ligados à capacidade dos clientes de honrarem os seus compromissos.
Todas as propostas de negócios respeitam as alçadas operacionais existentes na Organização, contidas nas Normas e Procedimentos de Crédito. Nas agências, a delegação de poder para o deferimento depende do seu porte, da exposição total do cliente junto à Organização, das garantias oferecidas, do grau de restrição, bem como da sua classificação de risco de crédito (score/rating). As propostas de negócio com riscos acima destas alçadas são submetidas para análise técnica e deferimento do Departamento de Crédito.
O Comitê Executivo de Crédito, por sua vez, tem por objetivo a tomada de decisões, dentro de sua alçada, sobre consultas de concessão de limites e operações propostas pelas áreas de negócios, previamente analisadas e com deferimento do Departamento de Crédito. De acordo com o montante financeiro, as propostas de operações/limites, após parecer favorável deste Comitê, poderão ser submetidas ao Conselho de Administração para deliberação, a depender dos valores envolvidos.
As propostas de crédito tramitam por um sistema automatizado e parametrizado, com o propósito de fornecer subsídios imprescindíveis para a análise, concessão e o acompanhamento dos créditos concedidos, minimizando assim, os riscos inerentes às operações.
Para a concessão de créditos massificados de varejo, a Organização possui sistemas exclusivos de Credit e Behavior Scoring, que proporcionam maior agilidade e confiabilidade, além da padronização de procedimentos no processo de análise e deferimento dos créditos.
Os negócios são diversificados, pulverizados e destinados a indivíduos e empresas que demonstrem capacidade de pagamento e idoneidade, procurando sempre ampará-los com garantias condizentes com os riscos assumidos, considerando os montantes, as finalidades e os prazos dos créditos concedidos.
Mitigação do Risco de Crédito
As perdas potenciais de crédito são mitigadas pela utilização de diversos tipos de garantias (collaterals), formalizadas por meio de instrumentos jurídicos como alienações fiduciárias, hipotecas, ou por meio de avais e fianças de terceiros (guarantees), ou ainda com instrumentos financeiros, tais como os derivativos de crédito (CDS). A avaliação da eficiência destes instrumentos é realizada considerando o tempo para recuperação e realização do bem dado em garantia, o seu valor de mercado, o risco de contraparte dos garantidores e a segurança jurídica dos contratos. Os principais tipos de garantia (collaterals) são: depósitos a prazo; aplicações financeiras e títulos e valores mobiliários; imóveis residenciais e comerciais; bens móveis como veículos, aeronaves, máquinas e equipamentos; incluem-se ainda entre as garantias reais títulos comerciais como duplicatas, cheques e faturas de cartão de crédito. Entre os avais e fianças destacam-se as garantias bancárias e cartas de crédito.
B R A D E S C O 14 Os derivativos de crédito são contratos bilaterais no qual uma das contrapartes compra proteção contra um risco de crédito de um determinado instrumento financeiro e seu risco é transferido para a contraparte vendedora da proteção. Normalmente, esta recebe uma remuneração linear ao longo da vigência da operação. No caso de descumprimento do tomador (default), a contraparte que comprou a proteção receberá um pagamento, cujo objetivo é compensar a perda de valor no instrumento financeiro. Nesse caso, a contraparte vendedora recebe o ativo subjacente em troca do referido pagamento.
Classificação de Risco de Crédito
A metodologia de avaliação de risco de crédito, além de fornecer subsídios ao estabelecimento de parâmetros mínimos para concessão de crédito e gerenciamento de riscos, possibilita a definição de Normas e Procedimentos de Crédito diferenciadas em função das características e do porte do cliente. Com isto, oferece embasamento tanto para a correta precificação das operações, quanto para a definição de garantias adequadas a cada situação.
A metodologia aplicada também inclui as análises de risco socioambiental em projetos, que buscam avaliar o cumprimento da legislação pertinente por parte dos clientes, bem como atender aos “Princípios do Equador”, conjunto de regras que estabelecem critérios mínimos socioambientais que deverão ser atendidos para a concessão de crédito, criado em 2002 pelo International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, do qual a Organização é signatária.
Em consonância com o compromisso de constante aperfeiçoamento metodológico, a classificação de risco de crédito dos grupos econômicos/clientes da Organização contempla uma escala de dezessete níveis, dos quais treze representam as operações de curso normal, proporcionando inclusive, maior aderência aos requisitos previstos no Novo Acordo de Capital de Basileia - Basileia II.
As classificações de risco para grupos econômicos – pessoas jurídicas – fundamentam-se em procedimentos estatísticos e julgamentais parametrizados, informações quantitativas e qualitativas. As classificações são efetuadas de modo corporativo e acompanhadas periodicamente com o objetivo de preservar a qualidade da carteira de crédito.
Para as pessoas físicas, em geral, as classificações de risco baseiam-se em variáveis cadastrais, tais como renda, patrimônio, restrições e endividamento, além do histórico de relacionamento com a Organização, valendo-se também de modelos estatísticos de avaliação de crédito.
Ficam mantidos os critérios estabelecidos pela Resolução nº 2.682 do Conselho Monetário Nacional (CMN) para a constituição das provisões cabíveis, conforme equivalência de ratings demonstrada no quadro a seguir:
B R A D E S C O 15
Processo de Gerenciamento do Risco de Crédito
O gerenciamento do risco de crédito é realizado de maneira corporativa e centralizada. Todas as exposições a risco de crédito são analisadas, mensuradas, classificadas e acompanhadas de forma independente pela área.
Esta área participa ativamente do processo de melhoria de modelos de classificação de riscos de clientes, realizando o acompanhamento de grandes riscos por meio do monitoramento periódico dos principais eventos de inadimplência, nível de provisionamento frente às perdas esperadas e inesperadas.
A área de risco de crédito atua continuamente na revisão dos processos internos, inclusive papéis e responsabilidades, capacitação e demandas de tecnologia da informação, bem como na revisão periódica do processo de avaliação de riscos visando à incorporação de novas práticas e metodologias.
Controle e Acompanhamento
O risco de crédito da Organização tem seu controle e acompanhamento corporativo feito na área de risco de crédito do Departamento de Controle Integrado de Riscos.
O departamento coordena o Comitê Executivo de Gestão de Risco de Crédito, onde são discutidas e formalizadas as metodologias para mensuração do risco de crédito. Os temas de relevância debatidos neste comitê são reportados ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que está subordinado ao Conselho de Administração.
Além do comitê, a área promove reuniões mensais com todos os executivos e diretores de produtos e segmentos, com o objetivo de posicioná-los quanto à evolução da carteira de crédito, inadimplência, adequação das provisões para devedores duvidosos, recuperações de crédito, perdas bruta e líquida, limites e concentrações de carteiras, dentre outros. Essas informações também são reportadas mensalmente ao Comitê de Auditoria.
Classificação Interna Classificação da Resolução nº 2.682 do CMN
AA1 AA2 AA3 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D D E E F F G G H H AA A B C
B R A D E S C O 16 A área acompanha ainda todo e qualquer evento, interno ou externo, que possa trazer impacto significativo ao risco de crédito da Organização, tais como: fusões, falências, quebra de safra, além de monitorar os setores de atividade econômica onde a empresa tem as exposições mais representativas.
Tanto o processo de governança como os limites existentes são validados pelo Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital e submetidos para aprovação do Conselho de Administração, que são revisados ao menos uma vez por ano.
Comunicação Interna
O risco de crédito é monitorado diariamente visando manter os níveis de risco em conformidade com os limites estabelecidos pela Organização. Relatórios gerenciais de controle de risco são disponibilizados para todas as alçadas, desde as agências até a Alta Administração, sendo compostos de relatórios diários, mensais e trimestrais.
Com o objetivo principal de sinalizar situações de risco que possam impactar na liquidez dos créditos concedidos aos clientes, a área de controle de risco de crédito fornece diariamente informações por meio de um sistema corporativo às agências, segmentos de negócios e áreas de concessão de crédito e recuperação de crédito. Este sistema apresenta informações dinâmicas da carteira de crédito e cadastrais, além de proporcionar a comparação entre as informações anteriores e as atuais, destacando pontos que deverão ser analisados de maneira mais profunda pelos gestores.
A Organização também dispõe de um sistema corporativo de indicadores de risco de crédito, onde são disponibilizadas para as áreas de concessão de crédito, recuperação de crédito, diretorias de segmento, gerências regionais e agências as informações de ativo por segmento, produto, região, classificação de risco, inadimplência, perda esperada e inesperada, dentre outras. Este sistema possibilita a visualização das informações desde um nível macro até o nível mais detalhado, permitindo chegar à visão de uma operação de crédito específica.
A visualização e entrega das informações é feita por meio de dashboards, sendo possível a realização de pesquisas em diversos níveis, tais como segmentos de negócios, diretorias, gerências, regiões, produtos, colaboradores e clientes, e sob vários aspectos (ativo, inadimplência, provisão, write-off (prejuízo), graus de restrição, participação de garantias reais, qualidade da carteira por tipo de rating, entre outros).
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Exposição ao Risco de Crédito
A exposição total de ativos para fins de apuração da necessidade de capital, sob a ótica do Consolidado Econômico-Financeiro, atingiu R$ 1,2 trilhão em junho de 2013. Deste montante, as operações de caixa, disponibilidades em bancos centrais e operações com títulos públicos federais totalizaram R$ 273,3 bilhões (23,47% do total), apresentando baixíssimo risco de crédito.
As operações com característica de risco de crédito, compostas principalmente por Empréstimos e Títulos Descontados, Financiamentos, Avais e Fianças Prestados, Operações de Debêntures, Notas Promissórias e CDI, atingiram R$ 411,9 bilhões (35,38% do total) e os demais ativos financeiros compostos por Operações Compromissadas, Derivativos, Cotas de Fundos de Investimentos, Mercado a Liquidar, Tesouraria Internacional, dentre outras, atingiram R$ 479,1 bilhões (41,15% do total).
As exposições de ativos com risco de crédito estão detalhadas nos quadros, conforme segue:
Por Fator de Ponderação de Risco (FPR), País e Região
jun/13 % mar/13 % jun/12 % jun/13 % mar/13 % jun/12 % Por FPR FPR de 0% 279.578 25,0 295.856 26,5 275.126 26,9 331.340 28,5 346.833 29,8 325.735 30,6 FPR de 20% 59.894 5,4 48.312 4,3 146.275 14,3 60.155 5,2 48.568 4,2 147.143 13,8 FPR de 35% 9.752 0,9 8.647 0,8 1.609 0,2 9.752 0,8 8.645 0,7 1.609 0,2 FPR de 50% 45.247 4,0 51.991 4,7 44.240 4,3 47.756 4,1 54.645 4,7 48.453 4,5 FPR de 75% 240.522 21,5 150.745 13,5 106.905 10,5 241.282 20,7 151.528 13,0 107.537 10,1 FPR de 100% 467.542 41,8 548.453 49,1 442.249 43,3 458.493 39,4 539.554 46,4 429.669 40,3 FPR de 150% 13.465 1,2 10.792 1,0 2.721 0,3 13.466 1,2 10.792 0,9 2.721 0,3 FPR de 300% 1.864 0,2 1.877 0,2 2.580 0,3 2.098 0,2 2.096 0,2 2.836 0,3 Por País Mercado Externo 29.149 2,6 26.731 2,4 25.585 2,5 29.149 2,5 26.731 2,3 25.585 2,4 Mercado Interno 900.458 80,6 911.686 81,6 800.246 78,3 939.754 80,7 952.635 81,9 854.734 80,2 Demais Exposições 188.257 16,8 178.256 16,0 195.874 19,2 195.439 16,8 183.294 15,8 185.384 17,4 Por Região Sudeste 797.910 88,6 814.694 89,4 698.175 87,3 837.135 89,1 855.574 89,8 752.847 88,1 Sul 44.612 5,0 42.856 4,7 44.353 5,5 44.678 4,8 42.920 4,5 44.165 5,2 Norte 8.987 1,0 8.496 0,9 9.387 1,2 8.987 1,0 8.496 0,9 9.387 1,1 Nordeste 30.197 3,4 28.236 3,1 30.221 3,8 30.202 3,2 28.240 3,0 30.225 3,5 Centro Oeste 18.752 2,1 17.404 1,9 18.109 2,3 18.753 2,0 17.404 1,8 18.109 2,1 Total de Exposição 1.117.864 - 1.116.673 - 1.021.705 - 1.164.342 - 1.162.661 - 1.065.703 -Média do Trimestre 1.102.537 - 1.101.941 - 1.000.635 - 1.163.502 - 1.149.902 - 1.042.080 -R$ milhões Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
B R A D E S C O 18 Por Setor Econômico
A seguir demonstramos a evolução das principais exposições ao risco de crédito, por setor econômico:
jun/13 % mar/13 % jun/12 % jun/13 % mar/13 % jun/12 % Indústria 93.887 8,4 97.530 8,7 87.398 8,6 93.897 8,1 97.563 8,4 87.965 8,3
Alimentícia e bebidas 20.036 1,8 20.664 1,9 20.691 2,0 20.037 1,7 20.672 1,8 20.696 1,9
Artefatos de couro 867 0,1 897 0,1 920 0,1 867 0,1 897 0,1 920 0,1
Artigos de borracha e plásticos 3.382 0,3 3.193 0,3 3.204 0,3 3.382 0,3 3.193 0,3 3.204 0,3
Autopeças e acessórios 2.039 0,2 2.179 0,2 2.293 0,2 2.039 0,2 2.179 0,2 2.293 0,2
Demais indústrias 1.553 0,1 1.958 0,2 2.328 0,2 1.553 0,1 1.958 0,2 2.330 0,2
Edição, impressão e reprodução 1.612 0,1 1.651 0,1 1.591 0,2 1.612 0,1 1.651 0,1 1.591 0,1
Eletroeletrônica 3.788 0,3 3.108 0,3 3.264 0,3 3.788 0,3 3.108 0,3 3.264 0,3
Extração de minerais metálicos e não metálicos 5.190 0,5 4.690 0,4 4.819 0,5 5.190 0,4 4.698 0,4 4.840 0,5
Materiais não metálicos 4.826 0,4 5.054 0,5 2.762 0,3 4.834 0,4 5.062 0,4 2.762 0,3
Móveis e produtos de madeira 2.329 0,2 2.308 0,2 2.107 0,2 2.329 0,2 2.308 0,2 2.108 0,2
Papel e celulose 4.716 0,4 5.627 0,5 5.795 0,6 4.717 0,4 5.629 0,5 5.796 0,5
Química 7.116 0,6 7.108 0,6 6.301 0,6 7.116 0,6 7.108 0,6 6.302 0,6
Refino de petróleo e produção de álcool 5.818 0,5 5.167 0,5 5.275 0,5 5.818 0,5 5.170 0,4 5.805 0,5
Siderúrgica, metalúrgica e mecânica 16.496 1,5 18.551 1,7 15.299 1,5 16.496 1,4 18.552 1,6 15.302 1,4
Têxtil e confecções 3.935 0,4 4.049 0,4 4.253 0,4 3.935 0,3 4.050 0,3 4.254 0,4
Veículos leves e pesados 10.183 0,9 11.326 1,0 6.495 0,6 10.183 0,9 11.327 1,0 6.497 0,6
Comércio 61.976 5,5 60.998 5,5 58.461 5,7 61.435 5,3 61.678 5,3 58.465 5,5
Artigos de uso pessoal e doméstico 3.670 0,3 3.405 0,3 3.052 0,3 3.673 0,3 3.406 0,3 3.053 0,3
Atacadista de mercadorias em geral 1.936 0,2 1.944 0,2 1.860 0,2 1.936 0,2 1.944 0,2 1.860 0,2
Combustíveis 2.331 0,2 2.038 0,2 1.963 0,2 2.331 0,2 2.038 0,2 1.963 0,2
Demais comércios 2.750 0,2 2.725 0,2 2.782 0,3 2.750 0,2 2.726 0,2 2.783 0,3
Intermediário do comércio 1.927 0,2 1.869 0,2 1.850 0,2 1.927 0,2 1.869 0,2 1.850 0,2
Produtos agropecuários 1.665 0,1 1.823 0,2 1.765 0,2 1.665 0,1 1.823 0,2 1.765 0,2
Produtos alimentícios, bebidas e fumo 5.983 0,5 5.195 0,5 5.403 0,5 5.984 0,5 5.195 0,4 5.403 0,5
Produtos em lojas especializadas 14.910 1,3 15.994 1,4 16.125 1,6 14.982 1,3 16.065 1,4 16.126 1,5
Reparação, peças e acessórios para veículos automotores 3.780 0,3 3.394 0,3 3.167 0,3 3.780 0,3 3.394 0,3 3.167 0,3
Resíduos e sucatas 3.951 0,4 4.063 0,4 3.942 0,4 3.951 0,3 4.063 0,3 3.942 0,4
Varejista não especializado 9.591 0,9 10.246 0,9 8.490 0,8 9.594 0,8 10.247 0,9 8.491 0,8
Veículos automotores 4.945 0,4 4.596 0,4 4.094 0,4 4.945 0,4 4.596 0,4 4.094 0,4
Vestuário e calçados 4.538 0,4 3.706 0,3 3.971 0,4 3.918 0,3 4.313 0,4 3.971 0,4
Serviços 609.244 54,5 604.284 54,1 527.720 51,7 646.787 55,5 641.477 55,2 576.997 54,1
Alojamento e alimentação 3.206 0,3 3.047 0,3 2.716 0,3 3.206 0,3 3.047 0,3 2.716 0,3
Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas 5.773 0,5 5.510 0,5 6.593 0,6 5.775 0,5 5.511 0,5 6.596 0,6 Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas 18.609 1,7 18.271 1,6 16.761 1,6 18.663 1,6 18.323 1,6 16.763 1,6
Construção civil 36.473 3,3 35.524 3,2 31.413 3,1 36.481 3,1 35.529 3,1 31.416 2,9
Demais serviços 387.609 34,7 388.495 34,8 283.496 27,7 396.868 34,1 397.441 34,2 285.434 26,8
Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial 22.011 2,0 22.740 2,0 20.913 2,0 22.214 1,9 22.971 2,0 20.999 2,0
Produção e distribuição de eletricidade, gás e água 9.728 0,9 10.214 0,9 11.126 1,1 9.762 0,8 10.251 0,9 11.158 1,0
Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social 96.993 8,7 91.539 8,2 129.794 12,7 124.739 10,7 119.203 10,3 176.560 16,6
Telecomunicações 7.808 0,7 7.185 0,6 3.821 0,4 7.809 0,7 7.188 0,6 4.082 0,4
Transportes e armazenagens 21.033 1,9 21.758 1,9 21.087 2,1 21.270 1,8 22.014 1,9 21.273 2,0
Intermediários financeiros 32.020 2,9 43.283 3,9 32.351 3,2 33.936 2,9 45.975 4,0 36.829 3,5 Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal 4.165 0,4 4.262 0,4 4.457 0,4 4.165 0,4 4.262 0,4 4.332 0,4 Pessoa física 128.316 11,5 128.061 11,5 115.444 11,3 128.682 11,1 128.412 11,0 115.730 10,9 Demais Exposições 188.257 16,8 178.256 16,0 195.874 19,2 195.439 16,8 183.294 15,8 185.384 17,4 Total de Exposição 1.117.864 100,0 1.116.673 100,0 1.021.705 100,0 1.164.342 100,0 1.162.661 100,0 1.065.703 100,0 R$ milhões Setor Econômico Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
B R A D E S C O 19 A seguir apresentamos informações pertinentes à carteira de crédito (conceito definido pelo Bacen), segmentadas por montante de operações em atraso por faixa de prazo e os níveis de concentração dos maiores tomadores por grupo econômico:
Por Atraso
Por Tomador
Apresentamos o valor das provisões para devedores duvidosos e o fluxo das operações baixadas para prejuízo da carteira de crédito (conceito definido pelo Bacen):
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
jun/13 % mar/13 % jun/12 % jun/13 % mar/13 % jun/12 %
Atrasos até 60 dias 9.208 39,7 10.054 40,7 9.723 40,3 9.377 40,1 10.211 41,1 9.849 40,7 Atrasos entre 61 e 90 dias 2.606 11,2 2.723 11,0 2.709 11,2 2.606 11,2 2.723 11,0 2.704 11,2 Atrasos entre 91 e 180 dias 4.801 20,7 4.991 20,2 5.162 21,4 4.801 20,6 4.991 20,1 5.147 21,3 Atrasos acima de 180 dias 6.573 28,3 6.914 28,0 6.539 27,1 6.573 28,1 6.914 27,8 6.514 26,9
Total em Atraso 23.188 100,0 24.681 100,0 24.133 100,0 23.357 100,0 24.838 100,0 24.214 100,0 R$ milhões Faixa de Prazos Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
31/12/10 30/09/10 30/06/10 31/03/10 31/12/09 17,4 17,4 16,8 17,2 16,6 13,3 13,4 12,8 13,0 12,7 8,5 8,4 8,1 8,2 8,4 5,4 5,3 5,2 5,3 5,5 1,0 0,9 0,9 0,9 0,9
jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13
100 maiores 50 maiores 20 maiores 10 maiores maior devedor
Em %
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 21.326 21.242 20.597 21.455 21.359 20.682
R$ milhões
B R A D E S C O 20 Operações Baixadas para Prejuízo
Cessões de Crédito e Operações com Títulos e Valores Mobiliários
(TVM) oriundos de processo de Securitização
A cessão de crédito é um acordo bilateral pelo qual uma instituição financeira transfere à outra seus direitos de recebimento. A Organização utiliza estas operações na busca de oportunidades no mercado financeiro. Os instrumentos mais utilizados são as cessões de crédito de operações de financiamentos imobiliários, realizados com securitizadoras e as cessões de crédito para Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), que geram uma alternativa de captação de recursos junto a investidores.
A seguir apresentamos o fluxo das exposições cedidas no trimestre sem coobrigação e o saldo das exposições cedidas com coobrigação:
Apresentamos o valor total das exposições decorrentes da aquisição de títulos ou valores mobiliários oriundos de processo de securitização, segmentadas da seguinte forma:
a) tipo de título ou valor mobiliário oriundo de processo de securitização:
CRI - Certificado de Recebível Imobiliário: título de crédito nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e que constitui promessa de pagamento em dinheiro. Podem ser credoras as pessoas físicas ou jurídicas, e a remuneração é garantida por taxa prefixada, flutuante (DI, SELIC, ANBID), Taxa Referencial (TR), Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e Índice de Preços.
b) tipo de crédito, título ou valor mobiliário que lastreia a emissão:
fluxo de recebíveis dos clientes, aluguéis, contratos de compra e venda entre as partes, contratos de financiamento de apartamentos, casas e lotes.
c) classe do título ou valor mobiliário, no que se refere à subordinação dessa às demais, para efeito de resgate:
sem subordinação.
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Fluxo das operações baixadas para prejuízo no
trimestre 3.499 3.402 3.067 3.511 3.415 3.086
R$ milhões
Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Fluxo das exposições cedidas - sem coobrigação 192 217 196 192 217 196 Saldo das exposições cedidas - com coobrigação 688 704 747 775 826 866
R$ milhões Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Total de exposições decorrentes de
aquisição de CRI 5.439 5.843 5.703 5.491 5.898 5.753
R$ milhões Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
B R A D E S C O 21 Com relação às exposições cedidas sem transferência nem retenção substancial dos riscos e benefícios, a Organização não possui exposições com estas características nas datas-bases demonstradas no presente relatório.
Exposição ao Risco de Crédito de Contraparte
Apresentamos a seguir o valor nocional dos contratos sujeitos ao risco de crédito de contraparte a serem liquidados em sistemas de liquidação de câmaras de compensação e de liquidação, nos quais a câmara atue como contraparte central e os valores relativos a contratos nos quais não haja atuação das câmaras de compensação como contraparte central, segregados em contratos sem garantia e contratos com garantia:
1 - Alteração de critério de apuração dos dados, saindo da visão contábil para a visão Risco de Crédito, considerando para as operações compromissas o Risco do Ativo objeto e Contraparte.
Apresentamos a seguir o valor das garantias que atendam cumulativamente os seguintes requisitos:
sejam mantidas ou custodiadas na própria instituição;
tenham por finalidade exclusiva a constituição de garantia para as operações a que se vinculem;
estejam sujeitas à movimentação, exclusivamente, por ordem da instituição depositária;
estejam imediatamente disponíveis para a instituição depositária no caso de inadimplência do devedor ou de necessidade de sua realização.
A seguir demonstramos a exposição global líquida a risco de crédito de contraparte:
Apresentamos a seguir o valor nocional de derivativos de crédito mantidos na carteira da instituição, segregados por risco recebido ou risco transferido:
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Atue como contraparte central 615.982 608.066 282.225 615.995 608.084 282.225 Não atue como contraparte central - com garantia 365.062 391.858 283.852 365.062 391.858 283.852 Não atue como contraparte central - sem garantia 37.713 37.029 41.509 37.713 37.029 41.634
R$ milhões
Contratos em que a Câmara1: Conglomerado Financeiro Consolidado Econômico-Financeiro
jun/13 mar/13 jun/12
Margens oferecidas em garantias 6.988 7.102 5.882
R$ milhões Consolidado Econômico-Financeiro
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Exposição Global Líquida 3.239 1.550 3.159 3.238 1.544 3.152
R$ milhões
B R A D E S C O 22
Instrumentos Mitigadores
Para fins de apuração da necessidade de capital de risco de crédito, apresentamos abaixo o valor total mitigado pelos instrumentos definidos nos artigos 20° a 22° da Circular nº 3.360, os quais foram revisados parcialmente pela Circular n° 3.644 do Bacen, segmentado por tipo de mitigador e por FPR:
Risco de Mercado
O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos ativos financeiros da Organização, uma vez que suas operações ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores.
Este risco é cuidadosamente identificado, mapeado, mensurado, mitigado, controlado, gerenciado e reportado. O perfil de exposição a risco de mercado da Organização é conservador, com diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. Todas as operações que expõe a Organização a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, sendo todo o processo aprovado pela estrutura de governança.
O processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas hierárquicas da Organização, que abrange desde as unidades de negócio até o Conselho de Administração.
jun/13 mar/13 jun/12 Transferido
Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são:
● Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira - (262) (323) ● Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública extrangeira - - -● Derivativos com empresas - (4) (4)
Recebido
Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são:
● Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira - - 657 ● Derivativos com empresas - - 26
Total - (266) 356 R$ milhões Consolidado Econômico-Financeiro
jun/13 mar/13 jun/12 jun/13 mar/13 jun/12
Depósito à vista, depósitos a prazo, depósitos de poupança, em ouro ou em títulos públicos federais
0% 367.065 393.662 285.348 367.065 393.662 285.348
Garantia Instituições Financeiras 50% 1 1 1 1 1 1
R$ milhões Tipo de Mitigador
Fator de Ponderação de Risco do Mitigador
B R A D E S C O 23 Em consonância com as melhores práticas de Governança Corporativa, tendo por objetivo preservar e fortalecer a administração dos riscos de mercado e liquidez na Organização, bem como atender aos dispositivos da Resolução nº 3.464 do CMN, o Conselho de Administração aprovou a Política de Gestão de Riscos de Mercado e Liquidez, cuja revisão é realizada no mínimo anualmente pelos Comitês competentes e pelo próprio Conselho de Administração, fornecendo as principais diretrizes de atuação para aceitação, controle e gerenciamento dos riscos de mercado e liquidez. Além desta política, a Organização dispõe de normas específicas para regulamentar o processo de gerenciamento de riscos de mercado e liquidez, conforme segue:
Classificação das Operações;
Reclassificação das Operações;
Negociação de Títulos Públicos ou Privados;
Utilização de Derivativos;
Hedge.
Processo de Gerenciamento do Risco de Mercado
O processo de gerenciamento do risco de mercado é realizado de maneira corporativa. Este processo envolve diversas áreas, com atribuições específicas, garantindo uma estrutura eficiente, sendo que a mensuração e controle do risco de mercado são realizados de maneira centralizada e independente. Este processo permitiu a Organização ser a primeira instituição financeira no país autorizada pelo Bacen a utilizar, desde de janeiro de 2013, seus modelos internos de risco de mercado, que já eram utilizados na sua gestão, para a apuração da necessidade do capital regulamentar. O processo de gerenciamento, aprovado pelo Conselho de Administração, é também revisado anualmente pelos Comitês e pelo próprio Conselho de Administração.
Definição de Limites
As propostas de limites de risco de mercado são validadas em Comitês específicos de negócios, referendadas pelo Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, e submetidas à aprovação do Conselho de Administração, conforme as características das operações, que são segregadas nas seguintes carteiras:
Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros instrumentos da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios a partir de variação de preços efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem. Para a Carteira Trading são monitorados os seguintes limites:
Risco;
Estresse;
Resultado;
B R A D E S C O 24 Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus respectivos hedges.
Para a Carteira Banking são monitorados os limites:
Risco da Taxa de Juros;
Carteira de Ações.
Modelos de Mensuração do Risco de Mercado
A mensuração e o controle do risco de mercado são feitos por meio de metodologias adequadas a cada situação, tais como, Value at Risk (VaR), Economic Value of Equity (EVE), Teste de Estresse e Análise de Sensibilidade, além de limites de Gestão de Resultados e Exposição Financeira.
Carteiras Trading e Regulatória e Risco de Ações da Carteira Banking
Apesar de serem controlados separadamente, os riscos das Carteiras Trading e Regulatória (posições da Carteira Trading mais exposição em moeda estrangeira e commodities da Carteira Banking) e das posições em ações da Carteira Banking são mensurados por meio da metodologia de VaR Delta-Normal, com nível de confiança de 99% e volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. Os riscos Gama e Vega das operações com opções são incorporados ao VaR, que é calculado para o horizonte de 1 dia e ajustado para refletir o impacto do período necessário para se desfazer das posições existentes.
Os riscos das Carteiras Trading e Regulatória também são controlados pelo Teste de Estresse, que tem o objetivo de quantificar o impacto negativo de choques e eventos econômicos que sejam desfavoráveis financeiramente às posições da Organização. A análise utiliza cenários de estresse elaborados pela área de Risco de Mercado e pela área Econômica da Organização a partir de dados históricos e prospectivos para os fatores de risco em que as Carteiras possuem posição.
Para fins regulatórios, a necessidade de capital referente às ações da Carteira Banking é realizada por meio da avaliação do risco de crédito, conforme determinação do Bacen.
Risco de Taxa de Juros da Carteira Banking
A mensuração e o controle do risco de taxa de juros da Carteira Banking são feitos a partir da metodologia EVE, que mede o impacto econômico sobre as posições, de acordo com os cenários elaborados pela área econômica da Organização, que buscam determinar movimentos positivos e negativos que podem ocorrer nas curvas de taxas de juros sobre nossas aplicações e captações.
A metodologia EVE consiste em re-apreçar a carteira sujeita à variação de taxas de juros levando-se em consideração aumentos ou decréscimos nas taxas utilizadas para a apuração do valor presente e o prazo total dos ativos e passivos. Assim, apura-se o valor econômico da
B R A D E S C O 25 carteira tanto com as taxas de juros de mercado na data da análise como com os cenários projetados para o horizonte de um ano. A diferença entre os valores obtidos para a carteira será o EVE, ou seja, o risco de taxa de juros atribuído a Carteira Banking.
Para a mensuração do risco de taxa de juros da Carteira Banking não é utilizada a premissa de liquidação antecipada de empréstimos, pois essa situação não é representativa diante do volume total de operações. Para os depósitos que não possuem vencimento definido, depósitos à vista e de poupança, é realizado tratamento para verificar o seu comportamento histórico e a sua possibilidade de manutenção. Dessa forma, após todas as deduções que incidem sobre o depósito à vista, por exemplo, o compulsório mantido junto ao Bacen (sem remuneração), o saldo remanescente (recursos livres) é considerado como um “hedge natural” das operações ativas prefixadas, o qual serve como cobertura das posições do Conglomerado Financeiro. Para o depósito de poupança, suas características permitem utilizá-lo como “hedge” das operações ativas prefixadas da carteira de crédito. Isto porque em um ambiente de aumento de taxa de juros, os impactos negativos sobre as aplicações podem ser parcialmente compensados pelos ganhos que serão obtidos com a aplicação dos recursos livres do depósito de poupança a uma taxa de juros maior.
Apreçamento de Instrumentos Financeiros
Com o intuito de adotar as melhores práticas de mercado relacionadas à apuração do valor de mercado dos instrumentos financeiros, o Comitê Executivo de Gestão de Riscos de Mercado e Liquidez (CEGRIMEL) instituiu a Comissão de Marcação a Mercado (CMM), a qual é responsável pela aprovação ou encaminhamento ao CEGRIMEL dos modelos de marcação a mercado. A CMM é formada por representantes das áreas de negócio, back-office e riscos, cabendo à área de riscos a coordenação da Comissão e a submissão dos assuntos avaliados ao CEGRIMEL para reporte ou aprovação, conforme o caso.
Sempre que possível adotam-se preços e cotações das Bolsas de Valores, Mercadorias e Futuros e Mercado Secundário de Títulos. Na impossibilidade de encontrar tais referências de mercado, são utilizados preços disponibilizados por outras fontes (por exemplo: Bloomberg, Reuters e Corretoras). Como última opção, são adotados modelos proprietários para apreçamento dos instrumentos, que também seguem o mesmo procedimento de aprovação da CMM e são submetidos aos processos de validação e avaliação da Organização.
Os critérios de marcação a mercado são revisados periodicamente, conforme processo de governança, podendo sofrer modificações em decorrência de alterações nas condições de mercado, da criação de novas classes de instrumentos, do estabelecimento de novas fontes de dados ou do desenvolvimento de modelos considerados mais adequados.
Os instrumentos financeiros para serem incluídos na Carteira Trading devem ser aprovados no Comitê Executivo de Tesouraria ou de Produtos e Serviços e ter os seus critérios de apreçamento definidos pela CMM.
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Comprometimento: a Organização empenha-se em garantir que os preços utilizados reflitam o valor de mercado das operações. Na ausência de fonte de informações, o Bradesco pratica os melhores esforços para estimar o valor de mercado dos instrumentos financeiros;
Frequência: os critérios de marcação a mercado formalizados são aplicados diariamente;
Formalismo: a CMM é responsável por assegurar a qualidade metodológica e a formalização dos critérios de marcação a mercado;
Consistência: o processo de coleta e aplicação dos preços deve ser realizado de maneira consistente, garantindo sua uniformidade na Organização;
Transparência: assegurar que a metodologia seja acessível às áreas de Auditoria Interna e Externa, Validação Independente de Modelos e Órgãos Reguladores.
Validação Independente de Modelos
Adicionalmente às atividades de desenvolvimento, acompanhamento e aperfeiçoamento dos modelos, as práticas de mercado propõem complementá-las por meio da criação de um processo de validação independente dos modelos internos, com avaliação critica e tempestiva do âmbito de aplicação, do sistema de mensuração, do monitoramento, da aplicabilidade e do entorno tecnológico dos modelos internos.
Assim, o principal objetivo do processo de validação é opinar, de maneira fundamentada, se os modelos internos funcionam conforme os objetivos previstos e se os resultados obtidos estão adequados para os usos aos quais se destinam.
Para tanto, são executadas atividades que permitam desenvolver e constantemente aprimorar o programa de provas. Os testes dos programas de provas são específicos para cada tipo de modelo, contendo objetivo, requisitos, procedimentos, resultado esperado e critérios para avaliação do resultado obtido e são classificadas em seis dimensões, agrupadas em qualitativas e quantitativas.
Qualitativas
Âmbito do Modelo: escopo de aplicação do modelo, que engloba o objetivo ao qual se destina tipo de risco tratado, empresas expostas a este tipo risco, carteiras, produtos, segmentos, canais, etc.;
Aplicabilidade do Modelo: engloba a definição, razoabilidade na utilização dos fatores do modelo, o fluxo e a tempestividade das informações para a tomada de decisões;
Ambiente Tecnológico e Consistência dos Dados: estrutura de sistemas e controles envolvidos nos cálculos executados pelo modelo e o processo no qual o modelo encontra-se inencontra-serido. Engloba também a consistência dos dados, considerando as funcionalidades de controles de versão e de acesso, backup, rastreabilidade, alterações de parâmetros, qualidade dos dados, contingência de sistemas e controles automatizados.