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A MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM NOS MERCADOS DA CPLP

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(1)

A MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM

NOS MERCADOS DA CPLP

(2)

A utilização dos Meios de Resolução

Extrajudicial de Conflitos (REC) se reveste de

crucial significado para o estímulo de um

conceito amplo de Justiça que promova a

confiança como componente essencial para o

investimento e o aumento das relações

económicas na Comunidade de Países de

Língua Portuguesa (CPLP).

(3)

LIBERDADE das partes em escolherem o seu mediador ou

árbitro, atribuindo a solução do litígio a terceiros de

reconhecida idoneidade;

FLEXIBILIDADE, permitindo a adopção de procedimentos

informais e simplificados para reger o processo;

PRIVACIDADE E CONFIDENCIALIDADE

dos procedimentos e do

processo, o qual é sigiloso e de acesso apenas às partes e outros

intervenientes diretos no processo;

CELERIDADE na tramitação do processo imposta pelo menor

formalismo;

IGUALDADE, garantindo que a ambas as partes sejam dados

tratamento e condições iguais;

REDUÇÃO SUBSTANCIAL DE CUSTOS OU ENCARGOS

das partes

no processo.

V

AN

TA

(4)

Pretende-se um maior dinamismo e os negócios exigem

respostas rápidas, os agentes económicos dos mercados

lusófonos têm vindo a encarar com muita seriedade o recurso

aos Meios REC como forma de resolução dos seus diferendos.

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Mediação e Arbitragem dos Países da CPLP

Atualmente a Mediação encontra-se regulada pela

Lei n.º

29/2013, de 19 de Abril

, que estabelece os princípios gerais

aplicáveis

à

mediação

realizada

em

Portugal,

independentemente da entidade que realiza a mediação

(pública ou privada) ou da matéria em causa na mesma

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PORTUGAL

No âmbito do princípio da executoriedade, a referida Lei

define os requisitos necessários para que o acordo de

mediação tenha, por si só, força executiva, sem

necessidade de homologação judicial (artigo 9.º, n.º 1),

entre os quais, na al. e) refere-se a necessidade de

participação de mediador de conflitos inscrito na lista de

mediadores de conflitos organizada pelo Ministério da

Justiça.

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PORTUGAL

Sistemas Públicos de Mediação

Além da Mediação civil que existe nos Julgados de Paz e

que pode ter lugar tanto no âmbito de um processo que

corra termos nos Julgados de Paz como nos casos em que

o litígio esteja excluído da sua competência, existem três

sistemas públicos de Mediação, a saber:

Sistema de Medição Familiar (SMF)

Sistema de Mediação Laboral (SML)

(7)

No que se reporta à

ARBITRAGEM, fazemos menção à arbitragem

voluntária, uma das formas de resolução alternativa de litígios que foi

consagrada no ordenamento jurídico português em 1986, através da

Lei n.º

31/86, de 29 de Agosto

.

Da experiência acumulada através da sua aplicação prática, bem como do

confronto com diversos estudos entretanto realizados sobre esta temática

e da necessidade de uma maior adequação à realidade da sociedade

portuguesa foi entretanto revogada pela

Lei n.º 63/2011, de 14 de

Dezembro

.

Assim, as entidades que pretendam promover a realização de arbitragens

voluntárias com caráter institucionalizado devem requerer ao Ministério da

Justiça a criação dos respetivos Centros de Arbitragem, respeitando para o

efeito, em especial, o disposto no

Decreto-Lei n.º 425/86, de 27 de

Dezembro

.

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POR

TU

(8)

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MOÇAMBIQUE

A arbitragem e os demais meios REC são um tema da maior atualidade e

relevância

para

Moçambique.

Demonstra-o,

nomeadamente,

a

circunstância de o legislador deste País se ter ocupado deles várias vezes

nos últimos anos.

Assim sucedeu na Lei n.º 11/99, de 8 de Julho, que rege a arbitragem, a

conciliação e a mediação como meios de resolução de conflitos; mas

também em diplomas legais sobre outras matérias, como a Lei do Trabalho

de 1998, o Código da Propriedade Industrial de 1999 e a Lei sobre os

Direitos de Autor de 2001, nos quais se prevê a resolução por via

extrajudicial de certas categorias específicas de litígios, que constituem

objecto desses diplomas.

(9)

Em Moçambique, a Arbitragem tornou-se um meio REC com a

aprovação da Lei da Arbitragem, particularmente no âmbito

dos contratos entre sociedades.

Também a Lei do Trabalho ao consagrar norma de Arbitragem

veio conferir uma mais-valia a este instituto em Moçambique,

contribuindo necessariamente para a flexibilização do regime

laboral e proporcionando um melhor ambiente de negócios.

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(10)

ADESÃO A TRATADOS

Moçambique é parte na Convenção de Nova York de 1958 (com efeito, desde 9

de Setembro de 1998) e fez reserva de reciprocidade.

PRÁTICA DE ARBITRAGEM – INSTITUIÇÕES ARBITRAIS E TRIBUNAIS

A Lei de Arbitragem, Conciliação e Mediação (LACM) e procedimentos para a

arbitragem voluntária estão agora em prática.

A principal instituição arbitral em Moçambique é o Centro de Arbitragem,

Conciliação e Mediação (CACM). E até hoje o CACM apenas administrou

arbitragens nacionais, em grande parte nas áreas da construção, sector

imobiliário e de contratos de arrendamento.

Os tribunais moçambicanos não têm, no geral, jurisdição para intervir durante a

fase dos procedimentos arbitrais, sendo o seu papel especificamente delimitado

pela LACM.

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MOÇAMBIQUE

(11)

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ANGOLA

Em 2002, o Governo Angolano, reconhecendo as evidentes

vantagens da Arbitragem Voluntária para um país em franco

crescimento económico e aberto ao investimento estrangeiro,

fez aprovar a Lei 16/2003, de 25 de Julho, a denominada Lei da

Arbitragem Voluntária (LAV).

Esta é largamente inspirada na LAV portuguesa (Lei 31/1986, de

29 de Agosto).

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ANGOLA

A matéria da arbitragem viria a ser retomada pelo legislador angolano em

2006, com a aprovação do Decreto 04/2006, de 27 de Fevereiro, que autoriza

a criação de centros de arbitragem.

O conjunto destes dois diplomas compõe o regime jurídico da arbitragem

voluntária presentemente em vigor. Paralelemente, a arbitragem obrigatória é

regulada pelas disposições constantes dos artigos 1525º a 1528º do CPC.

O recurso à arbitragem encontra-se ainda previsto em legislação setorial

avulsa. É o caso da Lei de Investimento Privado (Lei 11/2003, de 13 de Maio),

que no seu artigo 33º n.º 4 prevê expressamente a possibilidade de

submissão à arbitragem de litígios emergentes de contratos de investimento

privado, com a particularidade de, nestes casos, a arbitragem ter,

necessariamente lugar, em Angola e ser obrigatoriamente submetida à Lei

Angolana.

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ANGOL

A

ADESÃO A TRATADOS

Angola não é signatária da Convenção de Nova York, nem da Convenção de Genebra de 1927. Também não é membro da OHADA, nem é parte da sua Convenção.

PRÁTICA DE ARBITRAGEM – INSTITUIÇÕES ARBITRAIS E TRIBUNAIS

A arbitragem é normalmente utilizada em casos que envolvem entidades e companhias estrangeiras que estão a desenvolver projectos em Angola.

Podemos encontrar os seguintes Centros de Arbitragem em Angola: - Arbitral Iuris S.A.;

- Harmonia – Centro Integrado de Estudos e Resolução de Conflitos; Centro de Arbitragem do C.E.F.A.

De acordo com a LAV, os tribunais judiciais podem ser chamados a assistir os tribunais arbitrais em determinadas circunstâncias.

Uma vez terminados os procedimentos arbitrais, a decisão arbitral deverá ser depositada no tribunal judicial. O Tribunais judiciais podem também intervir na fase de recurso e de execução dos procedimentos.

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CABO VERDE

Em Cabo Verde temos a seguinte legislação que regulamenta o instituto dos

meios REC:

Na área da Mediação, temos o Decreto-Lei nº 30/2005, de 09 de Maio e o

Decreto-Lei nº 31/2005, de 09 de Maio (Regula o uso da Mediação).

Na área da Arbitragem, a Lei nº 76/VI/2005, de 16 de Agosto e o Decreto-

Regulamentar nº 8/2005, de 10 de Outubro que materializa o quadro legal

dos Centros de Arbitragem.

Adesão a Tratados

Cabo Verde não é signatário da Convenção de Nova York, nem da Convenção

de Genebra de 1927.

(15)

Decreto-Lei nº 62/2005, de 10 de Outubro que criou o regime jurídico das

Casas do Direito.

As CASAS DO DIREITO têm como finalidade promover a cultura de paz e

garantir o pleno exercício da cidadania, estando vocacionadas para promover

o acesso à justiça, ao direito e ao conhecimento dos direitos humanos e

cívicos, bem como as regras do direito vigentes em Cabo Verde, estimulando

o desenvolvimento da participação cívica dos cidadãos.

As Casas do Direito têm como missão contribuir para a consolidação do

Estado de Direito Democrático, garantindo condições para que os direitos,

liberdades e garantias sejam respeitados, o exercício da cidadania e a

actividade empresarial sejam favorecidos e a justiça seja cada vez mais

célere, eficaz e credível.

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CABO VERDE

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Mediação e Arbitragem dos Países da CPLP

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Não tem ainda instituído um sistema de mediação de conflitos. Prevê

contudo a resolução de conflitos através da arbitragem voluntária.

Legislação Arbitral

A legislação nacional primária de estatuto arbitral em São Tomé e Príncipe é

a Lei de Arbitragem Voluntária (LAV), Lei n.º 9/2006, de 2 de Novembro de

2006.

A LAV regula a arbitragem nacional e internacional. A LAV de São Tomé e

Príncipe é largamente baseada na Lei de Arbitragem Portuguesa de 1986.

Não obstante, muitos dos princípios da Lei Modelo da UNCITRAL

encontram-se incorporados na LAV.

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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

ADESÃO A TRATADOS

São Tomé e Príncipe depositou recentemente o seu instrumento de adesão à Convenção de Nova York de 1958 no que diz respeito ao Reconhecimento e Aplicação das Decisões Arbitrais Estrangeiras e que entrou em vigor no país a 18 de Fevereiro de 2013.

São Tomé e Príncipe não é Estado Membro da Organização para a Harmonização em África dos Direito dos Negócios (OHADA), nem parte sujeita à sua Convenção.

São Tomé e Príncipe é membro signatário para a Convenção do Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos.

PRÁTICA DE ARBITRAGEM – INSTITUIÇÕES ARBITRAIS E TRIBUNAIS

Segundo a LAV, seria criado um Centro de Arbitragem em São Tomé e Príncipe a partir da sua entrada em vigor. Apesar de tal Centro ter sido, de facto, estabelecido na Câmara de Comércio de São Tomé e Príncipe, cessou a sua actividade.

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GUINÉ-BISSAU

Não tem ainda instituído um sistema de mediação de conflitos. Prevê, contudo, a resolução de conflitos através da arbitragem voluntária.

Na Guiné Bissau, a Lei da Arbitragem Voluntária é regida pelo Decreto-Lei 9/2000, de 2 de Outubro.

LEGISLAÇÃO ARBITRAL

A Guiné-Bissau é Estado Membro da OHADA. O Acto Uniforme de Arbitragem (AUA) da OHADA foi promulgado a 11 de Março de 1999 e tornou-se efectivo a 11 de Junho de 1999. O AUA aplica-se tanto a arbitragem nacional como internacional, quando o local da arbitragem for na Guiné-Bissau ou em qualquer outro Estado Membro da OHADA.

Adesão a Tratados

A Guiné-Bissau não é parte na Convenção de Nova York de 1958. É parte da Convenção da OHADA desde 24 de Fevereiro de 1996. A Guiné-Bissau não é parte de qualquer outra Convenção relacionada com Arbitragem.

(19)

Prática de Arbitragem - Instituições Arbitrais e Tribunais

Até à data não existem dados que nos refiram a existência de arbitragens realizadas na Guiné-Bissau. No entanto, cláusulas sobre resolução de litígios que prevejam arbitragens nos termos do AUA, com assento num dos Estados Membros da OHADA, podem ser encontradas em vários contratos relativos à Guiné-Bissau.

A arbitragem é um método de resolução de litígios que está, na maioria das vezes, previsto nos contratos celebrados por empresas estrangeiras e outras entidades com projectos na Guiné-Bissau.

Não existe nenhuma instituição arbitral activa na Guiné-Bissau. O Tribunal Comum de Justiça de Arbitragem da OHADA está localizado na Costa do Marfim e não tem Gabinete na Guiné-Bissau.

O Supremo Tribunal da Guiné-Bissau tem jurisdição para emitir ordens no sentido de executar as decisões arbitrais da OHADA no país e para reconhecer outras decisões arbitrais estrangeiras. Uma decisão do Tribunal Comum de Justiça de Arbitragem é, no entanto, directamente executável na Guiné-Bissau sem necessidade de mais ação por parte do Tribunal de Recurso.

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GUINÉ-BISSAU

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GUINÉ EQUATORIAL

Legislação Arbitral

A Guiné Equatorial é Estado Membro da OHADA. O Acto Uniforme de Arbitragem (AUA) da OHADA foi promulgado a 11 de Março de 1999 e tornou-se efectivo a 11 de Junho de 1999. O AUA aplica-se tanto a arbitragem nacional como internacional, quando o local da arbitragem for na Guiné-Bissau ou em qualquer outro Estado Membro da OHADA.

Adesão a Tratados

A Guiné Equatorial não é parte na Convenção de Nova York de 1958. Não é parte de qualquer outra Convenção relacionada com Arbitragem (com a excepção da Convenção da OHADA.

Prática de Arbitragem - Instituições Arbitrais e Tribunais

Até à data não existem dados que nos refiram a existência de arbitragens realizadas na Guiné Equatorial. No entanto, cláusulas sobre resolução de litígios que prevejam arbitragens nos termos do AUA, com assento num dos Estados Membros da OHADA, podem ser encontradas em vários contratos relativos à Guiné Equatorial.

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GUINÉ EQUATORIAL

A arbitragem é um método de resolução de litígios que está, na maioria das vezes, previsto nos contratos celebrados por empresas estrangeiras e outras entidades com projectos na Guiné Equatorial.

Não existe nenhuma instituição arbitral activa na Guiné Equatorial. O Tribunal Comum de Justiça de Arbitragem da OHADA está localizado na Costa do Marfim e não tem Gabinete na Guiné Equatorial.

O Supremo Tribunal da Guiné Equatorial tem jurisdição para emitir ordens no sentido de executar as decisões arbitrais da OHADA no país e para reconhecer outras decisões arbitrais estrangeiras. Uma decisão do Tribunal Comum de Justiça de Arbitragem é, no entanto, directamente executável na Guiné Equatorial sem necessidade de mais ação por parte do Tribunal de Recurso.

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BRASIL

O sistema de Arbitragem no Brasil é regido pela Lei de Arbitragem - Lei nº 9. 307, de 23 de Setembro de 1996.

Também encontramos em vigor a Convenção de Nova York a regida pelo Decreto 4.311, de 23 de Julho de 2002.

No que se reporta à mediação, não existe actualmente uma lei específica sobre o assunto, apenas a Resolução n° 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça, que trata do assunto.

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BRASIL

No que se reporta à mediação, não existe actualmente uma lei específica sobre o assunto, apenas a Resolução n° 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça, que trata do assunto.

No passado mês de Abril, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir os Projetos de Leis nº 7169/2014 e nº 7108/2014, que tratam da mediação e da arbitragem na resolução de conflitos. Ambos foram aprovados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em Dezembro de 2013.

O projeto inova ao estabelecer parâmetros para a utilização preferencial da mediação como meio de resolução de conflitos na administração pública. O Projeto de Lei prevê a mediação em causas que versem sobre direitos transigíveis, e estabelece que não podem ser objeto de mediação as causas que versem sobre adoção, filiação, poder, familiar, nulidade de casamento, recuperação judicial e falência.

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TIMOR LESTE

No seu Programa de Governo, Timor-Leste evidencia o seu empenho “no reforço da disseminação e disponibilização dos serviços de justiça (…) através da regulação e promoção de meios de resolução alternativa de litígio, como a mediação, a arbitragem ou a conciliação, em especial, em matéria laboral, familiar ou em matéria de disputas de terras (…) visa-se permitir a prossecução de um verdadeiro serviço público vocacionado para garantir o acesso ao direito, através da prestação de assistência jurídica, integral e gratuita, judicial e extrajudicial a todos os cidadãos que não disponham de meios para fazer face aos custos da justiça.”

A Defensoria Pública é o organismo, sob tutela do Ministério da Justiça, responsável pela prestação de assistência judicial e extrajudicial, integral e gratuita, aos cidadãos com insuficientes recursos económicos.

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No que se reporta ao sector da Justiça, pode-se ler no Plano Estratégico para Timor-Leste (2011-2030), que a criação de meios não-jurisdicionais de resolução de conflitos, como a mediação e a arbitragem, constitui um dos principais desafios no que respeita à melhoria do acesso à justiça.

Face ao exposto, e atendendo à crescente necessidade de implementação dos meios REC e dos seus benefícios e vantagens, é nossa intenção prosseguir empenhadamente com a concretização do ideal da criação de um espaço lusófono de justiça mais simples, informal, desburocratizada e desjudicializada.

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MACAU

Em 1996, O Governo de Macau promulgou dois decretos-leis de arbitragem voluntária. Segundo os poderes conferidos por essas legislações, o Conselho de Consumidors criou o primeiro Centro de Arbitragem Voluntária de Macau.

A arbitragem voluntária tem como objectivo a resolução de conflitos com a mediação, mas por um processo que tem força jurídica. Esta forma de resolução através da mediação, conciliação e arbitragem é originada com base na evolução das necessidades da sociedade.

O Governo elaborou a Lei de Arbitragem tendo com objectivo um maior desenvolvimento do território de Macau.

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Neste contexto, a disciplina da arbitragem encontra-se presentemente regulada pelo Dec.-Lei n.º 29/96/M, de 11 de Junho, diploma que contém uma extensa regulamentação sobre a arbitragem voluntária e apenas uma norma dedicada à arbitragem necessária (art. 40º do citado Dec.-Lei).

Para além da lei da arbitragem, do ordenamento jurídico de Macau consta um diploma relativo ao estabelecimento das condições que permitem o reconhecimento da competência a determinadas entidades para a realização no Território de arbitragens voluntárias institucionalizadas - o Dec.-Lei n.º 40/96/M, de 22 de Julho -, preparando-se legislação sobre a arbitragem comercial internacional que receberá forte influência da Lei-modelo sobre a matéria aprovada pela Comissão das Nações Unidas para o Direito do Comércio Internacional.

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MACAU

Referências

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