SISTEMA DE REGISTRO DE
Conceito
• Sistema de Registro de Preços – o conjunto de
procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços e aquisição de bens, para
contratações futuras. (art. 2º, inc. I, Decreto federal nº
• Legislação aplicável:
– Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 – Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002
– Decreto nº 7.892, de 23 de janeiro de 2013 – Regulamentação estadual e municipal
Lei nº 8.666/1993
• Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão: • (...)
• II – ser processadas através de sistema de registro de preços;
Lei nº 8.666/1993
Art. 6º Para os fins desta Lei, considera-se: (...)
III – Compra – toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente;
Lei nº 10.520/2002
• Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços
comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme regulamento específico.
Lei nº 8.666/1993
Art. 6º Para os fins desta Lei, considera-se: (...)
• II – Serviço – toda atividade destinada a obter
determinada utilidade de interesse para a Administração, tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação,
manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais;
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 1º As contratações de serviços e a aquisição de
bens, quando efetuadas pelo Sistema de Registro de
Preços - SRP, no âmbito da Administração Federal direta, autárquica e fundacional, fundos especiais, empresas
públicas, sociedades de economia mista e demais entidades controladas, direta ou indiretamente pela União, obedecerão ao disposto neste Decreto.
Situações em que poderá ser adotado (art. 3º):
• I – quando, pelas características do bem ou serviço, houver necessidade de contratações frequentes;
• II – quando for mais conveniente a aquisição de bens
com previsão de entregas parceladas ou contratação de serviços remunerados por unidade de medida ou em regime de tarefa;
• III – quando for conveniente a aquisição de bens ou a
contratação de serviços para atendimento a mais de um órgão ou entidade, ou a programas de governo; ou
• IV – quando, pela natureza do objeto, não for possível
definir previamente o quantitativo a ser demandado
• Possibilidade ou não da utilização do SRP para serviços técnicos especializados
• Possibilidade ou não de utilização do SRP para serviços continuados
• Contratação de serviços técnicos profissionais especializados
Lei nº 10.520/2002
• Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços
comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme regulamento específico.
Bens e Serviços Comuns
Lei nº 10.520/2002:
Art. 1º (...)
Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços
comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser
objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado.
Serviços contínuos
• SERVIÇOS CONTINUADOS: serviços cuja interrupção possa comprometer a continuidade das atividades da Administração e cuja necessidade de contratação deva estender-se por mais de um exercício financeiro e
continuamente.
• SERVIÇOS NÃO-CONTINUADOS: serviços que têm
como escopo a obtenção de produtos específicos em um período pré-determinado.
Acórdão 1737/2012 – TCU - Plenário
• “Um dos impedimentos apontados pelas instâncias
precedentes para utilização do SRP para contratação de serviços contínuos é a possibilidade de mensuração, no caso concreto, dos quantitativos a serem contratados.
Isso resultaria em não enquadramento da situação de fato à condição estabelecida no inciso IV do decreto
normatizador do sistema. • (...)
• É fato que os serviços de natureza continuada devem ser objeto de programação tal que permita a definição prévia dos quantitativos a serem contratados e, portanto, em
regra, não se enquadram na exigência disposta no inciso IV transcrito acima. Entretanto, não vejo óbices para que eventuais contratações atendam a um dos demais incisos do referido dispositivo, pois a subsunção da situação de fato a apenas uma dessas condições pode tornar regular a utilização do sistema de registro de preços.
• A proibição apenas em razão de não haver incerteza nos quantitativos a serem contratados resultaria em
interpretação tal que condicionaria a adoção do registro de preços aos casos de preenchimento cumulativo de todas as hipóteses elencadas no artigo 2º do Decreto, o que considero limitar o SRP excessivamente e extrapolar os limites legalmente estabelecidos.
• Vislumbro a importância da utilização do SRP nos casos enquadrados no inciso III, por exemplo, onde a partir de uma cooperação mútua entre órgãos/entidades
diferentes, incluindo aí um planejamento consistente de suas necessidades, a formação de uma ata de registro de preços poderia resultar em benefícios importantes.
Também no caso de contratação de serviços
frequentemente demandados, mas que não sejam
necessários ininterruptamente, a ata poderia ser uma solução eficaz e que coaduna com a eficiência e a
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 4º Fica instituído o procedimento de Intenção de
Registro de Preços – IRP, a ser operacionalizado por
módulo do Sistema de Administração e Serviços Gerais – SIASG, que deverá ser utilizado pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Serviços Gerais – SISG, para registro e divulgação dos itens a serem licitados e para a realização dos atos previstos nos incisos II e V do caput do art. 50 e dos atos previstos no inciso II e caput do art. 6º.
• § 1º A divulgação da intenção de registro de preços
poderá ser dispensada nos casos de sua inviabilidade, de forma justificada.
• § 2º O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão editará norma complementar para regulamentar o
• Intenção de Registro de Preços – IRP – Cadastramento no Sistema
– Geração de uma lista selecionando os principais
materiais e serviços que o órgão adquire ou contrata através do SRP
– Cadastramento do Termo de Referência, informando o período de sua divulgação (não pode ser inferior a 5 dias úteis)
– Estabelecer uma data provável para realização do certame
Os órgãos cadastrados receberão e-mails, sempre que uma IRP for cadastrada e contiver itens que estejam nas respectivas listagens
O gestor analisará as adesões registradas
confirmando-as ou não no processo licitatório. A exclusão de uma adesão exigirá justificativa
As adesões aceitas serão incorporadas à demanda inicial do gestor
– O gestor e os demais participantes informarão o valor estimado de cada item, prevalecendo no entanto, o valor estimado pelo gestor
– O Sistema permite que durante o período de
divulgação as informações registradas possam ser alteradas, exceto a descrição do objeto
– O uso dessa funcionalidade é restrito aos órgãos que utilizam o Comprasnet
Lei nº 8.666, de 1993
• Art. 15. (...)
• § 3º O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades regionais,
observadas as seguintes condições: • (...)
Decreto nº 7.892, de 2013
• Prazo de validade do registro de preço, observado o disposto no caput do art. 12
• Art. 12. O prazo de validade da ata de registro de preços
não será superior a doze meses, incluídas eventuais
prorrogações, conforme o inciso III do § 3º do art. 15 da Lei nº 8.666, de 1993.
Acórdão 991/2009 – TCU - Plenário
1. O prazo de vigência da ata de registro de preços não poderá ser superior a um ano, admitindo-se
prorrogações, desde que ocorram dentro desse prazo. 2. No caso de eventual prorrogação da ata de registro de
preços, dentro do prazo de vigência não superior a um ano, não se restabelecem os quantitativos
inicialmente fixados na licitação, sob pena de se
infringirem os princípios que regem o procedimento licitatório, indicados no art. 3º da Lei nº 8.666/93.
Acórdão 2368/2013 – TCU - Plenário
• “51. Segundo determina a Lei 8.666/1993, em seu art. 15, § 3º, o sistema de registro de preços será regulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades regionais e observadas algumas condições, dentre as quais o limite da validade do registro, que não poderá ser superior a um ano. Trata-se de norma geral, dotada de abstração e generalidade e cuja observância é
obrigatória por parte dos administradores dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A norma em questão, vale ressalvar, foi exarada na tentativa de fazer com que a ata de registro de preços não produza efeitos por um período de tempo muito longo, afastando a licitação por mais de um ano.
• 52. Por conseguinte, o Município de São Paulo, ao editar a Lei Municipal 13.278/2012, que autoriza a prorrogação do prazo de vigência da ata de registro de preços por
mais um ano, legislou concorrentemente, invadindo a competência privativa da União para legislar sobre
• Desnecessidade da existência de disponibilidade orçamentária
Orientação Normativa nº 20, da AGU
• Na licitação para registro de preços, a indicação da dotação orçamentária é exigível apenas antes da assinatura do contrato.
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 7º (...)
• § 2º Na licitação para registro de preços não é
necessário indicar a dotação orçamentária, que
somente será exigida para a formalização do contrato ou outro instrumento hábil.
Modalidade da licitação
• Concorrência • Pregão
– Pregão Presencial – Pregão Eletrônico
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 8º O órgão gerenciador poderá dividir a quantidade total do item em lotes, quando técnica e economicamente viável, para possibilitar maior competitividade, observada a quantidade mínima, o prazo e o local de entrega ou de prestação dos serviços.
• § 1º No caso de serviços, a divisão considerará a unidade de medida adotada para aferição dos produtos e resultados, e será observada a demanda específica de cada órgão ou entidade
participante do certame.
• § 2º Na situação prevista no § 1º, deverá ser evitada a
contratação, em um mesmo órgão ou entidade, de mais de uma empresa para a execução de um mesmo serviço, em uma mesma localidade, para assegurar a responsabilidade contratual e o
• Riscos em relação à utilização de lotes
• Inobservância das propostas mais vantajosas em relação aos itens
• Registro de Preços para lotes, mas contratações por itens: riscos de superfaturamento; vedação
Acórdão 1712/2015 – TCU – Plenário
• ”9.3. determinar ao Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, com fundamento no art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, que:
• 9.3.1. evite utilizar o sistema de registro de preços quando as peculiaridades do objeto a ser executado e sua localização indiquem que só será possível uma
única contratação ou não houver demanda de itens isolados, pelo fato de os serviços não poderem ser
dissociados uns dos outros, não havendo, assim, a divisibilidade do objeto, a exemplo de serviços de realização de eventos;
• 9.3.2. observe que o sistema de registro de preços não é
adequado nas situações em que o objeto não é padronizável,
tais como os serviços de promoção de eventos, em que os custos das empresas são díspares e impactados por vários fatores, a
exemplo da propriedade dos bens ou da sua locação junto
terceiros; de sazonalidades (ocorrência de feiras, festas, shows e outros eventos no mesmo dia e localidade); do local e do dia de realização do evento; e do prazo de antecedência disponível para realização do evento e reserva dos espaços/apartamentos;
• 9.3.3. em futuras licitações para registro de preços, atente que é obrigatória a adjudicação por item como regra
geral, tendo em vista o objetivo de propiciar a ampla
participação de licitantes e a seleção das propostas mais vantajosas, de forma que a adjudicação por preço
global é medida excepcional que precisa ser
devidamente motivada, além de ser incompatível com a
Acórdão 11/2016 – TCU – Plenário
• c) determinar à Superintendência de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo - SAMF/SP, com base no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, c/c o art. 45 da Lei 8.443/1992, que, em obediência ao critério de aceitabilidade por preço global, estatuído no item 1.3 do edital do Pregão Eletrônico SRP 22/2015, restrinja, quanto aos itens 5 e 6 do certame, a utilização da ata de registro de preços dele decorrente aos órgãos gerenciador e participantes e às quantidades originalmente previstas no instrumento convocatório,
uma vez que a empresa vencedora não foi a que ofertou a melhor proposta para o item 5 e que o item 6 não pode ser contratado sem que o item 5 assim o seja;”
• Partícipes do processo: • Órgão gerenciador
• Órgão participante
• Órgão não participante
• Órgão Gerenciador: órgão ou entidade da administração pública responsável pela condução do conjunto de
procedimentos para registro de preços e gerenciamento da Ata de Registro de Preços dele decorrente
• Órgão participante: órgão ou entidade integrante da Administração Pública que participa dos procedimentos iniciais do SRP e integra a ata de registro de preços
• Órgão não participante: órgão ou entidade da
administração pública que, não tendo participado dos procedimentos iniciais da licitação, atendidos os
requisitos do Decreto, faz adesão à ata de registro de preços
• Órgão participante de compra nacional: órgão ou entidade da administração pública que, em razão de participação em programa ou projeto federal, é
contemplado no registro de preços independente de manifestação formal.
• Compra nacional: compra ou contratação de bens e serviços, em que o órgão gerenciador conduz os
procedimentos para registro de preços destinado à
execução descentralizada de programa ou projeto federal, mediante prévia indicação da demanda pelos entes
Fase interna da licitação
• Órgão gerenciador:
1 – registra sua intenção de registro de preços no Portal de Compras
2 – consolida as informações relativas à estimativa
individual e total de consumo, promovendo a adequação dos respectivos termos de referência ou projetos básicos encaminhados para atender aos requisitos de
padronização e racionalização
3 - promove os atos necessários à instrução processual para a realização do procedimento licitatório
4 – realiza pesquisa de mercado para identificação do valor estimado, consolidando os dados das pesquisas realizadas pelos órgãos participantes
5 – elabora o ato convocatório e submete à aprovação de todos os órgãos participantes, especialmente quanto aos quantitativos e especificações
6 – realiza a licitação
7 – promove a assinatura da Ata, encaminhando cópia aos participantes
9 – conduz eventuais renegociações dos preços registrados 10 – conduz os procedimentos relativos à aplicação de
penalidades decorrentes de infrações cometidas no procedimento licitatório
11 – conduz os procedimentos relativos à aplicação de
penalidades decorrentes de infrações cometidas no curso da utilização da ata de registro de preços e respectivos
• 12 – presta aos licitantes e aos órgãos participantes todas as informações relativas ao procedimento,
inclusive realizando reuniões prévias, se
necessário, para esclarecimentos de dúvidas e para definir direitos e deveres
• Órgão participante:
1 – manifesta interesse em participar, providenciando o encaminhamento ao órgão gerenciador de sua estimativa de consumo, local de entrega e, quando cabível,
cronograma de contratação e respectivas especificações ou termo de referência ou projeto básico
2 – formaliza o respectivo processo, devidamente aprovado pela autoridade competente
3 – aprova a minuta do instrumento convocatório 4 – recebe e mantém cópia da Ata e respectivas alterações
• 5 - conduz os procedimentos relativos à aplicação de penalidades decorrentes de infrações cometidas no curso da utilização da ata de registro de preços e respectivos contratos, em relação às suas
próprias contratações, informando as ocorrências
Decreto 7.892, de 2013
Art. 16. A existência de preços registrados não obriga a administração a contratar, facultando-se a realização de licitação específica para a aquisição pretendida,
assegurada preferência ao fornecedor registrado em igualdade de condições.
1 – Possibilidade da realização de licitação específica para atender determinada aquisição
2 – O detentor do registro poderá participar dessa
licitação, se quiser, em igualdade de condições com os demais licitantes
3 – Na conclusão do processo, respeito ao detentor do registro quando em igualdade de condições com o
Lei nº 8.6666/93, art. 50
Art. 50. A Administração não poderá celebrar contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade.
Ata de Registro de Preços
• Ata de Registro de Preços – documento vinculativo, obrigacional, com característica de compromisso para
futura contratação, em que se registram os preços,
fornecedores, órgãos participantes e condições a serem praticadas, conforme as disposições contidas no
• Convocação para assinatura da Ata • Recusa por parte do licitante vencedor
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 13. Homologado o resultado da licitação, o
fornecedor mais bem classificado será convocado para assinar a ata de registro de preços, no prazo e nas
condições estabelecidos no instrumento convocatório, podendo o prazo ser prorrogado uma vez, por igual
período, quando solicitado pelo fornecedor e desde que ocorra motivo justificado aceito pela administração.
• Parágrafo único. É facultado à administração, quando o convocado não assinar a ata de registro de preços no
prazo e condições estabelecidos, convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado.
• Possibilidade de registro de diversos fornecedores para o mesmo produto – cadastro de reserva
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 11. Após a homologação da licitação, o registro de preços observará, entre outras, as seguintes condições: • I – serão registrados na ata de registro de preços os
preços e quantitativos do licitante mais bem classificado durante a fase competitiva;
• II – será incluído, na respectiva ata na forma de anexo, o registro dos licitantes que aceitarem cotar os bens ou serviços com preços iguais ao do licitante vencedor na sequência da classificação do certame, excluído o percentual referente à margem de
preferência, quando o objeto não atender aos requisitos previstos no art. 3º da Lei nº 8.666, de 1993;
• III – o preço registrado com indicação dos fornecedores será divulgado no Portal de Compras do Governo Federal e ficará
disponibilizado durante a vigência da ata de registro de preços; e • IV – a ordem de classificação dos licitantes registrados na ata
• § 1º O registro a que se refere o inciso II do caput tem por objetivo a formação de cadastro de reserva no caso de
impossibilidade de atendimento pelo primeiro colocado da ata, nas hipóteses previstas nos arts. 20 e 21.
• § 2º Se houver mais de um licitante na situação de que trata o inciso II do caput, serão classificados segundo a ordem da última proposta apresentada durante a fase competitiva.
• § 3º A habilitação dos fornecedores que comporão o cadastro de reserva a que se refere o inciso II do caput será efetuada, na hipótese prevista no parágrafo único do art. 13 e quando houver necessidade de contratação de fornecedor remanescente, nas hipóteses previstas nos arts. 20 e 21.
• § 4º O anexo de que trata o inciso II do caput consiste na ata de realização da sessão pública do pregão ou da
concorrência, que conterá a informação dos licitantes que aceitarem cotar os bens ou serviços com preços iguais
Ata de Registro de Preços
• Art. 14. A ata de registro de preços implicará compromisso de fornecimento nas condições estabelecidas, após cumpridos os requisitos de publicidade.
• Parágrafo único. A recusa injustificada de fornecedor classificado em assinar a ata, dentro do prazo
estabelecido neste artigo, ensejará a aplicação das penalidades legalmente estabelecidas.
Termo de contrato
• Termo de Contrato, Nota de Empenho, Autorização de Compra, Ordem de Compra e Serviços ou instrumento equivalente
• Publicação na imprensa oficial, como condição de eficácia (art. 61, par. único, da Lei nº 8.666/1993)
• Recusa do detentor da Ata em retirar o empenho ou instrumento equivalente – inexecução contratual – processo para aplicação de penalidade
Questão prática
A validade da Ata de Registro de Preços expira em 26.04.2016. Em 13.04.2016, a Administração expede Nota de Empenho formalizando a aquisição de
quantidade constante da Ata. O prazo máximo de entrega do material é de 20 dias consecutivos, superando,
portanto, o prazo de vigência da ARP. Esse procedimento é legal? Justifique.
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 12. (...)
• § 4º O contrato decorrente do Sistema de Registro de Preços deverá ser assinado no prazo de validade da
Gerenciamento da Ata
• Inexistência da obrigação de contratação por parte da Administração
– Possibilidade de realização de licitação específica, assegurando-se ao fornecedor registrado a
preferência, em igualdade de condições
Preço registrado
• Manutenção do preço registrado inalterado pelo prazo de 12 meses
• Possibilidade de reajustamento do preço registrado durante a vigência da Ata
Lei nº 10.192/2001
• Art. 3º Os contratos em que seja parte órgão ou entidade da Administração Pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, serão
reajustados ou corrigidos monetariamente de acordo com as disposições desta Lei, e, no que com ela não
conflitarem, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.
• § 1º A periodicidade anual nos contratos de que trata
o caput deste artigo será contada a partir da data limite para apresentação da proposta ou do
Gerenciamento da Ata
• Realização de periódicas pesquisas do mercado, para verificar a compatibilidade do preço registrado
– Cautelas a serem observadas no exame do preço de mercado em comparação do preço registrado
Acórdão 65/2010 – TCU - Plenário
• “9.1. determinar à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo – SES/SP, que por ocasião da utilização de recursos públicos
federais:
• 9.1.1. previamente à realização de seus certames licitatórios e
ao acionamento de atas de registro de preços, próprias ou de
outros órgãos, e periodicamente durante sua vigência, efetue ampla pesquisa de mercado, considerando os quantitativos,
relevantes nas compras em grande escala, a fim de verificar a
aceitabilidade do preço do produto a ser adquirido, em obediência aos arts. 3º, 15, inc. V, e 40, inc. X, da Lei 8.666/1993;”
• Alteração quantitativa:
• 1 – existe alteração quantitativa na Ata de Registro de Preços?
• 2 – existe alteração quantitativa nos contratos decorrentes da Ata?
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 12. (...)
• § 1º É vedado efetuar acréscimos nos quantitativos fixados pela ata de registro de preços, inclusive o
acréscimo de que trata o § 1º do art. 65 da Lei nº 8.666, de 1993.
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 12. (...)
• § 3º Os contratos decorrentes do Sistema de Registro de Preços poderão ser alterados, observado o disposto no art. 65 da Lei nº 8.666, de 1993.
Cancelamento de registro de fornecedor
• Art. 20. O registro de fornecedor será cancelado quando: • I – descumprir as condições da ata de registro de preços; • II – não retirar a nota de empenho ou instrumento
equivalente no prazo estabelecido pela Administração, sem justificativa aceitável;
• III – não aceitar reduzir o seu preço registrado, na
hipótese deste se tornar superior àqueles praticados no mercado; ou
• IV – sofrer sanção prevista nos incisos III ou IV do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993, ou no art. 7º da Lei nº 10.520, de 2002.
• Parágrafo único. O cancelamento de registros nas hipóteses previstas nos incisos I, II e IV do caput será formalizado por despacho do órgão gerenciador,
• Art. 21. O cancelamento do registro de preços poderá
ocorrer por fato superveniente, decorrente de caso fortuito ou força maior, que prejudique o cumprimento da ata,
devidamente comprovados e justificados: • I – por razão de interesse público; ou
Extinção do Registro de Preços
• Pelo esgotamento do prazo de vigência da Ata • Pelo esgotamento do quantitativo registrado
Prorrogação do prazo de validade da Ata
• Exclusivamente dentro do período máximo de um ano e apenas quando, ao final do período de vigência
inicialmente estabelecido, ainda houver quantitativo a ser utilizado.
• Adesão tardia ou “carona” no SRP • Disposições do Decreto federal
Decreto nº 7.892, de 2013
• Art. 22. Desde que devidamente justificada a vantagem, a ata de registro de preços, durante sua vigência, poderá ser utilizada por qualquer órgão ou entidade da administração pública federal que não tenha participado do certame licitatório, mediante anuência do órgão gerenciador.
• § 1º Os órgãos e entidades que não participaram do registro de preços, quando desejarem fazer uso da ata de registro de preços, deverão consultar o órgão gerenciador da ata, para manifestação sobre a possibilidade de adesão.
• § 2º Caberá ao fornecedor beneficiário da ata de registro de
preços, observadas as condições nela estabelecidas, optar pela aceitação ou não do fornecimento decorrente de adesão, desde que não prejudique as obrigações presentes e futuras decorrentes da ata, assumidas com o órgão gerenciador e órgãos
participantes.
• § 3º As aquisições ou contratações adicionais a que se refere este artigo não poderão exceder, por órgão ou entidade, a cem por
cento dos quantitativos dos itens do instrumento convocatório e
registrados na ata de registro de preços para o órgão gerenciador e órgãos participantes.
• § 4º O instrumento convocatório deverá prever que o quantitativo decorrente das adesões à ata de registro de preços não poderá exceder, na totalidade, ao quíntuplo
do quantitativo de cada item registrado na ata de
registro de preços para o órgão gerenciador e órgãos participantes, independente do número de órgãos não participantes que aderirem.
• § 6º Após a autorização do órgão gerenciador, o órgão não participante deverá efetivar a aquisição ou
contratação solicitada em até noventa dias, observado o prazo de vigência da ata.
• § 7º Compete ao órgão não participante os atos relativos à cobrança do cumprimento pelo fornecedor das
obrigações contratualmente assumidas e a aplicação,
observada a ampla defesa e o contraditório, de eventuais penalidades decorrentes de cláusulas contratuais, em
relação às suas próprias contratações, informando as ocorrências ao órgão gerenciador.
• § 8º É vedada aos órgãos e entidades da administração pública federal a adesão a ata de registro de preços
gerenciada por órgão ou entidade municipal, distrital ou estadual.
• § 9º É facultada aos órgãos ou entidades municipais, distritais ou estaduais a adesão a ata de registro de preços da Administração Pública Federal.
Adesão tardia ou “carona”
• Possibilidade de utilização por órgão ou entidade da Administração que não tenha participado do certame licitatório
– O fornecedor registrado pode optar pela aceitação ou não do fornecimento, sem prejuízo das obrigações
assumidas na Ata
– A adesão tardia deve ser autorizada pelo órgão gerenciador
– As aquisições não poderão exceder a 100% dos
quantitativos registrados, por órgão ou entidade não participante
– O total das adesões tardias não poderá superar ao quíntuplo do quantitativo total registrado na ata
Acórdão 1192/2010 – TCU - Plenário
• “9.1. Conhecer da presente consulta, para responder ao
consulente que não há viabilidade jurídica para a adesão por órgãos da Administração Pública a atas de registro de preços relativas a certames licitatórios realizados por entidades
integrantes do Sistema “S”, uma vez que não se sujeitam aos procedimentos estritos da Lei nº 8.666/1993, podendo seguir
regulamentos próprios devidamente publicados, assim como não se submetem às disposições do Decreto federal nº 3.931/2001, que disciplina o sistema de registro de preços;”
Orientação Normativa nº 21 - AGU
• É vedada aos órgãos públicos federais a adesão à ata de registro de preços quando a licitação tiver sido realizada pela administração pública estadual, municipal ou do
Acórdão 1793/2011 – TCU - Plenário
• “9.2. Determinar à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) que:
• 9.2.1. oriente os gestores dos órgãos integrantes do Sisg: • (...)
• 9.2.1.3. Quando se tratar de contratação mediante
adesão a ata de registro de preço, a realizarem ampla
pesquisa de mercado, visando caracterizar sua
vantajosidade sob os aspectos técnicos, econômicos e temporais, sem prejuízo de outras etapas do
planejamento, conforme previsto no art. 15, § 1º, da Lei nº 8.666/1993 c/c os arts. 3º e 8º, caput, do Decreto nº
3.931/1999 e no item 9.2.2 do Acórdão nº 2.764/2010-TCU-Plenário;
• 9.2.2. Oriente os órgãos integrantes do Sisg: • (...)
• 9.2.2.1. Acerca da impossibilidade de adesão a atas de registro de preços provenientes de licitações de
administração estadual, municipal ou distrital, por falta de amparo legal, em atenção à Orientação Normativa - AGU 21, de 1/4/2009;”
Acórdão 1297/2015 – TCU – Plenário
• ”9.3. dar ciência à Fundação Nacional de Saúde
(Funasa), com fundamento no art. 7º, da Resolução TCU 265/2014, sobre as seguintes falhas identificadas no
Pregão Eletrônico 1/2015, para que sejam adotadas providências internas que previnam a ocorrência de outras semelhantes:
• 9.3.2 falta de justificativa para previsão, no edital, de
adesão à ata de registro de preços por outros órgãos ou entidade da administração (art. 22 do Decreto
7.892/2013), o que fere o art. 3º da Lei 8.666/1993, o princípio da motivação dos atos administrativos e o art. 9º, III, in fine, do Decreto 7.892/2013;”