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AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA CAPACIDADE DE AMPLIAÇÃO DE CARGAS DA SUBESTAÇÃO ELÉTRICA: IFBA - CAMPUS DE JACOBINA

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X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 1

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA CAPACIDADE DE AMPLIAÇÃO

DE CARGAS DA SUBESTAÇÃO ELÉTRICA:

IFBA - CAMPUS DE JACOBINA

Anilson Roberto Cerqueira Gomes1, Elenise Barreto Barbosa Anunciação2, Gilberto de Souza Amorim Bispo3,Milson Matos de Lima Júnior4, Rebeca de Oliveira Santos Bispo5

1Professor de EBTT - IFBA. Doutorando. e-mail: [email protected]; 2Professora do curso técnico em eletrotécnica – IFBA. Doutora. e-mail: [email protected]; 3Estagiário da PRODIN - IFBA.

e-mail: [email protected]; 4Engenheiro Eletricista lotado na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (PRODIN) – IFBA. Especialista. e-mail: [email protected];

5Estagiária da PRODIN - IFBA. e-mail: [email protected]

RESUMO: O presente artigo tem como principal objetivo avaliar o carregamento da

1

subestação aérea do IFBA do Câmpus de Jacobina e a capacidade do sistema elétrico

2

existente para o atendimento às novas demandas de cargas provenientes das ampliações

3

previstas para o instituto. A pesquisa foi realizada por meio da análise das contas de energia

4

elétrica, projetos elétricos existentes, projetos de implantação de novas cargas e pelo

5

levantamento de dados com as medições das correntes elétricas das fases no quadro principal.

6

Nas faturas de energia foi verificado o carregamento do sistema elétrico atual, apontando que

7

o consumo ativo na ponta corresponde a 50,85% do valor da conta de energia no ano e um

8

baixo fator de carga no período fora de ponta. A pesquisa aponta que não há necessidade de

9

ampliação da subestação para atendimento às novas cargas previstas para o ginásio e o

10

pavilhão novo. Ainda assim, recomenda-se a elaboração de um plano de acompanhamento

11

com avaliações periódicas do sistema elétrico atual, a fim de prever a possível necessidade de

12

ampliação da subestação existente.

13

Palavras–chave: análise de carga, demanda elétrica, subestação elétrica.

14 15

DIAGNOSTIC EVALUATION OF THE CAPACITY OF EXTENSION

16

OF LOADS OF ELECTRICAL SUBSTATION:

17

IFBA – CAMPUS OF JACOBINA

18 19

ABSTRACT: This article aims to evaluate charging the air substation IFBA the Campus of

20

Jacobina and the capacity of the existing electrical system to meet the new demands of loads

21

from the expansions planned for the institute. The survey was conducted by analyzing the

22

electric bills, existing electrical design, project implementation of new charges and the

23

collection of data with measurements of electric currents of the phases in the main frame. In

24

electricity bills was found loading the current electrical system, pointing out that the active

25

consumption on the tip corresponds to 50% of energy account value and a low load factor for

26

the off-peak period. The research shows that there is no need to expand the substation to meet

27

the new loads planned for the gym and the new pavilion. Still, it recommends the

28

development of a follow-up plan with periodic evaluations of the current electrical system in

29

order to predict the possible need to expand the existing substation.

(2)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 2 KEYWORDS: load analysis, electrical demand, electrical substation.

31 32

INTRODUÇÃO

33

A partir da criação dos Institutos Federais, no final do ano de 2008 e da expansão da

34

Rede Federal de Ensino iniciada em 2006, houve a implantação de novos Campi no Instituto

35

Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia. As demandas de carga elétrica instalada

36

para o funcionamento dos Campi atenderam as necessidades na época da implantação, porém

37

atualmente com o crescimento da estrutura física ocorre a necessidade de ampliação da

38

alimentação da rede elétrica.

39

A pesquisa tem o objetivo de avaliar a necessidade de ampliação da rede de alimentação

40

elétrica em função da elevação da demanda, devido à criação de novos projetos elétricos do

41

Campus do IFBA localizado na cidade de Jacobina, que preveem a instalação de novos

42

equipamentos, tendo em vista a ampliação física do Câmpus por meio de intervenção de obra

43

civil, a exemplo da construção do ginásio de esportes e pavilhão de aulas. Além disso,

44

pretende avaliar o carregamento da subestação aérea do Instituto.

45

Segundo Villalva (2013), as tradicionais fontes de energia elétrica ainda constituem a

46

base mundial e nacional da geração de eletricidade. A maior parte da energia gerada no país

47

advém de usinas hidroelétricas. Entretanto, novas formas de geração de energias renováveis,

48

também fornecem potência suficiente para atender os variados tipos de consumidores. O

49

fornecimento de energia elétrica no Câmpus de Jacobina é feito pelas redes de distribuição da

50

concessionária de energia local, que fornece energia através de usinas hidrelétricas, por meio

51

de contrato, no qual se tem especificado a demanda contratada. Definida pela ANEEL (2010)

52

como demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada no ponto

53

de conexão, conforme valor e período de vigência fixado no contrato e deverá ser

54

integralmente paga, sendo ou não, utilizada no período de faturamento expressa em quilowatt

55

(kW).

56

A alimentação elétrica para as edificações com salas, laboratórios, banheiros, corredores

57

e áreas comuns, vem da subestação consumidora. Mamede (1993) afirma que a subestação

58

consumidora é instalada em propriedade particular. São alimentadas em média tensão

59

proveniente das subestações distribuidoras e equipadas com transformadores abaixadores que

60

reduzem a tensão para níveis adequados ao uso dos consumidores, em baixa tensão.

61

A unidade consumidora de energia, representada pelo IFBA Campus Jacobina, é

62

atendida por um ramal de ligação aéreo proveniente da rede de distribuição primária da

63

Coelba em tensão de fornecimento 13,8kV que alimenta uma subestação aérea exposta ao

64

tempo, composta por um transformador de 225kVA com tensões secundárias de 380/220V,

65

instalado em postes montados em estrutura H.

66

Nas contas de energia elétrica existem dados importantes para o acompanhamento do

67

sistema elétrico dos consumidores. A potência elétrica que segundo o manual do Programa

68

Nacional de Conservação de Energia elétrica (PROCEL), é a capacidade de consumo de um

69

aparelho elétrico e tem como unidade de medida é o quilowatt (kW). A energia que é definida

70

como a quantidade de eletricidade utilizada por um aparelho elétrico e tem como unidade de

71

medida é o quilowatt-hora (kWh). Os médios e grandes consumidores pagam tanto pela

(3)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 3 energia quanto pela potência e a potência recebe o nome de demanda que corresponde à

73

potência média verificada em intervalos de 15 minutos.

74

A norma NBR 5410 atente todos os tipos de instalações elétricas de baixa tensão, como

75

edificações residenciais e comerciais em geral, estabelecimentos institucionais e de uso

76

público, estabelecimentos industriais, edificações pré-fabricadas, aos circuitos elétricos

77

alimentados com tensão nominal igual ou inferior a 1kV em CA(Corrente Alternada), com

78

frequências inferiores a 400 Hz, ou 1,5 kV em CC(Corrente Contínua) e a qualquer linha

79

elétrica que não seja especificamente coberta pelas normas dos equipamentos de utilização.

80

De acordo com a ANEEL (2011), as instalações elétricas podem ser classificadas

81

segundo a sua tensão nominal. As classificações da instalação são de baixa tensão (BT): até

82

1000 V; de média tensão (MT): de 1000 V até 69.000 V; de alta tensão (AT): 69.000 V até

83

230.000 V.

84

O Campus de Jacobina tem em sua estrutura física uma guarita de entrada, área externa

85

para estacionamento, um prédio principal e um prédio de apoio. As obras de ampliação

86

contemplam o ginásio poliesportivo, com quadra, banheiros e salas de ginástica e musculação,

87

um novo pavilhão com salas de aulas e laboratórios. Para o novo pavilhão de aulas foi

88

estimado uma demanda de carga de 52,7 kVA e para o ginásio de esporte 50,32 kVA,

89

distribuídos em sistemas de iluminação, tomadas de uso específico e tomadas de uso geral.

90

A concessionária de energia elétrica define em função das características de seu sistema

91

elétrico o horário de ponta, que é o período de três horas consecutivas (compreendido entre as

92

18h00minh e 21h00minh), exceto sábados domingos e feriados nacionais. Em algumas

93

modalidades tarifárias nesse horário a demanda e o consumo de energia elétrica têm preços

94

mais elevados. Já o horário fora de ponta é o período composto pelo conjunto das horas

95

diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta. Na pesquisa

96

foram avaliados os fatores de carga (FC) na ponta e fora da ponta.

97 98

MATERIAL E MÉTODOS

99

Foi realizada inicialmente uma pesquisa documental do Câmpus de Jacobina

100

consultando: contas de energia elétrica, projeto da subestação, projetos elétricos dos pavilhões

101

e o planejamento de novas demandas de carga. Nas faturas de energia foi verificado o

102

carregamento do sistema elétrico atual, dos demais documentos foram extraídas as potências

103

das cargas elétricas previstas para utilização em cada edificação da unidade.

104

Foram avaliados nas contas de energia elétrica dados de Demanda Ativa, Ultrapassagem

105

de Demanda e Fator de Carga (FC) registrados nos períodos dentro e fora do horário de ponta

106

para os meses de janeiro a dezembro de 2014. O carregamento máximo atual do sistema foi

107

então determinado pela soma dos dois primeiros parâmetros. O terceiro permitiu verificar o

108

quanto esse valor se aproxima do carregamento médio da unidade.

109

Os cálculos de faturamento foram realizados observando-se nas tarifas, o período do

110

ano e o cálculo do consumo foi realizado pela adição de duas parcelas, a primeira oriunda do

111

produto entre a tarifa de consumo na ponta e o consumo medido na ponta, a segunda obtida

112

pelo produto entre tarifa de consumo fora de ponta e consumo medido fora de ponta. A

113

parcela de demanda foi calculada multiplicando-se a tarifa de demanda pela demanda

(4)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 4 contratada ou pela demanda medida (a maior delas), caso esta não ultrapasse em mais de 5% a

115

demanda contratada. A parcela de ultrapassagem foi calculada pelo produto entre a tarifa de

116

ultrapassagem e a parcela oriunda da subtração entre a demanda medida da demanda

117

contratada.

118

Foram realizadas medições de corrente elétrica em três dias da semana e em três

119

horários diferentes, buscando períodos de maior pico de consumo de energia elétrica dentro

120

do funcionamento do Câmpus. Para tanto, utilizou-se um medidor amperímetro tipo alicate,

121

obtendo-se os valores das correntes de linha do quadro elétrico principal da unidade. Em

122

seguida, foi considerada a maior corrente de linha (IL) registrada entre as diversas medições,

123

ou seja, 95A. Esse valor foi utilizado como referência para a corrente de linha, por

124

aproximação, em um sistema equilibrado com a tensão nominal da instalação 380/220V e

125

fator de potência normativo de 0,92. Com esses dados foi obtida a demanda máxima

126

aproximada, no período de medição, com valores de 62,5kVA ou 57,5kW.

127

Para a visualização, organização e análise dos dados foram utilizados um editor de

128

planilhas eletrônicas e uma ferramenta computacional de desenho assistido por computador

129 (CAD). 130 131 RESULTADOS E DISCUSSÃO 132

A figura 1 apresenta um gráfico com os valores mensais do Fator de Carga (FC), dentro

133

e fora do período de ponta.

134 135

136

Figura 1. Fator de carga fora e dentro do horário de ponta, conta de energia elétrica do

137

Câmpus de Jacobina, IFBA 2014.

138 139

(5)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 5 Analisando as contas de energia elétrica de janeiro a dezembro do ano de 2014,

140

verificou-se que o Consumo Ativo na Ponta responde por mais de 50,85% do valor faturado

141

ao longo do ano de 2014. O Fator de Carga (FC) registrado fora de ponta está abaixo do

142

desejável que é igual a 1, esse resultado indica um pico de utilização de demanda

143

significativamente superior à demanda média nesse período. Levando-se em conta que o

144

preço da energia consumida no período de ponta, compreendido entre os horários de

145

18h00min as 21h00min, equivale a oito vezes o preço do Consumo Ativo Fora de Ponta

146

(demais horários), esta situação indica gastos desnecessários na fatura de energia.

147

O Campus de Jacobina é classificado como consumidor do tipo A, que significa que é

148

atendido em alta tensão e, além disso, é enquadrado na divisão por subgrupos quanto à tensão

149

de fornecimento no subgrupo A4 com tensão entre 2,3 kV a 25 kV e possui tarifa binômia,

150

isto é, são cobrados tanto pela demanda quanto pela energia que consomem.

151

A classe tarifária do Câmpus de Jacobina é a horo-sazonal verde e o enquadramento foi

152

feito por meio de um contrato específico com a concessionária no qual se pactuou a demanda

153

pretendida pelo consumidor (demanda contratada), independente da hora e do dia (ponta ou

154

fora de ponta). Assim a conta de energia é composta por parcelas referentes ao consumo (na

155

ponta e fora dela), demanda e ultrapassagem em kW. A parcela ultrapassagem é cobrada

156

apenas quando a demanda medida ultrapassa em mais de 5% a demanda contratada. Como no

157

Câmpus de Jacobina a demanda contratada é de 65kW, em alguns messes houve a

158

ultrapassagem, embora a referida demanda contratada esteja, atualmente, suprindo as

159

necessidades dos prédios já existentes sem a implantação dos novos prédios.

160

A tabela 1 apresenta os dados das contas de energia elétrica para todos os meses do ano

161

de 2014, nela é possível notar que nos meses de março, abril, outubro e novembro houve um

162

valor de ultrapassagem com relação à demanda contratada.

163 164

Tabela1. Análise do faturamento de janeiro a dezembro, do Câmpus de Jacobina em função

165

do mês, demanda utilizada (DU), demanda faturada (DF), ultrapassagem (U) no faturamento

166

pela concessionária e demanda faturada (DFC), ultrapassagem (UC), custo (CC) e diferença

167

(D) do faturamento correto. IFBA, 2014.

168

Faturamento pela concessionária de energia Faturamento correto

Mês/2014 DU (kW) DF (kW) U (kW) C (R$) DFC(kW) UC(kW) CC (R$) D (R$) Janeiro 57,38 65,00 0,00 1155,97 65,00 0,00 1155,97 000,00 Fevereiro 42,88 65,00 0,00 1176,99 65,00 0,00 1176,99 000,00 Março 66,98 68,65 3,65 1347,39 66,98 0,00 1153,10 194,29 Abril 67,36 69,04 4,04 1349,93 67,36 0,00 1137,50 212,43 Maio 64,64 66,26 0,00 1264,12 65,00 0,00 1240,07 024,05 Junho 63,07 65,00 0,00 1318,58 65,00 0,00 1318,58 000,00 Julho 36,70 65,00 0,00 1186,98 65,00 0,00 1186,98 000,00 Agosto 46,24 65,00 0,00 1193,39 65,00 0,00 1193,39 000,00 Setembro 62,43 65,00 0,00 1281,07 65,00 0,00 1281,07 000,00 Outubro 71,39 73,17 8,17 1681,40 65,00 6,39 1461,02 220,38 Novembro 71,81 73,61 8,61 1833,91 65,00 6,81 1587,34 246,57 Dezembro 56,64 65,00 0,00 1287,84 65,00 0,00 1287,84 000,00

(6)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 6 Os maiores valores de ultrapassagem ocorreram nos meses de outubro e novembro,

169

respectivamente com 8,17 kW e 8,61kW, esse valor de ultrapassagem resulta em um

170

acréscimo na conta de energia elétrica e caso perdure uma tendência no crescimento desses

171

valores é necessário se avaliar um aumento no valor da demanda contratada para evitar o

172

pagamento de sobre taxas.

173

Nos meses de fevereiro, julho e novembro foram observados uma redução na demanda

174

utilizada, pois são meses com períodos de férias e/ou recessos e a atividade acadêmica é

175

suspensa, assim a demanda é em sua grande totalidade devida as atividades dos setores

176

administrativos e de manutenção do Câmpus.

177

A partir da análise do faturamento notou-se que a demanda foi cobrada de forma

178

indevida pela concessionária de energia elétrica. Considerando a demanda contratada do

179

Câmpus de Jacobina de 65 KW e o valor de tolerância de ultrapassagem igual a 5% do valor

180

da demanda contratada, foi verificado que nos meses março, abril, outubro e novembro, que

181

apresentam ultrapassagem, a demanda excedente é contabilizada duas vezes: como demanda

182

total e da segunda vez como ultrapassagem.

183

Pelos dados apresentados na tabela 2, se observou que os valores das correntes das

184

fases A, B e C são assimétricos em relação à média dos valores registrados nas três fases.

185 186

Tabela 2. Dados das medições da corrente elétrica por fase, média e dispersão. IFBA, 2014.

187

DIAS HORÁRIO

CORRENTE ELÉTRICA (A) DISPERSÃO (%) FASE A FASE B FASE C MÉDIA FASE A FASE B FASE C

DIA 1 09:00 38,0 62,0 40,0 46,7 -18,6 32,9 -14,3 15:30 60,0 58,0 50,0 56,0 7,1 3,6 -10,7 20:15 64,0 62,0 30,0 52,0 23,1 19,2 -42,3 DIA 2 09:00 55,0 92,0 48,0 65,0 -15,4 41,5 -26,2 15:30 48,0 62,0 44,0 51,3 -6,5 20,8 -14,3 20:15 42,0 95,0 45,0 60,7 -30,8 56,6 -25,8 DIA 3 09:00 58,0 60,0 48,0 55,3 4,8 8,4 -13,3 15:30 48,0 70,0 50,0 56,0 -14,3 25,0 -10,7 20:15 30,0 80,0 30,0 46,7 -35,7 71,4 -35,7 MÁXIMO 64,0 95,0 50,0 65,0 23,1 71,4 -10,7 MÍNIMO 30,0 58,0 30,0 46,7 -35,7 3,6 -42,3 MÉDIA 49,2 71,2 42,8 54,4 -9,6 31,0 -21,5 188

Considerando-se a média das medições, a fase B demonstrou-se como sendo a mais

189

carregada e as fases A e C apresentaram a mesma faixa de valores de corrente.

(7)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 7 No terceiro dia de medição a fase B apresentou uma corrente de 80 A e uma dispersão

191

de 71,4%, visto que a corrente média que deveria circular em cada fase seria por volta de 46,7

192

A.

193

O maior valor de corrente elétrica medido foi no segundo dia ás 20h15minh e esse valor

194

de 95A foi utilizado no cálculo de demanda, com aproximações, como corrente de linha.

195

Diante dos dados encontrados foi possível calcular a demanda máxima que foi de 62,5kVA ou

196

57,5kW.

197

A previsão de demanda provenientes das ampliações (ginásio e pavilhão novo) foi de

198

58,90 kVA. Somando-se a esta a demanda média de 64,08kVA registrada no período das

199

faturas fornecidas, encontrou-se uma demanda prevista de 122,42 kVA para essa situação. A

200

demanda foi calculada considerando as cargas referentes: aos circuitos de iluminação e

201

tomada, aparelho de ar condicionado, bombas e tomadas para equipamentos com potência de

202 1 kW. 203 204 CONCLUSÕES 205

Foi identificado um alto custo com o uso de energia elétrica no período de ponta no

206

IFBA – Câmpus de Jacobina. A elaboração de um plano de eficiência energética pode

207

viabilizar uma redução significativa nesses custos por meio da modulação (transferência) de

208

cargas entre os períodos do dia.

209

Percebeu-se ainda um faturamento equivocado nos valores de Demanda Ativa e

210

Demanda Ativa Ultrapassagem nos meses de março, abril, maio, outubro e novembro,

211

totalizando um valor aproximado de R$ 897,72; devendo-se, portanto solicitar a

212

concessionária de energia a revisão das faturas no período indicado e ressarcimento dos

213

valores correspondentes.

214

Pela análise das correntes medidas foi identificado um desequilíbrio de cargas entre as

215

fases. Tal situação gera desgaste nos condutores por sobrecarga, danos nas instalações

216

elétricas e equipamentos ligados a ela, além de contribuir para o gasto excessivo de energia na

217

unidade. A realização de um estudo para redistribuição de carga entre as fases do sistema

218

elétrico do local é recomendada para solução deste problema.

219

A pesquisa apontou que não há necessidade de ampliação da subestação para

220

atendimento às novas cargas previstas (ginásio e pavilhão novo). Considerando-se a demanda

221

registrada em fatura pela concessionária de energia e o acréscimo da demanda prevista para as

222

novas cargas, a subestação existente é capaz de atender a todas as edificações projetadas.

223

Ainda assim, recomenda-se a elaboração de um plano de acompanhamento com avaliações

224

periódicas do sistema elétrico atual a fim de prever a possível necessidade de ampliação da

225 subestação existente. 226 227 AGRADECIMENTOS 228

Agradecemos ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA,

229

que disponibilizou os recursos institucionais que possibilitou a realização deste artigo.

230 231 232

(8)

X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação, 2015 Página 8 REFERÊNCIAS

233

ANEEL. Cartilha de Acesso ao Sistema de Distribuição. 2011. 234

235

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Instalações Elétricas de Baixa Tensão – 236

NBR 5410. 2004.

237 238

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 15º ed. LTC: Rio de Janeiro, 2007. 239

240

MAMEDE FILHO, J. Instalações elétricas industriais. 6ª Edição. Rio de Janeiro: LTC

241

Editora, 1993. 245-247p. 242

243

PROCEL. Manual do Programa Nacional de Conservação de Energia elétrica. 1ª edição.

244

2001. 5-6p.

245 246

VILLALVA, Marcelo Gradella. GAZOLI, Jonas Rafael. Energia Solar Fotovoltaica. São Paulo,

247

2013. Editora Érica.

Referências

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