ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

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ESPECIAL

GRADUAÇÃO

NO EXTERIOR

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S

onho de muitos brasileiros, fazer uma graduação no exterior é um projeto que exige esforço e determinação. Primeiro, para enfrentar o processo de application (candidatura) que, apesar de não ser necessariamente difícil, é complexo e envolve diferentes etapas: prova padronizada, teste de proficiência em inglês, análise de currículo, envio de redações e de cartas de recomendação e realização de entrevista. Depois, o desafio é econômico já que não é nada barato estudar nas melhores universidades do mundo.

A mensalidade de um curso de graduação em uma universidade média dos Estados Unidos pode chegar a US$ 30 mil por ano. Em Harvard, a 'top' dos rankings, a anuidade sobe para US$ 43 mil.

As barreiras para estudar fora são grandes, mas não intransponíveis. E a gente vai te ajudar a chegar lá. Neste especial, você saberá como começar a se preparar para a experiência e o que pode fazer para tornar seu perfil mais competitivo. Além disso, entenderá em detalhes as diversas etapas do application e diferenças entre as principais provas padronizadas (SAT e ACT) e de proficiência em inglês (TOEFL e IELTS). Você conhecerá ainda histórias inspiradoras de estudantes aprovados em universidades como Stanford e Yale, que estão entre as dez melhores do mundo. Boa sorte! SOBRE A FUNDAÇÃO ESTUDAR

A Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos criada em 1991, investe na formação de jovens de alto potencial por meio de oportunidades de estudos e carreira. Ela aposta na transformação por meio do conhecimento, gerando um efeito multiplicador.

Para incentivar o aumento do número de brasileiros nas melhores universidades, a Estudar apoia o jovem com informação, orientação e preparação. Desde a sua criação, seleciona os jovens mais brilhantes do país, que sonham em deixar um legado, oferecendo bolsa de estudos por mérito para cursarem as melhores escolas do Brasil e do mundo. No site estudarfora.org.

br/especiais você tem

acesso a guias exclusivos e gratuitos.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

1. MELHORE SUA FLUÊNCIA NO IDIOMA

O idioma do país em que você pretende estudar deve ser um dos nortes para o seu preparo. Se você ainda não é fluente nele, o primeiro passo é reforçar seus estudos. Isso porque o processo de admissão será todo nesta língua, e a maioria das universidades exige de candidatos estrangeiros teste de proficiência na língua. Por fim, caso seja aprovado, todas as suas aulas serão neste idioma. 2. REFLITA SOBRE AS SUAS REAIS INTENÇÕES EM RELAÇÃO AO CURSO NO EXTERIOR

Quando você pensa na sua graduação, quais são os objetivos que sonha atingir? Essa é uma pergunta que você pode fazer a si mesmo para entender melhor quais são as suas expectativas. “Se você toma a decisão de ir estudar fora, você tem que saber muito bem o que quer, senão corre o risco de chegar lá e se desapontar”, ressalta Adriana Sorrenti, representante do British Council.

OS PRIMEIROS

PASSOS PARA

FAZER A

GRADUAÇÃO FORA

DO BRASIL

→ Você decidiu estudar no exterior.

Mas e agora, o que fazer? Saiba

como começar a se preparar e

planejar para a experiência!

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3. PESQUISE A FUNDO AS UNIVERSIDADES

Entender o que as diferentes instituições têm a oferecer é imprescindível. O processo de admissão de universidades estrangeiras, como você verá adiante neste Especial, é complexo e exige dedicação. "O aluno precisa entender bem o que espera das universidades; o que cada uma pede em seu processo de seleção; e o que elas têm a oferecer. Cruzando esse fatores, ele chegará a uma boa lista de escolas e poderá se preparar de forma mais focada", explica Laila Parada-Worby, especialista na preparação de candidatos para a graduação fora. Onde pesquisar? Além de olhar no próprio site das universidades, a dica é utilizar o College Board e o US News Report. Ambos oferecem vasto conteúdo para te ajudar a entender o perfil de cada instituição.

4. ENTENDA COMO FUNCIONA O PROCESSO DE ADMISSÃO DAS UNIVERSIDADES

Diferentemente do Brasil, em que os candidatos fazem apenas uma prova (vestibular); no exterior, a seleção é holística e avalia o candidato como um todo, incluindo suas paixões, interesses e conquistas além da sala da aula. Segundo Lucerito Ortiz, do setor de admissões de Harvard, desempenho acadêmico, participação em atividades extracurriculares e qualidades pessoais são os três pontos mais avaliados no processo. “Estamos interessados não apenas no que você quer fazer ou estudar, mas em quem você será na nossa escola”, afirma. Ela também revela que não existe uma fórmula certa para garantir sua aprovação, o principal é ser autêntico.

OS PRIMEIROS PASSOS PARA FAZER A GRADUAÇÃO FORA

Entender o processo e o que é avaliado irá te ajudar a partir para o próximo ponto, que é se questionar sobre quão preparado você está, em que precisa melhorar e o que fazer para se tornar um candidato mais atrativo. FAÇA UMA AUTOANÁLISE E CRIE UM PLANO DE AÇÃO Depois de entender as suas expectativas, quais universidades se encaixam nelas e como funciona o processo de admissão de cada, é hora de começar a se preparar propriamente. Para isso, faça uma autoanálise e defina quais são os seus pontos fracos. Reflita sobre como você pode melhorá-los e faça um plano de ação, colocando no papel quais metas quer alcançar, o que fará para atingi-las, o cronograma dessas ações e formas de medir o seu progresso.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

O

processo de seleção de universidades estrangeiras é bem diferente do vestibular brasileiro. Na maioria dos países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, essa seleção é feita de holística, avaliando todo o perfil do estudante, suas conquistas dentro e fora da sala de aula.

Descubra a seguir o que é avaliado nos candidatos: "As universidades querem conhecer sua trajetória pessoal de vida; saber como foi o seu desempenho no ensino médio; e conhecer em quais atividades extracurriculares você já se envolveu e como desempenhou em cada uma delas", explica a americana Laila Parada-Worby, especialista na preparação de candidatos para a

graduação fora. A escola também vai considerar se aquele aluno combina com a cultura da instituição.

ENTENDA COMO

É O PROCESSO

DE SELEÇÃO DE

UNIVERSIDADES

ESTRANGEIRAS

→ Conheça as diferenças etapas

do application e os requisitos

exigidos em cada uma

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ENTENDA COMO É O PROCESSO DE SELEÇÃO DE UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS

Em geral, as etapas do processo de admissão em uma universidade no exterior são:

APPLICATION FORMS (ou questionários) Nos questionários serão pedidos dados cadastrais, informações sobre o seu desempenho acadêmico (suas notas no colégio e posição no ranking da turma, se houver) e lista das atividades extracurriculares que participou. Tudo referente apenas ao ensino médio.

testes padronizados

Assim como temos o ENEM aqui no Brasil, nos EUA os testes SAT, SAT II e ACT são utilizados para avaliar os candidatos.

teste de idioma

O objetivo é verificar se o seu domínio do idioma é suficiente para estudar na instituição, assistir às aulas e ter debates de alto nível com os colegas. As provas mais comuns no caso do inglês são o TOEFL e o IELTS. ESSAYS (ou PERSONAL STAMENT)

Os Essays são redações que você terá de fazer se apresentando e contando a sua trajetória pessoal. Algumas universidades pedem diversas redações com temas variados, outras apostam no personal statement, espécie de ensaio pessoal. Esta é, provavelmente, a parte mais importante do processo de seleção, pois é o momento que os alunos têm para se destacar dos demais. "É a oportunidade de mostrar quem é você além das suas notas, dos resultados nos testes e do seu currículo. É hora de mostrar sua personalidade e essência", explica Laila.

Histórico escolar

As universidades querem checar se você teve um bom desempenho acadêmico ao longo do ensino médio e se tem potencial para ser um excelente aluno. Junto ao histórico, algumas escolas podem pedir a sua posição no ranking de alunos da escola.

cartas de recomendação

Essa é uma prática que não é muito comum para os brasileiros, mas é uma etapa importante para o aluno se destacar. É a hora de mostrar quem você é por meio da opinião dos seus professores e de outras pessoas que o conhecem bem.

entrevista

A entrevista será feita em inglês, com um ex-aluno ou representante da universidade. Em geral, é o momento de reforçar tudo que já foi mostrado nas etapas anteriores. É importante você estudar bem a universidade, pois na entrevista serão avaliados pontos como a adequação do seu perfil ao da instituição.

atenção

Mesmo existindo etapas comuns a todas as universidades, cada instituição tem as suas particularidades no processo. Portanto, fique atento! O Massachusetts Institute of Technology (MIT), por exemplo, possui um sistema próprio para a candidatura, que é o MyMIT, e não utiliza o Common Ap, que é um sistema online padronizado, no qual você faz a sua candidatura para a

maioria das universidades norte-americanas. A Universidade de Darthmouth pede cartas de recomendação dos professores e também de um amigo,. Por isso, após escolher em quais universidades quer estudar, se informe também sobre as particularidades de cada uma.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

O

maior arrependimento dos candidatos que decidem aplicar para uma faculdade nos Estados Unidos é não ter começado o processo de application (candidatura) mais cedo. É necessário ter em mente que a avaliação da sua candidatura é holística e, portanto, inclui todas as suas atividades, cursos e notas ao longo do ensino médio. Para os brasileiros que estão considerando embarcar nesse processo, é preciso se planejar bem para não interferir em seus planos universitários também no Brasil. Veja a seguir um detalhado calendário de atividades com o que você deve priorizar ano a ano:

9° ano

Nós chamamos esta etapa de “Discovery”, uma vez que é nesse ano que você começa apensar em quem você é e em quem você gostaria de ser. A maioria dos nossos alunos não consegue responder a essas perguntas com 100% de certeza, mas essa é exatamente a hora para você

SAIBA COMO SE

PREPARAR ANO A

ANO PARA FAZER

A GRADUAÇÃO

FORA

→ "O maior arrependimento dos

candidatos é começar a se preparar

tarde", diz Annie Kim. Saiba o que

fazer no 9º ano do fundamental e

nos três anos de ensino médio

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SAIBA COMO SE PREPARAR ANO A ANO PARA FAZER A GRADUAÇÃO FORA

arriscar, experimentar e descobrir. Comece a se envolver em atividades extracurriculares para viver coisas nova e, assim, aprender um pouco mais sobre o que você gosta e o que não gosta. Além disso, aproveite para se dedicar mais ao inglês. Ter um vocabulário de nível universitário não te ajudará somente a se sair bem nos testes SAT/ACT, mas também na sua vida universitária. As universidades americanas pedem muitas redações e relatórios, então, ter um bom vocabulário irá contribuir para seu sucesso.

1º ano do ensino médio

Nós chamamos esta etapa “Implement”, pois nesta fase deve-se focar na produtividade das atividades, experiências e estudos. Aprofunde a sua participação em atividades extracurriculares e comece liderar alguns projetos. Avalie o seu histórico escolar para ver em quais matérias você pode melhorar.

Faça um simulado do SAT ou ACT. Vários sites oferecem estas provas não-oficiais online que você pode baixar gratuitamente. Vale a pena descobrir agora quais são as suas áreas fracas e fortes para planejar quanto tempo você vai precisar para alcançar os seus objetivos. Comece montar uma lista preliminar de 20 universidades para pesquisar as diferenças e oportunidades oferecidas. Entre em contato com alunos e ex-alunos para entender se estas se encaixam no seu perfil.

2º ano do ensino médio

Nós chamamos esta etapa de “Focus”, uma vez que agora o aluno deverá se preparar para fazer os testes ACT ou SAT I. Como o SAT sofrerá algumas mudanças em maio de 2016, é muito importante saber escolher qual dos testes fazer. A maioria dos brasileiros opta pelo SAT, contudo, nós acreditamos que o ACT pode ser uma escolha melhor para certos alunos. No ACT, as questões são mais diretas, valorizando os alunos que são mais estudiosos, enquanto no SAT há mais truques e “pegadinhas”.

Quando você estiver no 2º ano do ensino médio, deverá desenvolver habilidades como liderança, trabalho em equipe e empreendedorismo. A sua lista inicial de universidades deverá ser refinada por meio de feiras de intercâmbio e conversas com ex e atuais alunos. É

necessário começar a pensar para quais professores você irá pedir suas cartas de recomendação.

3º ano do ensino médio

Essa última etapa chamamos de “Apply” , pois é neste ano que o aluno completará todos os applications (candidaturas). No 1º semestre é importante realizar as provas de SAT II e TOEFL para deixar o 2º semestre somente para as redações dos applications. Junto a seus pais, complete a análise do perfil financeiro de sua família para ser realístico em relação a quais universidades você vai conseguir pagar. Não pense que irá necessariamente receber uma bolsa de estudos – sim, estas existem. No entanto, é impossível a universidade oferecer ajuda financeira para todos os alunos.

Pense bastante antes de decidir para quais universidades irá se candidatar, pois todas exigem uma taxa de aplicação e algumas pedem redações extras. Recomendamos que escolha entre 7 e 10 universidades categorizadas da seguinte forma: reach (universidades dos sonhos), fit (universidades nas quais a probabilidade de você ser aceito é grande) e safety (universidades nas quais a probabilidade de ser aceito é quase de 100% e ainda há possibilidade de obter bolsa por mérito) para o seu perfil. Fazendo tudo isso, você irá se sentir mais calmo e seguro de que escolheu e aplicou para as melhores universidades de acordo com o seu perfil. Depois deste processo, é só sentar, relaxar e esperar as cartas de aprovação.

*Este texto foi escrito por Annie Kim, fundadora do Dux Institute, instituição que oferece soluções personalizadas para brasileiros interessados em estudar em universidades estrangeiras.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

O

SAT e o ACT são os exames mais comuns utilizados no processo de seleção de

universidades norte-americanas. Não há como o aluno ser aprovado ou reprovado. Tudo vai depender das instituições para as quais você se candidatou já que cada uma tem seus próprios requisitos. É importante lembrar que estas provas não são como os vestibulares no Brasil. "O processo é mais complexo e, mesmo se o aluno tirar a nota máxima na prova, a aprovação não está garantida", explica Laila Parada-Worby, especialista na preparação de candidatos para a graduação fora.

conHeça mais sobre os dois exames:

sat Administrado pelo College Board, o exame tem o

objetivo de avaliar os conhecimentos e habilidades de raciocínio crítico do aluno por meio de três áreas: Math (matemática), Critical Reading (linguagem e interpretação de textos) e Writing (escrita). Cada seção da prova tem

SAT X ACT:

CONHEÇA AS

DIFERENÇAS

ENTRE AS

PROVAS

→ Exames são utilizados

na admissão para

cursos de graduação de

universidades norte -

-americanas

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SAT X ACT: CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE AS PROVAS

uma pontuação máxima de 800 pontos. A pontuação máxima é de 2400. Uma das principais características da prova é a sua rapidez. Você terá apenas 25 minutos para escrever uma redação de uma página, por exemplo. Também existem os SAT Subject Test, ou SAT II, que são complementares ao teste SAT e avaliam o seu conhecimento em uma área específica, em uma prova de uma hora de duração.

act Administrado pela ACT Inc, o teste pode ser aceito

no lugar do SAT na maioria das universidades dos EUA. É composta por quatro seções: English (inglês), Math (matemática), Reading (interpretação de texto) e Science Reasoning (raciocínio científico) e contém uma seção optativa de redação. O teste tem a pontuação máxima de 36 pontos, que é uma média da pontuação que você fará em cada seção.

onde e quando fazer?

Tanto o SAT quanto o ACT são oferecidos aqui no Brasil. É muito importante ficar atento às datas de inscrição e agendar a sua com antecedência. O SAT é realizado seis vezes ao ano (em janeiro, maio, junho, outubro, novembro dezembro) em várias cidades brasileiras. Veja aqui. Já o ACT é realizado de quatro a cinco vezes ao ano no Brasil dependendo da cidade. Veja aqui as datas e os centros aplicadores.

como posso me preparar?

Felizmente, existem muitas opções. Você pode se preparar sozinho, comprando livros e guias especializados, ou fazendo cursos e simulados online (há opções pagas e gratuitas). Os próprios sites das organizações responsáveis pelas provas oferecem vasto material para estudo: acesse o site do College Board para estudar para o SAT e o do ACT Inc. para o ACT.

sat

act

DURAÇÃO 3h45 3h25, já incluindo a seção opcional de redação

NÚMERO DE SEÇÕES Três: leitura crítica, matemática e redação. Quatro: inglês, matemática, leitura e ciências, além da seção opcional de redação

QUESTÕES Tem questões abertas e de múltipla escolha

Todas as questões são de múltipla escolha

FORMATO As perguntas exigem do aluno bastante atenção e o teste é conhecido por ter 'pegadinhas'

As questões são mais diretas e visam aferir o que realmente foi aprendido no ensino médio

MATEMÁTICA

Os conceitos são menos complexos Há conceitos mais avançados de matemática. Além de geometria, aritmética e álgebra também serão testados seus conhecimentos em trigonometria

PONTUAÇÃO

A nota vai de 600 a 2.400, baseada no total obtido pelo aluno nas três seções. A redação vai de 0 a 12 pontos.

Cada seção vale de 1 a 36 pontos. Já a redação vai também de 0 a 12 pontos.

CÁLCULO DA NOTA A cada quatro questões errada, uma certa é anulada

Respostas erradas não são descontadas.

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COMO ESCOLHER A MELHOR PROVA DE ADMISSÃO?

T

odas as universidades norte-americanas aceitam as provas ACT ou SAT em seus processos de seleção. Cabe ao candidato escolher qual prova irá representar melhor as suas capacidades. Ao contrário do que se acredita, um exame não é “mais fácil” do que o outro, eles são apenas diferentes. Para aqueles que estão no 3º ano do ensino médio, é necessário escolher o exame a ser feito o quanto antes, uma vez que há poucas datas ainda disponíveis para este ano. Vejaaquias datas do SAT e aqui as do ACT.

Quem está no 2º ano do ensino médio e pensa em fazer a prova somente ano que vem não pode esquecer que o SAT irá passar por mudanças significativas em maio de 2016. Por isso, recomendo que você faça as provas já neste ano. Veja a seguir algumas opções (e seus riscos) para alunos que estão no 2º ano do ensino médio e querem fazer a graduação nos Estados Unidos:

COMO

ESCOLHER

A MELHOR

PROVA DE

ADMISSÃO?

→ A partir de maio de 2016, o SAT

sofrerá importantes alterações.

Especialista na preparação de

candidatos para a graduação fora

explica opções e riscos da escolha

opção 1

estudar para o sat i agora em 2015 e fazer a prova até janeiro de 2016

Risco: ter que estudar para o novo SAT em 2016, caso fique insatisfeito com suas notas.

opção 2

estudar já para o sat i novo, que começará a ser aplicado a partir de maio de 2016

Risco: esperar até o 3º ano para fazer o SAT não é recomendável. Além disso, o College Board (organização responsável pela prova) ainda não divulgou muitas informações a respeito do novo SAT, então há pouco material disponível para estudo e não há simulados antigos nos quais se basear.

opção 3

estudar para o act

Risco: Zero. O ACT não irá passar por quaisquer mudanças, então você pode estudar agora e continuar a fazer o exame em 2016, se quiser.

como se decidir entre o act ou sat?

Recomendo que, caso você já esteja estudando para o SAT, continue e se prepare para fazer o exame até janeiro de 2016. Não aconselho ninguém a fazer novo SAT em maio ou junho de 2016, pois faltam informações mais precisas sobre o exame e materiais de estudo.

Então, se você ainda não escolheu entre o ACT ou SAT, e é bom em matemática, sugiro que opte pelo ACT, uma vez que terá mais tempo para fazer a prova com calma. Há muitos recursos online para baixar simulados do SAT e ACT gratuitamente, então não deixe de se utilizá-los para fazer sua escolha.

*Este texto foi escrito por Annie Kim, fundadora do Dux Institute, instituição que oferece soluções personalizadas para brasileiros interessados em estudar em universidades estrangeiras.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

T

odo estudante que deseja realizar a graduação fora do Brasil precisa comprovar domínio do idioma falado no país de destino. Para o caso das nações de língua inglesa, as provas de proficiência amplamente utilizadas são o Test of English as a Foreign Language (TOEFL) e o International English Language Testing System (IELTS).

As duas provas testam listening (compreensão auditiva), reading (leitura), writing (escrita) e speaking (oral). O TOEFL é administrado pelo ETS, e pode ser realizado via internet (o chamado iBT) ou em papel impresso (o PBT), sendo muito mais fácil e comum fazer o iBT.

A nota final do iBT varia entre 0 a 120 pontos, sendo que cada uma das quatro seções vale 30 pontos. O exame

TOEFL × IELTS

→ Veja as diferenças entre os dois exames e descubra qual

é o melhor para você!

toefl ielts

SPEAKING

Duração: 20 minutos. O estudante conversa com o computador e responde a perguntas gravadas.

Duração: de 11 a 15 minutos. O candidato é testado presencialmente por um examinador treinado pela Universidade de Cambrigde

LISTENING

Duração: de 60 a 90 minutos. Você irá ouvir entre 4 e 6 diálogos, de 3 a 5 minutos cada, e responder entre 34 e 51 questões sobre eles

Duração: 30 minutos. São 40 questões dispostas em quatro seções.

READING

Duração: de 60 a 100 minutos. Você irá ler entre 3 e 5 textos acadêmicos, e responder entre 36 e 70 questões.

Duração: 60 minutos para ler três textos e responder a 40 questões. Há diferentes formatos de questões: múltipla escolha, preenchimento de lacuna, etc.

WRITING

Duração: 50 minutos para escrever a duas pequenas redações. Uma é baseada em uma leitura ou listening; e a outra para apoiar sua opinião sobre um tema dado.

Duração: 60 minutos. Você fará duas redações: uma requer análise de gráficos e diagramas e a outra argumentação sobre o tema proposto. tem validade de dois anos e pode ser realizado em várias cidades do país. Consulte os locais e datas para fazer a prova.

Já o IELTS foi criado pela Universidade de Cambridge e é administrado pelo British Council. Diferentemente do TOEFL, não tem prazo de validade e pode ser refeito sem limite de intervalos. Mas é importante saber que as universidades geralmente exigem exames realizados há menos de dois anos. A nota é dada em uma escala de 0 a 9. A prova é aplicada em todo o Brasil de duas a três vezes por mês. Para consultar onde você pode realizar a prova, clique aqui.

Veja no quadro abaixo as diferenças na estrutura dos dois testes:

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Para Paulo César, especialista na preparação de candidatos para cursos fora do Brasil, o TOEFL é um teste de múltipla escolha e apela para o aluno que é mais intuitivo. Já o IELTS é um teste mais concreto, objetivo, que requer estruturação maior do aluno. “Mas os dois testam as competências de forma muito boa”, afirma.

parte oral

Como mostrado na tabela, uma das principais diferenças entre os dois exames é o speaking (parte oral). No o IELTS, você faz a prova oral individualmente com um examinador, enquanto no TOEFL ela é feita via computador, com mais de um candidato na mesma sala. Para decidir, você deve avaliar como se sente melhor ao falar no idioma. “Muitas pessoas acham que falar com o instrutor é melhor porque é ao vivo, já outras ficam inibidas com a pessoa na frente. Depende de cada um”, argumenta Paulo.

destino

Outro ponto importante para a escolha entre uma prova e outra é o destino do seu intercâmbio. Se o seu foco é Estados Unidos, o mais indicado é o TOEFL. Se é para algum país na Europa, é o IELTS.

Mas muitas vezes o destino não está totalmente definido quando o estudante começa a se preparar. “Se ele não tem a mínima ideia de qual país ir, sugiro ele focar no TOEFL, que é o teste mais amplamente usado no mundo todo”, orienta Paulo.

Já se você pretende estudar no Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Irlanda, África do Sul, o IELTS pode ser uma melhor pedida.

existe diferença na valorização do mercado?

Os dois exames são amplamente aplicados no mundo. Mas, de acordo com os seus objetivos profissionais, há diferenças que devem ser levadas em conta. Se você não irá utilizar a prova com fins acadêmicos, o IELTS pode ser a melhor alternativa. “Para estágios internacionais normalmente o tipo de prova solicitada é o General Training que é oferecido somente pelo IELTS”, afirma Vanessa Lopes, gerente de Exames do British Council.

o que é uma nota boa no toefl e no ielts?

Não há como o aluno ser aprovado ou reprovado na prova. Uma boa nota vai depender da sua universidade de interesse. “As graduações mais competitivas pedem no mínimo 100 pontos (dos 120 possíveis) no TOEFL ”, explica Paulo.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

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screver um bom personal statement (espécie de ensaio pessoal) é imprescindível para ser admitido em uma universidade norte-americana. Este momento, no entanto, costuma ser permeado por dúvidas, já que muitos não sabem ao certo o que dizer à universidade. E uma redação subaproveitada por ser determinante para a rejeição de um candidato que, mesmo tendo boas notas nos testes padronizados (SAT e TOEFL, por exemplo), não consegue demonstrar à instituição todo o seu potencial.

Segundo Carolina Lyrio, consultora de preparação para estudos no exterior da Fundação Estudar, as redações servem para “mostrar o aluno como pessoa, além de demonstrar algumas das qualidades intangíveis que eles possam ter”. Ou seja, se o candidato tem alguma característica interessante, ou se gosta de alguma atividade específica, é bom deixar isso claro no personal statement.

SAIBA COMO

FAZER UM BOM

PERSONAL

STATEMENT

→ Ensaio é fundamental no processo

de seleção para universidades do

exterior. Veja trechos da redação de

estudantes aprovados em Stanford

e Bryn Mawr College!

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SAIBA COMO FAZER UM BOM PERSONAL STATEMENT

Foi o que a jovem carioca Larissa Gama, de 18 anos, fez. Aprovada no Bryn Mawr College, uma instituição de renome nos Estados Unidos, Larissa conta que estudou a fundo as universidades para as quais iria se candidatar e tentou unir seus interesses pessoais ao que as escolas tinham para oferecer.

Em seu personal statement, ela falou de duas grandes paixões – hipismo e balé clássico – e mostrou que a universidade oferecia programas específicos nestas áreas, sugerindo que, se aceita, poderia continuar praticando as atividades. Veja um trecho da redação dela (em inglês): “As part of my campus life, I want to be a member of the Bi-Co Equestrian Club. I will have the chance to continue practicing this activity that is essential in my life, and even more, I will be able to get in touch with horse lovers both from Bryn Mawr and Haverford.

The university also offers dance in high levels of technique in the ballet III and optional pointe classes. Beyond ballet, I plan to adventure myself taking tap dance classes as well. I currently take part in a professional ballet company here in Rio de Janeiro, so the university support in this area is really meaningful to me. Since I want to continue my progress in dance, the opportunity to take classes in Swarthmore or in nearby studios in Philadelphia would be incredible.”

Avaliação da especialista

Carolina considera que a redação de Larissa conseguiu conectar bem as coisas que ela gostava de fazer no Rio de Janeiro com as oportunidades que teria em Bryn Mwar. “É uma redação forte porque apontou claramente os motivos pelos quais ela queria estudar lá”, avalia.

redação de estudante aprovado em stanford

O paulistano Lawrence Murata também fez um personal statement interessante. Aprovado em Stanford, que está sempre entre as cinco melhores instituições do mundo, Lawrence usou sua redação para falar de seu relacionamento com a avó, personagem essencial em sua vida. Leia um trecho (em inglês):

“I spent every day at the hospital until she passed away, taking care of her, holding her hands, hopelessly trying to talk to her, even when she had already lost consciousness. During these months, I became more mature: a boy who truly wanted to contribute to humanity. These difficult times were “the end of the beginning” – while I gained maturity, I was also in search of happiness and of my own self. By questioning myself, I became my best self. Some months before she passed away, when we drove her to the hospital, even though nobody had told her about the diagnosis, she knew she had little time left just by looking at our miserable faces. However, before leaving home, she said “shiawasedesu”, which means ‘I’m happy’ in Japanese.”

Avaliação da especialista

“Ele conseguiu trazer elementos do japonês (ditados, símbolos e imagens) que ilustram sua cultura, sem deixar que a redação ficasse sem graça”, explica.

Em suma, ela diz que a forma de verificar se o seu texto está no caminho certo é questionado-se: “A redação tem a minha voz? Ela conta uma história pessoal e focada ou é geral e genérica? Ela ajuda o leitor a entender quem sou eu? Ela está bem escrita? Flui de maneira interessante?” Portanto, o primeiro passo para quem pretende fazer um personal statement “perfeito” é pensar muito a respeito de si mesmo e de suas intenções. O que você verdadeiramente deseja? Do que você gosta? Como a universidade pode te ajudar a alcançar seus sonhos? Depois de colocar suas ideias no papel, estude a fundo cada uma das instituições para as quais deseja se candidatar e tente fazer o match entre suas vontades e o que a universidade tem a oferecer.

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ENTENDA COMO DEVEM SER AS CARTAS DE RECOMENDAÇÃO

A

s cartas de recomendação têm grande peso no processo de seleção (applicaiton) para a graduação no exterior. O objetivo delas é demonstrar a capacidade acadêmica e pessoal do aluno, sob a perspectiva de seus professores ou coordenadores do colégio.

Em geral, cada candidato precisa enviar três cartas de recomendação. Elas servem para que os admissions officers (profissionais de admissão) possam conhecer os candidatos de um modo mais pessoal, que vai além do histórico escolar e dos resultados que obtiveram nas provas padronizadas (SAT ou ACT).

“É fundamental o professor citar situações concretas nas quais o aluno demonstrou aquele perfil que está sendo contado. Coisas muito genéricas, como 'este aluno é muito dedicado', 'recomendo fulano', sem que se explique o porquê, devem ser evitadas", explica Emily Dobso, consultora de preparação para a graduação fora.

ENTENDA COMO

DEVEM SER

AS CARTAS DE

RECOMENDAÇÃO

→ Prática não é comum no Brasil, mas

é etapa importante do processo de

seleção. Cartas mostram quem o

candidato é sob a perspectiva de

pessoas próximas a ele

formato

O ideal é que a carta tenha uma página, que é um tamanho suficiente para falar detalhadamente sobre o aluno. Quem faz a carta deve incluir informações como: nome, endereço, e-mail, posição e título profissional. No texto, o professor deve explicar como e há quanto tempo conhece o candidato; explicar como ele é na escola e o que tem de especial do ponto de vista acadêmico, além de descrever seu potencial profissional e como acredita que ele poderá contribuir com a faculdade, caso seja aceito. O docente deve também falar sobre as atividades que o aluno participa fora do colégio e os objetivos que tem a longo prazo.

Comentários gerais revelam muito pouco. Portanto, a carta deve incluir exemplos e observações específicas que demonstrem a personalidade e talento do aluno.

conteúdo

As universidades recebem milhares de candidaturas e querem conhecer e aceitar candidatos com personalidades e talentos distintos. Isto é, que já fizeram diferença em suas escolas e/ou comunidades. Mais do que falar do bom comportamento ou competências básicas do aluno, uma boa carta de recomendação deve descrever detalhadamente seu talento e potencial.

Quais são as qualidades ou características pessoais que interessam aos comitês de admissão? Apesar da carta de recomendação não ser um formulário nem um “checklist”, existem algumas qualidades que merecem destaque: → Criatividade

→ Habilidade intelectual → Potencial acadêmico

→ Conhecimento de uma área acadêmica → Iniciativa e habilidade de resolver problemas → Hábitos de trabalho e estudo

→ Motivação para o estudo

→ Potencial para contribuir no futuro → Maturidade emocional

→Adaptabilidade em novas situações →Capacidade de liderança

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

N

a hora de escolher as universidades estrangeiras para as quais você vai se candidatar, obviamente, os rankings e as reputações são importantes, porém, não são os únicos critérios que devem ser utilizados. Há diversos fatores para levar em consideração, e cada um tem um peso diferente para cada pessoa.

A parte acadêmica é fundamental, uma vez que você terá que escolher seu curso em algum momento e a faculdade escolhida deverá oferecê-lo. A quantidade de alunos em sala de aula também é importante quando se quer ter debates diretos com seus professores e colegas de classe. Localização é outro fator a ser observado, pensando na vida social que você deseja ter fora do campus, assim como o preço da faculdade, já que ninguém deseja ser aprovado em uma universidade pela qual não possa pagar. No entanto, ao final do dia, o fator mais importante é o match (“encaixe”) entre o aluno e a universidade – você

COMO ESCOLHER

A FACULDADE

QUE MAIS

COMBINA

COM VOCÊ?

→ Selecionar as universidades para

as quais você vai se candidatar não

é uma tarefa fácil. Somente nos

Estados Unidos há mais de 4.000

faculdades. Veja como começar essa

busca

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COMO ESCOLHER A FACULDADE QUE MAIS COMBINA COM VOCÊ?

passará quatro anos neste lugar e quer ter certeza que é o lugar “certo” para você. Então, se você não se conhece muito bem e não sabe exatamente o que quer, escolher uma faculdade se tornará uma tarefa árdua. As cinco perguntas abaixo podem lhe ajudar a descobrir mais sobre si mesmo e entender qual é a sua faculdade dos sonhos:

1. eu quero ser conHecido pelo meu nome ou como um número?

Você pode até viver em uma cidade grande, mas o seu ciclo de convívio no dia a dia é provavelmente pequeno. Sua turma de 100 pessoas pode parecer grande, mas o campus de uma faculdade pública possui em média 30.000 estudantes. Viver em uma comunidade maior pode ser uma grande oportunidade de se envolver em clubes e projetos diversos. No entanto, para outros, pode ser um pesadelo e uma luta achar seu lugar e tribo certos. Se este for o seu caso, considere faculdades menores como as Liberal Arts Colleges nas quais seu professor vai te conhecer pelo primeiro nome e onde você conseguirá ter um impacto maior, uma vez que o campus é menor. Até mesmo faculdades com nomes que você talvez não tenha escutado antes podem ser “tops” na sua área. Vale lembrar: há universidades excelentes além das 10 primeiras colocadas nos rankings.

2. eu convidaria essas pessoas para o meu casamento? eu me imagino nesse ambiente?

Antes de escolher suas universidades, você precisa falar com ex e atuais estudantes. Muitos deles se sentirão felizes em compartilhar suas experiências universitárias. Se você tiver a oportunidade de visitar a universidade, vá além do tour e almoce na cafeteria, assista a uma aula, vá a uma festa ou pelo menos visite os blogs dos estudantes para entender como é o dia a dia no campus. Nos sites, todas as universidades parecem maravilhosas. Contudo, você precisa ver se realmente consegue se imaginar nesse ambiente e se relacionando com esses estudantes.

3. o que eu farei lá além de frequentar as aulas?

Você estará estudando (muito!) mas também estará se divertindo (bastante!). Tenha certeza de que você sabe o que os estudantes fazem fora da sala de aula. Se você

gosta de se envolver com esportes e torcer bastante para seu time, escolha uma universidade membro da NCAA. Se você quer entrar em uma fraternidade, escolha uma universidade com uma boa “greek life”. Se você não se importa muito com uma comunidade universitária, escolha uma faculdade perto de uma cidade grande para ter uma vida social fora do campus. Quatro anos é bastante tempo para ficar entediado.

4. depois, terei facilidade de conseguir emprego?

A universidade é apenas uma parte da sua jornada na vida e você precisa pensar no que fará depois de concluída a graduação. É imprescindível que você pesquise as estatísticas de contratação e descubra que empresas estão interessadas em quais universidades. É importante também para a faculdade que você consiga um emprego, pois isso faz parte de como elas são avaliadas.

5. vou vestir a camisa da faculdade?

Você, provavelmente, só terá a experiência universitária uma vez, então é bom que faça desta algo inesquecível. Pense se você terá orgulho em ser embaixador da instituição.

*Este texto foi escrito por Annie Kim, fundadora do Dux Institute, instituição que oferece soluções personalizadas para brasileiros interessados em estudar em universidades estrangeiras.

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

O

s rankings universitários permitem a

comparação de instituições de ensino superior com base em diversos indicadores, como a permanência dos alunos nos cursos, as taxas de graduações concluídas e a excelência do corpo docente. Entretanto, cada ranking utiliza critérios diferentes para classificar as universidades, o que pode confundir o aluno na hora de escolher onde estudar. Para que isso não ocorra, é necessário entender o que cada ranking avalia.

Signa Mahung, estudante de Harvard, consultou vários rankings antes de ingressar na faculdade: “Consultando estes estudos, os alunos têm a possibilidade de escolher a universidade que mais se aproxima daquilo que ele procura. A maioria dos estudantes em outros países analisam diversos rankings antes de se candidatar à uma vaga em determinada instituição”, afirma.

ENTENDA OS

RANKINGS

UNIVERSITÁRIOS

INTERNACIONAIS

→ Eles não dizem tudo sobre as

universidades, mas certamente te

ajudarão a fazer a melhor escolha

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ENTENDA OS RANKINGS UNIVERSITÁRIOS INTERNACIONAIS

Veja alguns dos principais rankings mundiais e conheça os métodos que utilizam para classificar as universidades:

times HigHer education (tHe)

A publicação britânica Times Higher Education (THE), responsável pelo World University Rankings, é desde 1994 uma das fontes mais confiáveis na área. As notas dadas às instituições de ensino são baseadas nos seguintes critérios: ENSINO É analisado o ambiente de aprendizagem: número de funcionários em relação ao número de estudantes, corpo docente e quantidade de doutores lecionando na universidade (o que representa 30% da pontuação); PESQUISA Avalia-se o número de pesquisas desenvolvidas e a importância delas (representando 30% da nota geral); CITAÇÕES É considerada a influência das pesquisas feitas pela universidade (o que também representa 30% da nota); IMPACTO NA INDÚSTRIA Analisa-se a capacidade da universidade em ajudar a indústria com inovações, invenções e consultoria (representa 2,5% da pontuação); Internacionalidade: leva em conta a quantidade de funcionários e alunos estrangeiros, além de acompanhar a quantidade de pesquisas com colaboradores internacionais (equivale a 7,5% da nota).

academic ranking of World universities

Outro ranking muito respeitado é o Academic Ranking of World Universities (ARWU), criado pelo Center for World-Class Universities, que utiliza os seguintes indicadores: PREMIAÇÕES O número de ex-alunos e funcionários ganhando prêmios Nobel e medalhas Fields;

CITAÇÃO DOS PESQUISADORES O número de pesquisadores altamente citados selecionados pela Thomson Scientific;

PUBLICAÇÕES EM REVISTAS: o número de artigos publicados em revistas da Natureza e da Ciência;

PUBLICAÇÕES DE ARTIGOS: o número de artigos indexados no Science Citation Index – Expanded e Social Sciences Citation Index;

DESEMPENHO PER CAPITA: o desempenho per capita em relação ao tamanho de uma instituição.

Mais de mil universidades são realmente classificadas por ARWU a cada ano e os melhores 500 são publicadas na web.

qs World university rankings

O QS World University Rankings classifica as 600 melhores universidades do mundo e é um dos rankings mais respeitados, sendo consultado por futuros universitários, profissionais e governos ao redor do mundo. Os rankings do QS são baseados em quatro pilares fundamentais: pesquisa, ensino, empregabilidade e internacionalização. No site do QS há uma ferramenta comparativa para ajudar os estudantes a selecionar a melhor universidade de acordo com o que achar mais importante, como reputação acadêmica, a quantidade de estudantes estrangeiros, citações da universidade em textos científicos, entre outros. → Maturidade emocional

→ Adaptabilidade em novas situações → Capacidade de liderança

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

Q

uem está se pensando em estudar no exterior deve, além de calcular os gastos com o application (provas e taxas das universidades), se preparar para as mensalidades e o alto de custo de vida em algumas cidades. Para te ajudar, o Estudar Fora pesquisou o investimento médio que você terá que fazer para estudar nos principais:

estados unidos

Marta Bidoli, coordenadora da Education USA no Brasil, diz que é difícil estabelecer uma média, mas que o estudante, se não contar com nenhuma bolsa, nem financiamento, vai gastar em torno de US$ 47 mil por ano só com anuidade. Somando os custos de vida, o valor chega próximo a US$ 65 mil por ano.

Se você ainda não sabe quanto vai gastar, uma dica interessante é o site do College Board, que oferece várias ferramentas para calcular os potenciais custos no exterior.

QUANTO CUSTA

ESTUDAR

EM UMA

UNIVERSIDADE

NO EXTERIOR?

→ Prepare o bolso e comece a

economizar desde já. Investimento

pode passar de R$ 165 mil por ano

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QUANTO CUSTA ESTUDAR EM UMA UNIVERSIDADE NO EXTERIOR?

reino unido

Se sua intenção é estudar no Reino Unido uma dica interessante é o site do International Student Calculator. Você pode somar o valor da universidade com gastos como moradia, alimentação, transporte e hobbies. Nos sites das universidades você encontra os valores dos cursos. Para estudar História e Economia em Oxford (UK), por exemplo, você vai ter que investir cerca de 30 mil libras por ano, equivalente a quase R$ 150 mil.

austrália

Segundo Priscila Guerra, analista de marketing da Australian Centre, um estudante que for cursar uma graduação na Austrália terá que investir de AU$ 19 a AU$ 24 mil, equivalente a R$ 39 a R$ 50 mil. Somado a isso, é preciso se preocupar com o custo de vida. “Para um semestre de graduação o estudante irá gastar em torno de R$ 28 mil”, afirma. Tais valores podem variar. “Depende da cidade, universidade, área do curso, tipo de acomodação e quantidade de moradores e estilo de vida levado pelo estudante durante a sua permanência no país”, conta Priscila.

portugal

Segundo Pedro Barrias, do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, o valor cobrado por uma universidade portuguesa para cursos de graduação gira em torno de mil euros por ano, o equivalente a cerca de R$ 3,5 mil. O custo de vida de um estudante no país pode variar de 600 euros a mil euros por mês.

Conforme cartilha oferecida pelo Ciência Sem Fronteiras a estudantes que vão a Portugal “o mais barato é sempre comer nas cantinas das faculdades. Na Universidade do Porto, o preço para estudante é de 2,50 euros”. Quem quer comer fora do campus, vai gastar um pouco mais. Um lanche sai de 2 a 4 euros, um almoço pode variar de 3,50 a 15 euros e um pãozinho de 0,10 a 0,15 euros.

frança

Uma boa dica para você que pretende ir à França é o site da Campus France, agência oficial de promoção do ensino superior francês. Lá você encontra o preço médio das refeições em restaurantes universitários, fast-foods, do jornal e até do cafezinho. Quanto às universidades, todas são públicas, mas isso não quer dizer que elas sejam gratuitas. Para cursos de graduação o valor cobrado não passa de 174 euros por ano, para mestrado 237 euros, e doutorado 359 euros.

canadá

O Canadá é o principal destino de estudantes brasileiros se levarmos em consideração também a busca por cursos de línguas. Para cursar uma graduação no país, você precisa investir de CAD$ 15 a CAD$ 19 mil, ou seja de R$ 38 mil a quase R$ 48 mil. Segundo Rosi Vieira, country manager da Canadian University Application Centre, o custo de vida mensal (acomodação, alimentação e transporte), varia em torno de R$ 3 mil a R$ 4,5 mil.

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Renan Kuntz, 19 anos,

de Toledo (PR), foi aprovado na

University of Tulsa, nos EUA,

onde estuda química.

“Eu sempre quis estudar fora, mas achei que era muito complicado. Embora eu fosse um bom aluno de escola pública, que gostava de participar de olimpíadas científicas, ainda assim achava que não tinha o perfil. Até que um dia, resolvi procurar no Google o que era preciso para fazer faculdade fora. Apliquei para o Personal Prep (programa da Fundação Estudar de preparação para universidade da fora) e fui aprovado. A partir disso, comecei a pesquisar os sites das universidades. A Fundação Estudar foi o meio principal para eu conseguir chegar onde eu cheguei. O processo de application (candidatura) nos EUA é muito diferente do vestibular do Brasil, e ter uma organização por trás que possa te ajudar é fundamental. Muita gente ainda acha que o aluno precisa ser gênio para estudar fora. Não, você não precisa ser gênio, mas precisa trabalhar muito. A minha dica é: foque naquilo que você gosta de fazer. Se você gosta de animais, procure liderar programas de ajuda aos animais, por exemplo. É preciso aliar o que você gosta de fazer com algo que gere impacto na sociedade.”

E

m 2013, cinco jovens brasileiros decidiram incluir um mesmo item em suas listas de resoluções de ano novo: ser aprovado em uma universidade de excelência no exterior. Em março de 2014, começaram a receber as cartas de aprovação e, em julho, embarcaram rumo às instituições de seus sonhos. Como eles chegaram lá? É isso o que o Estudar Fora foi descobrir!

A seguir, eles contam como se destacaram de outros milhares de candidatos e conseguiram uma vaga na escola dos sonhos. O segredo, segundo eles, é trabalhar duro. “Não é preciso ser gênio, mas é preciso muita dedicação”, são unânimes em dizer. Veja:

JOVENS

CONTAM COMO

CHEGARAM LÁ E

DÃO DICAS PARA

VOCÊ TAMBÉM

CONSEGUIR

→ "Não é preciso ser gênio, mas é

preciso muita dedicação", dizem.

Inspire-se!

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JOVENS CONTAM COMO CHEGARAM LÁ E DÃO DICAS PARA VOCÊ TAMBÉM CONSEGUIR

Jonatan Oliveira, 18 anos,

de Barbalho (CE), foi aprovado

na University of Evansville, onde

estuda relações internacionais e

ciência política.

“Participei de dois programas que foram fundamentais para que eu decidisse estudar fora. Um deles foi o Oportunidades Acadêmicas, da Education USA, e o outro foi o programa Jovens Embaixadores, coordenado pela Embaixada dos Estados Unidos. A dica que eu dou é: o quanto antes, procure saber tudo que é necessário para o processo de application. Você precisa ter tempo para se preparar. Na minha opinião, o ideal é que você esteja cursando o segundo ano do ensino médio, porque se você deixar para o terceiro ano ficará muito apertado e talvez você não tenha tempo suficiente. Acredito que para as universidades americanas o fator determinante é que você seja um aluno que vai além da sala de aula. Não basta ser um bom aluno; você precisa fazer atividades extracurriculares, participar de organizações, liderar grupos. Nota boa não é suficiente.”

Bárbara Cruvinel, 19 anos,

de Santos (SP), foi aprovada em

Yale, onde estuda física.

“Eu participava muito de olimpíadas científicas no ensino médio, mas foi uma olimpíada em especial que me fez perceber que eu gostava de física. Na época, eu tinha 16 anos e decidi que queria estudar no exterior para seguir a carreira de pesquisadora. Comecei a olhar os sites das universidades, as exigências de cada uma, o perfil de alunos que elas desejam… As universidades querem alunos pró-ativos, que vão atrás do que desejam! Numa dessas pesquisas, encontrei o ILRIO (programa que deu origem ao Personal Prep) e apliquei. Fui aceita e, a partir de então, passei a contar com o apoio de uma mentora, que me ajudou muito ao longo de todo o processo. Tem gente que tem potencial, mas sem ajuda de alguém que possa te orientar com as essays (redações) fica difícil. No meu caso, a fase de application foi bem conturbada porque eu estava participando de olimpíadas internacionais, fazendo vestibular no Brasil e ainda tinha o SAT. Tudo ao mesmo tempo! Eu não acho que participar de olimpíadas sejam uma exigência das universidades, mas você precisa ser um aluno que cria as suas próprias oportunidades. Vá em busca de programas simulados da ONU, faça trabalhos voluntários, encontre algo que você gosta de fazer e faça!”

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

Larissa Gama de Paula, 18

anos,

Rio de Janeiro (RJ),

foi aceita no Bryn Mawr

College, onde estuda relações

internacionais.

“Estudei no Colégio Militar do Rio e costumava assistir a palestras do Education USA. Mas, sinceramente, achava que era impossível até um amigo meu, da mesma escola, ser aprovado em cinco universidades norte-americanas. Então, decidi aplicar e levei todo o processo muito a sério. É fundamental ser específico nas redações e mostrar para a universidade exatamente aquilo que você busca. Não seja genérico, diga: quero aquela atividade com aquele professor. Seja direto! Muitos se preocupam com a nota do SAT, mas o espaço para você mostrar quem realmente é são as essays. Eu nunca participei de olimpíadas, mas tenho certeza que é fundamental fazer uma atividade extracurricular. No meu caso, fazia balé todos os dias da semana, e tinha dias que eu também fazia equitação. Eu era muito engajada nas coisas que eu gostava. Acho que isso fez com que eu conseguisse demonstrar para a universidade que sou uma pessoa pró-ativa e que consegue lidar bem com o tempo. Deu certo e hoje estou muito feliz!”

Lawrence Lin Murata, 20 anos

de São Paulo (SP), foi aceito

em Stanford, onde estuda

engenharia.

“O processo de preparação para faculdades americanas envolve muita reflexão sobre seus projetos e sua

personalidade. Você precisa saber a melhor forma de colocar as suas qualidades no papel. Ter um excelente desempenho acadêmico durante o ensino médio é fundamental, mas, especialmente para as faculdades mais competitivas, é necessário também saber se destacar fora da sala de aula. No meu caso, ter iniciativa foi essencial. Sempre que eu tinha vontade de participar de algum projeto que não existia na minha escola, conversava com professores e coordenadores para entender como eu poderia começar aquilo. Antes da faculdade, realizei diversos projetos: criei uma organização para arrecadar doações por meio de artes; quando criança, criei um software financeiro para ajudar a mim e meus irmãos a economizar nosso dinheiro. As faculdades americanas também valorizam alunos que são “well-rounded”, ou seja, que têm interesse em áreas diferentes. Na parte de provas, entender como funciona o SAT é essencial, já que é muito diferente do Enem e de tudo o que estamos acostumados no Brasil”

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A

s instituições a seguir auxiliam com orientação, bolsas de estudos e bolsas para a preparação para a graduação ou a pós no exterior: Alexander von Humboldt Foundation

American Association of University Women Agência Espanhola de Cooperação Internacional CAPES (Coord. de Aperf. de Pessoal de Nível Superior) CNPq (Conselho Nac. de Desenv. Científico e Tecnológico) Conselho Britânico (The British Council)

Consulado Geral da França Consulado Geral do Japão Consulado Geral da Suíça

Daad (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) Embaixada da Argentina no Brasil (Programa Mutis) Embaixada da Austrália

Embaixada do Canadá Embaixada da Itália Embaixada de Portugal

FAPEMIG Fund. de Amparo à Pesquisa do Estado de MG FAPESP – Fund. de Amparo à Pesquisa do Estado de SP Fundação Alexander S. Onassis

Fundação Araucária Fundação Ford

Fundação Internacional Matsumae Fundação Nieman

Fundação Volkswagen

Guggenheim Memorial Foundation Hubert H. Humphery Fellowship Program Instituto Camões Instituto Ling Instituto Renvall Nuffic Rotary International WWF-Brasil

ONDE

CONSEGUIR

APOIO PARA

ESTUDAR

FORA

→ Veja uma lista de outras

organizações que podem te ajudar

a conseguir bolsas de estudos

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ESPECIAL GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

textos

Carolina Campos, Giana Andonini e Lecticia Maggi

revisão

Lecticia Maggi

design

Imagem

Referências

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