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BC ELEVA SELIC A 2,75%, PRIMEIRA ALTA EM 6 ANOS - Mesmo com a atividade econômica
de novo em queda por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus, o Banco Central elevou ontem a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,75 ponto porcentual, para 2,75% ao ano. O ajuste veio acima do esperado pelos analistas, para tentar conter a alta persistente dos preços. Por causa da ameaça de descontrole de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também indicou que haverá nova rodada de aperto dos juros em maio. O aumento foi o primeiro em quase seis anos - a última alta tinha ocorrido em julho de 2015. Desde agosto do ano passado, a Selic estava em 2% ao ano, menor nível da história. A guinada na política do Banco Central veio 21 dias após a sanção da autonomia formal do órgão pelo presidente Jair Bolsonaro. (OESP/AE)
PARA ANALISTAS, BC FICOU SEM SAÍDA AO VER INFLAÇÃO E DÓLAR ALTOS - A decisão
do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de elevar os juros básicos em 0,75 ponto surpreendeu a maior parte dos analistas, que esperavam um aumento menor da Selic. Na visão de economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, no entanto, a medida demonstra a preocupação do BC em lidar com a alta de preços e do dólar e era inevitável - embora haja divergências sobre a velocidade desse aumento. Para José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), e ex-diretor do BC, apesar de a entidade entender que os choques recentes na economia são temporários, eles estão em uma dimensão relevante, e o quadro para a inflação se tornou preocupante. “Quando se olha o comportamento dos preços ao produtor, a alta é substancial.” Ele completa que a questão fiscal no Brasil também é preocupante e que há uma falta de apetite pelo enfrentamento desse problema. “Principalmente para conter a evolução das despesas obrigatórias. E há sinais de traços de populismo na condução da política econômica.” Já a consultora econômica Zeina Latif diz que o movimento do BC poderia ter sido mais modesto, para acompanhar os desdobramentos da economia. Ela também avalia que a eficácia da alta de juros será baixa. “No curto prazo, o dólar deve recuar, mas os principais fatores para o descolamento do dólar são a questão fiscal, a falta de uma agenda de governo e a incompetência para lidar com a pandemia. A tendência é termos um aperto mais forte dos juros do que se imaginava.” (OESP/AE)
ESPECIALISTAS PEDEM CAUTELA A INVESTIDOR - A alta de 0,75 ponto porcentual da Selic,
que passou para 2,75% ao ano, não deve provocar mudanças significativas de modo imediato, mas sinaliza um possível início de reconfiguração dos investimentos em termos de rentabilidade no País. Neste sentido, especialistas ouvidos pelo E-Investidor, serviço de finanças pessoais do Estadão, recomendam cautela antes de qualquer decisão. Por conta da queda brusca nos juros, os ativos de renda fixa foram bastante prejudicados nos últimos meses, uma vez que muitos utilizam a taxa básica de juros como uma referência para devolver os ganhos dos recursos aplicados. Em muitos casos, o retorno real está hoje negativo, quando descontada a inflação. Outro efeito direto até então do corte da Selic foi o boom de novos investidores pessoa física na Bolsa de Valores brasileira, que atingiu a base de 3,261 milhões de CPFs em dezembro do ano passado. No mesmo período de 2019, essa marca era de 1,690 milhão de clientes. Diante desse cenário, os especialistas afirmam que a alta da Selic não deverá provocar uma debandada de
País Hora Indicador
Tendências Mercado
BR 08:00 FGV: segunda prévia do IGP-M (mar) 2,42%
EUA 09:30 Indicador Philadelphia Fed (mar) 23,1
EUA 10:30 Pedidos de auxílio-desemprego
JPN 23:30 Reunião de política monetária (BoJ) -0,10%
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volta à renda fixa, uma vez que muitos títulos dessa classe de investimentos já possuíam taxas que abarcavam a expectativa de alta dos juros básicos. (OESP/AE)
Finanças públicas
BOLSONARO ENTRE GUEDES E MICHELLE - Um projeto que classifica a visão monocular
(cegueira de um dos olhos) como deficiência para todos os efeitos legais virou um problema para o presidente Jair Bolsonaro. Aprovada no Congresso, a proposta conta com o apoio da primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas pode se tornar uma bomba fiscal a explodir no colo do governo e dar margem até mesmo para a abertura de um processo de impeachment. O texto, que aguarda a sanção presidencial, abre caminho para que essas pessoas peçam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda no valor de um salário mínimo por mês - R$ 1,1 mil. Em análises preliminares, técnicos do governo estimam que cerca de 400 mil pessoas poderiam se habilitar ao benefício, a um custo de pelo menos R$ 5 bilhões ao ano. O rombo pode ser ainda maior porque o levantamento considera o critério formal para a concessão do BPC: renda de até um quarto de salário mínimo por pessoa, ou atuais R$ 275. Mas o benefício é um dos mais judicializados, e é comum brasileiros com renda superior, de até meio salário (R$ 550), conseguirem a ajuda. Além disso, a sanção do projeto poderia ter impacto na aposentadoria de pessoas com deficiência, que tem regras mais brandas do que para trabalhadores em geral. (OESP/AE)
IGREJAS VÃO TER AS DÍVIDAS PERDOADAS - Com aval do presidente Jair Bolsonaro, o
Congresso derrubou um veto do próprio chefe do Planalto para anular dívidas tributárias de igrejas acumuladas após fiscalizações e multas aplicadas pela Receita Federal. Conforme o Estadão/Broadcast revelou em setembro, o valor do “perdão” seria de quase R$ 1 bilhão. Documento enviado pela liderança do governo aos parlamentares nesta semana estima a renúncia tributária de R$ 1,4 bilhão nos próximos quatro anos. De estoque acumulado em anos anteriores, devem ser revistos R$ 222 milhões. A proposta alvo do veto exclui as igrejas do rol de contribuintes da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ampliando o alcance da imunidade prevista na Constituição. Além disso, perdoa as dívidas acumuladas com esse tributo no passado. Na Câmara, o placar para a derrubada do veto foi de 439 a 19. No Senado, 73 votaram para o perdão e apenas o senador Romário (Podemos-RJ) votou para que o veto de Bolsonaro fosse mantido. Bolsonaro vetou a medida com o argumento de que o dispositivo foi aprovado sem compensação fiscal e a sanção poderia ser classificada como crime de responsabilidade - dando margem para um processo de impeachment. Mas, por outro lado, se manifestou favorável à não tributação de templos e estimulou a derrubada do próprio veto. (OESP/AE)
ELETROELETRÔNICOS TÊM BENEFÍCIO DE CORTE DE IMPOSTO - O governo anunciou ontem
a redução do imposto de importação sobre eletroeletrônicos e bens de capital. A medida, que passa a valer em sete dias após a publicação da resolução, deve beneficiar empresas, na compra de máquinas e equipamentos para a produção, e consumidores, na aquisição de telefones celulares e computadores. A tarifa de importação desses itens varia hoje entre zero e 16%. Com a decisão do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a taxa máxima será de 14,4%. Uma máquina que hoje paga 10% de imposto, por exemplo, passará a pagar 9%. Além disso, produtos que hoje pagam 2% de imposto terão a alíquota reduzida para zero. Segundo o Ministério da Economia, produtos como aparelhos celulares e notebooks terão a alíquota de imposto de importação reduzida de 16% para 14,4%. A taxa de equipamentos médicos de raio X e microscópios óticos cai de 14% para 12,6%. Também terão suas alíquotas reduzidas máquinas para panificação e fabricação de cerveja. “Outro benefício será a redução do custo logístico e da construção civil, por meio da redução das alíquotas de guindastes, escavadeiras, empilhadeiras, locomotivas e contêineres, entre outros itens”, afirma o Ministério da Economia. (OESP/AE)
Setorial
NOVO MARCO DO GÁS PODE DESTRAVAR R$ 380 BI EM INVESTIMENTOS NO PAÍS - A
aprovação do novo marco regulatório de gás permitirá a entrada de novos competidores, ajudará a atrair investimentos para o setor e a diminuir custos para indústria e consumidores, na avaliação de entidades empresariais e especialistas. A lei foi aprovada na madrugada de ontem e segue
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para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Cálculos do economista e sócio fundador da Inter.B Consultoria, Cláudio Frischtak, indicam um potencial de R$ 381 bilhões em investimentos no País nos próximos dez anos. A conta inclui aportes em infraestrutura e em projetos industriais em vários setores, impulsionados pela queda do preço do gás a reboque das novas regras. “Há estimativas de que uma redução dos preços de gás natural entre 33% e 55% fomentaria investimentos da ordem de US$ 60 bilhões (R$339 bilhões) em projetos industriais nos setores de siderurgia, pelotização de minério de ferro, alumínio, química, cerâmica, vidro, papel e celulose”, afirma Frischtak. Na área de infraestrutura, o estudo considera os cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que estima investimentos de R$ 42,1 bilhões em 13 projetos, em áreas como escoamento, transporte e regaseificação. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor tem potencial para se tornar um grande consumidor de gás natural, com a possibilidade de triplicar a demanda em uma década em um cenário de queda dos preços pela metade. “A abertura do mercado à competição e a queda do preço do gás natural de forma consistente são cruciais para o País superar a grave crise provocada pela Covid-19”, afirmou, em nota, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. (OESP/AE)
EXECUTIVOS VEEM LUCRO EM AGENDA SUSTENTÁVEL - Na América Latina, a percepção de
que sustentabilidade não traz retorno financeiro parece estar ficando no passado. Um estudo realizado pela SAP, empresa de softwares de gestão, em parceria com a CIO Research e a Seekment, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, mostra que, para 60% dos executivos de quatro grandes economias da região, inclusive o Brasil, a sustentabilidade, seja ela ambiental, social ou de governança, pode trazer ganhos reais. “Antigamente era uma troca, e ainda tem muito dessa percepção. Mas não necessariamente fazer o correto significa pagar mais caro”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP para América Latina e Caribe. “Há os custos indiretos, de reputação. Quando você consegue valorizar o produto como sustentável para o cliente final, tem um ganho de percepção de marca muito maior.” Realizado com 455 presidentes e executivos da América Latina, entre outubro e novembro do ano passado, o levantamento mapeia a tomada de decisão sobre temas delicados em um momento de estresse para as operações das companhias, em plena pandemia da covid-19. Entre os ouvidos para a pesquisa, 47% são executivos de empresas produtoras de bens, como petroleiras, mineradoras e a agroindústria. (OESP/AE)
CONSTRUTORA ODEBRECHT BUSCA SÓCIO E NOVAS OBRAS PARA SE REERGUER - Quase
seis anos após a prisão de Marcelo Odebrecht, que marcou o declínio do império baiano, o grupo tenta reerguer sua construtora, com novas obras e um possível sócio para ajudar a financiar a retomada. Nos últimos anos, depois que a Operação Lava Jato desmantelou o esquema de corrupção entre as construtoras, a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) viu seu faturamento e carteira de obras minguarem rapidamente enquanto uma série de problemas financeiros surgiam, como o vencimento de dívidas. Hoje, com a reestruturação financeira concluída, a empresa tenta virar a página, superar a imagem arranhada e conquistar novos contratos de obras. O recomeço parte de um novo patamar - bem distante dos tempos áureos dos megaempreendimentos de infraestrutura que tornaram a companhia uma das gigantes do mundo no setor. Em 2014, impulsionado pelas obras da Copa do Mundo e da Olimpíada, o faturamento da construtora alcançou R$ 32,4 bilhões. No ano passado, as receitas representaram 10% desse montante - a empresa faturou US$ 600 milhões (R$ 3,3 bilhões, pela cotação do dólar de ontem). Com as seis obras conquistadas nos últimos 12 meses, o presidente da empreiteira, Marco Siqueira, espera dobrar esse montante em 2021, para US$ 1,1 bilhão (R$ 6 bilhões). (OESP/AE)
BTG COMPRA FINTECH E PLANEJA MAIS DUAS AQUISIÇÕES - Dois meses depois de fazer
sua segunda capitalização na Bolsa de Valores em menos de um ano, quando colocou mais R$ 2,5 bilhões no caixa, o BTG Pactual mostrou que seguirá dando tração na trajetória de expansão de sua unidade de varejo digital. Com a compra da fintech de consolidação de investimentos Kinvo, sexta aquisição para reforço de sua plataforma, o banco prevê até mais duas compras para deixar a estrutura mais adequada para capturar o crescimento desse mercado, que vem avançando a passos largos com os juros baixos no País, o que deve seguir mesmo com a alta da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de ontem.Pela Kinvo, que possui mais de 700 mil usuários, com R$ 120 bilhões em investimentos cadastrados, o BTG desembolsou R$ 72 milhões. “Essa aquisição está muito alinhada com o que tem sido o nosso foco de expandir nossas operações de varejo digital, ter escala, ganho de eficiência e produtividade”, diz o sócio do BTG responsável pela plataforma digital de investimentos, Marcelo Flora. Segundo o executivo,
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depois de uma série de aquisições que ajudaram a fortalecer a plataforma digital e cerca de R$ 1 bilhão investidos em tecnologia desde 2014, quando o projeto começou a ser desenhado, com “mais uma ou duas aquisições” a plataforma estará com a estrutura que o banco considera ideal. Existe uma potencial aquisição na mesa, conta Flora, que está sendo analisada desde 2018. (OESP/AE)
Mercados
ÍNDICE BOVESPA SOBE 2,22%, E DÓLAR RECUA A R$ 5,5861 - A afirmação do presidente
do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, de que a instituição não está próxima de reduzir o estímulo monetário na economia dos Estados Unidos impulsionou o apetite global por risco ontem. Embalado pelo bom desempenho das bolsas de Nova York, diante da manutenção dos juros baixos nos EUA e pelo fato de o governo de São Paulo ter adiado o anúncio de medidas ainda mais restritivas à circulação, o Índice Bovespa encerrou o dia em alta de 2,22%, aos 116.549,44 pontos. Em Wall Street, Dow Jones subiu 0,58%, S&P 500 avançou 0,29% e Nasdaq teve alta de 0,40%. A avaliação de Powell de que a pressão inflacionária nos EUA é temporária levou o dólar a se enfraquecer no mundo todo. A divisa americana encerrou o pregão com perda de 0,59%, cotada a R$ 5,5861. Em linha com os demais ativos e à espera da decisão de política monetária do Banco Central - anunciada após o encerramento dos negócios -, os juros avançaram com a fala de Powell. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subiu a 4,295%, de 4,276%, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2027 foi de 7,884% para 7,910%. (OESP/AE)
Política e Congresso
PARA 56%, BOLSONARO É INCAPAZ DE LIDERAR O PAÍS - A parcela da população que
acredita que o presidente Jair Bolsonaro não tem capacidade de liderar o País cresceu de 50% em janeiro para 56% em março, segundo pesquisa do Instituto Datafolha publicada pela Folha de S.Paulo. No mesmo período, avançou de 42% para 46% a proporção de brasileiros favoráveis à instauração de um processo de impeachment contra o presidente pelo Congresso Nacional. Já a proporção dos que são favoráveis à renúncia do mandatário subiu de 45% para 47%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. (FSP/AE)
BOLSONARO É ALVO DE RECORDE DE PEDIDOS DE INVESTIGAÇÃO - Os pedidos para a
Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar presidentes bateram recorde na gestão de Jair Bolsonaro. Foram 93 representações registradas desde a posse, em 2019, segundo dados obtidos pelo Estadão/Broadcast por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O número supera a soma do que foi apresentado contra a petista Dilma Rousseff (36) na reta final de seu governo e toda a gestão do emedebista Michel Temer (53). Em comum está o fato de a maior parte das apurações ter parado no arquivo antes de se tornar um inquérito. Embora apenas três representações contra Bolsonaro não estejam em sigilo, é possível associar a alta com a escalada da pandemia de covid-19 no País, quando a gestão do governo federal no enfrentamento da doença passou a ser contestada. De cada três pedidos de investigação, dois foram apresentados a partir de março do ano passado. O número de pedidos de impeachment do presidente também cresceu no período - até agora, são 74 no total. Parlamentares de partidos de oposição, como PSOL e PT, assinam algumas destas representações em que cobram a atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, responsável por investigar o presidente da República. Nelas, acusam o chefe do Executivo de infrações a medidas sanitárias por não usar máscara, crime de responsabilidade e até genocídio. Essas denúncias são autuadas pelo Ministério Público Federal como notícia de fato, nomenclatura usada para registrar qualquer demanda apresentada contra autoridades. (OESP/AE)
"JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA" EXPLICA NÚMERO, DIZ ARAS - O procurador-geral da
República, Augusto Aras, atribuiu o aumento no número de representações recebidas pela PGR contra o presidente Jair Bolsonaro ao que chama de “judicialização da política”. “Grupos e partidos formulam representações contra fatos dos quais discordam, alguns eventualmente delituosos, outros, não. Cabe ao Ministério Público analisar cada caso tecnicamente para evitar ser transformado em um instrumento de disputa política. Isso sempre foi assim, como indicam os números de meus antecessores”, disse Aras, por meio de assessoria. Ele afirmou ainda que nem sempre as representações são fundamentadas, o que explica o alto índice de arquivamentos. “Um mesmo fato é objeto de várias representações, de parlamentares e cidadãos que têm o direito de
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peticionar, sem obrigação de saber, tecnicamente, se o seu relato descreve um delito ou não. Na maioria das vezes, não, como demonstram os números de diferentes gestões na PGR”, completou o procurador-geral. Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou. (OESP/AE)
GOVERNO DÁ AVAL A PENA MAIOR POR INJÚRIA - O presidente Jair Bolsonaro fez acordo
com o Congresso para derrubar seus próprios vetos ao pacote anticrime, aprovado em 2019. Agora, uma das propostas resgatadas aumenta a pena para crimes contra a honra, como injúria e difamação, quando cometidos pela internet. A articulação ocorre no momento em que Bolsonaro é alvo de críticas nas redes sociais pela condução da crise da covid-19. Os deputados rejeitaram ontem 15 vetos do presidente ao pacote anticrime, como ficou conhecido o projeto de lei apresentado pelo então ministro da Justiça, Sérgio Moro. A análise dos vetos, porém, ainda precisa passar pelo Senado, que adiou a votação para a próxima semana. A proposta de Moro acabou desfigurada pelo Congresso em 2019, no primeiro ano do governo. Em dezembro daquele ano, Bolsonaro sancionou medidas com as quais Moro discordava, como a criação do juiz de garantias e mudanças nas regras de delação premiada e prisão preventiva, pilares da Lava Jato. Agora, na prática, o presidente deu aval para a retomada de medidas anteriormente aprovadas no Congresso, que ele próprio havia barrado. Uma delas triplica a pena para crimes contra a honra cometidos pela internet. (OESP/AE)
PF ABRE INQUÉRITO POR OUTDOORS ANTI-BOLSONARO - O sociólogo e professor Tiago
Costa Rodrigues é alvo de investigação da Polícia Federal por ter organizado a instalação de dois outdoors críticos ao governo de Jair Bolsonaro em Palmas, no Tocantins. Rodrigues criou uma vaquinha online e arrecadou R$ 2,3 mil usados na divulgação das peças em agosto do ano passado. Um deles continha a frase “Cabra à toa, não vale um pequi roído. Palmas quer impeachment já” e o outro, “Aí mente! Vaza Bolsonaro, o Tocantins quer paz”. O dono da empresa contratada para o serviço, Roberval Ferreira de Jesus, também passou a ser investigado. “Tempos sombrios que vivemos. Estamos vivendo um estado policialesco que utiliza do seu aparato para coagir livres manifestações populares como a nossa”, disse Rodrigues, que é dirigente do PCdoB local, ao Estadão/Broadcast. O caso foi revelado pelo Jornal do Tocantins. A investigação começou em meados do ano passado, após um simpatizante de Bolsonaro acionar a PF e pedir a investigação dos dois com base na Lei de Segurança Nacional. Comum no Tocantins, a expressão “pequi roído” se refere a algo sem valor. (OESP/AE)
TJ-RJ CONCEDE ALVARÁ DE SOLTURA DE QUEIROZ - O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ)
expediu ontem os alvarás de soltura de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e de sua mulher, Marcia Oliveira de Aguiar. Eles cumpriam prisão domiciliar e foram beneficiados após decisão tomada anteontem pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para os ministros do STJ, a prisão vigorava por tempo excessivo. Os alvarás foram assinados pelo desembargador do TJ do Rio Milton Fernandes de Souza. O magistrado ainda vai avaliar se aplica ao casal medidas restritivas, como a obrigatoriedade de se apresentar periodicamente em juízo. Também ontem, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, confirmou a decisão do STJ que mandou soltar Queiroz e Márcia. Queiroz foi denunciado com Flávio sob acusação de participar de “rachadinhas” (apropriação ilegal de parte dos salário dos servidores). Segundo o Ministério Público do Rio, Flávio Bolsonaro mantinha o esquema em seu gabinete, quando era deputado estadual no Rio. O parlamentar, eleito senador em 2018, nega as acusações, que atribui à “perseguição política” para atingir o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. (OESP/AE)
DORIA BUSCA AGENDA POSITIVA E REDUZ ICMS - Pressionado de um lado por entidades
como o Ministério Público Estadual a decretar lockdown contra o coronavírus em São Paulo e, de outro, por grupos bolsonaristas que chegaram a fazer um protesto no fim de semana contra as restrições, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou ontem um pacote de auxílios econômicos para o enfrentamento da pandemia. Doria optou por uma agenda positiva após indicar, na parte da manhã, que poderia determinar novas medidas de restrição à circulação. O pacote incluiu isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para leite e redução da alíquota sobre o preço da carne, garantia de que água e gás dos comércios fechados não seja cortada e mais duas linhas de crédito - que totalizam R$ 150 milhões - para dar suporte financeiro aos comerciantes atingidos pelas determinações de fechamento. As medidas para a proteção econômica serviram também para Doria renovar as críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro. “Destaco que o papel preponderante de apoio à economia é do governo federal”,
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disse o tucano, complementando que o País tem “urgência” na implementação do auxílio emergencial, de medidas de proteção ao emprego e linhas de crédito com juros baixos. Ele disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deveria ser questionado sobre o aumento da inflação. (OESP/AE)
TCU VAI APURAR GASTOS DAS FORÇAS ARMADAS - O Tribunal de Contas da União (TCU)
vai investigar os gastos realizados pelas Forças Armadas com alimentos e bebidas. A Corte que assessora o Congresso acatou representação feita por deputados do PSB, a partir de levantamento realizado pela própria legenda no Painel de Preços do Ministério da Economia. A pesquisa identificou uma série de compras de itens nobres, como picanha e cervejas especiais, com preços acima dos praticados pelo mercado. “Os Comandos das Forças Armadas iniciaram e concluíram processos de compras de 80.016 unidades de cerveja e de 714.700 quilos de carne bovina do tipo picanha, itens que, associados, revelam falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público”, diz a representação dos parlamentares. Reportagem publicada em fevereiro pelo Estadão/Broadcast mostrou que o cardápio de itens de luxo consumidos pelas Forças Armadas é mais amplo. Os dados oficiais revelam que o consumo também incluiu, no ano passado, milhares de quilos de lombo de bacalhau, garrafas de uísque 12 anos e de conhaque. O deputado Elias Vaz de Andrade (PSB-GO), um dos autores da representação, disse que a decisão do TCU “é o reconhecimento de que há realmente irregularidades graves” nesses processos de compra. (OESP/AE)
"DIFERENÇAS NA ESQUERDA SÃO MENORES DO QUE AS COM BOLSONARO" - Após
disputar a eleição presidencial de 2018 e a Prefeitura em 2020, o líder do MTST, Guilherme Boulos, de 38 anos, se consolidou como um líder nacional do PSOL. Cotado para representar o partido novamente numa disputa presidencial, ele disse que a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cenário eleitoral “altera o jogo” para 2022. “A política que eu e muita gente no PSOL defende é de construir unidade. Não dá para ter táticas eleitorais como se o Brasil estivesse andando normalmente”, disse ele ao Estadão/Broadcast. “Tem de ter juízo e responsabilidade de colocar os projetos pessoais em segundo plano diante da necessidade do País superar este pesadelo.” Estadão/Broadcast - O PSOL, pela primeira vez, trava um debate interno sobre a possibilidade de apoiar Lula em 2022. Como a entrada do ex-presidente no tabuleiro eleitoral muda o cenário para a esquerda? Esse debate ainda não começou no PSOL. Nosso foco agora é debater 2021, é construir uma unidade de ação da oposição para enfrentar os dilemas de 2021. É claro que isso tem impacto nas eleições de 2022. (OESP/AE)
MEIRELLES ARTICULA CANDIDATURA AO SENADO - Depois de gastar R$ 54 milhões do
próprio bolso na campanha presidencial de 2018, quando foi o maior doador pessoa física da história e recebeu 1,2% dos votos, o ex-ministro da Fazenda (governo Michel Temer) e atual secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, planeja, agora, aos 75 anos, um voo político mais modesto para as eleições de 2022. Embora seja cauteloso ao tratar do assunto, Meirelles disse ao Estadão que deixou o MDB e voltou para o PSD porque “considera o convite” feito pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, e por dirigentes locais para disputar uma vaga no Senado por Goiás, sua terra natal. Pelo plano traçado no PSD, Meirelles faria uma dobradinha com o governador Ronaldo Caiado (DEM), que é um dos poucos aliados do presidente Jair Bolsonaro no plano nacional e tentará se reeleger no ano que vem. Caiado, na avaliação de Meirelles, vem fazendo um “trabalho correto” no enfrentamento da pandemia da covid-19. “O Meirelles sempre teve muita afinidade com o PSD e foi um dos fundadores do partido. O sonho dele sempre foi representar Goiás na vida pública”, afirmou Kassab. A disputa pelo Senado deverá ser a terceira investida eleitoral de Meirelles. A primeira foi em 2002, quando foi eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás. Durante o período em que esteve à frente do Banco Central (governo Lula) e do Ministério da Fazenda, na gestão Temer, o ex-presidenciável ganhou fama de “articulador hábil” e “paciente” com o Congresso Nacional. (OESP/AE)
Covid-19
COLAPSO - BRASIL ENFRENTA SUA MAIOR CRISE SANITÁRIA - Pela primeira vez, a média
móvel diária de mortes por covid-19 ficou ontem acima dos 2 mil óbitos no País, no 19º recorde consecutivo. A pandemia, classificada pela Fiocruz como “o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil”, se caracteriza pela junção de fatores: alta sem controle de casos, superlotação de leitos de UTI em todo o País, o que leva muitos pacientes à fila de espera por
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uma vaga que às vezes não chega, vacinação em ritmo lento e, por fim, o agravamento da crise sanitária de forma simultânea em todas as regiões. Das 27 unidades da Federação, 25 Estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação dos leitos de UTI para casos de covid-19 acima de 80%. Com índices de isolamento muito baixos e sem seguir o exemplo de nações que adotaram medidas drásticas de confinamento e reduziram infecções, brasileiros já são barrados em mais de 100 países. (OESP/AE)
TOTAL DE ÓBITOS PODE CHEGAR A 4 MIL POR DIA ATÉ O FIM DE ABRIL - O número de
mortos por covid-19 pode chegar a 4 mil por dia até o fim de abril. A previsão é da Rede Análise Covid - que reúne especialistas de diferentes áreas para interpretar os dados oficiais sobre a pandemia. A análise coincide com avaliação da Fiocruz. Em boletim extraordinário, a instituição afirmou que o Brasil vive “o maior colapso sanitário e hospitalar da história” (veja ao lado). Para reduzir o impacto da tragédia, dizem especialistas, medidas severas de restrição de circulação devem ser adotadas imediatamente. Pela primeira vez desde o início da epidemia no País, os números de novos casos e mortes pela covid crescem exponencialmente em todos os Estados. Esse é um indicador importante de que a doença está fora de controle, segundo o coordenador da Rede Análise Covid, o cientista Isaac Scharstzhaup. (OESP/AE)
ISOLAMENTO SOCIAL NO PAÍS ESTÁ EM 34,4% - Apesar do aumento de casos de covid-19,
pressão nos hospitais e Estados anunciando medidas restritivas, os índices de isolamento social no Brasil ainda estão distantes dos 70% preconizados por especialistas para frear a disseminação do vírus. Segundo dados do Monitor Estadão/Inloco o índice no País estava em 34,4% anteontem. O Estado do Pará registra o índice mais alto de isolamento, com 42,8%. No fim do ranking, estão Espírito Santo (31,2%), Mato Grosso do Sul (31%) e Santa Catarina (30,3%). São Paulo teve taxa de 33,5%. No caso do Estado de São Paulo, o índice também é monitorado pelo Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo (SIMI-SP), que nesta terça-feira apontou 44% de isolamento. A diferença está na metodologia. Enquanto os dados oficiais são baseados em sinais capturados pelas antenas de operadoras de telefonia, os analisados pelo Monitor Estadão/Inloco partem de informações obtidas diretamente de sensores presentes nos sinais de GPS e Wi-Fi de aparelhos celulares - um modelo reconhecido por entidades da área de computação, como a Conference on Economics and Computation e o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), nos Estados Unidos. (OESP/AE)
SP: IMUNIZAÇÃO NA FAIXA DOS 72 ANOS COMEÇA AMANHÃ - O governador de São Paulo,
João Doria (PSDB), anunciou ontem que a vacinação para idosos entre 72 e 74 anos foi antecipada em três dias e terá início amanhã. Como as doses são limitadas, a vacinação continua em ordem decrescente de idade, atingindo o público a partir de 71 anos no dia 29. Para receber a vacina, o idoso deve apresentar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), a carteira de vacinação e o Cartão SUS, se tiver. Não é necessário agendar horário, mas as datas destinadas para cada faixa etária precisam ser respeitadas. Até o momento, duas vacinas estão sendo aplicadas no Brasil: a Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Butantã, e a Covishield, da farmacêutica AstraZeneca com a Universidade de Oxford. “Este é o momento mais crítico da pandemia que vivemos”, afirmou ontem o secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn, que creditou o aumento dos índices de internações e óbitos às novas variantes do coronavírus e ao comportamento da sociedade. Ele ainda apontou que 67 municípios paulistas já atingiram a capacidade total em UTI. (OESP/AE)
LOCKDOWN JÁ EVITOU COLAPSO NO EXTERIOR - O lockdown já ajudou outros países a evitar
o colapso de seus sistemas de saúde e também a controlar as taxas de contágio do novo coronavírus. Um dos mais emblemáticos foi o do Reino Unido, iniciado em janeiro. A medida foi adotada quando se espalhava uma variante mais transmissível do vírus, mas também começava a vacinação em massa. Fechamentos amplos em França, Portugal, Nova Zelândia e Israel também são apontados por especialistas como exemplos de sucesso dessa estratégia. Entre as estratégias bem-sucedidas de lockdown, monitoramento de infecções para definir a hora certa do fechamento da economia e ajuda financeira foram importantes. A criação de uma lista mais restrita de atividades essenciais também é importante. Em alguns países, como a Itália, houve intensa aplicação de multas para quem descumpria as regras e controle rígido de acesso a mercados. Após seis semanas do lockdown britânico, houve queda de 78% nos casos de covid. Foi o terceiro bloqueio do tipo desde o início da pandemia, em 2020. Além de proibir setores como academias,
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salões de belezas, lojas e até escolas, em algumas regiões só uma pessoa por residência tinha permissão para visitar outra pessoa de domicílio diferente, e em local público. (OESP/AE)
108 PAÍSES JÁ BARRAM A ENTRADA DE BRASILEIROS - Desde o começo do mês de março,
o Brasil é o campeão mundial de mortes provocadas pelo novo coronavírus, segundo informações compiladas pelo site Our World in Data, da Universidade de Oxford. Mesmo assim, ainda há pelo menos 88 países que permitem a entrada de pessoas saídas do Brasil sem uma justificativa específica - como trabalho, estudo ou reunião familiar. O levantamento foi realizado pelo Estadão, com base em dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês), de sites de agências de viagens e de contatos com as embaixadas dos países no Brasil. A reportagem considerou uma lista de 196 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). (OESP/AE)
MINISTÉRIO DA SAÚDE DISTRIBUI MÁSCARAS IMPRÓPRIAS - A Folha de S.Paulo revela
que o Ministério da Saúde forneceu máscaras impróprias para profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à covid-19. Um documento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 13 de janeiro aponta que as máscaras distribuídas pelo governo federal, do tipo KN95, fabricadas na China, não são indicadas para uso hospitalar. Mesmo assim, o Ministério prosseguiu enviando lotes para os Estados. Parte das máscaras impróprias foi trazida ao Brasil por um empresário do segmento de bens de luxo. (FSP/AE)
Internacional
CÂMARA LIVRA PRESIDENTE DO PARAGUAI DE IMPEACHMENT - A Câmara dos Deputados
rejeitou ontem as acusações de impeachment contra o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, e seu vice, Hugo Velázquez, pela forma como o governo tem lidado com a pandemia de novo coronavírus poucas horas após elas terem sido apresentadas pela oposição. Desde o início de março, Benítez vem sendo pressionado por manifestações populares que pedem sua renúncia. O Partido Liberal, o maior da oposição, tentava emplacar o julgamento político do presidente, mas os deputados do Partido Colorado, de Benítez, conseguiram derrubar a proposta. (OESP/AE)
EM MEIO A TENSÃO, RÚSSIA CONVOCA EMBAIXADOR NOS EUA - O ministério de Relações
Exteriores da Rússia informou ontem que convocou o embaixador do país nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, para consultas, sem especificar o motivo. A ação ocorre em meio a tensões crescentes com o governo do presidente americano Joe Biden, que impôs sanções à Rússia pelo envenenamento do líder da oposição, Alexei Navalny, que agora está na prisão. Além disso, um relatório da inteligência dos Estados Unidos concluiu que o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou operações de influência para tentar ajudar na campanha do então líder americano, Donald Trump, na eleição presidencial de novembro. Em uma entrevista para a televisão transmitida ontem, Biden foi questionado se considerava Putin um assassino e respondeu: “Eu acho”. (OESP/AE)
ISLÂNDIA ABRE FRONTEIRAS PARA RECEBER TURISTAS JÁ VACINADOS - A Islândia vai
abrir suas fronteiras para estrangeiros vacinados a partir de hoje, tornando a ilha do Atlântico Norte um dos primeiros países do mundo a reabrir para turistas em meio à pandemia do novo coronavírus. Para ingressar no país, o viajante terá de apresentar provas da vacinação completa. (OESP/AE)