Departamento de História da Univale. * Especialista em História e Cultura Brasileira (Univale), Mestrando em História (UFSJ) e Professor do

Texto

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na segunda metade do século XVIII

Black witches' Geraes: African magical practices and repression in Minas Gerais in the second half of the eighteenth century

Giulliano Glória de Sousa*

Resumo: Este artigo propõe analisar as práticas mágicas de negros e mestiços em Minas

Gerais entre 1748 e 1800 a partir das denúncias registradas nos Livros de Devassas e Cadernos do Promotor. Perseguidas pelos visitadores episcopais e agentes inquisitoriais, as práticas de bênção e cura mágica, feitiçaria, adivinhação, batuques, calundus e uso de bolsas de mandinga, patuás e cartas de tocar compuseram o arsenal mágico de numerosos indivíduos de “cor” nas Minas setecentistas. As fontes documentais permitem reconstituir parte desse intricado universo cultural, elucidando as complexas relações sociais em torno do magismo, os agentes envolvidos nas denúncias, os diferentes olhares sobre as práticas mágicas da população negra e mestiça e as formas de atuação do bispado de Mariana e do Santo Ofício na perseguição àqueles delitos.

Palavras-chave: práticas mágicas, repressão, Minas Gerais (século XVIII).

Abstract: This article aims to analyze the magical practices of blacks and mestizos in Minas

Gerais between 1748 and 1800 from the complaints registered in the Books of Devassas and The Prosecutor’s Notebooks. Pursued by the Inquisition agents and episcopal visitors, the practices of blessing and magic healing, witchcraft, riddle, drumming, calundús and use of Mandingo’s bags, amulets, and touching cards composed the magic arsenal of numerous "color" individuals in the eighteenth-century Minas. The documental sources allow to reconstruct part of this intricate cultural universe, explaining the complex social relations around the magism, agents involved in the complaints, the different perspectives on the magical practices of black and mixed population and methods of action of the diocese of Mariana and Inquisition in persecuting those crimes.

Keywords: magical practices, repression, Minas Gerais (eighteenth century).

* Especialista em História e Cultura Brasileira (Univale), Mestrando em História (UFSJ) e Professor do

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Principiava o mês de agosto de 1753 quando o minerador português Antônio Gonçalves Cruz compareceu à Mesa da visita episcopal ao arraial de Catas Altas da Noruega, na comarca do Rio das Mortes, para denunciar o preto Mateus Monjolo, escravo do alferes José da Silva Braga, por ser público curador e adivinhador. De acordo com o testemunho do minerador, Mateus era chamado para várias partes para fazer curas e adivinhar se há feitiçarias e outras coisas semelhantes. Em suas adivinhações usava búzios e limas, os quais fazia andar misteriosamente com suas bênçãos, como fez nas fazendas de José Caetano Correia e de seu cunhado, Francisco José Bandeira, na freguesia vizinha de Itaverava, para solucionar a grande mortandade em seus plantéis. Segundo as testemunhas, Mateus tinha autorização do seu senhor para realizar os tais serviços, pois lhe pagava jornal do tempo que andava fora (AEAM, Devassas Z-6: 80, 81v-82v).

As práticas do preto Mateus Monjolo, denunciadas às autoridades episcopais mineiras no início da segunda metade do século XVIII, não eram excepcionais. Ao longo de praticamente todo o Setecentos mineiro, muitos negros, pardos e mulatos foram denunciados por práticas semelhantes, e também distintas, de cura, adivinhação e feitiçaria (MOTT, 1988; GROSSI, 1999; NOGUEIRA, 2004; SOUZA, 2005). Estas manifestações indicam a existência na região de crenças e práticas de cunho mágico-religioso desviantes da ortodoxia oficial proposta pela Igreja católica e compartilhadas por variados estratos da população, e apontam, antes de tudo, para os limites e peculiaridades do projeto de catolização nas Minas setecentistas. Este projeto, muitas vezes apresentado de forma positiva, de modo a preconizar a eficácia da Igreja na evangelização das populações mineiras, não conseguiu implementar, contudo, uma ortodoxia religiosa que se pautasse pelas orientações tridentinas daquela época (OLIVEIRA, 2001). Ao lado da tentativa de controle e normatização das práticas religiosas dos fiéis e imposição de um catolicismo oficial e ortodoxo, desenvolveu-se um catolicismo popular, eivado de contribuições de diferentes matrizes culturais e, não raro, impregnado de variados elementos originários do continente africano (SOUZA, 2005).

As práticas mágicas dos negros e mestiços nas Minas não passaram, contudo, despercebidas aos olhares das autoridades eclesiásticas, uma vez que escapavam ao domínio do sobrenatural autorizado pela Igreja, sendo definidas como delitos e, por isso, passíveis de punição. A legislação eclesiástica colonial versava sobre o assunto, condenando e

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estabelecendo rigorosas punições àqueles que usassem de “artes mágicas” e outras “superstições”. De acordo com as Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, deveria ser punida com a pena de excomunhão maior ipso facto toda a pessoa que dissesse alguma coisa conhecidamente procedida de Arte Mágica, como é formar aparências fantásticas, transmutações de corpos, e vozes que se ouçam sem se ver quem fala, e outras coisas que excedem a eficácia das coisas naturais. Além disso, o indivíduo que incorresse em tal delito estava sujeito desde pagar penitência pública com uma carocha na cabeça à porta da Sé até ser degradado para as galés por um longo período, dependendo da condição social do condenado e do número de reincidências. Penas semelhantes eram previstas para quem invocasse ou fizesse pacto com o demônio ou usasse de feitiçarias, independente de suas intenções, principalmente se utilizasse pedras de Ara, Corporais e coisas sagradas ou bentas, a fim de ligar ou desligar, conceber, mover ou parir, ou para quaisquer outros efeitos bons ou maus (VIDE, 2010: 894-896).

Nas Minas setecentistas a repressão aos delitos acima foi levada a cabo principalmente pelas autoridades episcopais e pelos agentes do Santo Ofício. A atuação diocesana, inicialmente do bispado do Rio de Janeiro e mais adiante, a partir de 1748, do bispado de Mariana, se efetivou particularmente por meio das visitas episcopais, as chamadas devassas, espécies de tribunais itinerantes responsáveis por coletar denúncias e punir os desvios contra a fé católica, a moral e os bons costumes (SOUZA, 1999). Tais visitas, por sua amplitude geográfica e cronológica – percorreram oitenta e uma localidades mineiras ao longo de praticamente todo o século XVIII –, são consideradas um dos principais instrumentos da política religiosa em Minas colonial e encontram-se registradas nos livros de devassas (FIGUEIREDO e SOUSA, 1987). Já o tribunal lisboeta, mesmo não realizando nenhuma incursão reguladora na capitania mineira, fez-se presente através de sua complexa rede de funcionários e agentes, os comissários e familiares, e de sua estreita colaboração com os clérigos e autoridades do bispado, remetendo a Lisboa as muitas denúncias recebidas, anotadas nos cadernos do Promotor (BOSCHI, 1987; FEITLER, 2006; RODRIGUES, 2007). Paradoxalmente, é através desses documentos, que carregam a ação persecutória da Igreja sobre determinadas condutas, que hoje temos acesso ao rico universo de crenças e práticas dos negros e mestiços nas Minas do ouro (GINZBURG, 1989).

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Entre a data de instalação do bispado de Mariana (1748) e o final do século (1800), encontramos 281 casos de práticas mágicas registrados nos livros de devassas e cadernos do Promotor, referentes a 269 indivíduos.1 Dessas denúncias arroladas, 186 (66,2%) estão explicitamente relacionadas a negros ou mestiços, envolvendo 174 denunciados (64,7%). Assim, os indivíduos de “cor” foram os maiores acusados por práticas mágicas nas Minas na segunda metade do século XVIII.

O crime de feitiçaria é o mais recorrente entre negros e mestiços, respondendo por 38,7% das acusações. As práticas de cura e bênção aparecem em segundo lugar (26,9%), seguidas pelos casos de adivinhação (8,6%), pacto com o demônio (7,5%), batuques e folguedos (7%) e bolsas de mandinga (5,9%). Os calundus são o delito menos denunciado (5,4%); contudo, todas as acusações, ao contrário dos outros crimes, referem-se exclusivamente a negros, o que aponta a construção desta prática a partir de matizes originalmente africanos. Apesar do pequeno número de casos, os calundus deviam reunir muitos participantes, por se tratar quase sempre de celebrações de cunho mágico-religioso (SOUZA, 2002).

Casos de práticas mágicas relacionadas a indivíduos de "cor" em Minas Gerais - 1748-1800

DELITOS\COMARCA Vila Rica

Rio das Velhas

Rio das

Mortes Serro Frio TOTAL

Cura e benção 23 29,5 16 28,6 9 31,0 2 8,7 50 26,9

Feitiçaria 22 28,2 25 44,6 9 31,0 16 69,6 72 38,7

Batuques e folguedos 7 9,0 0 0,0 2 6,9 4 17,4 13 7,0

Adivinhação 8 10,3 4 7,1 4 13,8 0 0,0 16 8,6

Bolsa de mandinga/

Patuá/ Carta de tocar 3 3,8 5 8,9 3 10,3 0 0,0 11 5,9

Calundu 7 9,0 3 5,4 0 0,0 0 0,0 10 5,4

Pacto com o demônio 8 10,3 3 5,4 2 6,9 1 4,3 14 7,5

1 Os livros de devassas e os cadernos do Promotor pesquisados estão relacionados ao final deste artigo, no item

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TOTAL 78 100,0 56 100,0 29 100,0 23 100,0 186 100,0 Fontes: Ver item Fontes manuscritas.

Esses dados encobrem, porém, importantes variações entre as fontes e as práticas registradas. Enquanto nos cadernos os negros e mestiços estão envolvidos em 86,7% de todas as denúncias de práticas mágicas, nas devassas o índice é bem menor, alcançando apenas 58,7%. Esta diferença entre os dois tipos de documentação pode ser explicada pelos objetivos específicos das instâncias religiosas no combate aos desvios. Segundo Figueiredo e Sousa (1987:2), as devassas desempenharam um papel mais imediato e superficial, “tendo suas punições menos uma função de educar do que marcar a presença de uma instituição vigilante”. Por outro lado, a ação do Santo Ofício teria sido marcada por uma postura mais doutrinária e repressora, concentrando-se na perseguição aos crimes de sua alçada, ou seja, às heresias (BETHENCOURT, 2000).

Desse modo, a notável disparidade entre as fontes no registro de indivíduos de “cor” envolvidos em práticas mágicas se deve principalmente aos olhares diferenciados das instâncias religiosas quanto aos delitos a serem perseguidos. Do total de 87 casos de cura e bênção anotados nas Devassas, apenas 33 estão explicitamente relacionados à participação de indivíduos de “cor”, o que equivale a 37,9% daquela totalidade, enquanto o percentual dos mesmos nos Cadernos alcança 94,4%. Esta disparidade reflete a anotação de numerosas denúncias de bênção e cura com palavras pelos visitadores episcopais, práticas que envolviam muitos indivíduos de procedência europeia e não despertaram a atenção dos agentes do Santo Ofício. Enquanto nas devassas encontramos inúmeros casos de práticas de bênção e cura com palavras, boa parte deles relacionados a indivíduos brancos, nos Cadernos há apenas um registro deste delito.

As denúncias de batuques e folguedos também revelam as distâncias entre a atuação episcopal e inquisitorial nas Minas. Ao contrário das devassas, onde aparecem como o terceiro delito mais recorrente, os batuques e os folguedos não foram anotados nos cadernos. A inexistência de registros desses eventos nos documentos do Santo Ofício talvez possa ser explicada pela ação característica do tribunal e sob a ótica do conjunto de crimes de sua alçada, mais preocupado com as heresias e os pactos. Os batuques não constituíam a rigor

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uma violação à doutrina cristã nem uma ameaça aos dogmas católicos. Desanuviam-se certas diferenças de olhar entre as autoridades do bispado, mais próximas dos anseios, angústias e temores dos colonos mineiros, e os funcionários e agentes do Santo Ofício, mais indiferentes talvez, porque mais distanciados, à dinâmica colonial (NOGUEIRA, 2004: 108). Para os moradores das Minas, os batuques podiam representar uma ameaça à manutenção das hierarquias e relações de poder estabelecidas. Desse modo, estes delitos estavam mais ligados às dinâmicas e embates sociais daquela sociedade que ao aspecto doutrinário da Igreja católica.

De outro lado, a maior porcentagem dos casos de pacto, bolsa de mandinga e calundu registrados nos cadernos revela a preocupação do tribunal lisboeta em perseguir os crimes de sua alçada. Enquanto na documentação inquisitorial esses delitos representam 33,8% de todos os casos relacionados a negros ou mestiços, nas devassas eles constituem apenas 10,7% das denúncias. Os registros gerais de pacto nos cadernos superam em mais de três vezes o percentual de denúncias do mesmo delito nas devassas.

Com relação ao perfil dos denunciados de “cor”, a maioria é homem (54,3%), negra ou crioula (79,8%) e forra, escrava ou coartada (76,2%). Os homens dominavam as acusações de cura mágica, adivinhação, bolsa de mandinga e batuques, enquanto as negras aparecem principalmente envolvidas nas práticas de feitiçaria, calundu e pacto. As acusações contra as negras refletiam, de certo modo, o estereótipo medievo-europeu da mulher feiticeira, que se difundiu com facilidade em toda a Colônia. O maior número de africanos e descendentes nascidos em terras coloniais e de escravos e libertos aponta a estreita ligação entre esses agentes e as práticas mágicas e as tensões relacionadas ao escravismo como mecanismo motivador das denúncias. Entre os acusados com a procedência informada, os minas eram a maioria (55,7%), seguidos pelos africanos de regiões da África Central (angolas, congos e benguelas: 24,3%), o que reflete a procedência da mão-de-obra cativa das Minas no período estudado e a importância desses grupos étnicos na conformação das práticas mágicas na segunda metade do setecentos mineiro (REZENDE, 2006).

As ações do preto Mateus Monjolo citadas no início deste artigo são reveladoras das práticas mágicas empregadas por negros e mestiços nas Minas na segunda metade dos setecentos. Monjolo era a região africana de sua procedência, situada na África Central. É provável que o uso dos búzios em suas adivinhações tenha apreendido ainda em terra natal,

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região onde esta prática era comum (SWEET, 2007). Recriava assim, a seu modo, importantes elementos de sua cultura de origem. Mas as práticas de Mateus não eram apenas uma forma de recriação cultural, elas lhe propiciavam ganhos econômicos e considerável liberdade no mundo cativo ao qual pertencia. Através de suas curas e adivinhações Mateus percorria, com autorização de seu senhor, vários arraiais e freguesias mineiras. Adquiria não só mobilidade física, mas a possibilidade de angariar recursos para posteriormente pagar sua alforria. O estabelecimento de uma espécie de acordo entre senhor e escravo beneficiava ambas as partes, indicando, segundo André Nogueira, como “as relações sociais permeadas pelo magismo eram multifacetadas, envolvendo sentimentos bastante diferentes por parte de agentes nela imiscuídos” (NOGUEIRA, 2004: 126).

Mas as práticas mágicas dos negros são perseguidas e estigmatizadas. É sobre eles, os africanos e seus descendentes, escravos e libertos, que recairá a infâmia de feiticeiro. Nas Minas, os agentes do mal são essencialmente negros. Se as práticas de cura e bênção espalhavam-se entre os mais variados grupos, sendo exercidas por muitos indivíduos de origem européia, as feitiçarias, os batuques, os calundus e o porte de bolsas de mandinga eram associados quase que exclusivamente aos indivíduos de “cor”. Infamados de feiticeiros, os negros eram perseguidos, agredidos, presos e condenados. Conforme Laura de Mello e Souza, a feitiçaria na colônia teria funcionado como um mecanismo social de mão dupla: justificava os castigos dos senhores e a perseguição da comunidade aos negros, sendo ao mesmo tempo a histeria da camada senhorial (SOUZA, 2005: 205).

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REZENDE, Rodrigo Castro. As “nossas Áfricas”: população escrava e identidades africanas nas Minas Setecentistas. 2006. 189f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

RODRIGUES, Aldair Carlos. Sociedade e Inquisição em Minas Colonial: os familiares do Santo Ofício (1711-1808). 2007. 229f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

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Fontes manuscritas:

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Livros de Devassas Z-2 [1727-1764], 1776-1788 [1746-1793], Z-3 [1747-1748], 1748, Z4 [1748-1749], 1748-1750, 1742-1794 [1749-1794], 1750-1753, 1752-1760, Z6 [1753], Z-7 [1754], 1754, Z-8 [1756-1757], Z-5 [1756-1757], Z9 [1759-1760], Z11 [1763-1764], Z10 [1764-1765], 1764-1769, Z-12 [1777-1778], Z-13 [1800-1801], 1800-1801.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), Lisboa, Portugal

Inquisição de Lisboa, Cadernos do Promotor, Livros 300, 301, 302, 304, 305, 306, 307, 308, 309, 312, 313, 818, 315, 316, 317 e 318.

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