GENERAL
SAMPAIO
ANÁLISE DE DADOS, PRODUÇÃO DE CONTEÚDO, CONSULTORIA TÉCNICA, EDIÇÃO E DESIGN GRÁFICO
PESQUISA DE CAMPO, ANÁLISE DE DADOS E PRODUÇÃO DE CONTEÚDO
Equipe Macrorregional do Sertão Central
C387l Ceará. Secretaria das Cidades
Levantamento de Arranjos Produtivos: General Sampaio / Secretaria das Cidades. – Florianópolis: Foco Opinião e Mercado, 2014.
25 p. : il.
Levantamento realizado no Municipio de General Sampaio (CE) 1. Pesquisa Socioeconômica. 2. Planejamento Econômico. I. Título
GOVERNO FEDERAL
Dilma Rousseff – Presidenta Michel Temer – Vice-Presidente
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior – MDIC
Mauro Borges Lemos – Ministro de Estado
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
Cid Ferreira Gomes – Governador
Domingos Gomes de Aguiar Filho – Vice-governador
Secretaria de Estado das Cidades
Carlo Ferrentini Sampaio – Secretário Mário Fracalossi Junior – Secretário Adjunto
Magno Silva Coelho – Secretário Executivo
Carolina Gondim Rocha – Coordenadora de Desenvolvimento Urbano e Territorial Pedro Capibaribe – Gerente da CEAFE
Georgiana Mont'Alverne – Analista de Projetos Gilber Costa – Gestão de Convênios
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ (IFCE) – UNIDADE QUIXADÁ
Helder Caldas – Diretor Geral
Joselito Brilhante Silva – Coordenador Macrorregional do Projeto Carlos Alexandre da Silva Pereira – Pesquisador Estagiário Francisco de Assis Bezerra Júnior – Pesquisador Estagiário
Maria Audilene da Silva – Pesquisadora Estagiária
FOCO OPINIÃO E MERCADO Direção da Instituição
Cleisimara Salvador – Diretora Executiva Welinton Lucas dos Santos – Diretor Comercial
Cinthia Fraga – Diretora Administrativa
Equipe Envolvida no Projeto
Cleisimara Salvador / Élvio J. Bornhausen – Coordenadores Executivos Rejane Roecker – Coordenadora Técnica Institucional
Laércio de Matos Ferreira – Coordenador Técnico Local Kélen Gonçalves de Abreu – Especialista em Gestão de Projetos Masanao Ohira – Especialista em Elaboração de Projetos de Pesquisa Juliana Radatz Kickhöfel – Especialista em Elaboração de Projetos de Pesquisa
Edimarta Steckert Paladini – Especialista em Aplicação de Pesquisa de Campo Ulisses Karl – Especialista em Aplicação de Pesquisa de Campo
Felipe Ercílio Martins – Administrador do Projeto Kelli Pierini da Silva – Supervisão de Pesquisadores Estagiários
Rodolpho Rodrigues de Souza – Assessoria Técnica em Tecnologia da Informação Bruno de Lima – Especialista em Sistematização de Dados
APRESENTAÇÃO
O estado do Ceará possui perfil diversificado em suas regiões e um dos principais desafios do governo e da sociedade é criar oportunidades para reduzir as disparidades econômicas e sociais entre a capital e o interior do estado.
O Governo do Estado, através da Secretaria das Cidades, implementa uma política de desenvolvimento local e regional que incentiva o crescimento das atividades produtivas endógenas. A estratégia de ação está centrada no fortalecimento da governança local e no apoio ao desenvolvimento produtivo dos territórios, incentivando a vocação da região e o empreendedorismo local, inclusive de suas aglomerações produtivas e Arranjos Produtivos Locais (APL).
A opção estratégica pela atuação em aglomerações produtivas e APLs decorre, fundamentalmente, do reconhecimento de que políticas de fomento são mais efetivas quando direcionadas a grupos de empresas e não a empresas individualizadas. O tamanho da empresa passa a ser secundário, pois o seu potencial competitivo advém não de ganhos em escala individual, mas sim de ganhos decorrentes de uma maior cooperação entre essas organizações.
Além disso, vem ao encontro da Política Nacional de APLs do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Plano Brasil Maior e a nova política industrial brasileira do governo federal, as quais, entre outros aspectos, visam à promoção do desenvolvimento local e regional, ao estímulo à inovação e a modernização tecnológica nos processos de gestão no âmbito das organizações, associações e cooperativas de produtores, à melhoria da infraestrutura dos espaços de produção e à ampliação à comercialização de produtos e serviços.
No entanto, a atual falta de informações sobre a configuração destas aglomerações no interior do Ceará cria obstáculos à efetividade das ações a elas direcionadas. É fundamental conhecer quais são os setores com potencial de crescimento nas localidades e os entraves ao seu desenvolvimento.
Como resposta a este cenário, o Governo do Estado e a Secretaria das Cidades está implantando o projeto Observatórios Econômicos Sociais, que tem por objetivo mapear as aglomerações produtivas, bem como os APLs das macrorregiões de Sertão dos Inhamuns / Crateús, Litoral Oeste / Ibiapaba, Baturité e Sertão Central. Realizado em parceria com Instituições de Ensino Superior de cada região, abrangem 67 (sessenta e sete) municípios, levantando informações que subsidiarão ações futuras dos próprios Observatórios e do Governo.
O estudo “Levantamento de Arranjos Produtivas em General Sampaio”, ora apresentado, traz um panorama do município, a percepção da comunidade local sobre o desenvolvimento econômico da cidade, suas forças atuais e sua vocação, além das aglomerações produtivas ali identificadas. Dessa forma será possível conhecer o cenário de atuação que se deseja transformar, contribuindo com todos os agentes indutores de desenvolvimento local interessados em investir no município de General Sampaio.
CARLO FERRENTINI SAMPAIO
SUMÁRIO
1. OBSERVATÓRIOS ECONÔMICOS SOCIAIS DO CEARÁ ... 6
2. NOTAS METODOLÓGICAS ... 7
2.1. Conceito de Aglomerações Produtivas e Arranjos Produtivos Locais (APL) ... 7
2.2. Coleta de Dados ... 8
2.3. Análise de Dados e Resultados ... 9
3. ASPECTOS GERAIS DO MUNICÍPIO ... 10
3.1. Localização... 10
3.2. População... 11
3.3. Desenvolvimento Humano e Social ... 12
4. MERCADO LOCAL ... 14
5. ARRANJOS PRODUTIVOS IDENTIFICADOS ... 18
6. PERFIL DOS ENTREVISTADOS ... 19
6.1. Sexo ... 19 6.2. Faixa Etária ... 19 6.3. Escolaridade ... 20 6.4. Setor de Atuação ... 20 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 21 Lista de Tabelas... 22 Lista de Figuras ... 23 Lista de Gráficos ... 24
1. OBSERVATÓRIOS ECONÔMICOS SOCIAIS DO CEARÁ
Os Observatórios Econômicos Sociais do Ceará são fruto da parceria entre o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria das Cidades, que visa o desenvolvimento das aglomerações produtivas do interior do estado. O projeto compreende a instalação de quatro Observatórios, em parceria com instituições de ensino superior nas macrorregiões de Sertão dos Inhamuns / Crateús, Litoral Oeste / Ibiapaba, Baturité e Sertão Central, totalizando 67 (sessenta e sete municípios) cearenses.
Os Observatórios Econômicos Sociais se configuram em centros de informação que envolvem a oferta de dados econômico-financeiros, mercados, cenários, clientes, fornecedores, transformados em “informação com valor agregado” para a tomada de decisão.
Para alimentar e direcionar as ações a serem desenvolvidas pelos Observatórios Econômicos Sociais e pelo próprio Governo do Estado nestes municípios, foi realizado o estudo “Levantamento de
Arranjos Produtivos”, do qual trata este documento.
O objetivo geral do “Levantamento de Arranjos Produtivos” é auxiliar no direcionamento de possíveis investimentos no território, através da leitura e da análise dos seus aspectos potenciais e limitativos e pela identificação de suas aglomerações produtivas, organizadas em APLs ou não.
Nesse contexto, os objetivos específicos são os seguintes:
Apresentar um panorama das condições demográficas, sociais, empresariais e econômicas do município;
Identificar os pontos fortes da economia do município e sua vocação na visão da comunidade;
Avaliar as principais demandas e gargalos produtivos;
Propor indicadores de acompanhamento das aglomerações produtivas, estabelecendo parâmetros para investigações e mensurações futuras.
Desenvolvida como primeira iniciativa do Observatório Econômico Social da Macrorregião do Sertão Central, este documento apresenta o “Levantamento de
2. NOTAS METODOLÓGICAS
Este capítulo, inicialmente, apresenta os conceitos adotados neste estudo para caracterizar aglomerações produtivas e APLs. A seguir descreve a forma de coleta e análise dos dados.
2.1. Conceito de Aglomerações Produtivas e Arranjos Produtivos Locais (APL)
Genericamente, aglomerações produtivas podem ser definidas como uma concentração setorial e espacial de empresas (Schmitz e Nadvi, 1999). Já um Arranjo Produtivo Local (APL), segundo o MDIC, caracteriza-se por “aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.”
Conforme Cassiolato, Lastres & Szafiro (2000), as principais peculiaridades de um APL são: a dimensão territorial (os atores do APL estão localizados em certa área onde ocorre
interação);
a diversidade das atividades e dos atores (empresários, sindicatos, governo, instituições de ensino, instituições de pesquisa e desenvolvimento, ONGs, instituições financeiras e de apoio);
o conhecimento tácito (conhecimento adquirido e repassado através da interação, conhecimento não codificado);
as inovações e aprendizados interativos (inovações e aprendizados que surgem a partir da interação dos atores) e
a governança (liderança do APL, geralmente exercida por empresários ou pelo seu conjunto representativo – sindicatos, associações).
A abordagem de Arranjos Produtivos, nesse sentido, valoriza a cooperação, o aprendizado coletivo, o conhecimento tácito e a capacidade inovativa das empresas e instituições locais como questões centrais e como funções interdependentes para o aumento da competitividade sustentável, fortalecendo os mecanismos de governança.
Este estudo tem por objetivo identificar os principais Arranjos Produtivos do município e aglomerações de empresas que configurem potenciais APLs, independentemente do seu grau de organização. Desta forma, considera a concentração de empresas e/ou trabalhadores em determinada atividade, segundo dados secundários do IPECE, RAIS e IBGE. Além disso, verifica através da sistematização de dados coletados em entrevistas com lideranças e empresários locais, indicativos não contemplados na primeira leitura para atividades consideradas expressivas ou promissoras nos municípios, que devam ser monitoradas pelos Observatórios Econômicos Sociais.
2.2. Coleta de Dados
O estudo foi realizado através do levantamento de dados primários e secundários. Os dados secundários são oriundos da sistematização de informações disponibilizadas por fontes fidedignas e de acesso público junto a órgãos especializados, como IBGE, IPECE, RAIS, MTE. Já os dados primários foram obtidos por “pesquisa de caráter qualitativo”, realizada por levantamento amostral, sendo a coleta executada através de entrevistas pessoais.
A amostra foi integrada por representantes de diferentes segmentos da população ou áreas de atuação no município, isto é, pelo poder público municipal, por empresas privadas (indústria, comércio, serviços), por representantes do setor de agronegócios e por associações ou entidades organizadas.
Por se tratar de uma pesquisa qualitativa, que visa reduzir a incerteza a respeito dos seus objetivos, foi de fundamental importância que os entrevistados selecionados se caracterizassem como essenciais para o esclarecimento do assunto. Por conta disto, para a realização deste estudo, adotou-se uma amostragem não probabilística e a seleção dos sujeitos levou em consideração os critérios de acessibilidade e intencionalidade (neste caso consideradas as lideranças dos segmentos supracitados). Além disso, a escolha dos mesmos utilizou o estudo dos dados secundários, que apontou quais os setores têm maior representatividade local, totalizando assim, 20 (vinte) entrevistados.
2.3. Análise de Dados e Resultados
Os percentuais referentes às respostas da pesquisa não podem ser inferidos para o município de General Sampaio, visto o levantamento adotar uma amostra não probabilística, com pequeno número de respondentes e intencional. Trata-se de pesquisa qualitativa e as distribuições de frequência representam as respostas, apenas, dos entrevistados na pesquisa.
Os dados oficiais do município, apresentados nos capítulos 3 e 4 deste documento estão baseados em fontes oficiais e referem-se a dados formais, de modo que empresas, empregos, atividades econômicas e outras informações de natureza informal não são contabilizadas.
Os resultados da pesquisa estão dispostos em 3 (três) capítulos, são eles: Aspectos gerais do município;
Mercado local;
3. ASPECTOS GERAIS DO MUNICÍPIO
Este capítulo apresenta um panorama populacional, social e econômico do município, baseado em dados secundários extraídos de fontes de consulta pública.
3.1. Localização
O município de General Sampaio está localizado na Macrorregião do Sertão Central, distante 113 km da capital. Possui área de 206,20 km2 e altitude de 155 m acima do nível do mar.
Figura 1: Localização do município, em 2013
Fonte: Mapa político-administrativo do Ceará - IPECE, 2014 Figura 2: Mapa do município, em 2014
3.2. População
Fundado em 1956, o município de General Sampaio totalizou 6.218 habitantes no ano de 2010, segundo dados do Censo do IBGE. O crescimento populacional registrou taxa positiva de 2,48 % desde o último censo (ano 2000), e a densidade demográfica era de 30,15 habitantes/km2 em 2010.
Tabela 1: População e taxa de crescimento, em General Sampaio, no período 1991 a 2010
Ano População crescimento Taxa de
anual* Densidade demográfica 2010 6.218 2,48 30,15 2000 4.866 -1,48 26,43 1991 5.565 1,44 43,48
Fonte: Anuário Estatístico do Ceará – IPECE, 2013
*Taxas nos períodos 1980/91 e 1991/00 para os anos de 1991, 2000 e 2010, respectivamente
Na distribuição populacional por gênero, segundo dados do IPECE extraídos do Censo Populacional do IBGE 2010, os homens totalizavam 50,88% e as mulheres somavam 49,12%. O percentual de população urbana é superior ao da população rural, representando 58,67% do total.
Tabela 2: Participação relativa da população residente por localização do domicílio e gênero, em General Sampaio (1991 a 2010)
Ano Gênero Localidade
Homens Mulheres Urbana Rural
2010 3.164 3.054 3.648 2.570
2000 2.523 2.343 2.316 2.550
1991 2.898 2.667 1.772 3.793
3.3. Desenvolvimento Humano e Social
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é uma medida resumida do progresso em longo prazo, em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O IDH Municipal (IDH-M) de General Sampaio, no ano de 2010, era de 0,568, posicionando o município na 178ª colocação em relação ao estado, valor 16,72% menor que o índice do Ceará e 21,87% menor que o índice brasileiro no mesmo ano.
Tabela 3: Índice de Desenvolvimento Humano no período de 1991 a 2010
Ano Educação Longevidade Renda IDH Municipal IDH Estadual IDH Nacional
2010 0,449 0,744 0,548 0,568 0,682 0,727
2000 0,701 0,664 0,452 0,606 0,699 0,766
1991 0,371 0,573 0,417 0,454 0,597 0,742
Evolução
1991/2010 21,02% 29,84% 31,41% 25,11% 68,40% -2,02%
Fonte: Anuário Estatístico do Ceará – IPECE, 2013
Segundo o IPEA, o Índice de GINI é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um, no qual o valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda, restando o valor um no extremo oposto, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.
O município de General Sampaio registrou coeficiente de Gini de 0,51 em 2010, indicando renda menos concentrada do que a do Estado do Ceará (Coeficiente de Gini do Ceará era igual a 0,61 no mesmo ano), e também menos concentrada quando verificada em níveis nacionais (Coeficiente de Gini do Brasil era igual a 0,60 em 2010).
Gráfico 1: Coeficiente de Gini
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2013
General Sampaio
Ceará Brasil
0,51
Segundo os dados do IPECE, o município de General Sampaio possuía, em 2010, 25,97% das famílias possuíam renda mensal de até ½ salário mínimo. A figura a seguir demonstra um panorama dos municípios cearenses frente à incidência da extrema pobreza, ou seja, com renda familiar per capita de até R$ 70,00.
Figura 3: Mapa de extrema pobreza e desigualdade dos municípios cearenses, em 2010
4. MERCADO LOCAL
Este capítulo apresenta um panorama do mercado local baseado em dados secundários a respeito das empresas, empregos e atividades econômicas desenvolvidas no município.
Além disso, apresenta os pontos fortes da economia local, a vocação do município e o humor do empresário baseado nos resultados apurados das entrevistas realizadas com o empresariado e lideranças locais.
O PIB cearense atingiu o montante de R$ 87,982 bilhões em 2011, de acordo com os dados do IBGE. No mesmo ano, General Sampaio aparece na 176ª posição do ranking estadual,respondendo por 0,037% da composição do PIB cearense. O município de General Sampaio, em 2011, possuía um PIB per capita da ordem de R$ 5.154,68, colocando-o na 84ª posição do ranking estadual. No período de 2007 a 2011, o PIB do município apresentou evolução de 68,06%, acima dos 43,4% da média cearense para o mesmo período.
Tabela 4: Produto interno bruto de General Sampaio e PIB per capita no período de 2007 a 2011
Período PIB (em mil reais) de General
Sampaio Posição Estadual
PIB per capita (R$)
General Sampaio Posição Estadual
2011 32.587,86 176 5.154,68 84 2010 28.540,26 176 4.640,03 77 2009 25.149,81 178 3.778,50 89 2008 25.300,04 172 3.825,50 70 2007 19.390,21 177 2.961,11 86 Evolução
2007/2011 68,06% Subiu 01 posição 74,08% Subiu 02 posições
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, no ano de 2012, o Ceará possuía um total de 219.773 empresas formalmente estabelecidas. Estas empresas, tomando como referência o mês de dezembro de 2012, foram responsáveis por 1.423.648 empregos formais.
Em General Sampaio, existiam no mesmo ano 50 empresas formais, as quais geraram 511 postos de trabalho com carteira assinada. Considerando a evolução ao longo do período de 2010 a 2012, entretanto, a taxa absoluta de criação de empresas no município foi negativa em 12,28% e a de empregos negativa em 0,58%.
Gráfico 2: Número de empregos e empresas formais em General Sampaio entre 2010 e 2012
Número EM PR ESA S EM PR EG O S
Fonte: Ceará em números, 2013
2010 2011 2012 57 71 50 2010 2011 2012 514 570 511
No que se refere ao recorte setorial em 2011, o setor terciário (comércio) era o mais representativo em número de empresas, mas o setor terciário (serviços) gerou mais empregos.
Gráfico 3: Número de empresas e empregos formais de General Sampaio, segundo o setor, em 2012
Fonte: Ceará em Números, 2013.
A tabela a seguir apresenta o número de empresas e empregos de General Sampaio, organizadas segundo seções da CNAE e o seu respectivo porte, tomando por referência o ano de 2012.
Tabela 5: Número de empresas e empregos de General Sampaio, em 2012
Seção de Atividade Econômica segundo classificação CNAE – versão 2.0 Empresas Empregos
Número Part. (%) Número Part. (%)
Seção A Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 1 2,00%
Seção B Indústrias extrativas - - - -
Seção C Indústrias da transformação - - - -
Seção D Eletricidade e gás - - - -
Seção E Água, esgoto, atividades de descontaminação de resíduos - - - -
Seção F Construção 1 2,00% 3 0,59%
Seção G Comércio; reparação de veículos automotores e bicicletas 35 70,00% 27 5,28%
Seção H Transporte, armazenagem e correio 1 2,00% 3 0,59%
Seção I Hospedagem e alimentação 4 8,00% - -
Seção J Informação e comunicação - - - -
Seção K Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados 1 2,00% 1 0,20%
Seção L Atividades imobiliárias - - - -
Seção M Atividades profissionais, científicas e técnicas - - - -
Seção N Atividades administrativas e serviços complementares 1 2,00% - -
Seção O Administração pública, defesa e seguridade social 2 4,00% 477 93,35%
Seção P Educação - - - -
Seção Q Saúde humana e serviços sociais - - - -
Seção R Artes, cultura, esporte e recreação - - - -
Seção S Outras atividades de serviços 4 8,00% - -
Seção T Serviços domésticos - - - -
Seção U Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais - - - -
Total 50 100% 511 100%
Fonte: Resultados elaborados pela Foco Opinião e Mercado com base nos dados da RAIS e CAGED, 2012
Primário Secundário Terciário
(comércio) (serviços) Terciário
1 1
34
14
Empresas
Primário Secundário Terciário
(comércio) (serviços) Terciário
0 3 27
481
Tabela 6: Número de empresas e empregos por atividade de General Sampaio, em 2012
Seção de Atividade Econômica segundo classificação CNAE – versão 2.0 Empresas Empregos Salário Médio
Nº % Nº %
A 154700 Criação de suínos 1 2,00% - - -
F 4120400 Construção de edifícios 1 2,00% 3 0,59% R$ 622,00
G 4520006 Serviços de borracharia para veículos automotores 1 2,00% - - -
G 4541205 Comércio a varejo de peças e acessórios para motocicletas e motonetas 1 2,00% - - -
G 4711301 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados 1 2,00% - - -
G 4712100 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados,
mercearias e armazéns 16 32,00% 10 1,96% R$ 658,50
G 4713002 Lojas de variedades, exceto lojas de departamentos ou magazines 1 2,00% - - -
G 4721102 Padaria e confeitaria com predominância de revenda 1 2,00% - - -
G 4722901 Comércio varejista de carnes - açougues 1 2,00% - - -
G 4722902 Peixaria 1 2,00% - - -
G 4731800 Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores 1 2,00% 2 0,39% R$ 845,00
G 4744099 Comércio varejista de materiais de construção em geral 2 4,00% 1 0,20% R$ 668,56
G 4753900 Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 1 2,00% 1 0,20% R$ 622,00
G 4754701 Comércio varejista de móveis 2 4,00% 4 0,78% R$ 662,97
G 4771701 Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 2 4,00% 7 1,37% 1.075,02 R$
G 4781400 Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 3 6,00% - - -
G 4789099 Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 1 2,00% 2 0,39% R$ 750,00
H 5310501 Atividades do Correio Nacional 1 2,00% 3 0,59% 2.423,10 R$
I 5611201 Restaurantes e similares 2 4,00% - - -
I 5611203 Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 2 4,00% - - -
K 6422100 Bancos múltiplos, com carteira comercial 1 2,00% 1 0,20% R$ 0,00
N 8299707 Salas de acesso à internet 1 2,00% - - -
O 8411600 Administração pública em geral 2 4,00% 477 93,35% 1.054,73 R$
S 9430800 Atividades de associações de defesa de direitos sociais 2 4,00% - - -
S 9491000 Atividades de organizações religiosas 1 2,00% - - -
S 9492800 Atividades de organizações políticas 1 2,00% - - -
5. ARRANJOS PRODUTIVOS IDENTIFICADOS
Este capítulo apresenta as aglomerações produtivas identificadas no município, baseadas nos pontos fortes da economia local, na vocação e especialidades produtivas identificadas, informações baseadas nas opiniões dos entrevistados. Além disso, apresenta o número de empresas relacionadas a cada atividade, informados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A tabela a seguir apresenta as aglomerações produtivas identificadas neste estudo, de acordo com a análise de dados secundários e informações prestadas pelas lideranças locais em entrevistas. Incialmente, este setores serão os monitorados pelos Observatórios e, posteriormente, estudados sob a ótica de APLs.
Tabela 7: Aglomerações produtivas identificadas
Atividade referência Ano de Número de empresas formais identificadas empregos formais Número de
Piscicultura 2006 13 -
6. PERFIL DOS ENTREVISTADOS
O perfil dos entrevistados em cada município está apresentado a seguir, nos quesitos sexo, faixa etária, escolaridade e setor de atuação.
6.1. Sexo
A maioria dos entrevistados é do sexo masculino (65,0%).
Tabela 8: Sexo
Opções Ocorrências Percentual
Masculino 13 65,0%
Feminino 7 35,0%
Total 20 100,0%
Fonte: Pesquisa Foco Opinião e Mercado
6.2. Faixa Etária
A maioria dos entrevistados possui em média 37,4 anos.
Gráfico 4: Faixa Etária
Fonte: Pesquisa Foco Opinião e Mercado
25,0% 25,0% 25,0% 5,0% 15,0% 5,0% 0 De 18 a 24 anos De 25 a 34 anos De 35 a 44 anos De 45 a 54 anos De 55 a 64 anos 65 anos ou mais Não informou
6.3. Escolaridade
A escolaridade dos entrevistados é mediana, sendo que 25,0% possuem nível superior completo, incompleto ou pós-graduação.
Tabela 9: Escolaridade
Opções Ocorrências Percentual
Sem instrução - - Fundamental incompleto 2 10,0% Fundamental completo 4 20,0% Médio incompleto 1 5,0% Médio completo 8 40,0% Superior incompleto 1 5,0% Superior completo 4 20,0% Pós-graduação - - Total 20 100,0%
Fonte: Pesquisa Foco Opinião e Mercado
6.4. Setor de Atuação
Em relação ao setor de atuação, os entrevistados atuam no setor do comércio e dos serviços, predominantemente, conforme tabela a seguir.
Tabela 10: Setor de Atuação
Opções Ocorrências Percentual
Indústria - - Comércio 7 35,0% Serviços 7 35,0% Agronegócio 2 10,0% Entidades de classe 4 20,0% Total 20 100,0%
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASSIOLATO, J., LASTRES H. E SZAPIRO, M. Arranjos e sistemas produtivos locais e proposições de políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. NT 27 - Projeto de pesquisa arranjos e sistemas
produtivos locais e as novas políticas. Rio de Janeiro, 2000.
IBGE. Dados cartográficos, Google. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acessado em Julho/2014.
IBGE. Dados do PIB Municipal 2007 a 2011. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acessado em Julho/2014.
IPECE. Anuário Estatístico do Ceará. Disponível em: www.ipece.ce.gov.br. Acessado em Julho/2014.
IPECE. Ceará em Mapas. Disponível em: www.ipece.ce.gov.br. Acessado em Julho/2014.
IPECE. Ceará em Números. Disponível em: www.ipece.ce.gov.br. Acessado em Julho/2014.
IPECE. Mapa político-administrativo do Ceará. Disponível em: www.ipece.ce.gov.br. Acessado em Julho/2014.
MTE. Dados da RAIS e CAGED. Disponível em: www.mte.gov.br. Acessado em Julho/2014.
PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Disponível em: www.atlasbrasil.org.br. Acessado em Julho/2014.
SCHMITZ, Hubert; NADVI, Khalid. Clustering and industrialization: introduction. World Development, Oxford, v. 27, n. 9, p. 1503-1514, 1999.
Lista de Tabelas
Tabela 1: População e taxa de crescimento, em General Sampaio, no período 1991 a 2010 ... 11
Tabela 2: Participação relativa da população residente por localização do domicílio e gênero, em General Sampaio (1991 a 2010) ... 11
Tabela 3: Índice de Desenvolvimento Humano no período de 1991 a 2010 ... 12
Tabela 4: Produto interno bruto de General Sampaio e PIB per capita no período de 2007 a 2011 ... 14
Tabela 5: Número de empresas e empregos de General Sampaio, em 2012 ... 16
Tabela 6: Número de empresas e empregos por atividade de General Sampaio, em 2012 ... 17
Tabela 7: Aglomerações produtivas identificadas ... 18
Tabela 8: Sexo ... 19
Tabela 9: Escolaridade ... 20
Lista de Figuras
Figura 1: Localização do município, em 2013 ... 10 Figura 2: Mapa do município, em 2014 ... 10 Figura 3: Mapa de extrema pobreza e desigualdade dos municípios cearenses, em 2010 ... 13
Lista de Gráficos
Gráfico 1: Coeficiente de Gini ... 12
Gráfico 2: Número de empregos e empresas formais em General Sampaio entre 2010 e 2012 ... 15
Gráfico 3: Número de empresas e empregos formais de General Sampaio, segundo o setor, em 2012 ... 16