O que é um "bom" professor de Educação Física?: representações de alunos do género masculino e professores do ensino secundário: relatório de estágio

Texto

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Universidade do Minho

Instituto de Educação

março de 2017

Relatório de Estágio. O que é um "bom"

professor de Educação Física? Representações

de alunos do género masculino e professores

do ensino secundário

Vítor Hugo Gonçalves Fernandes

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UMinho|2017

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Vítor Hugo Gonçalves Fernandes

março de 2017

Relatório de Estágio. O que é um "bom"

professor de Educação Física? Representações

de alunos do género masculino e professores

do ensino secundário

Universidade do Minho

Instituto de Educação

Trabalho realizado sob a orientação do

Professor Doutor António Camilo Teles

Nascimento Cunha

Relatório de Estágio

Mestrado em Ensino de Educação Física

nos Ensinos Básico e Secundário

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AGRADECIMENTOS

Concluída esta etapa da minha vida académica, que apesar de difícil, trabalhosa e por vezes exaustiva, foi também recheada de muita realização pessoal, cabe-me agora agradecer a quem caminhou a meu lado neste percurso.

À minha irmã Ana Rita e aos meus pais, em especial à minha mãe que sempre me apoiou incondicionalmente acreditando sempre nas minhas capacidades e no meu esforço, é sem dúvida o meu braço direito na vida.

Uma palavra de apreço também para a minha namorada, por todo o incentivo, carinho e companheirismo durante todo este longo percurso. É bom quando alguém acredita em nós, tanto ou mais que nós próprios.

Ao Professor Doutor António Camilo Teles Nascimento Cunha e à Professora Doutora Carla Moreira, pela total disponibilidade manifestada por ambos, bem como pela boa orientação através da transmissão de conhecimentos, de sugestões precisas e de muitos estímulos ao longo do ano.

Aos meus colegas de Mestrado, pelo apoio e carinho, em especial ao meu colega de estágio Filipe Freitas, que sempre demonstrou um grande espirito de entreajuda e com quem aprendi bastante através das muitas trocas de opinião.

Ao Professor Frederico Ricardo Cordeiro Rodrigues, meu Professor Cooperante, pela disponibilidade, pela cooperação, pelo sentido crítico e por me tornar melhor professor. Ao Colégio ACR Fornelos, por me acolher tão bem e me ter permitido ter uma experiência de estágio tão gratificante.

À minha turma do 11ºB, pela cooperação e compromisso demonstrado durante as aulas.

A todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO. O QUE É UM “BOM” PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

REPRESENTAÇÕES DE ALUNOS DO GÉNERO MASCULINO E PROFESSORES DO ENSINO SECUNDÁRIO

Vítor Hugo Gonçalves Fernandes

Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário. Universidade do Minho-2017

RESUMO

O presente documento procura evidenciar uma descrição, análise e reflexão acerca das atividades desenvolvidas e aprendizagens ocorridas no meu estágio curricular, ao longo do ano letivo de 2015/2016. No que concerne ao estágio curricular, este ocorreu numa escola do concelho de Fafe, na qual me foi adjudicada uma turma de 11º ano do curso de Ciências e Tecnologias, composta por 20 alunos (13 do género masculino e 7 do feminino), com idades compreendidas entre os 15 e os 16 anos de idade.

Este relatório encontra-se dividido em dois capítulos, o primeiro corresponde ao enquadramento contextual da Prática de Ensino Supervisionada, onde está presente um enquadramento pessoal e no qual são descritas as expetativas iniciais, dentro deste capitulo há ainda um enquadramento institucional em que é caraterizado o meio, a escola e a turma onde decorreu o estágio curricular.

Em relação ao segundo capítulo, este corresponde ao enquadramento pedagógico e engloba três áreas. Na área 1 é exposta a organização e gestão do ensino e da aprendizagem, na área 2 a participação na escola e relação com a comunidade escolar e por último a área 3 que se refere ao trabalho de investigação desenvolvido ao longo do ano de estágio. O estudo tem como objetivo geral, identificar quais as dimensões fundamentais à qualidade do Professor de Educação Física, segundo a perceção dos alunos do secundário e dos seus Professores, a amostra é composta por 39 alunos do género masculino com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos e por 6 professores de Educação Física.

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INTERNSHIP REPORT. HOW TO BE A "GOOD" PHYSICAL

EDUCATION TEACHER?

REPRESENTATIONS OF MALE STUDENTS AND TEACHERS OF

SECONDARY SCHOOL

Vítor Hugo Gonçalves Fernandes

Master's degree in Physical Education Teaching in Basic and Secondary Education

University of Minho-2017

ABSTRACT

The main purpose of this report is to describe, analyze and reflect on the teaching practice and activities carried out by the trainee during the Supervised Teaching Practice throughout the school year 2015/2016. The Teaching Practice took place in a school belonging to the municipality of Fafe. It was a 11th grade class of Science and Technology course, composed of 20 students (13 males and 7 females) aged between 15 and 16 years old.

This report is divided into two chapters, in which the first corresponds to the contextual framework of Supervised Teaching Practice, where it operates a personal framework, which describes the initial expectations and an institutional framework that is characterized medium, school and the class which held the traineeship.

On the second chapter, this corresponds to the pedagogical framework and encompasses three areas. In area 1 is exposed to organization and management of teaching and learning in the area 2 participation in school and relationship with the school community and ultimately the area 3 as regards the research work throughout the internship year. The study has the general objective, identify the key dimensions the quality of Professor of Physical Education, according to the perception of secondary school pupils and their teachers, the sample is composed of 39 male students aged between 14 and 18 years and 6 physical education teachers.

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Índice geral

DECLARAÇÃO ... III AGRADECIMENTOS ... III RESUMO ... IV ABSTRACT ... V ÍNDICE GERAL ... VI LISTA DE ABREVIATURAS ... IX INTRODUÇÃO ... 10

1. ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DA PRÁTICA DE ENSINO SUPERVISIONADA ... 11

1.1 Enquadramento Pessoal... 11

1.2 ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL ... 12

Caraterização do Meio ... 12

Caraterização da Escola... 13

1.3 Caracterização da Turma ... 13

2. ENQUADRAMENTO PEDAGÓGICO DA PRÁTICA DE ENSINO SUPERVISIONADA ... 15

2.1 ÁREA 1 – ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO ENSINO E APRENDIZAGEM ... 15

2.1.1 Conceção ... 15

2.1.2 Planeamento ... 17

2.1.3 Realização ... 19

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2.2 ÁREA 2 – PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÃO COM A COMUNIDADE ... 23

2.2.1 Atividade realizadas pelo Núcleo de Estágio de Educação Física (NEEF) ... 23

2.2.2 Desporto escolar ... 24

2.3 ÁREA 3 – FORMAÇÃO E INVESTIGAÇÃO EDUCACIONAL ... 25

“O QUE É SER UM BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA? ” PERCEÇÃO DE ALUNOS DO GÉNERO MASCULINO E PROFESSORES DO ENSINO SECUNDÁRIO ... 25

2.3.1 Introdução ... 25

2.3.2 Revisão da Literatura ... 25

2.3.3. Metodologia e Procedimentos ... 28

2.3.3.1 Tipo de estudo ... 28

2.3.3.2 Problema, Objetivos e variáveis ... 28

2.3.4 Critérios de inclusão da amostra ... 30

2.3.5 Amostra ... 30

2.3.6.1 Métodos de recolha dos dados: ... 31

2.3.6.2 Operacionalização do questionário ... 32

2.3.6.3 Análise de dados ... 32

2.3.7 APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ... 33

Tabela 2 - Características mais e menos valorizadas no bom professor de E.F. segundo os alunos... 35

Tabela 3- Características mais valorizadas no bom professor de E.F. por ano de escolaridade ... 37

Tabela 4- Características menos valorizadas no bom professor de E.F. por ano de escolaridade ... 39

Tabela 5- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e a zona de habitação ... 40

Tabela 6- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e o hábito de pratica desportiva ... 40

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Tabela 8- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e se tem algum problema de saúde. ... 41

Conclusões ... 42

Considerações finais ... 44

Bibliografia ... 46

ANEXOS ... 49

Planeamento anual ... 49

Quadro de conteúdos programáticos ... 50

Planeamento periódico ... 51

Plano de aula ... 52

Critérios de avaliação ... 55

Questionário dos alunos ... 56

Questionário dos professores ... 58

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Lista de abreviaturas

PES – Prática de Ensino Supervisionada RE- Relatório de Estágio

EF – Educação Física EP – Estágio Pedagógico NE – Núcleo de Estágio EF- Educação Física

NEE – Necessidades Educativas Especiais NEEF – Núcleo de Estágio de Educação Física PC – Professor Cooperante

PNEF – Programa Nacional de Educação Física ApF – Aptidão Física

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INTRODUÇÃO

O presente documento de cariz individual, relatório final de estágio, foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular da Prática de Ensino Supervisionada (PES) e está integrado no Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, do Instituto da Educação, da Universidade do Minho.

O estágio pedagógico que decorre no segundo ano do mestrado, de uma forma progressiva e sempre orientada, tem como objetivo primordial a profissionalização do estudante estagiário, no desempenho da profissão de docente da disciplina de Educação Física.

Neste documento, é feita uma reflexão e uma elucidação das mais diversas tarefas a que fui sujeito durante o último ano letivo, de Setembro de 2015 a Junho de 2016.

O estágio decorreu numa escola Secundária de Fafe, com uma turma de 11º ano e sob a orientação de um professor cooperante da mesma escola e Supervisão de um Professor da Universidade.

O relatório encontra-se dividido em dois capítulos, no primeiro está o enquadramento pessoal, onde são expostas as expetativas iniciais, bem como a caraterização do meio, da escola e da turma de intervenção.

No segundo capítulo encontra-se o enquadramento pedagógico que esta subdividido em três áreas. Na área 1, é abordada a intervenção pedagógica na organização e gestão do ensino e aprendizagem e engloba tudo o que foi elaborado desde o primeiro dia na escola, ou seja, a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação do ensino. Dentro da área 2, encontra-se a minha participação na escola e relação com a comunidade, onde exponho todo o meu envolvimento nas atividades desenvolvidas pelo núcleo de estágio (NE), aliás, tal como a função por mim desempenhada no desporto escolar. Por fim, a área 3 diz respeito ao estudo desenvolvido no âmbito da PES, que tem como tema “O que é ser um bom professor de Educação Física?”.

Nas considerações finais, faço um balanço sobre a PES, das melhorias que fui verificando com o passar do tempo, bem como das dificuldades encontradas. Espero descrever esta experiência muito enriquecedora não só a nível profissional mas também humano, de forma clara e concisa ao longo deste relatório.

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11 CAPÍTULO I

1. ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DA PRÁTICA DE

ENSINO SUPERVISIONADA

1.1 Enquadramento Pessoal

A área do Desporto e particularmente a Educação Física sempre me provocaram um fascínio desmedido, e com o passar dos anos, até à entrada na Faculdade tornou-se óbvio o caminho que pretendia seguir: ser professor de Educação Física. Desde o tempo em que essa escolha foi tomada já se passaram mais de 4 anos, e foi através do estágio curricular do Mestrado, que fui tendo a real perceção do que é ser professor de Educação Física.

Olhando para trás e a partir do momento que ingressei na escola e iniciei a PES para completar esta última etapa da minha formação, tentei sempre dar o melhor de mim, ser um profissional exemplar em que os interesses dos alunos, bem como as suas necessidades eram sempre motivo de reflexão a cada aula lecionada.

A capacidade de reflexão do professor no final de cada aula de Educação física, é para mim uma das caraterísticas mais importantes que um bom professor deverá ter, pois será um suporte que o vai ajudar a intervir de maneira positiva no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Tendo em conta os objetivos iniciais para esta Prática de Ensino Supervisionada, esta experiência superou as minhas expetativas, tendo sido este um processo extremamente reflexivo, através do qual fui evoluindo e melhorando as minhas prestações, aula após aula. Outro ponto ao longo desta prática, que sinto que me ajudou a ser um melhor professor é a grande autonomia que me foi dada nas tomadas de decisão, isso fez com que a responsabilidade e a vontade de querer fazer melhor, fosse ainda maior.

Neste capítulo da autonomia, só tenho a agradecer ao professor cooperante, pois desde o primeiro dia sempre se mostrou disponível para tudo. Das suas ações, saliento algumas, desde o deixar-me errar, bem como no final de cada uma das aulas e de maneira construtiva, fazer sempre uma reflexão conjunta com o GE, o que só fez com que as minhas capacidades de observação melhorassem exponencialmente. Relativamente à turma, mais uma vez excedeu as minhas expetativas, apesar de uma ou outra exceção, estavam sempre disponíveis a aprender, o que me ajudou a promover o

desenvolvimento das suas capacidades físicas, psicológicas e técnicas. Deste modo também o estímulo da sua autonomia e criatividade se tornava mais fácil de

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12 promover, nunca descorando a formação de cidadãos responsáveis e com papel ativo sociedade na sociedade.

Outro aspeto que tentei sempre passar para os alunos, foi o de consciencializá-los para a prática regular de Atividade Física associada a hábitos de vida saudável.

De uma forma sintetizada, este ano foi o ano mais importante da minha vida profissional, com a PES adquiri importantíssimos conhecimentos teóricos, bem como competências a nível prático que me ajudaram a dar um salto astronómico no exercício desta profissão que escolhi. Para que isto sucede-se, eram imprescindíveis os grandes professores que me acompanharam e foram inexcedíveis comigo, bem como a turma que tive a sorte de acompanhar ao longo deste ano.

1.2 Enquadramento Institucional

Caraterização do Meio

O meu Estágio Profissional, decorreu numa Escola Secundária situada numa freguesia do concelho de Fafe. Esta freguesia, tem uma área geográfica de 2,45 km² de e 1 374 habitantes. A instituição de ensino fica a cerca de 2,5km de Fafe, concelho com 25 Freguesias e limitado a norte pelos municípios de Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho, a leste por Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, a sul por Felgueiras e a oeste por Guimarães.

Segundo a Câmara Municipal de Fafe, Fafe é reconhecida pela sua gastronomia, património e belezas naturais. Foi em finais do século XIX, quando começaram a regressar os investidores emigrantes, oriundos do Brasil, que a cidade se tornou cosmopolita, com a construção de belos e luxuosos palacetes que podem ser ainda hoje comtemplados em muitas das suas ruas.

Fafe é também um concelho com muita paisagem de montanha, ancestral, genuína e inspiradora.

Esses locais de beleza única podem ser observados através de percursos pedestres e de BTT devidamente assinalados, ou também num dos grandes eventos anuais desta área, que é conhecida muito em particular pelas mais carismáticas classificativas do campeonato Mundial de Rali.

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Caraterização da Escola

A instituição onde realizei a minha PES, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, além de estabelecimento de ensino privado de 1º Ciclo, 2º Ciclo, 3º Ciclo e Secundário também possui Creche, Pré-Escola, A.T.L. e Lar Residencial de Idosos. Com autorização definitiva de funcionamento desde 1996 por parte do Ministério da Educação, ao longo dos últimos anos e no sentido de dar resposta ao número elevado de inscrições, a instituição tem vindo a crescer ao nível dos espaços físicos.

A comunidade escolar é composta por pessoal docente, pessoal não docente e discentes. O corpo de docentes é composto por 38 professores, 7 de Educação Física, dos quais 4 são efetivos e 3 encontram-se em estágio profissional. Sendo esta uma instituição de excelência, tem também um leque alargado de pessoal não discente, tendo funcionários habilitados nas categorias de Assistentes Administrativos, Auxiliares de Ação Educativa, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Cozinha, Médico, Enfermeira, Nutricionista, Psicólogas, Cozinheiras, Encarregada Geral, Auxiliar de Lavandaria e Guarda-Noturno.

Ao nível de infraestruturas para a prática da Educação Física a instituição está bem equipada, sendo que possui um pavilhão gimnodesportivo, e uma sala multiusos. Em termos de espaços exteriores há na escola um campo com relva sintética de futebol de 5, e um campo de futebol de 11. Nesta instituição o Desporto Escolar, tem uma relação quase que umbilical com a disciplina de Educação Física, pois há um incentivo muito grande à participação por parte dos professores em relação aos alunos. Na escola o futsal e a patinagem artística, são os desportos de eleição praticados pelos seus estudantes.

1.3 Caracterização da Turma

Foi-me atribuída pelo departamento de Educação Física da escola, uma turma do Curso de Ciências e Tecnologias do 11º ano. A turma era composta por 20 alunos, 13 dos quais eram rapazes e 7 raparigas. Todos os alunos tinham idades compreendidas entre os 15 e os 16 anos, sendo que 17 eram provenientes de Fafe e apenas 3 de concelhos vizinhos.

Importa ainda referir que todos os alunos já tinham passado por escolas do ensino público ao longo da vida escolar, e também que ao nível das retenções escolares, esta era uma turma que não contabilizava nenhuma retenção.

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14 Em termos comportamentais, considero ter sido uma turma boa, com um comportamento muito positivo, respeitosos com o professor, exceção para uma ou duas vezes, em que senti a necessidade de desenvolver estratégias para solucionar as perturbações a que a aula estava a ser sujeita.

Dentro destas estratégias, destaco o ter-me mantido sempre sereno e calmo no exercício da minha função de maneira a tentar moldar o comportamento da turma, não gerando assim ainda mais agressividade.

As aulas de Educação Física são vistas pelos alunos também como uma parte da escola, onde podem de alguma forma relaxar e descomprimir. Cabe ao professor por vezes evitar confrontos desnecessários, em situações de baixa índole de gravidade, pois se fosse necessária uma intervenção mais áspera num momento mais grave, a eficácia com certeza seria maior.

Uma outra estratégia que considerei eficaz ter desenvolvido, foi dividir os alunos que perturbavam as aulas logo desde o início do ano, o que acredito se ter traduzido numa maior tranquilidade nas aulas.

Entre outros aspetos, importa realçar a assiduidade e pontualidade com que a turma sempre se apresentou às aulas, bem como a entrega e disponibilidade motora que evidenciavam nas maior parte das aulas.

Quando por vezes tal não sucedia, procurei sempre utilizar determinadas estratégias para os motivar. Por exemplo, utilizar aprendizagens diferenciadas, implementando diferentes ritmos de ensino adequados as suas capacidades, sendo assim privilegiados todos os alunos, quer os mais avançados, quer os que tinham mais dificuldades.

Em suma, acredito que consegui extrair o melhor de cada aluno, proporcionando aulas agradáveis e motivadoras, não descorando o primordial objetivo das mesmas, a aprendizagem.

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CAPÍTULO II

2. ENQUADRAMENTO PEDAGÓGICO DA PRÁTICA DE

ENSINO SUPERVISIONADA

2.1 Área 1 – Organização e Gestão do Ensino e Aprendizagem

A área 1 compreende todo o processo necessário para a intervenção pedagógica, sendo que, esta inclui os procedimentos necessários à orientação para a prática do professor. Esta etapa esta dividida em quatro fases distintas: conceção, planeamento, realização e avaliação do ensino.

Neste capítulo, será elaborada uma reflexão à minha intervenção pedagógica, durante a qual desenvolvi esforços no sentido de ser o mais justo e rigoroso possível para com os alunos, não descurando a promoção de um clima favorável à aprendizagem dos discentes e ao sucesso das aulas em geral. Segundo Bento (2003), “… planear a educação e a formação significa planear as componentes do processo de ensino e aprendizagem nos diferentes níveis da sua realização; significa apreender, o mais concretamente possível, as estruturas e linhas básicas e essenciais das tarefas e processos pedagógicos”.

2.1.1 Conceção

“…a formação profissional é considerada como o plano de estudos de toda a carreira docente, pilar fundamental para os professores responderem às necessidades do ensino. Para tanto, as instâncias de formação docente disponibilizam ferramentas teóricas e práticas para transpor esta complexa tarefa da formação inicial” (Azevedo, Pereira &.Sá, 2011)

A conceção representa o princípio do processo de ensino-aprendizagem em que se realiza e projeta os objetivos a alcançar. Esta serve como uma linha orientadora durante todo o processo de estágio, tendo em consideração o acompanhamento de todas as etapas fundamentais, desde o planeamento das aulas até à avaliação dos alunos. Ou seja, tendo em conta o planeamento, os seus procedimentos e as suas ponderações, surge a necessidade de conhecer o contexto social e cultural que compreende a escola, bem como o contexto escolar e as suas valências, visto que dessa forma será possível a

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16 realização de um planeamento geral, estruturado e organizado, com conteúdo e adaptado às necessidades dos alunos, tendo em vista o seu desenvolvimento.

Assim sendo, antes do início das aulas participei numa reunião de preparação para o ano letivo que se avizinhava, onde estavam presentes professores de todos os departamentos da escola.

Numa primeira abordagem à realidade escolar, o papel desempenhado pelo professor

cooperante foi fulcral, transmitindo ao grupo de estágio (GE) informações acerca do funcionamento da escola e das condições que esta disponibilizava,

mostrando-se sempre recetivo ao esclarecimento de questões, o que fez com que os elementos do GE se sentissem acolhidos.

Depois de termos conhecimento da dinâmica da escola, o NE reuniu-se a fim de clarificar como o estágio estava estruturado e quais as tarefas que teríamos de realizar ao longo do ano letivo.

Na reunião, foram entregues os documentos mais importantes para a integração e conhecimento dos processos envolventes da escola, como o Projeto Curricular e Educativo do Agrupamento de Escolas, o Regulamento Interno da Escola e do Grupo de Educação Física, o Plano Anual de Atividades, os critérios de avaliação para o 3º ciclo e ensino secundário e os conteúdos a abordar nos diferentes anos de cada ciclo, definidos pelo Departamento de Educação Física, entre outros. Também foi sugerida a consulta do Programa Nacional de Educação Física (PNEF), onde posteriormente tive a oportunidade de fazer uma análise reflexiva do Programa, mais especificamente nos domínios, áreas e objetivos específicos pertencentes ao ano letivo em questão, conseguindo que o planeamento fosse o mais correto possível, promovendo desta forma uma aprendizagem positiva para os meus futuros alunos.

O Programa de Educação Física é um dos documentos principais pelo qual o docente se deve orientar, uma vez que nele estão definidos os princípios e objetivos essenciais ao ensino desta disciplina. A conceção de Educação Física seguida neste plano curricular, centra-se no valor educativo da atividade física eclética, pedagogicamente orientada para o desenvolvimento multilateral e harmonioso do aluno. Assim, esta conceção concretiza-se na apropriação das habilidades e conhecimentos, na elevação das capacidades do aluno e na formação das aptidões, atitudes e valores (bens de personalidade que representam o rendimento educativo), proporcionadas pela exploração das suas possibilidades de atividade física adequada - intensa, saudável, gratificante e culturalmente significativa. (Jacinto et al., 2001). Desta forma, procurei promover atividades motivadoras, criativas

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17 Depois de uma análise reflexiva, determinei como objetivos principais à minha prática pedagógica, que ao longo das aulas os meus alunos iniciassem ou, que pelo menos, continuassem a ter o gosto pela prática regular de atividade física e que também interiorizassem hábitos de saúde e higiene, para que assim os possam praticar ao longo das suas vidas.

Posto isto, podemos afirmar que sem a conceção seria impossível efetuar um planeamento eficaz adaptado ao processo de ensino-aprendizagem da escola, pois provavelmente não haveriam recursos materiais e pedagógicos, para que a turma fosse capaz de obter uma educação coordenada e organizada, de acordo com as necessidades de ensino pedagógicas da turma, bem como um desenvolvimento multilateral e

harmonioso do aluno.

2.1.2 Planeamento

O ato de planear é definido por Bento (2003), como “uma reflexão pormenorizada acerca da duração e do controlo do processo de ensino numa determinada disciplina.” Previamente à fase de planeamento, o Núcleo de estágio elaborou um Questionário de forma a ser preenchido pelos alunos, no início do ano letivo. O objetivo desta ferramenta era o de fornecer um conhecimento mais aprofundado aos professores das dificuldades dos alunos, das suas aptidões, se praticavam alguma modalidade, quais as suas atividades extracurriculares preferidas, qual o seu estatuto socioeconómico, qual a profissão dos seus pais, etc…

Através deste instrumento, torna-se por tanto mais fácil de ajustar as atividades a realizar de forma mais adequada e consequentemente conseguir-se contribuir com um método adequado para o desenvolvimento dos alunos.

O planeamento tem como objetivo fornecer uma antevisão do que se irá passar ao longo do ano letivo, sendo assim possível estabelecer estratégias de ensino adequadas.

Deste modo uma planificação oportuna, precisa e adequada dos conteúdos que serão lecionados, é uma das ferramentas mais importantes, na minha opinião, para que os objetivos pressupostos, sejam cumpridos com êxito.

Para que isto suceda, é também necessariamente imprescindível, saber como abordar e planificar os conteúdos.

De maneira a realizar um correto planeamento, dividi o planeamento em três etapas de planificações distintas: Planificação anual, Planificação periódica e Planos de aula.

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18 -A Planificação anual (Anexo 1) que inicialmente e em conjunto com o Departamento de Educação Física e como ponto de partida, centrou-se em definir as modalidades e matérias a abordar para cada período. No meu caso específico, para a minha turma de 11º ano, foram definidas que seriam abordadas as Unidades didáticas de Atletismo (18 aulas), Andebol (24 aulas) e Basebol (10 aulas) para o primeiro período, no segundo período estabeleceu-se que seriam Ginástica acrobática e aparelhos (11 aulas), Hóquei em campo (11 aulas) e Corfebol (8 aulas), no terceiro e último período as modalidades determinadas foram as de Basquetebol (16 aulas), Futebol (18 aulas) e Natação (3 aulas).

Em relação à distribuição dos espaços de aula, ficou previamente estabelecido antes do inicio do ano letivo que, tanto as aulas de 45 minutos, tal como as de 90 minutos, teria à minha disposição metade do pavilhão gimnodesportivo. Quando as condições climatéricas o permitissem haveria também a possibilidade de usar os espaços exteriores disponíveis.

Posto isto, importa referir que todas as Unidades didáticas e planos de aula foram elaborados segundo o espaço disponível.

-A Planificação periódica (Anexo 3) tendo como referência o Programa Nacional de Educação Física, bem como o programa anual de Educação Física da escola, foi a parte do planeamento onde foram elaboradas individualmente cada uma das Unidades didáticas, em que período seriam abordadas, com os respetivos objetivos gerais e específicos também estabelecidos.

Cada uma das Unidades didáticas teve início com uma avaliação diagnóstica, onde importava definir o nível da turma, as potencialidades de cada um dos alunos e as suas limitações de forma a elaborar um planeamento das aulas da melhor forma e conseguir potenciar as qualidades de cada um, bem como corrigir os defeitos.

-Os Planos de aula (Anexo 4) foram realizados para cada uma das aulas, ao longo do ano letivo. Na elaboração destes, procurei sempre que se ajustassem ao contexto escolar, tendo em consideração as caraterísticas dos alunos, os espaços e materiais à disposição e acima de tudo, que fossem aplicáveis de forma real e exequíveis na prática. Com isto, importa referir que o plano de aula foi apenas um papel orientador do meu trabalho na aula, sendo este flexível e ajustável, sempre que as imprevisibilidades assim o exigiam. Por último, a acrescentar que no fim de cada aula, seguia-se uma sessão de reflexão em conjunto com o professor cooperante e o meu colega de estágio, onde eram

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19 corrigidos de forma construtiva os aspetos menos positivos da aula. O plano de aula, servi-a ainda para a realização do relatório de aula, onde eram relatados todos os acontecimentos relevantes da aula lecionada.

2.1.3 Realização

Um professor “mais” eficaz, apresenta um nível de expectativa elevado. Cria um ambiente que comunica a mensagem seguinte: “os alunos podem aprender”; “eu sou capaz de ensinar”. Assim, formulam objetivos mais ambiciosos e são mais persistentes na procura dos meios para os concretizar (Brophy e Evertson, 1976, citado por Pereira, 2012).

Finalizada a etapa do planeamento, segue-se a etapa da realização que considero ser fundamental, pois é aqui que se põem em prática tudo o que foi aprendido durante a formação.

No primeiro contacto com a turma e em conformidade com o professor cooperante, estabeleci que, para que o ano letivo decorre-se da melhor forma, todos teríamos que respeitar três regras essenciais, ser pontuais, ser assíduos e que teria que haver um respeito mútuo entre todos.

As minhas aulas iniciavam-se sempre com uma preleção clara e objetiva acerca do que seria abordado ao longo da aula.

Na aula e porque os alunos assimilam mais facilmente o que lhes é pedido, recorria muitas vezes à demonstração visual dos exercícios, o que fazia com que o tempo perdido de aula fosse menor.

Para essa demonstração, recorria quase sempre aos alunos que apresentavam melhor capacidade nessa modalidade, excetuando por exemplo na modalidade de Basebol, onde a demonstração era feita por mim, pois tratava-se de uma modalidade nova para todos os alunos.

Esta modalidade foi também nova para mim e vi nela uma oportunidade de crescer um pouco mais enquanto professor, aproveitando as minhas horas vagas na escola e em casa para saber mais acerca da modalidade, e exercitar os seus gestos técnicos de forma a instruir os alunos da forma mais correta.

O início do ano letivo foi o período mais difícil do meu estágio, onde talvez por falta de experiência, sentisse algum nervosismo que rapidamente acabaria por ser ultrapassado

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20 quando a relação com os alunos começou a ser mais próxima, bem como com as observações feitas pelo professor cooperante no final das aulas.

No que concerne à minha relação com a turma, procurei oferecer sempre aulas agradáveis aos alunos, com bom ambiente entre todos de forma a motivar os alunos para a prática e gosto pela modalidade e atividade física em geral, não esquecendo a sequência lógica das progressões metodológicas necessárias, para a correta aprendizagem de cada unidade didática.

Procurei que a minha relação com os alunos fosse simples e direta, pois é essencial que percebam a informação que pretendemos passar.

Aqui também à medida que o nervosismo foi ficando para trás, melhorou a comunicação e consequentemente os feedback’s que são para mim um aspeto muito importante no processo de aprendizagem dos alunos. Sendo estes um aspeto tão importante, procurei dar sempre feedback’s curtos mas diretos, para que conseguissem rapidamente captar a informação.

Por outro lado e de forma a premiar o esforço dos alunos nas aulas procurei recorrer aos feedback’s motivacionais, elogiando-os e incentivando-os a continuar o bom trabalho. Outro aspeto que considero relevante foi, o adotar sempre durante as aulas uma posição que me que possibilitasse observar a totalidade ou a grande maioria da turma, de modo a conseguir dar resposta a uma eventual anomalia comportamental ou técnica que surgisse.

Em termos de comportamento inadequado na sala de aula, sendo que excecionalmente houve um caso outro, nunca foi preciso tomar medidas mais sérias, acabando por conseguir sempre chamar os alunos à razão através do diálogo.

Sendo esta uma turma exemplar no sentido do bom comportamento, o mesmo sucedeu na assiduidade e pontualidade, o que também me ajudou enquanto professor, pois ajudava ao normal funcionamento das aulas.

Em relação à organização da aula, esta foi sempre dividida em três partes, a inicial, a fundamental e a final.

A parte inicial, que começava com a chamada, seguida da preleção inicial da aula, onde se abordavam as temáticas da aula, bem como o aquecimento prévio à parte fundamental.

Na parte fundamental da aula, eram trabalhados os exercícios relativos à unidade didática, onde os alunos desenvolviam as aprendizagens.

Por último, a parte final era essencialmente de retorno à calma e balanço geral da aula. Nesta última parte da aula, os alunos ajudavam sempre e à vez, na recolha do material.

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21 Em relação à minha presença no estabelecimento de ensino, foram decididos no início do ano os dias e as respetivas horas em que a minha presença seria obrigatória.

Assim sendo, lecionava as minhas aulas enquanto era observado pelo colega de estágio e pelo professor cooperante. Posto isto, cabia-me a mim observar as aulas dos dois e no fim em conjunto refletíamos de forma construtiva sobre como tinham decorrido as aulas de cada um. Por vezes e quando o tempo me permitia, assistia também a aulas de outros professores, que lecionavam em diferentes ciclos, o que me ajudou a refletir sobre outros métodos de trabalho e a perceber as diferenças entre lecionar em diferentes ciclos.

2.1.4 Avaliação do Ensino

A avaliação surge com a necessidade de avaliar todo o processo de ensino aprendizagem. Com isto quero dizer, o quantificar com uma nota o desempenho do aluno na avaliação e o desempenho que foi tendo ao longo das aulas.

Para o professor esta é na minha opinião a tarefa mais complexa de executar, pois é um processo que deverá estar presente em todas as aulas de forma à avaliação do aluno ser continua e constante, não se resumindo apenas ao curto momento em que o aluno sabe que está a ser avaliado.

Esta ferramenta ajuda também o professor a perceber o nível de conhecimentos da turma durante as aulas e adaptar sempre que necessário o processo de ensino aprendizagem às limitações e capacidades que os alunos vão apresentando.

De modo geral, existem três formas de avaliação:

A avaliação diagnóstica, que foi realizada em todas as primeiras aulas de cada Unidade Didática que se iniciava. Esta tinha como objetivo, estabelecer o nível em que os alunos se encontravam face à modalidade, diagnosticando as suas limitações e dificuldades de forma a eu perceber as aprendizagens que os alunos posteriormente pudessem vir a realizar.

O diagnóstico foi feito através da observação de cada um dos alunos na prática da modalidade e com ajuda de uma grelha onde para cada um dos gestos técnicos relativos à modalidade havia a seguinte classificação:

(23)

22 A partir da análise desta avaliação estabeleci então quais as prioridades de desenvolvimento dos alunos.

Outra forma de avaliação é a avaliação formativa, tendo esta sido um processo continuo e presente ao longo de todo o ano letivo. No fim de cada aula, as anotações e observações que fazia eram sempre alvo de análise, de forma a diagnosticar as maiores dificuldades e trabalhar esses aspetos em determinadas situações na aula seguinte. Durante este processo avaliativo, avaliei também a dimensão sócio afetiva, através da assiduidade, pontualidade, empenho demonstrado, o respeito pelos colegas e pelo professor e as regras.

De maneira geral, esta avaliação teve como objetivo que as ações pedagógicas fossem adaptadas as dificuldades e progressos de aprendizagem dos alunos.

Por último temos a avaliação sumativa, o objetivo era o de avaliar de forma quantitativa os conhecimentos que se adquiriram no final de cada Unidade Didática. De referir que a avaliação sumativa relativa ao final de cada período seguia sempre as orientações do Departamento de Educação Física da escola, que estabeleceu os seguintes critérios de avaliação para o ensino secundário de acordo cm três domínios:

Domínio Psico-Motor (75%); Domínio Cognitivo (10%) e o Domínio Sócio -afetivo

(15%).

A avaliação dos domínios é realizada através de uma escala com 5 níveis:

Nível 1- Não revela o domínio das competências essenciais da disciplina;

Nível 2- Revela dificuldades do domínio das competências essenciais da disciplina; Nível 3 - Domina as competências essenciais da disciplina;

Nível 4- Domina com alguma facilidade as competências essenciais da disciplina; Nível 5- Domina com facilidade as competências essenciais da disciplina;

No caso de alunos com dispensa ocasional superior a duas semanas, as percentagens atribuídas aos critérios a avaliar diferem pois não é avaliado o domínio psico-motor. Neste caso, o critério cognitivo ganha relevância, com uma percentagem de 60% da nota final. A sua participação na aula será avaliada tal como os colegas (embora a percentagem atribuída seja bem maior) e ser-lhe-á dado um grande destaque à assiduidade, disponibilidade e interesse.

(24)

23

2.2 Área 2 – Participação na Escola e Relação com a Comunidade

As atividades extracurriculares tem um papel durante o estágio, pois ajudam-nos a ter um papel ativo na comunidade escolar.

2.2.1 Atividade realizadas pelo Núcleo de Estágio de Educação Física (NEEF)

O corta-mato, que se realizou no final do primeiro período e contou com a presença de mais de três centenas de alunos de todos os anos letivos. A minha participação nesta atividade, ficou marcada pela colaboração na logística, preparação e realização da mesma.

Organizou-se também um sarau desportivo, que teve a participação de alunos de todos os ciclos e o objetivo era o de apresentar várias atividades físicas e lúdicas. Nesta atividade foram apresentadas coreografias de patinagem, dança e ginástica, bem como uma demonstração de afundanços (Basquetebol) que acabou por ser a atividade mais espetacular do evento, que decorreu no final do segundo período.

Este evento servia também para dar a conhecer aos encarregados de educação e familiares dos alunos, algumas atividades extracurriculares desenvolvidas na escola. De referir que o evento tinha associado um caráter social, pois era necessária a compra de bilhete e o dinheiro revertia a favor de uma associação de luta contra o cancro.

No final do último semestre, realizou-se o dia da comunidade escolar, que tinha como grande objetivo, o convívio entre alunos, pais, professores e funcionários da escola. Esse convívio era feito através da prática de algumas atividades desportivas, como o futebol, o ténis, o paintball, a zumba, a ginástica, o rappel, o golfe, a patinagem, os insufláveis etc.

A atividade teve a participação de 14 grupos distintos, cada um com uma cor identificativa e com um mapa de atividades. Em cada uma das atividades, os grupos permaneciam durante 30 minutos. Os grupos eram formados por alunos e respetivos familiares, por eles convidados. Nesta atividade participaram cerca de cinco centenas de pessoas, e a minha função no evento além da colaboração na parte organizativa, foi orientar uma das estações, que foi a estação de ténis. O objetivo desta estação era que alunos e familiares, individual ou pares jogassem entre si.

A acrescentar que este evento foi um sucesso, cheio de boa disposição e com grande dinamização na comunidade escolar, promovendo os lados, lúdico, recreativo e social da escola e também hábitos de vida saudável.

(25)

24

2.2.2 Desporto escolar

No desporto escolar, acompanhei as duas equipas masculinas de futebol, a de infantis e a de juvenis e a equipa feminina de futebol de juvenis. Nesta atividade exerci várias funções, tais como, treinador, árbitro, secretário e cronometrista.

(26)

25

2.3

Área 3 – Formação e Investigação Educacional

“O que é ser um bom Professor de Educação Física? ” Perceção de

alunos do género masculino e professores do ensino secundário

2.3.1 Introdução

Vale a pena identificarmos alguns dos traços comuns aos “Bons professores”, o que me fez pensar que o importante não seria tanto definir um modelo como “bom professor”, mas sim definir algumas das características que lhe vemos associadas. (Balzan, 2004) Foi a partir deste propósito que se desenvolveu esta investigação que tem como tema: O que é ser um “bom” professor de Educação Física? Quais as representações de alunos do género masculino e professores do ensino secundário?

A realização desta investigação, veio sendo desenvolvida ao longo do ano de estágio. O estudo tem como objetivo geral, identificar quais as dimensões fundamentais à qualidade do Professor de Educação Física, segundo a perceção dos alunos do secundário e dos seus Professores. A amostra é composta por 39 alunos do género masculino com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos e por 6 professores de Educação Física. Os alunos e Professores foram inquiridos através do questionário “Bom Professor de Educação Física”, (Resende, Póvoas, Moreira, & Albuquerque, 2014).

2.3.2 Revisão da Literatura

Escola/Professor

Ao longo da história, sempre houve a necessidade constante de definir um modelo concreto de “bom professor”, contudo esta é uma tarefa hercúlea, não estivessem envolvidos tantos fatores que a tornam de praticamente impossível realização.

Estes fatores que condicionam o professor na busca de um modelo ideal, são de variadas ordens, nomeadamente, humana, cientifica, pedagógica, cultural e profissional. (Cunha, 2010)

Ao longo dos tempos tem-se assistido a uma evolução sistemática da sociedade, tendo por base o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico, na procura da inovação como condição de progresso. As constantes alterações/transformações que emergem nas sociedades modernas fazem com que a escola sinta a necessidade de se

(27)

26 estender e se relacionar com a comunidade envolvente, influenciando-se mutuamente. Desta forma, tal como nos referem vários investigadores “A escola tem, portanto, que se inovar e mudar constantemente ao nível curricular, sob pena de não ser capaz de formar os cidadãos críticos, reflexivos, na lógica transformacional e humanizada” (Cunha, 2008, p, 59).

Atualmente, a docência vive momentos difíceis, no caso da Educação Física que está sendo desprestigiada ao ponto de ver por parte dos órgão máximos de Estado, a sua nota ser retirada da média final de ano.

Os professores nunca viram o seu conhecimento específico devidamente reconhecido. Mesmo quando se insiste na importância da sua missão, a tendência é sempre para considerar que lhes basta dominar bem a matéria que ensinam e possuírem um certo jeito para comunicar e para lidar com os alunos. O resto é dispensável.

Tais proposições conduzem, inevitavelmente, ao desprestígio da profissão, cujo saber não tem qualquer “valor de troca” no mercado académico e universitário. (…) A mais complexa das atividades profissionais é, assim, reduzida ao estatuto de coisa simples e natural. (Nóvoa, 2002)

Contudo os alunos não têm culpa deste conjunto de situações, e por isso, não devem ser penalizados pela falta de trabalho, empenho e dedicação de alguns professores, porque esta não é a atitude correta para resolver o problema.

Albuquerque (2010), afirma que “um ensino “eficaz” é sinónimo de um “bom” ensino. Neste pressuposto, uma definição mais precisa e ampla da eficácia do ensino consubstancia, obrigatoriamente, um quadro de interações entre professores e alunos, vivenciadas no seio da escola.

Bom professor

Sendo assim, Pitta(1999), afirma que o professor deverá seguir uma linha de orientação na prática de ensino de acordo com quatro dimensões: a motivadora, promovendo nos alunos nos alunos a motivação para aprender; a dimensão relacional, proporcionando um ambiente adequado à aprendizagem; a dimensão ética, difundindo valores aceitáveis para a inclusão social; e por fim a dimensão construtiva, onde destaca a maneira como o professor consegue ser admirado pelos alunos através das suas capacidades de ensino. Assim sendo, as caraterísticas do professor que se evidenciam aos olhos dos alunos são mais de ordem humana do que propriamente ligadas às técnicas de ensino. (Postic, 1984) Observa-se assim que as qualidades intrínsecas do ser humano, neste caso do

(28)

27 professor, são meramente relevantes no processo de ensino, colocando de parte a ideia de que o bom professor é aquele que adquire um ótimo conhecimento relativamente a uma determinada área.

Por outro lado, a capacidade e qualidade, que o professor tem de possuir no processo pedagógico, não aperfeiçoa segundo o tempo de ensino, ou seja, a competência não é necessariamente proporcional aos anos de prática, nem o melhoramento do ensino se processa de forma automática” (Cunha, 2010, pag.99).

O mesmo autor, afirma também a necessidade do professor se manter atualizado relativamente aos seus métodos de ensino, realizar posteriormente ao ato de ensinar uma autoavaliação de todo o procedimento, realizar formações continuas e especializadas de modo a garantir um processo de ensino eficaz.

Deste modo, o professor não se deve centrar apenas nas competências científicas, mas também em aptidões pedagógicas e em caraterísticas a nível intrínseco.

Com isto, assegura-se que a evolução profissional não se foca apenas nos conhecimentos adquiridos, mas também em atos realizados pelo professor como boas relações interpessoais, bom ambiente na sala de aula ou estimular nos alunos motivação para a aprendizagem. (Silva, 2000)

Segundo Martins (2001), “o professor do século XXI é aquele que, além da competência, habilidade interpessoal e equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e que o respeito às diferenças está acima de toda a pedagogia.”

A autoavaliação, a formação contínua e a especializada, bem orientadas, poderão servir de meio terapêutico no combate à insatisfação profissional, no alívio da rotina, no desencadear de estímulos e no atear do entusiasmo. (Cunha, 2010)

O nosso ofício de professor, qualquer que seja o nível, pode ser esgotante, dececionante. Pode trazer um terrível azedume, mas há uma recompensa suprema, que é achar o aluno muito mais dotado que ele próprio, que vai avançar muita para além dele próprio, que talvez vá criar a obra que um próximo professor vai ensinar. (…) Isso, juro-lhe, é uma recompensa infinita. É uma vocação absoluta ser professor. (…) talvez seja a profissão

mais orgulhosa e, ao mesmo tempo, a mais humilde que existe. (Steiner, 2005) Se é importante saber a perceção dos professores, é também muito importante saber a

forma com os alunos veem os professores, a disponibilidade pessoal é um fator facilitador da aprendizagem, que poderá contribuir para o sucesso educativo dos alunos. Estes, sentir-se-ão mais confiantes quando o professor «se disponibiliza a ajudá-los, a ouvi-los, e a tentar que o seu futuro seja o melhor possível». Considera-se ainda que «o

(29)

28 saber ouvir, saber aceitar as opiniões dos alunos, pensar nelas, porque os alunos também têm ideias» é importante, devendo o professor «dar confiança, apoio» estar atento a tudo o que o rodeia, promovendo a aproximação para que os alunos se sintam «à vontade para poder falar», estando disponível para respeitar a sua opinião, devendo «pedir ajuda e depois não se limitar a dizer vamos fazer». Esta disponibilidade não deverá ocorrer apenas «dentro da sala de aula mas sempre que for necessário» implicando que, na sua ação profissional, um professor tenha de «dar muito de si» tendo de estar disponível 100%. (Mesquita, 2011)

O adquirir novas competências pedagógicas, e a capacidade de transmiti-las de forma adequada aos alunos, é a base para conseguir atingir um modelo de bom professor. Ou seja, a defesa de um discurso científico e pedagógico coerente e organizado, com a capacidade de argumentar, de explicar o “quê”, o “porquê”, o “de quê” e o “como” aqueles fazem e pensam a sua atividade profissional e pessoal.

O professor precisa ter um conhecimento científico-pedagógico do conteúdo da matéria. Esta tem de ser escolhida, preparada, ordenada, estruturada e transmitida ao serviço do processo de desenvolvimento dos alunos. (BENTO, 1989)

2.3.3. Metodologia e Procedimentos

2.3.3.1 Tipo de estudo

O presente estudo, é um estudo exploratório tomando como referência de análise as dimensões descritiva e comparativa.

2.3.3.2 Problema, Objetivos e variáveis

Consideramos como problema da nossa investigação: Quais as caraterísticas que os alunos privilegiam e associam à qualidade do professor de EF?

Problema:

Consideramos como problema da nossa investigação: Quais as caraterísticas que os alunos privilegiam e associam à qualidade do professor de EF?

Questões de estudo

-Quais as representações dos alunos do género masculino sobre o que é um bom professor de EF? -Quais as representações dos professores sobre o que é um bom professor de EF?

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29

-A zona de habitação influência o gosto dos alunos pela Educação Física?

-A prática de algum desporto, influência o gosto dos alunos pela Educação Física? -A relação com os colegas influência o gosto dos alunos pela Educação Física? -Ter algum problema de saúde influência o gosto dos alunos pela Educação Física?

Objetivo geral:

Identificar quais as dimensões fundamentais à qualidade do Professor de Educação Física, segundo a percepção dos alunos do secundário e dos seus Professores.

Objetivos específicos:

1) Relacionar a percepção dos alunos e professores acerca do tema;

2) Verificar se a opinião difere consoante a idade e o contexto sócio-biográfico de cada aluno;

3) Conhecer as opiniões dos alunos e professores quanto à dimensão – “Conhecimento e Competência”

4) Conhecer as opiniões dos alunos e professores quanto à dimensão – Dimensão “Comportamentos Inapropriados”

5) Conhecer as opiniões dos alunos e professores quanto à dimensão – Dimensão, “Organização e Gestão da Aula”

6) Verificar se existe correlação entre o gosto pelas aulas de Educação Física e os problemas de saúde.

7) Verificar se existe correlação entre o gosto pelas aulas de Educação Física e se pratica algum desporto.

8) Verificar se existe correlação entre o gosto pelas aulas de Educação Física e a zona onde habita.

9) Verificar se existe correlação entre o gosto pelas aulas de Educação Física e a sua

(31)

30

Variáveis

 Variável dependente - Género masculino

 Variável independente – Opinião dos alunos sobre a ideia de “Bom professor”

2.3.4 Critérios de inclusão da amostra

 Alunos do género masculino;

 Alunos que frequentam o ensino secundário;

 Alunos de uma Escola Secundária do Concelho de Fafe.

2.3.5 Amostra

Este estudo apresenta uma amostra constituída por, 39 alunos que frequentaram o ensino secundário numa escola do concelho de Fafe com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos.

(32)

31 O ano mais representado no estudo é o 11º com 46,2% (18 alunos) da amostra, já o menos representado é o 12º com apenas 12,8% (5 alunos). Na amostra, verifica-se ainda que os alunos presentes moram maioritariamente em zonas urbanas (61,5%), o meio de transporte mais utilizado para se deslocarem para escola é o carro (89,7%).

A maioria dos alunos gosta da escola (76,9%) e uma maioria ainda maior gosta das aulas de Educação Física (89,7%). Na relação com os colegas de turmas, 71,8% dos alunos classifica a relação como “excelente” e 28,2% como “boa”, sendo que ninguém optou pela opção “razoável”.

Importa verificar ainda que, mais de metade dos alunos (56,4%) pratica algum tipo de desporto e que 15,4% tem problemas de saúde.

2.3.6.1 Métodos de recolha dos dados:

O método utilizado no estudo para a recolha de dados quantitativos foi, o questionário “Bom Professor de Educação Física” (Resende, Póvoas, Moreira, & Albuquerque, 2014), através do qual foram inquiridos alunos e professores.

A nível estrutural, este questionário é composto por 28 questões acerca dos comportamentos do Professor. É utilizada uma escala de Likert de cinco pontos em cada questão, onde: 1 – Nunca; 2 – Raramente; 3 – Algumas vezes; 4 – Muitas vezes; 5 – Sempre

Este questionário inicial, foi ainda adaptado de acordo com algumas questões socioeconómicas que considerei pertinentes, tais como, ano que frequenta, zona de habitação, transporte para a escola, se gosta da escola, se gosta das aulas de Educação Física, relação com os colegas de turma, se pratica algum desporto e se padece de algum problema de saúde.

O questionário está dividido em três dimensões:

1) Dimensão Conhecimento e Competência: motivos relacionados com os conhecimentos técnicos, táticos, científicos e dos alunos que o Professor tem, evidenciando competência na operacionalização das diferentes matérias letivas; itens 1

(33)

32

a 15.

2) Dimensão Comportamentos Inapropriados: motivos relacionados com a conduta do Professor na sala de aula; itens 16 a 23.

3) Dimensão Organização e Gestão da Aula: inclui os motivos relacionados com a dinâmica e o controlo que o Professor tem da aula, sobretudo ao nível do ritmo, da atitude e do cumprimento de horários; itens 24 a 28.

2.3.6.2 Operacionalização do questionário

No mês de Fevereiro de 2016, foi entregue o questionário aos alunos, com uma breve explicação acerca dos objetivos do estudo.

Tendo sido o questionário preenchido de forma anónima, garantindo assim a confidencialidade dos inquiridos, estes na globalidade não apresentaram dificuldades no seu preenchimento.

A recolha dos questionários, decorreu durante o mês de Março de 2016.

2.3.6.3 Análise de dados

Para a análise dos dados percorremos alguns caminhos matemáticos/estatísticos. Todos os cálculos foram realizados no SPSS 20.0.

1) Para a análise geral do questionário iremos socorrer-nos das frequências e percentagens de respostas.

2) Para a análise comparativa e descritiva é usado o coeficiente de correlação de Pearson, para determinar o grau de correlação entre variáveis;

3) O nível de significância estatístico adotado foi de 5% (=0.05) – Nível adotado nas ciências do comportamento;

(34)

33

2.3.7

APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

De seguida serão apresentados os resultados da investigação.

Tabela 1 - Características mais e menos valorizadas no bom professor de E.F. segundo os professores.

Na análise da tabela, onde as características mais valorizadas se encontram preenchidas a azul, constata-se que existem 5 que são igualmente valorizadas pelos 6 professores com média de 5, tais como, “Controlar a aula”, “Ser empenhado”, “Garantir que grande parte da aula seja dedicado á realização dos exercícios”, “Ter conhecimento sobre a

(35)

34 avaliação e desenvolvimento da condição física” e “Transmitir a matéria de forma eficaz”.

Ou seja, a dimensão que os professores mais valorizam é a do conhecimento e das competências, pois esta possui 4 das 5 características mais apreciadas pelos professores. Já as características menos valorizadas, estão preenchidas a vermelho, sendo que destas há 4 que são valorizadas com média de 1, nomeadamente, “Demonstrar favoritismo em relação aos melhores alunos”, “Fazer comentários pessoais desagradáveis”, “Gastar mais tempo a exercitar os melhores alunos” e “Deve tratar-me de forma diferente porque sou rapaz ou rapariga”. A quinta característica menos valorizada pelos professores é, “Usar o poder de professor para intimidar o aluno”, com a média de 1,1667.

Com isto, conclui-se que a dimensão menos valorizada pelos professores foi, a dimensão dos comportamentos inapropriados.

(36)

35

Tabela 2 - Características mais e menos valorizadas no bom professor de E.F. segundo os alunos

N Mínimo Máximo Média Desvio Padrão

Transmitir a matéria de

uma forma eficaz 39 3,00 5,00 4,8718 ,40907

Ter conhecimentos sobre

a avaliação e

desenvolvimento da

condição física

39 4,00 5,00 4,8205 ,38878

Promover a integração

dos jovens com

dificuldades na disciplina

39 3,00 5,00 4,6667 ,62126

Revelar conhecimentos técnicos e táticos das modalidades desportivas 39 4,00 5,00 4,8974 ,30735 Mostrar capacidade de identificar os erros e fornecer informação de correção 39 3,00 5,00 4,8974 ,38353 Revelar conhecimento

sobre os efeitos das atividades físicas

39 2,00 5,00 4,5385 ,85367

Explicar e incentivar o espírito desportivo (Fair-Play)

39 3,00 5,00 4,6667 ,57735

Facilitar as relações entre

as pessoas 39 2,00 5,00 4,5897 ,75107

Garantir que grande parte do tempo da aula seja dedicado à realização dos exercícios

39 3,00 5,00 4,5385 ,68234

Ser empenhado 39 3,00 5,00 4,7179 ,55954

Criar nos jovens

autonomia e criatividade no desenvolvimento das tarefas

39 3,00 5,00 4,6154 ,59007

Incentivar os alunos a refletirem sobre a sua atitude e desempenho nas aulas

39 3,00 5,00 4,3590 ,74294

Promover uma boa

ocupação do espaço da aula

(37)

36

Fomentar nos jovens um estilo de vida ativa a longo prazo

39 1,00 5,00 4,4872 ,88472

Ser digno de confiança em relação aos problemas dos alunos

38 3,00 5,00 4,5263 ,64669

Gritar quando está

zangado 39 1,00 5,00 2,6410 1,22447

Ignorar a opinião dos

alunos 39 1,00 5,00 1,3846 ,87706

Demonstrar favoritismo em relação aos melhores alunos

39 1,00 5,00 1,3077 ,83205

Usar o poder de professor

para intimidar o aluno 39 1,00 5,00 1,3077 ,86310

Fazer comentários

pessoais desagradáveis 39 1,00 5,00 1,2308 ,74203

Gastar mais tempo a exercitar os melhores alunos

39 1,00 5,00 1,6154 1,24848

Deve tratar-me de forma diferente porque sou rapaz ou rapariga

39 1,00 5,00 1,5385 1,04746

Demonstrar irritação

quando as coisas não correm como planeado

39 1,00 5,00 2,4359 1,41039

Conseguir que a aula decorra sem interrupções e com ritmo 39 2,00 5,00 4,4103 ,81815 Controlar a aula 39 3,00 5,00 4,6154 ,74747 Iniciar as atividades na hora prevista 39 3,00 5,00 4,5641 ,64051 Terminar as atividades na hora prevista 39 3,00 5,00 4,6154 ,63310

Ser positivo perante a

turma 39 3,00 5,00 4,8462 ,53991

N válido (de lista) 38

Na tabela 2 podemos consultar o valor que os alunos atribuem a cada característica, segundo o que consideram ser inerente a um bom professor.

Como tal, as características mais valorizadas pelos alunos por ordem decrescente são nomeadamente, “revelar conhecimentos técnicos e táticos das modalidades desportivas” “mostrar capacidade de identificar os erros e fornecer informação de correção”,

(38)

37 “transmitir a matéria de uma forma eficaz”, “ser positivo perante a turma” e “ter conhecimentos sobre a avaliação e desenvolvimento da condição física”.

Quanto à dimensão mais valorizada pelos alunos, foi a dimensão dos conhecimentos e competências, que é onde se situam 4 das 5 características mais apreciadas pelos alunos. Em relação às características menos valorizadas, as características menos apreciadas de forma decrescente são: “fazer comentários pessoais desagradáveis”, “demonstrar favoritismo em relação aos melhores alunos”, “usar o poder do professor para intimidar o aluno”, “ignorar a opinião dos alunos” e “tratar-me de forma diferente porque sou rapaz ou rapariga”.

Neste caso, a dimensão menos valorizada foi a dos comportamentos inapropriados, com 5 das suas características a serem as escolhidas.

Tabela 3- Características mais valorizadas no bom professor de E.F. por ano de escolaridade

Na tabela 3 podemos observar que, os alunos do 10º ano tem como caraterísticas mais apreciadas, “Revelar conhecimentos técnicos e táticos das modalidades desportivas” com 4,8750 de média, seguida de “ Transmitir a matéria de forma eficaz” com 4,8125,

(39)

38 verifica-se ainda que “Mostrar capacidade de identificar os erros e fonecer informação de correção a turma” com a média de 4,7500 fecha assim o quadro das 3 caraterísticas mais valorizadas. Com isto, clonclui-se que a dimensão mais valorizada pelos alunos é a dos conhecimentos e competências, com 3 das suas características no quadro das mais apreciadas.

Em relação aos alunos de 11º ano, estes tem como característica que mais apreciam com média de 5, “Mostrar capacidade de identificar os erros e fornecer informação de correção”, de seguida como segunda caractística mais apreciada surgem duas características com a média de 4,8889, que são “Ser positivo perante a turma”, “ Transmitir a matéria de forma eficaz”. Neste caso, verifica-se que a dimensão mais apreciada é a dos conhecimentos e competências com duas das três características mais apreciadas. Logo a seguir a dimensão da organização e gestão de aula que com uma característica completa o quadro das 3 mais valorizadas.

No entanto, os alunos do 12º ano tem 7 característas no topo da lista que mais apreciam, com média de 5, são elas, “Controlar a aula”, “Ser empenhado”, “Ser positivo perante a turma”, “Mostrar capacidade de identificar os erros e fornecer informação de correção”, “Revelar conhecimentos técnicos e táticos das modalidades desportivas”, “Ter conhecimentos sobre a avaliação e desenvolvimento da condição física”, “transmitir a matéria de forma eficaz”. Neste caso, conclui-se que havendo 7 características com a cotação máxima, a dimensão que é a mais apreciada é a dos conhecimentos e competências com 5 das 7 mais valorizadas. As restantes duas características, pertencem à dimensão da organização e gestão de aula.

(40)

39

Tabela 4- Características menos valorizadas no bom professor de E.F. por ano de escolaridade

Na tabela 4, pode concluir-se que apenas uma das caraterísticas das 3 menos apreciadas é transversal aos 3 diferentes anos letivos, que é “Fazer comentários pessoais desagradáveis”.

Em relação ao 10º ano, a caraterística menos valorizada é” Demonstrar favoritismo em relação aos melhores alunos”, no 11º ano “Usar o poder do professor para intimidar o aluno”, foi a caraterística com média mais baixa.

Por sua vez, no 12º ano houveram 4 caraterísticas com média de 1, estas foram, “Ignorar a opinião dos alunos”, “ Fazer comentários pessoais desagradáveis”, “ Demonstrar favoritismo em relação aos melhores alunos” e “Gastar mais tempo a exercitar os melhores alunos”.

Neste caso específico, a dimensão menos apreciada em cada um dos 3 anos analisados, foi a dos comportamentos inapropriados, com todas as características dos quadros a lhe pertencerem.

(41)

40

Tabela 5- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e a zona de habitação Zona de Habitação Total P Rural Urbana Gostas das aulas de E.F. Sim 12 23 35 0,113 Não 3 1 4 Total 15 24 39

Na análise à tabela 5, verifica-se que não existe correlação entre os alunos que gostam das aulas de E.F. e a sua zona de habitação, P≤0,05.

Tabela 6- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e o hábito de pratica desportiva

Praticas algum desporto

Total P Sim Não Gostas das aulas de E.F. Sim 21 14 35 0,181 Não 1 3 4 Total 22 17 39

Em relação a tabela 6, conclui-se que não existe correlação entre o gosto pelas aulas E.F. e a prática de desporto, P≤0,05.

Imagem

Tabela  1  -  Características  mais  e  menos  valorizadas  no  bom  professor  de  E.F

Tabela 1 -

Características mais e menos valorizadas no bom professor de E.F p.34
Tabela  3-  Características  mais  valorizadas  no  bom  professor  de  E.F.  por  ano  de  escolaridade

Tabela 3-

Características mais valorizadas no bom professor de E.F. por ano de escolaridade p.38
Tabela  6-  Correlação  entre  o  gosto  pelas  aulas  de  E.F.  e  o  hábito  de  pratica  desportiva

Tabela 6-

Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e o hábito de pratica desportiva p.41
Tabela 8- Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e se tem algum problema de  saúde

Tabela 8-

Correlação entre o gosto pelas aulas de E.F. e se tem algum problema de saúde p.42