SD-RES 5 0 908(469.9) u F987a A
,
51829agores
f'aunae flora
CONTRIBUTO
1986
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Duarte
Soares
Furtado
Divisao de Ecologia Insular
Departamento de Biologia
Universidade dos Agores
11111111111111111111111111111111111 5 1 8 2 9 "~_:R(".af&JOa
UNIVERSIDADE DOS A<;ORES
Anresentagao
introduxao
a) situaxao da avifauna
b) situagao da flora endemica
~ - ornitologia
a) situaxao actual
b) lista de aves nidificantes nos agores
c) lista de aves nidificantes em todas as ilhas d) nomes varios para as aves dos agores:
- cientlfico
- vulgar (regional - agores) - portugues
- ingles - frances - sueco - holandes
e) - descrixao de uma especie - 0 exemplo de Scolopax rusticola - Galinhola
plantas - botanica
a) status e distribuigao das plantas vasculares endemicas dos agores - lista de plantas e sua distribuigao pelas diferentes ilhas
descrigao de uma especie - a exemplo de Juniperus brevifolia - Cedro--do-mata
trilhos de interesse ornito-botanico para as diferentes ilhas do arquipelago
Duarte Soares Furtado
Divisao de Ecologia Insular
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DOS A(OIfF!
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UNIVERSIDADE DOS AC:ORES
Arguipelago dos AQores (Portugal)Situado a mais de 1500 kilometros da Europa
a
latitude de Lisboa, 0 arquipelago dos AQores de origem vulcanica estende-se aolongo dum eixo (SSE-NN\<J) por 600 kilometros com nove ilhas repartidas por tres grupos distinctos.Povoado nos meados do seculo XV pelos portugueses, a popula~ao actual
e
de 270.000 habitantes, aproximadamente.
Uma origem recente e urn vulcanismo muito activo, fazem com que os relevos sejam muito jovens, existindo em cada ilha uma ou mais caldeiras centrais.
o
clima e oceanico, fresco com fracas variaQoes de temperatura, sendo ahumidade relativa e a pluviosidade factores muito importantes seguindo urn
gradiente de Este (800mm/ano) -Oeste (1600mm/ano) com urn aumento de 25%
por 100 metros de altitude.
Menos de 1% do territorio (2.350Km2) esta coberto de vegeta~ao primitiva;
as pastagens (230.000 cabe9as de bovinos) e as florestas de coniferas exoticas dominam as paisagens existindo uma cintura agrIcola ao longo das costas.
Mais de 5~/o da flora actual foi introduzida pelo homem. Assinale-se tambem
a riqueza do arquipelago em musgQs, mais de 450 especies.
Comparado com outros arquipelagos da Macaronesia (AQores, Madeira, Canarias e Cabo Verde), a vegetagao dos AQores e bem individualizada formando ecos-sistemas originais considerados como endemicos.
a vegetaQao costeira
e
dominada por herbaceas com algumasende-micas raras, por exemplo: a Festuca patraea, a Azorina vidalii e ~uphorbia azorica. Mais para 0 interior, encontramos a Myrica faya e a Erica azorica formando densos maciQos.
acima dos 500 metros de altitude, a vegetaQao esta representada
por uma flore~ta arbustiva com Laurus azorica e Juniperus
brevi-folia. Estes ultimos tornaram-se dominantes sobre os Bolos mais pobres e expostos. Trata-se da formaQao mais rica e mais comple-xa do arquipelago, abundante em plantas endemicas e em .p!fitos da qual nao resta mais nenhuma zona intacta dado 0 impacto das actividades humanas.
As mais belas formaQoes secundarias que reetam sao rapidamente destruidas pela transformaQao do terreno em pastagens ou planta-Qoes de contferas, a construQao de vias de acesso ou a invasao por especies exoticas que modificam a arquitectura destes povoa-mentos.
C>
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Do
00 Recife. 00 00 o .DacarUNIVERSIDADE DOS
A~ORES
SituaQao actual33
1 814
,.
especles nidificantes especie endemica subespecies endemicasespecies nidificando em todas as ilhas
Duvidosa a sua nidificagao (a)
? Carduelis spinus - Lugre
? Estrilda astrild - BiQue-de-lacre
? Phasianus colchicus - Faisao
(a) sao necessarias mais informagoes
Nota: 0 Pat~-real Anas platyrynchos, nidifica exclusivamente no interior da ilha das Flores.
Segundo observagoes pessoais e muito recentes (Abril/86) naQuela ilha, notou-se igualmente a presenga da M arre-Quinha Anas crecca, mas sem QualQuer confirmagao de ali
nidificar.
UNIVERSIDADE DOS
A~ORES
aves nidificantes nos axoresnomenclatura, distribuixao e status
nome cientifico Puffinus assimilis Puffinus puffinus Calonectris diomedea Bulweria bulwerii Oceanodroma castro Anas platyrhynchos Buteo buteo Ardea cinerea Alectoris rufa Coturnix coturnix Gallinula chloropus Scolopax rusticola Gallinago gallinago Charadrius alenxandrinus Larus argentatus sterna dougallii sterna hirundo Columba palumbus Columba livia Asio otus Tyto alba Motacilla cinerea Erithacus rubecula Turdus merula Sylvia atricappilla Regulus regulus Fringilla coelebs
S erinus canarius Carduelis chloris Carduelis carduelis
Pyrrhula murina
Passer domesticus
Sturnus vulgaris distribuiQao Ma Mi T G J P F Fl C i ? r i i i i i i c c c c c c c c c i i
?
r ? r p c c v c c c c ? c?
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c v v c c c c c c ?v v
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c a c c e a•
b a f c b b a a a a a a•
a a a a a a a b a e a aUNIVERSIDADE DOS A<;ORES
abreviaturas utilizadas distribuiQao: c - comum p em perigo i indeterminado r - rara v - vulneravel?
duvidoso ou com indices muito baixosstatus: a fora de perigo
b fora de perigo, mas localizado
c - pequenas populaQoes
d - em perigo
e - em perigo de extinQao
f considerada como extinta, mas ainda sobrevive
• - sao necessarias mais informagoes
ilhas: Ma Santa Maria
Mi - Sao Miguel T Terceira G - Graciosa J Sao Jorge P - Pico F - Faial FI - Flores C - Corvo
endemismo: ~ - subespecie endemica
~~ - endemica da macaronesia
~~~ - especie endemica
nota: 0 Departamento de Biologia, possui urn exemplar de Columba palurnbus
a ba tido a tiro em Santa r·1aria no ana transacto, 0 que nao pode
pro-var que a especie em causa ali nidifica. Provavelmente tera
atraves-sado 0 canal a partir de Sao f1iguel.
aves
nidificantes nos agores
1 - Jovem garajau-comum, Sterna
hirundo recem nascido.
Lagoa do Fogo/Sao Miguel
2 - Canario-da-terra, Serinus
canarius adulto.
Ponta Delgada/Sao Miguel
3 -
Toutinegra, Sylviaatrica-pilla adulto.
Vila F. do Campo/Sao Miguel
4 -
Garajau-comum, Sternahi-rundo. Casal no per{odo de acasalamento.
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A~ORES
Lista de ave~ nidificantes nos Agores
01 - Puffinus assimilis - Pintainho
02 - Puffinus puffinus - Frulho
03
Calonectris diomedea - Cagarro04 - Bulweria bulwerii - Anjinho
05 - Oceanodroma castro - Alma-de-mestre
06 - Anas platyrhynchos - Pat~-real 07 - Buteo buteo - Milhafre
08 Ardea cinerea - Garga-real
09 - Alectoris rufa - Perdiz 10 - Coturnix coturnix - Codorniz
11 - Gallinula chloropus - Galinha-d'agua
12 - Scolopax rusticola - Galinhola
13 -
Gallinago gallinago - Narceja14 -
Charadrius alexandrinus - Lavandeira15
-
Larus argentatus - Gaivoita16 -
Sterna dougal Iii - Garajau-rosado17 -
sterna hirundo - Garajau-comum 18 - Columba palumbus - Pombo-torcaz19 -
Columba livia - Pombo-de-rocha 20 - Asio otus - M8cho21 - Tyto alba - Coruja-das-torres 22 - Motacilla cinerea - Alveola
23 - Erithacus rubecula - Santatoninho
24 - Turdus merula - ]\1elro-negro 25 - Sylvia atricapilla - Toutinegra 26 - Regulus regulus - Estrelinha
27 - Fringilla coelebs - Tentilhao
28 - Serinus canarius - Canario-da-terra 29 - Carduelis chloris - Verdilhao
30 - Carduelis carduelis - Pintassilgo
31 -
Pyrrhula murina - Priolo32 - Passer domesticus - Pardal-dos-telhados
33 -
Sturnus vulgaris - EstorninhoUNIVERSIDADE DOS
A~ORES
Lista de aves nidificantes em todas as ilhas
01 - Calonectris diomedea - Cagarro
02 - Coturnix coturnix - Codorniz
03 - Larus argentatus - Gaivota
04 - Sterna douga11ii - Garajau-rosado
05 - Sterna hirundo - Garajau-comum
06 Columba livia - Pombo-de-rocha
07 - Motacilla cinerea - Alveola
08 - Turd_us merula - Melro-negro
09 - Carduelis carduelis - Pintassilgo
10 - Serinus canarius - Canario-da-terra
11 - Fringil1a coelebs - Tentilhao
12 - Regulus regulus - Estrelinha
13 - Sylvia attricapilla - Toutinegra
14 - Sturnus vulgaris - Estorninho
aves
migradoras nos a~ores
5 -
Seixoeira, Calidriscanu-tus.
Ponta Delgada/Sao Higuel
6 -
Vira-pedras, Arenariain-terpres.
Sta. Cruz das Flores
7 -
Ma~arico-real, Numenius ar-quata.Horta/Faial
8 - Sanderlingo, Calidris alba
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01 - Puffinus assimilis - Pintainho Portugues - Pardela-pequena Frances - Peti t puffin Sueco - Dvarglira
02 - Puffinus puffinus - Frulho Portugues - Fura-buxo
Frances - Puffin des anglais Sueco - Mindre lira
03 - Calonectris diomedea - Cagarro portugues - Pardela-de-bico amarelo Frances - Puffin cendre
Sueco - Gulnabbad lira
04
-
Bulweria bulwerii - AnjinhoPortugues - Alma-negra Frances - Petrel de bulwer Sueco - Spetssjartad stormfagel 05 - Oceanodroma castro - Alma-de-mestre
Portugues - Calca-mar Frances - Petrel de castro
Sueco - Oceanlopare
06 - Anas platyrinchos - Pato-real Portugues - Pato-real
Frances - Canard colvert Sueco - Grasand
07 - Buteo buteo - Milhafre (a)
Portugues - Aguia d'asa-redonda Frances - Buse variable
Sueco - Ormvrak
08 - Ardea cinerea - GarQa-real portugues - GarQa-real Frances - Heron cendre Sueco - Gra hager
09 - Alectoris rufa - Perdiz Portugues - Perdiz comum Frances P~rdrix grise Sueco - Rapphona
10 - Gallinula chloropus - Galinha d'agua Portugues - Galinha d'agua
Frances Paule d'eau Sueco - Rorhona
Ingles - Little shearwater Alemao - Kleiner sturmtaucher Holandes - Kleine Pijlstormvogel
Ingles - Manx shearwater
Alemao - Schwarzschnabel sturmtaucher Holandes - Noordse pijlstormvogel
Ingles - Cory's shearwater
Alemao - Gelbschnabel sturmtaucher Holandes - Cory's pijlstormvogel
Ingles - Bulwer's petrel Alemao - Bulwersturmvogel Holandes - Bulwers stormvogel
Ingles - I'1adeiran storm-petrel Alemao - I1adeira-wellenlaufer Holandes - Jl[adeirastormvogel tje
Ingles - lVIallard Alemao - Stockente Holandes - Wilde Eend
Ingles - Buzzard Alemao - Mausebussard Holandes - Buizerd
Ingles - Grey heron Alemao - Fischreiher Holandes - Blauwe reiger
Ingles - Partridge Alemao - Rebhuhn HOlandes - Waterhoen Ingles - Moorhen Alemao - Teichhuhn
Holandes -
WaterhoenUNIVERSIDADE DOS
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11 - Coturnix coturnix - Codorniz
Portugues - Codorniz Frances - Caille des bles Sueco - Vaktel
12 - Scolopax rusticola - Galinhola Portugues - Galinhola
Frances - Becasse des bois Sueco - Morkulla
13 - Gallinago gallinago - Narceja Portugues - Narceja
Frances Becassine des marais Sueco - Enkelbeckasin Ingles - Quail Alemao - Wachtel Holandes - Kwartel Ingles - Woodcock Alemao - Waldschnepfe Holandes - Hontsip Ingles - Snipe Alemao - Bekassine Holandes - Watersnip
14 - Charadrius alexandrinus Lavandeira (b) Portugues - Borrelho-de-coleira-interrompida
Ingles - Kentish plover Frances - Gravelot-a-colier-interrompu Alemao - Seeregenpfeifer Sueco - Swartbent strandpipare
Holandes - Strandpleivier
15
-
Larus argentatus - Gaivota Portugues - Gaivota argentea Frances - Goeland argente Sueco - Gratrut16 - sterna dougallii - Garajau-rosado Portugues - Garajau-rosado
Frances - Sterne de Dougall Sueco - Rosentarna
Ingles - Herring gull Alemao - Silbermowe Holandes - Zilvermeeuw
Ingles - Roseate tern Alemao - Rossenseeschwalbe HOlandes - Dougall's stern
(a) tambem conhecido por "Queimado", especialmente na ilha Terceira.
(b) tambem conhecido por "TrigueiJ?ao", em algumas ilhas dos Agores.
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17 -
Sterna hirundo - Garajau-comumPortugues - Garajau-comum
Frances - Sterne pierregarin
Sueco - Fisktarna
18 - Columba palumbus - Pombo-torcaz
Portugues - Pombo-torcaz
Frances - Pigeon ramier
Sueco - Ringduva
19
-
Columba livia - Pombo-de-rochaPortugues - Pombo-bravo
Frances - Pigeon biset
Sueco - Klippduva 20 - Asio otus - MScho (c)
Portugues - Bufo-pequeno
Frances - Ribou moyen-due
Sueco - Hormeggla
21 - Tyto alba - Coruja-das-torres
Portugues - Coruja-das-torres
Frances - Chouette effraie
Sueco - Tornuggla
22 - Motacilla cinerea - Alveola
Ingles - Common tern
Alemao - Flusseeschwalbe
Holandes - Visdiefje
Ingles - Woodpigeon
Alemao - Ringeltaube
Holandes - Houtduif
Ingles - Rock dove
Alemao - Felsentaube
HOlandes - Rotsduif
Ingles - Long-eared-oi'Tl
Alemao - Waldohreule
HOlandes - Ransuil
Ingles - Barn owl
Alemao - Schleiereule
Holandes - Kerkuil
Portugues - Alveola-cinzenta Ingles - Grey wagtail
Frances - Bergeronnette des ruisseaux
Alemao - Gebirgstelze Sueco - Forsarla
Holandes - Grote gele kwikstaart
23 - Erithacus rubecula - Santatoninho
Portugues - Pisco-de-peito-ruivo
Frances - Rougegorge
Sueco - Rodhake
24 - Turdus merula - Melro-negro
Portugues - Melro-preto Frances - Merle noir Sueco - Koltrast
25 - Sylvia atricapilla - Toutinegra
portugues - Toutinegra-de-barrete
Frances - Fauvette-a-tete-noir
Sueco - Svarthatta
26 - Regulus regulus - Estrelinha (d)
Portugues - Estrelinha-de-poupa
Frances - Roitelet huppe
Sueco - Kungsfagel Ingles - Robin Alemao - Rotkehlchen Holandes - Roodborst Ingles - Blackbird Alemao - Amsel
HOlandes - IvIerel
Ingles - Blackcap
Alemao - Monchsgrasmucke
Holandes - Zwarkop
Ingles - Goldcrest
Alemao - Wintergoldhahnchen
Holandes - Goudhaantje
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27 - Fringilla coelebs - Tentilhao Portugues - Tentilhao
Frances Pinson des arbres Sueco - Bofink
28 - Serinus canarius - Canario-da-terra
Portugues - Canario
Frances
-Sueco
-29 - Carduelis chloris - Verdilhao
Portugues - Verdilhao Frances - Verdier
Sueco - Gronfink
30
-
Carduelis carduelis - Pintassilgo portugues - Pintassilgo-comumFrances - Chardonneret Sueco - Steglits
30
-
Pyrrhula murina - Prioloportugues - Dom-fafe dos Agores
Frances - Beuvreuil des Agores Sueco -Ingles - Chaffinch Alemao - Buchfink Holandes - Vink Ingles - Canary Alemao -Holandes -Ingles - Greenfinch Alemao - Grunling HOlandes - Groenling Ingles - Goldfinch Alemao - Stieglitz Holandes - Putter
Ingles - Azores bullfinch
Alemao - Azorengimpel
Holandes - Goudvink van de Azoren
32 - Passer domesticus - Pardal-dos-telhados
Portugues - Pardal-ladrao
Frances - Moineau domestique Sueco - Grasparv
33 -
Sturnis vulgaris - EstorninhoPortugues - Estorninho-malhado
Frances - Etourneau sansonnet
Sueco - Spreeuw
Ingles - House sparrow Alemao - Haussperling Holandes - Huismus Ingles - Starling Alemao - Star Holandes - Stare
(c)
(d)
,conhecido entre nos como "Coruja"
muito conhecido como "Vinagreira"
Nota: os nomes que se seguem aos nomes cient{ficos sao os mais
usados no Arquipelago dos Agores.
CHARADRIFORMES SCOLOPACIDAE
Sco10pax rustico1a L.
Port. - Ga1inho1a
Fran. - Becasse des bois Ita1. - Beccaccia
Esp. - Chocha perdiz A1em. - Wa1dschnepfe Suec. - Morku11a
Comprimento 34cm (13,5"), ave de medio-porte com asas redondas e bico comprido.
A p1umagem apresenta-se dum castanho e preto, com barras transversais na coroa e pesco~o. 0 bico e escuro predominando 0 castanho junto as narinas. Os jovens apresentam-se tal e qual os adu1tos.
Em vao sao:
- fortes e rapidos;
- bri1hantes e ondu1ados.
Sao inconfundlveis no seu VQO derivado ao grande tamanho e asas
redon-das, especia1mente quando entre arvores. Nao e gregaria. Usua1mente vagueia so, excepto durante 0 per10do de nidifica~ao.
Constroi 0 ninho sempre junto aos troncos das arvores onde gera1mente poe 4 ovos muito bri1hantes, variados na cor e forma.
A incuba~ao e feita apenas pe1a femea durante 20/21 dias. Apenas esta cuida dos jovens, a1imentando-os de insectos, mo1uscos, crustaceos, sementes e rebentos.
Nidifica desde a Europa ate ao Japao, bern como nas Canarias, A~ores, Corsega e Sardenha havendo no entanto alguns exemp1ares confirmados em Malta.
A~ORES
A Ga1inho1a dos A~ores e precisamente a mesma das I1has Britanicas e e do Norte da Europa, sendo portanto a mesma que nidifica na Madeira e Canarias.
Solopax rusticola, LINNAEUS, Syst.Nat., 10th ed. 1758, p 146. Ra~a local - Sueca
Nos A~ores, nidificava em enormes quantidades, especialmente nas Flores (DU CANE GOpMAN, 1865) onde nao eram perturbadas pela presen~a humana. Nesta altura imensos "especimes" foram capturados e colecionados em
qua-se todas as ilhas, exceptuando Corvo e Santa Maria. Hoje e uma especie RARA ou VULNERAVEL, encontrando-se em pequenas popula~oes.
Foi muito dificil em 1966 obter-se urn "Status" para a presen~a da espe-Cle nas 9 ilhas do arquipelago. Uma informa~ao fiel e atribuida ao Co-ronel Jose Agostinho (ALAUDA, 1932 p. 316) de que a Galinhola e muito rara na Graciosa e que se ali existisse em 1966 e muito duvidosa.
o
periodo de nidifica~ao e mais cedo do que todos os outros. Inicia-se em meados de Mar~o e tres semanas depois surgem os primeiros jovens. A nidifica~ao tern 0 seu ponto alto em Abril podendo haver uma segundapostura em Junho (8 a 12).
Ha poucas informa~oes desta especie nos A~ores (OGILVIE-GRANT anotou a captura duma femea no ninho, nas Flores em l8/ABR, mas os 4 ovos esta-vam estragados; em 8 de Maio urn ninho com 4 ovos incubados foi
encon-trado em Sao Jorge e a 27 do mesmo mes urn outro ninho tambem com 4 ovos foi encontrado no Faial ao mesmo tempo que nesta data e nesta ilha uma femea foi observada acompanhada dos filhotes.
A data de nidifica~ao nos A~ores e a mesma da Europa MAR/JUN e excepcio-nalmente JUL.
A Galinhola, amea9ada em quase todas as ilhas do arquipelago sobrevive em born numero na ilha do Corvo dada a inexistencia total de ca~adores,
sendo notoria a sua presen~a nos Zimbros, Pico, Lomba, Fogo e Ribeira do Folhado. Em Sao Miguel e extremamente rara e amea~ada de extin~aoJse medidas concret'as de protec~ao nao forem tomadas.
STATUS E DISTRIBUI~AO PARA OS A~ORES EM 1985
Ma Mi T G J P F Fl C ilhas
? I P ? R R R V C status
Nota: a sua presen~a em todo 0 arquipelago e "ESPECIE COM PEQUENAS
I - Indeterminado (sao necessarias mais informa~oes);
P - Em perigo (necessita de medidas de protec~ao);
R - Rara (pod era ser considerada brevemente como vulneravel (V) se medidas reais para a sua protec~ao nao foram postas em pretica); V - Vulneravel (devera ser considerada como especie amea~ada de
ex-tin~ao);
C - Comum (pequenas popula~oes amea~adas pela presen~a de ca~adores);
? - Duvidosa a sua presen~a como ave nidificante ou de passagem.
INFORMA~aES MAIS RECENTES SOBRE A ESPECIE
(1982) Proceedings of 2th European Woodcock and Snipe workshop. Fordingbridge, England, 164 pp.
Edited by H. Kalchreuter
DUARTE SOARE S FURTADO Departamento de Biologia Divisao de Ecologia Insular Universidade dos A~ores
UNIVERSIDADE DOS
A~ORES
status e distribuigao
das plantas vasculares endemicas
, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , '. , , , I , , , , , I ,
Actual status and distribution of endemic vascular plants are presented.
All know records are integrated to define the priorities for conservation.
This provisory red list should be revised each two years.
""""""""""""""""""""""""""""~"~'ll"~"~"~"~"~'"~
Composto por
9
ilhas, todas de origem vulcanica, 0 arquipelago dos Agoresencontra-se situado no Atlantico Norte entre as latitudes de 36Q 55' e 39Q
42' e as longitudes de 25Q e 31Q 30' oeste de Greenwish. Distribuem-se
estas ilhas por
3
grupos: 0 Grupo Ocidental com as ilhas de Flores e Corvo;o Grupo Central com as ilhas de Terceira, Graciosa, Sao Jorge, Pico e Faial;
o Grupo Oriental com as ilhas de Santa Naria e Sao Niguel. Cerca de 1480
Km
separam 0 Grupo Central de Lisboa. A distancia de Sao Niguel ao Corvo e de
615 Km, aproximadamente. A maior altitude esta na ilha do Pico (2350 metros),
o
seu clima e oceanico com pequenas variagoes de temperatura e muita humi-dade •. 0 arquipelago dos Agores foi colonizado pelos portugueses nos meados do seculo XV. Nos anos sessenta, a sua populagao ultrapassava os 300.000 habi-tantes, mas hoje nao vai alem dos 270.000.
Encontrando-se a flora endemica dos Agores cada vez mais ameagada, devido
a factores varios (impacto da abertura de caminhos de penetragao, plantagoes
e invasao de especies exoticas e outros), propomos aqui apresentar urn
pe-queno contributo para 0 melhor conhecimento do estado em que se apresenta a nossa Flora Endemica, numa tentativa de podermos salvaguardar 0 pouco que ainda resta nas diferentes ilhas do arquipelago.
,
Tanto quanto sabemos, e apos ter sido feito urn balango dos nossos conheci-mentos, a situagao em que se encontra a flora endemica do arquipelago dos Agores, em nada e satisfat6ria.
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ACQ~.i
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fONlA DElG~u.
flora azorica
1
-
Leontodon filiipatalugo-menor, endemica
2
-
Vaccinium cy"lindraceu uva-da-serra, endemica3
-
EU;Ehorbia azoricaerva-leiteira, endemica
1
UNIVERSIDADE DOS
A~ORES
Apes consulta
a
bibliografia existente sobre as plantas vascularesendemicas dos AQores e
4
anos de pesquisas sobre 0 terreno, 0 que hojese apresenta nao pretende ser mais do que um contributo para um melhor conhecimento do status e a distribuigao das plantas vasctilares endemicas
dos Agores, as quais se encontram na sua maioria restrictas
a
zonacli-matica das nuvens.
A lista que se apresenta e proviseria e todas as informagoes
complementa-res serao contributo para uma melhor actualizagao da mesma. Devera ser
revista cada 2 anos.
abreviaturas usadas Sa Santa Maria Sm Sao Miguel T Terceira G Graciosa J Sao Jorge P Pico F Faial Fo Flores C Corvo (Ex)
(E)
(V)
(R)
(I)
(. )
Extinta Em perigo - Vulneravel Rara 1ndeterminada Nao classificado em qualquer categoria·Apes leitura da lista de distribuigao e analise do status, poder-se-a
concluir que, das
54
especies endemicas. citadas para os Agores, apenas5
(Asplenium azoricum, Erica scoparia ssp. azorica, Euphorbia azorica,Hypericum foliosum e Festuca petraea) estao representadas em todas as
ilhas. A ilha do Pico
e
a mais rica logo seguida da de Sao Miguel,en-quanta que a ilha Graciosa e a mais pobre.
Os dados que na tabela a seguir se apresenta dao-nos bem uma visao do estado critico em que se encontra a flora endemica dos Agores.
26
(500/0)
encontram-se ameagadas, em ilhas diferentes.STATUS E D1STR1BU1c;AO DAS PLANTAS VASCULARES
END~M1CASDO
ARQU1P~LAGODOS ACORES
ilhas
status
ASPIDIACEAE
Dryopteris azorica
(Christ) Alston
Sa
Sm
T
JP
F
Fa
C
(I)
Dryopteris crispifolia
Rasb., Reichst. et Vida
P
F
(I)ASPLENIACEAE
Asplenium aaoricum
Lavis, Rasb. et Reichst.
Sa
Sm
T
G
JP
F
Fa
C
(I)
1S0ETACEAE
Isoetes aaorica
Dur. ex Milde
T
JP
F
Fa
C
(R)
CUPRESSACEAE
Junipe'I'Us brevifolia
(Seub.) Antoine
Sm
T
JP
F
Fa
C
(I)
UMBELL1FERAE
Ammi huntii
Wats.
Sa
Sm
JP
Fa
C
(R)
Ammi trifoliatum
(Wats.) Trel.
Sa
Sm
JP
Fa
C
(R)
Chaerophyllum azoricum
Trel.
Sm
JP
Fa
(V)
Daucus carota
ssp.
azoricus
Fr anco
Sa
Sm
T
G
JP
F
Fa
(I)
SanicuZa aao1'ica
Guthn. ex Seub.
Sa
Sm
T
JP
F
(I)
AQUIFOLIACEAE
Ilex
pe~dossp.
azorica
(Loes) Tutin
Sa
Sm
T
JP
F
Fa
C
(I)
COMPOSITAE
Bellis azorica
Hochst. ex Seub.
Sm
T
JP
F
Fa
C
(I)
Lactuaa watsoniana
Trel.
Sm
T
JP
F
(V)
Leontodon filii
Hochst.
Sm
T
JP
F
Fa
(I)
Leontodon 1'igens
(Ait.) Dc.
Sm
T
P
F
Fa
(I)
Senecio malvifolius
(L'Her.) Dc.
Sa
Sm
T
JP
F
(I)Tolpis azorica
(Nutt.) P. Silva
Sa
Sm
T
JP
F
Fa
C
(I)
BORAGINACEAE
MYo8otis azo1'ica
Wats.
T
JP
F
Fa
C
(R)
MYosotis maPitima
Hochst. ex Seub.
T
PF
C
(V)
BRASSlCACEAE
Cal'damine caldeira1'um
Guthn. ex Seub.
Sa
Sm
T
J PF
Fa
C
(I)
CAMPANULACEAE
CAPRIFOLIACEAE
Viburnum tinus
ssp.
subaoraatum
(Trel.) P. Silva
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(I)CARYOPHYLLACEAE
Cera8tium azoriaum
Rochst.
JFo
C
(1)
Silene vulgaris
ssp.
arateriaola
Franco
P
(R)
SperguZaria azoriaa
(Kinds.) Lebel
Sa
Sm
T
G J PF
Fo
(I)DIPSACACEAE
Saabiosa nitens
R. et S.
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
(I)EMPETRACEAE
Corema album
ssp.
azoriaum
P. Silva
Sm
G JP
F
(1)
ERICACEAE
Daboeaia azoriaa
Tutin et Warb.
Sm
T
JP
F
Fo
(I)Eriaa saoparia
ssp.
azoriaa
(Rochst.) D. A. Webb
Sa
Sm
T
G JP
F
Fo
C
(e)Vaaainium c!yUnd:ruaeum
J.,
E.
Sm.Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(I)EUPRORBIACEAE
Euphorbia azoriaa
Seub.
Sa
Sm
T
G JP
F
Fo
C
(I)Euphorbia stygiana
Wats.
Sm
T
JP
F
Fo
C
(1)
LEGUMINOSAE
Lotus azoriaus
P. W. Ball
Sa
Sm
J(R)
Viaia dennesiana
Wats.
Sm(Ex)
HYPER lCAC EAE
Hypericum foliosum
Ait.
Sa
Sm
T
G JP
F
Fo
C
(I)LORANTHACEAE
APceuthobium azoricum
Hawksworth et Wiens
T
JP
F
(R)
OLEACEAE
Picaonia a20riaa
(Tutin) Knobl.
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(I)POLYGONACEAE
Rumex azoriaus
Rech. fil.
Sm
T
JP
F
(R)
Rumex azoriaus
x
obtusifoliu8
Sm
(1)
PRlMULACEAE
Lysimaahia nemorum
ssp.
azoriaa
(Rornem. ex Rook.) Palh.
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(I)ROSACEAE
Prunus lusitaniaa
ssp.
azoriaa
(Mouillef.) Franco
Sm
T
JP
(V)SCROPRULARIACEAE
Euph~sia
azorica
Wats.
Fo
C
(R)
Euph~sia ~andif1o~
Rochst. ex Seub.
T
JP
F
(R)Veronica dabneyi
Rochst.
SmF
C
(1)CYPERACEAE
Carex hochstetteriana
Gay ex Seub.
Sm
T
JP
F
Fo
(')Carex vulcani
Rochst. ex Seub.
Sm
T
JP
F
Fo
(')SMlLACACEAE
smilax divaricata
Sol. ex Wats.
Sm
P
(I)ORCRIDACEAE
Plantanthera
mic~ntha(Rochst. ex Seub.) Schlecht.
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(')GRAM1NEAE
Agrostis azorica
(Rochst.) Tutin et Warb.
Sa
Sm
T
JP
F
Fo
C
(I)Festuea petraea
Guthn. ex Seub.
Sa
Sm
T
G
JP
F
Fo
C
(')Gaudinia coarctata
(Link) Dur. et Schinz
Sm
T
JF
(I)Holcus rigidus
Rochst. ex Seub.
Sm
T
G
JP
F
Fo
C
(')UNIVERSIDADE DOS
A~ORES
numero e percentagem de plantas vascu1ares
endemicas . para 0 arquipe1ago dos A~ores e por ilha o Q)
total % categorias
*
...
~ 0 CIaA~ores 54 100 Ex E V R I total Ilo..-l ~ ~
1 0
4
11 10 26 o \Q) Ilo •"d.~ t1!
Pico 46 85
4
8 7 19 1'G::s.c: ~ C'..-lSao Miguel 45 83 1 3 5 8 17 • .-1 .... .-1
e
t1! ~Sao Jorge 44 81 3 8 6 17 Q)·O't1
Faia1 41 76 2 5 6
13
.u Q) 't1 t1! ()Terceira 40 74 3 5
4
12 "d .u ... 0Flores 36 67 1 5 3 :9 fI) ~ 0
::s ::s
IloCorvo 28 52 1 5
4
10 .u.~ t1! ~ 0Santa Maria 24 44 3 2 5 .u fI) Ol~ ()
Graciosa 9 17 1 1 ok
,
No que concerne ao status, convem aqui citar como exemplo que, enquanto a Euphorbia stygiana se torna cada vez mais rara na ilha de Sao Miguel, na ilha de Sao Jorge
e
uma das mais comuns, pelo que as categorias atri-buidas nao dizem respeitoa
ilha, mas sima
presenga da especie em todo o arquipelago.4
5
flora azorica
4 -
Azorina vidalii vidalia, endemica5 -
Hedera helix ssp.cannarien-sis - Hera, endemismo maca-;QUeso-hispano-mauritanico.6 -
Spergularia azorica endemicacedro-do-mato Juniperus brevifolia
Unica con{fera existindo nos Agores aquando da chegada do h o-mem, 0 Juniperus brevifolia - Cedro-do-mato - e sem duvida a
especie por excelencia a mais nobre.
o
seu desaparecimento de Santa Maria e Graciosa atribui-se ~ exploraQao maciga quer para a construQao naval, ~uer parava-rios fins artesanais. Por outr~ lado, nas ilhas do Pico, Sao
Jorge e sobretudo nas Flores, sao 0 mais bela da paisagem.
Nos nossos dias as florestas de cedro-do-mato tornam-se cada vez mais raras, abrigando ricas comunidades vegetais e ani-mais que vao desde os pequenos musgos ate ao endemico Priolo
- Pyrrhula murina.
Com 0 tronco muito re curvad 0 , nao passa dum arbusto com a
co-pa em forma de coroa. Encontra-se geralmente acima dos 500 m de altitude, atingindo na ilha do Pico os 1500.
E
0componen-te das florestas de Louro - Laurus azorica, igualmente chama-da "floresta da zona de nuvens".
E
certamente tempo de se pensar em por cobro a sua destruigao em todas as ilhas onde ainda existe. Os bosques que se mantem puros e intactos sao dignos de medidas eficazes de protecgao, sobretudo contra a pilhagem e anarquia.E
necessario e urgente proteger-se desdeja
0 maior nmneroposs{vel dos velhos bosques de Cedro-do-mato ainda existentes no arquipelago dos Agores, para que possamos deixar algo de valioso as gerag3es vindouras.
7
8
flora azorica7 -
Hydrangea macroph~lla Hortensia. Originaria do Japao. Existe em todas as ilhas.8 - Erigeron karvinskianus
Origin~ria do M~xico. Existe em todas as ilhas.
9 -
Gunnera chilensis Gigante. Origin~ria do Brasil e introduzida voluntariamente. Existeapenas em Sao niguel
10
11
flora azorica 10 - Euphorbia pulcherrima Manhas-de-pascoa, Arvore de-fogo. Origin~ria do M~xico 11 - Holcus lanatus Erva-mole, Erva-branca Introduzido. 12 - Solidago sempervirens Cubre Origin~ria da America do Norte. Naturalizada em todas as ilhas.12
trilhos
interesse destacado a
ornitologia e botanica dos agores
UNIVERSIDADE DOS A<;ORES
Trilhos com interesse ornitologo e botanico no arquipelago dos Agores
Sao I'1iguel - orla costeira
Grota do Inferno - zona dasSete Cidades
Nascentes do Canario - zonas circundantes
Serra Devassa regiao dos sete lagos
- Lagoa do Fogo - espigao do lado norte, zona do Sanguinaldo e zona de
Agua d'Alto
Vertente suI da Lagoa do Fogo - estrada dos Remedios
Sanguinaldo - a partir de Vila Franca do Campo
- Inicio do SaIto do Cavalo
Nordeste - Planalto dos Graminhais
Ribeira da Mulher
Ribeira do Guilherme Pico Verde
Pico da Vara Pedreira
Santa Maria - orla costeira
Pico Alto
Ilheu da Vila - especialmente as aves marinhas
Ilheu das Lagoinhas - especialmente os Garajaus (comum e rosado)
Zona seca do Aeroporto - ponto de importancia vital para botanicos
Toda a orla costeira da ilha
Terceira orla costeira
Caldeira de Santa Barbara - de preferencia pelo lado dos Biscoitos
Caldeira do Guilherme Moniz - quer no campo ornitologico, quer botanico Zona costeira da freguesia dos Biscoitos
Alto da Terra Cha
Toda a orla costeira - com especial incidencia para a zona da Praia da
Victoria
Graciosa - toda a orla costeira
Porto Afonso - botanica e ornitologia
Ilheu da Baleia - aves marinhas
- Ilheu do Carapacho - aves marinhas
Caldeirinha - interessante do ponto de vista botanico
Serra Branca - muito interessante, quer do ponto de vista botanico, quer
ornitologico (grande colonia de Milhafres)
- Toda a orla costeira com incidencia especial para as aves migradoras Sao Jorge
Porto da Calheta - botanica e ornitologia (aves migradoras)
- Ribeira dos Vimes - provavelmente urn dos redutos do arquipelago mais
in-teressante do ponto de vista botanico. Uma atengao especial para a presenga anual da Galinhola
Ribeira de Sao Joao - muito interessante no aspecto botanico Pico dos Frades
Caminho do Pico da Esperanga
Pico das Caldeirinhas
- Zona norte da estrada desde a Ribeira dos Vimes as Pedras Brancas e Pico
dos Fachos
UNIVERSIDADE DOS
A~ORES
Pico - toda a orla costeiraLinha de costa entre 0 Cais do Pico e Sao Roque - botanica e ornitologia
Bosque da Junqueira
Montanha do Pico - Zona da antena de TV incluindo as
7
Bocas de FogoMisterio da Prainha - cabegos de fogo
Regiao do Caveiro - incluindo os lagos nela existentes
Lagoa do Capitao e zonas circundantes Zona dos Grotoes - plantas endemicas raras - Lagoa do Caiado - ornitologia (Garga-real) Faial - orla costeira
- Capelinhos - botanica (comego da regeneragao) e ornitologia (colonia de garajaus)
Morro de Castelo Branco
Monte da Guia
- Monte Queimado
Cabego do Fogo
Cabego dos Trinta - zona da levada
Caldeira - seu interior e de primordial irnportancia no aspecto botanico.
Flores - orla coste ira
Planalto central - ornitologia e botanica
Caldeira d'Agua Branca - "Tourbiere" de interesse botanico e ornitologico, onde nidificam os Patos-reais
Caldeira Seca - botanica e ornitologia - Pato-real e Marrequinha
Zona alta da Ponta Ruiva
- Fajazinha e Faja Grande bern como a Ponta da Faja - botanica e ornitologia aves migradoras
- Estrada que une Santa Cruz das Flores a Ponta Delgada - aspecto botanico Corvo - perigoso acesso as falesias
Caldeirao
Ter em atengao a linha de costa, inacessiveis falesias mas de rnuito
inte-resse quer botanico, quer ornitologico. Provavelmente a maior colonia do
mundo ern Calonectris diomedea borealis - Cagarro (especie do Atlantica norte), bern como ern Sterna hirundo e Sterna dougallii - os Garajaus.
No campo botanico, ter em atengao a presenga da Euphrasia azorica, especie endemica rara, citada apenas para Flores e Corvo.
Tempo de estadia para cada ilha. Ter-se ern conta as condigoes meteorologicas.
Sao Miguel -
4
diasTerceira -
4
diasSao Jorge -
4
diasFaial
3
diasCorvo - I dia
Santa Maria -
3
diasGraciosa - 2 dias
Pico -
5
diasFlores -