Direção de ação da força
Campos Eletrostáticos
Começaremos nosso estudo de eletrostática investigando as duas leis fundamentais que governam os campos eletrostáticos: (1) Lei de Coulomb e (2) Lei de Gauss. Ambos são baseados em estudos experimentais e são interdependentes.
Estudaremos a interação entre partículas carregadas e analisaremos os campos produzidos por uma distribuição de cargas em repouso.
A Lei de Coulomb
F
Força entre duas cargas separadas por uma distância R.
Com
K
ondeε
é chamado de permissividade do espaço livre (emFarads por metro).
ε
≅
8,854 x 10≅
F/m.Se duas cargas pontuais Q
e
Q estão localizadas em pontos cujos vetores posição são, respectivamente, r e r , então a força F , sobre a cargaQ devido a Q é:
F
| !|∙
Logo:
F 4πε |r % r!|Q Q #r2 % r1!&
OBS: A força obedece ao Princípio da Superposição, assim, para n cargas
Q , Q , … , Q* a força resultante F sobre uma carga Q localizada no ponto r
é:
F 4πε |r % r!| + QQ #r % r1!& 4πε |r % r!| + ⋯ + QQ #r % r!&2 4πε |r % rQQ*#r % rn!&
*!|
Ou
F 4πε .Q Q|r % r !|#r % rK!&
/
0
O vetor intensidade de campo elétrico E é dado pela força por unidade de carga imersa nesse campo elétrico. Assim,
E lim→ QF
ou simplesmente
E QF
A intensidade de campo elétrico E está, obviamente, na mesma direção da força e é medido em 6N C9 : ou 6V m9 :. A intensidade de campo elétrico em um ponto cujo vetor posição é r, devido a uma carga pontual localizada em r, é:
E
<r% r!>′?r% r!?′ @ e para n cargas teríamos:
F 4AB .1 Q|r % r !|#r % rK!&
/
0
Exercício para os alunos: exemplos 4.1; 4.2 e 4.3.
Campos elétricos de distribuições contínuas de carga
Ponto de observação
Carga Pontual Linha de cargas Superfície de carga Volume de cargas
Q+
Q CD 6C m9 :
dQ CD dF →
Q GCDdF H
CI JC m9 K
dQ CI dI →
Q GCIdI I
CL JC m9 K
dQ CL dL →
Q GCLdL L
Logo:
E M
NO PQR R@
linha de cargas
E M
NS PSR R@
superfície de cargas R r % rU
E M
NV PVR R@
volume de cargas
Exemplo: Linha de cargas sobre o eixo z. Densidade de cargas linear uniforme.
E#r& M
NO < W>XQ < W>? W?@ ou
E M
NO XQR R@
r #x, y, z& dF d\W
rU #0,0, zU&
R x a^_ + y a^`+ #z % zU&a^\ CL
E#r& G CDdz′ax a^x + y a^y +#z % z′&a^zb
4πε #x + y + #z % z′& & 9 c
d
Mas resolve-se em função de ρ e α (cilíndricas) r = C a^N+ z a^\
rU = zU a^
\
de = dfW
dfW em função de α
zU = 0T − C tgα → d
z′ = −C sec2α dα , logo:
E G CD #−C sec α dn& aC a^N + C tg α a^\b 4πε #C + C tg α& 9
n
n
E = 4πε C 6−#senα − sen α &a^CD N+ #cosα − cosα &a^\:
E para uma linha infinita:
OBS: Fazer para superfície de carga e volume de cargas.
OBS: Fazer exemplos: 4.4; 4.5; 4.6
Densidade de Fluxo
O campo elétrico é dado por
E = M
NV PVR R@ que depende do meio
por causa da permissividade que no vácuo é ε .
Suponha um novo campo vetorial D independente do meio:
D = ε E R = C a^N + #z − zU&a^\
C tg α
R = C a^N + C tan α a^\ → α < α < α
Definimos fluxo elétrico por:
Ψ = G D dI
Em si, uma linha de fluxo elétrico se inicia em uma carga de +1C e termina em uma carga de -1C. Fluxo é medido em Coulombs. Assim, D é densidade de fluxo elétrico C/m². Exemplo 4.7.
Lei de Gauss – Equação de Maxwell
A Lei de Gauss estabelece que o fluxo elétrico total através de qualquer superfície fechada é igual a carga total encerrada por esta superfície.
Ψ = Qs/ts dud
Ψ = G dv = wD dI
I = Qs/ts dud = GCL L dL Ou seja,
wD dI
I = GCL L dL Mas
wA dI
I = G . A dL L Assim vem: M D dL L = CL dL
e
A densidade volumétrica de carga é igual a divergência da densidade de fluxo elétrico.
1ª Equação de Maxwell
Aplicação da Lei de Gauss
wD dI
I = G CL dL
wε E dI
I = CL dL
O campo elétrico aparece no integrando das equações, assim sua determinação só será possível quando a distribuição de cargas apresentar alto grau de simetria.
A superfície de integração deve ser escolhida de tal forma a permitir que o campo seja constante sobre esta superfície.
Responda sempre as seguintes perguntas:
a) Quais as componentes do campo estão presentes? b) De que coordenadas o campo depende?
Exemplo: Linha infinita de cargas carregadas uniformemente.
a) E = E a^N ou D = D a^N b) E = E (ρ)
OBS: D tem que ser normal ou tangencial à superfície.
E E #C& a^N
D D #C&a^N
Ψ Q
wD dI
I G CD dF
G D dI
{I + G D d{| I + G D ddD I G CD dF
D normal D dI RDR. RdIR D tangencial D . dI 0
Fazer para:
• Carga pontual • Lâmina infinita • Esfera
Exemplo: 4.8; 4.9
Potencial Elétrico
Suponha que queiramos movimentar uma carga Q de um ponto A para um ponto B em um campo elétrico E.
Temos que:
F Q.E e o trabalho realizado é: d} %F dF %QEdF e o sinal de
negativo indica que o trabalho é feito por um agente externo.
W % Q M E ddc F
Ao dividir W por Q encontramos energia potencial por unidade carga. Essa quantidade, denotada de VAB, é conhecida por diferença de potencial entre os pontos A e B.
Vdc WQ % G E dF c
d
OBS: A diferença de potencial é independente da trajetória e assim em um circuito fechado:
w E dF Vdd 0
Aplicando o Teorema de Stokes:
∮ E dF Ma x EbdI 0
O campo no vácuo pode ser escrito como:
E 4AB G1 CL dLW R RRR
L
Considerando o fator no integrando
R R@ notemos que ele pode ser
obtido da operação gradiente:
R
RRR
% € 1R
•
→ E 14πε0
G
Cv dv′ %
€
1 R•
v
E % ƒ4πε G1 CL dL RRR
L „ → E % V
V M
XVW NR R
L Nm/C ou Volt
Devido à natureza escalar da função potencial, a determinação do campo é simplificada.
Temos que o rotacional do gradiente de um escalar é sempre zero ( x V = 0) e novamente
x E = 0 2ª Equação de Maxwell
V (potencial)
Dipolo elétrico e as linhas de fluxo
Tem-se um dipolo quando duas cargas pontuais de igual magnitude e sinais opostos estão separadas por uma pequena distância.
V 4πε Q r % 1 4πε Q r1
V 4πε …Q r % 1 r †1
Q
4πε …r % rr . r †
Considerando r >> d r2 – r1
≅
d cosθ e r2.r1 = r² Logo:V 4πε Q d cosθr²
Temos que d cosθ = d. a^ onde d da^\ Assim definimos momento de dipolo:
p Qd logo
V
Š .‹^Œ² e campo elétrico é dado por E % V que produz
E Qdcosθ2πε r³ a^ +Qdsenθ4πε r³ a^Ž
Linha de fluxo elétrico
É uma trajetória ou uma linha imaginária desenhada de tal modo que sua orientação em qualquer ponto é a orientação do campo elétrico nesse ponto.
Nenhum trabalho é realizado ao movimentar uma carga de um ponto a outro ao longo de uma linha equipotencial.
Densidade de energia em campos eletrostáticos
Determinar o trabalho realizado para reunir as cargas.
Trazendo as cargas Q1, Q2 e Q3: Ws W + W + W
Ws 0 + Q V + Q #V + V &
Se as cargas fossem posicionadas na ordem reversa: Ws W + W + W
Ws 0 + Q V + Q #V + V & e somando com a anterior temos:
2Ws Q #V + V & + Q #V + V & + Q #V + V &
Ws ∑/0 Q V Joules
Para cargas distribuídas:
Ws M CD V dF ou Ws M CI V dI ou Ws M CL V dL
Mas
D CL logo
Ws 12 G# . D&V dL
Identidade vetorial:
. VA A . . V + V # . A& → a . DbV . VD % D. . V
Logo: Ws M a . VDbdL L% M aD . VbdL L
Mas M . A dL L ∮ A dI I e assim:
Ws 12 waVDbdI 12
I GD . EL dL
Carga pontual V → e D →
Dipolo V → e D → @
E a primeira integral torna-se zero à medida que a superfície se torna cada vez maior.
Ws 12 GD . E
L dL
1
2 G ε RER dL
Podemos definir a densidade de energia eletrostática WE (em J/m³) como:
Ws dWd s L
1
2 D. E 12 ε RER 2εD