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Contos Que Inspiram

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Academic year: 2022

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Contos Que

Inspiram

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SUMÁRIO

Apresentação Agradecimentos

1. Washington Luiz da Silva – Uma Década de Inspiração

2. Sinval Bezerra de Lima – Um Lugar Onde Deus Reescreve Histórias 3. Eunice Nascimento Gomes – Vida Cristã Comprometida

4. Anita Ribeiro – Meu Porto Seguro

5. Rosiléia Alves Oliveira Silva – Abençoado Ajuntamento 6. Luzia Farias Ferreira – Minha Vida, Meu Amor, Minha Igreja 7. Ana Rodrigues – Legado de Maria Rodrigues

8. Joana Camarista – Súplicas e Orações – Uma Jornada de Três Décadas 9. Lybia de Sousa A. Carvalho - Uma Cidade, Uma Família, Uma Igreja 10. Eufrosina Carvalho Monte Negro – Marcas de Uma Vida

11. Tania Naus Nogueira Lobo – A Saga de Uma Família

12. Raquel Sueli de Almeida Alcântara da Silva – A Língua que corta o Coração

13. Helma de Sousa Almeida de Oliveira - Tributo a Meus Influenciadores 14. Adi Carlene da Silva Franklin – Quase Uma Embaixatriz

15. Maria Valdinar C. Cruz – Uma Peregrina Liberta do Caos 16. Fátima Lourenço – Das Trevas Para a Luz

17. Paulo Florêncio e Silva – Uma Segunda Chance 18. Renan Guedes Hart – Um Sonho se Concretizando

19. Dra. Jane Farias Chagas Ferreira – 60 Anos da PIBS de meu coração!

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APRESENTAÇÃO

Prazer maior não há do que valorizar o que as pessoas guardam das suas histórias, principalmente como cristão. Ter a alegria de reportar o que ficou para trás quando numa caminhada pela vida, considerando os desafios que valeram à pena, considerando que a vida cristã é feita de renúncia e às vezes, como afirma o Apóstolo Paulo: “é como que perdendo, mas ganhando.”

Certo é que há sempre um preço a ser pago.

Quantos testemunhos de vida que ficarão para a posteridade, quanto talento descoberto durante essa caminhada na Primeira Igreja Batista em Sobradinho. Esse é o nosso prazer em construir este relicário de amor e vida cristã, retratado em cada página desse livro. Em cada momento que examinava os originais, me detinha nos relatos de cada autor, uns corajosos demais, outros reveladores de como a caminhada cristã é construída – um constante desafio, mas que ao final de cada milha, ter o prazer de ser agradecido por cada experiência construída, sabendo que Deus o Todo Poderoso sempre esteve do nosso lado e estará para sempre.

Surpreso por tantos relatos em referência ao nascimento da Capital do Brasil – a linda Brasília, estando quase sempre relacionados à busca por uma oportunidade de trabalho, e mesmo talvez, de mudança de vida. Mais interessante ainda, quando são apresentadas três situações entrelaçadas nessa saga do El Dourado do sertão - a família, o trabalho, a Igreja. E particularmente a Primeira Igreja Batista em Sobradinho, nascendo junto ao nascimento de Brasília. Mais ainda, muito interessante, famílias jovens também iniciando seus projetos de vida – juntos povoando a capital, contribuindo da mesma forma a edificação da Igreja e expansão do Reino de Deus nestas plagas.

Por certo, este livro vai causar grande emoção por cada um de seus

relatos, fazendo sentir que Brasília abriga gente de todas as partes deste

gigante país – Brasília sendo de fato de todas as tribos e raças, de todos os

sotaques linguísticos. Aqui prevalece o “tu”, enquanto o “você” é tão pouco

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falado. Seja como for, posso sentir e ter orgulho de ser brasileiro, sentir o quanto nosso povo é abençoado – convivemos bem com todos os compatriotas, e ainda sobra amor para ser dispensado. Isso é muito bom!

Não ficamos presos aos estilos literários, vez que, não se tratam, na sua maioria, de escritores acostumados a escrever, mas sim, de gente que se compraz em dar seus testemunhos. Talvez, até mesmo não sejamos entendidos até pelo título “contos...”, quem sabe, inapropriado para designar os relatos trazidos aqui. Levamos em conta o que cada autor foi capaz de colocar no papel aquilo que tenha ficado gravado em seus corações. Por isso, validamos seus conteúdos, respeitando as ideias de cada um. Importando-nos mais por serem verdadeiras e puras. Vidas que foram edificadas pelo Evangelho de Cristo, e que nesta oportunidade se propõe edificar outras vidas.

Finalmente, podemos afirmar que, nesta edição única, fica um grande legado desta gente, sendo o testemunho dos verdadeiros desbravadores, deixando o desafio para que as futuras gerações continuem a obra de Deus neste lugar. Os pastores passam, cada um deixa a sua marca – benção que ninguém tira. Os pastores que passaram por aqui, muitos deles citados nas entrelinhas. Membros como bravos soldados também desbravadores. A Igreja aqui é demonstrada como porto seguro para todos os que aqui chegaram, o bom alimento não faltou a todos. Juntos glorificando e exaltando o nome do nosso Deus.

Este livro é para cada um de nós, uma contribuição junto ao povo de Deus, enaltecendo não somente o trabalho de uma igreja como parte da denominação Batista Brasileira, mas, principalmente pelo que se tem revelado em cada página. Assim, ao completar sessenta anos de existência, deixa registrado o extraordinário trabalho dos pioneiros nesta causa. Homens e mulheres de Deus que souberam vencer os desafios deste tempo, tendo preservada a memória de verdadeiros crentes em Cristo. Se constitui, portanto, numa grande obra pelo conteúdo das verdades nela inserida. Devendo, assim, ser lida e recomendada a todos os povos pelo bom testemunho de Cristo.

Inverno de 2019

Organizador

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Pr. Paulo Florêncio e Silva

AGRADECIMENTOS

Ao Pastor Washington Luiz da Silva que, com grande alegria deu voz a este projeto, o reconhecimento pelo seu trabalho até aqui, por sua capacidade intelectual e mais ainda por seu grande caráter espiritual de homem de Deus - zeloso pela pregação da Palavra de Deus, pela boa doutrina bíblica e cuidado pastoral em relação às suas ovelhas. Por estes fatos, a Primeira Igreja Batista em Sobradinho é reconhecida na cidade, no Distrito Federal e no Brasil Batista, ainda fora do Brasil, por seu espírito missionário, atuando em vários projetos no Brasil e no exterior.

Fica nossa gratidão a toda equipe que se envolveu neste projeto, principalmente o apoio da irmã Rosiléia Alves de O. Silva que motivou nossos escritores a trabalharem nos seus testemunhos. Ainda, às nossas revisoras cujo trabalho árduo na seleção dos textos, corroboraram para que fossem apresentados o melhor conteúdo para composição do livro. Primando, portanto, para que tivesse melhor apresentação na sua tessitura – Tania Naus Nogueira Lôbo, Oliene Bernabé Zardo da Silva e Ana Maria Rezende e Silva.

Aos autores que humildemente aceitaram algumas intervenções por parte do organizador e, e do mesmo modo, bondosamente contribuíram para que este livro se tornasse uma realidade, não pouparam esforços para que num curto espaço de tempo produzissem suas obras. Estamos certos que todos tenham se sentido realizados e felizes por se tornarem imortais, deixando seus legados para as futuras gerações.

“Ao contrário do que se imagina, a Igreja não é um lugar para as pessoas

exibirem a sua bondade e ocultarem seus fracassos por medo da censura. A

igreja deve ser um lugar aberto, que trate de nossas fraquezas com

misericórdia e benevolência. Deve ser “o lugar mais seguro da Terra”, um lugar

de verdadeira comunhão espiritual.”

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Com as palavras de Larry Crabb, do seu livro “O lugar mais seguro da Terra”

(Editora Mundo Cristão) estando certo de que tudo quanto foi trazido neste livro, foi corajosamente produzido de modo que cada leitor possa compreender as aflições pelas quais passam os cristãos. Indo pelo caminho que a vida cristã proporciona; conectados com Deus de maneira intensa, livre das paixões deste mundo; sempre acreditando no poder das amizades espirituais como o melhor bálsamo para as feridas da alma; um lugar de vidas transformadas para sempre, não a um nível de perfeição, mas sim caminhando em direção a Deus.

Portanto, a Ele, o Deus Eterno seja dado toda glória e honra!

Organizador do projeto

Pr. Paulo Florêncio e Silva

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UMA DÉCADA DE INSPIRAÇÃO

Pr. Washington Luiz da Silva Primeira Igreja Batista de Sobradinho

O tempo decorrido, entre 08 de dezembro de 1959 a 08 de dezembro de 2019, foram 60 anos de muito trabalho, muitas expectativas, de muitas lágrimas e de muitas histórias. Esses fatos trazem a existência “Contos que Inspiram”. São registros de situações reais que marcaram a vida da Primeira Igreja Batista em Sobradinho. Nesse projeto de guardar essa história de seis décadas para as gerações seguintes; trago à lembrança alguns fatos da última década, na qual vivenciei como pastor, desde 26 de setembro de 2008, bem como, testemunhei de forma direta as ocorrências na vida da Igreja. Com ela sorrimos, choramos e avançamos continuamente para o alvo proposto.

Lembrança dos que vivem à Eternidade.

Registro os nomes, em memória daqueles que estiveram conosco e foram muito preciosos para mim, nessa última década, mas aprouve a Deus tê- los convidado à sua presença para estarem com o Senhor na eternidade. Eles se despediram da família da fé, que foi a sua igreja e de seus familiares, pondo um fim na grande vontade que dominou os seus corações, de ver todos os seus salvos e vivendo por Cristo. Eles se despediram dos amigos e deixaram a sua mensagem de que todos viverão o encontro da vida com a morte. Aprouve a Deus não os ter mais entre nós, mas os teremos na mais rica das lembranças. A esses o nosso apreço: Marlene Roure de Souza (11.03.09);

Maria Rodrigues Lima de Sousa (25.05.09); Raimundo Cecílio de Carvalho (09.07.09); Rosina Ferreira de Oliveira (10.10.09); Jonas Monteiro de Oliveira (07.09.10); Samuel Dias Souza (23.01.11); Maria São Pedro Alves Couto (23.02.11); José Leonídio Lopes (20.03.12); Lygia Duarte da Cunha (23.03.12);

Aldenir de Souza Araújo (08.04.12); Marcos Aurélio Feliciano (25.11.12);

Joseth de Melo Silva (05.12.12); Maria das Dores Nogueira (11.02.13);

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Raimunda Viana Alecrim (10.09.13); Francisca Fernandes de Moraes Menezes (10.02.14); Josué Gonçalves da Silva (09.07.14); Geny Dourado Idelfonso (18.11.14); Terezinha Monteiro Martins (10.04.15); Elisaldo Alcântara de Menezes (02.04.16); Maria Carlos Duarte (10.04.16); Maria Consuelo Santos Lima (10.04.16); Aldamas Lima (15.04.16); Silvânia Soares da Silva Patrício (03.06.16); Maria da Glória Santos Montes (31.12.16); Santa Lopes (10.01.17);

Maria Lúcia Henrique da Silva (07.10.17); Odete de Lima (29.01.18); Pr. Carlos Ferreira da Silva (19.04.19). Os parênteses a seguir com os asteriscos representam um monumento àqueles que foram antes da minha vinda para o pastoreio da Família PIBS: (***) para eles registro o reconhecimento e gratidão da Igreja!

CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA ATOS 1.8

Na perspectiva de construir uma consciência missionária, com objetivos múltiplos como: personalizar o campo missionário; construir numa via de mão dupla um relacionamento direto e de pertencimento do missionário com a igreja e da igreja com o missionário; despertar novos obreiros para os campos, pessoas a quem o Espírito Santo possa usar para a evangelização; convencer a igreja de que ela é a única provedora de recursos básicos para missões, como: investimento para o sustento, pessoas que servirão no campo e na igreja, como suporte, oração; gerar investimentos missionários que resgatem a vida social em educação, profissão e retorno para Deus. Para alcançar os objetivos citados construímos a Conferência Missionária Atos 1.8, na sua primeira edição, em 2010. Foi surpreendente e marcou a vida da igreja.

Posteriormente, ocorreram a cada dois anos. Algo que nos marcou na Conferência, em 2015, foi à presença da missionaria Carmem Lígia Ferreira de Andrade – JMM (Colômbia). A igreja adotou Carmem Lígia e já tinha percorrido 30 anos de adoção, sem conhecê-la. Como descrever aquele encontro?

Emoção, alegria, abraços. Ouvi-la foi surpreendente!

GUINE BISSAU – AFRICA OCIDENTAL

A minha primeira viagem à Guiné Bissau foi para o casamento do Pr.

Carlos Gó Tchame e Sima Gó Tchame, em fevereiro de 2011. Fiquei

encantando com a força de vontade daquele povo e sensível as suas

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necessidades primárias, para continuar a formação a nível universitário. De volta à Igreja, compartilhamos sobre a intenção de fazer algo nessa direção.

Esse assunto ficou mais enriquecido de entendimento, quando Dra. Jane Farias e o seu esposo Edson Ferreira foram a Guiné Bissau, no mesmo ano.

De volta, eles apresentaram à igreja o relatório, que deu origem ao Projeto Gabu, que tem por objetivo oferecer bolsas de estudos aos jovens guineenses, evangélicos, ativos em suas igrejas e que preencham os requisitos aprovados pela PIBS. Hoje, colhemos os frutos e registro alguns testemunhos dos primeiros alunos. As histórias são semelhantes, jovens com disposição de estudar e as condições familiares não os permitem e Deus entra com providências.

MARGUITA NHECO – MARGUITA se contentava em ser técnica de enfermagem, mesmo para ser técnica não havia recursos para os seus estudos. O tempo corria com a velocidade do vento e os meios para estudos não vinham na mesma proporção. Até que ela ouviu falar do Projeto Gabu e de imediato procurou o pr. Carlos Gó. Ela foi orientada a providenciar os documentos e agora não sabia se dormia ou se chorava ou se orava para que Deus contemplasse os seus sonhos. Quando a resposta veio não foi inacreditável, porque ela cria que o impossível pertence a Deus e o Senhor realizou o impossível para a sua vida. “Sou muito grata à igreja e esse projeto não pode parar. Depois de mim tem outros jovens, que fazem uma grande fila, que espera por essa oportunidade. Eu sou privilegiada por ter sido escolhida.

Não consigo imaginar uma igreja fazendo tanto por quem nem conhece. Só consigo crer que tudo isso é obra de Deus.”

N’DAFA BENALÚ – estudante de medicina. Um jovem temente ao Senhor, que foi incluso no Projeto Gabu crendo que Deus estaria fazendo algo, pelos seus sonhos. Quando a realidade financeira familiar adiava o seu projeto de vida, Deus entrou com providências colocando o pr. Carlos Gó em sua vida, para lhe informar do Projeto Gabu e do amor da Igreja de Sobradinho, no Brasil. “Foi milagre para mim. Sem essa participação da igreja eu não seria um médico! Agradeço a Deus pelo que fez por mim e pelos outros jovens. É um trabalho que não pode parar.”

JEMIMA PEREIRA – da etnia balanta, estudante de enfermagem. O

sonho de sua formação no curso de enfermagem nasceu em 2008, mas não

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via perspectivas de chegar à faculdade, pagar o curso, porque a família não tinha nenhuma condição. No entanto, “eu pedia a Deus que se fosse da vontade dele, Ele desse as condições de estudar.” Jemima me pareceu uma moça muito dependente de Deus, confiante na soberania divina. Disse-me que

“a sua esperança era alimentada por Deus, sempre que, a carência em tudo dentro da família lhe esvaziava o coração, Deus era o seu horizonte.” Certo dia, seu tio, pr. Benjamim Lomba lhe fez um suspense e lhe contou uma surpresa:

“Existe uma Igreja de Brasília que está oferecendo bolsas de estudos. Você deve preparar seus documentos e levar ao Pastor Carlos Gó. Eram muitos jovens com a mesma expectativa e esperança, mas eu entendi que Deus usaria aquele projeto para realizar os seus sonhos. Eu descansei no Senhor até que veio a resposta. O Projeto Gabu mudou a minha vida e a minha história. Deus usou esse projeto para realizar os meus sonhos, que foram os sonhos de Deus para mim. Somente Ele pode fazer isso. Eu descansei no Senhor e nunca tive dúvida de que a igreja pagaria o curso para mim até o fim.

E o fim está próximo.”

DINA JOSÉ MOREIRA FORNA – Eu ganhei uma vaga na faculdade para estudar enfermagem, mas tinha que pagar dez mil francos. Corri à casa de todos os meus parentes e de pessoas amigas, mas ninguém pode me ajudar. Pedi aquela oportunidade e chorei por alguns dias amargamente e orei ao Senhor. Naquela mesma noite tive um sonho. Era só um sonho, coisa da minha cabeça, onde alguém dizia que iria pagar a minha faculdade. Acordei assustada e então orei e disse ao Senhor: Senhor, se eu não consegui 10 mil francos para garantir a minha vaga, vou conseguir quem vai me dar 25 mil, todos os meses, para pagar o meu curso de enfermagem? Passados alguns dias, o mesmo sonho: “eu vou pagar a sua faculdade”. Eu mergulhei num mal- estar, porque não via saída. No dia seguinte o meu tio me ligou e disse: “Dina, tem uma igreja no Brasil que está dando bolsas de estudos, me dê seus documentos”. Já decepcionada, questionei: quem? Alguém me ajudaria? Não acreditei, mas entreguei meus documentos. No dia seguinte, era uma segunda- feira, sonhei outra vez e a voz me disse: “Dina, vou pagar sua faculdade”.

Decorreram algumas semanas e eu recebi uma ligação: E a voz lhe disse:

“Dina, eu sou Carlos Gó e a Igreja de Sobradinho, no Brasil, aceitou o seu

nome no projeto de bolsas de estudos e Deus vai pagar a faculdade para

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você.” Ela ficou sem palavras e entendeu que Deus quis mostrar a sua glória na vida dela pela forma mais difícil. O Senhor não permitiu que eu tivesse os 10 mil francos, porque Ele iria mostrar o que faria nessa nação, através de uma igreja que não nos conhece.

FATUMATÁ FICO – Ciências da Educação em Educação infantil. Sou mandajca, de uma família convertida ao Islamismo e eu me converti ao cristianismo. Ser cristão numa família islâmica é viver com muitos nãos para tudo. Passei no vestibular de enfermagem, na cidade Goiânia. Com a documentação pronta e em mãos para assinar na embaixada os procedimentos, a pessoa da minha família que indiquei para assinar os documentos, no dia de formalizar a documentação, se recusou a assinar, e eu perdi a vaga. Ali minha esperança foi embora. Aceitei ser faxineira na JOCUM para me manter. Nesse tempo pedi a duas irmãs que moram no exterior (França e Noruega) para pagar os meus estudos (era 2007). Elas me disseram espere! Era mais um não! O tempo passou, chegou em 2012 e eu orava a Deus, foi quando me encontrei com o Pr. Carlos Gó falei com ele dos meus sonhos e quando me disse do Projeto Gabu, me reacendeu a esperança, corri para acertar a documentação e fui contar para a família. A reação deles foi de muitas gargalhadas, zombaram de mim, riram da minha esperança e disseram:

“nós não temos dinheiro para pagar a faculdade e essas pessoas enganam

você, eles não vão suportar pagar tanto dinheiro até o final de seu curso”. Mas

confiei na promessa de Deus e segui aquela direção do projeto. Comecei a

estudar e nas férias, voltava pra casa, quando me viram entrar, antes de dizer

do porque estar ali, esbravejam: não temos dinheiro para você, já está devendo

a faculdade e você deve sair. Ela respondeu: não! Eu vim porque estou de

férias e a faculdade está paga adiantada em três meses. Eu morava com a

minha tia e percebia que ela queria que eu fosse embora, que saísse da casa

dela e não tinha pra onde ir. Era muito difícil para mim. Procurei o meu pastor e

pedi permissão para morar na casa dos rapazes, uma república, lá tinha lugar

para homens. O pastor não gostou da ideia e disse: O que o povo vai falar de

você? Eu respondi: isso não me importa. O que me importa é como Deus será

glorificado por mim, na casa dos homens. Aquela casa era a minha saída para

continuar estudando e dividir a pouca comida com os rapazes. O pastor

concordou e chegando lá, encontrei um lugar e fui aceita, sou respeitada por

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todos os rapazes e acabei assumindo a responsabilidade de colocar ordem na casa. Mando naqueles homens. Sou grata a Deus, pois se não fosse o projeto da igreja no Brasil, eu estaria faxineira da JOCUM. Será que a igreja tem noção do que está fazendo aqui? Será que ela tem conhecimento da nossa gratidão?

Por que somos tão gratos? Porque a igreja tomou uma faxineira e a transformou numa professora especializada em educação infantil. Pastor Washington, diga a igreja no Brasil que o projeto não pode parar!

CARIMO LALA RANQUE – sou balanta com um sonho! Um dia eu seria enfermeiro. Só não esperava que fosse agora. Meus pais moram na aldeia, uma casa de palha, o piso é de terra, sem mesa, sem cadeira, sem nada. Só esteira, uma talha com água e algumas coisinhas. Meus pais não podem ter um filho enfermeiro e Deus resolveu dar para eles esse filho enfermeiro. Meu pai disse que a esperança dele estava mim. Eu ia trabalhar e construir uma casa para ele e vou. Ele me disse também, que o homem passa muita dificuldade e que eu teria muita dificuldade no corpo e no estômago. Agora eu sei o que é isso. Meus pais não são crentes, mas eu aceitei o cristianismo e Deus tem providenciado realizar os meus sonhos. Deus escolhe quem vai participar do projeto da igreja do Brasil. A esperança de me formar estava muito longe de mim. Faço a faculdade com muitas dificuldades, como disse meu pai. Eu não tenho dinheiro para passagens, por isso, ando todos os dias 5 km para ir e 5 km para voltar. É a dificuldade do corpo e a dificuldade do estômago e que na maioria das vezes, como uma só vez por dia. No dia que tem, comemos às 12 horas e a noite também. Quando não tem, comemos somente ao meio dia e dormimos com fome. Apesar da dificuldade do corpo e do estômago, eu sou um vencedor. Fui privilegiado por Deus e vou voltar pra minha aldeia para fazer o meu trabalho de enfermeiro e falar de Deus.

Para terminar, atribuo a Deus todos os feitos dessa sexta década,

quando me constituiu pastor da igreja, para viver com todos os irmãos,

momentos ímpares, inesquecíveis e por isso, devem ser contados às nossas

gerações presentes e futuras. A Deus toda glória!

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UM LUGAR ONDE DEUS REESCREVE HISTÓRIAS

Sinval Bezerra de Lima.

Quando saímos de Campina Grande, na Paraíba, em 2001, para vir morar na capital do nosso país, um misto de medo e esperança estava em nossos corações. Muitas coisas passavam pelas nossas cabeças, mas nunca poderíamos imaginar que Deus pretendia reescrever a nossa história neste lugar.

Meu nome é Sinval, trabalho na área de tecnologia em um grande banco do nosso país, e foi por causa desta profissão que vim parar no Distrito Federal. Na companhia minha linda esposa Danielle e dos filhos ainda pequenos, Lucas e Daniel.

Eu não nasci num lar cristão. Minha mãe, porém, conheceu a Cristo quando eu tinha uns nove ou dez anos, de modo que cresci frequentando uma igreja evangélica. Apesar de participar de tantas atividades naquele tempo, durante a minha adolescência, me afastei da igreja, e infelizmente isto aconteceu antes que eu realmente entendesse quem era Jesus Cristo.

Conheci minha esposa no colégio, eu com 17 anos e ela com 15. Uma menina muito inteligente e linda, filha de uma família católica.

Como eu, ela não tinha um relacionamento real com Deus e logo

estávamos num namoro para lá de distante da santidade. Apesar de

toda advertência de minha querida mãe e dos pais dela, aos 17 anos ela

estava grávida.

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Foi um começo difícil. Apesar de toda a reprovação e dos apelos: “Eu te avisei”, nossos pais fizeram o que puderam para nos ajudar. Desafiando as probabilidades, ficamos juntos. Mas não nos casamos, para tristeza da família dela e, a vida ia me mostrar, o que também seria para mim.

Por causa da constante ajuda de nossas mães, pudemos continuar estudando. Engenharia naquele tempo difícil. E enquanto isto abrimos uma pequena empresa na área de informática, que foi nosso sustento para o básico. Ainda morávamos nas casas de nossos pais, quando tivemos nosso segundo filho, Daniel. Mais algum tempo adiante passei no concurso público para este banco onde trabalho.

Tudo parecia que estava indo para a frente, mas nuvens negras se formavam sobre nossas cabeças sem que soubéssemos.

Chegaram as verdadeiras tempestades em nossas vidas, e para estas estávamos ainda menos preparados. Falência da empresa, dívidas altíssimas, infidelidade de minha parte… muita tristeza e vergonha.

Surge a vaga em Brasília, e assim chegamos aqui. Já não éramos mais os mesmos jovens apaixonados. Havia tristeza, desconfiança, mágoas, palavras não ditas. Financeiramente as coisas iam melhorando, mas nosso relacionamento declinou até quase acabar.

Havia um grande vazio em nossas vidas. Algumas poucas vezes, por muita insistência de minha mãe eu procurava uma igreja, mas não havia conexão e tudo não passava de uma breve visita por uma manhã ou noite de domingo.

Aconteceu muita coisa ruím comigo. Tanto, que se eu fosse contar, daria um livro inteiro. Quando nosso relacionamento chegou ao fundo do poço, eu já chegava em casa embriagado e estava dormindo num quarto separado.

Eu desisti! Busquei um advogado e cheguei em casa com a

firme decisão de acabar com tudo. Lembro que eu disse para um amigo:

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“Este casamento só não acaba agora se Deus não quiser, porque eu não quero mais!”. Aconteceu que Deus não queria.

Foi uma conversa terrível, e dentre tantas coisas terríveis que disse para o presente que Deus havia me dado, estava a frase que eu acreditava profundamente naquele dia: “Eu não te amo mais!”. Depois de todos os argumentos e diante de um choro não correspondido, ouvi quando minha esposa clamou baixinho, com seu rosto molhado por lágrimas: “Deeeeuuussss...”.

Eu não sei o que ela conversou com Deus, mas ao final ela me pediu para ficar mais um tempo em casa, para dar uma chance e tal.

Como eu sabia que isso não ia dar em nada, fiquei. Mas acontece que minha esposa é mesmo uma benção incrível de Deus e no dia seguinte ela era uma pessoa completamente diferente. Ela fazia tudo certo. E ela demonstrava que realmente havia me perdoado. Ela demonstrava um amor que eu nunca havia conhecido. Ela estava determinada a fazer tudo dar certo.

As semanas foram passando e uma chama que eu pensei estar extinta foi ascendendo, e depois foi se tornando maior e se transformou num grande incêndio, e o resultado disto? Grávida!!! É, meu amigo, esse povo da Paraíba é fogo!

Davi… nosso terceiro filho chegou como um sinal de que agora era para sempre. Felizes por causa da família, que agora estava crescendo, decidimos construir uma casa. Nossa primeira casa própria!

Aonde? Na rua da Primeira Igreja Batista de Sobradinho (PIBS).

Terminada a construção da casa, era meu caminho, eu passava todos os dias na frente da PIBS. Meus olhos se encompridavam para dentro, curioso, mas eu seguia meu caminho.

Minha mãe vinha lá da Paraíba me visitar, e dizia: “Meu filho,

olha! Deus colocou uma igreja bem na porta da sua casa. Por que você

não entra?”. Faltava algo em mim ainda. Mas agora aquele prédio tinha

um nome para mim, era a “Igreja da minha rua”.

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Iniciou um tempo de muito trabalho e eu tinha que viajar a São Paulo toda semana. Por mais de um ano eu só estava em casa nos sábados e domingos. Eu sentia saudades da família, mas sentia também um vazio que eu não conseguia explicar.

Foi então que uma colega de trabalho me ofereceu um livro para ler. Um livro de ficção cujo enredo se desenrolava nos últimos dias que antecediam a volta de Jesus. Ela falou: “Nós estamos presos aqui em São Paulo mesmo, pelo menos pode te ajudar a passar o tempo ”.

Aceitei e comecei a ler. Não tão animado, afinal eram mais de 400 páginas.

Fui lendo o livro, e os personagens falavam desse Jesus. Eu pensei: “Isso é livro de igreja! Eu conheço um crente quando ouço um, afinal minha mãe é crente!”. Mas não achei nenhuma referência de igrejas ou denominações nas contracapas. Continuei lendo.

Os dias foram passando e eu fui prestando atenção na história do livro. E eu já lia todos os dias. Até que em um momento um personagem falou um versículo:

“Porquê Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Espantado, levantei os olhos do livro e falei: “Uai!!! Como é que é? Eu nunca ouvi isso! Será que isto está na Bíblia?” Eu me sentia desconectado de Deus por causa dos meus pecados e acreditava que eu teria que compensar Deus de alguma forma para poder ir para o céu, o que eu já entendia ser impossível, então não via saída para mim.

Mas ali, na sala da minha casa, na rua da Primeira Igreja Batista em Sobradinho, naquele sábado à noite, fiquei cheio de esperança e fui para a internet pesquisar aquele texto. O Google apontou: João 3:16! Eu pensei, “Isso deve estar errado!”. Corri para a estante, para buscar a minha velha Bíblia abandonada. Olhei o índice…

fui até João… capítulo 3, e… estava lá!!!!

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Eu fiquei feliz e disse: “Mas eu acredito!!! Eu creio em Jesus!!!

Eu não sei como, mas creio que Deus é fiel para cumprir esta Palavra!! ” E, eu entreguei minha vida a Jesus ali mesmo. Senti algo que nunca havia sentido antes. O perdão de Deus era derramado em minha alma e uma paz muito grande invadia o meu ser.

Eu queria muito contar para Danielle, mas tive vergonha.

Como eu poderia, depois de tudo o que eu fiz? Viajei mais uma semana.

Eu queria tanto ir para aquela igreja que estava na minha rua. Eu queria entrar e ouvir a Palavra de Deus!

Chegou novamente o fim de semana. Cá estava eu novamente quando acontece o inesperado! Minha esposa, do nada, vira e fala: “Vamos a igreja neste fim de semana?”. Eu disse: “Vamos! Qual você quer ir?” ... Ela disse: “Esta igreja que fica no final da nossa rua!” E apontou para a Primeira Igreja Batista em Sobradinho. Eu estava tão feliz.

Viemos, e participamos daquele culto de domingo pela manhã. Em dado momento o pastor Washington Luiz pediu para que os visitantes se levantassem. E que surpresa!!! Muitos irmãos vieram nos abraçar com um sorriso caloroso e gentil. Nos sentimos em casa.

Na saída aquele Pastor estava à porta. Perguntou: “De onde vocês são?” Então respondi com uma certeza profunda: “Daqui mesmo!”, pois não tinha vontade de ir a nenhum outro lugar.

O Pastor Washington dedicou várias segundas-feiras (dia do seu descanso semanal) para discipular nossa família, e após algumas semanas nós dissemos a ele que queríamos nos batizar e que sabíamos que antes deveríamos corrigir algo finalmente: Devíamos nos casar!

Eu disse que iríamos a um cartório e resolveríamos isto rapidamente, mas o Pastor não aceitou:

- “Vocês vão casar é na igreja, e eu é quem vou fazer este casamento!”.

Eu disse:

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- “Mas Pastor, não temos como pagar uma festa de casamento, e ornamentação, e nossa família mora fora... e ainda estamos devendo a casa... e...”.

Mas o Pastor desta igreja é realmente um homem de Deus e nos disse:

- “Não se preocupem com nada disso, apenas tragam os papéis do cartório e estejam no domingo tal, pela manhã, e o resto é comigo.” E acrescentou “Não falem para ninguém da igreja”. E assim fizemos, no dia 11 de dezembro de 2011.

Nós, frequentando a PIBS como novos convertidos a apenas alguns meses, todos empalitosados e arrumados, naquele domingo pela manhã, sentados no primeiro banco da igreja. Os irmãos nos olhavam curiosos. Ao final da mensagem o Pastor nos chamou à frente e anunciou à igreja o que iria acontecer.

Contou um pouco da nossa história e nos casou. O fotógrafo, arrumado às pressas, e crente também, chorava mais que nós! A igreja toda emocionada, fez uma longa fila e TODOS vieram e nos deram um abraço que eu lembro e sinto até hoje.

Louvo a Deus por esta igreja, que nos acolheu e onde Deus tem reescrito a nossa história. Hoje, pasmem, sou professor da EBD, e já a alguns anos Vice-Presidente daquela igreja que eu passava na frente, olhando curioso. Minha esposa e filhos também servem ao nosso Senhor Jesus Cristo aqui, cada um na sua função.

Você deve estar se perguntando: “Mas como é que eles

conheceram Jesus?”, mas isto é uma história para outra oportunidade. A

porta está aberta a todos. Deus é tremendo!

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VIDA CRISTÃ COMPROMETIDA

Eunice Nascimento Gomes Seria uma história como tantas outras, não fosse o tempo em que, passados cerca de setenta anos, comparados aos dias de hoje, fosse quase que uma exceção, ou quem sabe, se de uma família privilegiada. É somente imaginar o que acontecia numa família de treze irmãos, sendo a mais velha da turma, tinha que estar ligada aos acontecimentos de cada dia. Porém, meus pais sempre mantiveram o zelo pelos filhos, a boa educação dentro dos princípios cristãos – tempos em que se fazia os cultos domésticos – cada filho, após a leitura Bíblica tinha que fazer a sua oração.

Por não ter uma igreja Batista no bairro onde morávamos, o senhor Manoel, meu pai que era um contador de histórias, sempre que podia, contava à noite lindas histórias da Bíblia, explicando tudo sempre com muito zelo o que a Palavra de Deus ensinava aos crentes em Cristo.

Desta forma, aos treze anos havia tomado a decisão de seguir a Cristo.

Era tanta alegria pela nova vida em Cristo, que passei a percorrer o bairro convidando crianças para ouvir a palavra de Deus.

Pais de Eunice, Manoel e Maria

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Nesta época, um grupo da Igreja Cristã vinha de Goiânia aos domingos à tarde, fazendo um trabalho com as crianças do bairro. Havia um desafio para quem trouxesse maior número de crianças para a Escola Bíblica Dominical, assim pude colecionar muitos prêmios. Em cada domingo era uma verdadeira festa, vinham crianças de todos os lados.

A vida prosseguia, as lutas eram grandes, mas todos permaneciam firmes na fé. Foi bem mais difícil quando em 1957, meu pai teve que deixar tudo para trás vindo para Brasília. Dona Josefa, minha mãe, e todos os filhos permaneceram no Setor Fama até que meu pai pudesse retornar para nos buscar. Nada fácil para uma família tão grande. Dois anos depois, a família foi unida outra vez, todos viemos para Brasília, passando a morar no Acampamento Ipase. A alegria tomava conta de todos, pois que a nova vida trazia também a oportunidade de frequentar uma Igreja. Em todos os domingos um grupo de irmãos da Primeira Igreja Batista do Núcleo Bandeirantes vinha até o Acampamento do Ipase com a finalidade de realizar os estudos bíblicos na Escola Bíblica. Foram dias marcantes na vida de muitas crianças, deixando marcas que são guardadas na minha memória até hoje.

Meses se passaram, e meu pai sempre trazendo suas preocupações com a família, até que, num momento muito bom, ele havia construído um barraco na Vila Amauri. As coisas começavam a mudar em nossa casa, agora podíamos convidar as pessoas para estudar a Bíblia aos domingos em nossa casa. Por graça de Deus em nossas vidas, podia contemplar o nascimento da Igreja Batista do Planalto. Muitas pessoas das quais, muitas haviam vindo para a construção de Brasília somando a tantas outras como membros. Sob a orientação do Pastor Elias Brito Sobrinho os trabalhos prosseguiram.

Na organização da Igreja, lá estava eu junto aos demais membros, ano

em que fui batizada pelo Pastor Elias. Neste mesmo ano a Igreja havia

convidado o pastor José Leitão de Albuquerque para assumir a Igreja. Muitos

desses irmãos ainda permanecem vivos até hoje, outros já foram para a Casa

do Pai Celestial. Vale lembrar de alguns nomes, tais como: Elias, Eli, Erotides,

Vanice, Rosilda, Genival, Albertina, Berenice, Mário Batista e Eunice Gomes,

ainda entre nós.

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Outros irmãos de saudosa memória, vale também serem lembrados:

Jovita Gadelha, Júlio Francisco, José Júlio, Maria Alice , Vicência Gadelha, Laura, Joaquim Lino, Francisco Cavalcante e Família , Jeová, Catarina e Catarino, Vicente Sizendo, Florispes, José Desidério, Lourival, José Sobrinho, Antônio Honório e Dioliria, José Ramos, Manoelzinho, Gerodite Jurunenha, Pastor Leitão e sua esposa Odete.

A Igreja Batista do Planalto foi organizada em 08 de dezembro de 1959 pelo então pastor José Leitão de Albuquerque. Os cultos eram realizados nas quartas feiras e nos domingos. A Escola Bíblica Dominical acontecia às tardes de domingo. Tendo sido convidada para ser a secretária da Igreja logo após a organização, pude permanecer no cargo por dois anos seguidos.

Tudo ia muito bem, até que em final de 1960, o governo determinou que todos os moradores da Vila Amauri fossem evacuados do local, pois que haveria de formar o Lago Paranoá. Foi um transtorno enorme para todos.

Dispersos, acabamos nos dividindo. Alguns foram para Taguatinga e Gama, a grande maioria se concentrou em Sobradinho, trazendo consigo todos os pertences.

Uma Igrejinha de madeira foi construída em 1961, nascida do coração dos irmãos Joviniano e Ilda que ofereceram um lote de sua propriedade, situada na Quadra 3 para que ali pudesse ser construída. Era o início da Igreja Batista do Planalto. Nesse mesmo ano, tive o privilégio de casar na “igrejinha de madeira” como era chamada, aos 24 dias de março de 1961. Solenemente, eu e meu amado Mario Batista Gomes felizes da vida. Tivemos oito filhos, e o mais interessante de tudo isso, é que, a filha primogênita Miriã foi quem inaugurou o berçário da Igreja. Dos filhos Sansão, Saulo, Miriã, Mário Jr, Marcos, Marcia, Miria e Jeferson, a benção de contar hoje com 22 netos e 5 bisnetos, graça maravilhosa de Deus.

Louvo a Deus pela vida útil no Reino, tendo tido a oportunidade de

participar de várias áreas na vida da Igreja – guardando a doce lembrança do

primeiro coro da Vila Amauri; a coordenação do Rol de bebês; auxiliar do

Grupo de Sociabilidade, Conjunto Rosas de Saron, que era orientado pela irmã

Eloide; ainda o Conjunto Filhas de Sião que minha irmã Berenice era

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responsável; ainda o Coro da Igreja Batista nos anos de 1986 a 2012. Neste último ano tive que me afastar por problemas de saúde.

Olhando para o retrovisor da minha vida, vejo como Deus foi e tem sido tão bom para comigo. Estando presente em vários momentos da vida na nossa Igreja, construindo o legado de uma vida comprometida Com Deus, com a minha Igreja, em tudo, contribuindo com a Propagação do Evangelho de Jesus Cristo até que Ele venha. Minha vida cristã continua comprometida.

“Sim, grandes coisas fez o senhor por mim, e por isso estou alegre.” Salmo 126.3 Outono de 2019

MEU PORTO SEGURO

Anita Ribeiro

Eu estava um pouco machucada quando visitei a PIBS pela primeira vez, em março de 2016. Havia passado por muitas perdas e por algumas situações tristes de comunidades de fé, e estava decidida a procurar uma igreja que atendesse o padrão bíblico de uma congregação sadia: um lugar onde a Palavra de Deus fosse ensinada sem heresias e com Escola Bíblica Dominical sólida; que tivesse uma eclesiologia de prestação de contas e participação da congregação; com um líder maduro, bíblico e com vida de oração, realmente dedicado a pastorear a congregação; que houvesse acolhimento mútuo; socorro aos órfãos, às viúvas e aos pobres; e, indispensável, uma igreja envolvida com missões. Quando eu dizia para meus amigos que buscava uma igreja assim, a maioria duvidava que eu fosse encontrar, “você quer uma igreja perfeita e isso não existe”, eles diziam. Acontece que eu tinha uma promessa de Deus, Ele me disse em sua Palavra que me levaria para “uma terra que mana leite e mel”. Eu queria essa igreja, a que manasse leite e mel.

Cheguei na PIBS em uma época em que o pastor Washington estava pregando uma série de sermões no livro de Romanos, sobre a segurança da salvação do crente.

Era também mês de missões mundiais. E, além disso, na EBD o pastor estava

introduzindo a visão de PGMs – Pequenos Grupos Multiplicadores. O prédio não

estava muito bonito, estava firme, mas tinha o desgaste do tempo de quem tinha

décadas de história para contar. Nesse cenário, sabe qual foi minha leitura? “Teologia

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sólida e bíblica, que bom! Olha, durante os cultos há vários momentos de oração, isso é ótimo! Em todos os cultos fala-se sobre missões transculturais, é isso mesmo? Eles preferem investir em missões, que fica para a Eternidade, do que no prédio de pedra, que passa, é sério ou é sonho? Que lindo projeto de fazer de cada membro da igreja um discipulador em sua própria casa! Essa igreja existe mesmo?”.

Eu realmente achei que estava sonhando. A igreja dos sonhos que eu buscava existia. Deus havia me levado para a “terra que mana leite e mel”. Fiquei tão impressionada que me recusei a me tornar membro na igreja, porque eu duvidei que fosse real! Fiz questão de visitar outras igrejas na cidade, mas não houve dúvida. A PIBS era o presente que Deus me deu, meu porto seguro!

Sou filha única, meus pais e avós são falecidos. Até o presente momento sou solteira e não tenho filhos. A PIBS é a minha família. É o lugar onde Deus tem cuidado do meu coração, através da família pastoral, e de cada irmão e irmã que, amorosamente, tem me recebido com carinho e cuidado.

Na PIBS a minha vocação missionária tem florescido. A igreja reconhece meu direcionamento para campos transculturais e recebi encorajamento e orações durante minhas viagens missionárias. Alguns irmãos inclusive participam financeiramente do meu ministério, evidenciando ainda mais esse convívio familiar e de obediência à vontade de Deus. Encontrei meu porto seguro.

Quando o Senhor restaurou a minha sorte, fiquei como quem sonha! A minha boca se encheu de riso, e a minha língua, de louvores. Eu direi entre as nações:

Grandes coisas o Senhor tem feito por mim!

Minha ida para a PIBS foi um divisor de águas na minha vida espiritual. E confesso que tenho reações bem emocionais se alguém fala mal da minha família, hein? A PIBS é a minha família, que não é perfeita, mas é sadia e cheia de Jesus!

A PIBS tem cumprido o ide do Senhor Jesus: tem ido até as nações e tem feito discípulos onde está. Por isso o Senhor permanece conosco até o final dos tempos.

“ide, fazei discípulos de todas as nações, (…) ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos.”

Mateus 28.19a,20

À minha frente está o campo missionário. Reconheço que sinto um pouco de

receio de me afastar de um convívio tão maravilhoso, mas que alegria é obedecer ao

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Senhor Jesus e saber que tenho uma família na retaguarda me cobrindo de orações e me encorajando para que eu não fraqueje no ministério!

Minha Igreja, meu porto seguro.

Membro da PIBS desde agosto/2016.

ABENÇOADO AJUNTAMENTO

Rosiléia Alves de Oliveira Silva

Não é muito comum encontrar histórias de famílias que tenham conseguido manter um ajuntamento de gerações, promover encontros mensais e anuais, mantendo a mesma comunhão entre consanguíneos e aqueles agregados pelos casamentos que acontecem pelo caminho – noras, genros, tios, tias, sobrinhos e sobrinhas, sendo acrescentados ano após ano, centenas de pessoas reunidas, sendo renovadas por muito amor. Isso ainda existe!

É o caso da família de Antônio Alves dos Santos e Benedita Alves dos Santos, agraciados pelas promessas de Deus, proclamadas no Salmo 103.17-18, que ser reportado:

“Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.”

Esse é o testemunho de uma família que estabeleceu uma firme

aliança com o Senhor. Desse tronco familiar, nasceram: Maria Alves,

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João, Luzia, Vicente, Ana Rosalina Domingos, Tereza, Doralice, Aparecida, Eurípedes, Lurdes e José.

Quando ainda bem jovem, com os seus 14 anos de idade, a filha mais velha, Maria Alves, foi trabalhar na casa de uma família Cristã, ali foi evangelizada aceitando a Cristo como seu Senhor e Salvador. Ela tomara posse da Promessa:

“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás Salvo tu e tua casa”.

E nessa certeza começa seu trabalho missionário na sua família, através da oração e testemunho, foi ganhado seus pais e irmãos para Cristo. Os últimos a se converterem foi seu irmão Vicente e sua cunhada Maria Helena, depois de quarenta anos de oração. Imaginem a festa que foi!

No dia do Batismo de Vicente e Maria Helena, a família em peso, se fez presente. Era o cumprimento da Promessa! Que toda a família serviria ao Senhor! Tornando-se ainda mais forte e unida para Glória de Deus! O Pastor Washington teve grande influência para o crescimento espiritual do casal. Louvamos a Deus por sua vida.

O quadro do batismo vale ser lembrado. Os dois entraram junto no batistério, sorrindo, uma olhada rápida para a igreja ali reunida. Havia uma expectativa enorme. Um silêncio quase total, em que, era possível ouvir as palavras do pastor mesmo sem microfone.

O pastor Washington se mostrava emocionado. Pregou como nunca, a igreja extasiada aguardava o momento em que cada um era submergido às águas batismais. Terminado o segundo batismo, a igreja se comportou de modo nunca visto, aplaudindo entusiasmada.

Emocionados, todos deram glória a Deus.

Batismos: Vicente e Maria Helena

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A grande marca desta família, é caracterizada pela celebração com alegria – um ajuntamento festivo de verdade, que foi motivado por ocasião das Bodas de Diamante de Antônio e Benedita. Após esse encontro, reunidos, decidiram que as famílias estivessem reunidas uma vez por mês em oração. A liderança havia sentido a necessidade de intensificar os motivos de maior consagração, para tanto, incluindo os jovens e as crianças.

Em cada ano o grupo aumenta, e consequentemente as novidades eram trazidas por cada familiar. Com certeza, trazidas as notícias sobre as lutas, as vitórias e tudo o que se torna comum numa convivência desse quilate – desde o carro novo, aquele que passou no vestibular, no concurso público, o neném que nasceu... e por aí à fora, tudo é festa!

Com o crescimento da família, muitos ficaram espalhados nas cidades do Distrito Federal, o que veio a dificultar a participação de algumas famílias aos cultos. Foi quando surgiu a ideia de que fosse dividido em núcleos de oração, sendo que todos estariam orando no mesmo dia combinado, com os mesmos propósitos – consagração das famílias.

Três núcleos foram criados: um na cidade Ocidental, outro em Candangolândia e outro em Sobradinho. Entretanto, continuam acontecendo os encontros anuais de toda a família no mês de dezembro. Ocasião em que são oportunizados os testemunhos dos feitos do Senhor em resposta às nossas orações.

Há uma programação sistematizada em que, são escolhidas as músicas especiais, os que cantam, aquele que proclama a Palavra de Deus, e uma parte social em que a alegria contagia a todos.

Deus sempre tem respondido nossas orações, em cada festa há

beleza, alegria e perfeita comunhão! É um grande exemplo para toda

família! Pois que, todos sabem reconhecer como esse casal lutou

durante uma vida inteira, vencendo muitas dificuldades na criação dos

filhos, e procurando mantê-los nos caminhos do Senhor.

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Como neta de Antônio e Benedita, agradecida a Deus pelos feitos do Senhor na minha família, me dispus em relatar, pelos menos em parte, do que tem acontecido nestes ajuntamentos.

Desse aprendizado, fica a vitória de estar há 53 anos servindo ao Senhor na Primeira Igreja Batista em Sobradinho no Distrito Federal.

Dentre todas atividades desenvolvidas, destaca-se o Núcleo de Oração da Família Alves Santos em Sobradinho, ao todo, dezesseis famílias, reunindo uma vez por mês em lares diferentes – isto se tem constituído numa maravilhosa experiência de comunhão com Deus.

A Ele seja dada toda honra e toda glória!

MINHA VIDA, MEU AMOR, MINHA IGREJA

Luzia Farias Ferreira

Tudo começou com a preocupação do irmão Jaime, um dos membros da igreja envolvido com a evangelização. Esse irmão querido, homem de fé, era mestre de obras, conheceu meu pai que também era mestre de obras; meu pai preocupado com a família, tinha sete filhos, dos sete filhos, quatro eram mulheres, belas mulheres, muito parecidas com a bela mãe.

Na época, meu pai com quase toda a sua família, irmãos, participavam do Vale do Amanhecer, uma entidade espírita, que ainda existe em Planaltina DF.

Ele estava começando a levar a nossa família para participar desse lugar; ele

com todo o seu cuidado e ciúmes, começou a observar algumas situações de

imoralidade no Vale do amanhecer, e compartilha essa preocupação com o

irmão Jaime, que não perde oportunidade de mostrar Jesus Cristo para o meu

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pai, assim convencendo-o a tirar toda a família do Vale do amanhecer e levar para igreja de Jesus Cristo.

Já estava perto do final do ano, quando meu pai chegou em casa e disse que a partir daquele dia todos nós seríamos crentes em Cristo, passando a frequentar a Igreja Batista.

No domingo, acordamos cedo, depois de tomarmos café, levou todos nós para a EBD. Imagina a alegria dele chegando com toda sua família na igreja! E o impacto que todos da igreja sentiram com a chegada de uma família com 9 pessoas, chegamos e ficamos sentados todos juntos, aquela filinha sentada nos primeiros bancos. Fomos muito bem recebidos por todos. E quando o pastor perguntou para meu pai quem seriam estes, ele disse _ “pastor essa é minha família e a partir de hoje todos nós somos queremos ficar aqui”. Todos riram.

Algumas coisas que me marcaram muito nesse momento de chegada na igreja foi, a mudança de atitude de meu pai, uma pessoa muito determinada, a partir daqueles dias ele nunca mais fumou, antes fumava duas carteira de cigarros por dia, parou de beber, a nossa vida mudou completamente, agora éramos uma família cristã, no domingo tínhamos almoço em família, todos sentados à mesa, com arroz, macarronada e frango, e a sobremesa era pudim ou delicia de abacaxi. No Natal meu pai comprou uma peça de pano verde, onde minha mãe fez roupas para toda famílias. Imagina toda família vestido de verde, chegando na igreja! Agora tínhamos que pedir a bênção antes de dormir. Foram momentos muito especiais sem o pai bêbado, sem brigas, sem cigarros, sem jogos. Agora o dinheiro começava a aparecer, e a vida melhorar.

Estava certo de que, Cristo é o único capaz de mudar a vida de uma pessoa e de uma família.

Toda nossa família começavam a participar das atividades da igreja, do

coro da igreja com o irmão Gesonias regendo, as meninas participavam das

mensageiras do rei com a irmã Lindaura esposa do pastor, e os meninos dos

embaixadores do rei, todos envolvido com a igreja de alguma forma, na época

pastoreado pelo Pr. Adalberto. Era uma igreja onde a comunhão era o pilar de

sustentação da comunidade. Todos nós vivíamos tudo em comum, a ponto de

de aceitar a demolição do templo, por não comportar todos, construir outro

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maior. Por causa do crescimento, passava dos 70 membros para mais de 330.

Para participar do culto tínhamos que chegar mais cedo, a quantidade de pessoas que estavam participando do culto do lado de fora da igreja era maior do que as que estavam dentro, muitos nas janelas, de pé na porta, muita gente.

No final dos cultos tínhamos cantina, e muitas atividades com jovens, fazíamos social, uma brincadeira de roda muito divertida, sempre voltávamos pra casa felizes em todos os sentidos.

Participei de uma atividade muito especial com as mensageiras do rei, foi um grande desafio feito pela esposa do pastor, dona Lindaura, todas nós deveríamos ler todos os livros da bibliotecas, fazer os passos das revistas das mensageiras, evangelizar, escrever para missionários, o prêmio seria uma bela viagem para conhecer o IBER no Rio de Janeiro;

Foram 14 meninas que conseguiram, tal feito, pensem que viagem maravilhosa, conhecer o IBER tão falado e estudado, conhecer o mar, Copacabana, conhecer a família do pastor, tudo foi muito abençoador.

Quanto aos acampamentos, eram muito especiais, pois o pastor fazia questão de levar toda igreja, ele tinha muita influência com as pessoas da sociedade, por isso conseguia lugares muito bons, para acamparmos.

Um dos acampamentos que mais me marcou, foi um que fizemos na ESAF , Escola Fazendária do DF, lugar muito lindo, a igreja em peso reunida, a mensagem, as musicas, as brincadeiras, tudo muito bom, como foi especial aqueles momentos.

Com a igreja muito unida, e o número crescente de mebros, veio a demolição da igreja. Um grande mutirão foi o ponta pé inicial, todos participavam, cada um com suas habilidades peculiares - homens quebrando as paredes, os mais jovens carregando entulhos, as mulheres fazendo as refeições, e as mais jovens servindo, tudo muito integrado e com muito amor.

Enquanto isso, a igreja passou a reunir numa escola, na mesma quadra da igreja, no Centro Educacional. Depois de construído um galpão na quadra 5 conjunto C , um lote cedido por um dos irmãos da igreja, as reuniões mudaram de lugar, enquanto aguardavam a construção do novo templo.

Depois do mutirão para a demolição, veio o mutirão para a construção.

Engenheiros, mestres de obras, pedreiros, carpinteiros, muitos com suas

habilidades, começamos a construção, tudo regado a muita alimentação,

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alegrias, orações, doações, muito amor e dedicação, construímos o templo mais bonito mais desejado da cidade.

Terminada a construção, e o templo em condição de ser usado, fizemos a inauguração, agora com a capacidade para 800 membros sentados. Foi grande a celebração - adoração, louvor, toda cidade convidada, todos podiam engrandecer ao Senhor, e agradecer pelos sonhos realizados. Agora um desafio: dar o acabamento no templo, o que parecia ser a parte mais difícil.

Testemunhando a todo esse acontecimento na igreja, veio a mim um momento de muitos desafios pessoais - percebi que ainda não era convertida.

O Espírito Santo começou a me incomodar de varias formas, para que eu me convertesse e me dedicasse completamente à causa de Deus. Nessa época o Jessé hava montado um coral com os adolescentes, eram mais de 50 participantes, e nós cantávamos na igreja, e em vários lugares quando convidados. Comecei a participar também do conjunto Levitas, conjunto que havíamos criado, Luzia, DrªJane minha irmã, Prª Vilminha e sua irmã Haiane, Virgínia, Márcia Gomes, Pr. Nilson, Pr. Luís, Euripedes, Edinho meu cunhado.

Este conjunto além de participar dos cultos da igreja, também cantava em viários outros lugares. Através desse conjunto pudemos inserir, bateria, guitarras, contrabaixo, pandeiros, agogô, na igreja, enfrentamos muitos preconceitos por isso, a participação desses instrumentos nos cultos, bem como as musicas fora do cantor cristão, músicas do Grupo Vencedores por Cristo, logos, até Rebanhão, músicas não muito aceitas na época,

Estava feliz por participar também do coro da igreja, e de varias atividades que a igreja proporcionava, ia crescendo no conhecimento e na graça de Deus.

Sendo jovem, me sentia escolhida e a menina dos olhos de Deus.

Nessa época nossa família sofreu muito, perdemos um tio, o caçula da

família, e uma semana depois, morre fulminantemente meu pai, deixando

minha mãe grávida de oito meses, e sete filhos. Foi tudo muito difícil, sem meu

pai, muita coisa mudou, agora minha mãe, precisou trabalhar para sustentar a

família juntamente com Jane minha irmã mais velha, e eu precisei cuidar dos

outros irmãos; sem meu pai, fiquei muito sem norte, até um dia que estava

sozinha chorando, na área verde de minha casa, comecei a orar a Deus, e

você não imagina a resposta que Deus deu a mim naquele momento, me

reporto ao Livro de Isaías 41:9,10,“Tu, a quem tomei das extremidades da

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terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” Isaías (ARA). Naquele dia pude descobrir, que meu pai morreu, mais meu pai do céu estava comigo, para sempre, Aleluia!!

A nossa igreja muito amorosa como sempre, nos acolheu de uma forma maravilhosa, Deus através dela se mostrava cada vez mais a nós. Preciso contar uma experiência muito marcante na minha família nessa época: um dia nós estávamos sem nada pra comer em casa, só tínhamos sal, amanheceu o dia e minha mãe disse, hoje a coisa está feia! Não temos nada, vou até a padaria para ver se consigo alguns pães velhos; sei que ficamos em casa orando, minha mãe voltou com alguns pães, comemos, e minha mãe disse, só podemos confiar em Deus para nos ajudar, ela mal acabou de falar, alguém bateu na porta. Foi rápido demais - umas compras chegavam - com varias caixas de mantimentos, que deu para nos alimentar por mais de mês, até hoje não sabemos quem nos abençoou. Com tamanha bênção, que marcou toda a família, sentindo que nosso Deus realmente cuidava dos órfãos e da viú. Até hoje posso sentir esse amor tão lindo que Deus tem por mim e minha família.

Depois de algum tempo, não sei porque, o nosso querido pastor Adalberto deixava a igreja com sua esposa. Foi muito ruim, senti muito, e agora começava a transição: a escolha de um novo pastor, nova adaptação, até chegar o novo pastor. O sucessor foi o pastor Bonifacio, ele veio com sua família.

Pensa num pastor que tem missões no sangue; uma boa e nova experiência começava, podia ver a ação de Deus na vida da igreja. Antes a igreja usufruia da comunhão, o que era bom, porém, não tinha experimentado o

“Ide”.

O novo pastor já começou ensinado sobre dons, sobre a importância de

exercermos os dons na evangelização de pessoas, incentivou todos os jovens

a se prepararem para evangelização, encaminhando-os para a Faculdade

Teológica Batista de Brasília, levou a igreja a ajudar os seminaristas que não

tinham condições, com bolsas de estudos, levando todos nós a abrir viários

pontos de pregação;

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No domingo, saíam da igreja viários grupos para esse trabalho.

Começamos o trabalho em Brasilinha, PLANALTINA de Goiás, a Primeira Igreja Batista de BRASILINHA, eu participava deste grupo, juntamente com outros irmãos. Ajudamos a igreja de São João da Aliança, a Igreja de Alto Paraíso. Fomos abrindo frente de trabalho até chegarmos em Mundumbi Goiás. Essa era outra ideia do Pastor Bonifacio: termos igrejas perto de casa, foi quando surgiu a Igreja Geração Eleita com sede na quadra 2 em Sobradinho; começamos um ponto de pregação em Sobradinho 2 - eram os jovens e os adultos juntos obedecendo ao ide de Jesus, na prática, sempre com grupos da igreja - coros, conjuntos, mensageiras, embaixadores, todos ofereciam seus carros, camiões, e saíamos, caravanas para pregarmos os evangelho mundo a fora. Muitas vezes, tínhamos que cozinhar, ou até mesmo comer dos famosos pães com mortadela, com refrigerante, e assim passávamos o dia de domingo fazendo a obra, voltávamos todos cheios do gozo, da graça, e do amor de Deus, nenhum dinheiro podia pagar tamanhol prazer. Foram abertos mais de 24 pontos de pregação, onde varios desses se tornaram em igreja e estão até hoje adorando e exaltando o nosso Deus.

Com tanto amor pra dar comecei a incomodar o Senhor, pois queria me casar, eu aprendi que é Deus quem da tudo o que deseja o meu coração, aprendi que só Deus sabia quem era a pessoa certa que me faria feliz, o resto da minha vida, então comecei uma verdadeiro importunação ao Senhor, pedindo a ele que me mostrasse,

“logo”, essa pessoa, pois na minha cabeça já estava na hora, dai um certo dia, o Senhor me mostrou que o meu eleito era o Jessé, estávamos no ensaio do coro, e ele começou a me olhar de maneira diferente.

Eu comecei a questionar Deus, pensando que seria impossível, pois o Jessé era um líder, músico, especial, inteligentíssimo, amigo, educadíssimo, respeitador, universitário, um grande homem de Deus, o que todas as mães podiam desejar como marido para suas filhas, como eu teria chance?

Só que Deus que sabe de todas as coisas, podia estar me mostrando o meu eleito. Ele sempre quer o melhor para a gente, porque não eu? Logo veio a confirmação, tanto para mim quanto para o Jessé - seríamos um do outro.

Começamos a namorar em 23 de Dezembro de 1980, ficamos noivos no dia 12

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de junho de 1983, e nos casamos no dia 7 de julho de 1984. Foi muito lindo!

Nessa época fazíamos faculdade, ele Administração e eu Teologia, na Faculdade Teológica Batista de Brasília.

Foi o casamento mais lindo que já vi, onde toda igreja estava em peso, o coro da Faculdade teológica cantou, os levitas, os Gideonitas, o Jessé cantou para mim! Cerca de mil pessoas presentes, igreja cheia, até a mezanino lotado.

Todos muito felizes, nos abençoando, o culto foi muito emocionante, muitos se emocionaram e choraram comigo. E os presentes? ganhamos de tudo, foram momentos marcantes para toda igreja, e para nós.

Depois da lua de mel em gramado RS, voltamos e nos dedicamos ainda mais com os trabalhos da igreja, nessa época eu fazia estágio na igreja, era a ministra de música da igreja, coordenava toda a música, tínhamos varias coros, conjuntos, sonoplastia, organizava a ordem dos cultos, o pastor Bonifácio trabalhava com temas mensais, de modo que em um ano trabalhávamos varios temas com a igreja, ensinávamos teoria musical, ficamos uma época sem pianista, só tínhamos a Jane e ela foi trabalhar em outra igreja, dai começamos a ensinar piano para alguns jovens e crianças, a Líbia filha do pastor Deusiano, foi a nossa pianista nessa época, nos ajudou muito, ensinamos teoria musical para alguns, fazíamos recitais, instrumentais e recitas de canto, muitos cresceram na música na nossa igreja, mas graças a Deus a Jane voltou, e assumiu o departamento de música, depois o departamento de educação cristã da igreja.

Foram momentos muito bons com o pastor Bonifácio, momentos de grande aprendizado.

Acabado o tempo de ministério do Pastor Bonifácio, transição novamente, começa novo ministério, agora com o pastor o Pastor Gerson.

A impressão que tive foi de que o Senhor Deus mandaria outro obreiro

para ter o templo terminado. De características diferentes, fino no trato com

todos, com perfil de bom administrador. De início, priorizou a construção, uma

grande campanha começou para concluir o templo. Ele trouxe todos para

dentro da igreja, para passar a ideia de que era preciso sair da condição de

congregação, isso era coisa do passado. Surgia um novo momento, era

campanha atrás de campanha e o novo templo ia ficando cada vez mais bonito,

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aliás, o mais lindo de Sobradinho (depois de pronto), chamou tanto a atenção da cidade que muitos queriam se casar nele.

O foco da igreja era o trabalho com família, como fortalecer o casamento, a igreja toda empenhada em encontros familiares e muitos estudos para esse fim, muitos jovens e adolescentes crescendo na igreja, foi nesse momento que fui convidada para ampliar meus trabalhos com adolescente, onde trabalhava já a 10 anos com eles na EBD. Comecei então o ministério com adolescentes, tínhamos mais de sessenta adolescentes, uma responsabilidade tremenda, foi nesse momento que pude confirmar meu chamado, trabalhar com filhos de crentes, já trabalhava com a segunda geração de meninos na igreja. Tudo começou ajudando as meninas mensageiras do rei que se tornaram adolescentes, e não queriam mais participar da estrutura das mensageiras do rei, queriam ficar juntas, um grupo lindo de meninas, com o convite, comecei o trabalho agregando os meninos, preparando estudos para essa idade, mais de 400 estudos, na EBD eles estudavam a Bíblia todas por duas vezes durante o período da puberdade, muitos encontros, acampamentos, intercâmbios, bandas, peças, viagens; mostrando a importância de sermos inteiramente de Deus, como servos, amando-o acima de tudo, praticando seus dons na igreja, e amando o próximo como a si mesmo.

Boas e lindas experiência, ver meninos crescendo e não saindo da igreja, foi muito bom poder perceber que esse tipo de trabalho com adolescentes. Era necessário e importante para o crescimento da igreja. Ser usado por Deus foi muito importante para mim, Deus realmente abençoou meu trabalho, meu ministério, onde não só abençoou meus filhos dando base a eles, como também muitas outras gerações de adolescentes.

Foram 30 anos da minha vida investindo nesse trabalho, hoje olho pra trás e vejo que resultado lindo, muitos adolescente que agora são grande homens e mulheres de Deus, bem casados, bem sucedidos na vida, foi muito bom deixar a marca de Deus na vida de cada um deles , eu tenho esse orgulho santo, um lindo trabalho com uma boa estrutura, usado como exemplo por muitas igrejas de Brasília na época. E também como trabalho do TCC na Faculdade Teológica Batista De Brasília.

Em tudo seja o Senhor louvado e engrandecido.

Referências

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